Deus é Fiel

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Carta aos Romanos – Tristeza e amor de Paulo para com os israelitas


Tristeza e amor de Paulo para com os israelitas
Texto: 1- Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo):
2- Tenho grande tristeza e continua dor no meu coração.
3- Porque eu mesmo poderia desejar ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne.
4- Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas;
5- dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém! (Rm 9.1-5).
Os capítulos 9, 10 e11 da carta aos Romanos fazem parte da primeira divisão da epístola que tem como temática: salvação pela fé. Porém, estes capítulos tratam basicamente a respeito da incredulidade dos israelitas.
Sendo que o apóstolo Paulo demonstra sua tristeza pela incredulidade dos seus irmãos na carne, assim como o seu amor, desejando que estes viessem a ter um relacionamento com Cristo. O amor do apóstolo aos israelitas é tão grande ao ponto de desejar separar de Cristo para que os filhos da promessa alcançasse a salvação.
Paulo lista oito grandes privilégios outorgados por Deus ao povo da promessa: adoção de filhos, glória, concerto, lei, o culto, a promessa, os pais e o maior privilégio, Cristo.
O privilégio da adoção de filhos
A narrativa bíblica outorga esclarecimentos de quatro tipos distintos de filhos de Deus. O primeiro pela narrativa bíblica é Adão, sendo conhecido como filho por formação. O segundo tipo é o conjunto de anjos, que são conhecidos como filhos por criação. Por terceiro os judeus, que são os filhos da eleição, dentre 70 nações foram escolhidos por Deus para o sacerdócio. E por fim, a igreja, os filhos de adoção.

O privilégio da glória
Deus escolheu a Israel para mostrar a sua glória ao mundo. Nenhum povo contemplou tamanha glória divina revelada como a nação de Israel.
34- Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do SENHOR encheu o tabernáculo. 35- Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do SENHOR enchia o tabernáculo. 36- Quando a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, os filhos de Israel caminhavam avante, em todas as suas jornadas; 37- se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam, até ao dia em que ela se levantava. 38- De dia, a nuvem do SENHOR repousava sobre o tabernáculo, e, de noite, havia fogo nela, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas (Êx 40.34-38).
A descrição, a glória do Senhor encheu o tabernáculo, indica que a presença do Senhor foi revelada aos israelitas. A manifestação da glória do Senhor é muitas das vezes chamada de Shekinah, palavra que significa residir, isto é, a presença de Deus no meio dos seus. Logo, o privilégio da glória outorgado aos israelitas corresponde com a presença divina. Um israelita fiel e seguidor de Deus podia ver o tabernáculo e perceber que o Senhor estava lá em esplendor e poder. E com Ele, as pessoas seguiram rumo a Canaã, a Terra Prometida (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.199).
O privilégio do concerto
Na Antiga Aliança Deus afirmou concerto com Adão, Noé, Abraão, Moisés e Davi. Porém, o presente texto corresponde com o concerto de Deus com Abraão. Aliança que se caracteriza em ser incondicional e perpétua, e por confirmar a promessa do Salvador (Gn 17.19).
A promessa a Abraão abrange três posteridades: a de Ismael, a de Israel e a da Igreja. A de Ismael é puramente carnal, a de Israel é carnal e espiritual, e a da Igreja é puramente espiritual (Gn 17.20; Rm 4.11; Gl 3.14). Portanto, a aliança de Deus para com Abraão é abrangente e graciosa, tornando-se eficiente e eficaz pela obra redentora de Jesus.
O privilégio da Lei
Dois benefícios são notáveis da lei para os israelitas: a lei revela a justiça de Deus e a lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Jesus Cristo.
1- A Lei revela a justiça de Deus. A lei revela a justiça divina, assim como também demonstra a injustiça por parte dos homens. Ou seja, a lei indicava que os homens eram injustos em suas obras e por isso, eram incapazes de se salvarem, sendo que a justiça de Deus se manifesta na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
2- A lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Cristo. Anterior ao ministério do Senhor Jesus a lei definia a educação dos judeus. Calvino dizia que a lei era a gramática da teologia, pois para ele o apóstolo “Paulo associou os judeus a crianças por viverem conforme os ensinos da lei, e nós os da graça com a fase adulta”.
Logo, os quatro primeiros privilégios de Deus para com os israelitas são fundamentais para que haja compreensão no que diz respeito à tristeza de Paulo no que corresponde a incredulidade dos israelitas.
REFERÊNCIA
CALVINO, João. Gálatas. São Paulo: Editora Fiel, 2007.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Subsídio para as aulas da EBD – Os benefícios da justificação


