Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: As Obras da Carne e o Fruto do Espírito

As Obras da Carne e o Fruto do Espírito
Paulo ao escrever aos irmãos das igrejas existentes na Galácia defende a doutrina bíblica da salvação e a autoridade da sua vocação ministerial. A presente carta tem valor incomparável para as igrejas locais do presente século, pois outorga clareza nos assuntos doutrinários e convalida o poder e os benefícios da obra vicária de Jesus.
A instituição do homem é tríplice: espírito, alma e corpo. O ser humano possui faculdades que o distingue dos demais seres criados por Deus.
As faculdades do espírito humano se resumem em fé e consciência, já o intelecto, a vontade e as emoções são faculdades pertencentes à alma, e por fim, os cinco sentidos completam as faculdades do corpo: paladar, visão, tato, olfato e audição.
Entretanto, Adão representante da humanidade no pacto das obras deixou como herança a culpa, a corrupção e a morte. Logo, as obras da carne são demonstrações físicas e espirituais da degeneração humana.
I – ANDAR NA CARNE versus ANDAR NO ESPÍRITO
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim (Gl 2.20). Pode-se destacar para associar a este tópico a seguinte frase: vida que agora vivo na carne. Paulo não estava descrevendo uma ação pecaminosa. O que o apóstolo estava descrevendo era a respeito da nova vida que o mesmo agora estava desfrutando em Cristo Jesus. Pois, com a queda de Adão três heranças foram outorgadas a humanidade, e estas são: a culpa, a corrupção e a morte. A segunda delas “corrupção” relaciona com a interpretação de muitos na frase em questão, porém, o que Paulo trata não é o termo “sarx”, carne, mas a palavra “soma” vida no corpo.
No grego temos duas palavras que precisam ser bem analisadas, a primeira é sarks. Em geral, sarks pode ter o sentido literal de carne, corpo, pessoa, ser humano, limitações físicas, o lado externo da vida, o sentido natural, e por fim, vem a carne como instrumento voluntário do pecado, que recebe esse forte conceito em Paulo. Assim, no constante uso que Paulo faz da palavra carne está apontando para a natureza pecaminosa.
A palavra sôma do grego é corpo, é bom lembrar que ela é neutra. O sôma pode referir-se ao corpo de um ser humano ou animal, mas quando Paulo faz uso dessa palavra em algumas de suas cartas, está dando ênfase à personalidade completa, o homem segundo as intenções de Deus (GOMES, p.8,9).
II – OBRAS DA CARNE UM CONVITE AO PECADO
As obras da carne podem ser resumidas em quatro grupos: pecados sexuais, falsa religiosidade, atitudes impróprias para o próximo e assuntos relacionados com o domínio próprio.
1. PECADOS SEXUAIS:
Os quatros tipos de pecados que correspondem com atos sexuais estão diretamente ligados com a desobediência do sétimo mandamento “não adulterarás” (Êx 20.14).
1- Adultério. Em algumas versões o termo utilizado é prostituição (pornéia), isto é, imoralidade sexual. Para muitos eruditos a prática do adultério corresponde com a traição entre casais e, de fato adultério tem como significado dormir em cama estranha.
Na Escritura Sagrada a infidelidade é apresentada em três níveis. No caso de Davi e Bate-Seba (2 Sm 11), ocorre o encontro de uma única noite. Já no caso de Sansão e Dalila (Jz 16), ocorre o caso confuso. Por fim, os filhos de Eli representam o vício sexual (1 Sm 2.22).
2- Fornicação. A relação sexual entre jovens sem haver a venda do corpo e sem corresponder com a traição de um terceiro se resume em fornicação.
3- Impureza. Correspondem com pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios. Porém, este tipo de pecado é alimentado por pensamentos e desejos da alma (Ef 5.3, Cl 3.5).
4- Lascívia. Corresponde com o pecado da sensualidade. Tal prática conduz as pessoas ao ponto de perderem a vergonha. Por isso, tornou se natural no presente contexto civilizatório a falta de decência e a perca do pudor.
2. FALSA RELIGIOSIDADE:
No campo sociológico é natural a seguinte afirmação “todos os caminhos leva o homem a Deus”, porém, no contexto bíblico isto é uma mentira, pois só um Caminho leva o homem à pessoa de Deus, isto é, Jesus Cristo o Caminho (Jo 14.6).
1- Idolatria. Adoração a ídolos. Na sociedade pós-dilúvio e consequentemente após o período marcado pela bravura e agilidade de Ninrode (Gn 10.8-12) surgiu a prática do pecado de idolatria. Imagine quantas consequências a humanidade já sofreu por causa do pecado de idolatria adorando aquele que nada pode fazer (Sl 115. 4-8).
