Deus é Fiel

Deus é Fiel

sábado, 25 de abril de 2026

A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA

Conforme a Verdade Prática da lição:

Deus é fiel para cumprir tudo aquilo que nos prometeu.

Da verdade prática compreende-se que:

Deus é fiel;

Deus cumpriu, cumpri e cumprirá tudo o que Ele prometeu.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar que Deus mudou o nome de Abrão e Sarai;

Apresentar a confirmação do concerto de Deus com Abraão;

Explicar o pacto perpétuo da circuncisão.

Promessa é a palavra-chave da presente lição. O termo promessa do grego desperta o entendimento para uma citação judicial, assim como trata do empreendimento de alguém para fazer algo para outro, sendo uma promessa de Deus indica que é “uma coisa ‘prometida’, e, assim, significa presente dado graciosamente, não um penhor garantido por negociação” (Vine; Unger; JR, 2012, p. 905).

I – DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI

O presente tópico se caracteriza por apresentar como chave de aprendizagem a mudança de nomes, Abrão passou a ser chamado de Abraão, enquanto que Sarai tornou-se a ser chamada por Deus de Sara.

Abrão cujo nome significa pai exaltado, porém o pai exaltado não tinha filhos, fator que indica inadequado o nome Abrão para o tamanho e abrangência da promessa de Deus, logo o Senhor mudou o nome do patriarca para Abraão, isto é, pai de uma multidão.

Já Sarai termo que tem como significado minha princesa ou minha senhora, no entanto a princesa não tinha descendentes, por isso, Deus a nomeia de Sara que quer dizer mãe de nações.

Em meio à mudança e reafirmação da promessa para com o patriarca Abraão, esse interroga ao Senhor apresentando suas limitações humanas: de um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos? E o patriarca acrescenta Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto! Abraão visualizava que Ismael seria então o cumprimento da promessa. Em meio à exposição da dúvida e angústia do patriarca, Deus assim responde “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele”.

Mais, um exemplo de que, quando Deus age, todas as coisas em seus mínimos detalhes, harmonizam-se de forma especial. Um “pai exaltado” e uma “princesa” não estariam de acordo com o desígnio de Deus. Porém, um “pai da multidão de nações” (Abraão) e uma “mãe das nações” (Sara) estariam unidos para cumprir o plano do Senhor para suas vidas. E assim aconteceu como nos mostra as Escrituras (Renovato, 2026, p. 44).

II – A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DES COM ABRÃO

Deus não faz uma nova promessa para Abraão, o Senhor de fato confirma para com o patriarca o concerto. Por intermédio do patriarca Abraão todas as famílias da terra seriam alcançadas, sendo um pacto perpétuo que na priori teria em Isaque, Jacó, José e Judá (capítulo especial, sendo José o intermediário do Senhor para prover na vida dos descendentes de Abraão a bênção no Egito e Judá na identificação do Messias), assim promessa prossegue com Moisés e Davi. Em Cristo o pacto tem sua perpetuidade.

[...] a única promessa a Abraão foi repetida variegadamente (Gn 12.1-3; 13.14-17; 15.18;17.1-14; 22.15-18), e porque continha o gérmen de todas as promessas subsequentes (Rm 9.4; Hb 6.12; 7.6; 8.6; 11.17). O texto de Gl 3 ocupa-se em mostrar que a promessa era condicional à fé e não ao cumprimento da lei  (Vine; Unger; JR, 2012, p. 905).

Silva complementa ao afirmar:

Portanto, o chamado de Abrão possuía uma promessa com três palavras-chave: abençoar, bênção e benditas. Deus promete abençoar a Abrão e fazer dele uma bênção e por ele tornar bendita as famílias da terra (Gn 12.3).

[...] O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã (Sl 30.5). Para o personagem Abrão a noite não durou apenas uma média de doze horas, mas uma abrangência de 25 anos. Ao sair das terras de sua origem Abrão tinha 75 anos (Gn 12.4), e ao ver o cumprimento da promessa possuía 100 anos de idade (Gn 21.5) isto indica que quem tem promessa de Deus não morrerá sem que elas se cumpram. Assim de Abraão veio Isaque e deste os doze patriarcas que entram no Egito em um número de 75 pessoas (At 7.14).

