Subsídio
para aula da Escola Bíblica Dominical – DEUTERONÔMIO: O
LIVRO DA ALIANÇA
Conforme a Verdade Prática da lição:
A fidelidade a Deus e à sua
Palavra dirige o crente a viver pela fé e alcançar as suas promessas.
Da verdade prática compreende-se que:
A fidelidade a Deus e a sua
Palavra dirige o crente;
Direção que proporciona o
crente a viver pela fé;
E, outorga o alcance das
promessas.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Explicar a autoria, o
propósito e o valor de Deuteronômio;
Apresentar o contexto
histórico e espiritual de Deuteronômio;
E, mostrar os ensinos
doutrinários e práticos de Deuteronômio.
Aliança é a palavra-chave para a compreensão da
presente lição.
I – DEUTERONÔMIO:
AUTORIA E PROPÓSITO DO LIVRO
O livro Deuteronômio tem como
significado repetição da Lei, e por evidência histórica a autoria da obra
pertence a Moisés. Possivelmente foi escrito nas planícies de Moabe, provavelmente
antes da entrada dos israelitas na Terra Prometida.
Silva agrega as seguintes
palavras sobre a vida de Moisés:
Moisés significa
tirando, ou que foi tirado, nome outorgado pela filha de faraó que o chamou de
Moisés e disse: Por que das águas o tenho tirado (Ex 2.10).
Moisés viveu 120
anos e nestes anos a sua vida foi dividida em três etapas, porém duas delas
abrange o período de Israel no Egito e a última corresponde ao período de
Israel no deserto.
1- Moisés no palácio. Os primeiros 40 anos da
vida de Moisés foram marcados pelos seguintes acontecimentos: nascimento de
Moisés, educação de Moisés e fuga de Moisés.
a) O nascimento de Moisés. Moisés nasceu no
período em que os filhos de Israel eram mortos, mas por três meses o mesmo foi
por seus pais escondido (Ex 2.2).
b) Educação de Moisés.
Moisés por certo período foi por sua mãe criado e em seguida entregue a filha
do faraó. Com a filha de faraó vivendo no palácio Moisés logo foi introduzido
na escola egípcia tornando conhecedor de todas as ciências do Egito que segundo
dados históricos eram: matemática, geometria, arquitetura, medicina e química
(At 7. 22).
c) Fuga de Moisés. Após ver um varão egípcio
ferir um judeu. Moisés vendo que ninguém ali havia feriu ao egípcio e escondeu
o corpo do mesmo na areia e no dia seguinte ao dar conselhos a dois hebreus que
estavam brigando foi Moisés indagado se era ele juiz para julgar aquele
conflito ou mataria ao injusto daquele conflito (Ex 2. 11-14).
2- Moisés no Deserto. Conforme o livro de Atos
capítulo sete no versículo trinta os dias de Moisés no deserto de mídia foram
de quarenta anos. Nesta nova etapa os acontecimentos na vida de Moisés foram:
casamento com Zípora (Ex 2.21) e a chamada de Moisés.
Moisés subiu ao
monte para apascentar as ovelhas, subir ao monte indica deixar as coisas naturais
para o lado e buscar a face de Deus. No monte Horebe era natural à presença de
sarça, porém nenhuma delas chamou atenção de Moisés como a que se ardia no fogo
e não se consumia.
Foi, portanto no
monte Horebe que Deus chamou a Moisés outorgando lhe uma missão em especial;
livrar os israelitas da mão de faraó (Ex 3.10). (Silva, Ano 9, Edição 28, p. 18).
Moisés estava entrando em seus
últimos dias na liderança do povo, logo os três discursos do legislador
descrevem o momento final da trajetória no deserto. O primeiro discurso
correlacionou com a recapitulação, o segundo despertando o povo a ficarem
atentos com a prática obediente à Lei, e terceiro apelo para renovação da
aliança.
Dentre o marco proposital
compreende que a aliança é reafirmada, tem como objetivo preparar o povo para a
concretização do cumprimento da promessa.
II – CONTEXTO HISTÓRICO DE DEUTERONÔMIO
Por se tratar de um discurso que apresenta tom
de despedida, fica notório um propósito espiritual, em que o povo é convocado a
se manterem obedientes ao Senhor. A respeito da obediência a nova geração
deveria ser instruída, os mais velhos por falta da santidade deixaram de obter
a oportunidade de entrarem na terra prometida, logo a nova geração deveria prosseguir
em fidelidade, obediência e santidade ao Senhor.
Os que saíram do Egito deixaram como legado
incredulidade, murmuração e desconhecimento do Senhor. Erros esses que não
poderiam ser cometidos pelas próximas gerações.
Primero lugar, Deus escolheu
a Israel para mostrar a sua glória ao mundo. O Egito era a grande potência da
época enquanto Israel era um povo escravo. Segundo lugar, Deus escolheu a
Israel para outorgar ao mundo as Escrituras Sagradas. E em terceiro lugar, Deus
escolheu Israel para entregar o Salvador ao mundo. Por fim, no deserto é lugar
de aprender a depender de Deus e reconhecer os nossos limites. (Silva, Ano 9, Edição 28, p. 23).
De acordo com Silva a nova geração deveria
conhecer o motivo do chamado do povo israelita.
III – O LADO
DOUTRINÁRIO E PRÁTICO DE DEUTERONÔMIO
Como relevância doutrinária o livro de Deuteronômio
ensina que Deus é santo, fiel, justo, misericordioso e zeloso. Assim cabe então
os servos do Senhor demonstrar fidelidade, viver em santidade e manter a
reverência.
Para com Deus o israelita deveria manter uma
vida em conformidade, isto é, ser justo, manter em retidão e conhecer ao
Senhor.
Já diante dos demais israelitas é necessário que
cada judeu se mantivesse íntegro de acordo com padrões éticos. O decálogo é a
maior identificação da prática ética do servo do Senhor em uma vida social.
Referência:
SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Cronologia Bíblica. Revista Manancial, Ano 9, Edição 28.





