Deus é Fiel

Deus é Fiel

sábado, 10 de março de 2012

Evangelho de João

É o quarto livro do Novo Testamento. O evangelho é de estilo literário reflexivo e cheio de imagens e figuras de linguagem. A autoria é direcionada para o evangelista João, o discípulo amado. E ao escrever o livro o evangelista João tinha como propósito: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome” João 20.31. O alcance do livro é universal, pois a relação direta para a abrangência da mensagem é tanto para judeus, assim também como para gentios, portanto a escrita deste livro é endereçada a igreja no geral, ou seja, ao conjunto de todos os salvos em Cristo.

O livro é divido em quatro partes: primeira, a introdução (Jo 1.1-18); segunda, ministério público de Jesus (Jo 1.19-12.50); terceira, ministério particular de Jesus (Jo 13.1-17.26) e a quarta, acontecimentos finais (João capítulos 18,19,20 e 21).

Na introdução Jesus é apresentado como o Verbo de Deus. Dois pontos são fundamentais para conhecer o verbo. Primeiro, a identidade do verbo. É necessário conhecer de fato quem é o verbo. E como resposta a tais perguntas o evangelista João no primeiro versículo do livro escreve: “No princípio era o verbo (o verbo é eterno), e o verbo estava com Deus (o verbo é distinto de Deus não em essência, mas em pessoa) e o verbo era Deus” (o verbo é Deus). Segundo, na introdução o evangelista cita as obras do verbo, que são: criar (todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. v.3), iluminar (ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo. v. 9), regenerar (os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas da vontade de Deus. v.13) e revelar (Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer. v. 18).

A partir do versículo dezenove do capítulo um ao capítulo doze, Jesus atende as necessidades dos homens. Duas são as divisões do ministério público apresentado no livro em análise. No início do ministério de Jesus em atender as necessidades dos homens, teremos os testemunhos, da parte dos homens a respeito de Jesus (Jo 1.19-54), o testemunho do sinal (Jo 2.1-12) e o testemunho da morte e da ressurreição prevista (Jo 2.13-25). Em continuação o evangelista cita os acontecimentos que compõem o evangelho anunciado (Capítulos 3 e 4). Já na segunda divisão teremos a partir do capítulo cinco a manifestação de fé e incredulidade. A partir daí os acontecimentos serão fundamentais, assim como os nomes de Jesus que serão apresentados, também como o assunto do capítulo e por fim, a manifestação de fé ou incredulidade.

Nos capítulos treze ao dezessete Jesus atende as necessidades dos discípulos. Jesus e seu exemplo (capitulo 13). Jesus e seu Pai (capítulo 14). Jesus e seus discípulos (capítulo 15). Jesus e o Espírito Santo (capítulo 16). E Jesus e sua oração (capítulo 17).

Já nos capítulos finais teremos o julgamento de Jesus, sacrifício de Jesus, a ressurreição de Jesus e o epílogo. Estes dados históricos compreende os acontecimentos finais do ministério de Jesus.

E sobre a autoria do evangelho pertencer ao apóstolo João é ratificada por provas históricas e provas do próprio livro. As provas históricas correspondem aos primeiros teólogos (Tertuliano, Irineu, Clemente de Alexandria e Justino), ao primeiro historiador (Eusébio) e a prova das testemunhas vivas (Policarpo e Papias). Já as provas do próprio livro são indiretas, porém são provas autênticas e por exegese bíblica o discípulo amado é o apostolo João o escritor do quarto evangelho.

terça-feira, 6 de março de 2012

Paracletologia: Conhecendo e defendendo a doutrina do Espírito Santo contra heresias.

Texto: Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência. I Tm 4.1,2.
E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. Jo 14.16,17.

Conforme escreveu o apóstolo Paulo nos últimos tempos apareceriam falsas doutrinas de ordem demoníaca. É fundamental compreender que um dos alvos de satanás é desviar os cristãos da verdade, por isso, os demônios são especializados em omitir e alterar a verdade Bíblica, um bom exemplo é quando Jesus foi tentado por satanás, porém, pela Palavra Jesus venceu o inimigo da mesma maneira nos dias atuais o cristão vencerá as falsas doutrinas pela Palavra de Deus. E nos últimos dias muitos ensinos contrários a doutrina do Espírito Santo tem sido enfocada. Os erros se repetem sobre a pessoa do Espírito Santo. Para muitos o Espírito Santo não é uma pessoa e sim uma força, erro cometido pelas Testemunhas de Jeová. E outro erro gravíssimo é sobre a manifestação do Espírito Santo, especificamente o batismo no Espírito Santo.

