Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O FILHO COMO O VERBO DE DEUS
Conforme a Verdade Prática da lição:
Jesus Cristo, o Verbo eterno é
a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a
glória do Pai.
Da verdade prática compreende-se que:
Jesus Cristo é o Verbo
eterno;
Jesus é a revelação plena
e visível de Deus;
Jesus manifesta graça,
verdade e glória.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Explicar a preexistência e
a divindade do Verbo;
Mostrar a atuação do Verbo
na criação e como fonte de vida e luz;
E, Ressaltar que o Verbo
encarnado é a plena revelação do Pai.
Verbo é a palavra-chave da presente lição.
I – O VERBO COMO DEUS
ETERNO
Tendo como base o capítulo 1
e o versículo 1 do evangelho escrito pelo o evangelista João “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o
Verbo era Deus” compreende-se que o versículo apresenta plena
riqueza do Evangelho. Primeiro, no princípio era o Verbo, frase que indica que
o Verbo é eterno. Segundo, e o Verbo estava com Deus, frase que apresenta
distinção entre o Verbo e o Pai, logo são duas pessoas distintas. E, em
terceiro, e o Verbo era Deus, frase que corresponde em dizer que Jesus é Deus.
[...] Em vista
disso, João apresenta o Logos como: Eterno (Jo 1.1ª); Distinto do Pai (Jo
1.1b); e Consubstancial com o Pai (Jo 1.1c). Essa tríplice formulação expressa
de modo conciso as verdades fundamentais da doutrina da Trindade: unidade de essência,
distinção de pessoas e igualdade de divindade (Baptista,
2025, p. 70).
É importante ressaltar que
existem inúmeros versículos que faz referência a divindade de Jesus Cristo:
Em Isaías 7.14 – Emanuel,
Deus Conosco, isto é, Jesus é chamado de Emanuel.
Em Isaías 9.6 – Maravilhoso,
Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, isto é, Jesus é
chamado de Deus Forte, nome que revela um dos atributos pertencente unicamente
a Deus.
Silva agrega a seguinte
informação a respeito do evangelho de João:
Na introdução
Jesus é apresentado como o Verbo de Deus. Dois pontos são fundamentais para
conhecer o verbo. Primeiro, a identidade do verbo. É necessário conhecer de
fato quem é o verbo. E como resposta a tais perguntas o evangelista João no
primeiro versículo do livro escreve: “No princípio era o verbo (o verbo é
eterno), e o verbo estava com Deus (o verbo é distinto de Deus não em essência,
mas em pessoa) e o verbo era Deus” (o verbo é Deus) [...] (Silva,
2015, p. 116).
II – O VERBO COMO DEUS CRIADOR
A introdução do evangelho de João que
corresponde ao capítulo 1 e os versículos de 1 a 18 tratam-se de apresentar
dois pontos essências sobre Jesus, o Verbo encarnado, sendo elas: a identidade do
Verbo, ponto explicado no tópico anterior; e, as obras do Verbo, o que vai ser
compreendido no presente tópico.
[...] Segundo, na
introdução o evangelista cita as obras do verbo, que são: criar (todas as
coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. v.3),
iluminar (ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao
mundo. v. 9), regenerar (os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da
carne, nem da vontade do varão, mas da vontade de Deus. v.13) e revelar (Deus
nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o
fez conhecer. v. 18 (Silva,
2015, p. 116).
Sobre criar o evangelista João relata que “todas
as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez”, há
duas descrições presentes no versículo, sendo uma expressão positiva, todas as
coisas foram feitas por Ele, e uma expressão negativa, sem Ele nada do que foi
feito se fez, ambas descrevem a presença do Verbo como Criador e não como
criatura.
Já ao citar que Nele estava a vida e a vida
era luz dos homens, o evangelista trata-se de relatar o Senhor Jesus como o
Verbo eterno, pois Ele não tem origem e nem fim. Ser eterno não é apenas não
possuir um fim, mas trata-se de não ter uma origem. Jesus é a fonte da vida.
III – O VERBO COMO
REVELAÇÃO DO PAI
Jesus, o Verbo eterno, tornou-se carne e
habitou entre os homens, revelando o Pai, transmitindo a graça e a verdade.
Ao ler que Jesus tornou-se carne
compreende-se que Jesus assumiu tornou-se homem, verdade compreendida ao relatar
que Jesus é 100% Deus e aqui na Terra tomou a forma humana.
A Lei foi outorga a Israel por intermédio do
ministério administrativo do legislador Moisés, no entanto a graça e a verdade
vieram por intermédio do Senhor Jesus, logo, Jesus não apenas fala a verdade,
Ele é a Verdade, assim como Jesus não apenas possui a graça, Ele é a graça
revelada aos homens.
Por fim, “o Verbo eterno
torna o invisível, visível; o transcendente, imanente; e o insondável, revelado” (Baptista, 2025, p. 76).
Referências:
BAPTISTA,
Douglas. A santíssima Trindade: o
Deus único revelado em três Pessoas eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Introdução
ao Novo Testamento. In: SILVA, Roberto Santos da. Seteblir. Goiânia: Mundial Gráfica, 2015.





