Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 21 de julho de 2015

Deus limpará de seus olhos toda lágrima


Deus limpará de seus olhos toda lágrima
Texto: E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21.4)
O presente texto faz parte do que é chamado pelos teólogos de gênesis apocalíptico. Pois, os dois últimos capítulos de Apocalipse correspondem com o gênesis, isto é, com o Novo Céu, Nova Jerusalém e a Nova Terra.
Os quatro primeiros versículos do capítulo 21 de Apocalipse estão agrupados em único parágrafo. O que permite afirmar que os vencedores herdarão a todas as coisas (21.7), logo, o herdar todas as coisas, indica que não haverá mais sofrimento.
Se em Apocalipse 7.17 o limpar toda lágrima é uma mensagem de conforto aos mártires da grande tribulação. No presente texto (Ap 21.4), a mensagem abrangem a todos os santos de todas as épocas.
Lágrimas
Para Hough, as lágrimas acompanham todos os atos dos homens.
Portanto, as lágrimas estão presentes tanto na fartura como na falta. Em suma, as lágrimas se manifestam na alegria como na tristeza.
As lágrimas estão presentes nas três principais fases do ser humano: ao nascer, no viver e no morrer.
A lágrima é silenciosa. É a expressão surda do sofrimento. É intensa e íntima.
O que causa as lágrimas
Por serem as lágrimas paradoxais no contexto da vida, percebe-se que em quatro situações as lágrimas estão presentes.
1- O pecado. Conforme o evangelista João (11.35), Jesus chorou. O choro do Mestre corresponde ao pecado da multidão e não ao fato da morte de Lázaro.
O pecado nos lares proporciona dor. E mediante este sofrimento os membros tementes a Deus não desistem daqueles que estão entregues ao pecado.
Mas, quando o pecado é vencido as lágrimas também se tornam notáveis. Neste caso não pela dor, mas pelo sabor de ser vitorioso em Cristo Jesus.
2- O anseio ao cumprimento das promessas. O monarca Ezequias recebeu de Deus a seguinte mensagem: põe em ordem a sua casa, porque morrerás e não viverás (Is 38.1). O por em ordem a casa indicava a ausência do cumprimento da promessa divina na vida do monarca. Não faltaria herdeiro no trono de Davi, porém o rei agora doente não tinha ainda um herdeiro.
Após clamar ao Senhor a resposta divina foi: ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas (Is 38.5). Após mais ou menos dois anos nasceu o filho de Ezequias.
 O não cumprimento da promessa faz com que os crentes derramem diante de Deus as lágrimas que expressam o desejo veemente pelo cumprimento da vontade do Senhor.
Quando as promessas se cumprem, as lágrimas se tornam notáveis.
3- A morte. As lágrimas são derramadas principalmente pela perca de alguém querido. Existem inúmeras pessoas no mundo que derramam lágrimas por outras tantas que partiram desta vida.
O termo morte tem como significado separação. Para quem morre, significa separação entre o corpo e o espírito. Já para quem fica significa separação íntima da pessoa querida, pois os contatos serão retirados e por um tempo não existirão mais.
Na origem da vida percebe-se que as lágrimas se manifestam. A manifestação das lágrimas no nascimento de uma criança expressa o reconhecimento do cristão para com a benevolência divina.
4- O fracasso. Jeremias é conhecido como o profeta das lágrimas. O fracasso de Israel como nação eleita por Deus fez com que Jeremias chorasse. As lágrimas de Jeremias ensina que o não ouvir a voz de Deus conduz uma nação ao fracasso, mesmo que tenha um profeta tampando o buraco do muro. Pois, o necessário é que toda a nação volte para Deus.
O sucesso proporciona a existência de lágrimas, sendo que estas se manifestam pela realização, pela conquista e não pelo fracasso.
Alegria eterna
As lágrimas enxugadas pelo Senhor indicam o fim da dor. Porque já as primeiras coisas são passadas, isto é, toda tristeza será substituída pela alegria eterna. A alegria eterna será identificada pelos seguintes indicadores: a glorificação do crente e a habitação do tabernáculo divino com os vencedores.
A glorificação do crente indica que o cristão será:
Ø  Salvo de um mundo de pecado.
Ø  Liberto da presença do pecado.
Ø  Habilitado a desfrutar da graça eternamente.
Ø  Estenderá se por toda a eternidade.
Ø  Por fim, ocorrerá quando o cristão chegar ao céu.
Em fim, o cristão é conhecido por três virtudes: o amor, a fé e a esperança. O amor proporciona a união entre os cristãos, já a fé permite aos cristãos confiarem em Deus e a esperança permite aos cristãos esperarem em Deus. Esperar na promessa de Deus em enxugar todas as lágrimas é saber que Deus não tarda, pois operando o Senhor quem impedirá.

