Deus é Fiel

Deus é Fiel

sexta-feira, 12 de junho de 2026

JACÓ: DE ENGANADOR A HOMEM DE HONRA

JACÓ: DE ENGANADOR A HOMEM DE HONRA

Conforme a Verdade Prática da lição:

Somente Deus pode transformar o caráter e a vida do ser humano.

Da verdade prática compreende-se que:

Jacó teve transformação do caráter;

Deus transforma o caráter e a vida das pessoas.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Enfatizar que os aspectos da família de Jacó;

Explicar que o desejo de Jacó de retornar à sua casa era divino;

Mostrar a passagem de Jacó pelo vau de Jaboque.

Honra é a palavra-chave da presente lição. Honra trata-se de ser reconhecido, respeitado e até lembrado por algo realizado ou pelo o ser.

I – A FAMÍLIA DE JACÓ

O nome Jacó do hebraico tem como significado suplantador, isto é, aquele que substitui ou toma o lugar do outro. Se Jacó torna-se conhecido como o enganador, por ter enganado o seu irmão, foi o patriarca também vítima do engano e agora por parte de seu tio Labão.

Em acordo firmado trabalhou sete anos para casar com Raquel, no entanto, ao finalizar o tempo do serviço e firmar o dia do recebimento do acordo, Jacó foi enganado por Labão, que justificou posteriormente que a filha mais nova não se casava primeiro que a mais velha, amando a Raquel, o patriarca trabalha mais sete anos para ter o direito de casar-se com Raque. Válido ressaltar que ao trabalhar os sete últimos anos por Raquel, o mesmo já se encontrava junto com Raquel. Entende que Labão confiava em Jacó e Jacó amava a Raquel.

Sobre Jacó e suas esposas pode concluir que. [...] O amor de Jacó por Raquel era notório, tanto que continuou servindo a Labão por mais sete anos. Jacó foi empurrado por Labão para uma bigamia involuntária e acabou tendo filhos com quatro mulheres. É digno de nota que Labão não enganou apenas Jacó, mas também suas filhas, pois mais tarde, tanto Lia quanto Raquel disseram que o pai as havia tratado como mercadorias [...] (Lopes, 2021, p. 465).

No total Jacó teve 12 filhos e uma filha sendo esses distribuídos segundo a maternidade.

Os filhos de Leia que são Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom e Diná.

Os filhos de Zilpa são Gade e Aser.

Os filhos de Bila são Dã e Naftali.

E os filhos de Raquel que são José e Benjamim.

II – JACÓ DESEJA RETORNAR A SUA TERRA

O presente tópico permite compreender o desejo de Jacó em retornar para sua terra, porém Labão faz proposta tendo como base o reconhecimento da bênção de Deus em sua vida mediante a pessoa de Jacó (Gn 30.26). [...] Labão tinha plena consciência de que tinha sido abençoado pelo Senhor por intermédio de Jacó, então, astuciosamente, pede ele: [...] Fixa o teu salário, que te pagarei (30.28) (Lopes, 2021, p. 474).

Labão engana Jacó dez vezes (Gn 31.6,7). [...] Labão trapaceou, porém Deus não permitiu que ele fosse prejudicado (Gn 31.6,7); Labão mudou seus salários, porém Deus mudou seus rebanhos (31.8,9) (Lopes, 2021, p. 482).

Deus ordena Jacó a retornar para a sua terra. Que se transforma na fuga de Jacó e familiares.

O segredo dos ídolos. Provavelmente Raquel roubou os ídolos de seu pai não por se tratar de questões religiosas, mas por corresponder com [...] a possessão desses ídolos do lar implicava a liderança da família e, no caso de uma filha casada, assegurava ao seu marido o direito da propriedade do pai (Lopes, 2021, p. 483).

III – JACÓ PASSA AO VAU DE JABOQUE

O tópico em apreço enfatiza a respeito do vau de Jaboque que corresponde com a parte mais rasa do rio de Jaboque, termo que tem como significado aquele que corre.

No ínterim do encontro entre Jacó e o Anjo do Senhor compreende-se que a mudança do nome do patriarca demonstra a transformação de caráter e de vida.

