Deus é Fiel

Deus é Fiel

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Subsídio para aulas da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – Quando a chamada de Deus não faz diferença: os filhos de Eli

 

Subsídio para aulas da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – Quando a chamada de Deus não faz diferença: os filhos de Eli

A Síntese da lição em apreço permite compreender que Manter a vocação dada por Deus é um desafio diário, que não pode ser considerado como de pouca importância.

Sendo que o Texto do Dia permite compreender que:

[...] Como descendentes, a família de Eli se beneficiou da promessa que Deus fizera a Arão e a seus filhos de que eles seriam sacerdotes para sempre (Êx 29.9).

Porém, agora, diz o Senhor: Longe de mim tal coisa. Eli representa outro exemplo de homem de Deus nas Escrituras que não alcançou êxito na tarefa de ser pai (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 459).



A presente lição tem como objetivos:

Refletir a respeito da chamada sacerdotal que foi esquecida pelos filhos de Eli.

Mostrar o desprezo que os filhos de Eli tinham pelas coisas de Deus.

Conhecer a respeito das consequências de se desprezar a Deus.

I – A CHAMADA SACERDOTAL ESQUECIDA

O contexto histórico em que se passa a narrativa Bíblica referente à família de Eli corresponde com o Período Bíblico dos Juízes. Período em que não existia rei sobre Israel.

Hofni e Fineias foram instruídos desde a infância a servirem a Deus no serviço sacerdotal. As instruções perpassavam por práticas diárias que eram presenciadas pelos filhos de Eli, porém no decorrer do exercício do ministério eles não souberam proceder conforme os princípios que Deus requeria por parte dos sacerdotes.

Fator que pode ser categoricamente explicado por ser:

A liturgia que eles exerciam não vinha do coração, mas do costume que tinham aprendido com o seu pai, Eli. Quando a Lei de Deus não está no coração da pessoa, é difícil convencê-la de que os seus atos terão a devida retribuição (COELHO, 2020, p. 38).

O que faltou para com Hofni e Fineias foi à obtenção da proximidade para com Deus, isto é, eles não desfrutaram da intimidade para com Deus. Sem intimidade com Deus não há possibilidade de que aqueles que querem ser bem-sucedidos no ministério exerçam eficazmente o serviço ao Senhor.

Os filhos de Eli tornaram-se conhecidos como filhos de Belial. A expressão filhos de Belial aqui significa pessoas más, de nenhum valor (1 Sm 30.22). [Os filhos de Eli, apesar de terem acesso à Lei e servirem no tabernáculo] Não conheciam o Senhor. Eles não possuíam qualquer conhecimento (hb. Yada`) íntimo e pessoal de Deus (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 458).

II – O DESPREZO PARA COM AS COISAS DE DEUS

Três atitudes de Hofni e Fineias chamam bastante atenção:

Desrespeitavam a oferta ao Senhor;

Eram violentos;

E, se destacavam também por serem imorais.

Atitudes que podem ser comparadas a três ações pecaminosas praticadas por obreiros na atualidade.

Enquanto os filhos de Eli desrespeitavam a oferta do Senhor, há obreiros na atualidade que por amor ao dinheiro se distanciam de Deus e dos planos de Deus.

Assim como os filhos de Eli eram violentos, há obreiros que por causa do poder praticam atos gananciosos contra os membros das igrejas locais, assim como também para com pessoas descrentes.

Por fim, Hofni e Fineias praticavam atos imorais. Na atualidade há obreiros que praticam atos sexuais antes e foram do casamento, atitude que não é agradável ao Senhor.

III – CONSEQUENCIA DE SE DESPREZAR A DEUS

As consequências das práticas pecaminosas de Hofni e Fineias se dividem em consequências pessoais e gerais.

As pessoais correspondem para com os próprios indivíduos pecaminosos, pois eles perderam a vida. A vida no presente texto está associada com a descrição literal, ou seja, eles morreram.

Já no que correspondem as consequências gerais nota-se que elas se dividem em consequências para com a nação, Israel perdeu a guerra para os filisteus; e, também corresponde à consequências abrangentes para com o desprezo de Deus ao ministério sacerdotal daquela família, pois Deus chama Samuel para o ministério sacerdotal.