Os benefícios da justificação
O capítulo cinco da carta aos Romanos, conforme Richards apresenta oito benefícios pertencentes aos cristãos: paz com Deus (v.1), acesso a Deus e a sua graça (v.2), justificação (v. 9), salvação hoje (v.10), reconciliação (v.11), a capacidade de viver uma vida justa (v.17), o direito a própria vida (v18), e a vida eterna (21).
I – A BÊNÇÃO DA GRAÇA JUSTICADORA (Rm 5.1-5)
Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.  (Rm 5.1, 2).
A expressão, gloria-se, é uma característica peculiar do apóstolo Paulo. O termo, gloriar, pode se referir ao orgulho humano ou satisfação por conquistas, mas o motivo que todo o cristão tem de se gloriar, conforme Paulo é na esperança da glória de Deus (v.2), nas tribulações, pois a tribulação produz paciência (v.3) e gloria-se em Deus, por Jesus Cristo por alcançar nEle a reconciliação (v.11).
Temos paz com Deus (v.1). Ter paz com Deus não corresponde a sentimento de sossego, mas ao estado de reconciliação obtida pelo cristão com Deus. Certo que pelo mérito da obra de Cristo no calvário.
Temos acesso a Deus e a Sua graça (v.2). Este benefício indica que o crente pode chegar à presença do Senhor. Portanto, por meio da oração, elemento da graça, o crente pode se aproximar de Deus, porém, conforme a esperança futura da glória de Deus, em um breve dia os fiéis serão conforme o Senhor (1 Jo 3.2).
O cristão pode se alegrar diante da esperança futura, isto é, a glória que o cristão desfrutará ao lado do Criador. Este orgulhar demonstra total segurança, porque Deus depositou no coração de cada cristão o Espírito Santo (v.5). Quem tem o Espírito Santo tem a salvação.
A esperança não traz confusão, logo os servos de Cristo não serão envergonhados ou humilhados por causa da esperança, pois ela cumprirá (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.373).
A palavra tribulação pode ser compreendida pelos seguintes termos: frustração, sofrimento, pressão, perseguição, abandono etc...
Jesus não morreu para nos tornar materialmente ricos, para garantir saúde física, ou nos imunizar contra as tribulações durante nossa vida terrena. Jesus morreu para nos dar bênçãos muito mais ricas do que estas! (...)

O sofrimento ajudará a nos proteger do erro de fixar nossas esperanças naquilo que podemos ganhar aqui, amanhã, e não em Deus (...).
Deus pode usar a pobreza e o sofrimento, para manter nossos olhos fixados na riqueza espiritual que já possuímos, e nossas esperanças fixadas nele (RICHARDS, p. 297).
O gloriar nas tribulações segundo Paulo se relaciona diretamente aos resultados desta na vida do cristão:
A tribulação produz paciência, e a paciência, a experiência, e a experiência, a esperança (Rm 5. 3,4).
Através da tribulação Deus desenvolve no cristão a perseverança e o caráter. Pois, caráter é o complexo de características mentais e éticas que marcam e, geralmente, individualizam uma pessoa, grupo ou nação (MUNROE, p.34).
II – AS BÊNÇÃOS DO AMOR TRINITÁRIO (Rm 5.5-11)
Os versículos em análise deste tópico apresentam três benefícios da justificação:
Temos justificação (v.9). Ser justificado é ser absorvido, isto é, é ser declarado justo. Justificação é um termo derivado do grego dikaió, indica que o indivíduo foi declarado justo. Portanto, ser justificado, indica que o cristão foi declarado justo pela obra de Jesus no calvário.
Temos salvação (v.10). Já foi descrito em texto anterior a respeito do poder do pecado na vida do indivíduo que é definido no aprisionar e no condenar. Logo, seremos salvos pela sua vida, não corresponde a algo futuro, mas corresponde ao fato que o cristão alcançou a emancipação do poder do pecado.
Temos a reconciliação (v. 11). A aproximação para com Deus por parte do indivíduo indica que houve mudança de atitude. Ter a reconciliação é saber: Deus, que outrora tinha o pecador como Seu inimigo, agora o considera íntegro (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.374).
III – AS BÊNÇÃOS DA NOVA CRIAÇÃO (Rm 5.12-21)
Os versículos em análise deste tópico apresentam três benefícios da justificação:
Temos a capacidade de viver uma vida justa (v.17). A vida justa indica uma vida sem a condenação do pecado que é a morte. Pois, no governo de Jesus o cristão passa a ser guiado para a obtenção da vida eterna.
Temos a própria vida (v.18). Logo, todos os justificados são livres em Cristo e passam a serem livres da condenação, pois são justificados em Jesus Cristo.
Temos a vida eterna (v. 21). A vida eterna corresponde a uma vida livre da presença do pecado. Isto, porque “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2.9).
Por fim, o cristão não pode em circunstância nenhuma se gloriar em sua própria força, pois os benefícios alcançados pelo crente estão diretamente associados ao agir de Deus na vida de cada indivíduo mediante a obra da salvação realizada por Jesus.
REFERÊNCIA
MUNROE, Myles. O Poder do caráter na liderança como os valores, a moral, a ética e os princípios afetam os líderes. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel Ltda, 2015.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Carta aos Romanos – Grande resposta a grande pergunta