Jacó enfrentou tribulações, porém compreende-se que O gloriar nas tribulações segundo Paulo se relaciona diretamente aos resultados desta na vida do cristão:

A tribulação produz paciência, e a paciência, a experiência, e a experiência, a esperança (Rm 5.3,4).

Através da tribulação Deus desenvolve no cristão a perseverança e o caráter. Pois, (Silva, Ano 15, Edição 49, p. 31) “caráter é o complexo de características mentais e éticas que marcam e, geralmente, individualizam uma pessoa, grupo ou nação” (Munroe, 2015, p. 34).

Referência:

Lopes, Hernandes Dias. Gênesis: o livro das origens. São Paulo: Hagnos, 2021.

MUNROE, Myles. O Poder do caráter na liderança como os valores, a moral, a ética e os princípios afetam os líderes. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel Ltda, 2015.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Romanos: escritos paulino que edifica a igreja atual. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ

Conforme a Verdade Prática da lição:

Após um encontro com Deus, Jacó é transformado. Ninguém sai da presença do Senhor da mesma maneira.

Da verdade prática compreende-se que:

Jacó teve um autêntico encontro com Deus;

Após o encontro com Deus, Jacó foi transformado;

A presença do Senhor permite mudança na vida das pessoas.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Enfatizar que o sonho de Jacó foi o início de uma mudança profunda em sua vida;

Expor as descobertas de Jacó;

E, Explicar o que era a coluna de Betel.

Transformação é a palavra-chave da presente lição. Transformação corresponde com mudança, intrinsecamente corresponde com mudança de vida no que tange a maneira de viver.

I – UM SONHO QUE MUDOU SUA VIDA

Da fuga de Esaú, no deserto, sem ter onde reclinar a cabeça, o patriarca teve um sonho “e eis que era posta na terra uma escada cujo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela. Eis que o Senhor estava em cima dela e disse: Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado ta darei a ti e à tua semente” (Gn 28.12, 13).

Lições importantes do sonho:

Uma escada que ligava a terra aos céus, que tem como significado referente aos conselhos do céu que são executados na terra.

Os anjos do Senhor subiam e desciam a escada, significando que esses seres são ministros designados pelo o Senhor como ministradores da providência divina. [...] É digno de nota que os anjos não desciam e subiam, mas subiam e desciam, o que significa que os anjos estão conosco e ministram a nosso favor (Lopes, 2021, p. 453).

O Senhor estava em cima da escada, significado Deus está no controle de todas as coisas e no controle de todos. [...] O Senhor habita no alto e sublime trono, mas também habita com o contrito e abatido de coração (Js 57.15). Se queremos contemplar Deus com os olhos da fé, podemos olhar não apenas para as alturas, mas também ao nosso redor, pois ele está conosco todos os dias, em todas as circunstâncias (Lopes, 2021, p. 453).

A fala do Senhor, reafirmando a promessa que outrora tinha sido declarada aos patriarcas Abraão e a Isaque. Em comum percebe-se que o Senhor se apresentava, ao patriarca Jacó não foi diferente, Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque, isto é, Deus se apresenta como o Senhor da aliança com os patriarcas Abraão e Isaque, o que corresponde que Jacó está alcançado pela promessa e recebe a confirmação da promessa.

II – AS DESCOBERTA DE JACÓ

Deus tem inúmeras formas de agir e de falar para com os seus servos. Ao patriarca Deus falou por intermédio de sonho e ao acordar Jacó falo que [...] o Senhor está neste lugar, e eu não sabia. E temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus (Gn 28.16-17).

Sobre as forma de Deus falar compreende-se que [...] Deus falou no passado por intermédio dos profetas e nos dias em que se iniciava a igreja, Deus falou por intermédio do Filho, o Verbo que se fez carne (Jo 1.14). Para a igreja nos dias atuais é nítido que Deus continua a falar com o seu povo. Válido compreender que Deus utiliza de inúmeros meios para transmitir a mensagem, porém é necessário entender que Deus fala por meio da palavra pregada (Silva, Ano 15, Edição 52, p. 8). E a Jacó Deus falou por intermédio de sonhos.

