Deus é Fiel

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

O CHAMADO PARA OS GENTIOS

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O CHAMADO PARA OS GENTIOS

Conforme a Verdade Prática da lição:

Quando a igreja ouve o Espírito, o Evangelho avança e vidas são alcançadas para glória de Deus.

Da verdade prática compreende-se que:

A igreja deverá ouvir a voz do Espírito Santo;

Quando a igreja escuta e obedece a voz do Espírito, o Evangelho avança;

Ao ouvir o Espírito a igreja torna agente eficiente de Deus no que corresponde a salvação das vidas.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar o contexto histórico e espiritual da igreja de Antioqueia e sua missão aos gentios;

Conduzir o aluno à reflexão sobre a atuação do Espírito Santo na condução da obra missionária e no envio dos obreiros;

E, aplicar os princípios da igreja de Antioquia à vida da igreja local, assumindo a missão cristã como identidade e compromisso.

Gentios é a palavra-chave para a compreensão da presente lição. Termo que corresponde com aqueles que não são descendentes de judeus, ou seja, outros povos.

Tendo como base Atos 1.8 Silva aplica o texto para plena compreensão na modernidade, assim argumentando:

O texto áureo do livro de Atos, expressa a missão da igreja, que ao mesmo tempo é o motivo da existência da mesma, proclamar o evangelho do Senhor Jesus. Lembrando que quando a igreja é obediente a esta tarefa, a mesma colhe os frutos da justa colheita. A obra deveria ser iniciada em Jerusalém, e daria continuidade até os confins da terra. A igreja local possui seus limites em conquistar todas as nações, porém Deus tem levantado o seu exército em toda parte da humanidade, até mesmos em países não laicos a porta da salvação tem sido anunciada e vidas salvas, sendo assim concretizada a obra com a abertura de novas congregações (Silva, 2015, p. 118).

I – O NASCIMENTO DA MISSÃO GENTÍLICA

Antioquia torna-se destaque por três grandes razões: foi o local em que primeiramente os discípulos foram chamados de cristãos (At 11.26); segundo, havia em Antioquia a presença de profetas e doutores, isto é, pessoas chamadas e vocacionadas por Deus para a pregação e ensino da Palavra; e, em terceiro, do serviço local homens foram enviados por Deus às demais nações (At 13.2). O terceiro olhar para a importância dessa igreja permite compreender que Antioquia tornou a igreja mãe entre os gentios.

[...] O ofício de profeta subentende uma mensagem diretamente recebida de Deus, provavelmente do Espírito Santo. O ofício de mestre implica em uma instrução mais sistemática, em que a razão e a reflexão desempenham o seu devido papel (Gaby, 2026, p. 7).

Paulo e Barnabé foram separados para a obra missionária. A separação dos ministros foi conduzida pelo o Espírito Santo diante da ação da igreja que estava em oração e em jejum.

Jejum significa abster – se de alimento por determinado tempo. A abstinência poderá ser total ou parcial. O jejum tem como objetivo aprimorar o exercício da oração e da meditação e como alvo primordial aproximar o cristão de Deus.

A missão da Igreja deve ser guiada pelo Espírito Santo e sustentada por oração e jejum. Durante um tempo de oração e jejum, o Espírito Santo fala claramente, e a igreja consequentemente envia missionários sob a direção divina (Gaby, 2026, p. 9).

A prática do jejum no Novo Testamento é descrita com as seguintes razões: como forma de submissão e adoração ao Senhor (At 12.2), como forma de escolher e enviar missionários (At 12.3) e como consagração ao Senhor tanto no orar por pessoas (Mt 17.21), assim como no implantar igrejas (At 14.23).

II – O ESPÍRITO SANTO E A OBRA MISSIONÁRIA

Jesus afirmou aos apóstolos que o Espírito Santo os guiaria em toda a verdade, pois uma das missões da terceira Pessoa da Trindade é guiar, isto é, conduzir, daí compreende que:

O Espírito Santo guia os crentes a buscarem ter uma consciência plena diante do Senhor;

Guia os cristãos a buscarem os dons que agradam ao Senhor;

Conduze os pregadores a propagarem o Evangelho;

Inspira a mensagem dos pregadores;

Direciona aos líderes a agirem conforme a vontade do Pai.