Por fim, Que possamos, com base neste capítulo, ser pessoas mais gratas a Deus pelas oportunidades que recebemos e jamais desprezar a graça de servi-lo (COELHO, 2020, p. 45).

Referência

COLEHO, Alexandre. Os Bons e Maus exemplos: aprendendo com homens e mulheres da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

domingo, 11 de outubro de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: Jó e a Realidade de Satanás

 

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: Jó e a Realidade de Satanás

A verdade prática permite compreender que Segundo as Escrituras, Satanás é um ser real, portador de personalidade e só o venceremos com as armas espirituais.



Com base na descrição da verdade prática, conclui-se que:

Satanás é um ser real.

Satanás possui personalidade.

As armas espirituais são os meios eficazes para vencer a Satanás.

A respeito do Texto Áureo pode compreender que:

[...] as evidências internas do texto do livro de Jó mostram alguns atributos de Satanás que o expõem como um ser dotado de personalidade. Além do fato de ser espiritual, capaz de agir sobrenaturalmente (Jó 1.7), Satanás, por exemplo, também demonstra ser possuidor de inteligência e conhecimento (1.7;9). Ele demonstra conhecer Jó e a sua forma de comporta-se (1.7) bem como se mostra capaz de argumentar com Deus (1.9). Essas mesmas características são demonstradas por Satanás quando tentou a Cristo. Ele sabia, por exemplo, quem era Jesus e foi capaz de argumentar com Ele (Mt 4.1-11). O Diabo do livro de Jó e o do Novo Testamento são, portanto, a mesma pessoa (GONÇALVES, 2020, p. 43).

Lembrando que a presente lição tem como objetivo geral: Destacar que Satanás não é um ser autoexistente, mas criado; e que sua ação não se sobrepõe a soberania de Deus.

E como objetivos específicos:

Explicar que o Livro de Jó não procura explicar a origem de Satanás, mas que seus atributos revelam quem ele é.

Afirmar que as obras do Diabo são visíveis e que o Livro de Jó revela sua natureza maligna.

Sublinhar o ocaso do Diabo, isto é, seus intentos sobre Jó não foram alcançados.

I – O LIVRO DE JÓ E A NATUREZA DE SATANÁS

Sobre a origem de Satanás compreende-se que ele foi criado como anjo de Deus, de exalada posição e ordem, possuidor de grande beleza e resplendor pessoais, dotado de poder e sabedoria superiores, até que a iniquidade foi achada nele, quando procurou tomar a posição e as prerrogativas pertencentes a Deus (BANCROFT, 2006, p. 303).

No que se refere a Satanás possuir personalidade percebe-se que:

Ele fala e possui capacidade argumentativa (1.9-11).

Ele possui conhecimento, pois ele conhecia a vida de Jó (1.10).

E além de tudo Satanás é perspicaz (Ef 6.11).

E tendo como base Efésios 6.11 conclui se que Deus é a proteção do cristão contra o mal e o maligno. Paulo usou a armadura usada pelo soldado romano em combate como uma alegoria da proteção espiritual que o cristão desfruta, tendo a salvação, a justiça, o evangelho e a Palavra, a fé, a paz como poderosas armas à sua disposição para combater o bom combate e vencer (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.514).

II – O LIVRO DE JÓ E AS OBRAS DE SATANÁS

Conforme o tópico em apreço Satanás age provocando dor e sofrimento aos seres humanos, assim como ele acusa e tenta. Sendo que pelos nomes em que Satanás é descrito na Escritura percebe-se, as ações malignas desenvolvidas pelo mesmo.

O termo satanás tem como significado adversário que tem como ação acusar os que são fiéis a Deus, e o termo diabo significa caluniador.

Para Bancroft ao observar a posição de satanás e as suas obras, perceber-se que há pontos característicos da ação do mal.

A respeito da posição de satanás percebe-se que:

Ele é o príncipe da potestade do ar (Ef 2.2).

Príncipe deste mundo (Jo 14.30).

O deus deste século (2 Co 4.4).

Já no que se refere às obras de satanás se destacam:

Deu origem ao pecado tanto no universo como na raça humana (Ez 28.15; Gn 3.13).

