Deus é Fiel

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domingo, 29 de março de 2026

ABRAÃO: SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – ABRAÃO: SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ

Conforme a Verdade Prática da lição:

O chamado de Deus na vida de Abrão e na nossa exige obediência irrestrita, fé e perseverança.

Da verdade prática compreende-se que:

Abrão foi chamado por Deus;

O chamado de Deus na vida do homem requer obediência irrestrita;

O chamado de Deus na vida do homem requer fé e perseverança.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar como ocorreu o chamado de Abrão;

Enfatizar a obediência de Abrão a Deus diante desse chamado;

Mostrar as lutas enfrentadas por Abrão ao chegar a Canaã.

Fé é a palavra-chave da presente lição, lembrando que a fé [...] é caracterizada por um compromisso profundo com os princípios do evangelho, levando-nos a agir com amor, justiça e misericórdia (Leandro, 2024, p. 71).

I – DEUS CHAMA ABRÃO

Tendo como base Gênesis 12.1-3 compreende que há três pontos fundamentais que envolvem o chamado de Abrão, sendo eles: a ordem divina para com Abrão, “sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei”; a condição, isto é, a necessidade da obediência do patriarca; e, a promessa divina para com Abrão (vv. 2,3).

A obediência do patriarca Abrão manifesta a fé do mesmo para com Deus, pois a fé se notabiliza mediante atitudes que se identificam com a prática da obediência ao Senhor. Logo, o patriarca foi obediente à ordem do Senhor, ou seja, a ordem em sair de um ponto geográfico e emocional para onde Deus estaria direcionando o patriarca.

Conforme os três primeiros versículos do capítulo doze, a chamada de Abrão (pai da altura) tinha uma ordem sair da terra que lhe pertencia, sair do meio da sua parentela e também sair da casa do seu pai, uma ordem em três dimensões.

a) Sai- te da tua terra. Ao chamar o homem Deus o consagra. A chamada de Abrão não é diferente, pois uma condição é imposta sair. Na primeira dimensão desta ordem Deus ordena Abrão a sair da sua terra o que corresponde a afastar de uma cultura corrupta e cheia de práticas contrárias a vontade do Criador.

b) Sai da tua parentela. Se o sair da terra correspondia a uma cultura corrupta, o sair da parentela correspondia ao afastamento de uma subcultura, ou seja, a parentela de Abrão estava submersa aos princípios culturais da mesopotâmia (Js 24. 2).

c) Sai da casa de seu pai. Em nossa vida o primeiro lugar deverá pertencer a Deus, o segundo a nossa família, todavia nunca os planos da família poderão omitir os planos de Deus para a nossa vida. O sair da casa de seu pai cabia a Abrão demonstrar o seu amor para com Deus.

Portanto, o chamado de Abrão possuía uma promessa com três palavras-chave: abençoar, bênção e benditas. Deus promete abençoar a Abrão e fazer dele uma bênção e por ele tornar bendita as famílias da terra (Gn 12.3) (Silva, Ano 9, Edição 28, p. 13, 14).

II – A OBDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS

Abrão foi obediente, atendeu ao chamado do Senhor, saiu da terra, abandou o ciclo parental e despediu de sua família. Passou a ser guiado pelo o Senhor, crendo na direção divina e nas promessas do Senhor.

A presença de Ló no trajeto de Abrão indica a ausência da obediência irrestrita. Compreende-se que o patriarca assumiu o papel direto de cuidador de Ló, no entanto, era necessária a total separação para com as pessoas de sua família.

Em Harã o Senhor agiria na vida de Abrão, pois [...] Deus queria seu preparo espiritual e emocional, sendo necessário ter algumas experiências anteriores à sua chegada ao destino visado (Renovato, 2026, p.16). Nas estações, ou paralizações da vida, Deus sempre tem um propósito específico na vida daqueles que possuem o chamado, objetivos esses permeáveis ao crescimento, tanto espiritual como emocional.

III – AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO CHEGAR A CANAÃ

Mudança requer deixar para trás o que não contribuirá para com a vida a ser vivenciada no novo local, assim como se torna necessário levar nas bagagens o que é necessário. As coisas certas deixadas, assim como as certas conduzidas garantem o não retorno, assim como a não saudade que impulsiona ao retrocesso.