Portanto, o Espírito Santo conduz a Igreja de Cristo a realizar tudo conforme a vontade do Senhor. Logo, O Espírito Santo é visto como protagonista e a força motriz da obra missionária, sendo responsável por despertar, chamar, capacitar e guiar os missionários e a Igreja no cumprimento da missão divina, além de conferir poder e autoridade ao evangelho e ao testemunho dos cristãos. O Senhor Jesus prometeu que, após a sua partida, o Espírito Santo viria para capacitar os seus discípulos como testemunhas – promessa que se cumpriu plenamente com a descia do Espírito Santo (Gaby, 2026, p. 10).

Em suam, a obra missionaria é desenvolvida mediante a orientação do Espírito Santo.

III – A IGREJA COMO AGÊNCIA MISSIONÁRIA

Os evangelistas Mateus e Marcos, registram os principais versículos correspondentes à evangelização.

Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado (Mt 28.19,20).

Este versículo geralmente é interpretado como se contivesse três mandamentos, ou seja: ir, batizar, fazer discípulos ou ensinar. Mas, na verdade, a Grande Comissão gira em torno do mais imperativo deles: fazer discípulos. Fazer discípulos envolve três passos: ir, batizar e ensinar, principalmente os dois últimos. O batismo aponta para a decisão de crer em Cristo. Quando uma pessoa cria em Cristo, ela deveria ser batizada; não há nenhum cristão no Novo Testamento que não tivesse sido batizado (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 88).

No texto original o ide não aparecesse no imperativo. A explicação está na missão de cada cristão em pregar o Evangelho. Cada crente prega o evangelho, com palavras e sem palavras. E o mais importante a salientar é que os crentes pregam o evangelho através do testemunho. Assim foi com a igreja primitiva que através do testemunho de vida conseguiram levar muitos a Cristo. Portanto, o imperativo aparece no fazer discípulos, isto é, ensinai. O crescimento da igreja se dá na obediência à Palavra de Deus.

E disse-lhes: ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura (Mc 16.15).

Em Marcos percebe-se a confirmação e a veracidade da Grande Comissão. Porção Bíblica que relaciona a existência de milagres na igreja com a obediência à propagação do evangelho.

Referência:

GABY, Wagner. A Igreja dos gentios: do chamado missionário à consolidação do evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

RADMACHER, Earl D.; ALLEN, Ronaldo B.; HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Introdução ao Novo Testamento. In: SILVA, Roberto Santos. Seteblir: Seminário Teológico Batista Livre. Goiânia: Mundial Gráfica, 2015.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

O LEGADO DE FÉ DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O LEGADO DE FÉ DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ

Conforme a Verdade Prática da lição:

Abraão, Isaque e Jacó deixaram um legado de fé em Deus para as futuras gerações.

Da verdade prática compreende-se que:

Os patriarcas deixaram um legado de fé;

As gerações posteriores aos patriarcas tiveram o privilégio de olharem para o passado e encontrarem exemplos de fé.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar o legado de fé de Abraão;

Explicar o legado de Isaque;

E, Conhecer a escolha e o legado de fé de Jacó.

Legado é a palavra-chave para a compreensão da presente lição. Além da palavra legado compreende a importância do termo fé para o entendimento prático da lição em apreço. Válido recordar que há quatro tipos de significados para a palavra fé.

Pelo menos quatro tipos de fé são esboçados no cenário cristão: fé natural, fé salvadora, fé como virtude e fé como dom.

A fé como dom não corresponde com a fé natural, pois a fé natural é o resultado das observações da natureza.

A fé como dom não corresponde com a fé salvadora, pois a fé salvadora é o resultado da pregação do Evangelho.

A fé com dom não corresponde com a fé como fruto do espírito, pois a fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e faz com que o indivíduo compreenda o valor e os efeitos da fidelidade.

A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança.

Para que haja uma ação extraordinária por parte da igreja, a fé como dom é a capacidade outorgada pelo Espírito Santo ao cristão para que coisas sobrenaturais ocorram. A fé como dom sobrenatural ultrapassa a esfera natural das coisas (Silva, Ano 15, Edição 52, p. 42, 43).