Causa sofrimentos (At 10.38).

Causa a morte (Hb 2.14).

Atrai ao mal (1 Ts 3.5).

Inspira pensamentos e propósitos iníquos (Jo 13.2).

E dentre outros, apossa-se dos homens (Jo 13.27). (BANCROF, 2006, pp. 305 a 308).

III – O LIVRO DE JÓ E O OCASO DE SATANÁS

A vitória de Jó foi categoricamente à derrota para Satanás. O segredo para ser vitorioso pode ser descrito nas palavras de Tiago: Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós (Tg 4.7).

[...] Na sequência, Tiago relaciona que o Diabo procura de todas as formas atrapalhar para que não nos sujeitemos à vontade de Deus. Porém, se resistirmos às suas sugestões, afirma o apóstolo, ele fugirá de nós. Ou seja, a melhor forma de mantermos o Diabo afastado de nós é nos sujeitarmos à vontade de Deus (DANIEL, p. 122).

Verdade que se torna perceptível na vida de Jó, pois ele continuou sujeito à vontade de Deus e alcançou o testemunho corroborativo do Senhor no final da prova de que era: reto e temente (Jó 42.7,8).

Referência:

BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.

COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Fé e Obras, ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

GONÇALVES. José. A fragilidade humana e a Soberania Divina: O sofrimento e a restauração de Jó. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Subsídio para aulas da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens: Débora – Fazendo a diferença em ações e palavras

 

Subsídio para aulas da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens: Débora – Fazendo a diferença em ações e palavras

A Síntese da lição em apreço permite compreender que Para o povo de Israel, a liberdade algumas vezes veio por meio de oração, passos de fé, apoio mútuo e coragem.

Sendo que o Texto do Dia permite compreender que:

Esta foi uma mensagem bem direta e objetiva. Deus ouviu a oração do seu povo e, na sua soberania, escolheu Baraque para ir à guerra em nome do Senhor (COELHO, 2020, p. 30).



A presente lição tem como objetivos:

Refletir a respeito da rebeldia de Israel no tempo dos juízes.

Mostrar que Débora era uma mulher com dons e valores.

Explicar a vitória que Deus trouxe a Israel mediante o trabalho de Débora.

I – ISRAEL E A VELHA REBELDIA EM UMA NOVA TERRA

O presente tópico outorga saberes referentes ao Período dos Juízes. Sendo que o Período dos juízes é anterior ao Período da Monarquia, ou seja, o período dos reis (Jz 17.6), pois naqueles dias não havia rei em Israel e cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos.

Os juízes mais conhecidos são: Débora, Gideão, Jefté e Sansão.

Neste período o tema é: o povo serve a outros deuses, Deus entrega o povo a outros povos, o povo volta para Deus e Deus suscita um Juiz.

O povo serve a outros deuses. No período anterior mesmo sendo o momento histórico conhecido como o da conquista de Canaã os israelitas não conseguiram eliminar os seus inimigos e com isto tiveram que conviver com cananeus, filisteus e demais povos pagãos. Tais povos não requeriam dos israelitas o abandono de Deus, porém influenciavam os israelitas a práticas politeístas e como consequência a nação eleita deixava de servir a Deus e serviam a Baal e a Astarote (Jz 2.13). Baal era o principal deus adorado pelos cananeus, era considerado o deus da fertilidade, da chuva e da vegetação, enquanto Astarote era a deusa da guerra e da fertilidade e mulher de Baal. O culto a Baal envolvia o sacrifício de crianças (2 Re 21.3-6).

Deus entrega o povo a outros povos. A primeira opressão foi de oito anos cuja submissão foi aos mesopotâmios (Jz 3.7-11). Já a segunda submissão foi de dezoito anos e aos moabitas (Jz 3.12-21), em seguida de vinte anos aos cananeus (Jz 4-5), em seguida por sete anos pelos midianitas (Jz 6.1-10.15) e a quinta opressão a Israel foi por parte dos amonitas e filisteus (Jz 10-12). Este último povo só foi vencido nos dias de Davi.