No entanto, ao chegar ao local o patriarca deparou com uma crise que culminou na fome naquela região, fator que impulsionou Abrão a descer ao Egito, pois naquele lugar haveria o necessário para o abastecimento de todos os que acompanham o amigo de Deus.

A terra de Canaã era frutífera, no entanto o conhecimento das estações tornaria necessária para o convívio e manutenção na região. Já o Egito era banhado pelas águas do rio Nilo o que facilitava o cultivo no período de seca. No Egito o Senhor também tinha como propósito solidificar a fé do patriarca por meio da confiança.

Chegando ao Egito, temendo a morte, por causa da formosura de Sarai o patriarca aconselha e direciona sua esposa a omitir que eram casados. Na culminância dos fatos [...] Faraó repreende Abrão por faltar com a verdade e o despediu com Sarai, levando todos os bens que Faraó lhe concedera por causa da união ilícita com sua esposa (Renovato, 2026, p. 19).

Referência:

LEANDRO, Eduardo. A verdadeira religião: um convite à autenticidade na Carta de Tiago. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Cronologia Bíblica. Revista Manancial, Ano 9, Edição 28.

 

sexta-feira, 27 de março de 2026

A TRINDADE SANTA E A IGREJA DE CRISTO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A TRINDADE SANTA E A IGREJA DE CRISTO

Conforme a Verdade Prática da lição:

A redenção da Igreja é uma obra conjunta da Trindade: o Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica, sustenta a fé e a missão da Igreja no mundo.

Da verdade prática compreende-se que:

A Igreja tem como obtenção da salvação a obra conjunta da Trindade;

O Pai age por intermédio da eleição;

O Filho redime por meio da obra sacrificial;

E, o Espírito Santo santifica os salvos em Cristo Jesus.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar a atuação do Pai, do Filho e do Espírito no plano redentor;

Explicar que comunhão da Igreja só é possível pela ação trinitária;

Destacar que a missão da Igreja é fruto do envio e capacitação da Trindade.

Trindade é a palavra-chave da presente lição. A doutrina da Trindade é uma das verdades centrais e mais sublimes da fé cristã. Ela expressa a unicidade de Deus em três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essa doutrina é plenamente fundamental nas Escrituras Sagradas, sendo essencial para compreender a natureza de Deus e sua obra na redenção da humanidade (Baptista, 2025, p. 9).

I – A TRINDADE E O PLANO REDENTOR

Tendo como base o texto escrito por Pedro:

Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas (1 Pe 1.2).

O Pai age mediante sua presciência em eleger os salvos. O presente texto não ratifica a predestinação, ou seja, Pedro corrobora em entender que o ato de Deus eleger indica que a eleição corresponde à igreja e não a uma pessoa específica. A eleição é coletiva e não se trata de um ato individual. Portanto, o Pai elege e elege a Igreja.

A ação do Espírito é santificar. O Espírito Santo guia os salvos em Cristo. O ato de conduzir os salvos corresponde em afirmar que o Espírito Santo direciona os crentes a viverem em Deus mediante a vontade do Senhor, isto é, conforme uma vida de santidade.

Santificação é o processo contínuo pelo qual o Espírito Santo trabalha na vida dos cristãos, tornando-os santos e separando-os de seus caminhos maus, para que eles se pareçam cada vez mais com Deus (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 689).

O Filho, Jesus Cristo, proporciona a salvação para com a humanidade mediante a obra realizada na cruz.

II – A IGREJA E A COMUNHÃO COM A TRINDADE

A comunhão da Igreja com o Pai se notabiliza mediante o amor manifestado de Deus para com os homens, pois:

Primeiramente, Deus amou o mundo de tal maneira que outorgou o Seu Filho para salvar (Jo 3.16).

Logo, é cabível que cada cristão conserve-se no amor de Deus (Jd 1.21).

Necessário é que o crente ame uns aos outros (1 Jo 4.10-12).

O amor do crente para com Deus desenvolve-se no interior do cristão uma vida inteirada na obediência para com os mandamentos (Jo 14.21).

