Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O DEUS ESPÍRITO SANTO
Conforme a Verdade Prática da lição:
O Espírito Santo é a Terceira
Pessoa da Trindade, plenamente divino, atuando como Consolador, Ensinador e
Santificador da Igreja.
Da verdade prática compreende-se que:
O Espírito Santo é Deus,
porém é distinto do Pai e do Filho, sendo, portanto a Terceira Pessoa da
Trindade;
O Espírito Santo atua como
Consolador;
O Espírito Santo atua como
Mestre;
O Espírito santifica a
Igreja.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Mostrar que o Espírito
Santo é uma Pessoa, distinta, mas coigual ao Pai e ao Filho;
Evidenciar a plena
divindade do Espírito Santo e seus atributos;
Ressaltar as principais
obras do Espírito Santo: encarnação, ressurreição e santificação.
Espírito Santo é a palavra-chave da presente
lição. A doutrina do Espírito Santo, paracletologia ou pneumatologia, permite
aos cristãos o conhecimento da Terceira Pessoa da Trindade no que se trata: o
Espírito Santo é Deus e o Espírito Santo é uma pessoa. Sendo que o nome
Consolador se refere à relação do Espírito Santo com os homens. Consolador
significa advogado, ou seja, aquele que foi chamado para o outro lado, ou em
defesa de.
I – A PESSOA DO
ESPÍRITO SANTO
Há três razões determinantes
em afirmar que o Espírito Santo é uma pessoa.
A primeira afirmação indica
que Ele age como uma pessoa, pois o Espírito Santo
ensina (Jo 14.26), testifica de Cristo (Jo 15.26), fala com os salvos (At 8.29)
e chama os obreiros (At 15.26). Somente uma pessoa pode ensinar a outros,
testificar de outro, falar com outros e chamar a outros.
Já a segunda afirmação em
ser o Espírito Santo uma pessoa está diretamente
associada às características de uma pessoa. Pois, o Espírito
Santo possui conhecimento (1 Co 2.1), possui vontade (1 Co 12.11) e ama (Rm
15.30). Apenas uma pessoa se caracteriza pelo conhecimento, pela vontade e pelo
amor, e estas características definem que o Espírito Santo é Deus.
E a terceira característica
em ser o Espírito Santo uma pessoa é porque na Bíblia Ele é
tratado como uma pessoa. Dois exemplos corroboram esta
afirmativa, o primeiro em Efésios 4.30, quando Paulo aconselha a não
entristecer o Espírito Santo e o segundo quando Jesus ensinou a respeitou da
blasfêmia contra a Terceira Pessoa da Trindade (Mt 12.31).
O Espírito Santo é Deus.
Assim como há três razões que caracteriza ser o Espírito Santo uma pessoa,
percebe-se que também há três razões que define ser o Espírito Santo Deus, são
eles: o Espírito Santo tem os atributos de Deus, o Espírito Santo tem os nomes
de Deus e o Espírito Santo desenvolve as obras que atribuídas unicamente a
Deus.
No que tange o Espírito
Santo como o Consolador entende-se que:
[...] Os
campos semânticos do vocábulo permite a tradução com “Consolador” – que ampara,
encoraja e traz conforto em meio à dor (2 Co 1.3-4); “Ajudador” – que assiste,
presta auxílio ativo e prático nas necessidades (Rm 8.26-27); e “Advogado” –
defensor legal ou intercessor que pleiteia a causa de outro diante de um juiz
(1 Jo 2.1). Em João, a expressão parákletos aparece cinco vezes, referindo-se
ao Espírito Santo e também a Cristo (Baptista, 2025, p. 92).
II – A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO
A descrição Filioque corresponde em afirmar
que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho. Não descreve que o Espírito
Santo é inferior, o que corresponde é em afirmar que o Espírito Santo é dado
pelo o Pai e pelo o Filho.
O Espírito Santo é eterno (Hb 9.14), logo,
Ele não é limitado pelo tempo, pois Ele existe deste toda a eternidade.
