Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A GRAÇA QUE ALCANÇA TODAS AS NAÇÕES
Conforme a Verdade Prática da lição:
É pela graça que somos
alcançados, perdoados e reconciliados com Deus.
Da verdade prática compreende-se que:
Pela graça o ser humano é
alcançado por Deus;
Pela graça o ser humano é
perdoado por Deus;
Pela graça o ser humano é
reconciliado com Deus.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Analisar com a classe como a
graça sustenta a unidade da igreja em Atos 15;
Examinar biblicamente a
salvação pela graça como oferta universal em Cristo;
Incentivar a busca constante
do trono da graça.
Graça é a palavra-chave para a compreensão da
presente lição. Termo que corresponde com “Favor imerecido
concedido por Deus à raça humana. Através da graça, o homem é capacitado a
compreender, a aceitar e a usufruir, imediatamente, dos benefícios do Plano de
salvação” (Andrade, 1997, p.
141).
I – QUANDO A GRAÇA
PRESERVA A UNIDADE DA IGREJA
O tópico em apreço tem como
finalidade compreender o que foi o concílio de Jerusalém e os discursos dos
apóstolos no que tange o destaque enfatizados pelos os mesmos. Sobre o
entendimento a respeito de concílio compreende que se tratou de uma grande
assembleia para resolução de determinadas controvérsias levantadas pelos legalistas
a respeito da circuncisão como requisito básico para a salvação.
O concílio reuniu apóstolos,
presbíteros e a igreja em Jerusalém. Foi direcionado por Tiago com a condução
do Espírito Santo e teve a palavra os apóstolos Pedro e Paulo, assim como a
argumentação de Barnabé.
No discurso do apóstolo Pedro,
entende o chamado de Deus para com Pedro tem como objetivo a pregação aos
gentios (v. 7), aos gentios Deus outorgou o Espírito Santo (v. 8), Deus não fez
distinção entre judeus e gentios, proporcionando aos gentios a purificação do
coração pela fé (v. 9), questiona aos judeus de imporem jugo insuportável (v.
10), e ratifica a salvação pela graça, tanto para judeus como para os gentios
(v. 11).
[...] O discurso
de Pedro demonstra que a fé em Cristo é suficiente para a purificação do
coração, rejeitando o jugo da Lei para os gentios. Ao chamar a Lei de “jugo”,
Pedro denuncia o perigo do legalismo e exalta a liberdade cristã. A liberdade
que Cristo concede não é libertinagem, mas libertação do poder da culpa e do
medo para servir a Deus em amor e obediência (Gl 5.1) (Gaby, 2026, p. 34).
Após Pedro, Barnabé e o
apóstolo Paulo testificaram a respeito das grandes ações de Deus por meio de
sinais e prodígios por intermédios deles entre os gentios.
Em síntese ao discurso de
Tiago fica nítido que:
Tiago, líder da
igreja em Jerusalém, pronuncia um parecer equilibrado, bíblico e conciliador,
demonstrando a maturidade da liderança cristã guiada pelo Espírito Santo que
unifica Escritura doutrina e experiência, encerrando a controvérsia sobre a
salvação dos gentios, propondo equilíbrio entre liberdade dos gentios e
responsabilidade moral (15. 13-21) (Gaby,
2026, p. 36).
A liderança deverá agir
conforme os princípios bíblicos, mediante a sabedoria divina para a
concretização dos propósitos do Senhor.
II – UM PRESENTE DE SALVAÇÃO PARA TODOS
A graça é na prática a ação divina em salvar o
homem. O pecado afastou o ser humano de Deus, a Lei revelou o pecado, porém a
graça é a ação divina que outorga a salvação.
Para compreensão da Lei é válida a seguinte
argumentação:
Para o apóstolo Paulo a
existência da lei está associada com a presença da transgressão. Até existe um
provérbio que enfatiza que “boas leis são provenientes de más condutas”. Por
isso, sabe que as leis foram mediadas para que os hábitos maus fossem
refreados. Nos escritos de Paulo aprende-se que a existência da lei estar
associada à disciplina e a educação, pois pelo meio educativo os israelitas
conheciam suas culpas. Portanto, a lei foi promulgada não por causa da
obediência de alguns, mas por causa da desobediência de muitos. Porque a lei na
sua instrução se aplica à corrupção humana (Silva, Ano 15, Edição 49, p. 18).
Porque a graça de Deus se há
manifestado, trazendo salvação a todos os homens (Tt
2.11).
Nesse versículo três aspectos da graça são
expostos.
O primeiro aspecto é a graça de Deus, isto
indica que a graça pertence a Deus que é Santo, Fiel e Justo.
Segundo, a graça se há manifestado, corresponde
com a manifestação de Jesus Cristo, pois o que era preparação na Antiga Aliança
torna se visível na Nova Aliança, pois o Verbo se fez carne (Jo 1.14) a
manifestação do Verbo é a manifestação da graça outorgando paz (Jo 16. 33),
vida em abundância (Jo 10.10) e principalmente o direito à vida eterna (Jo
17.3).
E em terceiro, trazendo salvação a todos os
homens, o que tornou possível com a manifestação do Senhor Jesus.
III – CRESCENDO NA
GRAÇA
Aproximando do trono da graça, ou seja, pois
dele procede misericórdia, perdão, socorro e poder espiritual. Logo, a graça proporciona
ao cristão uma vida frutífera e guiada pelo o Espírito Santo.
O crescimento na graça descreve a ação
transformadora do Espírito Santo na vida do cristão que passa a refletir a
glória do Senhor Jesus (2 Co 3.18), poder transformador visível também na
outorga dos frutos do Espírito: amor, gozo, paz longanimidade, benignidade,
bondade, fé, mansidão e temperança.
Pedro inicia a segunda epístola relando a
respeito dos benefícios do conhecimento: graça e paz multiplicadas, e vida e
piedade no cumprimento das promessas (2 Pe 1.2,3).
Portanto, o crescimento na graça e no
conhecimento do Senhor Jesus Cristo se dá por meio de uma vida de oração e
leitura da Bíblia Sagrada. Pedro não trata do conhecimento profano em que o
pecado está inserido, mas sintetiza o conhecimento outorgado pela iluminação do
Espírito Santo (Ef 1.17).
Referência:
Gaby, Wagner. A Igreja dos gentios: do chamado missionário à consolidação do
evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Romanos:
escrito paulino que edifica a Igreja atual. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.