I – O LEGADO DE ABRAÃO

O legado de Abraão é abrangente, pois alcança a igreja e todas as famílias da terra que confiaram, confiam e que confiarão as suas vidas ao Senhor. O Messias tem sua origem humana na descendência do patriarca Abraão.

O patriarca Abraão é a base humana para compreender o significado prático de Hebreus 11.1:Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem”. 

Entendendo que:

O termo fé (gr. πίστις) significa convicção e confiança.

Porém, tendo como base o capítulo percebem-se duas definições, sendo que estas definições correspondem com o sentido prático da fé.

Em primeiro, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam (v.1). [...]

Por segundo, a fé é a prova das coisas que se não veem (v.1). [...] (Silva, Ano 15, Edição 52, p. 42).

Abraão confiou a sua vida ao Senhor tendo a convicção no cuidado e na providência de Deus para com a sua vida.

Abraão alcançou o testemunho de amigo de Deus (Is 41.8). Com Abraão se compreende que a fé e a obediência são inseparáveis. Fica nítido que ao contrário, a desobediência e a incredulidade andam em harmonia (Silva, Ano 15, Edição 52, p. 42, 43).

II – O LEGADO DE ISAQUE

O nome de Isaque tem como significado riso. Antes do nascimento de Isaque o riso foi de dúvida, porém após o nascimento o sorriso foi de alegria pela conquista da promessa. O cumprimento da promessa de Deus na vida dos seus servos requer esperar o tempo do Senhor. No tempo determinado Deus cumprirá todas as promessas.

O legado de Isaque se resume em duas virtudes essências ao cristão, sendo elas: a obediência e a confiança. A vida de Isaque se notabiliza pela oração que diretamente corrobora para entender que o mesmo confiava no Senhor.

E com o escritor da Carta aos Hebreus entende que Isaque e Jacó alcançaram o testemunho de que é possível abençoar até mesmo próximo da morte (Hb 11.20).

Isaque, Jacó e José acreditaram até o final de sua vida no futuro invisível que Deus lhes havia prometido com relação a Seu povo (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 661).

III – O LEGADO DE JACÓ

As virtudes e erros podem diretamente estarem correlacionas com a vivência familiar, pois:

Assim como seus pais falharam na expressão do amor para com os filhos, o patriarca Jacó também falhou, pois este amava mais a José. E aumentando esta lacuna, Jacó amava a Raquel mais do que a Leia. Amar não é um erro, porém a demonstração do amor para com alguns em menosprezo a outros, pode ocasionar desajuste em qualquer instituição. A família como instituição não pode e nem deve outorgar brechas para a ocorrência de desajustes. Famílias desajustadas proporcionarão uma sociedade problemática (Silva, Ano 14, Edição 47, p. 12).

O arrependimento torna-se uma virtude que define o patriarca Jacó, lembrando que toda transformação é proveniente do próprio Deus, assim quando o indivíduo outorga a Deus a primazia de sua vida.

E as bênçãos de Deus na vida de Jacó ofuscaram as tragédias, e assim sintetiza Silva:

O patriarca cresceu de grande maneira; e teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos, e jumentos (Gn 30.43). Porém, estas conquistas financeiras sobrevieram a Jacó após o seu casamento. Logo, quando alguém assume um compromisso as bênçãos serão asseguradas (Silva, Ano 14, Edição 47, p. 12).

Referência:

ALLEN, Ronaldo B.; RADMACHER, Earl D.; HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Quem ama a sua família, ama a si mesmo. Revista Manancial, Ano 14, Edição 47.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Hebreus: Jesus, a revelação plena de Deus. Revista Manancial, Ano 15, Edição 52.

sábado, 20 de junho de 2026

A RECONCILIAÇÃO DE JACÓ E ESAÚ

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A RECONCILIAÇÃO DE JACÓ E ESAÚ

Conforme a Verdade Prática da lição:

Em Deus, sempre há possibilidade de perdão e reconciliação.

Da verdade prática compreende-se que:

Deus possibilita o perdão;

Deus possibilita a reconciliação.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Explicar que Jacó e Esaú tinham sérios conflitos;

Mostrar o encontro de Jacó e Esaú;

E, Saber que, depois do encontro com seu irmão, Jacó segue seu caminho.