A declaração de Jacó corresponde com a adoração, o patriarca reconhece o Senhor e a Sua grandeza, pois se entende que [...] temor é também um contraste apropriado à fuga em prol de sua vida, uma vez que há forças maiores que as de seu irmão que precisam ser levadas em conta. Quem teme a Deus não tem medo dos homens, e quem anda pela fé não precisa tramar (Lopes, 2021, p. 455).

III – A COLUNA DE BETEL

O tópico em apreço enfatiza o memorial e o voto. Quando Jacó edifica o memorial, indica a manutenção da lembrança, isto é, corresponde ao ato do ser humano de não esquecer o mover do Senhor no Seu agir abençoador.

Enquanto que o voto desenvolvido por Jacó se corrobora em quatro pedidos do patriarca:

A presença do Senhor (v.20).

A proteção divina (v. 20).

A provisão divina (v.20).

E o retorno em paz (v. 21).

E como resposta aos benefícios recebidos o patriarca promete:

O Senhor será o seu Deus (v. 21).

Onde a pedra foi erigida, será a Casa de Deus (v. 22).

O patriarca entregaria o dízimo (v. 22).

Referência:

Lopes, Hernandes Dias. Gênesis: o livro das origens. São Paulo: Hagnos, 2021.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Hebreus: Jesus, a revelação plena de Deus. Revista Manancial, Ano 15, Edição 52.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

JACÓ E ESAÚ: IRMÃOS EM CONFLITO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – JACÓ E ESAÚ: IRMÃOS EM CONFLITO

Conforme a Verdade Prática da lição:

Os pais não devem ter preferência entre seus filhos e deve trata-los da mesma forma.

Da verdade prática compreende-se que:

Pais não devem ter preferência para com os filhos;

Os filhos devem ter a mesma preferência;

A forma da expressão do amor dos pais para com os filhos não pode ser diferente.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Enfatizar que o nascimento de Esaú e Jacó foi resposta das orações de Isaque;

Mostrar que Esaú fez pouco de sua primogenitura e a vendeu;

Expor que Rebeca induziu Jacó ao pecado.

Conflito é a palavra-chave da presente lição.


I – OS FILHOS DE ISAQUE

É notável que Isaque sofreu conforme o seu pai Abraão. Da mesma forma Rebeca sofreu conforme a sua sogra Sara. O problema em que conviveram as duas gerações correspondia com a esterilidade. Sara não podia ser mãe, da mesma forma, Rebeca.

Isaque orou ao Senhor, assim Deus abriu a madre de Rebeca. Compreende-se que houve o atender da oração feita por Isaque. Deus é soberano e está no controle de todas as coisas. Logo, nasce Esaú e Jacó como resultado das orações de Isaque.

De fato não correspondia apenas com o nascimento de duas crianças, mas conforme Gênesis 25.23, tratava-se do nascimento de duas nações.

II – ESAÚ VENDE SUA PRIMOGENITURA

Não existe família perfeita, no entanto há famílias felizes.  Isaque e Rebeca não foram perfeitos e um pequeno detalhe é visível como falha desse casal, pois:

Os pais de Jacó deixaram de maneira nítida, o apego e o carinho para com os seus filhos (Gn 25.28), porém, de maneira errada, pois, enquanto Isaque amava a Esaú, a sua esposa Rebeca amava a Jacó.

Quando os pais demonstram o apego a um dos filhos, tal atitude poderá proporcionar desarmonia e profundas contendas. Havia na época a importância da primogenitura, e Jacó fez de tudo para obter o direito de primogênito, isto é, ser o detentor do direito da bênção. Para isto, Jacó comprou a primogenitura (Gn 25.31), e enganou a seu pai (Gn 27.33) (Silva, Ano 14, Edição 47, p. 11).

Esaú era considerado o primogênito de Isaque, sendo que o primogênito garantia alguns direitos, exemplo, a liderança da família, tanto no que correspondia aos aspectos espirituais e físicos. Porém, Jacó primava pela primogenitura, enquanto que Esaú desconhecia e por isso menosprezou a primogenitura, vendendo a Jacó. O ato realizado por Esaú se explica pela troca da bênção futura por uma outorga no presente.

