Deus é Fiel

Deus é Fiel

domingo, 20 de outubro de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: A Degeneração da Liderança Sacerdotal


A Degeneração da Liderança Sacerdotal
A verdade prática transmite a seguinte realidade: evitemos o pecado a todo custo, pois a sua prática leva-nos ao mais baixo nível espiritual e moral.
Pecado pode ser compreendido na prática em ser um relacionamento errado com Deus, com as outras pessoas, ou com o meio ambiente. O pecado expressa-se por meio de atitudes, ações, pensamentos ou palavras equivocadas. A Bíblia enfatiza que essa condição está profundamente enraizada na natureza humana e que só Deus é capaz de tirar a punição, o poder e a presença do pecado por intermédio da morte e ressurreição de Jesus Cristo (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, p.812).
A presente lição tem como objetivo geral:
Evitar o pecado a todo custo e viver uma vida santa.
E como objetivos específicos:
Destacar a degeneração dos filhos de Eli.
Pontuar a sentença do juízo de Deus.
Mostrar as consequências do pecado.
I – DA DEGENRAÇÃO DOS FILHOS DE ELI
Deus tinha um chamado específico na vida dos filhos de Eli, porém eles não valorizaram o que Deus lhes tinha outorgado. A desvalorização por parte do ser humano daquilo que se recebeu do Senhor, torna-se pecado.
Outro fator também decisivo foi à troca em que Hofni e Fineias fizeram, preferiram os prazeres da vida mundana, em rejeição a vida santa na presença do Senhor.
Os dois filhos de Eli tinham conhecimento de Deus, de sua santidade, das suas leis divinas, e que Ele deveria ser honrado e adorado, mantendo com Ele um relacionamento pessoal, o que não fizeram. Antes trataram com banalidades as coisas de Deus, procedimento que custará suas vidas (GOMES, 2019, p.74).
Logo, sobre eles veio à consequência assim como para toda a casa de Eli. O sacerdote Eli não cometeu pecado, porém o que se percebe é que ele não corrigiu os filhos como deveria, sendo assim tornou-se cúmplice dos erros cometidos por aquela geração.
Os danos do pecado sobre os indivíduos poderão ser inicialmente resumidos nas seguintes descrições:
Quebra da comunhão com Deus.
Separação do Criador.
Morte como sentença (GOMES, 2019, p.72).
II – SENTENÇA DO JUÍZO DE DEUS
O crescimento espiritual de Samuel ocorreu no período de crise ministerial por parte dos filhos de Eli. Enquanto Samuel servia ao Senhor com sinceridade e dedicação, o que leva a compreensão que ele desenvolveu todos os trabalhos na tenda, contrário de Hofni e Finéias que tratavam com desprezo as ofertas trazidas ao Senhor (1 Sm 2.17), faltando a eles temor, dedicação e sinceridade.
O pecado dos líderes determinou sentenças sobre a família, sendo elas:
Primeira sentença; não alcançarão a longevidade, Olhe! Está chegando o tempo em que eu matarei todos os moços da sua família e da família do seu pai para que nenhum homem da sua família chegue a ficar velho (1 Sm 2.31).
Segunda sentença; passarão dificuldades, você passará dificuldades e terá inveja de todas as coisas boas que vou dar ao povo de Israel (1 Sm 2.32).
Terceira sentença; ficará vivo apenas um descendente que também ficará cego e perderá toda esperança (1 Sm 2.33)
Quarta sentença; demais descendentes morrerão de morte violenta iniciando com Hofni e Finéias (1 Sm 2.33,34).
Quinta e última sentença; rejeição do sacerdote desta família que os outros descendentes que ficassem vivos pedirão comida, ação desenvolvida com imploração (1 Sm 2.36).
III – AS CONSEQUENCIAS DO PECADO
A hamartiologia (doutrina que estuda o pecado) resume as ações do pecado em três instancias: penalidade, poder e presença.
A penalidade do pecado é real na vida daqueles que não foram justificados em Cristo.
O poder do pecado é notável na vida daqueles que não se santificam em Jesus Cristo.
E a presença do pecado só perpetuará na vida daqueles que não serão glorificados com o Senhor Jesus Cristo.
