Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 24 de abril de 2012

Relacionamento do cristão mediante a graça de Deus.

Texto: Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. Tt 3.11-14.
O termo graça faz referência ao favor imerecido outorgado por Deus ao ser humano. Por meio da graça Deus predestina, chama, justifica, glorifica (Rm 8.30) e capacita por meio da fé. O objetivo da graça se resume na ação de Deus salvar o homem do poder e da condenação do pecado.

1- Panorama Bíblico da Graça
No contexto bíblico de Gênesis a Apocalipse encontraremos sete dispensações. As dispensações integram o estudo das eras bíblicas, no contexto tempo. Da primeira a quinta dispensação o ser humano falhou e não conseguiu de maneira digna agradar a Deus. A primeira dispensação é da inocência, seguida pela da consciência, também pela a dispensação do governo humano, dos patriarcas e da lei. A sexta dispensação é a da graça que abrangem a primeira e a segunda vinda de Cristo. Que é e será de âmbito universal. Paulo escreve aos irmãos de efésios e declara que é prisioneiro de Jesus Cristo por trabalhar em prol do evangelho aos gentios e faz referência a dispensação da graça. E por fechamento das dispensações teremos a do milênio.
Biblicamente, a graça conforme a sua abrangência poderá ser comum, no que corresponde aos favores de Deus para toda a humanidade, com propósito manter a vida e os recursos básicos para a manutenção da vida do ser humano, e também encontraremos nos escritos sagrados a respeito da graça especial que é obtida mediante a fé na obra vicária de Cristo na cruz, pela qual, Deus nos salva e nos outorga o direito de filhos de adoção.
Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens (Tt 2.11), neste versículo três aspectos da graça são expostos. O primeiro aspecto é a graça de Deus, isto indica que a graça pertence a Deus que é Santo, Fiel e Justo. Segundo, a graça se há manifestado, que corresponde a manifestação de Jesus Cristo nosso Salvador o que era preparação na antiga aliança, torna se visível na nova aliança, pois o verbo se fez carne (Jo 1.14) a manifestação do verbo é a manifestação da graça outorgando paz (Jo 16. 33), vida em abundância (Jo 10.10) e principalmente o direito a vida eterna (Jo 17.3). E em terceiro, trazendo salvação a todos os homens o que tornou possível graça a manifestação do Senhor Jesus.
A graça se manifestou, “epifania”, termo grego utilizado para descrever a aparição do sol ao amanhecer. Isto é, epifania corresponde à aparição de alguém ou de alguma coisa que estava invisível. 
2- Meios da graça
Nos versículos seguintes o apóstolo Paulo trata se dos meios da graça. São recursos da graça especifica; os ensinos das Escrituras Sagradas, as ordenanças (batismo e santa ceia), o serviço cristão, a oração, a comunhão, o batismo no Espírito Santo, os dons espirituais (profecia, interpretação, variedades de línguas, cura, fé, operação de maravilhas, discernimento de espíritos, palavra de sabedoria e palavra da ciência) e por fim a esperança da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo no dia do arrebatamento da igreja.
Um dos meios da graça é o ensino, pois por ela, a manifestação da graça Deus, aprendemos a renunciar as concupiscências mundanas. A concupiscência é um desejo insaciável, que proporciona o surgimento de outros pecados como a cobiça. Segundo o evangelista João a concupiscência não é de Deus, mas do mundo e o mesmo distingue a concupiscência dos olhos, o desejo exagerado da visão que nos leva a analisar o que não devemos, por isso é dever de cada cristão não por coisa má diante dos olhos (Sl 101.3), e em segundo a concupiscência da carne o que é de fato um apetite desenfreado da carne (sarx) termo que no grego corresponde a tudo que é realizado pela nossa carne que desagrada a Deus (I Jo 2.16). Mas, segundo o que Paulo escreve a Tito a graça é um meio eficaz do ensino de Deus para nós mantermos uma vida de renúncia à impiedade e a vivermos de maneira justa e piamente. Pois, a impiedade trata-se de tudo que é contra e sem Deus. Já a colocação do apóstolo Paulo: vivermos de maneira justa e piedosa corresponde ao relacionamento com o próximo de maneira integra nos deveres do dia a dia. A salvação produz mudanças de situação e de atitude.  O velho homem com todos os costumes contrários a Deus morreu e tudo se fez novo (II Co 5.17).
A graça nos ensina a guardar com viva esperança a vinda da glória de Deus e ter como memorial a obra da salvação realizada por Cristo na cruz. Portanto, a graça nos proporcional a função de mordomos a de aguardarmos a bem aventurada esperança.
Por fim, a epifania da graça trouxe salvação a todos os homens, isto é, o propósito da graça. Lembrando que Jesus se deu a si mesmo por nós, para nos remir, aqui estar à operação da graça. Por último a graça outorga resultados e o resultado da graça é purificar para si um povo especial, zeloso de boas obras. A graça se manifestou no passado, produzindo resultados no presente, e nos proporciona a fixar os olhos para o futuro na epifania da glória de Deus.
Andreson Côrte, 24 de Abril de 2012. Culto de Doutrina.