III – REBECA INDUZ JACÓ AO PECADO

Assim explica Silva sobre o personagem Jacó:

O nome Jacó tem como significado, suplantador, isto é, aquele que cumpre uma missão difícil com rejeição ou com muita diversidade. Em sua biografia, Jacó se destaca por ser patriarca, filho de Isaque e Rebeca, e neto de Abraão (Silva, Ano 14, Edição 47, p. 11).

Na trajetória do indivíduo ocorrem momentos em que os próprios cuidadores que deveriam conduzir na íntegra e perfeita admoestação de boa conduta os filhos, torna-se os que favorecem aos desvios e erros a serem cometidos pela nova geração. Rebeca conduz Jacó a cometer o erro de enganar ao seu pai Isaque.

E dentre as principais das consequências encontra-se o conflito entre os dois irmãos em que Esaú desejava a morte do próprio irmão, Jacó.

Referência:

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Quem ama a sua família, ama a si mesmo. Revista Manancial, Ano 14, Edição 47.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

ISAQUE: HERDEIRO DA PROMESSA

 

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – ISAQUE: HERDEIRO DA PROMESSA

Conforme a Verdade Prática da lição:

Deus abençoou Abraão em tudo, e Isaque, o filho da promessa, também seria abençoado. Quando age, ninguém pode impedi-lo.

Da verdade prática compreende-se que:

Abraão foi abençoado por Deus;

Deus também abençoou a Isaque em tudo;

Logo, ninguém pode impedir o Senhor de agir.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar a fome que havia na terra no tempo de Isaque;

Refletir a respeito da inveja dos vizinhos de Isaque e a forma como ele lidou com eles;

Expor que Deus aparece a Isaque.

Benção é a palavra-chave da presente lição.

I – A FOME NA TERRA

A região por mais uma vez passa por um episódio de crise, pois havia fome na terra, o texto enfatiza ainda em afirmar além da primeira fome, isto é, a que ocorreu nos dias de Abraão (v. 1). No entanto, em meio às crises Deus direciona os que lhe obedecem, Isaque foi direcionado a não ir para a terra do Egito. Quando Deus direciona, Deus outorga os meios necessários para a sobrevivência.

A ordem de Deus para com Isaque foi sintetizada em três dimensões, sendo elas: não desça ao Egito, uma negativa que deveria ser obedecida; habita na terra que eu te disser, uma afirmativa que deveria ser obedecida; e, por último, peregrina nesta terra, afirmativa a ser obedecida. Por intermédio da obediência percebem-se os seguintes benefícios no Senhor para com o patriarca.

Serei contigo e te abençoarei;

A ti e a tua semente darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão;

Multiplicarei a tua semente;

Darei à tua semente todas estas terras;

E em tua semente serão benditas todas as famílias da terra.

Assim como o patriarca Abraão, o seu filho, Isaque, também mentiu por medo.

II – A INVEJA CONTRA ISAQUE

A ação de Isaque cavar poços era por Deus direcionado, pois onde o patriarca cavava encontrava água, fator que despertou a inveja por parte dos filisteus.

A inveja está diretamente associada com ambição egoísta, em que pode ser apresentada em versões diferentes com as seguintes palavras: facções, pelejas, discórdias, discussões, rixas, rivalidades. Na individualidade corresponde com esforços constantes para conseguir o melhor para si próprio, contenção, espírito de partidarismo, desavenças, e por fim, o ato desenvolvido por uma pessoa egoísta.

O fato é que a inveja tem como objetivo provocar separação, o que foi vivenciado por Isaque.

Isaque agiu de forma sábia e compreensiva de que a origem de toda a benevolência é o Senhor. Logo, do Senhor o patriarca poderia receber o melhor.

III – DEUS APARECE A ISAQUE

Tendo como base Gênesis 26.24 “E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo”, entende-se que o versículo apresenta três motivos para Isaque não ter medo: primeiro, eu sou contigo; segundo, abençoar-te-ei; e, terceiro, multiplicarei a tua descendência.

Eu sou contigo. Nada é mais precioso do que a presença de Deus. Adão falava com Deus pela viração do dia (Gn 3.8). Moisés falou com Deus face a face (Nm 12.8). Israel desfrutou da manifestação da glória de Deus no Monte Sinai (Êx 19. 18-20).