O povo volta para Deus. A prática do pecado de idolatria conduzia os israelitas à opressão seguida de tristeza e dor. Em tal situação a nação israelita gemia (Jz 2.18). O povo de Israel voltava para Deus por vivenciar o caos de ser submetidos por nações vizinhas. Em meio a suas aflições os israelitas clamavam a Deus e se arrependiam da apostasia (Jz 2. 15,18).

Deus suscita um Juiz. O juiz era um homem ou uma mulher escolhido por Deus, qualificado por meio da vocação mediante o poder da presença de Deus em seu ministério (Jz 2.18; 6.16), possuía autoridade em sua missão (Jz 6.14), e além de tudo era sobrenaturalmente revestido de poder do Espírito Santo de Deus (Jz 3.10).

II – UMA MULHER COM DONS E VALORES

Os dons práticos que são notáveis na pessoa de Débora correspondem com a profecia e a liderança. Débora era profetisa, fato que permite compreender que o ofício profético não se restringiu aos homens. Débora era uma mulher que recebia os oráculos de Deus e, por meio desses oráculos, representava o Senhor e era usada por Ele (COELHO, 2020, p. 29).

No que corresponde à liderança Débora é descrita como juíza. Pois, ela julgava as demandas trazidas do povo até a sua presença (Jz 4.4,5). Por meio da função de juíza, Débora exercia liderança ao povo de Israel, isto é, ela direcionava a nação a permanecer firme e fiel ao Senhor.

Como líder, fez a diferença espiritual em um ambiente carente de iniciativas de retorno à fé no Deus vivo. Como profetisa, recebeu do Senhor a orientação necessária para falar com Baraque e motivá-lo à batalha contra os opressores do povo de Deus. Como mulher temente a Deus, foi com Baraque à guerra. Ela sabia que a sua presença no campo de batalha era um incentivo a Baraque e aos 10 mil homens que o acompanhavam (COELHO, 2020, p. 34).

O valor que se destaca na pessoa de Débora é a coragem. Enquanto Baraque apresentou confiança na pessoa de Débora. A juíza não temeu, mas se prontificou a ir ao campo de batalha.

A presença dela no campo de combate trouxe segurança a Baraque, que se sentiu motivado a obedecer ao Senhor e a ver o que o Eterno faria. Mais do que falar, Débora mostrou-se ser uma mulher de ação (COELHO, 2020, p. 32).

III – A VITÓRIA QUE DEUS TROUXE

A vitória dos israelitas se iniciou quando o povo clamou ao Senhor. A vitória foi outorgada por Deus, pois a batalha não era do povo em si, mas a batalha era do Senhor. Fato que permite compreender a narrativa de Flávio Josefo que descreve a ação sobrenatural de Deus em conduzir os israelitas à vitória:

[...] Nesse momento, viu-se cair uma forte chuva com granizo. O vento impelia-a com tanta violência contra o rosto dos cananeus que os arqueiros e fundibulários não podiam servir nem dos arcos nem das fundas, e os que estavam armados mais pesadamente tampouco podiam usar suas espadas, tão enregelados estavam pelo frio. Os israelitas, ao contrário, tendo a tempestade pelas costas, não eram incomodados por ela e ainda sentiam redobrada coragem, vendo nela um sinal visível do auxílio divino (apud, COELHO, 2020, p. 32).

Referência

COLEHO, Alexandre. Os Bons e Maus exemplos: aprendendo com homens e mulheres da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

A Ressurreição de Jesus

 

A Ressurreição de Jesus

Texto: 1- E, passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo.

2- E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol.

3- E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro?

4- E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande.

5- E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida, branca; e ficaram espantadas.

6- Ele, porém, disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram.

7- Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis, como ele vos disse.

8- E, saindo elas apressadamente, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e assombro; e nada diziam a ninguém porque temiam.

 9- E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.

10- E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando (Mc 16.1-10).

O termo ressurreição significa “volta miraculosa à vida”. E no contexto Sagrado há três tipos de ressurreição: ressurreição de mortos, ressurreição dentre os mortos e ressurreição dos mortos.