Portanto, o presente tópico apresenta dois versículos que merecem bastante cautela: 1 João 5.16, pecados que são para morte, e Hebreus 10.26, pecados voluntários.
Os pecados que levam a morte correspondem com pecados praticados por pessoas que não se arrependem e teimam a permanecerem na prática errônea. Enquanto, o pecado voluntário corresponde ao pecado que é desenvolvido conscientemente. Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados (Hb 10.26).
E por fim, a blasfêmia contra o Espírito Santo também não é perdoável, pois corresponde a atitudes de pessoas que atribuem em serem as obras do Espírito Santo obras desenvolvidas por Satanás (Mt 12.31).
Referência:
GOMES, Osiel. O Governo Divino em mãos humanas, liderança do povo de Deus em 1º e 2º Samuel. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.
GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

A esposa virtuosa e a mulher vil


A esposa virtuosa e a mulher vil
O que acha uma mulher acha uma coisa boa e alcançou a benevolência do Senhor (Pv 18.22).
Salomão trabalha na sua narrativa o dualismo entre as características da mulher virtuosa em análise a mulher estranha. A mulher estranha nos escritos de Salomão corresponde com a mulher leviana que vive da prostituição, ou que é caracterizada pela infidelidade ao seu consorte.
Características da mulher virtuosa
Percebe-se que a mulher virtuosa é descrita em Provérbios com definições conceituais semelhantes que se difere em termos, mas que se assemelha na definição: mulher da mocidade (Pv 5.18), graciosa (Pv 11.16), formosa (Pv 11.22), virtuosa (Pv 12.4), sábia (Pv 14.1), e a mulher que teme ao Senhor (Pv 31.30).
1- Qualidades da Mulher virtuosa. A mulher virtuosa é diferenciada por duas qualidades: comportamento e sabedoria. O comportamento da mulher virtuosa é tido como respeitoso e admirado por todos. Já a sabedoria da mulher virtuosa é demonstrada no dia a dia por apresentar soluções às situações adversas.
2- Desperta respeito e confiança no marido. Os dois Ds que conduz o casamento ao fracasso são: desrespeito e desconfiança. Porém, a mulher virtuosa é respeitada pelo marido e também recebe do mesmo a confiança devida, pois a mulher virtuosa sabe desenvolver com sabedoria suas atividades quer sejam elas domésticas ou não.
Entre os vários tipos de esposas, seguem-se alguns exemplos:
Nervosa, vive gritando, não sabe escutar e nem conhece o momento ideal de falar (Pv 9.13;19.13;27.15). Fofoqueira, é conhecedora da vida de todos e é conhecida como o veículo móvel de comunicação da vizinhança por espalhar boatos. Ciumenta, não confia no esposo e possui ciúmes de todos que aproxima do seu cônjuge. Preguiçosa, não faz nada ou pouco dos deveres cabíveis a sua pessoa.
E por fim, a mulher ideal, que é fiel, firme, prudente, piedosa, amorosa, submissa e além de tudo conhece a Deus. Aqui está o exemplo de mulher virtuosa que é admirada.
3- As realizações da mulher virtuosa. As três maiores realizações da mulher virtuosa são: ser esposa, ser mãe e ser dona de casa. No ensino da bíblia não há proibição ao fato da mulher trabalhar fora da sua casa, porém, mesmo que ela seja executiva de uma grande empresa a mesma se sentirá realizada por ter um lar.
4- A mulher virtuosa alcança testemunho. O testemunho da mulher virtuosa é manifestado pelas suas obras. O testemunho de valor é concedido por terceiros e não pela própria pessoa. A mulher virtuosa não fala de si, porém, as suas obras dão testemunho do seu real valor.
A mulher leviana
Percebe-se que a mulher leviana é descrita em Provérbios com definições conceituais semelhantes que se difere em termos, mas que se assemelha na definição: mulher estranha (Pv 2.16), vil (Pv 6.24), alheia (Pv 6.29), adúltera (Pv 6.32), louca (Pv 9.13), e a mulher rixosa (Pv 19.13).