A escolha de Israel como nação em relação ao chamado de Abrão corresponde a abençoar a todas as famílias da terra (Silva, Ano 9, Edição 28, p. 13, 14).

III – O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO

Duas coisas são fundamentais para entender sobre a circuncisão, são elas: é um ato físico introduzido por Deus e é um ato físico que expressa o compromisso de Deus.

A palavra circuncisão aparece por mais de 30 vezes no Antigo Testamento, sendo 20 vezes descrevida no Pentateuco, e oito vezes no livro de Josué. A circuncisão [...] Tratava-se de um corte permanente do prepúcio do órgão masculino e, como tal, era uma lembrança da perpetuidade da relação de concerto. Foi ordenado que Israel fosse fiel em circuncidar no oitavo dia (Gn 17.12; Lv 12.3) (Vine; Unger; JR, 2012, p. 70).

Em suma, o ato físico introduzido por Deus que expressa o compromisso divino para com o concerto abraâmico.

Referência:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Cronologia Bíblica. Revista Manancial, Ano 9, Edição 28.

VINI, W.E.; UNGER, Merril F.; JR, William White. Dicionário Vine: o significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

A IMPACIÊNCIA NA ESPERA DO CUMPRIMENTO DA PROMESSA

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A IMPACIÊNCIA NA ESPERA DO CUMPRIMENTO DA PROMESSA

Conforme a Verdade Prática da lição:

A impaciência é antagônica a fé, por isso não devemos ser dominados por ela. Deus é fiel e cumpre com suas promessas no tempo certo.

Da verdade prática compreende-se que:

A impaciência é contrária à fé;

O cristão não poderá ser dominado pela impaciência;

Deus é fiel;

Deus cumpre a promessa no tempo certo.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar a tentativa de Abrão em ajudar a Deus;

Explicar as consequências de agir por conta própria;

Encorajar os alunos a permanecerem firmes no Deus que conduz a história.

Impaciência é a palavra-chave da presente lição. Enquanto que a paciência corresponde com o ato de esperar e confiar no tempo do Senhor, entende-se que a impaciência trata-se do não confiar e do não esperar.

I – O PAI DA FÉ E A TENTATIVA DE AJUDAR A DEUS

O presente tópico se caracteriza por apresentar três pontos essenciais: o plano para ajudar a Deus, o patriarca Abrão é conveniente com o plano de Sarai e Agar zomba de Sarai.

[...] Então, sua esposa, sentido o grande problema, que envolvia a idade avançada do esposo e a sua própria esterilidade, imaginou uma solução humana, na verdade, um atalho para ver o impossível acontecer. A impaciência na espera tomou o lugar da fé nas promessas (Renovato, 2026, p. 33).

O cristão não poderá perder a esperança no agir do Senhor, válido compreender que a fé é materializada no ato prático daquele que crer em continuar esperando no Senhor. Porém, quando a impaciência ganha campo a fé sai de cena.

Na visão de impossibilidade de Sarai, o plano foi traçado, no entanto o patriarca aceitou o caminho a ser traçado pela ótica de sua esposa, sendo que o resultado foi danoso, pois:

Agar acatou a proposta de tornar-se mulher de sue senhor. Abrão a tomou e ela engravidou, mas não soube ser grata e honrar sua senhora, porque passou aa zombar de Sarai, menosprezando-a (Gn 16.4). Por esse motivo, Sarai chamou seu marido e lhe disse de sua decepção por ter-lhe dado sua serva, egípcia (Gn 16.5) (Renovato, 2026, p. 34).

Em suma, Sarai deveria ser honrada por Agar, mas pelo o desespero em ver o cumprimento da promessa precipitou e colheu o menosprezo.

II – AS CONSEQUÊNCIAS DO ARRANJO

A grande consequência para Abrão foi a vivenciar o conflito familiar. A serva estava esperando um filho do mesmo, no entanto a esposa estava aflita por ser humilhada pela própria serva. O impasse vivenciado por Sarai leva a compreensão do arrependimento, porém já era tarde pelo o estrago que estava sendo sonorizado na casa de Abrão.

