Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O ESPÍRITO QUE NOS GUIA PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS
Conforme a Verdade Prática da lição:
O Espírito Santo não apenas guia
o cristão em seus passos, mas também o impede de avançar quando isso não está
em acordo com a vontade de Deus.
Da verdade prática compreende-se que:
O Espírito Santo guia o
cristão;
O Espírito Santo impede o
cristão de avançar quando o mesmo não está de acordo com o plano divino;
A vontade divina deve ser
compreendida pelo o cristão.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Interpretar a direção do
Espírito Santo na expansão missionária e na Igreja;
Contrastar o poder do
Evangelho com a atuação das trevas em Filipos;
Mobilizar a classe a
responder com fé e louvor em contextos de sofrimento.
Fronteiras é a palavra-chave para a compreensão
da presente lição. Termo corresponde com o limite que envolve territórios
pertencentes a países diferentes.
I – LÍDIA: QUANDO O
ESPÍRITO SANTO ABRE O CORAÇÃO E FUNDA UMA IGREJA
O tópico em apreço tem como
finalidade interpretar a direção do Espírito Santo na expansão missionária,
logo percebe-se que na segunda viagem missionária, o apóstolo Paulo tem a
companhia de Silas, em Listra o jovem Timóteo é incorporado ao grupo missionário.
Nota-se a ação do Espírito em
direcionar o apóstolo na obra missionária não apenas no ato de permitir e
conduzir a determinada direção, mas é visível no ato de impedir os missionários
de partirem para a Bitínia, ou seja, o crescimento do trabalho missionário se
dá pela ação divina.
No decorrer do trabalho
missionário Lídia se converte, tendo assim início da igreja no continente
europeu. Lídia de carisma espiritual, creu, foi batizada e tornou-se uma
verdadeira adoradora do Senhor.
Já em Filipos o evangelho foi
pregado mediante a simplicidade, graça e poder transformador do Senhor.
Simplicidade no que tange o início do trabalho, pregação do evangelho para
mulheres à beira do rio. Graça, no que corresponde o ambiente de simplicidade
surge o crescimento da aceitação para com a Palavra. Já poder, pois é em
Filipos que ocorre a libertação de uma jovem.
II – A LIBERTAÇÃO DA JOVEM POSSESSA E O CONFRONTO COM OS PODERES DAS
TREVAS
A libertação da jovem que possuía espírito de adivinhação
demonstra a autoridade que há na pregação do Evangelho.
Válido ressaltar o relato de Andrade brilhantemente
sobre a possessão demoníaca:
Controle das faculdades
mentais, espirituais e físicas de uma pessoa por uma entidade demoníaca. Nas
Sagradas Escrituras, há dois tipos distintos de possessão: a demoníaca, operada
pelos anjos de Satanás; e, a satânica, quando o mesmo príncipe das trevas
apodera-se do indivíduo. Um exemplo desta última, temo-lo no caso de Judas
Iscariotes (Jo 13.27) (1997, p. 90).
As vítimas de possessões demoníacas são
conduzidas à demência (Mt 4.24), e até mesmo perdem a capacidade de falar e de
ver (Mt 9.32,33).
Paulo e Silas foram acusados por perturbação por
aqueles que lucravam das adivinhações da jovem. Há momentos em que a fé se
apresenta como ameaças à ordem social, sendo essa ordem conduzida por
princípios que não correspondem com a Palavra do Senhor.
Em deuteronômio está escrito: Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os
prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu
tal coisa (Dt 18.14).
Orlando Boyer cita alguns meios em que os
adivinhadores tentam desvendar o passado, informar o presente e predizer o
futuro, são eles:
Astrologia, adivinhar por meio dos astros (Is
47.13).
Belomancia, adivinhar por meio de flechas (Ez
21.21).
Hepatoscopia, adivinhar por meio da inspeção do
fígado das vítimas (Ez 21.21).
Hidromancia, adivinhar por meio da água (Gn
44.5).
Necromancia, adivinhar por meio de evocação dos
mortos (Dt 18.11).
Rabdomancia, adivinhar por meio de varinha
mágica (Os 4.12).
Sonhos, adivinhar dormindo junto às sepulturas
dos antepassados (Is 65.4).
Sortilégio, adivinhar por meio de lançar sortes
(Ez 21.21).
Terafim, imagem de escultura que era utilizada
para a adivinhação (2 Rs 23.24).
Por fim, no oferecimento dos filhos em
holocaustos, adivinhação por meio do sacrifício dos filhos (pp. 23,24).
III – A PRISÃO DE
PAULO E SILAS E A CONVERSÃO DO CARCEREIRO
O presente tópico corresponde com a prisão de
Paulo e Silas e a conversão do carcereiro.
Conversão trata-se do novo nascimento, sendo
que o novo nascimento é definido pela palavra regeneração, que significa gerar
novamente. Termo grego para regeneração é παλιγγενεσία e significa novo
nascimento, regeneração, reprodução, sendo que no sentido moral corresponde com
mudança pela graça, sendo a mudança da natureza carnal para uma nova vida, ou
mudança de uma vida pecaminosa para uma vida santificada. Subentende ainda que
regeneração pode ser definida pelas seguintes palavras: retorno, renovação,
restauração e restituição.
[...] Biblicamente, é uma
mudança efetivada pela graça de uma natureza carnal para uma vida espiritual (Cabral, 2024, p. 30).
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro:
CPAD, 1997.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 1966 (primeira
edição).
CABRAL, Elienal. E o Verbo se fez carne: Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio
de Janeiro: CPAD, 2025.