Por fim, a mulher vil prioriza a estética, é imoral, não teme a Deus e é desonrada. E por ser chamada de mulher rixosa pode ser comparada a mulher de Sócrates, o filósofo, que era chamada de Xantipa, que gritava, ralhava e então chorava e quase sempre conseguia impor a sua vontade, mas o filósofo assim pensava: seja como for, casa-te, se obtiveres uma boa mulher, então isso será muito bom. Se obtiveres uma mulher ruim, isso fará de ti um filósofo, e isso será bom (CHAMPLIN, 2000, p. 1126).
Referência:
CHAMPLIN, R,N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. São Paulo: Candeia, 2000.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: A Chamada Profética de Samuel


A Chamada Profética de Samuel
A verdade prática transmite a seguinte realidade: a verdadeira chamada divina capacita o crente fiel a ser um porta-voz autêntico da Palavra de Deus.
Há dois métodos descritivos do chamado de Deus na Bíblia Sagrada: o método direto e o método indireto.
O método direto corresponde à ação de Deus em chamar o ser humano de forma direta sem a utilização de circunstancias e nem tão pouco pelas habilidades naturais do próprio indivíduo. O chamado segundo este aspecto ocorre no Antigo Testamento e no Novo Testamento, e tem como exemplos: O chamado de Noé (Gn 6.8,9), Noé foi chamado por Deus para ser o elo da reconciliação entre o Senhor e a humanidade; o chamado de Isaías (Is 6.8), Isaías provou da justiça de Deus e por Deus foi vocacionado a exercer o ministério profético, sendo que o profeta Isaías atentou a seguinte interrogação Divina: a quem enviarei, e quem há de ir por nós? Respondendo da seguinte maneira: eis - me aqui, envia-me a mim; e outro exemplo a ser citado é o de Samuel que foi diretamente por Deus vocacionado ao santo ministério sacerdotal e profético (1 Sm 3.10).
Já o método indireto passa a ser o método em que há o envolvimento de pessoas e ou de circunstancias para o chamado de outro, exemplos: o chamado de José que foi chamado por meio da circunstancia econômica que sobreveio sobre a Terra, tornando de fato o salvador do Egito e no exercício do chamado José tornou-se o cumprimento da profecia a Abraão (Gn 15.13); e outro exemplo é o chamado de Josué que se tornou um grande líder porque o mesmo soube ser servo.
A presente lição tem como objetivo geral:
Conscientizar que Deus levanta profetas para a sua Igreja.
E como objetivos específicos:
Definir o profetismo em Israel.
Explicar o desenvolvimento do ministério de Samuel.
Analisar o ministério profético na atualidade.
I – DEFININDO O PROFETA EM ISRAEL
O profeta era o elo entre Deus e o homem, ou seja, o ministério profético corresponde à atividade de entregar a mensagem de Deus a quem lhe é direcionada. No Antigo Testamento a palavra de Deus foi direcionada a líder político (1 Sm 15.10-23), a líder religioso (1 Sm 2.27-36) e a profeta (1 Re 13.20-22) por meio do ministério profético.
Função do ministério profético. Sendo o profeta o elo entre Deus e o homem. A função do profeta era tornar conhecida a vontade de Deus. Sendo que para isto o profeta ouvia a voz de Deus e transmitia ao homem, portanto, a função do profeta se resume em: primeiro, ouvir a voz de Deus e em segundo transmitir.
Virtudes dos profetas. Virtude é à disposição de um indivíduo em praticar o bem e trata-se de hábitos constantes que proporcionam ao indivíduo uma vida bem-sucedida. Enfim, virtudes são nomeações de qualidades.
a) Submissão. A primeira qualidade analisada no ministério profético é a submissão. Um grande exemplo de submissão como qualidade é o profeta Eliseu. Em 2 Reis 3.11, encontramos a primeira obra realizada por Eliseu que foi lavar as mãos do profeta Elias. Eliseu reconheceu que um ministério bem-sucedido é construído sobre bases bem fortificadas, que são resumidas na palavra serviço. Servir é o passo inicial para receber a porção dobrada da Unção de Deus.
b) Coragem. Não temer. O profeta no seu ministério não poderá temer ameaças provindas de homens e nem mesmo do diabo. A coragem é fundamental para a concretização ministerial. Um grande exemplo de coragem é demonstrado no ministério profético de Natã (2 Sm 12.7-12) que não temeu ao rei Davi e entregou a mensagem Divina.
c) Dependência de Deus. Como terceira virtude, será notória no ministério e na vida dos profetas a dependência de Deus. De fato Deus chama, e aos chamados Deus capacita, aos capacitados Deus envia, aos enviados Deus supre as necessidades. E assim foi com os profetas. Homens dependentes de Deus em tudo: desde a vida civil (Os 1.2, Jr 16. 1,2) à alimentação (1 Re 17.9).