A comunhão da Igreja com o Filho prefigura no ato da fé e da esperança, pois a fé é a certeza do que ainda não se viu (Hb 11.1) e a esperança descreve o acreditar no que ainda é visto como promessa. A Igreja tem comunhão com o Filho mediante a obra da salvação desenvolvida no calvário.

E a comunhão com o Espírito Santo se dá de acordo com a missão do Espírito em guiar a Igreja.

III – A IGREJA É ENVIADA PELA TRINDADE

A missão é uma extensão da comunhão trindade, logo, Deus tem como propósito para com a humanidade a salvação. Com o Pai ocorre a possibilidade do chamado para com a salvação, isto é, em salvar o homem dos seus delitos e pecados.

Com o Filho preconiza o chamado para o serviço, pois Jesus comissiona os homens para servir ao Pai.

Conforme Silva o chamado ao serviço possui benefícios e propósitos:

Os benefícios por servir a Cristo são para a vida presente aqui na terra e para a vida futura nos céus de glória (Mt 19. 29).

A demonstração de que aqui na terra somos abençoados estar na citação do apóstolo Paulo ao escrever que em Jesus podemos todas as coisas (Fl 4.13).

[...] Um dos propósitos do chamado é poder exercer uma missão nobre que glorifique ao Senhor Jesus.

E dentre outras podemos citar que o chamado de Deus em nossas vidas tem como propósitos:

O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.12).

E a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.12) (Silva, Ano 12, Edição 42, p. 7).

E com o Espírito Santo ocorre a capacitação e o envio do cristão chamado para exercer com eficácia o seu chamado.

Referência:

BAPTISTA, Douglas. A santíssima Trindade: o Deus único revelado em três Pessoas eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Conhecendo o Chamado: é ter uma vida abnegada e depender do Espírito Santo em suas ações. Revista Manancial, Ano 12, Edição 42.

sexta-feira, 20 de março de 2026

O FILHO E O ESPÍRITO SANTO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O FILHO E O ESPÍRITO SANTO

Conforme a Verdade Prática da lição:

O Filho de Deus cumpriu seu ministério em plena dependência do Espírito, revelando que a Obra redentora é trinitária: o Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.

Da verdade prática compreende-se que:

O Filho foi dependente no exercer o ministério ao poder do Espírito Santo;

A salvação é uma obra trinitária;

O Pai enviou o Filho;

O Filho obedeceu ao envio do Pai;

O Espírito Santo age por meio da capacitação.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar que a concepção de Jesus foi obra sobrenatural do Espírito Santo;

Explicar que Jesus viveu e realizou seu ministério em plena dependência do Espírito Santo;

Destacar que a obra da salvação é Trinitária e exige do crente fé e submissão.

Dependência é a palavra-chave da presente lição. Pode afirmar que há uma interdependência no agir e operar da Trindade no executar a salvação.

I – O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO

Maria quando notificada sobre o nascimento do Messias e que ela seria a mãe, fez a seguinte pergunta: Como se fará isso? E como resposta o anjo assim respondeu: descerá sobre ti o Espírito Santo.

A concepção virginal de Jesus indica que Ele é singularmente separado, o Santo, expressão que aqui é mais do que um título, é uma descrição da natureza sem pecado de Jesus. O nascimento ímpar é outra razão pela qual o menino pode ser chamado de Filho de Deus (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 398).

Jesus em sua natureza humana tem mãe e não tem pai. Jesus em sua natureza divina tem Pai e não tem mãe.

A expressão: a virgem conceberá e dará à luz um filho, outorga a ratificação das duas naturezas do Messias. A virgem, sem atuação do homem, indica que esta concebeu por intermédio do Espírito Santo (Mt 1.20), logo, a presente afirmativa ratifica a natureza divina de Jesus. A virgem, referência à mulher, indica a natureza humana de Jesus.

II – O FILHO E SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO

Ao descrever Jesus como o Verbo, o evangelista João afirma que o Messias possuía identidade e se caracterizava por suas obras.

Sendo a identidade do Verbo explicada pelos os seguintes padrões normativos:

No princípio “o Verbo é Eterno”;

O Verbo estava com Deus “o Verbo é distinto do Pai”;

E, o Verbo era Deus, isto é, “o Verbo é Deus”.