Grande resposta a grande pergunta
Texto: 33- Quem intentará acusação conta os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
34- Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede po nós.
35- Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou perigo, ou a espada? (Rm 8.33-35).
Ao escreveu a carta aos Romanos o apóstolo Paulo utilizou como forma literária a metodologia da escrita em diálogo, isto é, diatribes. Onde o apóstolo lança perguntas e ao mesmo tempo outorga as respostas. No texto em análise percebe-se que há três grandes perguntas: Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? Quem os condenará? Quem nos separará do amor de Cristo?
Porém, o parágrafo se inicia com a seguinte pergunta: que diremos, pois, a estas coisas? E como resposta, outra pergunta: Se Deus é por nós, quem será contra nós? Isto é, a grande resposta se refere, Deus é por nós, sendo que a aprendizagem que se deverá ter é: de fato Deus é por nós?
Quem intentará acusação contra aos escolhidos de Deus?
A resposta a esta pergunta se dá da seguinte maneira: é Deus quem os justifica (v.33). Logo, é Deus que declara justo todos aqueles que recebem a Cristo como Salvador. Porém, a acusação se dá em três formas: psicológica, social e espiritual.
No aspecto psicológico a acusação se dá pela própria pessoa. No que se refere a atitudes voltadas para o passado de pecado, agindo no presente. Ou seja, o indivíduo é conduzido a uma vida pecaminosa que o torna incapaz de se aproximar de Deus. Participar dos cultos não indica que o indivíduo está adorando a Deus. Ser membro de um ministério não indica que o indivíduo é membro da Igreja de Cristo. Logo, o passado que foi justificado em Cristo não poderá condenar o cristão no presente.
Já o aspecto social corresponde com as ações dos membros da comunidade que tentam desestabilizar o cristão fazendo comentários para denegrir a imagem dos servos de Deus.
Por fim, no aspecto espiritual, percebe-se a ação dos demônios agindo de maneira contrária a vida santa dos servos de Deus.
Sobre o versículo 33, assim comenta Radmacher, Allen e House.
Se Deus, o Juiz Supremo, justificar-nos, então quem poderá agir contra nós e prosperar, ou ter sucesso em sua empreitada? (2013, p.386).
Entretanto, quem justifica o cristão é Deus, cabe aos servos de Deus se santificarem para estarem mais próximos do Senhor.
Quem os condenará?
Ninguém tem poder para condenar o crente em Cristo, pois quem morreu e ressuscitou, e age como intercessor dos crentes ao lado direito do Pai é o Senhor Jesus.
O versículo apresenta quatro situações a respeito da pessoa de Jesus: morte, ressurreição, localização e ação.
Sobre a morte de Jesus sabe-se que não teria proveito algum se Ele não houvesse ressuscitado. Já sobre a ressurreição compreende-se que a mesma confirma a vida, a obra e as palavras de Jesus. Em terceiro Jesus está à direita do Pai, tal situação outorga a seguinte compreensão, Ele foi glorificado com a glória que tinha antes que o mundo existisse (Jo 17.4). Por fim, Jesus intercede pelos crentes, porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem (1Tm 2.5).
Quem nos separará do amor de Cristo?
Inicialmente o apóstolo lista as seguintes situações que podem ser chamadas de adversários e tem como objetividade causar separação entre o cristão e Cristo, isto é, ocasionando a morte espiritual.
Se ninguém pode se opor a nós e prosperar (v.31), ou acusar (v.33), ou ainda nos condenar (v.34), então é fato visível que nós temos uma relação pessoal com Deus. Devido a esse relacionamento, ninguém pode nos separar do amor de Cristo por nós. A enumeração de adversidades constantes neste versículo cobre a gama de experiências que poderiam parecer desafios consideravelmente grandes à realidade do amor de Cristo (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.386).
Os adversários citados são: tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo e espada.
Tribulação corresponde com situações desagradáveis que no presente texto são aquelas causadoras do enfraquecimento espiritual.
Já angústia descreve a respeito de situações em que o cristão é conduzido a perca do humor.
Em todo o tempo os cristãos têm sido vitimados por causa da fé e em muitos casos conduzidos à morte.
Fome e nudez são situações em que expõe os cristãos a fazerem escolhas, caso não sabendo escolher, os mesmos, poderão realizar escolhas que trarão prejuízos para a vida espiritual. Por fim, o perigo e a espada correspondem com o auge da perseguição, situação em que os cristãos muitas das vezes são conduzidos à morte.
Absolutamente nada poderá separar o cristão do amor de Deus. O apóstolo usa de grande esforço para escolher as palavras que descrevem a certeza absoluta da existência do amor de Deus em favor do cristão. Nada é tão difícil ou perigoso, nem a morte, nem a vida, que possa nos separar de Deus. Se Deus, o único ser não-criado, é por nós, nada neste mundo pode nos separar dele, o que torna a nossa segurança nele absoluta (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.386).
Portanto, é Deus quem justifica o crente, foi Cristo que antes morreu, ressuscitou, e está destra do Pai e intercede pelos os cristãos e a certeza maior, é que nenhum adversário separará o servo do seu Senhor.
REFERÊNCIA
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

