Deus é Fiel

Deus é Fiel

sábado, 25 de abril de 2026

A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA

Conforme a Verdade Prática da lição:

Deus é fiel para cumprir tudo aquilo que nos prometeu.

Da verdade prática compreende-se que:

Deus é fiel;

Deus cumpriu, cumpri e cumprirá tudo o que Ele prometeu.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar que Deus mudou o nome de Abrão e Sarai;

Apresentar a confirmação do concerto de Deus com Abraão;

Explicar o pacto perpétuo da circuncisão.

Promessa é a palavra-chave da presente lição. O termo promessa do grego desperta o entendimento para uma citação judicial, assim como trata do empreendimento de alguém para fazer algo para outro, sendo uma promessa de Deus indica que é “uma coisa ‘prometida’, e, assim, significa presente dado graciosamente, não um penhor garantido por negociação” (Vine; Unger; JR, 2012, p. 905).

I – DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI

O presente tópico se caracteriza por apresentar como chave de aprendizagem a mudança de nomes, Abrão passou a ser chamado de Abraão, enquanto que Sarai tornou-se a ser chamada por Deus de Sara.

Abrão cujo nome significa pai exaltado, porém o pai exaltado não tinha filhos, fator que indica inadequado o nome Abrão para o tamanho e abrangência da promessa de Deus, logo o Senhor mudou o nome do patriarca para Abraão, isto é, pai de uma multidão.

Já Sarai termo que tem como significado minha princesa ou minha senhora, no entanto a princesa não tinha descendentes, por isso, Deus a nomeia de Sara que quer dizer mãe de nações.

Em meio à mudança e reafirmação da promessa para com o patriarca Abraão, esse interroga ao Senhor apresentando suas limitações humanas: de um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos? E o patriarca acrescenta Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto! Abraão visualizava que Ismael seria então o cumprimento da promessa. Em meio à exposição da dúvida e angústia do patriarca, Deus assim responde “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele”.

Mais, um exemplo de que, quando Deus age, todas as coisas em seus mínimos detalhes, harmonizam-se de forma especial. Um “pai exaltado” e uma “princesa” não estariam de acordo com o desígnio de Deus. Porém, um “pai da multidão de nações” (Abraão) e uma “mãe das nações” (Sara) estariam unidos para cumprir o plano do Senhor para suas vidas. E assim aconteceu como nos mostra as Escrituras (Renovato, 2026, p. 44).

II – A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DES COM ABRÃO

Deus não faz uma nova promessa para Abraão, o Senhor de fato confirma para com o patriarca o concerto. Por intermédio do patriarca Abraão todas as famílias da terra seriam alcançadas, sendo um pacto perpétuo que na priori teria em Isaque, Jacó, José e Judá (capítulo especial, sendo José o intermediário do Senhor para prover na vida dos descendentes de Abraão a bênção no Egito e Judá na identificação do Messias), assim promessa prossegue com Moisés e Davi. Em Cristo o pacto tem sua perpetuidade.

[...] a única promessa a Abraão foi repetida variegadamente (Gn 12.1-3; 13.14-17; 15.18;17.1-14; 22.15-18), e porque continha o gérmen de todas as promessas subsequentes (Rm 9.4; Hb 6.12; 7.6; 8.6; 11.17). O texto de Gl 3 ocupa-se em mostrar que a promessa era condicional à fé e não ao cumprimento da lei  (Vine; Unger; JR, 2012, p. 905).

Silva complementa ao afirmar:

Portanto, o chamado de Abrão possuía uma promessa com três palavras-chave: abençoar, bênção e benditas. Deus promete abençoar a Abrão e fazer dele uma bênção e por ele tornar bendita as famílias da terra (Gn 12.3).

[...] O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã (Sl 30.5). Para o personagem Abrão a noite não durou apenas uma média de doze horas, mas uma abrangência de 25 anos. Ao sair das terras de sua origem Abrão tinha 75 anos (Gn 12.4), e ao ver o cumprimento da promessa possuía 100 anos de idade (Gn 21.5) isto indica que quem tem promessa de Deus não morrerá sem que elas se cumpram. Assim de Abraão veio Isaque e deste os doze patriarcas que entram no Egito em um número de 75 pessoas (At 7.14).

A escolha de Israel como nação em relação ao chamado de Abrão corresponde a abençoar a todas as famílias da terra (Silva, Ano 9, Edição 28, p. 13, 14).

III – O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO

Duas coisas são fundamentais para entender sobre a circuncisão, são elas: é um ato físico introduzido por Deus e é um ato físico que expressa o compromisso de Deus.

A palavra circuncisão aparece por mais de 30 vezes no Antigo Testamento, sendo 20 vezes descrevida no Pentateuco, e oito vezes no livro de Josué. A circuncisão [...] Tratava-se de um corte permanente do prepúcio do órgão masculino e, como tal, era uma lembrança da perpetuidade da relação de concerto. Foi ordenado que Israel fosse fiel em circuncidar no oitavo dia (Gn 17.12; Lv 12.3) (Vine; Unger; JR, 2012, p. 70).