II – O DESENVOLVIMENTO DO MINISTÉRIO DE SAMUEL
O presente tópico trabalha com três pontos chaves: o crescimento profético, a formação profética e a disciplina de Samuel. Logo, crescimento, formação e disciplina são as palavras a serem observadas para a compreensão dos pontos centrais desta parte da revista.
Samuel crescia como profeta porque primeiramente se apegou com Deus, procurou não seguir o caminho exposto pelos filhos de Eli, mas andar na contramão, sendo ele mesmo um protesto, não se harmonizado com desobediência, imoralidade, iniquidade e avareza. Procedendo assim, tudo o que ele dizia, falava, se cumpria (1 Sm 9.6). Deus vela pela sua Palavra (Jr 1.12) e, quando o obreiro procura vive-la plenamente, honrá-la, seu crescimento é certo (GOMES, 2019, p.60).
Já a respeito da formação profética de Samuel compreende que ele teve como mentor, o sacerdote Eli, que direcionou Samuel a entender e a atender a voz de Deus.
 Referente à disciplina de Samuel entende que ele era obediente a regras para agir corretamente diante do Senhor. A disciplina permite a criação ou obediência a regras que outorgue limites que proporcionem o desenvolvimento de atitudes corretas.
III – O MINISTÉRIO PROFÉTICO NA ATUALIDADE
O dom de profecia corresponde com a mensagem verbal inspirada pelo Espírito Santo na língua conhecida pelo mensageiro e pelo destinatário. Sendo que a mensagem é divina.
Porém, a igreja deve ser ciente que há três tipos de profecia, conforme a origem: divina, carnal e diabólica.
A mensagem quando é de origem divina conforta, consola e edifica. Já a mensagem humana e a diabólica provocam no seio da comunidade confusão, não edifica e nem consola.
Há alguns erros que se refere ao dom da profecia, são eles:
Profecia utilizada como fonte guia da igreja.
Dom de profecia como um oráculo.
Dom de profecia como fonte de doutrina.
Porém, há pontos coerentes à Palavra de Deus no que tange a profecia, que são:
A igreja é guiada pelo Espírito Santo. O espírito Santo guia a igreja pela Bíblia e pela consciência do cristão. Há oficiais de Deus na terra para ensinarem a autêntica Palavra do Senhor.
Deus fala quando quer, logo não há necessidade de sair ao encontro de vasos para saber o que Deus manda.
Toda sã doutrina tem sua origem em Deus e está presente nos Escritos Sagrados.
Por fim, o Senhor Jesus continua a exercer o seu ministério profético por intermédio da igreja, isto quando se refere à missão profética da Igreja. Pois, a missão profética da Igreja está relacionada com os aspectos do ministério profético de Jesus que se manifestaram no ministério público de Jesus (ministério que corresponde a Jesus atendendo as necessidades de todos os homens) e também no ministério particular de Jesus (ministério em que Jesus atendeu as necessidades de seus discípulos). Porém, para que a mensagem pregada pela Igreja seja eficaz é necessário que a mesma proclame e revele o amor de Deus na vida dos cristãos.
Referência:
GOMES, Osiel. O Governo Divino em mãos humanas, liderança do povo de Deus em 1º e 2º Samuel. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: O Nascimento de um Líder Profético em Israel


O Nascimento de um Líder Profético em Israel
A verdade prática transmite a seguinte realidade: o surgimento de pessoas vocacionadas, como Samuel, pode ser o resultado da oração, consagração e ensino dos pais no lar.
A oração e o ensino são duas ferramentas importantes para a formação de novos líderes, logo é missão dos lares, assim como da igreja, orar para que Deus levante novos ceifeiros, pois a seara é grande.
