Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O CHAMADO PARA OS GENTIOS
Conforme a Verdade Prática da lição:
Quando a igreja ouve o Espírito,
o Evangelho avança e vidas são alcançadas para glória de Deus.
Da verdade prática compreende-se que:
A igreja deverá ouvir a voz
do Espírito Santo;
Quando a igreja escuta e obedece a voz do
Espírito, o Evangelho avança;
Ao ouvir o Espírito a igreja
torna agente eficiente de Deus no que corresponde a salvação das vidas.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Apresentar o contexto
histórico e espiritual da igreja de Antioqueia e sua missão aos gentios;
Conduzir o aluno à reflexão
sobre a atuação do Espírito Santo na condução da obra missionária e no envio
dos obreiros;
E, aplicar os princípios da
igreja de Antioquia à vida da igreja local, assumindo a missão cristã como
identidade e compromisso.
Gentios é a palavra-chave para a compreensão da
presente lição. Termo que corresponde com aqueles que não são descendentes de
judeus, ou seja, outros povos.
Tendo como base Atos 1.8 Silva aplica o texto
para plena compreensão na modernidade, assim argumentando:
O texto áureo do livro de
Atos, expressa a missão da igreja, que ao mesmo tempo é o motivo da existência
da mesma, proclamar o evangelho do Senhor Jesus. Lembrando que quando a igreja
é obediente a esta tarefa, a mesma colhe os frutos da justa colheita. A obra
deveria ser iniciada em Jerusalém, e daria continuidade até os confins da
terra. A igreja local possui seus limites em conquistar todas as nações, porém
Deus tem levantado o seu exército em toda parte da humanidade, até mesmos em
países não laicos a porta da salvação tem sido anunciada e vidas salvas, sendo
assim concretizada a obra com a abertura de novas congregações (Silva,
2015, p. 118).
I – O NASCIMENTO DA
MISSÃO GENTÍLICA
Antioquia torna-se destaque
por três grandes razões: foi o local em que primeiramente os discípulos foram chamados
de cristãos (At 11.26); segundo, havia em Antioquia a presença de profetas e
doutores, isto é, pessoas chamadas e vocacionadas por Deus para a pregação e
ensino da Palavra; e, em terceiro, do serviço local homens foram enviados por
Deus às demais nações (At 13.2). O terceiro olhar para a importância dessa
igreja permite compreender que Antioquia tornou a igreja mãe entre os gentios.
[...] O ofício
de profeta subentende uma mensagem diretamente recebida de Deus, provavelmente
do Espírito Santo. O ofício de mestre implica em uma instrução mais
sistemática, em que a razão e a reflexão desempenham o seu devido papel (Gaby, 2026, p. 7).
Paulo e Barnabé foram
separados para a obra missionária. A separação dos ministros foi conduzida pelo
o Espírito Santo diante da ação da igreja que estava em oração e em jejum.
Jejum significa abster – se de
alimento por determinado tempo. A abstinência poderá ser total ou parcial. O
jejum tem como objetivo aprimorar o exercício da oração e da meditação e como
alvo primordial aproximar o cristão de Deus.
A missão da
Igreja deve ser guiada pelo Espírito Santo e sustentada por oração e jejum. Durante
um tempo de oração e jejum, o Espírito Santo fala claramente, e a igreja
consequentemente envia missionários sob a direção divina (Gaby, 2026, p. 9).
A prática do jejum no Novo
Testamento é descrita com as seguintes razões: como forma de submissão e
adoração ao Senhor (At 12.2), como forma de escolher e enviar missionários (At
12.3) e como consagração ao Senhor tanto no orar por pessoas (Mt 17.21), assim
como no implantar igrejas (At 14.23).
II – O ESPÍRITO SANTO E A OBRA MISSIONÁRIA
Jesus afirmou aos apóstolos que o Espírito
Santo os guiaria em toda a verdade, pois uma das missões da terceira Pessoa da
Trindade é guiar, isto é, conduzir, daí compreende que:
O Espírito Santo guia os
crentes a buscarem ter uma consciência plena diante do Senhor;
Guia os cristãos a buscarem
os dons que agradam ao Senhor;
Conduze os pregadores a
propagarem o Evangelho;
Inspira a mensagem dos
pregadores;
Direciona aos líderes a agirem
conforme a vontade do Pai.
Portanto, o Espírito Santo conduz a Igreja de
Cristo a realizar tudo conforme a vontade do Senhor. Logo, O
Espírito Santo é visto como protagonista e a força motriz da obra missionária,
sendo responsável por despertar, chamar, capacitar e guiar os missionários e a
Igreja no cumprimento da missão divina, além de conferir poder e autoridade ao
evangelho e ao testemunho dos cristãos. O Senhor Jesus prometeu que, após a sua
partida, o Espírito Santo viria para capacitar os seus discípulos como
testemunhas – promessa que se cumpriu plenamente com a descia do Espírito Santo
(Gaby, 2026, p. 10).
Em suam, a obra missionaria é desenvolvida
mediante a orientação do Espírito Santo.
III – A IGREJA COMO AGÊNCIA MISSIONÁRIA
Os evangelistas Mateus e Marcos, registram os
principais versículos correspondentes à evangelização.
Portanto, ide, ensinai todas as
nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado (Mt 28.19,20).
Este versículo geralmente é
interpretado como se contivesse três mandamentos, ou seja: ir, batizar, fazer
discípulos ou ensinar. Mas, na verdade, a Grande Comissão gira em torno do mais
imperativo deles: fazer discípulos. Fazer discípulos envolve três passos: ir,
batizar e ensinar, principalmente os dois últimos. O batismo aponta para a
decisão de crer em Cristo. Quando uma pessoa cria em Cristo, ela deveria ser
batizada; não há nenhum cristão no Novo Testamento que não tivesse sido batizado
(Radmacher;
Allen; House, 2013, p. 88).
No texto original o ide não aparecesse no
imperativo. A explicação está na missão de cada cristão em pregar o Evangelho.
Cada crente prega o evangelho, com palavras e sem palavras. E o mais importante
a salientar é que os crentes pregam o evangelho através do testemunho. Assim
foi com a igreja primitiva que através do testemunho de vida conseguiram levar
muitos a Cristo. Portanto, o imperativo aparece no fazer discípulos, isto é,
ensinai. O crescimento da igreja se dá na obediência à Palavra de Deus.
E disse-lhes: ide por todo o
mundo, pregai o evangelho a toda criatura (Mc 16.15).
Em Marcos percebe-se a confirmação e a
veracidade da Grande Comissão. Porção Bíblica que relaciona a existência de
milagres na igreja com a obediência à propagação do evangelho.
Referência:
GABY, Wagner. A Igreja dos gentios: do chamado missionário à consolidação do
evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
RADMACHER, Earl D.; ALLEN, Ronaldo B.; HOUSE,
H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo
Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Introdução
ao Novo Testamento. In: SILVA, Roberto Santos. Seteblir: Seminário Teológico Batista Livre. Goiânia: Mundial Gráfica,
2015.