[...] Provavelmente, ela se arrependeu de ter tido a ideia de entregar sua serva a Abrão. Mas já era muito tarde. O estrago emocional já estava feito. Por isso, devemos anotar que nossas decisões devem ser postas diante de Deus, em oração. Como diz a oração do Pai Nosso, “Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu” (Mt 6.10) (Renovato, 2026, p. 35).

Agar de serva torna-se adversária de Sarai. Agar que tinha uma hospedaria após ser afligida por Sarai torna-se fugitiva. Os sofrimentos vivenciados por Agar são inumerados da seguinte maneira na experiência da primeira gravidez: se encontrava isolada, sem comida, sem água e errante pelo o deserto.

Portanto, Deus é amoroso. Deus entra em cena e socorre a serva desgarrada e ordena que Agar retornasse para a casa da sua senhora e humilhasse debaixo das mãos de Sarai (Gn 16.7,8). A ação divina em prol de Agar corrobora com a afirmação da existência de uma promessa também que alcançaria a ela e sua descendência.

III – O DEUS QUE CONDUZ A HISTÓRIA

Deus ouve e Deus vê. Deus conhece a oração de cada um dos seus filhos e está atento para o clamor de todos os que diante dEle lançam os seus gemidos e pedidos. Também compreende que Deus vê, não apenas o que está ocorrendo, mas de fato Deus vê o que ainda vai acontecer, isso porque Deus é Onisciente, Deus sabe todas as coisas, assim como Deus é Eterno.

Válido ressaltar que tudo ocorre mediante a soberania de Deus. Isaque era o filho da promessa, porém para com Ismael Deus faz promessa. As promessas do Senhor são abrangentes e ocorrem como intuito prover e abençoar todos os que confiam no Senhor.

Por fim, o cuidado de Deus se dá em todo tempo e em todo lugar. Deserto é lugar apropriado para Deus outorgar vitória para os seus filhos. No deserto Deus fala com Agar e direciona a mesma a retornar e a se humilhar, pois o deserto é o lugar propício em que Deus proporciona os mais profundos ensinos aos teus filhos.

Referência:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

A FÉ DE ABRÃO NAS PROMESSAS DE DEUS

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A FÉ DE ABRÃO NAS PROMESSAS DE DEUS

Conforme a Verdade Prática da lição:

Quando Deus faz uma promessa incondicional, Ele a cumpre plenamente.

Da verdade prática compreende-se que:

Deus faz promessas;

Quando Deus faz uma promessa incondicional o Senhor a cumpre de forma plena.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar o retorno de Abrão do Egito para Canaã;

Enfatizar as consequências das nossas escolhas;

Mostrar os altares erguidos por Abrão a Deus.

Promessa é a palavra-chave da presente lição, no contexto Bíblico percebem-se dois tipos de promessas no que corresponde com a atitude humana. Promessa condicional requer ações de responsabilidade por parte do homem, sempre no que tange a obediência. E promessas incondicionais, sendo essas independentemente das ações humanas.

I – ABRÃO VOLTA DO EGITO PARA CANAÃ

O presente tópico se caracteriza por apresentar três pontos essenciais: a contenda, a separação e as escolhas.

A contenda ocorreu por parte dos servos de Abrão e os servos de Ló. A causa da contenda corresponde com as riquezas em que o patriarca e o seu sobrinho obtiveram, logo, muita era a fazenda de maneira que não podiam habitar juntos (Gn 13.6).

A separação de espaços entre Abrão e Ló não indica desunião. Era necessária a direção oposta para não causar maior problema entre os pastores de ambos. O patriarca sendo sábio deixou para Ló a decisão, a qual caminho trilhar. O sobrinho escolheu a campina do Jordão, ficando então Abrão, com a terra de Canaã.

O lugar escolhido por Abrão não era tão aprazível quando o que Ló escolheu. Mas teve a bênção de Deus. Por outro lado, a terra escolhida por Ló, em si, era uma terra de uma paisagem bonita, cheia de plantações atraentes e produtivas. Mas, no meio daquela pujança e da beleza natural, havia um povo reprovado por Deus. Isso mostra que, quando se faz uma escolha pela vista dos olhos humanos, sem a direção de Deus, os resultados a serem colhidos poderão ser os piores possíveis, principalmente em termos espirituais e morais (Renovato, 2026, p. 25).