A presente lição tem como objetivo geral:
Exortar que a família pode ser o ambiente propício para que Deus levante pessoas para sua obra.
E como objetivos específicos:
Elucidar o ambiente familiar de Samuel.
Esclarecer que Samuel foi fruto de oração.
Expor a dedicação de Samuel.
I – O AMBIENTE FAMILIAR DE SAMUEL
Algumas lições são apreendidas com a família de Samuel:
Primeira, a família de Samuel não era perfeita;
Segunda, lares para serem bem-sucedidos necessitam do desenvolvimento da prudência e da sabedoria;
E, a terceira lição corresponde com o dever da execução da adoração em família, pois se assim for executada proporcionará conquista em família.
Não há família perfeita, o que existe são famílias felizes que executam o chamado conforme a vontade de Deus, e como exemplo: Samuel se posicionou para exercer com eficiência e eficácia a vocação.
O homem que vai fazer a diferença na história de Israel não é somente um profeta, mas alguém que tem origem, boa formação familiar e espiritual, que desde cedo aprendeu a estar na casa do Senhor, por incentivo de seus pais, e, sob a tutela de Eli, aprendeu a servir como servo de Deus (GOMES, 2019, p.32).
Já a prudência e a sabedoria proporcionam a construção de um lar harmonioso.
A piedade da família torna-se notório na atitude de Elcana que em família palmilhavam em média 24 quilômetros para chegar a Siló, e ali cultuar a Deus com reverência e fidelidade.
II – SAMUEL: FRUTO DE ORAÇÃO
Ana se apresenta como modelo de integridade para os cristãos dos dias atuais, pois perante a sua rival Penina, Ana não se deixou levar pelo conflito, mas desenvolveu a atitude de um vencedor: exercer a humildade diante dos problemas, pois a humildade é a marca dos verdadeiros seguidores de Jesus.
Humildade é a ausência completa do orgulho. Sua origem vem do latim “húmus” que significa “filhos da terra”. Etimologicamente, humildade também deriva “homem” (homo) e “humanidade” (GABY & GABY, 2018, p. 149).
Portanto, humildade descreve a respeito daquele que vem de baixo (de quem é comum), de quem reconhece o seu papel e respeita o comando de outro (ou seja, é submisso aos superiores). Por fim, a humildade é atitude que deverá ser desenvolvida por todos os cristãos que se resume na seguinte descrição: servir e não ser servido.
Já a respeito da amargura em que Ana sofria compreende-se que em meio à angústia da alma, Ana buscou ao Senhor e não se deixou levar pela frustração e como conhecedora do Senhor ela se prostrou em oração e fez o seguinte voto caso fosse atendida: dedicar o seu filho a obra de Deus, como levita e nazireu.
III – A DEDICAÇÃO DE SAMUEL
O nascimento de Samuel foi à resposta de Deus para com a oração de Ana, logo o exercício ministerial sacerdotal de Samuel foi à confirmação fidedigna do voto de Ana em ser respondida por Deus, portanto, quando o pedido que originou um voto for realizado, é necessário o seu cumprimento (Ec 5.4).
Para concluir as palavras de Gomes:
Pelo nascimento de Samuel, um novo momento histórico se dará para a nação israelita, pois ele será um vaso comprometido com Deus para fazer a vontade divina (Ez 22.30).
O épico narrativo envolvendo a pessoa de Samuel serve como estímulo para os pastores da atualidade no sentido de que o sucesso na liderança depende do compromisso que o líder tem com Deus. É seu trabalho não mudar o povo, mas atiçar a consciência de cada um para que saia do estado de apatia espiritual rumo a uma vida cheia de fé (2019, p.27,28).
Referência:
GABY, Wagner Tadeu. GABY, Eliel dos Santos. As Parábolas de Jesus: As verdades e princípios divinos para uma vida abundante. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
GOMES, Osiel. O Governo Divino em mãos humanas, liderança do povo de Deus em 1º e 2º Samuel. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

Culto de Doutrina: Alcançando a vitória financeira


Alcançando a vitória financeira
Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho (Pv 3.9,10).
Prosperidade é a ação de Deus em prover na vida daqueles que creem. Sendo que na narrativa bíblica há quatro decretos divinos que descrevem a relação entre Deus e os homens, que são: criação, providência, restauração e consumação.