sábado, 21 de abril de 2012

Vestibular Bíblico III


Com base nos versículos abaixo responda as questões 1,2 e 3.
“E _________ considerou essas palavras no seu ânimo e temeu muito diante de Aquis, rei de Gate. Pelo que se contrafez diante dos olhos deles, e fez – se como doido entre as suas mãos, e esgravatava nas portas do portal, e deixava correr saliva pela barba.”
1º Samuel 21. 12,13.
1-           Monarca israelita que preenche corretamente a lacuna
A= Saul                    
B= Davi                    
C= Salomão            
D= Nabucodonosor
2-           No período histórico dos versículos citados, o rei de Israel era:
A= Saul                    
B= Davi                    
C= Salomão            
D= Nabucodonosor
3-           O livro de 1º Samuel corresponde a:
A= Pentateuco        
B= Histórico             
C= Proféticos          
D= Poéticos
4-           Cristo é o centro e coração da Bíblia. O Antigo Testamento descreve uma Nação. O Novo Testamento descreve um Homem... Cristo é o centro e âmago da Bíblia...Em cada livro da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, Cristo está presente direto e indiretamente, através de suas aparições diferentes e nomes diferentes.
Todo o Antigo Testamento fala de sua _____________, os evangelhos fala de sua _____________, o livro de Atos dos Apóstolos, fala de sua _____________, as Epístolas fala da ________________ de sua Mensagem, enquanto que o Apocalipse fala da _____________ de sua Obra.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
A= Preparação/Manifestação/Propagação/Explanação/Consumação.
B= Propagação/Manifestação/Preparação/Explanação/Consumação.
C= Consumação/Manifestação/Propagação/Explanação/Preparação.
D= Preparação/Explanação/Propagação/Manifestação/Consumação.
5-           Línguas na qual o Antigo Testamento foi originalmente escrito:
A= Grego e Aramaico                    
B= Aramaico e Latim
C= Hebraico e Grego                    
D= Hebraico e Aramaico
6-           O Novo Testamento foi originalmente escrito na língua:
A= Hebraica            
B= Aramaica           
C= Grega                 
D= Latina
7-           Língua herdada pelos judeus após o exílio babilônico.
A= Hebraica            
B= Aramaica           
C= Grega                 
D= Latina
8-           Livro que compõe “Os Cinco Rolos” da Bíblia Hebraica que é lido para relembrar a destruição de Jerusalém pelos Babilônicos:
A= Lamentações    
B= Rute                    
C= Eclesiastes        
D= Cantares
9-           Livro que compõe “Os Cinco Rolos” da Bíblia Hebraica que era lido na festa da Páscoa como alegoria, referindo – se ao êxodo e ilustrando o amor de um grande rei:
A= Lamentações    
B= Rute                    
C= Eclesiastes        
D= Cantares
10-        O último escritor do Antigo Testamento foi Malaquias, porém _________ na qualidade de Sacerdote e Escriba, foi o encarregado de completar e organizar o Cânon Sagrado.
A alternativa que corresponde à lacuna é:
A= Samuel              
B= Moisés                
C= Eli                       
D= Esdras
Para responder as questões 11,12,13 e 14, leia o parágrafo abaixo.
Portanto 66 livros Canônicos de nossas Bíblias foram escritos por cerca de 40 homens inspirados por Deus, sendo príncipes, legisladores, estadistas, profetas, chefe de Estado, general, reis, poetas, sacerdotes, pecuarista, funcionário público, médico, eruditos, teólogos, etc., num período de 16 séculos.
11-        Escritor de livros da Bíblia, considerado como o maior teólogo de todos os tempos:
A= Moisés                
B= Amós                  
C= Davi                    
D= Paulo
12-        Seus escritos faz uma explanação da mensagem pregada e ensinada por Jesus Cristo.
A= Moisés                
B= Amós                  
C= Davi                    
D= Paulo
13-        Exerceu seu ministério em Israel no século VII a.C., e foi contemporâneo de Jonas e Oséias. Era boieiro e cultivador de sicômoros.
A= Moisés                
B= Amós                  
C= Davi                    
D= Paulo
14-        Autor do salmo de número 90 que se trata de uma oração.
A= Moisés                
B= Amós                  
C= Davi                    
D= Paulo
15-        Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada; para que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o SENHOR? Ou que, empobrecendo, venha a furtar e lance mão do nome de Deus.
Provérbios 30. 7-9.
O provérbio cita pertence a:
A= Davi                    
B= Salomão            
C= Agur                   
D= Samuel
16-        Filho de Jacó que ao ser abençoado ouviu as seguintes palavras: “é lobo que despedaça; pela manhã, comerá a presa e, à tarde, repartirá o despojo.”
A= Judá                   
B= José                    
C= Benjamim          
D= Rúben
17-        Teologia exegética procura descobrir o verdadeiro significado das Escrituras, mostrando a arte de interpretar as línguas originais, portanto a teologia exegética estar associada ao estudo da hermenêutica assim como a teologia sistemática associa se a:
A= História do cristianismo                        
B= Fundamentos do calvinismo
C= Bibliologia                                             
D= Introdução ao Novo Testamento
18-        Teologia que estuda as verdades fundamentais da fé como se apresenta nos credos da Igreja, como por exemplo, a Teologia calvinista, luterana e outras mais.
A= Teologia Histórica                               
B= Teologia Dogmática
C= Teologia Sistemática                          
D= Teologia Bíblica
19-        Nesta epístola o apóstolo Paulo exorta aos cristãos para que abandonem suas supertições e que Cristo seja o centro de sua vida:
A= Atos                    
B= Romanos                       
C= Colossenses                
D= Judas
20-        Reis citados na Bíblia que tiveram insônia:
A= Assuero, Nabucodonosor e Dario.
B= Saul, Davi e Salomão.
C= Eli, Esdras e Mardoqueu.
D= Abraão, Jacó e José.
 Gabarito
1.    B
2.    A
3.    B
4.    A
5.    D
6.    C
7.    B
8.    A
9.    D
10. D
11. D
12. D
13. B
14. A
15. C
16. C
17. C
18. B
19. C
20. A

