Deus é Fiel

Deus é Fiel

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Subsídio da lição - EBD: A perda dos bens terrenos – Leitura em Classe Jó 1.13-21.


A palavra-chave para a 10ª lição deste 3º trimestre é “Perda”. Perda corresponde ao ato ou efeito de deixar de possuir ou de ter algo.
As percas são consequências naturais da vida, assim como os ganhos.
As percas de bens poderão ter como significado; provação ou ausência de uma administração eficaz.
I – Jó e a experiência das perdas humanas
1. Seu gado e rebanho.
2. Seus servos.
3. Seus filhos.
Comentário: Deus deu testemunho de Jó ao chamá-lo de homem sincero, reto, temente a Deus e pelas ações no dia a dia Jó se desvia do mal (Jó 1.8). Portanto, as qualidades do patriarca Jó são: sinceridade, retidão, temor, vigilância e zelo pela família (Jó 1.4,5).
Jó era o homem mais rico do Oriente (Jó 1.3), mas por aprovação de Deus teve como o dissabor de perder tudo que possuía. Em sua soberania, Deus permitiu que o patriarca fosse provado, para mostrar a Satanás que o homem que confia no Senhor pode perder tudo o que possui, mas nunca deixará de confiar em Deus.
A provação de Jó se resume na palavra PERCA e elas foram:
ü    Perca dos bens matérias: em um momento para o outro o patriarca perdeu toda riqueza.

ü    Perca de seus filhos: antes que o primeiro mensageiro terminasse a mensagem o segundo já aproximava e transmitia a mais dolorosa de todas as más notícias daquele dia: “a morte dos filhos”.

ü    Perca da saúde física: Jó foi ferido com uma chaga maligna da cabeça aos pés.

ü    Perda do incentivo da esposa: as palavras da esposa de Jó foram: amaldiçoa a Deus e morre (Jó 2.9).

Portanto, da vivência de Jó fazendo aplicação à nossa vida deveremos entender que tudo ocorre para o nosso bem (Rm 8.28).

II – A perda dos bens

1.      De ordem material.
2.      De ordem afetiva.
3.      De ordem espiritual.
Comentário: as percas matérias poderão ser notáveis em nossas vidas pela traição de alguém. Pois, na maioria das vezes confiamos por demais nas pessoas e esquecemos-nos da ação de Deus em prol das nossas vidas e, por consequência deixamos de ser dependentes de Deus.
A notícia que provavelmente mais produziu dores em Jó foram a da perca de seus filhos. Quando uma pessoa sofre a perca de um ente querido as dores serão aliviadas com o passar do tempo. Porém, as percas afetivas não estão limitas à morte. No contexto atual muitas pessoas têm sofrido percas por atos de traição. Conheci um pastor que brincando disse o seguinte: “o casamento deverá ser ministrado com as seguintes palavras até que a vida vos separe, pois a vida está separando mais que a morte”. Entretanto, seja para a morte, ou seja, para a vida, em suma as percas afetivas produzem dores e angustias, mas devemos em Cristo confiar nossas vidas e lançarmos sobre ele todas as nossas ansiedades e não deixar que a nossa vida espiritual seja afetada.
III – Mesmo na perda podemos desfrutar o amor de Deus.
1.  Sua graça.
2.  Seu amor.
3.  Deus intervém na história.
Comentário: A graça de Deus é infinita. Essa graça nos resgatou da vida corrupta e nos outorgou uma nova vida com Cristo Jesus. A graça do Senhor nos basta, pois a mesma nos outorga: uma vida adornada, uma vida protegida e uma vida moldada por propósitos.
Os decretos de Deus são: criar, prosperar, restaurar e consumar. Os decretos de Deus são eternos, e são reveladores ao definir que Deus está no controle de tudo, por isso, Deus intervém na história e assim faz para o bem daqueles que Ele o ama. Deus tem o melhor desta terra para nós.
 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Noé modelo de fé para os que conhecem o chamado de Deus.