Em suma, o ato físico introduzido por Deus que expressa o compromisso divino para com o concerto abraâmico.

Referência:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Cronologia Bíblica. Revista Manancial, Ano 9, Edição 28.

VINI, W.E.; UNGER, Merril F.; JR, William White. Dicionário Vine: o significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

A IMPACIÊNCIA NA ESPERA DO CUMPRIMENTO DA PROMESSA

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A IMPACIÊNCIA NA ESPERA DO CUMPRIMENTO DA PROMESSA

Conforme a Verdade Prática da lição:

A impaciência é antagônica a fé, por isso não devemos ser dominados por ela. Deus é fiel e cumpre com suas promessas no tempo certo.

Da verdade prática compreende-se que:

A impaciência é contrária à fé;

O cristão não poderá ser dominado pela impaciência;

Deus é fiel;

Deus cumpre a promessa no tempo certo.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar a tentativa de Abrão em ajudar a Deus;

Explicar as consequências de agir por conta própria;

Encorajar os alunos a permanecerem firmes no Deus que conduz a história.

Impaciência é a palavra-chave da presente lição. Enquanto que a paciência corresponde com o ato de esperar e confiar no tempo do Senhor, entende-se que a impaciência trata-se do não confiar e do não esperar.

I – O PAI DA FÉ E A TENTATIVA DE AJUDAR A DEUS

O presente tópico se caracteriza por apresentar três pontos essenciais: o plano para ajudar a Deus, o patriarca Abrão é conveniente com o plano de Sarai e Agar zomba de Sarai.

[...] Então, sua esposa, sentido o grande problema, que envolvia a idade avançada do esposo e a sua própria esterilidade, imaginou uma solução humana, na verdade, um atalho para ver o impossível acontecer. A impaciência na espera tomou o lugar da fé nas promessas (Renovato, 2026, p. 33).

O cristão não poderá perder a esperança no agir do Senhor, válido compreender que a fé é materializada no ato prático daquele que crer em continuar esperando no Senhor. Porém, quando a impaciência ganha campo a fé sai de cena.

Na visão de impossibilidade de Sarai, o plano foi traçado, no entanto o patriarca aceitou o caminho a ser traçado pela ótica de sua esposa, sendo que o resultado foi danoso, pois:

Agar acatou a proposta de tornar-se mulher de sue senhor. Abrão a tomou e ela engravidou, mas não soube ser grata e honrar sua senhora, porque passou aa zombar de Sarai, menosprezando-a (Gn 16.4). Por esse motivo, Sarai chamou seu marido e lhe disse de sua decepção por ter-lhe dado sua serva, egípcia (Gn 16.5) (Renovato, 2026, p. 34).

Em suma, Sarai deveria ser honrada por Agar, mas pelo o desespero em ver o cumprimento da promessa precipitou e colheu o menosprezo.

II – AS CONSEQUÊNCIAS DO ARRANJO

A grande consequência para Abrão foi a vivenciar o conflito familiar. A serva estava esperando um filho do mesmo, no entanto a esposa estava aflita por ser humilhada pela própria serva. O impasse vivenciado por Sarai leva a compreensão do arrependimento, porém já era tarde pelo o estrago que estava sendo sonorizado na casa de Abrão.

[...] Provavelmente, ela se arrependeu de ter tido a ideia de entregar sua serva a Abrão. Mas já era muito tarde. O estrago emocional já estava feito. Por isso, devemos anotar que nossas decisões devem ser postas diante de Deus, em oração. Como diz a oração do Pai Nosso, “Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu” (Mt 6.10) (Renovato, 2026, p. 35).

Agar de serva torna-se adversária de Sarai. Agar que tinha uma hospedaria após ser afligida por Sarai torna-se fugitiva. Os sofrimentos vivenciados por Agar são inumerados da seguinte maneira na experiência da primeira gravidez: se encontrava isolada, sem comida, sem água e errante pelo o deserto.

Portanto, Deus é amoroso. Deus entra em cena e socorre a serva desgarrada e ordena que Agar retornasse para a casa da sua senhora e humilhasse debaixo das mãos de Sarai (Gn 16.7,8). A ação divina em prol de Agar corrobora com a afirmação da existência de uma promessa também que alcançaria a ela e sua descendência.

III – O DEUS QUE CONDUZ A HISTÓRIA

Deus ouve e Deus vê. Deus conhece a oração de cada um dos seus filhos e está atento para o clamor de todos os que diante dEle lançam os seus gemidos e pedidos. Também compreende que Deus vê, não apenas o que está ocorrendo, mas de fato Deus vê o que ainda vai acontecer, isso porque Deus é Onisciente, Deus sabe todas as coisas, assim como Deus é Eterno.

Válido ressaltar que tudo ocorre mediante a soberania de Deus. Isaque era o filho da promessa, porém para com Ismael Deus faz promessa. As promessas do Senhor são abrangentes e ocorrem como intuito prover e abençoar todos os que confiam no Senhor.