Quem ama o ESPOSO, ama-se a si mesmo


Quem ama o ESPOSO, ama-se a si mesmo
Texto: Vós, mulheres, sujeita – vos a vosso marido, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo (Ef 5.22).
Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o levante (Ec 4.9,10).
A submissão da esposa trata-se da humildade, passividade e dependência para com o esposo. Ser humilde no relacionamento não requer o silêncio quando o lar é ameaçado, mas trata-se de uma das virtudes da mulher sábia, pois a humildade fortalece o convívio e proporciona resultados positivos. A passividade da esposa é notada na maneira conforme, a mesma, se posiciona na administração do lar no que corresponde ao falar, ao ouvir e ao agir. Já a dependência feminina é uma questão física e não financeira, pois a mulher torna-se carne e osso do marido.
Quem ama o esposo se humilha
Com o passar do tempo os consortes ao saírem da lua de mel percebem que o egoísmo se instala na vida diária do casal. Na atuação do egoísmo virtudes como a humildade tornam-se inexistentes.
A humildade não torna uma ação necessariamente apenas da mulher no relacionamento. Mas, é de responsabilidade mútua. Porém, por ser a humildade uma das explicações da submissão da mulher, ficam notórios os benefícios desta quando praticada para com a família.
A humildade torna e mantem a mulher no nível do esposo, pois a mesma reconhece seus direitos e deveres, seus erros e culpas.
A humildade também nivela os cônjuges no que se refere à dignidade, o respeito, a simplicidade e a honestidade.
A mulher humildade sabe que os conflitos no casamento são inevitáveis, mas com esta virtude, a sábia saberá lidar com os transtornos no casamento, outorgando vitória à família.
Quem ama o esposo é passiva
A esposa passiva fala com gentileza e com tonalidade baixa, sendo conhecedora que a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira (Pv 15.1).
A passividade é percebida no ouvir. A boa comunicação não está definida nas muitas palavras ditas, mas nas palavras ouvidas. Portanto, a passividade aqui ensina que é necessário escutar primeiro para depois falar.
E a ação da esposa que ama o esposo é manifestada na honestidade. A desonestidade proporciona atritos que se culminam em discussões, nas brigas e nas feridas.
Quem ama o esposo é dependente
A dependência corresponde a ser uma única carne. Logo, a palavra chave para compreender a dependência no casamento e da mulher ao marido é a apalavra aliança.
Aliança é um pacto assumido entre duas ou mais pessoas. Neste caso entre duas pessoas. Torna-se um compromisso verbal assegurado a outra pessoa diante de testemunhas. Portanto, a aliança no casamento é firmada sobre a promessa do amor incondicional. Não tendo condição prescrita e nem pena definida.
O amor incondicional na aliança é para o benefício do outro e com responsabilidades ilimitadas. Para Kendrick a aliança é algo que você não pode fazer pelas suas próprias forças, mas pela presença do Espírito Santo, a mulher poderá exercitar o papel de protetora, não importando os desafios à fidelidade (p. 197).
Princípios essenciais para o sucesso da vida a dois
Para Kendrick, três são as etiquetas norteadoras em um casamento (p.23).
Primeira: guardar a regra de ouro, trate e cuide do esposo como gostaria que fosse tratada e cuidada.
Segunda: nada de padrões diferentes, a atenção doada ao esposo, que seja superior a atenção doada aos colegas.
Terceira: atenda às solicitações do esposo.
O amor da esposa completa o marido
A mulher quando alcança a maturidade torna-se conhecedora, amável e íntima para com o esposo.
Por ser conhecedora a mulher multiplica a alegria e divide as tristezas.
E ao ser amável, a mulher edifica com ternura a sua casa.
E a intimidade corresponde aqui com a comunhão existente entre os consortes, sendo proporcionada pela administração da mulher sábia.
Portanto, o amor da esposa para com o esposo é identificado pela humildade, pela passividade e pela dependência. Sendo que o amor da esposa completa o marido. E quem ama esposo ama-se a si mesmo.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