Texto: Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé. Hb 11. 7.
No capítulo 5 de Gênesis é relato sobre a genealogia de Sete que inicia com Adão e encerra com Noé e seus filhos e, nesta genealogia a narrativa bíblica apresenta um dos heróis da fé que se enquadra como modelo para os conhecem o chamado de Jesus nas suas vidas. Noé foi o décimo depois de Adão, filho de Lameque, e o seu nome tem como significado repouso; “E chamou o seu nome Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou” Gênesis 5.29.
Na leitura bíblica três serão os tipos de chamados encontrados; chamados das trevas para a maravilhosa luz, chamados para servir e chamados para a glorificação.
Pelos escolhidos missões nobres foram executadas.
Noé teve como missão executar a tarefa de construir uma arca e apregoar a mensagem de arrependimento.
Jonas teve como missão executar a tarefa de pregar a mensagem de arrependimento em Nínive.
Moisés teve como missão guiar, proteger, amar, em suma, liderar um povo numeroso no deserto.
Davi teve como missão firmar o reino israelita.
Elias teve como missão dentre tantas, ungir a Eliseu como sucessor.
Os doze tiveram como missão pregar o evangelho primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel, a curar os enfermos, a limpar os leprosos, a ressuscitar os mortos e a expulsar os demônios (Mt 10. 6-8).
I – Noé herdeiro da justiça
1. As qualidades de Noé. Dentre as qualidades de Noé a que primeiramente deve ser foca é a sua (Hb 11.7), e pela fé Noé foi avisado a respeito das coisas que não se viam, e pela mesma temeu para salvação da sua família e obediência à sua missão. Na vida do cristão o que é importante não é o que ele mesmo fala de si e nem o que os outros dizem dele, e sim o que o Senhor fala a seu respeito, e sobre Noé Deus descreve a sua justiça (Ez 14.14), Noé era um homem justo, logo era íntegro, imparcial, e andava conforme a justiça, e para agradarmos a Deus deveremos viver em justiça (Sl 101.6) e principalmente sermos justos no andar (Pv 14.2). E a terceira qualidade de Noé é a obediência. Por 120 anos o mesmo trabalhou na confecção da arca e mais tempo foi dedicado à pregação de arrependimento a sua geração.
Sobre alguns homens assim disse o Senhor: Abraão, meu amigo (Is 41.8); Gideão, varão valoroso (Jz 6.12); Davi; homem conforme o meu coração (At 13.22); Daniel; homem mui desejado (Dn 10.11).
2. Os dias de Noé.  A vida era seguida da melhor maneira possível, sem preocupações e com toda a atividade diária; comiam, bebiam, casavam e davam em casamento (Mt 24.37). Porém, a relação social e espiritual não era focada pela harmonia, pois, a terra estava cheia de violência (Gn 6.11), e viu Deus a terra, e eis que a mesma estava corrompida (Gn 6.12). Nos dias hodiernos a realidade é idêntica aos dias de Noé, por isso, o Senhor Jesus nos alerta para a vigilância. A maldade, a violência e a corrupção são fenômenos espirituais marcantes desta geração. Assim, como Noé foi fundamental para marcação de um novo tempo, tempo de restauração, nós deveremos ser nos dias atuais fundamentais nas mãos de Deus para fazer deste tempo um tempo de restauração e bênção para muitas vidas.
3. A missão de Noé. Noé era um homem justo e sábio, segundo registros da antiguidade Noé tinha conhecimento da medicina e foi um exímio conhecedor dos animais. Pois, Noé foi o marcador das gerações anteriores e posteriores do dilúvio. Mas, a missão de Noé era construir a arca (Gn 6.14) e conduzir à mesma a sua família e os animais.
II – Executando o chamado sem prerrogativas
1. Os motivos que levam a desistência. Muitos planos são criados e até mesmo são apresentados a outras pessoas, mas de fato poucos são os executados. Na atividade ministerial não é diferente. Muitos deixaram a caminhada ministerial por não esperarem em Deus, pois as lutas, as diversidades, as críticas, as murmurações e principalmente as rejeições foram constantes, porém o alvo que é Cristo não poderá ser abandonado (Hb 12.2). A falta de fé impossibilita o exercício eficaz na obra ministerial. O primeiro meio que leva muitos a desistência são os levantes provindos de pessoas amadas e não amadas e em segundo é a ausência da fé. Noé é um exemplo de perseverança, mesmo em meio a rejeição da mensagem pregada por ele continuava em sua missão central a construção da arca (I Pe 3.20) e se notabilizou como pregoeiro da justiça (II Pe 2.5).
2. Meios para o exercício de uma missão bem sucedida. Conforme a palavra do Senhor a Josué uma missão bem sucedida deverá ter entre tantos meios os seguintes pontos fundamentais: em primeiro, o reconhecimento e a certeza da chamada, pois tal atitude nos levará a vivermos sem medo “ninguém se susterá diante de ti” (Js 1. 5); e por segundo, ter um mentor, ou seja, um líder que por meio dos exemplos e ensinos nos outorgará condições para continuar a nossa caminhada (Js 1.5); em terceiro, esforço e ânimo, esforço em meio as fraquezas e animo em meio aos dissabores da vida (Js 1.6); e por fim, não apartar da palavra do Senhor, pois a mesma nos possibilita salvação, santidade e sabedoria.
Noé está relacionado entre os heróis da fé e conforme o escritor do livro aos Hebreus isto fez de Noé um dos tantos que compõe a nuvem de testemunhas (Hb 12.1). Em meio às rejeições Noé não abandonou a sua missão central construir a arca. Quando focamos na missão central da nossa vida que é a pregação do evangelho nos tornaremos notáveis pela obediência à grande comissão (Mc 16.15) e pela obediência os sinais nos seguirão (Mc 16.16-20).