Portanto, a providência corresponde com a ação de Deus em cuidar dos seus. Verdade que é ratificada por Andrade ao escrever que prosperidade é:
Resolução tomada de antemão por Deus visando a consecução de seus planos e decretos, a preservação de quanto Ele criou e a salvação do ser humano. Acha-se a providência divina fundamentada nos atributos metafísicos e morais de Deus (p. 210).
Passos para alcançar a vitória financeira
Os passos para alcançar a prosperidade financeira é saber que esta é a vontade de Deus, segundo é compreender que para alcançar as promessas de Deus é necessário que ocorra ação (trabalho), e em terceiro, a vitória financeira está correlacionada com a obediência.
Sendo a prosperidade fruto da obediência, torna se necessário entender a doutrina bíblica da mordomia cristã, no que corresponde a fidelidade na devolução dos dízimos e na contribuição das ofertas.
Sendo que o dízimo foi instituído por Deus para que haja mantimento. Porém, o dízimo não foi instituído no período da lei, mas anterior a esta dispensação, pois no período dos patriarcas há registro da entrega dos dízimos (Gn 14.20).
O máximo sobre a instrução do dízimo está no fato em que o próprio Jesus ratificou a sua observância (Mt 23.23).
Porém, o texto áureo do tema dízimo permite compreender que há um mandamento, trazei todos os dízimos; um desafio, fazei prova de mim; e, também há uma promessa, se não abrir as janelas do céu (Ml 3.10).
A alma generosa prosperará (Pv 11.24,25)
A generosidade corresponde com a ação daquele que contribui bondade, e que também corresponde com a gratidão de alguém por outro. Ser generoso na obra do Senhor é liberar, pois esta é a chave para que haja o aumento, enquanto que o reter é a condução para a pobreza. A generosidade deverá ser executada para com os pobres e para os que estão no labor da ceara.
A generosidade para com os pobres consiste na distribuição de bens que auxilie na solução da pobreza dos que estão sofrendo financeiramente. Lembrando que Deus governa a natureza criada com provimentos necessários para o suprimento das necessidades da obra criada, logo a prosperidade dos cristãos corresponde com a ação divina em usar os crentes para serem bênçãos na vida daqueles que estão desprovidos (Pv 11.24-26).
Lembrando que:
Tratar bem os pobres é criar possibilidades de ser recompensado pelo Senhor (Pv 19.17).
Tampar os ouvidos ao clamor dos pobres é deixar de ser ouvido (Pv 21.13).
Ser generoso para com os pobres em repartir o pão, outorga bênçãos (Pv 22.9).
Outorgar aos pobres é não passar por necessidades (Pv 28.27).
Entretanto, ser generoso para com aqueles que militam é cuidar daqueles que se entregaram ao santo ofício (2 Co 9.8-10).
Por fim, o que generosamente e sem relutância no coração outorgar aos pobres, abençoado será em todo o trabalho e em tudo que puser a mão (Dt 15.10).
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Culto de Doutrina: O que ganha almas sábio é


O que ganha almas sábio é
Uma pessoa correta traz bênçãos para a vida dos outros; quem aumenta o número de amigos é sábio (Pv 11.30).
Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje percebe-se dois pontos fundamentais referentes à vida dos servos do Senhor: primeiro, uma pessoa correta é transmissora de bênçãos; e, em segundo, a pessoa sábia aumenta o número de amigos. Porém, o texto sempre é utilizado para desenvolver uma análise evangelística, sendo este o objetivo desta observação Bíblica. Pois, o presente texto permite compreender que os israelitas na Antiga Aliança possuíam uma missão centrípeta, isto é, as nações deveriam ir até os israelitas, sendo que na Nova Aliança a missão da igreja é centrífuga, isto é, a igreja vai ao encontro das nações.
Missão de Israel
A missão de Israel era centrípeta, o que se relaciona com a missão do sacerdote, em que os sacerdotes eram intermediários entre os que necessitavam da salvação e a pessoa de Deus.
Portanto, por meio do reino sacerdotal a nação israelita teria a eficiência para conduzir as pessoas até o Senhor, proporcionando salvação e libertação na pessoa do Deus amoroso.