EBD – Pastores e Diáconos


EBD – Pastores e Diáconos
A presente lição apresenta as seguintes palavras chave: chamado, pastor, diácono e preparo.
O chamado para o ministério possui algumas características fundamentais:
Divina. O dom ministerial ou o chamado corresponde a Deus, pois Deus é quem chama, a igreja é quem reconhece e o ministério é quem ordena. Todavia, o chamado tem como característica primordial ser de origem Divina. Portanto, Deus é quem de fato chama, capacita e envia. O propósito do envio da pessoa chamada é para que dê fruto e estes frutos permaneçam (Jo 15.16).
Pessoal. Charles Spurgeon dizia que nem todos são chamados para trabalhar no ensino da palavra, nem para serem presbíteros e nem bispos. Sendo que na prática, cabe a cada um reconhecer o propósito de Deus em sua vida e desenvolvê-la da melhor maneira possível.
Nos exemplos abaixo fica notável que o chamado é pessoal.
Ø    Moisés teve como missão guiar, proteger e amar.
Ø    Davi teve como missão firmar o reino israelita.
Ø    Elias teve como missão dentre tantas, ungir a Eliseu como sucessor.
Ø    Os doze tiveram como missão pregar o evangelho, primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel, a curar os enfermos, a limpar os leprosos, a ressuscitar os mortos e a expulsar os demônios (Mt 10. 6-8).
Definitiva. O chamado é definido por Deus. Não cabe ao homem impor condições. Se a pessoa que foi chamada tiver conhecimento dos benefícios do chamado, perceberá que desenvolver atividades no Reino de Deus é um privilégio (Mt 19.29).
I – QUEM DESEJA O EPISCOPADO
O pastor tem como ofício conduzir o rebanho a Deus. Sendo que na condução do rebanho o pastor sofrerá ataques do inimigo para que o mesmo venha a desistir da chamada.
O pastor tem como missão apascentar o rebanho de Deus. Por personagens importantes no cenário bíblico nota-se que Deus é comparado a um pastor (Sl 23.1) que outorga segurança e sustento ao rebanho. Dentre os oficias de Deus no contexto sagrado, percebe-se no Novo Testamento a presença importante do pastor como elemento essencial para a edificação, união e aperfeiçoamento dos santos, porém nestes últimos dias é necessário que a Igreja tenha cuidado com os falsos pastores que são de fato aproveitadores do rebanho e não ministros do evangelho.
O líder do rebanho quando aprovado é definido como pastor competente. Logo, se percebe que o mesmo é bem-sucedido por desenvolver três competências duráveis: o conhecimento, a perspectiva e a atitude.
Conhecimento corresponde a todo acervo de informação que o pastor possui a respeito de sua especialidade, ou seja, o saber.  Já a perspectiva corresponde ao saber fazer, isto é, significa a capacidade de colocar o conhecimento em ação. E a atitude é o saber fazer acontecer.
Deus chama homens para exercerem as mais distintas tarefas em sua obra, sendo que um dos mais nobres dos ofícios ministeriais é o ministério pastoral. No ofício pastoral o ministro de Deus exerce inúmeras funções, como: o ensino da Palavra, a evangelização, o socorro aos necessitados, à liderança e o aconselhamento. Porém, logo abaixo analisaremos as tarefas primordiais ao labor do ministério pastoral.
Aperfeiçoamento dos crentes. Não existe ninguém perfeito. Porém, a missão do pastor é ensinar a Palavra de Deus com finalidade o desenvolvimento do cristão. O ciclo da vida humana passa pelos seguintes estágios: nascimento, crescimento, reprodução, envelhecimento e morte. Entretanto, a vida cristã possui como ciclo: o novo nascimento, o crescimento espiritual e a vida eternal com Cristo. Para vencermos a segunda morte é necessário que sejamos obedientes a Palavra de Deus. O apóstolo Pedro escreveu em sua segunda epístola “cresçamos na graça e no conhecimento” (2 Pe 3.18), logo quando somos instruídos por homens de Deus, somos edificados na Palavra do Senhor para sermos aperfeiçoados em Cristo Jesus.
Capacitar os crentes. Na missão pastoral de capacitar os cristãos o ministro do evangelho se apresenta como: instrutor e motivador.
a) Como Instrutor. O pastor ensina a Palavra de Deus para que o cristão seja bem-sucedido em todas as áreas da vida. Na área espiritual, o objetivo é que o cristão cresça na presença de Deus. Já na área física, que haja saúde (3 Jo 2). E na área financeira para que haja prosperidade em tudo quanto fizer (Sl 1.3).
b) Como Motivador. De fato o pastor estimula os crentes a alcançar alvos e manter os valores cristãos em harmonia com as atividades sociais. O pastor como motivador reconhece em suas ovelhas o chamado de Deus para cada uma. Sendo conhecedor do chamado de Deus para com as ovelhas o pastor como líder espiritual motivará as suas ovelhas a servirem a Deus da melhor maneira possível. Em suma, o pastor como motivador desperta o chamado de Deus na vida dos membros da igreja.
Preservar a unidade do corpo de Cristo. A unidade da igreja deverá ser preservada. A igreja é a união de pessoas diferentes que possuem hábitos diversos e são imperfeitas em si mesmas. Por tal realidade entendemos que haverá discórdias, invejas, ciúmes e outras tantas obras da carne. Quando isto ocorre notamos que a unidade está sofrendo um colapso. Sem unidade do reino não haverá crescimento do reino (Mt 12.25). E para que a unidade do corpo de Cristo seja preservada cabe ao ministro do evangelho exercer com eficácia o ensino autêntico e poderoso da Palavra de Deus.
A administração eclesiástica. Administrar é planejar, organizar, dirigir e controlar. O pastor como administrador estabelece objetivos para a igreja (planeja), direciona os recursos (organiza), motiva ao delegar funções (dirigir) e controla os resultados.
Porém, como administrador o pastor não poderá ser um líder exclusivista e nem mesmo centralizador. Um bom exemplo de líder que reconheceu a importância do auxilio de outros na liderança foi Moisés, isto só ocorreu após o conselho de Jetro que percebeu desordem e ineficiência de Moisés no atendimento aos israelitas (Êx 18.13,14).