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Subsídio da lição - EBD: A angústia das dívidas – Leitura em Classe I Tm 6. 7-12.


A palavra-chave para a 9ª lição deste 3º trimestre é “Dívida”. Dívida corresponde à quantia que se tem de pagar. O consumismo é uma das palavras chaves para compreendermos a razão que tem provocado um aumento de pessoas pressas às dívidas e por tal situação estão limitadas até mesmo ao consumo necessário do dia a dia.
Porém, o que leva as pessoas a consumirem o desnecessário?
Ø    O forte jogo da mídia com publicidades cheias de estratégias.
Ø    O convívio com pessoas consumistas.
Ø    A cobiça.
Entretanto, as causas do consumismo terão como consequências, pessoas atoladas na areia movediça das dívidas.

I – Quem é o dono do nosso dinheiro.
1.    Dê a Deus o que lhe pertence.
2.    Disciplina e orçamento financeiro.
3.    Cuidado com a cobiça.
Comentário: O cristão deverá ser responsável com o salário seguindo os seguintes passos.
O primeiro passo da responsabilidade com o salário é: reconhecer quem outorgou as habilidades e a oportunidade de trabalho para nós. Logo, percebemos que dependemos de Deus para executar qualquer atividade e se a realizamos com precisão é porque somos capacitados por Deus. Deus tem outorgado dons naturais para que nós tenhamos uma vida prospera. Se reconhecermos que Deus tem nos abençoado seremos fiéis a Ele nos dízimos e nas ofertas.
O segundo passo é: reconhecer o preço pago pelo salário. Ninguém ganha dinheiro dormindo ou de braços cruzado. Portanto, um preço foi pago por este salário, por isso, o individuo deverá limitar o consumo próprio para não afetar a convivência familiar.
E por fim, o terceiro passo é saber administrar o salário. A administração do salário deverá ser focada nas receitas e nas saídas. Segue – se uma planilha para analise.

Planilha de Consumo Mensal
DESPESAS - Fixas
VENC
VALOR
Água
 
 
Internet
 
 
Mercado
 
 
Quitanda
 
 
Farmácia
 
 
Mensalidade - Escola
 
 
Aplicação
 
 
Energia
 
 
Aluguel
 
 
Combustível
 
 
Prestações
 
 
Lazer
 
 