sábado, 14 de abril de 2012

O estabelecimento de presbíteros

Texto: Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei. Tt 1.5.
Conforme os quatros primeiros versículos desta epístola o apóstolo Paulo ao se apresentar com as credenciais de apóstolo e servo destina a carta a Tito. A carta é pastoral. Tito foi enviado a Creta com a missão básica de por em boa ordem as coisas. E para tal missão ser eficaz seria necessário o estabelecimento de lideres nas congregações.

Creta era uma ilha do Mediterrâneo localizada a 96 Km ao sul da Grécia. Situava-se em um ponto de cruzamento entre a Ásia, a África e a Europa. Na ilha de Creta a devassidão moral e a disseminação de heresias era normalidade. Para que o liberalismo religioso não comprometesse a fé cristã era necessário a conclusão daquilo que restava e de fato faltava liderança, faltava mestres autênticos, pois os mestres da região eram falsos e também a ausência de conduta moral por parte da igreja.

Os problemas que Tito deveria resolver se comparam com a realidade da igreja do século XXI, pois entre os profissionais de menos credibilidade para a população hodierna estão: policiais, padres e pastores. É triste que o pastor como profissional não seja reconhecido com credibilidade. Mas, isto só é uma realidade pela representação que a igreja passou a ter nestes últimos anos. Homens amantes de si mesmos, não preocupados com a obra de Deus, os interes destes são próprios e materiais.

A credibilidade é aquilo que é acreditável e que se pode crer e para a sociedade avaliar e reprovar as lideranças atuais tornou se fácil. Como exemplo no mês passado dois líderes utilizaram a mídia para se atacarem. Tal disputa não aprova as ações de ambos, mas condena e prejudica o ministério de líderes diferentes destes que de fato possuem compromisso com Deus.

1- A falta de Líderes

A missão de Tito era estabelecer presbíteros de cidade em cidade. Em toda ilha a carência de líderes era grande e os líderes em ativa não correspondiam à conduta cristã. A conduta cristã deverá ser espiritual (procura apresenta se a Deus aprovado), disciplinar (como obreiro que não tem de que se envergonhar) e pedagógica (que ministre bem a palavra da verdade).