Resume então que Jesus é Eterno, é distinto do Pai e é Deus.

No que tange as obras do Verbo, Jesus cria (v. 3), ilumina (v. 9), regenera (v. 13) e revela (v. 18).

As operações de milagres realizados por Jesus são definidos como condução do Espírito Santo, afirmação corroborada com a profecia escrita por Isaias 11.2  ratificada com os registos de Lucas 4.18 e Mateus 4.1.

A dependência de Jesus ao agir do Espírito Santo não demonstra limitação em sua Pessoa, mas de fato ratifica a humildade na encarnação do Messias. Por meio do agir do Espírito Santo, o Senhor Jesus, venceu a tentação. Os três anos e meio do ministério terreno do Mestre foi sustentado pelo o poder do Espírito Santo.

III – A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA

A ação da trindade em salvar o homem trata-se da maior expressão de amor já definida e revelada na e para a humanidade.

O Espírito Santo não busca a própria glória, mas de fato ratifica o ministério do Filho ao enaltecê-lo. Logo, o que não engrandece o Filho e vai na contramão da Palavra de Deus, deve ser rejeitado pelo o cristão.

Na concretização da salvação, operada pela Trindade na vida do cristão, se notificará por três manifestações, sendo elas: a fé, o arrependimento e a obediência.

Referência:

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

 

sexta-feira, 13 de março de 2026

O PAI E O ESPÍRITO SANTO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O PAI E O ESPÍRITO SANTO

Conforme a Verdade Prática da lição:

O Espírito Santo nos liberta da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em Cristo e nos conduz à herança eterna planejada pelo o Pai.

Da verdade prática compreende-se que:

O Espírito Santo liberta o homem da escravidão do pecado;

O pecado escraviza;

O Espírito Santo confirma a filiação dos que se aproxima a Cristo;

O Espírito Santo conduz à herança eterna.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar que o do Espírito Santo nos liberta da escravidão do pecado e confirma nossa filiação em Cristo;

Explicar que o Espírito Santo guia o crente na vontade do Pai;

Destacar que a Trindade nos conduz à herança eterna.

Filiação é a palavra-chave da presente lição. Na Bíblia compreende que os filhos de Deus, são: filhos por criação, os anjos; filho por formação, Adão; filhos por eleição, os israelitas; e, filhos por adoção a igreja.

I – O ESPÍRITO E AS DÁDIVAS DO PAI

Ao trata do tema “da escravidão à filiação” o comentarista permite compreender a respeito da doutrina da salvação ao citar o apóstolo quando ensinou que o crente foi liberto do espírito da escravidão. Também reforça o entendimento no que tange a doutrina do pecado que possui seus prejuízos diretos para com o ser humano, e principalmente quando esse está sobre a égide do domínio do pecado, pois o salário do pecado é a morte (Rm 6.23).

Pelo pecado de um só homem todos tornaram pecadores (Rm 5.12), sendo assim, Deus enviou o seu filho unigênito para morrer e livrar os seres humanos de toda condenação provinda do pecado. O pecado é toda transgressão contra a lei de Deus. O pecado tem como salário a morte (Rm 6.23) e dentre todas as consequências do pecado a que mais transmite dor, sofrimento e gemido é a morte, pois a morte física é a separação do corpo para com o espírito (Silva, Ano 15, Edição 49, p. 45).

Falar a respeito da salvação é de fato corroborar para com o entendimento a respeito da adoção de filho, pois o cristão ao ser recebido pelo o Pai torna-se filho legítimo, e por ser legítimo terá direito a herança.

Ter a presença do Espírito Santo habitando no crente é a grande prova da legitimidade da filiação, pois o cristão passou das trevas para à plenitude do Espírito. Aquele que está no contexto do pecado, agora desfruta da gloriosa presença do Espírito Santo, sendo assim, a habitação do Espírito do Senhor.

II – O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI

Jesus afirmou aos apóstolos que o Espírito Santo os guiaria em toda a verdade, pois uma das missões da terceira Pessoa da Trindade é guiar, isto é, conduzir, daí compreende que:

O Espírito Santo guia os crentes a buscarem ter uma consciência plena diante do Senhor;

Guia os cristãos a buscarem os dons que agradam ao Senhor;

Conduze os pregadores a propagarem o Evangelho;

Inspira a mensagem dos pregadores;

Direciona aos líderes a agirem conforme a vontade do Pai.