Bancroft afirma: assim como a eternidade é atributo ou
característica da natureza de Deus, semelhantemente a eternidade pode ser e é
atribuída ao Espírito Santo como uma das distinções pessoais no Ser de Deus
(2006, p.188).
Ele é eterno, sempre foi,
é e será. Não tem princípio nem fim. O Espírito Santo não apareceu repentina e
abruptamente quando foi enviado à terra para dar poder aos crentes, depois da
ascensão de Cristo. Fiel, constante e amoroso – Ele é e sempre será o mesmo e,
o eterno Espírito Santo, jamais deixará você cair. Ele é o mesmo, ontem, hoje e
sempre (Hinn, p. 53).
O Espírito Santo também é onisciente, pois o
Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus (1 Co 2.10).
O Espírito Santo também é onipresente (Sl
139.7-10) e onipotente (Gn 1.2), para Hinn a onipotência do
Espírito Santo é demonstrada em três atos poderosos: criação, trazer o universo
do nada; animação, dar vida ao que estava sem vida; e ressurreição, trazer vida
da morte (p.51).
Já os símbolos proporciona conhecimento no
que se trata a pessoa e obra do Espírito Santo. Logo, cada símbolo é rico, pois
ensinam muita coisa a respeito do Espírito do Santo. Por isso, Horton, assim escreveu: símbolos do
Espírito Santo são chaves para o entendimento de sua obra em nosso favor (2003,
p. 389).
1- Vento. O vento sopra onde quer, ouves a
sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai: assim é todo que é nascido
do Espírito (Jo 3.8). O vento se identifica com a seguinte verdade: o poder do
Espírito Santo é invisível.
Os efeitos do vento são nítidos, porém o
próprio vento não é visto. Assim também, ocorre com os efeitos do Espírito
Santo no ser humano.
2- Água. Símbolo que representa o poder e
refrigério sustentador da vida. Este símbolo representa o Espírito Santo como
bênção transbordante de Deus. Bênção que refrigera, sustenta, reveste e outorga
vida.
3- Fogo. Não extingais o Espírito Santo (1Ts
5.19). Símbolo que representa o poder purificador do Espírito Santo. A segunda
verdade sobre o fogo como símbolo é que este corresponde com o batismo com o
Espírito Santo.
4- Óleo. Símbolo que descreve a ação do
Espírito Santo em consagrar o cristão para o serviço. Na Antiga Aliança três
eram os oficiais ungidos, sacerdotes, reis e profetas. Quando o cristão é
vocacionado a desenvolver ações no Reino de Deus, percebe-se que o mesmo, foi
consagrado, ou seja, foi separado e santificado para servir no Reino.
5- Pomba. Símbolo que representa o Espírito
Santo na sua mansidão e na sua atuação pacífica. Para Horton: a pompa é um arquétipo da mansidão e da paz. O Espírito
Santo habita em nós. Ele não toma posse de nós, mas nos liga a si mesmo com
amor, em contraste às correntes dos hábitos pecaminosos. Ele é manso e, nas
tempestades da vida, produz paz (2003,
p. 389).
III – AS OBRAS DO
ESPÍRITO SANTO
Três são as obras divinas nítidas na pessoa
do Espírito Santo: criação, predição e regeneração (Gn 1.2, Jo 3.1-7).
O agir do Espírito na regeneração permite
compreender a ação do Espírito Santo no ato da encarnação do Verbo outorgando a
jovem Maria a possibilidade de conceber a pessoa de Jesus, isto é, por meio do
Espírito Santo foi introduzida a natureza humana do Filho na história.
No mesmo aspecto compreende que a obra da
regeneração efetuada pelo o Espírito Santo a ressurreição de Jesus, assim como
santifica a Igreja perante Deus.
Referências:
BANCROFT, Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora
Batista Regular, 2006.
BAPTISTA, Douglas. A santíssima Trindade: o Deus único revelado em três Pessoas
eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
HINN, Benny. Bem-vindo, Espírito Santo: como experimentar a dinâmica obra do
Espírito Santo em sua vida. São Paulo: Bom Pastor, 2005.
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática, uma perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro:
CPAD, 2003.