Reconciliação é a palavra-chave para a compreensão da presente lição. Reconciliação trata-se da restauração da comunhão entre pessoas envolvidas, sendo na lição em apreço a restauração da comunhão entre Jacó e Esaú.

I – IRMÃOS EM CONFLITOS

O personagem Jacó vem ao encontro de Esaú com uma nova personalização do caráter, pois o encontro com o irmão é posterior ao encontro com o Anjo do Senhor, momento em que de Jacó, o suplantador, tornou-se conhecido como Israel, que tem como significado, aquele que lutou com Deus.

A transformação de Jacó em Israel está diretamente entrelaçada com o encontro com o Anjo do Senhor. Toda transformação só é possível se o indivíduo passar a ter um encontro diretamente com Deus. Transformação corresponde com santificação, o encontro inicial com o Senhor proporciona mudança de vida, permite que perdão seja efetuado e que reconciliações sejam possíveis.

Já a santificação em prosseguimento ou progressiva outorga por meio da oração e o contato com a Palavra a identificação do autêntico cristão.

A atitude de Esaú diante de Jacó demonstra que Deus também trabalhou em sua vida, pois não foi a demonstração de um irmão feroz controlado pelo o ódio, mas de um irmão proporcionado ao perdão e a reconciliação.

Famílias unidas e interligadas são grupos fundamentais e necessários para uma vida feliz, no entanto, não são capazes de transformar o ser humano. O único que transforma o homem alterando o caráter, as emoções e a personalidade é o Senhor Deus Todo Poderoso.

Jacó ao partir ao encontro de Esaú apresentava medo e por isso, seguiu ao encontro com a seguinte divisão familiar:

[...] O primeiro grupo era formado pelas servas e seus filhos; o segundo grupo, era formado pela sua esposa Leia e os seus filhos, a quem posicionou atrás do primeiro grupo; e o terceiro grupo, objeto da sua maior preocupação, era formado por Raquel, a sua esposa preferida e amada, e José, o seu filho, a quem pós como “os derradeiros” (Renovato, 2025, p. 142).    

Mesmo transformado o ser humano ainda apresentará seus temores, fato claramente visível em Jacó.

II – O ENCONTRO ENTRE JACÓ E ESAÚ

No momento do encontro as atitudes apontadas foram:

Jacó inclinou à terra sete vezes;

Esaú abraça e beija o seu irmão;

A ação de Jacó significa humildade, pois a humildade tem poder para dissipar a ira, assim como acalma os indivíduos diante das diversas circunstâncias. Sobre a humildade compreende-se que trata de:

Uma atitude de obediência e submissão fundamentada no relacionamento apropriado com Deus e com as outras pessoas (Guia Cristão de Leitura da Bíblia, 2013, p. 804).

O abraçou e o beijo simboliza o perdão efetuado por Esaú. No que tange ao perdão é necessário entender que se trata da:

A libertação de uma pessoa da culpa e seus resultados; atos de amor que restaura um relacionamento rompido (Guia Cristão de Leitura da Bíblia, 2013, p. 812).

O presente tópico outorga a compreensão de que a humildade e o perdão são essenciais para a reconciliação.

III – A FAMÍLIA DE JACÓ SEGUE SEU CAMINHO

Após o encontro entre Jacó e Esaú, o patriarca Jacó se estabelece em Siquém e compra dos filhos de Hamor terra para habitar e ali ergue um altar chamando esse de “Deus, o Deus de Israel”. Deus tinha ordenado a Jacó a retornar para a casa de seu pai, porém Jacó estabeleceu em Siquém, o que se aprende é que Deus deve ser obedecido, pois quando o cristão obedece sempre cresce.

Referência:

GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: 2013.

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

JACÓ: DE ENGANADOR A HOMEM DE HONRA

JACÓ: DE ENGANADOR A HOMEM DE HONRA

Conforme a Verdade Prática da lição:

Somente Deus pode transformar o caráter e a vida do ser humano.

Da verdade prática compreende-se que:

Jacó teve transformação do caráter;

Deus transforma o caráter e a vida das pessoas.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Enfatizar que os aspectos da família de Jacó;

Explicar que o desejo de Jacó de retornar à sua casa era divino;

Mostrar a passagem de Jacó pelo vau de Jaboque.