Conforme a necessidade da igreja o ministério da diaconia é exercido com os cuidados da mesa e os cuidados da palavra. Os presbíteros deveriam cuidar da administração da palavra, pois a organização da igreja só é possível com a palavra. Sem palavra sem crescimento. Com a palavra há crescimento. Sem ensino da palavra puro movimento. Com a palavra o autêntico avivamento.

Porém, a necessidade de líderes está diretamente relacionada à falta de dedicação dos atuais em formar discípulos e também no descuido dos liderados para com aqueles que possuem compromisso com a obra de Deus. Para a igreja em Tessalônica, Paulo assim escreveu: “que reconheçais os que trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós” I Ts 5. 12,13.

Igreja que cuida do seu pastor e envolve se com a obra missionária sempre será uma igreja próspera.

Por fim, a seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara (Mt 9.37,38).

2- Presbítero irrepreensível



A palavra presbítero, no grego quer dizer o mais idoso. O presbítero é indicado no Novo Testamento como pastor, como educador cristão e ainda como administrador dos bens materiais da congregação.

O ministério do presbítero abrangia os cuidados para com os pobres (At 11.30), pastorear a igreja do Senhor (At 20.28) defendendo a igreja de ataques internos e externos, orientar a igreja no que correspondem as questões doutrinárias e éticas.
Tito deveria analisar com cautela os presbíteros selecionados que deveriam somar com outras virtudes a irrepreensibilidade.

Em primeiro, o presbítero deveria ser irrepreensível em sua família. Ser marido de uma mulher, frase que corresponde a uma vida sem a prática da poligamia e também a fidelidade para com o seu cônjuge. Além do compromisso com a esposa os filhos deveriam ser fiéis e não poderiam ser acusados de dissolução (asoto), termo grego que corresponde à extravagância, mesmo termo utilizado por Lucas na parábola do filho pródigo, o homem dissoluto destrói sua riqueza e como consequência maior arruína-se a si mesmo. Aos filhos do presbítero a obediência deverá ser uma virtude presente no dia a dia.

Em segundo, o presbítero deveria ser irrepreensível como despenseiro da casa do Senhor. Sendo assim, o mesmo deveria ser conhecido pelo que não praticava, como exemplo: não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiço de torpe ganância. E deveria ser conhecido pelo que praticava, como exemplo: hospitaleiro, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante e exímio expositor da palavra de Deus.

Nos versículos dez ao dezesseis, o apóstolo Paulo relaciona as características de líderes reprovados. A palavra grega adokimos, descreve uma moeda falsificada e era utilizada para descrever um soldado covarde. Os falsos mestres eram mentirosos (v.11), preguiçosos (v.11), desviados da verdade (v. 14) e são desobedientes (v. 16).
Portanto, o líder cristão deverá exercer o seu ministério sem preocupar em agradar a homens. A pessoa Deus seja toda honra e glória. Deus chama, capacita e envia os seus servos para que o seu Reino seja conhecido por todos.




quinta-feira, 29 de março de 2012

Prosperando em tudo quanto fizer

Texto: Bem aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará. Sl 1.1-3.

A prosperidade é bíblica. É um dos assuntos que mais é explanado pelos escritores da Escritura Sagrada. Porém, com tantos textos a respeito deste tema muitas são as heresias provindas de correntes contrárias a verdadeira exegese da palavra de Deus. Portanto, todo cristão deverá conhecer os fundamentos bíblicos para se defender dos erros teológicos. Dois são os erros básicos, quando o assunto é prosperidade. Primeiro erro está relacionado ao extremo da teologia da prosperidade, que induz o cristão a viver uma vida de total riqueza e saúde, sem vivenciar os princípios fundamentais da vida cristã moldada pela palavra do Senhor. O segundo erro está relacionado à teologia da miséria, ensino que associa a pobreza a elevado grau de espiritualidade, fato que o cristianismo vivenciou no período da idade média. São erros que muitos cristãos estão associados por falta de conhecimento e para não sermos mais um seguidor de tais heresias é necessário entender sobre a verdadeira prosperidade, os meios para alcançar a prosperidade e os propósitos da prosperidade financeira para o povo de Deus.