2- Feitiçaria. Pecado em praticar o mal com ou sem o auxílio de demônios. Tal pecado está relacionado com o espiritismo, com magia negra e com o culto a demônios (Ap 9.20,21; 22.15).
3. ATITUDES IMPROPRIAS PARA COM O PRÓXIMO:
O relacionamento humano é afetado por práticas impróprias, e entre elas: a inimizade, a porfia, a emulação, a ira, a peleja, a dissensão, a heresia e a inveja.
1- Inimizade. Corresponde com ações e intensões agressivas. São reais em pessoas que não sentem o mínimo de amor pelo próximo.
2- Porfias. É o resultado da inimizade. Ou seja, a porfia é indicada pela falta de amor, pela presença de briga, pela oposição e pela luta por superioridade.
3- Emulações. É o desejo de ser superior aos outros. De fato corresponde com a vontade em ser o primeiro sempre. Emulações ou ciúmes por Calvino é definida pela palavra ofensa em ver o outro o excedendo.
4- Iras. Fúria explosiva demonstrada por palavras e por ações. Paulo aconselha a igreja em Éfeso “não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26), porém, anteriormente o apóstolo tinha escrito “irai-vos e não pequeis”, isto é, os membros da igreja em Éfeso deveriam impedir de suscitar da ira as seguintes obras da carne: a porfia, a peleja e a dissensão.
5- Pelejas. Luta com ambição para ganhar seguidores que aprovem suas ideias.
6- Dissensões. Ensinamentos que fogem do padrão bíblico e que aprove pensamento faccioso. A dissensão tem como objetivo provocar separação na congregação.
7- Heresias. Grupos de indivíduos que destroem a unidade da igreja, e para isto, utilizam da palavra de Deus com ensinamentos errôneos. Para tais pessoas vale o lema apologético: “texto sem contexto, torna-se pretexto para o surgimento de heresias”.
8- Invejas. Para Calvino a inveja corresponde com o tipo de pessoa que se ofende com a excelência de outrem.
4. ASSUNTOS RELACIONADOS COM O DOMÍNIO PRÓPRIO:
1- Homicídio. Ato de matar alguém.
2- Bebedice. Uso de bebidas que provocam alterações físicas.
3- Glutonaria. Descontrole no uso de alimentos, sendo que tal pecado está também relacionado com o envolvimento com drogas e sexo.
O apóstolo Paulo termina a citação sobre as obras da carne da seguinte maneira “os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”. Portanto, deixemos toda obra carnal que se opõem aos frutos do Espírito.
III – FRUTO DO ESPÍRITO, UM CHAMADO PARA SANTIDADE
No evangelho de João capítulo 15, Jesus é apresentado como a videira verdadeira, o Pai é apresentado como o lavrador e os cristãos como as varas (Jo 15.1,2). As varas frutíferas são limpas pela palavra para darem mais frutos (Jo 15.3), logo se percebe o poder da palavra para santificar e moldar o estilo de vida dos cristãos; tanto para com Deus, como para com o próximo e também para consigo mesmo.
1. FRUTOS INTERLIGADOS AO RELACIONAMENTO COM DEUS:
O homem foi criado para manter ralação direta com Deus, porém, com o surgimento do pecado este relacionamento foi alterado. Mas, com a obra realizada por Jesus na cruz foi proporcionado à abertura de um novo relacionamento sendo este agora debaixo da graça.
1- Amor. O termo utilizado indica amor divino (ágape) que é imutável, sacrificial e espontâneo. Por amou Jesus foi entregue para salvar a humanidade (Jo 3.16). Quando este amor é operante na vida do indivíduo o mesmo passa a amar até mesmo os inimigos (Mt 5.44).
Este amor não corresponde com sentimentos e nem com ações que esperam recompensas, porém trata-se de um dom divino.
2- Alegria. O relacionamento com Deus quando é espontâneo produz júbilo. Sendo que a alegria como fruto do Espírito corresponde com o amor exultante e se manifesta na tribulação (2 Co 7.4).
A alegria está relacionada com uma vida de comunhão com Deus.
3- Paz. Como fruto do Espírito a paz corresponde com o amor em repouso, isto é, ação divina que tranquiliza o cristão.
O desfrutar da paz ocorre em três dimensões: paz com Deus, paz com o próximo e paz consigo (Rm 5.1;12.18).
2. FRUTOS INTERLIGADOS AO RELACIONAMENTO COM OS OUTROS:
Assim como o pecado afetou o relacionamento do homem para com Deus, também afetou o relacionamento do homem para com o seu próximo. Basta acompanhar o noticiário para perceber que o relacionamento entre os seres humanos tem sido afetado pelo pecado e como tal afetação tem proporcionado catástrofes enormes, porém, quando o ser humano faz aliança com Deus o relacionamento com próximo também é restaurado.