I – Conhecendo o Espírito Santo pelas ações.

O Espírito Santo é uma pessoa, esta verdade é possível por razões básicas, como: Ele age como uma pessoa, o Espírito Santo tem características de uma pessoa e Ele é tratado como uma pessoa.

As ações desenvolvidas pela pessoa do Espírito Santo são: Ele vive nos crentes (Jo 14.17), ensina os crentes (Jo 14.26), testifica de Cristo (Jo 15.26), fala com os crentes (At 8.29), intercede pelos crentes (Rm 8.26), santifica os crentes (Rm 1.4) e dentre tantas outras operações renova o crente (Sl 104.30, Tt 3.5).

A terceira pessoa da Trindade possui vontades próprias, pois na Bíblia estar escrito: mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer (I Cor 12.11). Se os dons são distribuídos pela pessoa do Espírito Santo conforme o seu querer é porque Ele tem vontade. Porém, o que mais caracteriza o Espírito Santo a uma pessoa para os seres humanos é a possibilidade dEle se entristecer: “e não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção” (Ef 4.30).

O Espírito Santo é entristecido pelas ações carnais como: mentira contra os irmãos, iras que provocam pecados, quando ao diabo é outorgado lugar, quando furtamos e quando proferimos aquilo que não edifica (Ef 4.25-29).

II – Conhecendo o Espírito Santo pelos nomes.

O Espírito Santo é Deus. Deus Pai é a plenitude da divindade invisível. Deus Filho é a plenitude da divindade manifesta. E o Espírito Santo é a plenitude da divindade operante na criação. Logo, para conhecer o Espírito Santo é necessário conhecer e entender os nomes a respeito do mesmo que é citado na Bíblia.

Em Atos 5.3,4 o Espírito Santo é chamado de Deus. O nome Deus mostra que Ele é poderoso. Tão poderoso que criou os céus e a terra, portanto, o Espírito Santo tem poder absoluto. São importantes também as descrições que se encontram na Bíblia relacionando o Espírito Santo com o nome Deus, ou seja, o Espírito de Deus: e o Espírito de Deus se movia (Gn 1.2), relaciona ao poder do Espírito Santo; e o Espírito de Deus apoderou dele (I Sm 10.10) relaciona a profecia e por fim, e todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus (Rm 8.14), logo aqui a associação se refere a direção promovida pelo Espírito Santo.

O Espírito Santo guia o crente pela Escritura Sagrada e pela consciência transformada. Paulo escreve a Timóteo e classifica os falsos mestres por terem cauterizado a consciência, isto indica a perca da sensibilidade para com as coisas de Deus. Esta perca é definida por escolhas direcionadas pelo ego humano.

Portanto, quando na Bíblia o Espírito Santo é chamado de Espírito de Deus a Ele estar associado poder, profecia e direção.

Já na segunda carta aos Coríntios está escrito: e todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Espírito do Senhor (II Cor 3.18). Quando o Espírito Santo é chamado de Senhor, o mesmo é associado ao amor de Deus. Portanto, devemos a nossa salvação ao verdadeiro amor do Espírito Santo como do Pai e do Filho (Rm 15.30).

III – Conhecendo o Espírito Santo pelos símbolos

O símbolo torna concretas as coisas abstratas. O vento por ser uma força poderosa é um símbolo do Espírito Santo (Jo 3.8). E a água por ser necessária ao sustento da vida torna se um dos símbolos da terceira pessoa da trindade, com esta verdade, definimos: o Espírito é indispensável para a vida espiritual (Jo 7.39). Já o fogo representa uma força purificadora, por isso, o fogo como símbolo do Espírito Santo indica a atuação do mesmo em purificar (Is 6.6,7. At 2.3).