Honra é a palavra-chave da presente lição. Honra trata-se de ser reconhecido, respeitado e até lembrado por algo realizado ou pelo o ser.

I – A FAMÍLIA DE JACÓ

O nome Jacó do hebraico tem como significado suplantador, isto é, aquele que substitui ou toma o lugar do outro. Se Jacó torna-se conhecido como o enganador, por ter enganado o seu irmão, foi o patriarca também vítima do engano e agora por parte de seu tio Labão.

Em acordo firmado trabalhou sete anos para casar com Raquel, no entanto, ao finalizar o tempo do serviço e firmar o dia do recebimento do acordo, Jacó foi enganado por Labão, que justificou posteriormente que a filha mais nova não se casava primeiro que a mais velha, amando a Raquel, o patriarca trabalha mais sete anos para ter o direito de casar-se com Raque. Válido ressaltar que ao trabalhar os sete últimos anos por Raquel, o mesmo já se encontrava junto com Raquel. Entende que Labão confiava em Jacó e Jacó amava a Raquel.

Sobre Jacó e suas esposas pode concluir que. [...] O amor de Jacó por Raquel era notório, tanto que continuou servindo a Labão por mais sete anos. Jacó foi empurrado por Labão para uma bigamia involuntária e acabou tendo filhos com quatro mulheres. É digno de nota que Labão não enganou apenas Jacó, mas também suas filhas, pois mais tarde, tanto Lia quanto Raquel disseram que o pai as havia tratado como mercadorias [...] (Lopes, 2021, p. 465).

No total Jacó teve 12 filhos e uma filha sendo esses distribuídos segundo a maternidade.

Os filhos de Leia que são Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom e Diná.

Os filhos de Zilpa são Gade e Aser.

Os filhos de Bila são Dã e Naftali.

E os filhos de Raquel que são José e Benjamim.

II – JACÓ DESEJA RETORNAR A SUA TERRA

O presente tópico permite compreender o desejo de Jacó em retornar para sua terra, porém Labão faz proposta tendo como base o reconhecimento da bênção de Deus em sua vida mediante a pessoa de Jacó (Gn 30.26). [...] Labão tinha plena consciência de que tinha sido abençoado pelo Senhor por intermédio de Jacó, então, astuciosamente, pede ele: [...] Fixa o teu salário, que te pagarei (30.28) (Lopes, 2021, p. 474).

Labão engana Jacó dez vezes (Gn 31.6,7). [...] Labão trapaceou, porém Deus não permitiu que ele fosse prejudicado (Gn 31.6,7); Labão mudou seus salários, porém Deus mudou seus rebanhos (31.8,9) (Lopes, 2021, p. 482).

Deus ordena Jacó a retornar para a sua terra. Que se transforma na fuga de Jacó e familiares.

O segredo dos ídolos. Provavelmente Raquel roubou os ídolos de seu pai não por se tratar de questões religiosas, mas por corresponder com [...] a possessão desses ídolos do lar implicava a liderança da família e, no caso de uma filha casada, assegurava ao seu marido o direito da propriedade do pai (Lopes, 2021, p. 483).

III – JACÓ PASSA AO VAU DE JABOQUE

O tópico em apreço enfatiza a respeito do vau de Jaboque que corresponde com a parte mais rasa do rio de Jaboque, termo que tem como significado aquele que corre.

No ínterim do encontro entre Jacó e o Anjo do Senhor compreende-se que a mudança do nome do patriarca demonstra a transformação de caráter e de vida.

Jacó enfrentou tribulações, porém compreende-se que O gloriar nas tribulações segundo Paulo se relaciona diretamente aos resultados desta na vida do cristão:

A tribulação produz paciência, e a paciência, a experiência, e a experiência, a esperança (Rm 5.3,4).

Através da tribulação Deus desenvolve no cristão a perseverança e o caráter. Pois, (Silva, Ano 15, Edição 49, p. 31) “caráter é o complexo de características mentais e éticas que marcam e, geralmente, individualizam uma pessoa, grupo ou nação” (Munroe, 2015, p. 34).

Referência:

Lopes, Hernandes Dias. Gênesis: o livro das origens. São Paulo: Hagnos, 2021.