A frase, eu sou contigo, tem como definição teológica, a presença de Deus outorga paz, segurança, provimento, esperança, em suma, a presença de Deus outorga tudo o que é necessário para o bem estar daqueles que servem ao Senhor.

Foram abertos dois poços, eseque, que tem como significado contenda e sitna que significa inimizade. Ambos os poços aos serem abertos provocaram intrigas entre os pastores de Gerar com os pastores de Isaque. Porém, na abertura do terceiro poço, reobote, não houve contenda por parte dos pastores de Gerar, fato que permitiu o seguinte significado ao poço, alargamento, ou seja, agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra (Gn 26.22).

Portanto, Deus manifesta a sua glória mediante a sua presença em banir com contendas e com inimizades.

Abençoar-te-ei. Abençoar no grego εύλογέω, tem como significado falar bem de, louvar, exaltar em reconhecimento dos benefícios. Pode ser compreendido em três dimensões: de homens para Deus, de homens para homens, e de Deus para homens.

De homens para Deus, corresponde com a adoração do cristão desenvolvida em ações de graças.

De homens para homens, corresponde na invocação em que servos de Deus realizam para o benefício de outros, ou seja, invocar a benção de Deus para os que necessitam. Assim também como pedir a benção de Deus para com o pão de cada dia.

Já de Deus para os homens, corresponde com marcar com favor, prosperar, e fazer do indivíduo uma pessoa feliz. Isto é, favor conferido, dádiva, benefício ou doação.

Isaque foi agraciado com a terceira dimensão do termo abençoado. Isaque recebeu benefícios da parte do Deus de Abraão.

Multiplicarei a tua descendência. Assim como Sara era estéril, Rebeca sua nora também sofreu da mesma fragilidade feminina para a época. Isaque orou instantemente ao Senhor e o Senhor abriu a madre de Rebeca, tendo assim dois filhos, Jacó e Esaú (Gn 25.21).

Quando Deus disse que multiplicaria a descendência de Isaque estava reafirmando a promessa a Abraão e ao mesmo tempo estava convalidando os feitos na vida de Isaque, quando o Senhor abriu a madre de Rebeca.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

UMA PROVA DE FÉ: A ENTREGA DE ISAQUE

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – UMA PROVA DE FÉ: A ENTREGA DE ISAQUE

Conforme a Verdade Prática da lição:

Abraão confiava no Senhor a ponto de dizer ao seu filho “Deus proverá para si o cordeiro”.

Da verdade prática compreende-se que:

Abraão confiava no Senhor;

Mediante a confiança ao Senhor o patriarca Abraão posicionou em obediência ao ponto de dedicar o seu filho a Deus;

O patriarca confiava que o Senhor proveria o cordeiro.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar que Abraão teve a sua fé provada mesmo sendo fiel a Deus;

Refletir a respeito da promessa que foi confirmada na vida de Abraão;

Expor que Abraão não titubeou em oferecer a Deus seu único filho.

Fé é a palavra-chave da presente lição. O termo fé pode ser compreendido no presente estudo como convicção fundamentada no ouvir.

I – ABRAÃO TEM A SUA FÉ PROVADA

Deus ordena a Abraão que sacrificasse o seu filho Isaque, sendo esta uma prova ao patriarca. Porém, o ato de Deus em provar o patriarca, indica que Isaque também estaria sendo edificado na fé. Pois, há duas situações importantes no texto.

Primeira: Abraão tinha certeza que de alguma maneira ele e o filho desceria do monte Moriá.

Segunda: Isaque aprendeu que Deus proverá todas as coisas.

Não importa a situação e o tamanho do obstáculo o importante é saber que Deus tem o melhor para os seus. Pois, Deus proverá é a lição que se aprende com a vida de Isaque e Abraão no monte Moriá.

II – A PROMESSA CONFIRMADA

Abraão não negou o único filho, fato que corrobora em afirmar que o patriarca era obediente ao Senhor. Deus faz aos seus filhos promessas, no entanto, poucos são os que são aprovados mediantes aos testes do Senhor. Deus testou o patriarca, Abraão não titubeou, ele creu e foi obediente.