1- Longanimidade. Corresponde com a paciência contínua, isto é, a paciência que leva o indivíduo a suportar a falta de amabilidade dos outros para consigo. É o saber esperar a vontade de Deus no tempo de Deus (Ec 3.1).
2- Benignidade. É o amor em ação para com o próximo, pois é a condição que o cristão desenvolve em expressar ternura e gentileza para todos que estão a sua volta. Logo, é a atitude de fazer o bem.
3- Bondade. O fruto da bondade indica que houve capacitação divina em transformar o indivíduo em bom cidadão. Deus não transforma o homem para ser bom para com uns e mal para com outros. Quando o indivíduo é transformado pelo sangue carmesim o Espírito de Deus produz transformação, ou seja, desenvolve um novo ser.
3. FRUTOS INTERLIGADOS AO RELACIONAMENTO PESSOAL:
Para alcançar um relacionamento satisfatório com Deus e com o próximo o indivíduo deverá está bem consigo mesmo, pois não há possibilidade de desenvolver um relacionamento agradável com Deus e não amar a si mesmo, isto é uma impossibilidade.
1- Fé. A fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e a entender o valor e os efeitos da fidelidade. A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança.
2- Mansidão. O fruto conhecido com mansidão dá sabedoria à pessoa que passa a agir com autoridade e também sabe submeter de forma humilde. Mansidão é a prática correta da humildade.
3- Temperança. É capacidade de controlar a si mesmo. Três são os pontos fundamentais para serem controlados: a língua, as paixões e os desejos que são contrários à vontade de Deus.

E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. O versículo indica a vitória sobre a carne, logo os frutos do Espírito são desenvolvidos para esta finalidade de vencer os desejos exagerados da carne e os mesmos são identificadores da real transformação ocorrida na vida do cristão.
Referência:
GOMES, Osiel. As obras da carne e o fruto do espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: A Fidelidade de Deus

A Fidelidade de Deus
A presente lição enfatizará as adversidades enfrentadas pelo apóstolo Paulo. Porém, em meio às adversidades o apóstolo não deixou de fazer a obra do Senhor, sendo que a lição mostrará que Paulo é um exemplo para que os cristãos na atualidade saiba que é possível vencer as adversidades.
Sobre Paulo pode-se descrever que a vida deste se inicia com o nome Saulo, o mesmo que Saul, e tem como significado, o desejado. Foi em sua prática de fé judaica assolador da igreja primitiva (At 8.3), invadia as casas, arrastava e lançava na prisão os cristãos, porém Deus o chamou para ser propagador do evangelho aos gentios, reis e aos filhos de Israel (At 9.15).
Três pontos são fundamentais para conhecer o apóstolo Paulo.
1- O chamado de Paulo. De Saulo a Paulo, enquanto o nome Saulo indica o sentimento de desejo, o nome Paulo passa a indicar o sentido de pequeno, pois em meio ao conhecimento de Paulo o evangelho seria propagado mediante a graça transformadora de Cristo (Fp 3.8, 2 Co 12.9). Como bom judeu o apóstolo no período anterior a sua conversão queria ser útil a Deus, por isso, Paulo tornou-se um perseguidor da fé cristã, pois via na mesma uma ameaça aos princípios do judaísmo. Antes a sua conversão, Paulo já se destacava por sua entrega e veemência a uma missão (At 9.2). Logo após a conversão o apóstolo Paulo não perdeu o desejo de ser útil a Deus, sendo assim dedicou com toda veemência à propagação do evangelho chegando a realizar três viagens missionárias (At 13.2,3).
2- Identificação do apóstolo nas epístolas. O apóstolo Paulo em suas 13 cartas se apresenta de três maneiras: servo, apóstolo e prisioneiro. As cartas antigas começam com o nome e credenciais do remetente e também uma saudação ao destinatário. Com estas três credenciais torna-se notório que o apóstolo Paulo exercia com primazia o ministério no qual tinha sido chamado. Como servo (Rm 1.1,Fp 1.1; Tt 1.1), o apóstolo Paulo foi submisso a Deus e não teve medo de assumir riscos em prol do Evangelho. Por tal atitude Paulo foi um servo sofredor (2 Co 11.23-28). Além de servo, Paulo em algumas das suas cartas se apresenta como apóstolo (Rm 1.1;  1Co 1.1; Cl 1.1), como apóstolo Paulo queria demonstrar para as igrejas a validade de seu chamado. E por fim, como prisioneiro Paulo se apresenta a Filemon tanto para demonstrar a sua situação no momento como prisioneiro e para introduzir o assunto que tinha a expor com Filemon (Fm 1.1).