1- A verdadeira prosperidade

O indivíduo próspero é equilibrado, está de prontidão às necessidades de seu próximo e se envolve na proclamação do Reino de Deus. Pois, a prosperidade é promessa de Deus (Ml 3.10, Sl 1.3), não se trata de possuir o mundo inteiro, mas sim, de manter um equilíbrio entre a abundância e a escassez.

Já uma igreja verdadeiramente próspera é equilibrada, está de prontidão às necessidades de seus membros e está voltada e totalmente entregue a proclamação do evangelho transformador de Cristo Jesus.

A prosperidade é resultado de uma vida conforme o querer de Deus, como escreveu o salmista, bem- aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará. Pois, o não andar, nem o deter no caminho e assentar no meio dos contrários a fé torna o servo de Deus bem-aventurado. Porém, outros elementos são importantes e dentre eles está o meditar na palavra do Senhor de dia e de noite.

2- Meios para a verdadeira prosperidade

Sendo a prosperidade fruto da obediência torna se necessário entendermos a doutrina bíblica da mordomia cristã no que corresponde ao dízimo e a oferta. O dízimo foi instituído por Deus para que haja mantimento. Porém o dízimo não foi instituído no período da lei, mas sim anterior a dispensação da lei e o próprio Jesus ratificou a observância do dízimo (Mt 23.23). No texto áureo do tema dízimo haverá um mandamento, trazei todos os dízimos, haverá um desafio, fazei prova de mim e também haverá uma promessa se não abrir as janelas do céu (Ml 3.10). Além dos dízimos os ensinos bíblicos sobre mordomia cristã enfatizam também as ofertas. Sobre ofertas existem alguns princípios importantes, analisaremos quatro: o princípio da motivação, o que de fato nos leva a contribuir (II Co 9.7); o princípio da distribuição, ou seja, o que temos possuímos para distribuir; o princípio da proporção, colheremos pela proporção que plantarmos (II Co 9.6) e em quarto o princípio da provisão, Deus é fiel e proverá o necessário para as nossas vidas. Sendo obediente nos dízimos e nas ofertas colheremos de Deus o melhor para as nossas vidas em todas as áreas sejam elas; física, emocional, profissional, ministerial e principalmente espiritual.

Se o primeiro meio para alcançar a prosperidade é ser fiel o segundo é ser dedicado ao labor diário, ou seja, é trabalhar. Ninguém alcançará a verdadeira prosperidade sem trabalho, lembrando que o trabalho dignifica o ser humano.

Em terceiro, a prosperidade está relacionada aos cuidados com a obra missionária. Quando o servo de Deus se entrega a obra missionária colherá todos os frutos provindos da dedicação e entrega a proclamação do Reino de Deus.

Em quarto os cuidados com nossos líderes, Paulo assim escreveu aos tessalonicenses: e rogamos-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoesta; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós (II Ts 5. 12,13).

3- Propósitos da prosperidade

O objetivo de Deus prosperar a igreja e a cada um individualmente está associado à manutenção própria de cada pessoa e também o compromisso da igreja como organização, em segundo para que a obra evangelizadora seja exercida, cada cristão deverá ser um verdadeiro evangelista, e esta atividade é desenvolvida pela contribuição, pela oração e pela entrega ao serviço de evangelização, e por fim, Deus nos prospera para que auxiliemos os necessitados.

O apóstolo Paulo assim escreveu a Timóteo: porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se transpassaram a si mesmos com muitas dores (I Tm 6.10). O texto é claro ao expor que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, pois por causa dele pessoas se casam e se divorciam, outros por causa dele mentem e matam. Por isso, Agur assim escreveu: Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada; para que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e lance mão do nome de Deus (Pv 30. 7-9). Portanto, o dinheiro é excelente servo e péssimo patrão.
Por Andreson Côrte, estudo bíblico ministrado na Igreja Cruzada Cristã Pentecostal, congregação no Projeto Formoso, pastoreada pelo Presbítero Edmilson Antônio.

terça-feira, 20 de março de 2012

O ministério apostólico

Texto: Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade, em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos, mas, a seu tempo, manifestou a sua palavra pela pregação que foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador, a Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.. Tt 1.1-4.

Apóstolo, termo originário do grego que quer dizer enviado. No Novo Testamento a palavra apóstolo, aparece 79 vezes e corresponde ao significado provindo do grego; enviado. Nos escritos do Novo Testamento Jesus chamou os doze e os enviou para propagarem a mensagem do Reino e de início estes foram os únicos que receberam o título, mas com a propagação do evangelho outros líderes como Paulo também receberam o ministério e o título de apóstolo. Nos dias atuais existem líderes que exercem o ministério apostólico sem possuírem o título. O ministério apostólico é superior ao título. Há alguns que são conhecidos pelo título, mas as suas obras não correspondem ao ministério apostólico.