sábado, 9 de abril de 2016

Subsídio para as aulas da EBD – Justificação, somente pela fé em Jesus Cristo


Justificação, somente pela fé em Jesus Cristo
Na segunda parte da Epístola o apóstolo Paulo trata-se basicamente das doutrinas bíblicas. Sendo que a doutrina da salvação é analisada de maneira sistemática. A fé é analisada e exemplificada no modelo de vida de Abraão o pai de todos. Portanto, a justificação para se concretizar teve como ponto fundamental, a morte e a ressurreição de Jesus, pois sem a ressurreição de Jesus Cristo não haveria justificação. A ressurreição aprovou as palavras de Jesus, a vida de Jesus e as obras de Jesus. Logo, sem ressurreição não haveria a salvação.
I – A JUSTIFICAÇÃO MANIFESTADA
Para compreender o tema, justificação manifestada, três versículos são necessários para estudo (Rm 3.21,24 e 25).
Mas, agora, se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da Lei e dos Profetas (v.21).
A primeira doutrina fortemente descrita pelo apóstolo Paulo foi à doutrina do pecado. O parágrafo que se inicia em Rm 3.21, demonstra que o apóstolo apresenta uma solução direta para os efeitos negativos do pecado, pois se manifestou, a justiça de Deus. Justiça é um termo muito comum no contexto jurídico. A justiça de Deus se manifestou sem lei, declaração de que a retidão é categoricamente determinante separadamente de qualquer lei (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.369).

Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus (v.24).