3- Paulo e o fim da carreira. A prática de um chamado estruturado será confirmada no fim da carreira ministerial. Paulo encerra suas atividades ministeriais se apresentado como soldado (combati o bom combate), como atleta (acabei a carreira) e como mordomo (guardei a fé). Como soldado Paulo foi valoroso e estratégico em sua missão, como atleta o apóstolo foi incansável e submisso e como mordomo Paulo concretiza o valor da paciência e da esperança para ser bem sucedido ministerialmente.
I – A FIDELIDADE DE PAULO EM MEIO ÀS CRISES
A lição transmite citações de versículos do apóstolo Paulo presentes nas cartas aos Efésios e aos Filipenses. Cartas que tem em comum, foram escritas no período em que o apóstolo Paulo estava preso, por isso, são chamadas de cartas da prisão.
Depois de ter escrito Romanos, Paulo se dirigiu a Jerusalém. Ali ele foi preso por soldados romanos, na tentativa de impedir que ele fosse linchado pelos enfurecidos judeus, que acreditavam que ele havia profanado o templo de Jerusalém. Mesmo diante dos insistentes apelos de Paulo por inocência, ele ficou preso por um longo tempo. Por último, ele usou o recurso da apelação para o tribunal em Roma, a que tinha direito por ser cidadão romano.
...Quando chegou a Roma, ficou numa prisão domiciliar, esperando o dia do seu julgamento. Foi durante esse período doloroso de sua vida que ele produziu as cartas da prisão (MIRANDA, p. 97,98).
Há três lições do apóstolo Paulo para a Igreja atual no que corresponde a fidelidades em meio às crises.
Primeira lição: o apóstolo foi destemido e ousado. Na perseguição o cristão como Paulo não poderá se intimidar, mas prosseguir em servir ao Senhor em meio às adversidades da vida.
Segunda lição: há alegria em meio à crise.
Terceira lição: a crise não limita o cristão em servir ao Senhor. Na prisão apóstolo escrevia, pregava, cantava e mantinha comunhão com Deus por meio da consagração e do jejum.
II – ABENGAÇÃO ANTE O SOFRIMENTO
E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós. E vós também regozijai-vos e alegrai-vos comigo por isto mesmo (Fp 2.17,18).
No tocante à palavra serviço, Paulo escolhe um vocábulo grego que remete a uma pessoa que cumpre os deveres de um cargo público à própria custa. No contexto cristão, essa palavra fala da adoração humildemente oferecida ao Senhor (ALLEN; RADMACHER;HOUSE, p.530).
Portanto, o apóstolo estava disposto a servir ao Senhor em meio a todo sofrimento, incluindo até a prisão. A mesma disposição foi percebida nos discípulos formados pelo apóstolo. Epafrodito demonstra para os cristãos da atualidade que mesmo em meio às crises é necessário que os cristãos tenham em mente servir ao Senhor.
Servir ao Senhor em meio às crises:
É na prisão pregar a Jesus e não se lamentar.
É ser rejeitado e não deixar de pregar a Palavra.
É estar disposto a pregar mesmo que fisicamente as forças se apresentam frágeis.
É saber que em Jesus o cristão vencerá todas as adversidades.
III – APRENDENDO A VENCER AS CRISES
A falta de firmeza espiritual e a ausência da harmonia são crises que precisam ser vencidas.
E para vencê-las o apóstolo cita quatro virtudes básicas:
Regozijar-vos sempre no Senhor (Fp 4.4). Isto é, alegrar em todas as circunstancias.
Seja a vossa equidade notória a todos os homens, isto é, seja moderado com todos (Fp 4.5).
Seja constante em oração (Fp 4.6).
Ter como foco as coisas excelentes (Fp 4.8).
Pode-se concluir o relato a respeito da vida do apóstolo Paulo com as seguintes palavras: em Cristo somos mais do que vencedores.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

MIRANDA, Valtair. Fundamentos da Teologia Bíblica. São Paulo: Mundo Cristão, 2011.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: Sabedoria Divina para a Tomada de Decisões

Sabedoria Divina para a Tomada de Decisões
Com os reis Davi e Salomão a nação de Israel desfrutou do período histórico tido como Idade de Ouro, pois nesta época houve a conquista de Jerusalém, tornando-se a capital da nação, e no reinado de Salomão ocorreu a construção do Templo.
Porém, no período de transição do governo de Davi para o reinado de Salomão ocorreu crise familiar, crise política e crise espiritual. Logo, Salomão inicia seu governo em um período de crises, entretanto, o mesmo foi abençoado por Deus e prosperou em tudo, enquanto foi fiel.