Resultados são provenientes de escolhas. Quando o servo de Deus sabe fazer boas escolhas a tendência é que obtenha bons resultados. Já ao contrário quando o servo do Senhor faz escolhas apenas por visão materialista sem a direção divina é propenso a ter maus resultados.

II – AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS

O tópico em apreço outorga as seguintes informações: Abrão foi abençoado por ser guiado segundo o propósito divino, enquanto que Ló sofreu por não escolher mediante o propósito divino.

Mediante a escolha de Abrão o Senhor proporcionaria ao patriarca frutos na colheita. A escolha não foi direcionada pela visão humana do presente, mas de fato foi mediada pela presença do Senhor. Com o apóstolo Pedro aprende que não se trata de lugares, mas a bênção está na presença do Senhor (Jo 6.68).

Enquanto que Ló escolheu uma terra visivelmente abençoada, mas era uma terra habitada por homens conduzidos por domínios carnais. No decorrer a terra foi invadida por quatro reis, sendo que o próprio Ló e família foram conduzidos cativos. Ló colheu mediante o que havia escolhido.

É fato que as escolhas de cada pessoa são opcionais. Porém, as consequências são inevitáveis e quase sempre imprevisíveis (Renovato, 2026, p. 25).

Para salvar o sobrinho, o patriarca reunião trezentos e dezoito servos, sendo esses homens de guerra e todos nascidos na casa de Abrão. O patriarca perseguiu os quatro reis e por intermédio de estratégia de guerra, dividiu o grupo em dois, atacando o inimigo à noite, saindo assim vencedor (Gn 14.13-16).

III – OS ALTARES ERGUIDOS POR ABRÃO

Abrão construiu quatro altares, sendo eles:

Primeiro altar, erguido em Siquém, lugar que tinha como significado ombro, que para Abrão o altar foi construído para expressar gratidão ao Senhor por todas as bênçãos e promessas recebidas.

Já o segundo altar foi construído em Betel, ou casa de Deus, local em que Abrão invocou o nome do Senhor.

Em terceiro, o altar erguido em Hebrom, cujo significado indica união, próprio para definir o sentimento de unidade entre Abrão e o seu sobrinho.

Por último, Abrão construiu o altar em Moriá, o local da entrega. Em Moriá, Abrão viveu sua maior prova. Deus provou sua fé ordenando que, naquele monte, oferecesse Isaque em sacrifício [...] Se Abraão é chamado de “o Pai da Fé” creio que Isaque pode ser chamado de “o Pai da Obediência” (Renovato, 2026, p. 28, 29).

Referência:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

domingo, 29 de março de 2026

ABRAÃO: SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – ABRAÃO: SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ

Conforme a Verdade Prática da lição:

O chamado de Deus na vida de Abrão e na nossa exige obediência irrestrita, fé e perseverança.

Da verdade prática compreende-se que:

Abrão foi chamado por Deus;

O chamado de Deus na vida do homem requer obediência irrestrita;

O chamado de Deus na vida do homem requer fé e perseverança.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar como ocorreu o chamado de Abrão;

Enfatizar a obediência de Abrão a Deus diante desse chamado;

Mostrar as lutas enfrentadas por Abrão ao chegar a Canaã.

Fé é a palavra-chave da presente lição, lembrando que a fé [...] é caracterizada por um compromisso profundo com os princípios do evangelho, levando-nos a agir com amor, justiça e misericórdia (Leandro, 2024, p. 71).

I – DEUS CHAMA ABRÃO

Tendo como base Gênesis 12.1-3 compreende que há três pontos fundamentais que envolvem o chamado de Abrão, sendo eles: a ordem divina para com Abrão, “sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei”; a condição, isto é, a necessidade da obediência do patriarca; e, a promessa divina para com Abrão (vv. 2,3).