A palavra redenção (gr. apolytrosis), é de natureza econômica e é usado por Paulo em um sentido teológico para descrever como Cristo pagou a penalidade requerida por Deus para os nossos pecados (a saber, a morte), entregando a Sua própria vida na cruz. Quando nós aceitamos a Jesus, Ele nos livra do pecado (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.397).
Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus (v.25).
A justiça de Deus foi satisfeita pelo intermédio da morte de Jesus sobre a cruz, tendo como objetivo outorgar a remissão dos pecados para todos os que estavam longe da presença de Deus.
II – A JUSTIFICAÇÃO CONTESTADA (Rm 3.27-31)
Conforme o comentarista a justificação no presente texto se opõe a salvação meritória, ao orgulho e ao antinomismo.
A salvação é mediante a fé em Jesus Cristo, e isto não corresponde ao mérito do indivíduo em ser ou em ter alguma coisa, mas ao fato da obra de Jesus que tem revelado a todos os homens o grande amor divino.  
O orgulho impossibilita as pessoas.
O orgulho impossibilita os indivíduos de se chegarem a Deus.
O orgulho impossibilita as pessoas de agradarem a Deus.
O termo lei tem sua definição do substantivo hebraico torá que significa instrução ou direção. Portanto, a palavra lei transmite a ideia de seta que corresponde com objeto indicar o caminho. A aplicação que se faz da lei é que a lei é uma seta que mostra o Caminho, isto é, a Torá indica para a pessoa de Jesus Cristo que é o Caminho que conduz o ser humano à salvação.
A lei é espiritual (Rm 7.14), pois a mesma é um reflexo moral de Deus. Por isso, a lei instrui, mas ao mesmo tempo a lei intensifica o pecado. A intensificação se dá por ser o indivíduo pecaminoso e apto para as coisas carnais.
A lei também direciona, isto é, o ser humano passa a realizar o que é conforme o querer de Deus. Porém, nas palavras de Jesus a lei e os profetas dependem de dois mandamentos. O primeiro, amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento (Mt 22. 37), e o segundo mandamento corresponde com o amor ao próximo (Mt 22. 39).
Em suma, o amor é a mais nobre de todas as leis; porém, os homens continuam mais a aprendê-la do que a pô-la em prática (CHAMPLIN, p. 759).
III – A JUSTIFICAÇÃO EXEMPLIFICADA (Rm 4.1-25)
Abraão é um dos maiores vultos da história. Dele descendem os judeus e os árabes. Estes últimos por parte de Ismael. De Abrão, pai da altura passou a ser chamado de Abraão que tem por significado pai de uma multidão de nações (Gn 17.5). Foi chamado aos 75 anos de idade (Gn 12.4), teve o nome mudado aos 99 anos de idade (Gn 17.1) e teve o seu filho aos 100 anos de idade (Gn 21.5).
Dentre as características de Abraão três em especial chamam atenção: primeira, foi chamado de amigo de Deus (Is 41.8); segunda característica, é chamado de o fiel Abraão (Gl 3.9) e por fim, como terceira característica, é considerado como o pai de todos nós (Rm 4.16).
Característica do chamado de Abraão. O chamado de Abraão teve características que o diferencia de outros personagens bíblicos.
1.1- Em primeiro o chamado de Abraão foi pela fé (Hb 11.8). Isto indica que o patriarca não andava por vista (2 Co 5.7), mas por ser justo viveu pela fé, pois o justo viverá pela fé (Rm 1.17) e o mesmo sabia que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6).
1.2- Já em segundo, o chamado de Abraão exigiu a mudança de localidade. A mudança foi de Ur dos caldeus para ir a Canaã (Gn 11.31). A primeira mudança que Deus requer do ser humano ao chamá-lo é que o mesmo mude de atitudes. Atitude é a tendência de uma pessoa em julgar tais objetos como bons ou ruins, desejáveis ou indesejáveis. Portanto, há atitudes que menosprezam o próprio ser das pessoas, tais como atitudes egoístas, que não visualizam a vontade de Deus para si.
1.3- E em terceiro o chamado de Abraão teve um preço a ser pago. A renúncia da terra, da parentela e da casa são demonstrações do preço elevado pago por Abraão (Gn 12. 1). Abraão renunciou a terra natal, o conforto do lar, os amigos, o tradicional estilo de vida, o direito de habitar entre os teus, o direito de ter uma velhice tranquila e o direito de dirigir a sua própria vida. Renunciar é abrir mão de bens pessoais para servir a outros conforme a vontade de Deus.
Os ganhos de Abraão. Deus supre a caminhada. Tal afirmativa é notória na vida de Abraão, pois o mesmo aos setenta e cinco anos era incompleto, em se tratando, da ausência de um filho. Deus chama o patriarca. O patriarca obedece, logo vem o primeiro resultado, o nascimento do filho da promessa.
Porém, antes que a promessa do filho se concretizasse Deus mudou o nome de Abrão para Abraão. Quando o ser humano obedece ao chamado, primeiramente Deus muda o nome do mesmo, retirando todo o significado de dor, sofrimento, angústia e de exaltação, para um nome que indique bênção.
Abraão não ficou preso em um passado esquecido por seus sucessores. Todavia, a experiência de vida de Abraão em conhecer e obedecer ao chamado de Deus para a sua vida fez do mesmo um dos personagens mais ilustre da história da humanidade. A importância do patriarca não estar limita na escrita bíblica, ganhou campo e dimensão gigantesca. Tal dimensão foi conquistada pela obediência ao chamado.
Por fim, a justificação é o elo da salvação que retira a penalidade do pecado. A justificação pode ser entendida em ser:
Salvação dos pecados praticados no passado. Libertação da penalidade ou da culpa do pecado. Um ato da graça. Momentânea. E ocorre enquanto o indivíduo estiver no mundo.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 3. São Paulo: Hagnos, 2014.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Carta aos Romanos – Esperança e intercessão


