Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – CRISTO ENTRE OS FILÓSOFOS: O DEUS DESCONHECIDO SE REVELA
Conforme a Verdade Prática da lição:
A obra evangelística floresce
quando o coração, sensível ao Espírito, discerne os tempos e proclama com
ousadia a graça salvadora de Cristo.
Da verdade prática compreende-se que:
A obra evangelística progride
quando o cristão se torna sensível à voz do Espírito Santo;
O Evangelho deverá ser
pregado com ousadia;
A graça salvadora deverá ser
a base da mensagem pregada.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Levar o aluno a compreender
a idolatria em Atenas;
Analisar os postulados dos
filósofos epicureus e estoicos à luz do Evangelho;
Aplicar o discurso do
apóstolo Paulo no Areópago à vida cristã.
Evangelho é a palavra-chave para a compreensão da
presente lição. Termo que tem como significado “Boas-Novas
da redenção da humanidade pecadora por intermédio da vida, morte e ressurreição
de seu Filho Jesus Cristo” (Manser, 2013, p. 801).
I – CONTEXTO
HISTÓRICO, CULTURA E RELIGIOSO DE ATENAS
O tópico em apreço apresenta a
mensagem pregada pelo o apóstolo Paulo em Atenas, cidade identificada pela idolatria,
no entanto o apóstolo inicia a pregação à comunidade judaica, metodologia de
pregar o Evangelho nas sinagogas, e posteriormente o Evangelho sendo pregado na
ágora, isto é, em lugares livres com edificações, ou até mesmo livres como uma praça
pública.
Sobre a origem das sinagogas é
bom relembrar que:
Segundo dados
históricos as sinagogas que significa assembleia ou congregação, teve origem no
período em que os judeus estavam exilados na Babilônia. Os judeus para se
edificarem espiritualmente conforme as suas práticas diárias acharam por bem
construírem locais para reuniões espirituais e também para discutirem questões
sociais entre elas o futuro de seus filhos, pois as sinagogas também eram lugar
de educar os seus filhos. Jesus ensinou e curou nas sinagogas (Lc 6.6-11) (Silva, Ano 9, Edição 28, p. 42).
Portanto, para os judeus o
Evangelho pregado na sinagoga, enquanto que para os atenienses o Evangelho foi
pregado na praça pública. No entanto, a cultura grega era de ordem religiosa politeísta,
o que indica que esses indivíduos adoravam vários deuses.
II – OS FILÓSOFOS EPICUREUS E ESTOICOS
Os epicureus tinham o prazer como finalidade da
vida, assim como descrevia o prazer como ausência da dor e do sofrimento. Caracterizavam
por ser materialistas e tinham a morte como o fim de todas as coisas.
[...] Também ensinavam que o
“prazer é o companheiro inseparável da virtude”. Os seus seguidores, porém,
mudaram essa doutrina, chegando, por fim, a ensinar que o prazer é o fim
principal da vida (Gaby, 2026, p. 53).
Já os estoicos apregoavam o valor razão,
autocontrole, assim como o indivíduo deveria submeter ao destino. Religiosamente
esse grupo eram politeístas, o que caracterizavam em acreditar que tudo é deus
e deus está em todas as coisas.
Para os estoicos:
[...] O bem supremo era
obedecer à razão ou à virtude, suprimir as emoções e conduzir-se conforme o que
a natureza ordenasse. No fim, haveria uma reabsorção no mundo da alma, mas
nenhuma imoralidade individual (Gaby,
2026, p. 54).
No areópago o apóstolo Paulo ao ser conduzido
testemunhou de Jesus. O areópago era o local em que reuniam os sábios que
faziam parte dos conselhos relacionados com a justiça, educação e ciência da época.
III – O DISCURSO DE
PAULO NO AREÓPAGO
O apóstolo não inicia a pregação com ataques
aos princípios religiosos da população daquele local. A aprendizagem que se aplica
corresponde em entender que o Evangelho pode ser pregado em ambientes que
apresentam elementos culturais distintos ao cristianismo.
Paulo pregou uma mensagem inspirada, ungida e
sábia, pois:
O apóstolo apresentou Cristo e a ressurreição
(At 17.18).
Mensagem que para os epicureus e estoicos
correspondiam com uma nova doutrina (At 17.19).
Paulo apresentou o Deus desconhecido (At 17.23).
Paulo perorou conclamando ao arrependimento (At
17.31).
[...] o convite ao
arrependimento é universal e imediato. O motivo é apresentado a seguir: Deus
estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um
homem que Ele mesmo designou – Jesus Cristo – oferecendo como garantia disso a
sua ressurreição dentre os mortos (v. 31) (Gaby,
2026, p. 59).
Referência:
Gaby, Wagner. A Igreja dos gentios: do chamado missionário à consolidação do
evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
MANSER, Martin H. (Org.). Guia Cristão de Leitura da Bíblia. Rio
de Janeiro: CPAD, 2013.
SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Cronologia Bíblica. Revista Manancial,
Ano 9, Edição 28.