A obediência do patriarca Abrão manifesta a fé do mesmo para com Deus, pois a fé se notabiliza mediante atitudes que se identificam com a prática da obediência ao Senhor. Logo, o patriarca foi obediente à ordem do Senhor, ou seja, a ordem em sair de um ponto geográfico e emocional para onde Deus estaria direcionando o patriarca.

Conforme os três primeiros versículos do capítulo doze, a chamada de Abrão (pai da altura) tinha uma ordem sair da terra que lhe pertencia, sair do meio da sua parentela e também sair da casa do seu pai, uma ordem em três dimensões.

a) Sai- te da tua terra. Ao chamar o homem Deus o consagra. A chamada de Abrão não é diferente, pois uma condição é imposta sair. Na primeira dimensão desta ordem Deus ordena Abrão a sair da sua terra o que corresponde a afastar de uma cultura corrupta e cheia de práticas contrárias a vontade do Criador.

b) Sai da tua parentela. Se o sair da terra correspondia a uma cultura corrupta, o sair da parentela correspondia ao afastamento de uma subcultura, ou seja, a parentela de Abrão estava submersa aos princípios culturais da mesopotâmia (Js 24. 2).

c) Sai da casa de seu pai. Em nossa vida o primeiro lugar deverá pertencer a Deus, o segundo a nossa família, todavia nunca os planos da família poderão omitir os planos de Deus para a nossa vida. O sair da casa de seu pai cabia a Abrão demonstrar o seu amor para com Deus.

Portanto, o chamado de Abrão possuía uma promessa com três palavras-chave: abençoar, bênção e benditas. Deus promete abençoar a Abrão e fazer dele uma bênção e por ele tornar bendita as famílias da terra (Gn 12.3) (Silva, Ano 9, Edição 28, p. 13, 14).

II – A OBDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS

Abrão foi obediente, atendeu ao chamado do Senhor, saiu da terra, abandou o ciclo parental e despediu de sua família. Passou a ser guiado pelo o Senhor, crendo na direção divina e nas promessas do Senhor.

A presença de Ló no trajeto de Abrão indica a ausência da obediência irrestrita. Compreende-se que o patriarca assumiu o papel direto de cuidador de Ló, no entanto, era necessária a total separação para com as pessoas de sua família.

Em Harã o Senhor agiria na vida de Abrão, pois [...] Deus queria seu preparo espiritual e emocional, sendo necessário ter algumas experiências anteriores à sua chegada ao destino visado (Renovato, 2026, p.16). Nas estações, ou paralizações da vida, Deus sempre tem um propósito específico na vida daqueles que possuem o chamado, objetivos esses permeáveis ao crescimento, tanto espiritual como emocional.

III – AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO CHEGAR A CANAÃ

Mudança requer deixar para trás o que não contribuirá para com a vida a ser vivenciada no novo local, assim como se torna necessário levar nas bagagens o que é necessário. As coisas certas deixadas, assim como as certas conduzidas garantem o não retorno, assim como a não saudade que impulsiona ao retrocesso.

No entanto, ao chegar ao local o patriarca deparou com uma crise que culminou na fome naquela região, fator que impulsionou Abrão a descer ao Egito, pois naquele lugar haveria o necessário para o abastecimento de todos os que acompanham o amigo de Deus.

A terra de Canaã era frutífera, no entanto o conhecimento das estações tornaria necessária para o convívio e manutenção na região. Já o Egito era banhado pelas águas do rio Nilo o que facilitava o cultivo no período de seca. No Egito o Senhor também tinha como propósito solidificar a fé do patriarca por meio da confiança.

Chegando ao Egito, temendo a morte, por causa da formosura de Sarai o patriarca aconselha e direciona sua esposa a omitir que eram casados. Na culminância dos fatos [...] Faraó repreende Abrão por faltar com a verdade e o despediu com Sarai, levando todos os bens que Faraó lhe concedera por causa da união ilícita com sua esposa (Renovato, 2026, p. 19).

Referência:

LEANDRO, Eduardo. A verdadeira religião: um convite à autenticidade na Carta de Tiago. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Cronologia Bíblica. Revista Manancial, Ano 9, Edição 28.