Além destes o Espírito Santo têm como símbolos o óleo (At 10.38), que indica consagração e também a pompa que indica mansidão e paz, virtudes provindas da pessoa do Espírito Santo.

Portanto, para conhecer uma pessoa é realizada uma análise ao que se trata a personalidade (o ser das pessoas), as características (o ser físico das pessoas) e as manifestações da pessoa (o ser social das pessoas). Por isso, o Espírito Santo é uma pessoa; Ele age como uma pessoa, Ele possui características de uma pessoa e Ele tratado como uma pessoa.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Relacionamento do cristão com o ministério no qual foi chamado

Texto: Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. II Tm 4.5

Tudo foi criado por Ele e para Ele (Cl 1.16 b). E o ser humano é a coroa da criação, criados e formados para a glória de Deus. Mas, o propósito de Deus ao criar o ser humano não se resume a adoração no campo do louvor e da oração, mas sim também, ao campo da ação. Adoração possui no mínimo três características: o cântico, a oração e a ação.

A ação do cristão corresponde à missão da igreja. Deus elegeu a igreja como sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pe 2.9), portanto é missão da igreja evangelizar, ensinar, batizar e atender as necessidades dos desamparados (Mt 28.19,20; Tg 1.27). Se evangelizar, ensinar, batizar e ajudar aos necessitados é a missão do povo eleito, logo estas devem ser a tarefas executadas por cada crente.

Cabe a esposa cristã que o seu marido não é convertido ganhá-lo pelo procedimento (I Pe 3.1) e aos pais ensinar o menino no caminho em que deve andar (Pv 22.6). Tais atitudes de ser o exemplo e educar tornam os cristãos ativos a sua missão: fazer discípulos.

I – Os tipos de Chamados

Na leitura bíblica três serão os tipos de chamados encontrados; chamados das trevas para a maravilhosa luz, chamados para servir e chamados para a glorificação.
Pelos escolhidos missões nobres foram executadas.

Noé teve como missão executar a tarefa de construir uma arca e apregoar a mensagem de arrependimento.

Jonas teve como missão executar a tarefa de pregar a mensagem de arrependimento em Nínive.

Moisés teve como missão guiar, proteger, amar, em suma, liderar um povo numeroso no deserto.

Davi teve como missão firmar o reino israelita.

Elias teve como missão dentre tantas, ungir a Eliseu como sucessor.

Os doze tiveram como missão pregar o evangelho primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel, a curar os enfermos, a limpar os leprosos, a ressuscitar os mortos e a expulsar os demônios (Mt 10. 6-8).

II – Obra de um Evangelista

O evangelista é aquele que proclama o evangelho de Cristo. O termo evangelista só ocorre três vezes na Bíblia Sagrada (At 21.8;Ef 4.11; II Tm 4.5), Que como dom corresponde a proclamação da mensagem cristã apregoada com carisma e dedicação.

A obra do evangelista é pregar a palavra em tempo e fora de tempo (II Tm 4.2), porém a indagação que surge é como pregar?

A maneira de pregar deverá levar em conta o teor da mensagem. A mensagem do evangelista deverá ser bibliocêntrica e cristocêntrica. Pois, o livro central para a exposição do evangelho é a Bíblia e a pessoa a ser anunciada é Jesus Cristo.

Porém, a mensagem deverá ser simples e objetiva. Quem estará recebendo a instrução será um indivíduo que não é conhecedor da Escritura Sagrada.

Por outro lado, a mensagem evangelística deverá ser constantemente repetida. E toda mensagem evangelística tem como teor fundamental a mensagem da cruz juntamente com a doutrina da ressurreição. Mensagem evangelística só é evangelística com a narrativa do sacrifício perfeito.

Cerca de noventa e cinco por cento daqueles que vêm à salvação fazem através da exposição do evangelho por uma testemunha. Restando apenas cinco por cento pela exposição da mensagem realiza por outros meios, como por exemplo: pela televisão.
Esta verdade acima se torna autêntica por ser o cristão um evangelista que além de ganhar a pessoa para Cristo passa a ensiná-la. O discipulado é importante. E ao fazer discípulos o evangelista passa para a sua segunda missão a que envolve a preparação para o batismo.