Características dos maus pastores. Os maus pastores são apegados ao dinheiro e tem como principio no desenrolar das atividades pastorais o lucro e não o bem estar espiritual dos membros da igreja (1 Tm 6.10-11). Há outros que são violentos, porém tal manifestação só se percebe no convívio familiar, sendo que na igreja são homens tranquilos, porém nos seus lares são briguentos. E uma terceira característica de tais líderes é o descompromisso com o rebanho de Deus, pois os mesmos são destruidores da unidade das ovelhas e por suas atitudes não cuidam dos membros do corpo de Cristo (Jr 23.2).
II – QUALIFICAÇÕES E ATRIBUIÇÕES DOS PASTORES E DIÁCONOS
Diante do ministério eclesiástico o pastor, assim como o diácono possui três obrigações básicas: honrar o bom nome da igreja de Jesus, crer e ser fiel a Cristo.
Qualificações morais. Paulo em sua Carta pastoral a Timóteo cita algumas qualificações morais correspondentes ao ministério (1 Tm 3.2-7).
a) Homem irrepreensível (v.2): que ninguém o reprenda por falhas ou erros cometidos.
b) Marido de uma só mulher (v. 2): tal qualificação não corresponde à afirmação da monogamia, mas se trata da importância do obreiro ser fiel em seu relacionamento conjugal. Marido de uma só mulher indica que o ministro deverá ser sempre fiel a sua esposa.
c) Não dado a muito vinho (v.3): não poderá ser inclinado ao vinho.
d) Ser bom chefe de família (v.4): dirigir bem a família.
III – O DIACONOATO
O diácono é um ministro auxiliar do pastor. E na prática o diácono desenvolve atividades altamente espirituais. A palavra diácono no grego tem como significado servo. A missão do diácono conforme o texto de Atos 6.1-6 é servir às mesas e também cuidar das viúvas. Há exemplo de excelentes diáconos na Bíblia e dentre eles o destaque para Estevão e Filipe.
O termo diácono aparece 30 vezes no Novo Testamento, sendo que em 20 casos a palavra é traduzida por ministro, que de fato tem como significado e representação o servo (1 Tm 3.10,13).
Requisitos para o diaconato. Três são as características básicas na vida de um obreiro eficaz (At 6.3). São elas; boa reputação, cheio do Espírito Santo e cheio de sabedoria. Boa reputação relaciona se ao posicionamento ético e moral do obreiro, isto de fato corresponde à pessoa de quem se fala somente coisas boas, pois é um individuo que dá testemunho por meio de conduta que engrandece a Deus (Tt 1.6,7). Ou seja, que este tenha boa fama na sociedade. Cheios do Espírito Santo, atitude que se relaciona com o recebimento do batismo e também indica um ministério profético sob a inspiração do Espírito Santo e que leva a presença do Espírito Santo em sua vida diária; espírito, alma e corpo santificados ao Senhor (1 Ts 5.23). Em suma o obreiro deve ser sábio. A sabedoria indica a capacidade de julgar corretamente e agir prudentemente. Sendo que tal ação seja em compadecer pelas almas perdidas sem salvação em Cristo Jesus (Tg 1.5).
Nobres funções do diaconato. Em Atos 6.5, estão registrados os nomes dos primeiros diáconos que foram escolhidos por terem requisitos fundamentais para o exercício do ministério. A escolha dos sete diáconos foi baseada na necessidade de auxílio aos apóstolos. Sendo assim, coube aos diáconos à função de cuidar das viúvas e dos pobres da igreja (At 6.1).
A expressão servir às mesas corresponde à administração de fundos para o serviço social. Entretanto, a função dos diáconos não está limitada a atividades materiais, pois, assim também cabe ao diácono atividades espirituais, como: servir a ceia.
Qualificações do diácono. Paulo em sua Carta pastoral a Timóteo cita algumas qualificações morais correspondentes ao ministério do diácono (1 Tm 3.8-13).
a) Honestos (v.8): palavra que indica respeito adquirido por conduta.
b) Não de língua dobre (v.8): isto é, de uma só palavra. Pessoa sincera e honesta para com os outros.
c) Não dado a muito vinho (v.8): o diácono não poderá ser inclinado ao vinho.
d) Não cobiçoso de torpe ganância (v.8): o diácono não poderá ser escravo do dinheiro e nem das riquezas. Assim como todo cristão o diácono deverá buscar primeiro o Reino de Deus e a sua Justiça (Mt 6.33).
e) Marido de uma só mulher (v. 12): tal qualificação não corresponde apenas com a afirmação da monogamia, mas também se trata da importância do diácono ser fiel em seu relacionamento conjugal. Marido de uma só mulher indica que o diácono deverá ser sempre fiel a sua esposa.
Passos fundamentais para o exercício do diaconato. Para que o diácono seja bem sucedido na prática ministerial o mesmo deverá ser primeiramente testado (1 Tm 3.10). O teste relacionado ao diácono passa a ser uma analise direcionada ao estilo de vida e conduta que o mesmo desenvolve em seus relacionamentos. No relacionamento com a família o diácono deverá ser marido de uma mulher e que governe bem seus filhos, isto relaciona à conduta pedagógica, e que governe bem a sua própria casa, isto corresponde ao suprimento do que é necessário para a sobrevivência da família (1 Tm 3.12).
Portanto, o diácono deverá ser altamente espiritual, cheio do Espírito Santo e de boa conduta.
IV – SERVIÇO – RAZÃO DE DO MINISTÉRIO
Despenseiros são mordomos ou administradores de uma casa. Como despenseiros de Deus o cristão é o administrador da igreja que tem como missão edificar os outros, e como dever desenvolver um ministério sóbrio, vigilante, hospitaleiro e fiel.
A ética cristã possui duas dimensões: vertical e horizontal. A primeira dimensão se resume no amor ágape, isto é, no amor de Deus para com o homem e assim vice versa, pois “nós o amamos, por que Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4.19). Já a segunda dimensão corresponde com o amor ao próximo.
É de responsabilidade do líder cristão, amar a todos os que estão a sua volta e todos os que estão ao alcance da sua administração.
A parábola do bom samaritano apresenta ações do verdadeiro despenseiro: primeira ação, entender o necessitado; segunda ação, cuidar do necessitado; terceira ação, hospedar o necessitado; e por como quarta ação, suprir a necessidade do necessitado. Em suma ação do bom samaritano se resume no serviço do cristão em abençoar a todos que necessitam da multiforme graça de Deus (Lc 10.25-37).