Porém, no que se trata da ressurreição do Senhor Jesus percebe-se que o tipo de ressurreição que corresponde a do Mestre é a ressurreição dentre os mortos, isto porque neste tipo de ressurreição os ressurretos, não verão mais a morte nem física e nem a morte eterna, e pela ordem este tipo encontram-se assim distribuída:

A ressurreição do Senhor Jesus (1 Co 15.23).

Os que ressuscitarão no momento do arrebatamento da Igreja (1 Co 15.23,24).

As duas testemunhas (Ap 11.11,12).

E a ressurreição dos mártires no período da grande tribulação (Ap 20.4).

A respeito da ressurreição de Jesus há cinco provas que merecem atenção por parte da Igreja para que os cristãos mantenham viva a esperança.

O sepulcro vazio

A primeira prova da ressurreição do Messias é o sepulcro vazio “mas ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus” (Jo 20.1-8).

A pedra que estava no sepulcro pesava em média duas toneladas e possuía o selo romano, fato que impedia a qualquer um de tocar na pedra. A pedra foi removida e o sepulcro ficou vazio.

As aparições do Messias

A segunda prova da ressurreição de Jesus corresponde com as aparições, e destas, lições maravilhosas podem ser efetuados para o enlevo espiritual da noiva de Cristo.

Jesus apareceu a Maria – aparição que descreve Jesus como consolador (Mc 16.9; Jo 20.15).

Jesus apareceu às mulheres – aparição que descreve Jesus como restaurador da alegria (Mt 28.8).

Jesus apareceu ao apóstolo Pedro – aparição que descreve Jesus como restaurador (Lc 24.34).

Jesus apareceu aos dez discípulos – aparição que descreve Jesus como doador da paz (Jo 20.19-26).

Jesus apareceu a dois discípulos no caminho para Emaús – aparição que descreve Jesus como instrutor (Lc 24.32).

Jesus apareceu aos onze apóstolos – aparição que descreve Jesus como confirmador da fé (Jo 20.28).

Jesus apareceu aos apóstolos Pedro e João – aparição que descreve Jesus como interessado nas atividades da vida (Jo 21.21).

E por fim, Jesus apareceu aos quinhentos – aparição que descreve Jesus com total autoridade (At 1.9).

Os discípulos foram transformados

Pedro agia por impulso, porém após a ressurreição de Jesus o apóstolo passou a pensar conforme o querer do Espírito Santo. Logo esta é mais uma prova da ressurreição de Jesus. Pois, Jesus transforma pessoas.

A mudança do dia de descanso

Na Antiga Aliança o sábado era o dia em que as atividades religiosas eram realizadas, porém com a ressurreição de Jesus os discípulos não mais observaram o sábado como dia santo, mas utilizaram do domingo para as principais celebrações da Igreja (At 20.7).

A existência da igreja

A igreja existe não por ser uma organização perfeita, mas porque Jesus ressuscitou dos mortos. O trabalho do Senhor Jesus continua a ser realizado na terra, sendo que esta atividade nos dias atuais é desenvolvida pela Igreja, portanto porque Jesus vive a Igreja continua.

Jesus ressurreto é a prova na qual todas as nações haviam de ser abençoadas, sendo também, a confirmação da promessa feita aos fieis da Antiga Aliança. Portanto, o cristianismo é a única religião que apresenta provas históricas que confirmam suas mensagens.

domingo, 4 de outubro de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: Quem era Jó

 

Quem era Jó

A verdade prática permite compreender que Quem zela por um caráter irrepreensível obtém testemunho acerca de sua integridade.



Com base na descrição da verdade prática, conclui-se que:

Há pessoas (cristãos) que zelam por um caráter irrepreensível.

Os que assim zelam obtém testemunho acerca de sua integridade.

A respeito do Texto Áureo pode compreender que:

Quando o autor faz a sua narrativa sobre a história de Jó, o nome Jó já se havia transformado numa verdadeira lenda! Jó tornara-se admirado, celebrado e reverenciado. Jó não era, portanto, uma lenda no sentido de uma ficção historicizada, mas, sim, registro da história de um homem, cujo caráter deu a ele fama e prestígio (GONÇALVES, 2020, p. 28,29).

Lembrando que a presente lição tem como objetivo geral: Demonstrar que Jó foi um homem rico, mas que diferente dos demais tinha um caráter íntegro.