Abraão provou obediência em:

Sair da sua casa e ir ao lugar estabelecido pelo o Senhor.

Em subir ao monte e preparar o altar para o sacrifício.

Em deitar o filho sobre o altar e preparar para sacrificá-lo.

Deus, por fim, aceitou o gesto de obediência do patriarca por atender os atos requeridos.

Deus faz promessas. Deus testa. Deus corrobora para com as promessas para com aqueles que foram obedientes e crentes no agir do Todo Poderoso.

III – ABRAÃO OFERECEU SEU ÚNICO FILHO

Isaque é fruto de um casal que tinha perdido a força física para serem pais. Sara já contava com 89 anos de idade, que segundo os costumes das mulheres, já tinha perdido a possibilidade de ser mãe.

Porém, nada é impossível para Deus.

Com a morte de Sara, o consolo para Isaque vem por meio do casamento. Há três importantes verdades a serem aprendidas com o casamento de Isaque com Rebeca: casamento com a pessoa certa, casamento é um consolo e no casamento há frutificação.

Não há casamento perfeito, mas há casais felizes. Existem inúmeras pessoas que sofrem por não terem se casado no Senhor, por alguma decisão errada as mesmas estão sofrendo por não terem esperado no Senhor. Casar no Senhor e esperar no Senhor, isto é, o casamento é uma ação em que as pessoas deverão esperar no momento oportuno para não se decepcionar.

Para Isaque o casamento foi um consolo, pois o mesmo sofria a perca de sua mãe. A morte de Sara indicava solidão para Isaque. Há momentos em que o indivíduo precisa da presença de alguém e esta solidão será desfeita no momento em que a pessoa encontra o parceiro certo para juntos caminharem até o altar.

Isaque casou-se com Rebeca. Porém, Rebeca tinha um problema grave, ela era estéril. Porém, Isaque clama ao Senhor e a madre de Rebeca é por Deus visitada e esta tem dois filhos. Logo, no casamento há frutificação.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

O NASCIMENTO DE ISAQUE

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O NASCIMENTO DE ISAQUE

Conforme a Verdade Prática da lição:

Deus é Onipotente e não há nada que Ele não possa realizar segundo a sua vontade.

Da verdade prática compreende-se que:

Deus é Onipotente;

Deus está no controle de todas as coisas;

Deus tem vontade suprema sobre tudo e todos.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar que Sara teve de lidar com as consequências de sua impaciência;

Refletir a respeito da atitude tomada por Abraão em relação a Agar e Ismael;

Expor a condição em que Agar e Ismael deixaram a casa de Abraão.

Milagre é a palavra-chave da presente lição. Milagre corresponde com poder, habilidade inerente, é usado acerca de feitos de origem e caráter sobrenaturais, visto que não podem ser produzidos pelos agentes e meios naturais (Vini, Unger; White JR, 2012, p. 789).

I – AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPACIÊNCIA DE SARA

O presente tópico destaca três pontos essências, sendo eles: o nascimento de Isaque, a zombaria de Ismael e a expulsão de Agar.

Isaque nasceu segundo a promessa de Deus, fator que corrobora com a verdade prática que descreve o Senhor em sua Onipotência.

No tempo apontado pelo o Senhor, eis que Sara dá à luz o herdeiro de Abraão. Na tenda do patriarca, ouve-se, agora, o choro do filho da promessa, através do qual viriam heróis, reis e o próprio Cristo (Mt 1.1,2) [...]

Sara não sorrira quando da anunciação do menino? Pois, este chamar-se-á Isaque, na língua hebraica, significa “riso” (Andrade, 2015, p. 122).

O cumprimento da promessa do nascimento de Isaque ocasiona zombaria por parte de Ismael. O ato de zombaria que motivou Sara a expulsar Agar, resultado que foi desenvolvido mediante uma decisão impensada em que Sara imaginava que o filho de Agar tornaria o filho da promessa.