I – CRISE FAMILIAR NO REINO DAVÍDICO
A cidade de Jerusalém também é conhecida como: Jebus (Jz 19.10), Sião (Sl 87.2), Ariel (Is 29.1), Cidade de Justiça (Is 1.26), Santa Cidade (Is 48.2), a cidade do grande Rei (Mt 5.35), a cidade de Davi (2 Sm 5.7). Conforme as narrativas dos livros históricos do velho testamento Davi expulsou os jebuseus de Jerusalém (2 Sm 5.7), porém a conquista da cidade foi liderada por Joabe e seus soldados que subiram pelo canal subterrâneo e tomaram a cidade (2 Sm 5.8). Os 33 últimos anos do governo de Davi sobre Israel teve como sede administrativa a cidade de Jerusalém (2 Sm 5.5).
Por não ser uma cidade localizada em área marítima indica que Jerusalém não possuía portos. Todavia, para o seu período a cidade já era dotada de grandeza, o que explica esta grandeza?
Percebe-se que o salmista cantava como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo, desde agora e para sempre (Sl 125.2). Logo a grandeza da cidade estava relacionada à sua localização e por passar os anos tornou – se mais importante ainda com a construção do templo.
A descrição acima outorga saberes para o período de ouro do reinado de Davi. Porém, nem sempre Davi desfrutou de bonança em seu reino, verdade percebida na velhice do monarca, quando o mesmo por não identificar para o público familiar o seu sucessor, permitiu que Adonias viesse a se intitular rei de Israel. Conforme a lição o encerramento de uma carreira é tão importante como o início dela. Davi negligenciou a tomada de decisões no fim de sua carreira, fato que proporcionou a crise no reino. Adonias publicamente usurpa o trono do pai, atitude rejeitada pelo profeta Natã, pelo sacerdote Zadoque e pelos valentes do grande rei Davi.
Por Davi não executar a vontade de Deus no tocante à família, experimentou uma série de tristezas no decurso de sua vida. O fruto do discipulado mais importante na nossa vida é o nosso empenho para, de todo o coração, sermos sempre fiéis ao nosso cônjuge e a nossos filhos, e conduzi-los num viver segundo a vontade de Deus, mediante o ensino e o exemplo (Bíblia de Estudo Pentecostal, p.518).
II – SALOMÃO BUSCA SABEDORIA PARA REINAR
Salomão cujo nome significa pacifico (1 Cr 22.9), filho de Davi com Bete-Seba (2 Sm 12.24) reinou sobre Israel quarenta anos (1 Re 11.42). Foi destacável ao construir o templo, tornou se notável por escrever três livros e alcançou fama e riqueza mediante a escolha perfeita (1 Re 3.9).
Ampliou o seu reino através de casamentos políticos, verdade que explica a quantidade de mulheres (700) e de concubinas (300). É de autoria de Salomão três mil provérbios e mil e cinco cânticos (1 Re 4.32). E dos cento e cinquenta salmos o mesmo escreveu dois: 72 e 127.
No reino de Salomão a cidade de Jerusalém tornou se mais grandiosa com a construção do templo. Logo, a cidade em que o templo foi construído é Jerusalém, basicamente no monte Moriá (1 Cr 21.28- 2 Cr 22.1). O templo para o povo de Israel era o símbolo da presença de Deus e na sua inauguração a glória de Deus se manifestou de tal maneira (2 Cr 5.13,14). Lembrando que o templo foi construído em sete anos (1 Re 6.37,38).
O sucesso de Salomão se encontra na seguinte verdade: Salomão pediu a Deus sabedoria para governar a nação de Israel.
III – SABEDORIA PAR EDIFICAR O TEMPLO
Por meio de uma aliança o rei Salomão conseguiu a obtenção de materiais necessários para a construção do templo. Logo, Salomão obteve sabedoria para realizar alianças. Em meio às crises Deus outorga sabedoria para os seus servos para que estes saibam sair das crises.
Houve contribuição voluntária para a construção do templo, fato que indica que Salomão havia sido reconhecido pelo povo, assim também como o seu reino havia sido reconhecido pela nação.
A sabedoria do rei se notifica quando este conduziu a Arca da Aliança para o templo. Fazer a coisa certa na hora certa proporciona a manifestação das copiosas bênçãos de Deus para o seu povo. Assim fez Salomão.
Referência:

Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Bíblia Palavra Verdadeira

Bíblia Palavra Verdadeira
Texto: Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17).
O termo Bíblia significa conjunto de livros. A palavra foi utilizada pela primeira vez referente às Escrituras pelo teólogo João Crisóstomo, conhecido como boca de ouro, que viveu entre os anos de 347 a 407 d.C.
Sobre a ação da Bíblia como Palavra de Deus assim afirmou João Calvino:
Leia os escritos dos maiores oradores e filósofo do mundo, reconheço que te atrairão, deleitarão e comoverão as tuas afeições de modo maravilhoso; mas, se te dedicares, em seguida. À leitura da Palavra de Deus, ela te afetará de tal maneira dos teus sentimentos mais íntimos, que o poder da oratória e o da filosofia parecerão como nada em comparação com ela.