A vida santa dos israelitas permitiria a aproximação dos demais povos até a presença do Senhor, logo era necessário que os israelitas se conservassem em conformidade com Deus em ouvir a voz do Senhor, guardar o concerto, tornando-se assim propriedade peculiar, reino sacerdotal e povo santo (Êx 19.5,6).
Missão da Igreja
Missão centrífuga corresponde ao ato de ir ao encontro dos necessitados. Ao exercer o ministério sacerdotal a Igreja trabalhará na reconciliação do pecador, no exercício do sacrifício, e na prática diária da intercessão.
1- A missão sacerdotal da igreja: na reconciliação do pecador. A função sacerdotal da igreja é diferente da missão sacerdotal de Jesus Cristo. A missão da Igreja tem como objetivo reconciliar o homem pecador com Deus que é Santo.
Quando a igreja exerce a sua missão evangelizadora a mesma estará exercendo a missão sacerdotal de reconciliar o pecador com Deus que é Santo.
2- A missão sacerdotal da igreja: no sacrifício. Também, é missão da igreja como sacerdócio de Jesus Cristo oferecer os corpos como sacrifício vivo (Rm 12.1).
3- A missão sacerdotal da igreja: na intercessão. É da responsabilidade da igreja interceder por todos os homens (1 Tm 2.1,2). Porém, o Espírito Santo conduz o crente a orar da maneira que convém (Rm 8.26) fazendo com que as orações sejam respondidas.
É necessário ganhar almas
Em suma, existem razões para que os cristãos venham a ganhar almas, assim como há motivos que motivam a participação dos cristãos na evangelização.
1- Há quatro razões que explicam o motivo da evangelização que resulta com a salvação de almas. A evangelização é um mandamento de Jesus (Mt 28.19), é a maior expressão de amor da Igreja (2 Tm 4.2), o mundo jaz no maligno (1 Jo 5.19), e porque Jesus em breve virá (Jo 14.1-3).
2- Motivos que motivam a evangelização. Para compreender os motivos que motivam a participação dos crentes à evangelização é necessário citar à situação crítica que se encontra a humanidade, que conforme o saudoso pastor Valdir Bícego, esta situação se resume na palavra crise.
2.1- Crise moral. Divórcio, previsão sexual, orgia, pornografia e drogas.
2.2- Crise social. Violência, fome e flagelos, assim como a falta de moradia e a falta de recursos para educação.
2.3- Crise econômica. Inflação, desemprego, concordatas e falências.
2.4- Crise política. Guerras, altos investimentos em armamentos, instabilidades, indefinições e escândalos.
2.5- Crise religiosa. Disseminação de seitas e grupos religiosos. O mundo já conta com milhares de religiões. Na época em que Jesus estava exercendo seu ministério terreno já havia muitas religiões, e foi a respeito delas que o Mestre disse: todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores (BÍCEGO, p.25,26).
Por fim, conforme a narrativa da Bíblia Sagrada, sábio é aquele que ganha almas para o Senhor. Logo, é dever de cada cristão ganhar almas para Cristo Jesus.
Referência:
BÍCEGO, Valdir. Manual de Evangelização, aprendendo a ganhar almas para Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: Conhecendo os dois livros de Samuel


Conhecendo os dois livros de Samuel
Mais um trimestre para honra e glória do Senhor, e também para a edificação da Igreja de Jesus Cristo, sendo que as Lições Bíblicas deste trimestre terão como tema central: O Governo Divino em mãos humanas: liderança do povo de Deus em 1º e 2º Samuel.
A primeira lição tem como texto áureo: E disse ela: Ache a tua serva graça em teus olhos. Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste (1 Sm 1.18).
E tem como objetivo geral:
Expor a introdução aos livros de Samuel.
E como objetivos específicos:
Apresentar o contexto histórico de 1 e 2 Samuel.
Pontuar a autoria e data de 1 e 2 Samuel.
Explicar a teologia dos livros de Samuel.
Apontar Samuel como o divisor de águas em Israel.