1- O ministério apostólico de Paulo enfatizado na saudação da carta escrita a Tito

Era comum nas correspondências da antiguidade a apresentação pelo nome e credencias do remetente e também a saudação ao destinatário.

O remetente é Paulo, apóstolo conhecido pela igreja primitiva. Porém, o nome do mesmo antes da conversão era Saulo, que quer dizer pedido. Nome que corresponde ao primeiro rei de Israel e há também correspondência por ambos serem da mesma tribo a de Benjamin. O nome Paulo quer dizer pequeno. A mudança de nome foi realizada pelo próprio Deus. Se o primeiro Saul cometeu erros e não prevaleceu no ministério administrativo da nação israelita o segundo prevaleceria no ministério apostólico.

Como de costume Paulo se apresenta como servo e também como apóstolo. O que difere nesta carta é a utilização das duas credenciais sendo também citadas na carta aos Romanos. Já aos Coríntios nas duas cartas a credencial cita foi apóstolo, o mesmo acontece aos Gálatas, aos Efésios, aos Colossenses, a Timóteo; enquanto, aos Filipenses, somente a credencial de servo e na carta a Filemom a credencial de prisioneiro e nas cartas aos Tessalonicenses as apresentações foram realizadas sem a utilização de credencias.

Servo, primeira credencial de Paulo, por ele mesmo citada a Tito. Servo do grego é “doulos”, trata – se de quem não é livre, que presta serviço de criado e que não pertence a si mesmo.

Apóstolo, segunda credencial de Paulo, por ele mesmo citada a Tito. Nas demais epístolas quando Paulo fazia menção do termo apóstolo tinha como propósito defender o seu ministério e enfatizar a autoridade que o mesmo possuía igualando aos demais. Visto que a sua chamada apostólica não era da parte de homens, nem por intermédio de homem algum (Gálatas 1.1).

O exercício do apostolado Paulino contribuiu e muito para a proclamação da salvação aos pecadores, tendo em vista as três viagens missionárias e as igrejas abertas pelo mesmo. Em segundo, a edificação dos cristãos, daí o nível profundo das epístolas escrita por Paulo. E em terceiro, as mensagens eram cheias de esperança baseadas nas promessas de Deus.

E Paulo saúda Tito expondo os seguintes desejos:

Graça; no Novo Testamento é uma palavra caracteristicamente paulina. A idéia principal da palavra é a de um dom gratuito e imerecido. Também utilizada constantemente nos aniversários dos Imperadores, daí a sua importância no campo militar. Para o cristão tudo é de Deus, Deus o fez e Deus o deu.

Misericórdia; termo que está carregado de emoções ou a compaixão é aqui o amor profundo. No sentido bíblico é muito mais do que um aspecto do amor de Deus é a grandeza e a transcendência de Deus.

Paz; é a tradução da palavra hebraica shalom. Termo que significa tudo quanto contribui para o bem do homem, ou seja, tudo que faz com que a vida seja verdadeiramente vida. A paz provém da fé (Romanos 2.10), provém de Deus (Filipenses 4.7) e a paz é um dom de Cristo (João 20.19,21,26). A paz é o novo relacionamento entre os judeus e gentios (Efésios 2. 14-17).

2- O ministério apostólico

O ministério apostólico tem como objetivo o aperfeiçoamento dos santos e a edificação do corpo de Cristo (Efésios 4.12) com finalidade até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo (Efésios 4.13). O dom de apóstolo foi outorgado por Deus para o preparo da igreja e para o crescimento e desenvolvimento espiritual do corpo de Cristo.

O termo apóstolo é usado no Novo Testamento indicando duas maneiras. Uma refere se aos pregadores do evangelho sem importar com sua classe e a outra para a mais elevada ordem da igreja, correspondendo aos discípulos. E por isso, Paulo ao utilizar esta credencial se iguala a Pedro e aos demais discípulos.

