sexta-feira, 20 de março de 2026

O FILHO E O ESPÍRITO SANTO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O FILHO E O ESPÍRITO SANTO

Conforme a Verdade Prática da lição:

O Filho de Deus cumpriu seu ministério em plena dependência do Espírito, revelando que a Obra redentora é trinitária: o Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.

Da verdade prática compreende-se que:

O Filho foi dependente no exercer o ministério ao poder do Espírito Santo;

A salvação é uma obra trinitária;

O Pai enviou o Filho;

O Filho obedeceu ao envio do Pai;

O Espírito Santo age por meio da capacitação.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar que a concepção de Jesus foi obra sobrenatural do Espírito Santo;

Explicar que Jesus viveu e realizou seu ministério em plena dependência do Espírito Santo;

Destacar que a obra da salvação é Trinitária e exige do crente fé e submissão.

Dependência é a palavra-chave da presente lição. Pode afirmar que há uma interdependência no agir e operar da Trindade no executar a salvação.

I – O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO

Maria quando notificada sobre o nascimento do Messias e que ela seria a mãe, fez a seguinte pergunta: Como se fará isso? E como resposta o anjo assim respondeu: descerá sobre ti o Espírito Santo.

A concepção virginal de Jesus indica que Ele é singularmente separado, o Santo, expressão que aqui é mais do que um título, é uma descrição da natureza sem pecado de Jesus. O nascimento ímpar é outra razão pela qual o menino pode ser chamado de Filho de Deus (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 398).

Jesus em sua natureza humana tem mãe e não tem pai. Jesus em sua natureza divina tem Pai e não tem mãe.

A expressão: a virgem conceberá e dará à luz um filho, outorga a ratificação das duas naturezas do Messias. A virgem, sem atuação do homem, indica que esta concebeu por intermédio do Espírito Santo (Mt 1.20), logo, a presente afirmativa ratifica a natureza divina de Jesus. A virgem, referência à mulher, indica a natureza humana de Jesus.

II – O FILHO E SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO

Ao descrever Jesus como o Verbo, o evangelista João afirma que o Messias possuía identidade e se caracterizava por suas obras.

Sendo a identidade do Verbo explicada pelos os seguintes padrões normativos:

No princípio “o Verbo é Eterno”;

O Verbo estava com Deus “o Verbo é distinto do Pai”;

E, o Verbo era Deus, isto é, “o Verbo é Deus”.

Resume então que Jesus é Eterno, é distinto do Pai e é Deus.

No que tange as obras do Verbo, Jesus cria (v. 3), ilumina (v. 9), regenera (v. 13) e revela (v. 18).

As operações de milagres realizados por Jesus são definidos como condução do Espírito Santo, afirmação corroborada com a profecia escrita por Isaias 11.2  ratificada com os registos de Lucas 4.18 e Mateus 4.1.

A dependência de Jesus ao agir do Espírito Santo não demonstra limitação em sua Pessoa, mas de fato ratifica a humildade na encarnação do Messias. Por meio do agir do Espírito Santo, o Senhor Jesus, venceu a tentação. Os três anos e meio do ministério terreno do Mestre foi sustentado pelo o poder do Espírito Santo.

III – A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA

A ação da trindade em salvar o homem trata-se da maior expressão de amor já definida e revelada na e para a humanidade.

O Espírito Santo não busca a própria glória, mas de fato ratifica o ministério do Filho ao enaltecê-lo. Logo, o que não engrandece o Filho e vai na contramão da Palavra de Deus, deve ser rejeitado pelo o cristão.

Na concretização da salvação, operada pela Trindade na vida do cristão, se notificará por três manifestações, sendo elas: a fé, o arrependimento e a obediência.

Referência:

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

 

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