I – CONTEXTO HISTÓRICO DE 1 E 2 SAMUEL
Os dois livros narram a história de Israel, desde os últimos anos do período dos Juízes até os últimos dias do governo de Davi. Cronologicamente abrange 130 ou 140 anos de narrativa bíblica, demonstrando o valor histórico, assim como o valor teológico para a compreensão da ação divina em prol de seu povo em ratificar as promessas feitas aos patriarcas, que nestas obras, a promessa também será reafirmada a pessoa de Davi. Com a descrição de firmar: um reino, um trono e um rei (Este Rei corresponde ao Senhor Jesus Cristo).
As obras em apreço também apresentam três grandes personagens: Samuel, Saul e Davi.
Com Samuel, aprendemos que o crescimento e a estabilidade do nosso ministério dependem de nosso servir com obediência e sinceridade, ser verdadeiro no falar (1 Sm 3.19-21). Com o rei Saul, aprendemos que podemos estar vulneráveis a forças demoníacas, entre outros transtornos, quando não confiarmos em Deus, quando nos deixamos levar pela sede de poder. Seu insucesso resultou da não obediência à voz divina (1 Sm 14.26). Já com Davi, aprendemos que podemos perder grandes privilégios ao nos envolvermos com o pecado. Esse procedimento quase lhe custou a vida e o trono (GOMES,2019, p. 13).
Por fim, os livros deixa para os leitores da modernidade uma importante lição: obedecer é melhor que do que o sacrificar (1 Sm 15.22).
II – AUTORIA E DATA
A pesar de haver questionamento a respeito da autoria das obras, a tradição judaica, assim como a cristã outorga a Samuel a autoria dos capítulos 1 ao 24 do primeiro livro e dos demais capítulos como do segundo livro aos personagens Natã e Gade.
É notável que Samuel tem destaque não somente por ser profeta e escritor, mas, sim, porque através dele foi que se deu a ação da unção dos primeiros dois reis de Israel por ordem do Senhor, o que prosseguirá com outros profetas, culminando com o ato solene de João Batista ungir a Jesus Cristo como uma consequência profética (Mt 3.14-16) – (GOMES, 2019, p.9,10).
Já a situação espiritual do período é caracterizada pela idolatria e imoralidade no período do sacerdote Eli; pela não continuidade do temor do povo para com Deus na alternância das lideranças; fato que só se corroborou no governo de Davi que se apresentou forte, sendo que o segredo da força de Davi estava em buscar socorro em Deus.
III – A TEOLOGIA NOS LIVROS DE SAMUEL
Três são os principais pontos teológicos dos livros em apreço: a soberania divina, o pecado e o pacto dravídico.
A soberania divina corresponde com a liberdade e habilidade de Deus em fazer tudo que deseja e que, também corresponde com o reino do Senhor sobre toda a obra criada. Os decretos do Senhor permite que os cristãos aprendam que Deus é soberano sobre tudo e sobre todos.
Sobre o pecado como doutrina presente no livro se aprende:
As consequências dos pecados dos filhos de Eli.
O erro de Saul em buscar orientação com a feiticeira (1 Sm 28.6).
As consequências dos pecados de Davi. Mesmo que Deus usou de misericórdia e graça para com Davi, perdoando seus pecados quando foram confessados (2 Sm 12.13), porém as consequências foram sérias e inevitáveis: ele teve que arcar com todas e de maneira caríssima (GOMES, 2019, p.21).
Por fim, o pacto de Deus para com Davi abrange o reino de Jesus, linhagem eterna; firmeza do trono, confirmada a sucessão no trono por descendentes de Davi; e, um rei eterno, isto é, o Rei Jesus.
IV – SAMUEL: O DIVISOR DE ÁGUAS
O nome Samuel tem como significado, o nome de Deus. Personagem bíblico que foi fundamental na transição do período dos juízes para a monarquia, que em seu ministério sacerdotal proporcionou a unidade do povo. Exerceu o ministério profético, sacerdotal e desenvolveu a atividade de um grande juiz, sendo o último juiz da narrativa histórica do povo de Israel.
Portanto, com uma vida cedida à vontade de Deus, Samuel ensina à igreja do Senhor Jesus a confiar em Deus e a depender da ação divina em qualquer circunstância.    
Referência:
GOMES, Osiel. O Governo Divino em mãos humanas, liderança do povo de Deus em 1º e 2º Samuel. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.