 

sexta-feira, 27 de março de 2026

A TRINDADE SANTA E A IGREJA DE CRISTO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A TRINDADE SANTA E A IGREJA DE CRISTO

Conforme a Verdade Prática da lição:

A redenção da Igreja é uma obra conjunta da Trindade: o Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica, sustenta a fé e a missão da Igreja no mundo.

Da verdade prática compreende-se que:

A Igreja tem como obtenção da salvação a obra conjunta da Trindade;

O Pai age por intermédio da eleição;

O Filho redime por meio da obra sacrificial;

E, o Espírito Santo santifica os salvos em Cristo Jesus.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar a atuação do Pai, do Filho e do Espírito no plano redentor;

Explicar que comunhão da Igreja só é possível pela ação trinitária;

Destacar que a missão da Igreja é fruto do envio e capacitação da Trindade.

Trindade é a palavra-chave da presente lição. A doutrina da Trindade é uma das verdades centrais e mais sublimes da fé cristã. Ela expressa a unicidade de Deus em três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essa doutrina é plenamente fundamental nas Escrituras Sagradas, sendo essencial para compreender a natureza de Deus e sua obra na redenção da humanidade (Baptista, 2025, p. 9).

I – A TRINDADE E O PLANO REDENTOR

Tendo como base o texto escrito por Pedro:

Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas (1 Pe 1.2).

O Pai age mediante sua presciência em eleger os salvos. O presente texto não ratifica a predestinação, ou seja, Pedro corrobora em entender que o ato de Deus eleger indica que a eleição corresponde à igreja e não a uma pessoa específica. A eleição é coletiva e não se trata de um ato individual. Portanto, o Pai elege e elege a Igreja.

A ação do Espírito é santificar. O Espírito Santo guia os salvos em Cristo. O ato de conduzir os salvos corresponde em afirmar que o Espírito Santo direciona os crentes a viverem em Deus mediante a vontade do Senhor, isto é, conforme uma vida de santidade.

Santificação é o processo contínuo pelo qual o Espírito Santo trabalha na vida dos cristãos, tornando-os santos e separando-os de seus caminhos maus, para que eles se pareçam cada vez mais com Deus (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 689).

O Filho, Jesus Cristo, proporciona a salvação para com a humanidade mediante a obra realizada na cruz.

II – A IGREJA E A COMUNHÃO COM A TRINDADE

A comunhão da Igreja com o Pai se notabiliza mediante o amor manifestado de Deus para com os homens, pois:

Primeiramente, Deus amou o mundo de tal maneira que outorgou o Seu Filho para salvar (Jo 3.16).

Logo, é cabível que cada cristão conserve-se no amor de Deus (Jd 1.21).

Necessário é que o crente ame uns aos outros (1 Jo 4.10-12).

O amor do crente para com Deus desenvolve-se no interior do cristão uma vida inteirada na obediência para com os mandamentos (Jo 14.21).

A comunhão da Igreja com o Filho prefigura no ato da fé e da esperança, pois a fé é a certeza do que ainda não se viu (Hb 11.1) e a esperança descreve o acreditar no que ainda é visto como promessa. A Igreja tem comunhão com o Filho mediante a obra da salvação desenvolvida no calvário.

E a comunhão com o Espírito Santo se dá de acordo com a missão do Espírito em guiar a Igreja.

III – A IGREJA É ENVIADA PELA TRINDADE

A missão é uma extensão da comunhão trindade, logo, Deus tem como propósito para com a humanidade a salvação. Com o Pai ocorre a possibilidade do chamado para com a salvação, isto é, em salvar o homem dos seus delitos e pecados.

Com o Filho preconiza o chamado para o serviço, pois Jesus comissiona os homens para servir ao Pai.

Conforme Silva o chamado ao serviço possui benefícios e propósitos:

Os benefícios por servir a Cristo são para a vida presente aqui na terra e para a vida futura nos céus de glória (Mt 19. 29).

A demonstração de que aqui na terra somos abençoados estar na citação do apóstolo Paulo ao escrever que em Jesus podemos todas as coisas (Fl 4.13).

[...] Um dos propósitos do chamado é poder exercer uma missão nobre que glorifique ao Senhor Jesus.

E dentre outras podemos citar que o chamado de Deus em nossas vidas tem como propósitos:

O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.12).