Por fim, o termo apóstolo no Novo Testamento se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário que cuidavam do estabelecimento de igrejas, arriscavam suas vidas pela propagação do evangelho e acima de tudo eram cheios do Espírito Santo e agiam com unção e poder de Deus. Nos dias atuais a necessidade da igreja não é preencher seus púlpitos com pessoas que tenham o título de apóstolo, mas é fundamental que os servos de Cristo desenvolvam o dom ministerial apostólico. Não necessitamos de homens com títulos, mas sim de verdadeiros apóstolos.

terça-feira, 13 de março de 2012

Paracletologia: O batismo no Espírito Santo

Texto: Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência. I Tm 4.1,2.

O batismo no Espírito Santo é um revestimento e derramamento de poder do Alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o Espírito Santo concede.

Porém, o batismo no Espírito Santo não é salvação. Para alcançar a salvação o meio de apropriação é a fé em Cristo. Também o batismo no Espírito Santo não é santificação. A santificação ocorre de maneira progressiva.

Dentre os efeitos do Batismo no Espírito Santo destacamos a edificação espiritual do próprio crente, pois mediante o falar das línguas o cristão é edificado (I Co 14.4). Outro efeito é a obtenção de maior dinamismo espiritual, ocasionando maior disposição e maior coragem na prática da vida cristã. O batismo é também um meio para Deus outorgar os dons espirituais que são: dons que manifestam o saber de Deus, a palavra da sabedoria, a palavra da ciência e dom de discernimento; dons que manifestam o poder de Deus, fé, dons de cura e operação de maravilhas e, dons que manifestam a mensagem de Deus; profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas (I Co 12.7-10).

A promessa do Batismo no Espírito Santo

Convertei-vos pela minha repreensão; eis que abundantemente derramarei sobre vós meu espírito e vos farei saber as minhas palavras (Pv 1.23). No Antigo Testamento, há várias promessas de Deus derramar o Espírito Santo. E a referencia de provérbios identifica que o derramar do Espírito Santo virá sobre a pessoa que aceitar a correção, ou seja, pessoa que busca a cada dia se aproximar mais e mais do Senhor.

Entretanto, no livro do profeta Joel encontra se a citação clara do derramamento do Espírito Santo: e há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. Também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.

A profecia de Joel é abrangente, não se limita a títulos nem tão pouco a classe social. O texto é claro a toda carne. A profecia é também de abrangência ministerial, velhos e jovens serão renovados e qualificados para o serviço ao Senhor.

A palavra sonhos utilizada no texto de Joel se refere ao sonho que traz uma revelação de Deus sobre seu plano para o momento correspondendo a um indivíduo ou a um grupo. Em Números 12.6-8 estar escrito: ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés? Enquanto, Deus falava boca a boca com Moisés com os outros profetas a mensagem seria utilizada por sonhos ou visões.

Além de sonhos a profecia de Joel trata se das visões que os jovens, não normais, pois seriam selecionados, totalmente preparados, com cerca de 20 anos e cheios de vigor teriam percepções. Visões que quer dizer perceber ou prever. A palavra corresponde a visões sobrenaturais e geralmente possuía um destino com o objetivo outorgar uma mensagem ao público.

O cumprimento da promessa

No livro de Atos capítulo dois é narrada a descida do Espírito Santo, em que o escritor Lucas, escreve: cumprindo se o dia de pentecoste. Seria mais um dia festivo para os israelitas, a festa de pentecoste, ou a festa das semanas, porque a realização acontecia sete semanas depois da páscoa. Era também denominada festa das primícias, pois toda a colheita era dedicada a Deus.

Aquele dia de pentecoste seria diferente por alguns fatos anteriores. Primeiro aquela festa era marcada pela antecedência da páscoa da ressurreição de Cristo. Segundo, as sete semanas da preparação foram marcadas pela manifestação de Cristo aos seus discípulos. E em terceiro, Jesus deu uma ordem aos seus discípulos: e eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder (Lc 24.49). O dia de pentecoste de Atos dois é antecedido pela ascensão de Jesus, e o mesmo faz questão de falar de dois assuntos fundamentais da fé cristã: o retorno de Jesus e a descida do Espírito Santo. Isto se cumpre dez dias após a ascensão.

Para o recebimento do batismo é necessário a unidade, pois além de estarem todos reunidos em um mesmo lugar, estavam antes de tudo unidos com um mesmo propósito.

Para que ocorra o batismo, três condições são fundamentais: um candidato, um ministro e um elemento em que o candidato será imerso. Quando o batismo em ênfase é no Espírito Santo, o candidato é o crente, o ministro do batismo é Jesus Cristo e o meio em que o candidato é imerso é o Espírito Santo.