terça-feira, 14 de julho de 2015

Quem ama a sua ESPOSA, ama-se a si mesmo


Quem ama a sua ESPOSA, ama-se a si mesmo
Texto: Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo (Ef 5.28)
Para ALLEN; RADMACHER;HOUSE, o apóstolo Paulo exorta aos maridos a amar a esposa como a seu próprio corpo, está de fato dizendo que eles devem amá-la do mesmo modo que amam a si mesmos. Nunca se esperou que o homem tivesse esse amor profundo pela esposa no mundo pagão de Roma e da Grécia (p. 513).
Conforme o comparativo entre as culturas percebe que é de suma importância que os cristãos sejam exemplos na prática do amor. Pois, tendo como base Efésios 5. 25, 28, 29, 31, e 33, o amor do marido para com a esposa é identificado pela entrega, pelo sustendo, pelo cuidado em não aborrecer a esposa e pelo abandono da zona de conforto.
Quem ama a esposa se entrega
Jesus Cristo demonstrou o seu amor para com a humanidade se entregando por ela, ao ponto de morrer em uma cruz, sofrendo toda humilhação para assim confirmar as profecias e expressar o seu amor.
Da mesma forma é de responsabilidade do marido o cuidado para com o bem-estar da esposa em todos os sentidos.
O cuidado espiritual da casa, assim como da esposa é responsabilidade do marido. Logo, para cumprir sua missão em zelar do bem-estar espiritual do lar, o esposo se entrega, doando tempo e dedicação.
O cuidado físico da casa, assim como da esposa é responsabilidade do marido. Assim sendo, o esposo se entrega ao diálogo para conhecer as necessidades específicas da família.
O cuidado social da casa, assim como da esposa é responsabilidade do marido. O ser humano vive em sociedade. A família se forma na sociedade por ser a família a célula mãe das corporações. Logo, para zelar do bem-estar social o líder do lar assume o compromisso de proteger e direcionar os passos da família.
Portanto, o amor do marido para com a esposa é demonstrado pela entrega em doar tempo, dedicação, diálogo, proteção e direcionamento.
Quem ama a esposa sustenta
O cuido material da família é responsabilidade do marido. O sustendo do lar, por mais que nos últimos anos houve amplo crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho, pertence ao esposo.
Entretanto, o sustendo tem sentido amplo, isto é, não se limita à dimensão material.
Pois, quem ama consegue suprir as necessidades visionárias da esposa, sendo capaz de obter unidade em decisões.
Sustentar corresponde a suprir as necessidades.
Quem ama a esposa cuida em não aborrecê-la
Os vilões que provocam o aborrecimento da esposa são divididos em dois grupos: os inerentes ao marido e os inerentes á esposa.
O primeiro grupo, os inerentes ao marido, dentre tantos se percebe o estresse e o egoísmo. O estresse pela sobrecarga das atividades externas ao lar, o que impede maior aproximação para com a esposa, proporcionando aborrecimento pela ausência de tempo. Já o egoísmo está relacionado aos interesses próprios e não o interesse da esposa. O esposo que ama busca entender os interesses da esposa e na possibilidade disponível sabe torná-los reais.
Os inerentes a esposa se referem principalmente na não compreensão do marido para com as alterações fisiológicas do corpo feminino.
Quem ama a esposa abandona a zona de conforto
O lar dos pais é uma autêntica zona de conforto. Ambiente em que os filhos não assumem responsabilidades. Sabendo que há uma zona de conforto na casa paterna, assim disse Deus: Deixará o homem o seu pai e a sua mãe (Gn 2. 24).
Algumas famílias ditas como modernas suprem suas necessidades físicas na casa paterna, isto é, os pais bancam as contas e as decisões de seus filhos.
Portanto, o termo deixará indica mudança:
Pois, quem casa quer casa.
Pois, quem casa assume responsabilidades.
Pois, quem casa se dedica à felicidade do cônjuge.
Princípios essenciais para o sucesso da vida a dois
Para Kendrick, três são as etiquetas norteadoras em um casamento (p.23).
Primeira: guarda a regra de ouro, trate e cuide da esposa como gostaria que fosse tratado e cuidado.
Segunda: nada de padrões diferentes, a atenção doada à esposa, que seja superior a atenção doada aos colegas.
Terceira: atenda às solicitações.
O amor do marido para com a esposa é bondoso
A bondade é o amor em ação, enquanto a paciência é à maneira do amor. O amor do marido quando definido como bondoso se divide nas seguintes descrições: gentileza, prestabilidade, boa vontade e iniciativa.
Gentileza se caracteriza pela maneira em que o esposo trata a esposa. Permitindo que não haja rudez desnecessária.
Enquanto, a prestabilidade se caracteriza pelo suprimento das necessidades do momento. O amor quando prestativo agracia o esposo a servir a esposa sem se preocupar com os próprios direitos.
Boa vontade faz com que um marido gentil acaba com milhares de argumentos em potencial, tendo boa vontade para ouvir primeiro ao invés de exigir que as coisas sejam feitas à sua maneira (Kendrick, p.7)
Por fim, iniciativa se caracteriza em dá o primeiro passo.
Portanto, o amor do esposo para com a esposa é identificado pela entrega, pelo sustendo, pelo cuidado em não aborrecer a esposa e pelo abandono da zona de conforto, sendo que este amor é caracterizado pela bondade, virtude do primeiro passo. E quem ama a sua esposa ama-se a si mesmo.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
KENDRICK, Stephen. KENDRICK, Alex. O Desafio de Amar. Rio de Janeiro: BV Films Editora Ltda, 2009.