Esperança e intercessão
Texto: 1- Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. (Rm 8.18).
O cristão em meio a todos os sofrimentos permanece fiel a Deus, pois a esperança que tem origem na promessa divina é maior que toda a aflição deste tempo presente. Já nos versículos 22 a 26 o apóstolo Paulo fala de três tipos de gemidos. A palavra gemido do grego, stenazó, transmitido à ideia de sentimento de pesar interior, exprime dor moral e física. De fato significa suspirar, causar dor, afligir, entristecer, prantear e padecer. Até o próprio Deus se condói do gemido dos necessitados (Sl 12.5) e levanta do seu trono e põe a salvo aquele que nEle confia. Portanto, Paulo ao escrever a carta à igreja em Roma transmite no capítulo oito os três gemidos: o gemido da natureza, o gemido da igreja e o gemido do Espírito Santo.
As aflições deste tempo presente
No cotidiano as aflições estão associadas a enfermidades severas, tristezas avassaladoras, angústias, desapontamentos, perseguições e, dentre outras, tribulações.
O benéfico das aflições pode ser listado da seguinte maneira:
1- Nas aflições as pessoas se aproximam das outras. As tribulações unem as igrejas e as famílias, e até mesmo as comunidades e as nações assumem unidade de propósitos em meio à tribulação (CHAMPLIN, p. 259).
2- As aflições servem de disciplina. Outorgando informações que se transformam em valores espirituais.
3- As aflições torna o cristão mais dependente de Deus.
4- A aflição é garantia da magnitude da glória que se manifestará. Paulo, pois, pensava tanto sobre a grandeza como sobre a certeza da glória futura; e é o sofrimento que nos faz lembrar essas realidades (CHAMPLIN, p. 259).
Para corroborar com Rm 8.18, o apóstolo assim escreveu à Igreja em Coríntios: porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente (2 Co 4.17).
Logo, as aflições do presente são leves quando comparados com a glória que há de vir. Paulo chama os sofrimentos que passamos nesta vida de leve e momentânea tribulação, quando comparados ao peso eterno de glória mui excelente (2 Co 4.17). O plano de compensação divino é tal que aquele que suporta os sofrimentos receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna, Mateus 19.29 (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.384).
Os gemidos
1- O gemido da natureza. O gemido da natureza é motivado pelo pecado e exprime aflições.
Pelo pecado de um só homem todos tornaram pecadores (Rm 5.12), sendo assim, Deus enviou o seu filho unigênito para morrer e livrar os seres humanos de toda condenação provinda do pecado. O pecado é toda transgressão contra a lei de Deus. O pecado tem como salário a morte (Rm 6.23) e dentre todas as consequências do pecado a que mais transmite dor, sofrimento e gemido é a morte, pois a morte física é a separação do corpo para com o espírito.
O primeiro gemido é da natureza que abrange os seres inanimados e animados. As catástrofes físicas são de fato o gemido da natureza, não porque há vida na terra (como chama alguns de mãe terra), mas trata-se do cumprimento profético. A pobreza que tanto mata no dia a dia é também um dos causadores do gemido da natureza animada, em seis segundos morrem uma criança de fome, dados de 2010. Tal exemplo somará vários gemidos: gemido do que sofre a fome, gemido dos que perdem o filho, gemido pela incapacidade de resolver os problemas sociais.
Portanto, o gemido da natureza indica que o pecado deturpou a criação.
2- O gemido da igreja. É motivado pelo desejo do cristão em gozar a eternidade ao lado do Senhor, é um gemido profético e, revela duas virtudes do cristão.
É motivado pelo anelo de gozar a eternidade ao lado do Senhor. Pois, a morada do cristão está nos céus de onde o mesmo espera o Salvador (Fp 3.20), e na casa do Pai há muitas moradas (Jo 14.2).
O gemido da igreja é profético, pois mostra o futuro. Trata-se do gemido da adoção e também da glória do porvir, pois ainda não é manifestado o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos (1 Jo 3.2).
Gemido que revela duas virtudes do cristão: paciência e esperança. Dentre tantas virtudes, no texto se encontra duas, que de fato caracterizam muito bem o autêntico cristão: paciência e esperança (Rm 5.3-5).
3 - Gemido do Espírito Santo.
3.1- Revela que o cristão não estar sozinho. Aos discípulos Jesus disse que não os deixaria órfãos (Jo 14.18), mas enviaria o consolador (Jo 14. 16-17). A missão do Espírito Santo é tríplice: convencer o homem do pecado, do juízo e da justiça (Jo 16.7), guiar os crentes (Jo 16. 13) e glorificar a Jesus (Jo 16. 14).
3.2- Ensina que há poder na oração. No dia 6 de agosto de 1945, último ano da 2ª Guerra Mundial os Estados Unidos lançou às 8 horas e 15 minutos na cidade Hiroshima uma bomba atômica que matou de imediato, 50 mil pessoas e feriram mais 80 mil pessoas, somando no contexto geral, 130 mil pessoas morreram no lançamento da pomba atômica em Hiroshima, enquanto que, Deus ouviu a oração de Ezequias e enviou um anjo e retirou a vida de 185 mil pessoas, portanto, o poder da oração de Ezequias foi quase duas vezes mais explosivo do que a bomba atômica. O cristão não está sozinho e o gemido do Espírito Santo é forte para destruir exércitos, quão mais poderoso será para fazer com que o crente continue sendo mais do que vencedor.
Portanto, em meio aos sofrimentos do tempo presente o cristão deverá mesmo em sua incapacidade de orar, saber que o Espírito Santo intercede por aqueles que se aproximam de Deus. Logo, o Espírito Santo intercede com gemidos inexprimíveis, isto é, por meio daquilo que não é expresso.
REFERÊNCIA
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 6. São Paulo: Hagnos, 2014.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