Mais uma vez Sara provou de resultados negativos de sua proposta carnal de entregar Agar, a serva egípcia, para que Abrão se unisse a ela e tivesse filho com a estrangeira. Naquela ocasião, quando Abraão aceitou aquele “arranjo” começaram os problemas na família. Agar menosprezou sua senhora, quem sabe, criticando-a por ser estéril, enquanto ela era fértil e dera o primeiro filho a Abraão; anos depois, quando Sara foi visitada por Deus e lhe concedeu dar à luz Isaque, Ismael também menosprezava Isaque (Renovato, 2026, p. 64, 65).

Houve, portanto o ato da zombaria da serva para com a senhora, serva fértil e a senhora infértil, por outro lado, Ismael já na adolescência zombava de Isaque, isto é, o filho da serva menosprezando o filho da livre. Entretanto, Isaque o resultado da promessa divina era menosprezado pelo o filho da serva.

O menosprezo é humano, no entanto o milagre é divino. Agar zombou antes de o milagre acontecer, já Ismael menosprezou o resultado do milagre. Cabe ao detentor do milagre se apegar em Deus e nas promessas do Senhor e não no que pensam os que são contrários ao operar do Senhor.

II – ABRAÃO TEM QUE TOMAR UMA ATITUDE

Banquete realizado pelo o desmame de Isaque. Festa e alegria para o patriarca e esposa. O desmame indicava uma etapa da vida desfrutada com eficiência, no entanto da alegria veio à tristeza. Ismael filho de Abraão com Agar menosprezava Isaque, o filho de Abraão com Sara. A atitude de Ismael proporciona Sara a pedir que Agar e filho fossem expulsos.

Para Abraão a alegria do desmame do Isaque gerou a tristeza por causa do pedido de Sara, a expulsão de Ismael.

O desejo da esposa pareceu duro e desumano a Abraão. O Senhor, porém, acalmou-lhe o espírito: “não te pareça isso mal por causa do moço e por causa da tua serva; atender a Sara em tudo o que ela te disser; porque Isaque será chamado a tua descendência” (Gn 21.12). Em seguida, o bondoso Deus reafirma sua bênção sobre Ismael, pois este também era filho de Abraão [...] (Andrade, 2015, p. 124).

Ações impensadas proporcionarão futuramente atitudes forçadas, logo se torna necessário que o cristão pense e peça a Deus direção dos próprios atos e escolhas.

III – AGAR E ISMAEL DEIXAM A CASA DE ABRAÃO

Abraão despede Agar e filho com pão e o odre de água o que não daria mais do que um dia (Renovato, 2026, p. 68).

Mãe e filho se encontravam em um lugar árido o que parecia ser o fim, tornou-se manifestação de mais um milagre realizado pelo o Senhor, nesse episódio, o da providência para com Agar e Ismael.

A providência divina não ficou limitada apenas para com o período em que mãe e filho estavam no momento vivenciando, mas abrangeu o futuro daquele adolescente, pois:

[...] O que parecia morte faz-se vida; o que era maldição torna-se grande bênção. Como está o seu filho? Não o deixe caído. Tome-o pela mão. Erga-o a uma vida de triunfos.

Mais adiante, o autor sagrado mostra os êxitos e façanhas de Ismael. Deus era com o menino. Ele cresceu, fez-se hábil arqueiro e passou a morar no deserto. Obediente à mãe, aceitou de bom grado a esposa que Agar fora buscar-lhe no Egito (Gn 21.20,21). Ismael gerou doze príncipes que, espalhando-se pela região da Arábia, fundaram reinos e nações (Renovato, 2026, p. 125).

Referência:

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. O Começo de todas as coisas: estudo sobre o livro de Gênesis. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA

Conforme a Verdade Prática da lição:

Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.

Da verdade prática compreende-se que:

Deus é misericordioso;

Deus outorga tempo e oportunidade para o arrependimento;

Quando o homem rejeita a oportunidade para o arrependimento, a esse fica o ato do juízo divino.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar que Deus enviou anjos para visitarem a tenda de Abraão;

Explicar que Deus anunciou a Abraão o que iria acontecer com Sodoma e Gomorra;

Refletir a respeito do juízo de Deus contra Sodoma e Gomorra.

Juízo é a palavra-chave da presente lição. O termo pode ser caracterizado em condenação, ou sentença definida a alguém, no caso em apreço corresponde com duas cidades, Sodoma e Gomorra.