Por fim, o cuidado de Deus se dá em todo tempo e em todo lugar. Deserto é lugar apropriado para Deus outorgar vitória para os seus filhos. No deserto Deus fala com Agar e direciona a mesma a retornar e a se humilhar, pois o deserto é o lugar propício em que Deus proporciona os mais profundos ensinos aos teus filhos.

Referência:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

A FÉ DE ABRÃO NAS PROMESSAS DE DEUS

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A FÉ DE ABRÃO NAS PROMESSAS DE DEUS

Conforme a Verdade Prática da lição:

Quando Deus faz uma promessa incondicional, Ele a cumpre plenamente.

Da verdade prática compreende-se que:

Deus faz promessas;

Quando Deus faz uma promessa incondicional o Senhor a cumpre de forma plena.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar o retorno de Abrão do Egito para Canaã;

Enfatizar as consequências das nossas escolhas;

Mostrar os altares erguidos por Abrão a Deus.

Promessa é a palavra-chave da presente lição, no contexto Bíblico percebem-se dois tipos de promessas no que corresponde com a atitude humana. Promessa condicional requer ações de responsabilidade por parte do homem, sempre no que tange a obediência. E promessas incondicionais, sendo essas independentemente das ações humanas.

I – ABRÃO VOLTA DO EGITO PARA CANAÃ

O presente tópico se caracteriza por apresentar três pontos essenciais: a contenda, a separação e as escolhas.

A contenda ocorreu por parte dos servos de Abrão e os servos de Ló. A causa da contenda corresponde com as riquezas em que o patriarca e o seu sobrinho obtiveram, logo, muita era a fazenda de maneira que não podiam habitar juntos (Gn 13.6).

A separação de espaços entre Abrão e Ló não indica desunião. Era necessária a direção oposta para não causar maior problema entre os pastores de ambos. O patriarca sendo sábio deixou para Ló a decisão, a qual caminho trilhar. O sobrinho escolheu a campina do Jordão, ficando então Abrão, com a terra de Canaã.

O lugar escolhido por Abrão não era tão aprazível quando o que Ló escolheu. Mas teve a bênção de Deus. Por outro lado, a terra escolhida por Ló, em si, era uma terra de uma paisagem bonita, cheia de plantações atraentes e produtivas. Mas, no meio daquela pujança e da beleza natural, havia um povo reprovado por Deus. Isso mostra que, quando se faz uma escolha pela vista dos olhos humanos, sem a direção de Deus, os resultados a serem colhidos poderão ser os piores possíveis, principalmente em termos espirituais e morais (Renovato, 2026, p. 25).

Resultados são provenientes de escolhas. Quando o servo de Deus sabe fazer boas escolhas a tendência é que obtenha bons resultados. Já ao contrário quando o servo do Senhor faz escolhas apenas por visão materialista sem a direção divina é propenso a ter maus resultados.

II – AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS

O tópico em apreço outorga as seguintes informações: Abrão foi abençoado por ser guiado segundo o propósito divino, enquanto que Ló sofreu por não escolher mediante o propósito divino.

Mediante a escolha de Abrão o Senhor proporcionaria ao patriarca frutos na colheita. A escolha não foi direcionada pela visão humana do presente, mas de fato foi mediada pela presença do Senhor. Com o apóstolo Pedro aprende que não se trata de lugares, mas a bênção está na presença do Senhor (Jo 6.68).

Enquanto que Ló escolheu uma terra visivelmente abençoada, mas era uma terra habitada por homens conduzidos por domínios carnais. No decorrer a terra foi invadida por quatro reis, sendo que o próprio Ló e família foram conduzidos cativos. Ló colheu mediante o que havia escolhido.

É fato que as escolhas de cada pessoa são opcionais. Porém, as consequências são inevitáveis e quase sempre imprevisíveis (Renovato, 2026, p. 25).

Para salvar o sobrinho, o patriarca reunião trezentos e dezoito servos, sendo esses homens de guerra e todos nascidos na casa de Abrão. O patriarca perseguiu os quatro reis e por intermédio de estratégia de guerra, dividiu o grupo em dois, atacando o inimigo à noite, saindo assim vencedor (Gn 14.13-16).

III – OS ALTARES ERGUIDOS POR ABRÃO

Abrão construiu quatro altares, sendo eles:

Primeiro altar, erguido em Siquém, lugar que tinha como significado ombro, que para Abrão o altar foi construído para expressar gratidão ao Senhor por todas as bênçãos e promessas recebidas.

Já o segundo altar foi construído em Betel, ou casa de Deus, local em que Abrão invocou o nome do Senhor.

Em terceiro, o altar erguido em Hebrom, cujo significado indica união, próprio para definir o sentimento de unidade entre Abrão e o seu sobrinho.

Por último, Abrão construiu o altar em Moriá, o local da entrega. Em Moriá, Abrão viveu sua maior prova. Deus provou sua fé ordenando que, naquele monte, oferecesse Isaque em sacrifício [...] Se Abraão é chamado de “o Pai da Fé” creio que Isaque pode ser chamado de “o Pai da Obediência” (Renovato, 2026, p. 28, 29).

Referência:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.