domingo, 12 de julho de 2015

EBD – Oração e recomendação às mulheres cristãs


EBD – Oração e recomendação às mulheres cristãs
A presente lição possui como palavra chave: oração.
Porém por se tratar de uma atividade para o enlevo espiritual do cristão e também da aproximação para com Deus, há quatro inimigos que se apresentam para impedir o diálogo entre o cristão e Deus (oração).
  Os inimigos são:
 Pressa – para com o tempo, gasto em oração e pressa para com o tempo em receber o que foi pedido em oração;
Desânimo – a perca de ânimo é notável em uma sociedade materialista;
Distração – é interessante como crianças, celulares e pensamentos conseguem tirar a atenção de alguém quando este está orando;
Cansaço – o indivíduo por ter uma vida diária cheia de compromisso abandona a oração, sendo esta deixada para o último instante do dia, logo o que restará será o cansaço.
Vença os inimigos da oração, pondo em prática a oração.
 Veja os motivos que você tem para orar diariamente:
1. Antes de tudo seja grato a Deus pelo o que Ele tem realizado e também pelas promessas que irão se cumprir em sua vida e de todos os que você ama.
2. Apresente as suas necessidades diante de Deus.
3. Apresente as necessidades da sua família.
4. Apresente as necessidades da sociedade no contexto; cidade, estado e país.
5. Apresente as pessoas que estão perecendo sem salvação.
6. Apresente as autoridades; política, legislativa e judiciária.
7. Clame por uma igreja unida, crescente e avivada.
Com estes motivos de oração acredito que a sua vida devocional não será mais a mesma e você desfrutará neste pouco de tempo, um grande avivamento da parte de Deus para a sua vida.
I – ORAÇÃO POR TODOS OS HOMENS
Paulo instrui a respeito da oração (2.1-8). E utiliza quatro termos para oração em apenas um versículo (v.1).
Deprecações, isto é, súplicas em favor da necessidade pessoal.
Orações, ou seja, diálogo ou preces.
Intercessões sugere aproximar-se com confiança.
E por último, ações de graças, isto é, uma atitude de louvor a Deus por todos os feitos para com os teus.
II – A SALVAÇÃO DE TODOS
A Proclamação da Salvação:
Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis Testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra (At 1.8).
Proclamação Pelos Apóstolos:
Os apóstolos pregaram uma mensagem bíblica e Cristocêntrica. A mensagem era pregada a todas as pessoas que estavam ao alcance dos apóstolos, de judeus a gentios, mesmo com problemas ou sem problemas o objetivo e a ordem de Cristo era, “até os Confins da terra” (At 1.8).
Proclamação pela Igreja:
Após o período apostólico a missão evangelizadora prosseguiu, mesmo enfrentando perseguições. A igreja não parava de pregar o Evangelho transformador de Jesus Cristo. E esta pregação tem os seus efeitos ainda hoje, pois o número de evangelistas e missionários tem crescido bastante.
Ter anel de bacharel em teologia não é símbolo da verdadeira sabedoria de um evangelista, porque na bíblia encontra-se a citação de Salomão que diz: O que ganha alma, sábio é (Pv 11.30), o mesmo caracteriza a sabedoria com a dedicação em ganhar almas para o Senhor.
A igreja de hoje possui os mais variáveis meios de comunicação e por isso, deve utilizá-los com um único propósito, anunciar a Palavra de Deus. Pois, Deus confiou a sua igreja a sublime e urgente missão de anunciar ao mundo que Jesus salva.
III – A MANEIRA DE SE VESTIR DAS MULHERES
Com base no primeiro subponto: a mulher cristã precisa ser reconhecida por sua maneira de vestir e por sua atitude.
Logo, o traje honesto, corresponde com traje decente. Que não desperta interesse nas outras pessoas no que corresponde aos institutos carnais. Pois, não vestindo trajes compostos o corpo feminino poderá despertar a cobiça dos homens.