A Bíblia possui 66 livros, 1.189 capítulos, 31.173 versículos. E para melhor compreensão a Bíblia poderá ser sintetizada nas seguintes palavras: preparação, manifestação, propagação, explanação e consumação.
Preparação
Todo o Antigo Testamento trata da preparação do mundo para o advento de Cristo (SILVA, p.47).  O Antigo Testamento é de suma importância para o cristão e, é composto por trinta e nove (39) livros dos sessenta e seis (66) que compõe os escritos Sagrados.
Quatro motivos proporcionam a leitura do Antigo Testamento. E os motivos são:
Quantidade, autoridade, unidade e utilidade.
Quantidade, por representar três quartos da Escritura Sagrada.
Autoridade, por representar assuntos concernentes à fé, e por ser reconhecido por Jesus e pelos apóstolos.
A unidade se associa com a relação entre o Antigo e Novo Testamento. A mensagem do AT não é omitida pelo NT. Mas, a mensagem de ambos se complementa.
O AT ajuda o cristão a evitar a idolatria, ajuda os filhos de Deus a desenvolverem ações de louvor e permite por meio de seus escritos que o cristão tenha conhecimento de Deus. Logo, por estas características o AT é útil para o desenvolvimento espiritual dos cristãos. Para entender o Antigo Testamento é necessário conhecer os livros que o compõe, conhecer os escritores dos livros e por fim entender a sua mensagem.
Manifestação
Os evangelhos tratam da manifestação de Cristo ao mundo, como Redentor (SILVA, p. 48). Os quatro evangelhos são também chamados de livros biográficos por narrarem fatos marcantes da vida de Jesus, como: o nascimento, o batismo, a unção, os milagres operados, o ministério particular e os acontecimentos finais.
Os evangelhos de Mateus, Marcos e de Lucas são chamados de sinópticos por serem semelhantes. Outro fator decisivo na compreensão dos evangelhos está no destino em que cada obra possuía, isto é, Mateus escreveu para os judeus, Marcos para os romanos, Lucas a um doutor grego e João para os gentios e também para os judeus, isto é, para a igreja.
Propagação
Os Atos dos Apóstolos tratam da propagação de Cristo por meio da Igreja (SILVA, p.48). O momento histórico da Igreja corresponde ao quinto livro do Novo Testamento, Atos dos apóstolos, e foi escrito por Lucas que faz questão de narrar a história da igreja que no presente livro é dividida em três eventos: pré-pentecostais, pentecostais e missionários.    
Explanação
As epístolas tratam da explanação de Cristo. São os detalhes da doutrina cristã (SILVA, p.48). São cartas escritas a igrejas com o seguinte objetivo, transmitir ensinamentos para a edificação da igreja.
1- Cartas escritas por Paulo.    As treze epístolas escritas pelo apóstolo Paulo foram escritas sobre o aspecto do quando, ou seja, existia um motivo básico para que as epístolas fossem escritas.
Quando o fim é a principal preocupação. Aqui corresponde diretamente com 1 e 2 Tessalonicenses.
Quando a igreja é a principal preocupação. Aqui corresponde a 1 e 2 Coríntios.
Quando o evangelho é a principal preocupação. Aqui corresponde às seguintes cartas: Gálatas e Romanos.
Quando a prisão é uma realidade. As cartas são Filipenses, Colossenses, Filemon e Efésios.
Quando a morte se aproxima. Corresponde com as cartas 1 e 2 Timóteo e Tito.
2- Carta aos Hebreus. Redigida aos judeus convertidos a Jesus Cristo. Possui valor e aplicação para os cristãos de todas as épocas. A carta é um combate direto ao abandono e a frieza de alguns dos membros da igreja (10.25). A carta apresenta ainda a superioridade de Jesus à Lei de Moisés, a superioridade do sacrifício de Jesus, pois o sacrifício do antigo concerto era incompleto e apresenta a obra, missão e a supremacia de Jesus a todas as coisas.
3- Cartas Universais. Escritos para a igreja perseguida, tendo como objetivo o consolo da parte de Deus para os cristãos, e também apresentam instruções fundamentais para uma vida abençoada.
Consumação
O Apocalipse trata de Cristo consumando todas as coisas (SILVA, p.48). Parte que é composta por um único livro, o de Apocalipse. O versículo chave do livro encontra se em Apocalipse 1.19: “escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”. Logo, o livro está dividido em três partes: as coisas que tem visto (cap.1), as coisas que são (cap. 2,3) e as coisas que depois destas hão de acontecer (cap. 4-22).