domingo, 3 de abril de 2016

Subsídio para as aulas da EBD – A Necessidade Universal da Salvação em Cristo


A Necessidade Universal da Salvação em Cristo
A verdade prática afirma que o pecado manchou toda a raça humana e somente o sangue de Cristo é suficiente para purifica-lo. Logo, o pecado (gr. Hamartía) tem como significado errar o alvo. O pecado é toda transgressão à vontade de Deus. O resultado da hamartía é a morte, isto é, a transgressão traz a separação para com a pessoa de Deus.
I – A NECESSIDADE DA SALVAÇÃO DOS GENTIOS (Rm 1.18-32)
Para entender os parágrafos que estão inseridos em Rm 1. 18-32 é necessário desenvolver as seguintes divisões: o que de Deus se pode conhecer, o juízo de Deus é um fato, a rejeição do conhecimento de Deus é a causa do julgamento e, o resultado da rejeição é o aumento da iniquidade.
Rejeição do conhecimento de Deus. A rejeição do conhecimento de Deus é a causa do juízo. As consequências para os que rejeitam o conhecimento de Deus são graves. Na Antiga Aliança o profeta Oséias lista as seguintes percas como consequências da rejeição do conhecimento de Deus: povo destruído, povo rejeitado, ministério rejeitado e o abandono de Deus para com os filhos daqueles que rejeitaram o conhecimento (Os 4.6).
Já o apóstolo Paulo na Nova Aliança lista as seguintes situações: Deus os entregou às concupiscências, Deus os abandonou às paixões infames e Deus os entregou a um sentimento perverso (Rm 1. 24,26,28).
A rejeição humana para com o conhecimento de Deus proporciona o aumento da iniquidade. Há três divisões na explicação do aumento do pecado.
A primeira explicação vem após a seguinte frase: Deus os entregou às concupiscências do coração, e o pecado a ser citado é a idolatria. Que conforme a passagem é a tentativa da mudança da verdade de Deus em mentira e, o honrar e servir mais a criatura do que o Criador (Rm 1. 24,25).
Já a segunda, vem após a frase: Deus os abandonou às paixões infames, e o pecado a ser citado é a prática homossexual. Portanto, nem o AT, nem o NT, reconhecem a homossexualidade como estilo de vida alternativo (RICHARDS, p.291).
Por fim, Deus os entregou a um sentimento perverso (Rm 1. 29-32), estes tais são dignos de morte, pois conhecem a justiça de Deus, mas praticam o que desagrada a Deus.
II – A NECESSIDADE DE SALVAÇÃO DOS JUDEUS (Rm 2.1-3.8)
Cerca de 70 vezes o termo lei aparece na epístola aos Romanos e com amplo significado. Na carta aos Romanos há sete tipos de leis citadas pelo o apóstolo.
1- Lei da Fé (Rm 3.27). Estar associada a imposições, ou seja, esta lei requer fé da parte dos que são chamados por Deus, também requer correta ação e é a lei da fé que os servos de Deus seguem.
2- Lei do marido (Rm 7.2). Se vive o marido a mulher estar ligada ao cônjuge. Morto o marido a mulher fica livre. Logo, o apóstolo Paulo faz desta ilustração a seguinte aplicação: morreu-se a lei, agora o cristão é livre para casar com a graça (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.379).
3- Lei de Deus (Rm 7.21). O termo lei de Deus aparece sete vezes na Bíblia. Quatro destas no Antigo Testamento e estar associada com todo o Pentateuco (Js 24.26; Ne 8.8,18; Ne 10.29). Já no Novo Testamento aparece três vezes (Rm 7.22.25; Rm 8.7) onde há um contraste com a lei do pecado, logo a lei se associa com a ação divina que transforma e santifica o ser humano.