I – OS ANJOS VISITAM ABRAÃO

O presente tópico destaca três pontos essências, sendo eles: a visita, a hospitalidade e o sorriso.

Sobre a visita compreende que os visitantes eram três anjos. Os anjos são servos do Senhor vocacionados com a objetividade glorificar a Deus por meio do serviço da adoração, proteção e mensagem a ser conduzida aos direcionados.

Os anjos são teologicamente conhecidos como filhos de Deus por criação (Sl 148.5). No texto bíblico os anjos se encontram divididos em categorias, são elas: arcanjo, querubins, vigias e serafins.

O arcanjo Migue é mencionado na Bíblia com a seguinte função, trabalhar em prol do remanescente de Israel. É tanto que na citação de Paulo a respeito da vinda do Senhor Jesus a voz de arcanjo é mencionada (1 Ts 4.17), isto é, indicação de que a missão de Miguel corresponde diretamente com a nação israelita.

Querubim do hebraico, qeruvim, tem por significado bendizer, louvar, adorar. Os anjos que compõe esta categoria estão associados com a santidade de Deus e a adoração a Deus.

Serafins têm por significado arder. E semelhante aos querubins guardam o trono de Deus e são também conhecidos como anjos adoradores. 

Vigias são citados nos escritos do profeta Daniel (4.13,17,23) e correspondem com os anjos que promovem zelosamente os planos de Deus.

Na Escritura Sagrada algumas verdades sobre os anjos merecem total atenção por parte dos cristãos, são elas: os anjos são reais, mas nem sempre visíveis (Hb 12.22) e os anjos adoram, mas não devem ser adorados (Sl 148.2).

 Abraão recebeu com hospitalidade os visitantes. Percebe-se uma motivação citada pelo escritor na Carta aos Hebreus concernente à hospitalidade, porque por ela, alguns hospedaram anjos.

O termo hospitalidade tem como significado, receber e atender bem pessoas que façam parte de grupos diferentes.

 Paulo expressa que uma das funções do bispo deverá ser a hospitalidade (Tt 1.8), já na carta aos Hebreus nota-se que esta função não é limitada aos líderes, mas toda a comunidade cristã tem como dever hospedar bem os visitantes que chegam à suas casas (Silva, Ano 15, Edição 52, p. 67).

Em seguida o ponto que chama a atenção trata-se do sorriso de Sara que tem como significado a dúvida.

[...] Após o riso compreensível de Sara, o Senhor indagou sobre qual o motivo do riso e acrescentou: “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?” (Gn 18.14). E repetiu a promessa de que, no tempo determinado, ela teria um filho (Renovato, 2026, p. 53, 54).

II – O ANÚNCIO DA DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA

Os habitantes de Sodoma e Gomorra eram maus e transgressores contra o Senhor. O pecado que fica nítido na descrição da visita dos anjos é o da homossexualidade. Biblicamente não há uma defesa para com o relacionamento poligâmico e nem para com a aprovação da prática da homossexualidade, daí Soares (2017) comenta a respeito da heterossexualidade e da monogamia.

A heterossexualidade é o relacionamento conjugal com aprovação divina dentro do casamento. Quando Deus disse: “Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28), estava se referindo ao casal “macho e fêmea” (v.27). Isso diz respeito à procriação, que é possível pelo ato conjugal entre um homem e uma mulher (p. 154).

A monogamia é o sistema que estabelece o casamento de um homem com uma única mulher e vice-versa, estabelecido por Deus na criação: “apegar-se-á à sua mulher” (Gn 2.24) (p. 155).

III – A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA

Deus condenou as cidades à destruição por causa dos pecados dos habitantes daquele lugar. Deus é fogo consumidor é um termo que tem como descrição significativa que o Senhor julgará o seu povo (Hb 10. 27, 30).

No caso em apreço Deus julgou as cidades Sodoma e Gomorra por transgressão aos estatutos do Senhor. Outro fator nítido no texto é a transformação da esposa de Ló em estátua de sal, isso por ela olhar para trás.

Referência:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Hebreus:Jesus, a revelação plena de Deus. Revista Manancial, Ano 15, Edição 52.

SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.