E como objetivos específicos:

Mencionar que Jó procurou viver de forma íntegra e justa.

Citar a prosperidade de Jó como consequência do favor de Deus.

Destacar a piedade pessoal de Jó como modelo para os crentes.

I – UM HOMEM DE CARÁTER IRRETOCÁVEL

O primeiro versículo do livro de Jó apresenta quatro características que define o caráter do patriarca Jó: homem íntegro, homem reto, homem temente a Deus, e por fim, homem que se desviava do mal.

O termo caráter no grego χαρακτήρ, significa reprodução ou representação. Corresponde a uma ferramenta para gravação, isto é, uma coisa estampada, cunhada, ou seja, uma marca, ou sinal de distinção. Portanto, o testemunho que Jó alcançou de Deus veio da demonstração de seu caráter diante da presença do Senhor.

Caráter é a qualidade inerente a um indivíduo e corresponde com o temperamento próprio e a índole de cada pessoa. Pois, caráter significa:

Ter um comprometimento com um conjunto de valores sem comprometer-se... Ser dedicado a um conjunto de padrões sem hesitar... Esforçar-se continuamente para integrar seus pensamentos, palavras e ações... Fazer sacrifícios para manter os seus princípios... Ter autodisciplina para manter seus valores e padrões morais (MUNROE, 2015, p.204-211).

A marca distintiva do caráter é a lealdade. Lealdade é o produto da estabilidade criada pelas provações que surgem ao longo do tempo (MUNROE, 2015, p.219).

Conforme o pastor Antônio Gilberto o caráter:

É um componente da personalidade. É adquirido, não herdado. A criança herda tendências, não caráter. Resulta da adaptação progressiva do temperamento às condições do meio ambiente: o lar, a escola, a igreja, a comunidade, e o estado socioeconômico (1998, p.223).

Porém, no que corresponde ao caráter de Jó é necessário compreender é que o patriarca se destacou por alcançar o testemunho do próprio Deus, testemunho de homem íntegro, reto, temente e que se desviava do mal.

1- Jó, homem íntegro. Integridade corresponde a não ter inadequações espirituais, ou seja, que não foi atingido, o que caracteriza uma pessoa inculpável que moralmente se encontra no estado de pessoa sã. Logo, nos dias atuais para que alguém seja íntegro é necessário que a cada dia santifique a sua vida diante do Senhor.

2- Jó, homem reto. A pessoa reta não se desvia do padrão aprendido, por ser um homem reto o patriarca Jó não se desviava dos padrões outorgados por Deus, pois o seu coração estava cheio das regras divinas que proporcionou ao mesmo um padrão exemplar.

3- Jó, homem temente a Deus. A reverência ao Senhor é o reconhecimento da bondade e da santidade do Senhor, e por ser temente a Deus o patriarca temia desobedecer às regras morais e espirituais. A não desobediência permite compreender o temor que o patriarca tinha para com o Senhor.

4- Jó se desviava do mal. A localização onde o pecado reinava o patriarca Jó se desviava e se distanciava do mal. Tal característica do caráter de Jó permite compreender que o cristão tem a escolha: se comete ou não o pecado. É necessário compreender que resultados são provenientes de escolhas. Jó preveria se desviar do pecado.

II – UM HOMEM SÁBIO E PRÓSPERO

Alguns personagens se destacaram na Bíblia por serem considerados sábios. Dentre eles é citado Jó, pois era procurado frequentemente por seus contemporâneos para outorgar conselhos.  Perceba esta verdade na narrativa do próprio Jó: Ouviam-me e esperavam, e em silêncio atendiam ao meu conselho. Havendo eu falado, não replicavam, e minhas razões destilavam sobre eles (Jó 29.21,22).

Já no que se refere à prosperidade de Jó, assim descreve Gonçalves:

O conceito de prosperidade encontrada em Jó antecipa-se àquilo que o salmista previu e é prenúncio daquilo que o Novo Testamento ensinará. Não há dúvidas de que o Senhor Deus quer que os seus filhos prosperem, todavia é preciso dizer que isso não pode ser confundido simplesmente com aquisição de “posses” ou “bens”. A bênção do Senhor não pode ser confundida simplesmente com sucesso. Alguém pode possuir muitos bens, ter muitas posses e, ainda assim, não ser uma pessoa próspera. Por outro lado, uma pessoa pode ser abençoada por Deus sem, contudo, ter aquele “sucesso” que tantos aplaudem. Assim como o livro de Jó, o salmista (Salmos 73) mostra as diferenças conceituais entre “ser próspero” e ter “sucesso” (GONÇALVES, 2020, p. 34,35).