Portanto, precisamos utilizar nosso salário com sabedoria, a fim de honrarmos nossos compromissos, e glorificarmos ao Senhor em todas as áreas de nossa vida.
O cristão deverá tomar cuidado com a cobiça que é ambição, avidez, cupidez, ganância e inveja. Quando a prosperidade financeira segue a prosperidade espiritual a ganância não prosperará.
II – O consumismo e as dívidas.
1. Os males do consumismo inconsciente.
2. Adquirir o que se pode pagar.
3. Aja com integridade, fuja da corrupção.
Comentário: O consumismo inconsciente gera o desperdício. O próprio Senhor Jesus deixou um ensinamento na multiplicação dos pães que recolhessem os pedaços para que nada se perdesse. Faça uma analise crítica do seguinte provérbio:
E o que acumulo perco.
O que tento guardar será deixado e disputado por outros.
O que dou continuará a voltar para sempre.
Portanto, como cristãos devemos viver pela fé e entendermos que a fé não paga contas. Somos dependentes de Deus, portanto deveremos ser pessoas praticantes de boas obras.
Para não sermos vitimas da cobiça é fundamental deixar que o Espírito Santo nos guie. E o Espírito Santo nos guia pela consciência e pela Palavra de Deus.
III – É possível livrar se das dívidas.
1. Cuidado com seu cartão de crédito e com o chegue especial.
2. Vivendo de modo simples, porém tranquilo e santo.
3. Confie em Deus.
Comentário: Com o cartão de crédito deveremos tomar muito cuidado, pois o mesmo é cartão de fazer débitos.
Ter dinheiro não é errado e não é pecado. A raiz do mal é o amor ao dinheiro. O dinheiro é um excelente servo, mas um péssimo patrão.  No mundo capitalista nada se move sem a influência do dinheiro. Portanto o mesmo deverá ser encaixado nas regras para uma administração bem sucedida e esta administração começa em nossas casas ao controlar as nossas finanças.
Por outro lado o consumismo é feito por necessidades, por exemplo, há pessoas que precisam de determinado remédio e estão desempregadas e por isso aumentam se as dividas. Em tal situação surge uma pergunta: fazer o que? Como resposta é confiar no Senhor, porque no tempo de Deus o quadro da sua vida mudará. Por que em Cristo somos mais que vencedores.
Mais um provérbio:
Ganhe tudo o que puder.
Economize tudo o que puder.
Assim, você poderá dar tudo o que puder.
Seja sábio e administre seu dinheiro como um bom despenseiro de Deus.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Enoque um modelo de fé para os que aguardam a vinda de Jesus.