Portanto, o evangelista deverá ser em tudo moderado e sofrer as aflições com paciência e cumprir o seu ministério. Para realçar a exortação ao jovem Timóteo o apóstolo Paulo assim conclui o seu ministério: combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (II Tm 4.7).



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Relacionamento do cristão com a palavra de Deus - Bíblia

Texto: Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra. II Tm 3.16,17.

A Bíblia é a Palavra de Deus. Crendo ou não a Bíblia é a Palavra de Deus. Nela há registros de dados históricos importantes para o conhecimento da humanidade, isto é, na Bíblia há informações do passado, assim como também encontraremos relatos do presente e diferentemente de outros livros nela há importantes registros do futuro, doutrina bíblica conhecida como escatologia.

A abrangência das Escrituras Sagrada compreende os tempos da construção da vida humana: passado, presente e futuro. Esta verdade sobre as Escrituras se relaciona com o seu Autor. Deus é onipotente, onipresente e onisciente. Todas as coisas giram sobre o conhecimento de Deus. Ele sabe tudo e sobre esta verdade de saber todas as coisas, Deus revela na Bíblia, o que há de acontecer.

I – A Bíblia é inspirada por Deus.

A aceitação da inspiração das Escrituras corresponde a provas externas e internas. As provas externas são aquelas autenticadas por ciências seculares, e por vidas transformadas pelo evangelho, enquanto as internas são as provas contidas no próprio livro Sagrado.
Por inspiração da Bíblia queremos dizer que os escritores (cerca de quarenta) foram capacitados por Deus.

1- Provas Externas.

A Bíblia expõe passo a passo os impérios antigos fornecendo dados importantes para ciências como: a geografia, arqueologia, a história, a paleontologia e assim por diante.
Por mais que um cientista de tais áreas queira se opor a Bíblia em algum momento notará que a verdade dos fatos estão registrados na Escritura Sagrada. Um grande exemplo é a aceitação que a terra é esférica conforme escreveu o profeta Isaías.

Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar. Is 40.22.
Esta verdade só foi aceita no campo cientifico no século XVIII. Entretanto, o testemunho da ciência corrobora para a inspiração da Bíblia.

Outro exemplo de inspiração bíblica são as provas contidas nas vidas transformadas pela palavra de Deus.

2- Provas Internas.

Trata-se do testemunho da própria Bíblia. Pela sua unidade em que os sessenta e seis livros escritos por homens diferentes não se tornam livros diferentes, mas se complementam e simultaneamente se corroboram. Também pela sua exposição sem comparação em apresentar o que nunca tinha sido descrito no que se trata da salvação, do homem, e principalmente dentre tantos assuntos do próprio Deus. E por fim, das profecias e seus cumprimentos.

Outra prova interna de grande importância é o testemunho de Cristo, tanto em palavras, obras e ressurreição.

II – O valor da Bíblia.

Nas cartas de Paulo ao jovem Timóteo a informações a respeito do que não se pode ensinar advertir a alguns que não ensinem outra doutrina (I Tm 1.3) e também a presença da abordagem legalista e rebelde desconsiderando a autoridade da Bíblia.

1- O relacionamento com a Bíblia Sagrada possui um custo.

Quando decidimos seguir o caminho que é definido pela Escritura passamos a ser alvos de perseguições e aflições (II Tm 3.11).

2- O relacionamento com a Bíblia provoca conflito.

Entre a antiga maneira de viver e ao permanecer naquilo que aprendemos e de que fomos inteirados (II Tm 3.14).

Na carta do apóstolo Paulo aos romanos a citações no que corresponde a características do velho homem: murmuradores, aborrecedores, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pai e à mãe, infiéis aos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis e sem misericórdia (Rm 1. 30,31).

Porém, a nova vida em Cristo é movida pelo fruto do Espírito que são: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gl 5. 22).

3- Valores proporcionados pela Escritura Sagrada.

A Escritura é proveitosa para ensinar, ou seja, proporcionar o conhecimento que outorga libertação e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (Jo 8.32).

Há proveito na Bíblia para redargüir. Aqui tem como missão central condenar atos que desagrada a Deus.

Ao ser redargüido o indivíduo poderá ser corrigido, isto é ser restaurado ao estado correto. Por isso, que Jesus na oração sacerdotal pediu ao pai para nos santificar na verdade, pois a tua Palavra é a verdade (Jo 17.17).