MUNROE, Myles. O Poder do caráter na liderança como os valores, a moral, a ética e os princípios afetam os líderes. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel Ltda, 2015.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Romanos: escritos paulino que edifica a igreja atual. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ

Conforme a Verdade Prática da lição:

Após um encontro com Deus, Jacó é transformado. Ninguém sai da presença do Senhor da mesma maneira.

Da verdade prática compreende-se que:

Jacó teve um autêntico encontro com Deus;

Após o encontro com Deus, Jacó foi transformado;

A presença do Senhor permite mudança na vida das pessoas.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Enfatizar que o sonho de Jacó foi o início de uma mudança profunda em sua vida;

Expor as descobertas de Jacó;

E, Explicar o que era a coluna de Betel.

Transformação é a palavra-chave da presente lição. Transformação corresponde com mudança, intrinsecamente corresponde com mudança de vida no que tange a maneira de viver.

I – UM SONHO QUE MUDOU SUA VIDA

Da fuga de Esaú, no deserto, sem ter onde reclinar a cabeça, o patriarca teve um sonho “e eis que era posta na terra uma escada cujo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela. Eis que o Senhor estava em cima dela e disse: Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado ta darei a ti e à tua semente” (Gn 28.12, 13).

Lições importantes do sonho:

Uma escada que ligava a terra aos céus, que tem como significado referente aos conselhos do céu que são executados na terra.

Os anjos do Senhor subiam e desciam a escada, significando que esses seres são ministros designados pelo o Senhor como ministradores da providência divina. [...] É digno de nota que os anjos não desciam e subiam, mas subiam e desciam, o que significa que os anjos estão conosco e ministram a nosso favor (Lopes, 2021, p. 453).

O Senhor estava em cima da escada, significado Deus está no controle de todas as coisas e no controle de todos. [...] O Senhor habita no alto e sublime trono, mas também habita com o contrito e abatido de coração (Js 57.15). Se queremos contemplar Deus com os olhos da fé, podemos olhar não apenas para as alturas, mas também ao nosso redor, pois ele está conosco todos os dias, em todas as circunstâncias (Lopes, 2021, p. 453).

A fala do Senhor, reafirmando a promessa que outrora tinha sido declarada aos patriarcas Abraão e a Isaque. Em comum percebe-se que o Senhor se apresentava, ao patriarca Jacó não foi diferente, Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque, isto é, Deus se apresenta como o Senhor da aliança com os patriarcas Abraão e Isaque, o que corresponde que Jacó está alcançado pela promessa e recebe a confirmação da promessa.

II – AS DESCOBERTA DE JACÓ

Deus tem inúmeras formas de agir e de falar para com os seus servos. Ao patriarca Deus falou por intermédio de sonho e ao acordar Jacó falo que [...] o Senhor está neste lugar, e eu não sabia. E temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus (Gn 28.16-17).

Sobre as forma de Deus falar compreende-se que [...] Deus falou no passado por intermédio dos profetas e nos dias em que se iniciava a igreja, Deus falou por intermédio do Filho, o Verbo que se fez carne (Jo 1.14). Para a igreja nos dias atuais é nítido que Deus continua a falar com o seu povo. Válido compreender que Deus utiliza de inúmeros meios para transmitir a mensagem, porém é necessário entender que Deus fala por meio da palavra pregada (Silva, Ano 15, Edição 52, p. 8). E a Jacó Deus falou por intermédio de sonhos.

A declaração de Jacó corresponde com a adoração, o patriarca reconhece o Senhor e a Sua grandeza, pois se entende que [...] temor é também um contraste apropriado à fuga em prol de sua vida, uma vez que há forças maiores que as de seu irmão que precisam ser levadas em conta. Quem teme a Deus não tem medo dos homens, e quem anda pela fé não precisa tramar (Lopes, 2021, p. 455).

III – A COLUNA DE BETEL

O tópico em apreço enfatiza o memorial e o voto. Quando Jacó edifica o memorial, indica a manutenção da lembrança, isto é, corresponde ao ato do ser humano de não esquecer o mover do Senhor no Seu agir abençoador.

Enquanto que o voto desenvolvido por Jacó se corrobora em quatro pedidos do patriarca:

A presença do Senhor (v.20).

A proteção divina (v. 20).

A provisão divina (v.20).

E o retorno em paz (v. 21).