4- Lei do entendimento (Rm 7.23). Para Champlin esta é a porção mais nobre do homem, talvez em sua alma regenerada, ou pelo menos, da alma que já recebeu certa dose de iluminação espiritual. Essa lei combate a lei interior e corrupta (p.773).
5- Lei do pecado (Rm 7.23). Corresponde com a própria natureza do homem e impede este de fazer o bem. Logo, esta é a lei do homem carnal.
6- Lei da morte (Rm 8.2). Termo que se associa com o princípio do mal e com a lei de Moisés. O motivo desta se associar com a lei de Moisés estar na condenação proveniente da lei.
7- Lei do Espírito (Rm 8.2). Se a lei do pecado condena e leva o homem a morte, a lei do Espírito vivifica e conduz o homem à presença de Deus.
III – A NECESSIDADE DA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE
Paulo expressa que tanto judeus como os gregos, estão debaixo do pecado, isto é, estão sobre os efeitos do pecado (Rm 3.9). A penalidade do pecado permite a seguinte conclusão: não há um justo (Rm 3.10). Logo, se não há um justo debaixo da lei a depravação da humanidade se torna visível em:
1- Não há um justo, nem um sequer (Rm 3.10). Em outra versão não há uma só pessoa que faça o que é certo.
2- Não há ninguém que entenda (Rm 3.11). Ou seja, não há ninguém que tenha juízo. Os que estão debaixo da penalidade do pecado são indivíduos que não conhecem a Deus ou indivíduos que abandonaram a Deus. Fato associado ao homem natural, que não conhece, e ao carnal que abandonou a Deus. Portanto, o presente texto se associa com o homem natural que não conhece a Deus.
3- Não há ninguém que busque a Deus (Rm 3.11). Isto é, não há ninguém que adore a Deus. Quando associado ao homem carnal o não adorar a Deus presente no versículo se refere a ações religiosas, onde não há verdadeira adoração, mas pura apresentação.
4- Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis (Rm 3.12). Logo, todos se perderam e se tornaram inúteis. Desviaram e se fizeram inúteis, isto é, se tornaram em pessoas sem utilidade para Deus e para os propósitos de Deus.
5- Não há quem faça o bem, não há nem um só (Rm 3.12). Quem sabe fazer o bem e não faz comete pecado (Tg 4.17). O texto não se refere em não saber fazer o bem, mas ao fato de não querer fazer o bem.
6- Todos mentem e enganam (Rm 3.13). Os lábios dos que estão sobre o domínio do pecado são fontes de mentira e de morte.
7- Se apressam para matar (Rm 3.15). Pessoas distanciadas de Deus são propensas à violência. Eles cometem crimes e matam porque não têm nenhum respeito pela vida de seu semelhante (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.369).
8- Não há temor de Deus diante de seus olhos (Rm 3.18). Isto é, não há reverência divida a Deus. Para Salomão o temor do Senhor é o princípio de toda sabedoria (Pv 1.7).
A penalidade do pecado sobre o indivíduo indica que este se encontra no estado de escravidão. Portanto, o elo da salvação que retira a penalidade do pecado do indivíduo é a justificação.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 3. São Paulo: Hagnos, 2014.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.