O vestuário feminino conforme o escrito paulino tem que ser ratificado pela modéstia, isto é, pela simplicidade. Portanto, o texto não proíbe a mulher cristã vestir bem, porque é fundamental que a mulher cristã saiba se vestir e vestir bem, porém, sem ter como foco a competição.
Porém, é fundamental que a mulher cristã saiba que a elegância vem de dentro para fora, isto porque, a elegância começa no caráter santo.
Atitude é saber fazer acontecer. A mulher cristã precisa saber fazer acontecer no que identifica o seu caráter e a organização do seu lar.
IV – A CONDUTA DAS MULHERES NA IGREJA
E também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustenta-los com os seus bens (Lc 8.2,3).
A obra missionária é desenvolvida de três maneiras:
Indo até aqueles que necessitam ouvir a palavra do Senhor.
Orando por aqueles que foram.
E contribuindo financeiramente com aqueles que foram.
Algumas mulheres que foram abençoadas pelo ministério terreno do Senhor Jesus, passaram a contribuir com suas fazendas, ou seja, com suas riquezas ao ministério de Cristo.
O livro de Lucas enfatiza o amor de Jesus por todos os tipos de pessoas, inclusive os que não eram muito estimados na época (como as mulheres, os publicanos, os leprosos, paralíticos, cegos, coxos; os párias) (ALLEN; RADMACHER;HOUSE, p.174).
No evangelho de Lucas percebe-se que o Mestre Jesus outorgou atenção para com as mulheres, pois as mesmas foram contempladas com ações do Deus de Israel, e podem ser citadas: Isabel (Lc 1.5-25), Maria (Lc 1.26-56), Ana (Lc 2.36-38), A viúva de Naim (Lc 7.11-15), dentre outras.
A valorização outorgada por Jesus para com as mulheres desperta à sociedade dos dias hodiernos a sensibilizar para com as atividades desenvolvidas pelas mulheres em pleno século XIX e as valorizá-las. Não pode agir como no sistema cultural israelita onde as mulheres não eram valorizadas.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

EBD – O Evangelho da Graça


EBD – O Evangelho da Graça
A presente lição possui como palavra chave: graça.
Como no mundo há grande número de enganadores, a igreja de Cristo deverá ser edificada no ensino puro e autêntico. Pois, o que torna o indivíduo livre do pecado é o conhecimento da verdade (Jo 8.32).
Porém, a missão de Satanás é roubar, matar e destruir (Jo 10.10). Quando uma igreja é firme no ensino e convicta da fé em Cristo o inimigo tentará de todas as formas para destruir a harmonia presente na igreja. E as artimanhas de Satanás se voltam para destruir o ensino fazendo que haja desvio da Palavra de Deus. Mas, graças a Deus que há no seio da igreja pessoas que foram chamadas para ensinarem a Palavra conforme ela é (Ef 4.11).
I – AS FALSAS DOUTRINAS CORROPEM O EVANGELHO DA GRAÇA
Em quanto ao tempo o evangelho tem sua origem no jardim do éden, quando Deus prometeu salvação por meio do descendente da mulher (Gn 3.15). Logo, o evangelho é a propagação das boas novas por parte do Criador. Se a propagação é da parte do Criador, indica que o evangelho é superior a qualquer doutrina e passa a ser indispensável para a efetuação da salvação do ser humano.
E quando o assunto do evangelho corresponde à pessoa que o deu origem, nota-se que o evangelho é divino, pois tem sua origem em Deus.
Apenas há um Evangelho. Evangelho genuíno é único e não há outro. Porém, o apóstolo Paulo ao escrever aos gálatas (1.6-9) por três vezes utiliza a seguinte frase “outro evangelho.” Frase que não confirma a existência de outro evangelho, porém, indica que não há outro evangelho genuíno e divino, pois só há apenas um que tem sua origem em Cristo Jesus. Por isso, o apóstolo Paulo convoca aos membros da igreja da Galácia a não aceitarem outro evangelho, mesmo que um anjo do céu o anuncie, pois em Deus não há confusão o que foi ensinado merece todo respeito e dedicação.