E por fim, ao sermos conhecedores da verdade, e a cada dia buscarmos a santidade assim estaremos prontos para sermos instruídos em justiça. Ser instruídos em justiça é além de tudo viver para Deus.

A palavra de Deus proporciona libertação ao mais vil pecador de todos os homens, por isso a Bíblia não é um livro simples como a filosofia dos grandes pensadores que na sua época (dos filósofos) são autênticas, mas em outro período não passam de simples pensamentos. E para peroração assim escreveu João Calvino: leia os escritos dos maiores oradores e filósofos do mundo, reconheço que te atrairão, deleitarão e comoverão as tuas afeições de modo maravilhoso; mas se te dedicares, em seguida, à leitura da Palavra de Deus, ela te afetará tão poderosamente, entrará tão profundamente no teu coração, tomará posse de tal maneira dos teus sentimentos mais íntimos, que o poder da oratória e o da filosofia parecerá como nada em comparação com ela.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Relacionamentos Frutíferos

Texto: Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, esperança nossa, a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da de Cristo Jesus, nosso Senhor. I Tm 1.1,2

Como indivíduos racionais vivemos sobre a harmonia produzida dos relacionamentos que mantemos no cotidiano. A verdade é que a sociedade moderna se apega e cultiva relacionamentos impróprios ou relacionamentos por interesse. Há pessoas que se relacionam somente com aqueles que poderão em algum momento serem possíveis soluções de problemas.

Mas, todo ser humano deverá analisar quais os tipos benéficos de relacionamentos. E para isto é necessário que o indivíduo tenha relações com pessoas preparadas. Como exemplo a relação com um mentor, tendo como exemplo clássico os apóstolos com o Senhor Jesus e Josué com Moisés. Pois, o relacionamento com o mentor proporciona visão de vida. Andar com pessoas que possuem objetivos certos nos possibilita a vivermos sobre a busca de realizações de planos e a criações dos mesmos. Por conseguinte é necessário relacionarmos com indivíduos que comungam dos mesmos ideais que defendemos.
A carta de Paulo a Timóteo demonstra tipos fundamentais de relacionamentos e como nos devemos comportar com a manutenção dos mesmos.


I – O relacionamento com o pai na fé.

O apóstolo Paulo endereça a carta a Timóteo e o chama de meu verdadeiro filho na fé ( I Tm 1.2), sendo assim os desejos de pai para filho é identificado nas palavras; graça, misericórdia e paz. Quem é o pai que não deseja aos seus filhos o dom gratuito de Deus, a ação compassiva em atos de misericórdia de Cristo para os seus filhos. Assim como Paulo possuía de Deus a graça, a misericórdia e a paz, assim o mesmo desejava isto como elementos presentes no ministério de Timóteo, que ainda como jovem já era obreiro fiel e exemplo para os demais (I Tm 4.12).
Além dos desejos presentes na saudação Paulo tinha total confiança em Timóteo (v.3), por este ter ficado em Éfeso e combatido as heresias. A confiança é conquistada por aqueles que obedecem.
Como mentor do jovem Timóteo nos versículos 18 e 19 do primeiro capítulo, Paulo recomenda ao jovem obreiro a ser militante segundo o chamado de Deus.
Para militar segundo o chamado de Deus Timóteo deveria valorizar o dom que tinha sido confirmado através de profecias (I Tm 4.14). Sem permitir o desprezo de outros a sua baixa idade pelos padrões da cultura judaica (I Tm 4.12). Para os judeus quando um homem alcançava idade de 40 anos chegava se ao período de entendimento e já aos 50 anos a idade de aconselhamento. Logo, a descrição indicada é que Timóteo possuía idade abaixo de 40 anos.
Porém o auge dos conselhos do apóstolo está no versículo 16 do capítulo 4, tem cuidado de ti mesmo e da doutrina, persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

II – Relacionando com a sociedade.

É dever de todo cristão orar pelas autoridades, fazendo pelos mesmos deprecações, ou seja, súplica de perdão; orações, ou seja, mediando por proteção; intercessão, ou seja, pedido em favor do sucesso das mesmas e além de tudo fazer ações de graças por todos os homens. Com os seguintes propósitos termos uma vida quieta e sossegada em toda piedade e honestidade (I Tm 2.2) e também pela salvação de todos os homens (I Tm 2.4).

