Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O FILHO E O ESPÍRITO SANTO
Conforme a Verdade Prática da lição:
O Filho de Deus cumpriu seu
ministério em plena dependência do Espírito, revelando que a Obra redentora é trinitária:
o Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.
Da verdade prática compreende-se que:
O Filho foi dependente no
exercer o ministério ao poder do Espírito Santo;
A salvação é uma obra
trinitária;
O Pai enviou o Filho;
O Filho obedeceu ao envio
do Pai;
O Espírito Santo age por
meio da capacitação.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Mostrar que a concepção de
Jesus foi obra sobrenatural do Espírito Santo;
Explicar que Jesus viveu e
realizou seu ministério em plena dependência do Espírito Santo;
Destacar que a obra da
salvação é Trinitária e exige do crente fé e submissão.
Dependência é a palavra-chave da presente
lição. Pode afirmar que há uma interdependência no agir e operar da Trindade no
executar a salvação.
I – O ESPÍRITO E A
CONCEPÇÃO DO FILHO
Maria quando notificada
sobre o nascimento do Messias e que ela seria a mãe, fez a seguinte pergunta:
Como se fará isso? E como resposta o anjo assim respondeu: descerá sobre ti o
Espírito Santo.
A concepção
virginal de Jesus indica que Ele é singularmente separado, o Santo, expressão
que aqui é mais do que um título, é uma descrição da natureza sem pecado de
Jesus. O nascimento ímpar é outra razão pela qual o menino pode ser chamado de
Filho de Deus (Radmacher; Allen; House,
2013, p. 398).
Jesus em sua natureza humana
tem mãe e não tem pai. Jesus em sua natureza divina tem Pai e não tem mãe.
A expressão: a virgem
conceberá e dará à luz um filho, outorga a ratificação das duas naturezas do
Messias. A virgem, sem atuação do homem, indica que esta concebeu por
intermédio do Espírito Santo (Mt 1.20), logo, a presente afirmativa ratifica a
natureza divina de Jesus. A virgem, referência à mulher, indica a natureza
humana de Jesus.
II – O FILHO E SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO
Ao descrever Jesus como o Verbo, o
evangelista João afirma que o Messias possuía identidade e se caracterizava por
suas obras.
Sendo a identidade do Verbo explicada pelos
os seguintes padrões normativos:
No princípio “o Verbo é Eterno”;
O Verbo estava com Deus “o Verbo é distinto
do Pai”;
E, o Verbo era Deus, isto é, “o Verbo é Deus”.
Resume então que Jesus é Eterno, é distinto
do Pai e é Deus.
No que tange as obras do Verbo, Jesus cria
(v. 3), ilumina (v. 9), regenera (v. 13) e revela (v. 18).
As operações de milagres realizados por Jesus
são definidos como condução do Espírito Santo, afirmação corroborada com a
profecia escrita por Isaias 11.2
ratificada com os registos de Lucas 4.18 e Mateus 4.1.
A dependência de Jesus ao agir do Espírito
Santo não demonstra limitação em sua Pessoa, mas de fato ratifica a humildade
na encarnação do Messias. Por meio do agir do Espírito Santo, o Senhor Jesus,
venceu a tentação. Os três anos e meio do ministério terreno do Mestre foi
sustentado pelo o poder do Espírito Santo.
III – A TRINDADE E
A MISSÃO REDENTORA
A ação da trindade em salvar o homem trata-se
da maior expressão de amor já definida e revelada na e para a humanidade.
O Espírito Santo não busca a própria glória,
mas de fato ratifica o ministério do Filho ao enaltecê-lo. Logo, o que não
engrandece o Filho e vai na contramão da Palavra de Deus, deve ser rejeitado
pelo o cristão.
Na concretização da salvação, operada pela
Trindade na vida do cristão, se notificará por três manifestações, sendo elas:
a fé, o arrependimento e a obediência.
Referência:
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo
Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel,
2013.