Sobre a importância da Lei duas coisas deverão ser observadas: a Lei revela a justiça de Deus e a Lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Cristo.

A Lei revela a justiça de Deus. Logo que a lei revela a justiça divina também demonstra a injustiça por parte dos homens. “Estávamos sobre a custódia da lei” isto indica que a lei aprisionava os homens por serem os mesmos injustos.
A injustiça humana era notável até mesmo na vida de personagens que viviam em conformidade com Deus. Por exemplo: Noé após o dilúvio ao se embriagar (Gn 9.21), Abraão ao mentir (Gn 12.11-13; 20.2), Davi ao transgredir cinco dos dez mandamentos (2 Sm 11.4,14,24,27), Uzias ao agir como sacerdote (2 Cr 26.16), dentre outros casos.
Em suma, a lei indicava que os homens eram injustos em suas obras e incapazes de se salvarem, sendo que a justiça de Deus se manifesta na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
A lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Cristo. Anterior ao ministério do Senhor Jesus a lei definia a educação dos judeus o que Calvino vai considerar com a infância.
Calvino ainda dizia que a lei era a gramática da teologia que conduzia a criança até certo ponto, e a entregava à fé, que completava a graduação das pessoas. Para ele o apóstolo “Paulo associou os judeus a crianças por viverem conforme os ensinos da lei, e nós os da graça com a fase adulta”.
II – A GRAÇA SUPERABUNDOU COM A FÉ E O AMOR
Gratidão é o ato de reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe fez um benefício, ou seja, o reconhecimento por alguém que lhe prestou um favor. No sentido mais abrangente a gratidão é um sentimento que alguém desenvolve por ter sido beneficiado por outro, ou até mesmo pela vida. Portanto, a gratidão poderá ser definida como o amor retribuído. A gratidão é possível quando o indivíduo reconhece que tudo pertence a Cristo. O apóstolo Paulo era grato a Deus pelo evangelho, pois o evangelho é poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16). Apenas com a aceitação da mensagem do evangelho todas as melhorias para a raça humana serão possíveis.
O amor divino (ágape) é imutável, sacrificial e espontâneo. Por amou Jesus foi entregue para salvar a humanidade (Jo 3.16). Quando este amor é operante na vida do indivíduo o mesmo passa a amar até mesmo os inimigos (Mt 5.44). Este amor não corresponde a sentimentos e nem com ações que esperam recompensas, porém trata-se de um dom divino.
O amor possui duas dimensões: vertical, amor a Deus, e horizontal, amor ao próximo.
Os tipos de amor conforme a língua grega, são apresentados pelas seguintes palavras: ágape, amor divino; philis, amor entre amigos; eros, amor entre os cônjuges, porém há muitos que o define como amor carnal, ou seja, paixão e storge, amor conjugal em que o respeito e a harmonia são evidenciados.
Aos coríntios o apóstolo Paulo enfatiza três elementos fundamentais para o crescimento da igreja: poder, amor e ordem. Ao concluir sobre a importância do poder o apóstolo promete mostrar um caminho mais excelente (1 Co 12.31) que é o amor.
Logo se percebe que o amor é mais excelente que o poder, porque o amor não se limita a esfera terrestre, não se acaba, pois é movido com efeitos eternos. Já para a missão eclesiástica o poder se limita a esfera terrestre.
O Milagre é uma suspensão temporária das leis da natureza, pois a cura torna-se temporária, o que se percebe é que em um determinado dia os personagens que foram curados também faleceram, ou seja, adoeceram e morreram. Isto corresponde à ação temporária do milagre, por isso, o maior milagre na Bíblia é a salvação do ser humano. Milagre este concretizado pelo caminho mais excelente o amor.
III – UM CONVITE A COMBATER O BOM COMBATE
Para o apóstolo Paulo conduzir alguém à presença do Senhor era benéfico. Por isso, disse Paulo: contando que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus (At 20.24).
E para Timóteo, o apóstolo o incentiva a militar pelas profecias ou conforme as profecias a boa milícia. Percebe-se que não cabe ao cristão rejeitar a vocação divina. E nem dá ouvidos aos falsos ensinos.
Pois, o combate que combatemos como cristãos permite a certeza de que em Cristo somos mais do que vencedores. Que Deus vos abençoe. Boa Aula!