III – Relacionando com a igreja.

Por congregarmos em uma determinada igreja, comungamos com a visão de trabalho e também com a linhagem teológica ensinada e propagada por esta assembléia. E ao fazermos parte buscamos propagar os ensinamentos bíblicos cada um conforme o seu chamado. Porém, a alguns que desejam o episcopado (I Tm 3.1). Que Paulo considera excelente obra deseja e assim como instrutor Paulo expõe as qualificações indispensáveis para a liderança eclesiástica: irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos fiéis, não soberbo, não iracundo, não dado ao vinho, não espancador, não ganancioso, dado a hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperado, retendo firme a Palavra, capaz de admoestar com a sã doutrina e capaz de convencer os contradizentes (I Tm 3. 2-6, Tt 1.5-9).

IV – Relacionando com a família.

Como cristãos devemos cuidar primeiro da nossa família (I Tm 5.8). Proporcionando para os mesmos cuidados médicos, sociais e principalmente espirituais.
No cotidiano tornou se natural as separações de casais, as constantes brigas, o aumento das doenças venéreas, a gravidez indesejada, os abortos provocados e o aumento de filhos órfãos de pais vivos. Todos estes fenômenos possuem como motivo básico na maioria das vezes o sexo antes ou fora do casamento. E cabe ao cristão ser marido de uma mulher sendo ele obreiro ou não. Não é permitido ser um namorador. Mas é um dever ser fiel (I Tm 3.2).
E por fim, cabe ao cristão ser excelente administrador da sua casa (I Tm 3.5).

Para obtermos relacionamentos frutíferos cabe a cada indivíduo o reconhecimento de que não somos melhores do que os outros e nem tanto piores. Todos os homens são dependentes de Deus e temos a mesma origem. Mas, é pertencente aos seres humanos o cultivo das relações. E para isto cabe a cada um responder as seguintes perguntas. Com quem eu ando? Onde ando? O que faço? E com quem faço? Estas e outras perguntas ao serem postas em prática da maneira correta proporcionaram relacionamentos frutíferos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Valorizando a Família na prática dos valores cristãos.

Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. Salmos 133.1.

Os valores sociais não são reconhecidos como eram respeitados em gerações passadas. Esta afirmativa é expressada constantemente por pessoas que por conhecimento e por experiência conhecem a sociedade atual e a compara com a sociedade de outras épocas.

São autênticos os contrastes existentes de uma geração para a outra. E o que proporciona tais mudanças é entre tantos o capitalismo por meio da tecnologia. Porém, não pode ser eliminado desta analise o aumento da iniqüidade que provoca o esfriamento do amor ao Senhor (Mt 24.12).

Os valores familiares sofrem ataques espirituais que provocam a violência no seio da família e cria uma contra cultura aos princípios de Deus para o lar cristão.

A dependência mútua no relacionamento é um dos princípios de Deus para a família. Quando há reconhecimento de dependência do marido para com a esposa e vice versa, ambos compreendem que nenhum é superior ao outro e, por conseguinte ambos se completam e tornam se fortes em uma única carne. A dependência mútua no relacionamento familiar proporciona o aumento de carinho. O afeto não é fingido é verdadeiro. Não é obrigatório é voluntário. Mas, a existência de subordinação mútua no relacionamento só é possível quando a família estiver no altar de Deus. Precisamos de Deus para tudo, a iniciar da providência e da proteção.


Os maiores males sociais que acometem a nossa família são: a corrupção, a inexistência de ética, o elevado índice de violência e principalmente a injustiça. Os princípios culturais em que os valores humanos são enfatizados no lar cristão são bombardeados por pessoas descompromissadas com as virtudes básicas, a saber: a ética, a cooperação, a integridade, o respeito, a humildade e a disciplina.


O lar em que os membros se conhecem, são caracterizados pelo perfil ético, ou seja, os limites individuais são entendidos e respeitados. Pois, o objetivo da ética é estabelecer o que é certo e o que é errado e para isto cada individuo deverá conhecer os direitos e obrigações.