Portanto, o Espírito Santo conduz a Igreja de Cristo a realizar tudo conforme a vontade do Senhor.

III – A TRINDADE CONDUZ A HERANÇA ETERNA

O presente tópico define que ser coerdeiro é ser também participante dos sofrimentos com Cristo, daí Silva (Ano 15, Edição 49, p. 45) comenta:

No cotidiano as aflições estão associadas a enfermidades severas, tristezas avassaladoras, angústias, desapontamentos, perseguições e, dentre outras, tribulações.

O benéfico das aflições pode ser listado da seguinte maneira:

1- Nas aflições as pessoas se aproximam das outras. As tribulações unem as igrejas e as famílias, e até mesmo as comunidades e as nações assumem unidade de propósitos em meio à tribulação (CHAMPLIN, p. 259).

2- As aflições servem de disciplina. Outorgando informações que se transformam em valores espirituais.

3- As aflições torna o cristão mais dependente de Deus.

4- A aflição é garantia da magnitude da glória que se manifestará. Paulo, pois, pensava tanto sobre a grandeza como sobre a certeza da glória futura; e é o sofrimento que nos faz lembrar essas realidades (CHAMPLIN, p. 259).

Para corroborar com Rm 8.18, o apóstolo assim escreveu à Igreja em Coríntios: porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente (2 Co 4.17).

Logo, as aflições do presente são leves quando comparados com a glória que há de vir. Paulo chama os sofrimentos que passamos nesta vida de leve e momentânea tribulação, quando comparados ao peso eterno de glória mui excelente (2 Co 4.17). O plano de compensação divino é tal que aquele que suporta os sofrimentos receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna, Mateus 19.29 (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.384).

 

Referência:

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Romanos. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.

sexta-feira, 6 de março de 2026

ESPÍRITO SANTO – O CAPACITADOR

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – ESPÍRITO SANTO – O CAPACITADOR

Conforme a Verdade Prática da lição:

O derramamento do Espírito Santo é uma promessa universal que capacita a Igreja com poder para pregar o Evangelho.

Da verdade prática compreende-se que:

O derramamento do Espírito Santo é uma promessa universal;

 O Espírito Santo capacita a Igreja;

A Igreja é direcionada a pregar o evangelho com poder.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar que o derramamento do Espírito Santo é uma promessa universal e atual;

Explicar que o Espírito Santo concede poder para testemunhar de Cristo;

Destacar que o Espírito distribui dons espirituais com propósitos e para edificação da Igreja.

Poder é a palavra-chave da presente lição. Poder corresponde com a capacidade de realizar algo.

I – A PROMESSA DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO

Convertei-vos pela minha repreensão; eis que abundantemente derramarei sobre vós meu espírito e vos farei saber as minhas palavras (Pv 1.23). No Antigo Testamento, há várias promessas de Deus derramar o Espírito Santo. E a referencia de provérbios identifica que o derramar do Espírito Santo viria sobre a pessoa que aceita a correção.

Entretanto, no livro do profeta Joel encontra se a citação clara do derramamento do Espírito Santo: e há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. Também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.

A profecia de Joel é abrangente, não se limita a títulos nem tão pouco a classe social. O texto é claro a toda carne. A profecia é também de abrangência ministerial, velhos e jovens serão renovados e qualificados para o serviço ao Senhor.

A palavra sonhos utilizada no texto de Joel se refere ao sonho que traz uma revelação de Deus sobre seu plano para o momento correspondendo a um indivíduo ou a um grupo. Além de sonhos a profecia de Joel trata se das visões. Visões quer dizer perceber ou prever. A palavra corresponde a visões sobrenaturais e geralmente possuía um destino com o objetivo outorgar uma mensagem ao público.

Com base nas seguintes palavras: porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar (At 2.39), corresponde à abrangência da promessa que é para todos quantos Deus nosso Senhor chamar.