A abrangência da promessa

Com base nas seguintes palavras: porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar (At 2.39), corresponde a abrangência da promessa que é para todos quantos Deus nosso Senhor chamar.

No Novo Testamento tanto os judeus como os gentios foram cheios do Espírito Santo, isto sem ocorrência de acepção de pessoas conforme a profecia de Joel.

Assim, como Deus uso o profeta Joel para profetizar o dia de pentecoste com a descida do Espírito Santo, em Atos capítulo dois, Deus usa o apóstolo Pedro para confortar e esclarecer aos crentes a respeito do batismo no Espírito Santo.

Portanto, para receber o Batismo no Espírito Santo é necessário convicção da promessa, pois o próprio Jesus descreve o batismo como promessa do Pai (Lc 24.49) e viver uma vida de oração, consagração, obediência e por fim, cuidando da espiritualidade. Em suma, o dia de pentecoste é bíblico e o batismo no Espírito Santo é para os dias de hoje.

sábado, 10 de março de 2012

Evangelho de João

É o quarto livro do Novo Testamento. O evangelho é de estilo literário reflexivo e cheio de imagens e figuras de linguagem. A autoria é direcionada para o evangelista João, o discípulo amado. E ao escrever o livro o evangelista João tinha como propósito: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome” João 20.31. O alcance do livro é universal, pois a relação direta para a abrangência da mensagem é tanto para judeus, assim também como para gentios, portanto a escrita deste livro é endereçada a igreja no geral, ou seja, ao conjunto de todos os salvos em Cristo.

O livro é divido em quatro partes: primeira, a introdução (Jo 1.1-18); segunda, ministério público de Jesus (Jo 1.19-12.50); terceira, ministério particular de Jesus (Jo 13.1-17.26) e a quarta, acontecimentos finais (João capítulos 18,19,20 e 21).

Na introdução Jesus é apresentado como o Verbo de Deus. Dois pontos são fundamentais para conhecer o verbo. Primeiro, a identidade do verbo. É necessário conhecer de fato quem é o verbo. E como resposta a tais perguntas o evangelista João no primeiro versículo do livro escreve: “No princípio era o verbo (o verbo é eterno), e o verbo estava com Deus (o verbo é distinto de Deus não em essência, mas em pessoa) e o verbo era Deus” (o verbo é Deus). Segundo, na introdução o evangelista cita as obras do verbo, que são: criar (todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. v.3), iluminar (ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo. v. 9), regenerar (os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas da vontade de Deus. v.13) e revelar (Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer. v. 18).

A partir do versículo dezenove do capítulo um ao capítulo doze, Jesus atende as necessidades dos homens. Duas são as divisões do ministério público apresentado no livro em análise. No início do ministério de Jesus em atender as necessidades dos homens, teremos os testemunhos, da parte dos homens a respeito de Jesus (Jo 1.19-54), o testemunho do sinal (Jo 2.1-12) e o testemunho da morte e da ressurreição prevista (Jo 2.13-25). Em continuação o evangelista cita os acontecimentos que compõem o evangelho anunciado (Capítulos 3 e 4). Já na segunda divisão teremos a partir do capítulo cinco a manifestação de fé e incredulidade. A partir daí os acontecimentos serão fundamentais, assim como os nomes de Jesus que serão apresentados, também como o assunto do capítulo e por fim, a manifestação de fé ou incredulidade.

Nos capítulos treze ao dezessete Jesus atende as necessidades dos discípulos. Jesus e seu exemplo (capitulo 13). Jesus e seu Pai (capítulo 14). Jesus e seus discípulos (capítulo 15). Jesus e o Espírito Santo (capítulo 16). E Jesus e sua oração (capítulo 17).

Já nos capítulos finais teremos o julgamento de Jesus, sacrifício de Jesus, a ressurreição de Jesus e o epílogo. Estes dados históricos compreende os acontecimentos finais do ministério de Jesus.

E sobre a autoria do evangelho pertencer ao apóstolo João é ratificada por provas históricas e provas do próprio livro. As provas históricas correspondem aos primeiros teólogos (Tertuliano, Irineu, Clemente de Alexandria e Justino), ao primeiro historiador (Eusébio) e a prova das testemunhas vivas (Policarpo e Papias). Já as provas do próprio livro são indiretas, porém são provas autênticas e por exegese bíblica o discípulo amado é o apostolo João o escritor do quarto evangelho.