A cooperação é ativa com a presença do amor. O pai que ama coopera com a educação do filho. A esposa que ama coopera com o sucesso profissional do esposo. O esposo que ama coopera com a felicidade da esposa. A cooperação é a virtude em que a família trabalha em um objetivo comum.


A maioria dos casais está alicerçado sobre a desconfiança. Isto é natural em uma sociedade libertina em que o aumento da traição conjugal tem sido comprovado. Tal fenômeno social tem provocado questionamentos sobre a retidão de homens para com as suas esposas e assim também da mulher para com o esposo. Ser íntegro no relacionamento trata se de ser reto, justo e além de tudo respeitar o consorte pelo compromisso assumido em presença de várias testemunhas.


A família é projeto de Deus composta de seres humanos, por isso, o amor que é a perfeição de Deus foi outorgado ao ser humano para que este em meio aos dilemas sociais valorize a confiança mútua, fortaleça o entrosamento e compartilhe os projetos. O amor pelo físico não deverá ser a principal atração, mas sim a satisfação pela vida afetiva. Por fim, o amor proporciona o conhecimento mútuo e a busca conjunta da felicidade da família.


A vivência dos valores alicerça a união e proporciona a paz na família.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Antropologia: Doutrina do Homem



E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Gênesis 1.26-27

O homem foi criado à imagem de Deus e isto ocorreu no sexto dia da criação. Os campos de estudo na esfera secular definem o homem de várias maneiras. Por exemplo, a filosofia e em especial o filósofo Aristóteles afirmava que o homem é um ser pensante, político e social. Mas, a Bíblia é a única fonte segura para a compreensão do homem. É notório que outras obras possuem as mesmas afirmações descritas na Bíblia, porém todas elas tiveram como fundo de analise as Escrituras Sagradas.
A antropologia é a ciência que estuda o homem e suas relações sociais. Analisando questões políticas, sociais, religiosas dentre outras. Sendo assim, na ótica bíblica o estudo do homem é auxiliado com outras doutrinas, por exemplo: eclesiologia, que enquadra o relacionamento do ser humano com o meio religioso e com as convicções sagradas, da mesma forma a doutrina do pecado, harmatiologia em que a analise descrita se resume na culpa, na pena e na condenação do ser humano e por outro lado a soteriologia, doutrina da salvação em que existe solução para a humanidade na pessoa de Jesus Cristo (At 4.12).




I – O Homem antes e após o pecado.
Quanto ao tempo histórico da existência do ser humano é necessário que o conhecimento da raça humana seja definido no que corresponde aos fatos anteriores e posteriores ao pecado que é considerado um fenômeno espiritual.
No que corresponde aos fatos anteriores ao pecado a Bíblia narra a criação do homem, fato que ocorreu no sexto dia, também a complementação do homem com a criação da mulher e por fim a responsabilidade que o primeiro casal possuía. A narrativa bíblica relata o relacionamento que o homem possuía com Deus. Deus falava abertamente com o primeiro casal. O homem foi criado à imagem e a semelhança de Deus, isto não significa que há semelhança física entre ambos, mas que tanto Deus como o homem possui personalidade e o homem possuía semelhança intelectual e moral para com Deus.
Porém, o capítulo três de Gênesis explica como ocorreu à queda do homem. Com a queda a vida do homem passa a ser definida em períodos conturbados em que a violência, a prostituição, a corrupção e tudo de mal tornam se elementos diários na vida dos seres humanos.
Portanto, segundo a narrativa bíblica o homem não foi criado com o pecado, mas o pecado entrou no mundo pela desobediência do homem ao quebrar a aliança que tinha feito com Deus. Nesta aliança entre Deus e Adão existia uma promessa, a vida; uma condição, a obediência e uma pena, a morte. Com a desobediência o homem sofreu a morte. No caso de Adão sofreu a morte moral, espiritual e posteriormente com 930 anos a morte física.
As conseqüências não limitaram ao primeiro casal. Pelo pecado de um só homem todos pecaram e assim as conseqüências passaram a todos os homens. Ao desobedecerem tanto Adão como Eva perceberam que estavam nus (Gn 3.7), tiveram medo de Deus e se esconderam (Gn 3.8-10), e por fim foram expulsos do jardim (Gn 3.23,24).
Porém, o período de estudo da antropologia pós o pecado focaliza na pessoa de Jesus. Pois, os judeus esperavam o Libertador, ou seja, o que solucionasse os problemas de Israel. É desta maneira que o evangelista João escreve: Veio para os seus mais os seus não receberam (Jo 1.11). A rejeição de Jesus pelos os judeus outorgou às demais nações à oportunidade de gozarem do plano de salvação com todas as ações sacerdotais possíveis à igreja a qual pertenciam ao povo de Israel (Jo 1.12; I Pe 2.9).