Texto: Pela fé, Enoque foi transladado para não ver a morte e não foi achado, porque Deus o transladara, visto como, antes da sua transladação, alcançou testemunho de que agradara a Deus. Hb 11. 5.
No capítulo 5 de Gênesis é relato sobre a genealogia de Sete que inicia com Adão e encerra com Noé e seus filhos e, nesta genealogia a narrativa bíblica apresenta um dos heróis da fé que se enquadra como modelo para a igreja que aguarda a vinda de Jesus. Enoque foi o sétimo de Adão, filho de Jerede.
Pela fé Enoque foi um diferencial na sua geração. Um marco importante para quem tem fé é ser diferente dos demais e esta diferença é notada na narrativa que dentre nove personagens citados o único que é descrito com as seguintes palavras “e andou com Deus” foi Enoque. Outra diferença notável é que todos os demais personagens mesmo com longos dias de vida passaram pela morte, enquanto Enoque não provou a experiência final da vida.
I – Enoque pela fé andou com Deus e foi translado para não ver a morte.
1. E andou Enoque com Deus. Andar com Deus significa estar de acordo com os princípios Divino (Am 3.3), e esta é uma característica daqueles que são sinceros (Sl 15.2), e que palmilham em caminhos retos. Andar com Deus significa conhecer o caminho de Deus (Sl 128.1) e o caminho de Deus é: perfeito (II Sm 22.31), e uma fortaleza para os retos (Pv 10.29).
O cristão não pode andar segundo os desejos da carne (Ef 2. 3), nem amando o mundo (I Jo 2.15), e nem tão pouco andar pelos conselhos do ímpio (Sl 1.1). Porém, os passos do cristão deverão ser moldados em uma palmilhação perfeita (Gn 17.1), assim como Jesus andou (I Jo 2.6), em amor (II Jo 1.6), em Espírito (Gl 5.25) e em retidão (Sl 101.6).
Pela fé Enoque andou com Deus. Os antecessores de Enoque assim como os posteriores são citados em Gênesis da seguinte maneira: “e viveu... e viveu... e foram todos os dias de...”, enquanto que para Enoque as citações são: “e viveu Enoque ... e andou Enoque com Deus ... e foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos” (Gn 5.21-24). Há uma diferença notável na vida daqueles que andam com Deus.
2. Enoque foi traslado para não ver a morte. A morte é a experiência final da vida. O homem não foi criado para provar a morte. Assim Deus, disse a Adão: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, não comerás, porque no dia que dela comer certamente morrerás” (Gn 2.17). Com a desobediência de Adão os efeitos do pecado foram imediatos, logo a morte espiritual passou a ser presente na humanidade e a morte física passou a ser experiência terminal da vida, que é a parte considerada mais amarga da vida a perca de um ente querido. A experiência da morte não é boa, pois ela causa dor, angústia, tristeza e saudade. Porém, aqueles que andam pela fé vencerão a morte assim como Enoque que é um dos símbolos da igreja no Antigo Testamento.
II – Os que esperam na vinda do Senhor.
1. Deverão ter como exemplo a pessoa de Enoque. Todos os dias da vida de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos (Gn 5.23). Os trezentos e sessenta e cinco anos de Enoque nos ensina que em todos os dias do ano deveremos buscar ao Senhor e andar na sua presença. Tal atitude deverá seguir todos os anos da nossa vida.
2. Deverão ser pacientes. A paciência é a virtude de suportar a injustiça, o sofrimento e as aflições. Ser paciente é esperar com o tempo, mesmo que este demore é continuar esperando sem desesperar. Um exemplo perfeito de paciência é o lavrador que espera o precioso fruto da terra, até que receba a chuva temporã e serôndia (Tg 5. 7-8). Não podemos nos desesperar quando se trata da vontade do Senhor. E a vinda do Senhor Jesus é certa.
Em meio às aflições da vida vem o desespero e perca da vontade de viver, porém ser paciente é em meio das dores, confiar em Deus assim como fez Jó (Tg 5.11), pois o Senhor é misericordioso e piedoso.
3. Renovarão as suas forças. Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão (Is 40.31). A águia é utilizada como modelo pelo profeta Isaias para comparar aqueles que esperam no Senhor que terão as forças renovadas. Pois, a águia dependente da espécie vive quarenta anos em pleno vigor; voando acima das tempestades, morando em lugares altos, pescando com precisão. Entretanto, na casa dos quarenta anos alguns problemas apresentam na vida da águia: as unhas ficam compridas e flexíveis, tornando um empecilho para a nutrição da ave que não consegue agarra a presa, o bico fica alongado e, pontiagudo se curva, impedindo que a ave emita sons. Em tal situação a águia terá duas alternativas: morrer ou enfrentar um dolorido processo de renovação que durará cento e cinquenta dias.
Ao escolher a segunda alternativa caberá à águia voar para o alto de uma montanha e bater o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Ao surgir o novo bico com o tal as unhas serão arrancadas. Após o surgimento das unhas a águia arranca as penas e após cinco meses sai para o famoso voo e para viver mais trinta anos.
Aos que esperam no Senhor renovarão as sua forças e dEle terá as seguintes promessas:
Primeira promessa, as forças serão renovadas. Ter forças renovadas é poder confiar e esperar no Senhor com paciência. Segunda promessa terá a capacidade de elevar-se acima das dificuldades. E como terceira promessa, a capacidade de andar para frente sem desfalecer.
A águia para viver mais trinta anos deverá fazer uma escolha. Ao escolher viver mais trinta anos a mesma optará por um período de solidão, período conhecido como o preço para a renovação. Há um preço a ser pago. Escolhamos andar com Deus pela fé.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Subsídio da lição de EBD: A rebeldia dos filhos – Leitura em Classe I Sm 2. 12-14,17,22,25.