Portanto, a Bíblia é Deus falando ao homem; é Deus falando através do homem; é Deus falando como homem; é Deus falando a favor do homem; mas é sempre Deus falando! (SILVA, p.20). Na oração sacerdotal o Senhor Jesus utilizou três conceitos teológicos críticos em um único versículo: verdade, santificação e a Palavra de Deus.
Referência:

SILVA, Antônio Gilberto da. Manual da Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A Igreja que cresce obedece à Grande Comissão

A Igreja que cresce obedece à Grande Comissão
Texto: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém (Mt 28.19,20).
A Igreja deve desenvolver três ações que são nítidas na Grande Comissão: a evangelização, o discipulado e o batismo. A Grande Comissão trata-se da ordenança do Senhor Jesus para com a Igreja, para que esta viesse a pregar o Evangelho, ensinar os novos convertidos, fazendo destes discípulos, e por fim, batizar em no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
A Grande Comissão fornece a força motriz das missões cristãs. Ela também nos lembra de uma realidade vital, Cristo tinha todo o poder (RICHARDS, p. 97).
Logo, a Grande Comissão é o mandamento da Igreja, mandamento nítido no texto original, fazei discípulos, termo que aparece no imperativo, isto é, uma ordem.
A Igreja que cresce evangeliza
Em Marcos está escrito, ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura (Mc 16.15), missão facilmente entendida que trata de uma ordem simples, autoritária, repetida, última ordem, que seria desenvolvida mediante a ação do Espírito Santo.
1- Exemplos na história de evangelização. Em todo o contexto histórico percebe-se que houve inúmeras pessoas dedicadas e compromissadas com a salvação de almas. Em destaque neste estudo: a Igreja primitiva, João Wesley e Moody.
a) A Igreja primitiva. Em poucos anos a Igreja primitiva conquistou o mundo da época, acredita-se que no segundo século muito milhões de almas tinham aceitado a Jesus como Salvador.
b) João Wesley. Sobre este grande pregador pode-se afirmar que um pastor prega em média cem vezes por ano, enquanto que João Wesley por cinquenta e quatro anos pregou setecentas e oitenta vezes e a maioria de seus sermões eram aprimorados enquanto ele montado a cavalo realizava as suas viagens.
c) Moody. Moody pode ser definido em sua missão evangelística pelas palavras de Orlando Boyer: um total de 500 mil preciosas almas ganhas para Cristo é o cálculo da colheita que Deus fez por intermédio de seu humilde sevo, Dwight Lyman Moody. R. A. Torrey, que o conheceu intimamente, considerava-o, com razão, o maior homem do século XIX, isto é, o homem mais usado por Deus para ganhar almas (p. 209).
2- Característica que proporcionam a mobilização da Igreja em ganhar almas. Há três características que proporcionam uma Igreja local a se especializar na evangelização das almas perdidas: primeira, a Igreja local é voltada para a Palavra; segunda, a Igreja desfruta a presença do Espírito Santo; e, terceira, a Igreja tem como missão alcançar o mundo para Cristo.
A Igreja tem que pensar-se no todo, como Noiva do Cordeiro, pois o crescimento da Igreja tem que ser universal, isto é, que a cada dia se acrescente o número de almas aos pés do Senhor Jesus Cristo.
A Igreja que cresce faz discípulos
Jesus institui ministros na Igreja para que haja edificação. Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores (Ef 4.11). Apóstolos conquistam e desbrava campos novos; profetas são grandes pregadores da Palavra que ganham almas e edificam a Igreja pela Palavra; evangelistas quando pioneiros abrem novos trabalhos, como pregadores ganham almas e como pastores instrui pela palavra a Igreja local; pastores são administradores da Igreja do Senhor Jesus e desenvolve em muitos lugares ministérios polivalentes, porém, o que todo pastor é um verdadeiro mestre que instrui as pessoas pela Palavra; e os mestres são pessoas sábias por e em Deus que expõe de maneira clara e eficaz os ensinos do Senhor.
Logo, uma Igreja é edificada se a mesma instrui os membros na Palavra.
Mas, na verdade, a Grande Comissão gira em torno do mais imperativo deles: fazer, discípulos. Fazer discípulos envolve três passos: ir, batizar e ensinar, principalmente os dois últimos (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 88).
Fazer discípulos se faz com o ensino da Palavra de Deus e é necessário que os líderes das Igrejas façam discípulos e assim a Igreja em pleno século XXI alcançará milhões para Jesus Cristo.
Fazer discípulo envolve confiar no outro, incentivar o outro, cooperar com o outro e acreditar no outro. Jesus chamou doze homens, sendo Ele o Mestre confiou naqueles homens, incentivou-os por meio do ministério particular, cooperou com as necessidades dos mesmos, e acreditou neles quando ninguém mais acreditaria.
A Igreja que cresce batiza
Após ganhar alguém para Cristo e preparar esta pessoa no conhecimento de Deus é necessário que esta pessoa seja conduzida ao batismo.