E a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.12) (Silva, Ano 12, Edição 42, p. 7).

E com o Espírito Santo ocorre a capacitação e o envio do cristão chamado para exercer com eficácia o seu chamado.

Referência:

BAPTISTA, Douglas. A santíssima Trindade: o Deus único revelado em três Pessoas eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Conhecendo o Chamado: é ter uma vida abnegada e depender do Espírito Santo em suas ações. Revista Manancial, Ano 12, Edição 42.

sexta-feira, 20 de março de 2026

O FILHO E O ESPÍRITO SANTO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O FILHO E O ESPÍRITO SANTO

Conforme a Verdade Prática da lição:

O Filho de Deus cumpriu seu ministério em plena dependência do Espírito, revelando que a Obra redentora é trinitária: o Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.

Da verdade prática compreende-se que:

O Filho foi dependente no exercer o ministério ao poder do Espírito Santo;

A salvação é uma obra trinitária;

O Pai enviou o Filho;

O Filho obedeceu ao envio do Pai;

O Espírito Santo age por meio da capacitação.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar que a concepção de Jesus foi obra sobrenatural do Espírito Santo;

Explicar que Jesus viveu e realizou seu ministério em plena dependência do Espírito Santo;

Destacar que a obra da salvação é Trinitária e exige do crente fé e submissão.

Dependência é a palavra-chave da presente lição. Pode afirmar que há uma interdependência no agir e operar da Trindade no executar a salvação.

I – O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO

Maria quando notificada sobre o nascimento do Messias e que ela seria a mãe, fez a seguinte pergunta: Como se fará isso? E como resposta o anjo assim respondeu: descerá sobre ti o Espírito Santo.

A concepção virginal de Jesus indica que Ele é singularmente separado, o Santo, expressão que aqui é mais do que um título, é uma descrição da natureza sem pecado de Jesus. O nascimento ímpar é outra razão pela qual o menino pode ser chamado de Filho de Deus (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 398).

Jesus em sua natureza humana tem mãe e não tem pai. Jesus em sua natureza divina tem Pai e não tem mãe.

A expressão: a virgem conceberá e dará à luz um filho, outorga a ratificação das duas naturezas do Messias. A virgem, sem atuação do homem, indica que esta concebeu por intermédio do Espírito Santo (Mt 1.20), logo, a presente afirmativa ratifica a natureza divina de Jesus. A virgem, referência à mulher, indica a natureza humana de Jesus.

II – O FILHO E SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO

Ao descrever Jesus como o Verbo, o evangelista João afirma que o Messias possuía identidade e se caracterizava por suas obras.

Sendo a identidade do Verbo explicada pelos os seguintes padrões normativos:

No princípio “o Verbo é Eterno”;

O Verbo estava com Deus “o Verbo é distinto do Pai”;

E, o Verbo era Deus, isto é, “o Verbo é Deus”.

Resume então que Jesus é Eterno, é distinto do Pai e é Deus.

No que tange as obras do Verbo, Jesus cria (v. 3), ilumina (v. 9), regenera (v. 13) e revela (v. 18).

As operações de milagres realizados por Jesus são definidos como condução do Espírito Santo, afirmação corroborada com a profecia escrita por Isaias 11.2  ratificada com os registos de Lucas 4.18 e Mateus 4.1.

A dependência de Jesus ao agir do Espírito Santo não demonstra limitação em sua Pessoa, mas de fato ratifica a humildade na encarnação do Messias. Por meio do agir do Espírito Santo, o Senhor Jesus, venceu a tentação. Os três anos e meio do ministério terreno do Mestre foi sustentado pelo o poder do Espírito Santo.

III – A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA

A ação da trindade em salvar o homem trata-se da maior expressão de amor já definida e revelada na e para a humanidade.

O Espírito Santo não busca a própria glória, mas de fato ratifica o ministério do Filho ao enaltecê-lo. Logo, o que não engrandece o Filho e vai na contramão da Palavra de Deus, deve ser rejeitado pelo o cristão.

Na concretização da salvação, operada pela Trindade na vida do cristão, se notificará por três manifestações, sendo elas: a fé, o arrependimento e a obediência.

Referência:

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.