A palavra-chave para a 8ª lição deste 3º trimestre é “Rebeldia”. A expressão rebeldia do hebraico, mãrãh, significa; oposição a alguém motivado por orgulho. Um bom exemplo de rebeldia conforme o significado no hebraico é Caim, que por orgulho matou o seu irmão Abel.
Na atualidade em meio aos avanços da tecnologia e conforme os escritos bíblicos o aumento da iniquidade torna-se difícil à criação dos filhos.
 Para início de conversa deixo como diga a seguinte indagação: quais são as principais dificuldades hoje para criar os filhos no caminho do Senhor?
Encerre as colocações com a seguinte expressão: “os filhos são presentes de Deus e herança do Senhor”.
I – A disciplina evita a rebeldia.
1. O que é disciplina.
2. O porquê da disciplina.
3. Os pais devem disciplinar.
Comentário: alguns dos termos utilizado para explicar a palavra disciplina nos originais são: paidéi, no grego e musar no hebraico, ambas tem como significado; instrução, disciplina e castigo.
De fato em primeiro deveremos entender o que não é disciplina. Disciplina não é castigo. O termo castigo usado para explicar a palavra disciplina trata-se da correção, não de espancamentos e nem de outros tipos de atos violentos.
Já a disciplina é o outorgar de limites na criação dos filhos e é também o estabelecimento de regras. Um exemplo bem claro da disciplina de Deus para os seres humanos é a graça que nos outorga os limites necessários para uma vida santa.
A disciplina é necessária para que os erros não venham a se concretizar no futuro. Quando disciplinamos estamos fechando lacunas que poderão provocar desastres para a nossa família. Preste bem atenção na história de Hofni e Fineias, filhos de Eli. Quantas pessoas nos dias hodiernos estão na mesma situação de Eli negando a disciplina.
A responsabilidade de disciplinar os filhos pertence aos pais e não:
Ø  A babá.
Ø  Os avôs.
Ø  Os professores da EBD.
Ø  A escola.
Os pais não poderão passar a responsabilidades para terceiros, cabe a nós instruir os nossos filhos e isto é disciplina.
II – Filhos rebeldes.
1. Filhos que não ouviram seus pais.
2. As consequências da rebeldia.
Comentário: Características pessoais de Caim. Caim desenvolveu a atividade econômica ligada à agricultura, pois foi lavrador da terra (Gn 4. 2). Na leitura do livro de Gênesis notaremos que as qualidades pessoais de Caim são reveladas das seguintes maneiras: primeiro, o primogênito de Adão e Eva não foi íntegro na doação da oferta, pois o texto Bíblico descreve que Deus atentou para a oferta de Abel (Gn 4.3,4); segundo, Caim deixou ser guiado pela ira (Gn 4.5) e terceiro Caim não teve controle próprio, pois arquitetou e executou a morte do seu irmão tornando se o primeiro assassino na história da humanidade.
Hofni e Fineias eram filhos inúteis (I Sm 2.12) e não agiam corretamente (I Sm 3.13). Absalão matou o seu irmão Amnom, conspirou contra seu pai e buscou a morte do seu pai.
Ao lermos a bíblia notaremos as falhas comentidas por Davi e por Eli. Um conhecido e admirado como rei e outro como sacerdote.
Davi errou por não agir em meio ao caos presente na família e ignorou o ódio na vida do filho Absalão. Já Eli foi um pai ausente sempre presente para resolver os problemas dos filhos dos outros e não presente para com os seus filhos, foi omisso e conivente aos deslizes cometidos por seus filhos.
Em suma a falta de disciplina na família terá como consequência: o desajuste familiar, violência, morte prematura e o envolvimento com drogas.
 III – O que fazer diante da rebeldia de um filho.
1. Não buscar culpados.
2. Demonstrar um amor incondicional.
Comentário: em Gênesis notamos as desculpas do primeiro casal. Um lançando sobre o outro a culpa. Quando o assunto é rebeldia dos filhos sempre haverá algum que lançará culpa a outro. Porém, não devemos culpar ou buscar culpados, e sim amar o filho com um amor incondicional, ou seja, não apresentar condições para amar, simplesmente amar como Deus requer que amamos.
Por fim, um dos meios para prevenir o a rebeldia nos nossos lares é a utilização constante da prática do culto doméstico, pois o mesmo proporcionará filhos crentes, filhos obedientes, filhos tementes a Deus e família estruturada e unida. Sou fruto das orações de meus pais.