E como resposta aos benefícios recebidos o patriarca promete:

O Senhor será o seu Deus (v. 21).

Onde a pedra foi erigida, será a Casa de Deus (v. 22).

O patriarca entregaria o dízimo (v. 22).

Referência:

Lopes, Hernandes Dias. Gênesis: o livro das origens. São Paulo: Hagnos, 2021.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Hebreus: Jesus, a revelação plena de Deus. Revista Manancial, Ano 15, Edição 52.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

JACÓ E ESAÚ: IRMÃOS EM CONFLITO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – JACÓ E ESAÚ: IRMÃOS EM CONFLITO

Conforme a Verdade Prática da lição:

Os pais não devem ter preferência entre seus filhos e deve trata-los da mesma forma.

Da verdade prática compreende-se que:

Pais não devem ter preferência para com os filhos;

Os filhos devem ter a mesma preferência;

A forma da expressão do amor dos pais para com os filhos não pode ser diferente.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Enfatizar que o nascimento de Esaú e Jacó foi resposta das orações de Isaque;

Mostrar que Esaú fez pouco de sua primogenitura e a vendeu;

Expor que Rebeca induziu Jacó ao pecado.

Conflito é a palavra-chave da presente lição.


I – OS FILHOS DE ISAQUE

É notável que Isaque sofreu conforme o seu pai Abraão. Da mesma forma Rebeca sofreu conforme a sua sogra Sara. O problema em que conviveram as duas gerações correspondia com a esterilidade. Sara não podia ser mãe, da mesma forma, Rebeca.

Isaque orou ao Senhor, assim Deus abriu a madre de Rebeca. Compreende-se que houve o atender da oração feita por Isaque. Deus é soberano e está no controle de todas as coisas. Logo, nasce Esaú e Jacó como resultado das orações de Isaque.

De fato não correspondia apenas com o nascimento de duas crianças, mas conforme Gênesis 25.23, tratava-se do nascimento de duas nações.

II – ESAÚ VENDE SUA PRIMOGENITURA

Não existe família perfeita, no entanto há famílias felizes.  Isaque e Rebeca não foram perfeitos e um pequeno detalhe é visível como falha desse casal, pois:

Os pais de Jacó deixaram de maneira nítida, o apego e o carinho para com os seus filhos (Gn 25.28), porém, de maneira errada, pois, enquanto Isaque amava a Esaú, a sua esposa Rebeca amava a Jacó.

Quando os pais demonstram o apego a um dos filhos, tal atitude poderá proporcionar desarmonia e profundas contendas. Havia na época a importância da primogenitura, e Jacó fez de tudo para obter o direito de primogênito, isto é, ser o detentor do direito da bênção. Para isto, Jacó comprou a primogenitura (Gn 25.31), e enganou a seu pai (Gn 27.33) (Silva, Ano 14, Edição 47, p. 11).

Esaú era considerado o primogênito de Isaque, sendo que o primogênito garantia alguns direitos, exemplo, a liderança da família, tanto no que correspondia aos aspectos espirituais e físicos. Porém, Jacó primava pela primogenitura, enquanto que Esaú desconhecia e por isso menosprezou a primogenitura, vendendo a Jacó. O ato realizado por Esaú se explica pela troca da bênção futura por uma outorga no presente.

III – REBECA INDUZ JACÓ AO PECADO

Assim explica Silva sobre o personagem Jacó:

O nome Jacó tem como significado, suplantador, isto é, aquele que cumpre uma missão difícil com rejeição ou com muita diversidade. Em sua biografia, Jacó se destaca por ser patriarca, filho de Isaque e Rebeca, e neto de Abraão (Silva, Ano 14, Edição 47, p. 11).

Na trajetória do indivíduo ocorrem momentos em que os próprios cuidadores que deveriam conduzir na íntegra e perfeita admoestação de boa conduta os filhos, torna-se os que favorecem aos desvios e erros a serem cometidos pela nova geração. Rebeca conduz Jacó a cometer o erro de enganar ao seu pai Isaque.

E dentre as principais das consequências encontra-se o conflito entre os dois irmãos em que Esaú desejava a morte do próprio irmão, Jacó.

Referência:

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Quem ama a sua família, ama a si mesmo. Revista Manancial, Ano 14, Edição 47.