No Novo Testamento tanto os judeus como os gentios foram cheios do Espírito Santo, isto sem ocorrência de acepção de pessoas conforme a profecia de Joel.

Assim, como Deus usou o profeta Joel para profetizar o dia de pentecoste com a descida do Espírito Santo, em Atos capítulo dois, Deus usou o apóstolo Pedro para confortar e esclarecer aos crentes a respeito do batismo no Espírito Santo.

Portanto, para receber o Batismo no Espírito Santo é necessário convicção da promessa, pois o próprio Jesus descreve o batismo como promessa do Pai (Lc 24.49) e viver uma vida de oração, consagração, obediência e por fim, cuidando da espiritualidade. Em suma, o dia de pentecoste é bíblico e o batismo no Espírito Santo é para os dias de hoje.

II – O CUMPRIMENTO: PODER PARA TESTEMUNHAR

Aquele dia de pentecoste foi diferente por alguns fatores anteriores.

Primeiro aquela festa era marcada pela antecedência da páscoa da ressurreição de Cristo.

Segundo, as sete semanas da preparação foram marcadas pela manifestação de Cristo aos seus discípulos.

E em terceiro, Jesus deu uma ordem aos seus discípulos: e eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder (Lc 24.49).

O dia de pentecoste de Atos dois é antecedido pela ascensão de Jesus, e o mesmo faz questão de falar de dois assuntos fundamentais da fé cristã: o retorno de Jesus e a descida do Espírito Santo. Isto se cumpre dez dias após a ascensão.

Para o recebimento do batismo é necessário a unidade, pois além de estarem todos reunidos em um mesmo lugar, estavam antes de tudo unidos com um mesmo propósito.

Para que ocorra o batismo, três condições são fundamentais: um candidato, um ministro e um elemento em que o candidato será imerso. Quando o batismo em ênfase é no Espírito Santo, o candidato é o crente, o ministro do batismo é Jesus Cristo e o meio em que o candidato é imerso é o Espírito Santo.

III – CONTINUIDADE DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO

Os dons são importantes para a execução do ministério no qual o cristão foi vocacionado. Portanto, os dons espirituais não caracterizam se o cristão que possui algum dom é superior ao cristão que não possui o determinado dom. Há uma diversidade de dons e estes existem para suprir as necessidades da igreja.

Sobre diversidade compreende-se que os dons proporcionam o suprimento das necessidades do ser humano. Há uma variedade, sendo esta variedade soluções que edificam e solucionam problemas desde o corpo a alma.

Didaticamente o apóstolo Paulo ao escrever para a Igreja em Coríntios descreve nove dons espirituais que para compreensão eficiente os estudiosos os dividem em três grupos.

Primeiro grupo o de revelação: sabedoria, palavra da ciência e discernimento dos espíritos.

O dom da palavra da sabedoria corresponde “a uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias extremas e difíceis”.

O dom da Palavra da Ciência corresponde com o resultado da iluminação do Espírito Santo proporcionando ao cristão o conhecimento a respeito das profundezas da Escritura Sagrada e também o conhecimento de fatos e circunstâncias atuais que estão ocultos.

E o dom de discernimento de espíritos permite que a igreja de Deus não seja enganada.

Segundo grupo o de poder: dom da fé, dons de curar e dons de operações de maravilhas.

Para que haja uma ação extraordinária por parte da igreja, a fé como dom é a capacidade outorgada pelo Espírito Santo ao cristão para que coisas sobrenaturais ocorram. A fé como dom sobrenatural ultrapassa a esfera natural das coisas.

Os dons de cura são importantes para a igreja nos dias de hoje pelos seguintes motivos: a cura proporciona evangelização, a cura proporciona glorificação; e, a cura proporciona vitória.

O dom de operações de maravilhas altera a ordem natural das coisas consideradas impossíveis e impensáveis. Como exemplo, a ressurreição e o acalmar o vento e a tempestade.

E o terceiro e último grupo os de elocução: profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas.

O dom de profecia corresponde com a mensagem verbal inspirada pelo Espírito Santo na língua conhecida pelo mensageiro e pelo destinatário. Sendo que a mensagem é divina.

O dom de interpretação corresponde com a identificação da mensagem divina e não com a tradução de uma língua.