O batismo é realizado no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
O batismo aponta para a decisão de crer em Cristo. Quando uma pessoa cria em Cristo, ela deveria ser batizada; não há nenhum cristão no Novo Testamento que não tivesse sido batizado (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 88).
Todo poder foi outorgado a Cristo no Céu e na Terra, e este poder se manifesta à Igreja pelo intermédio do Espírito Santo. E quando a Igreja é obediente à Grande Comissão sinais e prodígios de Cristo se manifestam categoricamente no meio do povo. Portanto, como noiva do Cordeiro a Igreja deve ser obediente à Grande Comissão.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
BOYER. Orlando. Heróis da Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: O Socorro de Deus para livrar o seu povo

Subsídio para aula da E.B.D: O Socorro de Deus para livrar o seu povo
Conforme a verdade prática, Deus é fiel no cumprimento de todas as suas alianças e promessas. As promessas de Deus estão associadas e convalidam as alianças de Deus para com os homens, e estas podem ser divididas em condicionais e incondicionais.
Porém, prevalecem as alianças incondicionais de Deus para com o seu povo. Três alianças exemplificam esta verdade; aliança de Deus com Abraão, aliança com a palestina e aliança com Davi:
A de Abraão. É incondicional e perpétua. Confirma a promessa do Redentor. Abrange três posteridades: a de Ismael, puramente carnal; a de Israel, carnal e espiritual; a da Igreja, puramente espiritual.
A da Palestina é incondicional. Confirma a possessão da Terra Prometida aos descendentes de Abraão.
A de Davi. É incondicional. Assegura três coisas a Israel, como povo e nação: um trono, um reino, e um rei, tudo através de Cristo (SILVA, p.119).
I – PROVIDENCIA DE DEUS
Deus tem tudo no seu controle. José foi vendido por seus irmãos, isto para que José salvasse sua família; Ester chegou ao palácio de Assuero para que por meio dela Deus salvasse o seu povo. Logo, todas as coisas estão sobre o controle de Deus. E tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus.
A decisão de Vasti resultou em perca:
Edito real. Memucã urgiu o rei a tomar providencia imediatas contra Vasti. A rainha receberia o equivalente a um divórcio e seria rebaixada de sua posição privilegiada de esposa preferida do rei (ALLEN; RADMACHER; HOUSE, p. 771).
II – ESTER PALÁCIO DE ASSUERO
Neste tópico dois personagens aparecem em destaque que também são os destaques da história de todo o livro de Ester: Mardoqueu e Ester. E sobre o livro de Ester é necessário citar a seguinte frase de Matthews Henry:
Se o nome de Deus não aparece no livro, o dedo de Deus estava lá (apud, Cabral, p.122).
Mardoqueu apresenta as seguintes características: era temente a Deus, era um homem de fé e de profunda piedade espiritual.
Por possuir as características citadas Mardoqueu tinha mediante a fé em Deus a certeza que o Senhor estava no controle de todas as coisas, logo, este judeu desenvolveu a educação necessária para o amadurecimento de Ester, que de garota instruída se tornaria em rainha da pérsia.
Já sobre a personagem Ester, nota-se que ela era bonita, obediente aos ensinos e instruções recebidos de Mardoqueu. O seu nome hebraico era Hadassa que tem como significado murta, enquanto que Ester, nome persa, significa estrela. A murta é um tipo de planta que é mencionada seis vezes no Antigo Testamento (Ne 8.15; Is 41.19;55.13; Zc 1.8,10,11), sendo que os ramos da murteira era usados na ocasião da festa dos Tabernáculos.
III – A CRISE CHEGA PARA O POVO DE DEUS
Hamã conspira contra os judeus e tinha como plano conduzir todos, a morte, abrangendo os judeus de todas as idades e de todo o sexo. Porém, Deus tem tudo em seu controle, Ester estava no palácio para ser instrumento de Deus para o livramento do povo.
E do livramento de Deus para com os judeus surge à festa de Purim.
Purim é palavra que vem do assírio, puru, que indica um pedregulho apropriado para ser lançado como se fosse um dado, em sortilégios. Esse puru, pois, representa o destino. Hamã lançou sortes para ver qual seria o melhor dia para tentar destruir totalmente os judeus. Mas, Deus reverteu esse destino. Se, porventura, o livro só foi escrito na época dos Macabeus, então o seu propósito foi o de encorajar a fidelidade a Deus, em consideração a fidelidade histórica do Senhor (CHAMPLIN, p. 533).
Por fim, se aprende que Deus salva o seu povo quando nos dispomos a orar, jejuar e agir.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 2. São Paulo: Hagnos, 2014.

SILVA, Antônio Gilberto da. Manual da Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.