II – As classes de seres humanos segundo a Bíblia.
Segundo as descrições da Bíblia, o ser humano poderá se enquadrar em uma destas três classes de pessoas: natural, carnal ou espiritual.
O ser humano considerado natural é aquele que não conhece a pessoa de Deus e por isso vive sem harmonia com o Senhor. É guiada por seus próprios desígnios. Realizam obras segundo seus próprios desejos sem medir as conseqüências.
Por outro lado os que compõem o grupo dos carnais são aqueles que conhecem a pessoa de Deus e também possui conhecimento dos estatutos do Senhor, mas mesmo assim continuam com práticas que desagradam a Deus. São carnais por que mesmo conhecendo a vontade de Deus não obedecem.
Ao escrever para as igrejas na Galácia o apóstolo Paulo aconselha aos membros a andarem em Espírito e não a cumprirem a concupiscência da carne e o mesmo cita as obras da carne que são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices e glutonarias (Gl 5.19-21). Note se que os que tais obras praticam são naturais por não conhecerem a vontade de Deus ou são carnais por desobedecerem à vontade de Deus.
E por fim o grupo dos espirituais que conhecem a Deus e buscam a cada instante em meio aos limites humanos obedecer aos estatutos do Senhor.
Para que o ser humano se agrupe a classe dos espirituais é necessário que o indivíduo passe pelo nascimento espiritual, ou seja, pelo processo da regeneração que é uma das doutrinas fundamentais da fé cristã. A regeneração trata-se do novo nascimento que na narrativa do evangelista João no capítulo três, se refere ao nascer da água e do Espírito. Ao passar pelo novo nascimento a vida da pessoa é mudada e tudo se torna novo (II Co 5.17). O homem espiritual desenvolve os frutos do Espírito que são: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e contra essas coisas não há lei. E o apóstolo Paulo ainda aconselha se vivemos no Espírito, andemos no Espírito (Gl 5.22,23,25).




III – Conhecendo o ser humano com base na parábola do Bom Samaritano.
Os personagens da parábola são: um viajante, os salteadores, o sacerdote, o levita e por fim um samaritano. Esta narrativa bíblica estar registrada em Lucas 10. 25-37.
O viajante é a vítima desta narrativa. No processo histórico quantas são as vítimas do sistema? Na verdade são inúmeras. Mas, não podemos julgar ou condenar.
Os salteadores são os representantes diretos da filosofia “o que é seu é meu”. As práticas dos salteadores foram o furto e o espancamento ao ponto de deixarem o viajante meio morto.
O sacerdote e o levita representam a filosofia de vida dos egoístas “o que é meu é meu”. E estes não fizeram nada. Pelo contrário passaram de largo.
Por fim, o samaritano que viu a vítima, ouviu os gemidos do homem caído, desceu do animal que utilizava na viajem, socorreu e cuidou da vítima. O samaritano representa um terceiro tipo de filosofia de vida “o que é meu é seu”. Atitude de pessoas que ajudam e preocupam com o bem estar das outras.
As ações do homem transformado pelo Senhor Jesus são diferenciadas por atitudes cristãs. Pois o mesmo é a imagem de Deus restaurada pela obra realizada por Jesus Cristo na cruz. Sendo assim, cabe ao ser humano buscar a realização daquilo que o dignifica com o meio social. Em algum momento podemos ser a vítima, o salteador, os despreocupados ou o bom samaritano. Bom seria que cada indivíduo fizessem conforme o samaritano, porém, não é assim na prática. Mas que Deus nos guie e que nós como indivíduos transformados vivamos conforme a vontade de Deus.