III – UM HOMEM DE PROFUNDA PIEDADE PESSOAL

A piedade pessoal de Jó torna-se notável na preocupação em que o patriarca possuía por seus filhos, por sua vida moral e os cuidados que possuía para com a sua vida espiritual.

Piedade pode ser definida por compaixão pela dor alheia, isto é, compaixão para com o próximo.

A piedade de Jó, portanto, pode ser ilustrada na sua profunda vida de oração. Primeiramente, deve ser observado que ele priorizava a oração (“se levantava de madrugada”). Por certo, ninguém terá vitória na oração se não a prioriza. O comodismo costuma matar a vida de oração. Deixar a oração em segundo ou terceiro plano é o primeiro sinal de fracasso espiritual (GONÇALVES, 2020, p. 37).

Referência:

GONÇALVES. José. A fragilidade humana e a Soberania Divina: O sofrimento e a restauração de Jó. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

MUNROE, Myles. O poder do caráter na liderança. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2015.

SILVA, Antonio Gilberto da. Manual da Escola Dominical: um curso de treinamento para professores iniciantes e de atualização para professores veteranos da Escola Bíblica Dominical. 17ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Subsídio para aulas da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens: Moisés – A diferença que a presença de Deus faz

 

Subsídio para aulas da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens: Moisés – A diferença que a presença de Deus faz

O ponto de partida da lição proporciona a compreensão no que diz respeito que a presença de Deus em nossas vidas faz a diferença em cada momento. Sendo que o Texto do Dia permite compreender que:

Mesmo Josué tendo sido tão importante como foi, ele não deve ser confundido com Aquele que viria a cumprir a promessa de Deus de um profeta que teria um prestígio maior do que o de Moisés (Dt 18.15), o qual estabelecera uma intimidade excepcional com o Senhor, a ponto de tratar com Ele face a face (Êx 33.11; Nm 12) (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 359).


A presente lição tem como objetivos:

Mostrar como se deu a chamada de Moisés.

Refletir a respeito dos principais eventos da vida de Moisés após o Egito.

Identificar os perigos da bênção sem a presença de Deus.

I – MOISÉS E SUA CHAMADA

Moisés é um dos maiores vultos da história. É considerado a maior autoridade do Antigo Testamento. Estudar a vida de Moisés, nome que tem como significado, tirado das águas, concretizará a compreensão de que nenhuma Palavra do Senhor retorna sem cumprimento (Is 55.11).

Anrão e Joquebede não temeram o rei do Egito e por três meses esconderam Moisés da perseguição egípcia que era feita aos meninos judeus (Hb 11.23).

Proteção é a ação de Deus em guardar os teus filhos do mal. O mal corresponde a tudo aquilo que de alguma maneira tem como ostentação a destruição da tranquilidade outorgada por Deus aos teus filhos. Moisés era mais uma dádiva outorgada ao casal Anrão e Joquebede, pois no Antigo Testamento não ter filho era sinônimo de castigo para o casal.

Por isso, que nos Salmos está escrito:

Bem aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos... A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa (Sl 128.1,3).

É importante salientar que há três tipos de chamados na Bíblia: Chamado para a salvação; chamado para o serviço; e, chamado para a glorificação.

Assim como Moisés há inúmeras pessoas que quando são chamadas por Deus temem e apresentam desculpas. Porém, assim como Moisés aceitou o chamado é necessário que todos os que são vocacionados por Deus não recue, mas que na contramão se direcione e se atente para com a vocação Divina.

II – APÓS O EGITO, O DESERTO

A nação de Israel é querida por Deus, os israelitas são os filhos da eleição Divina (Dt 7.6). Sendo que a presença de Deus foi primordial na organização do remanescente que confiou na promessa em entrar em Canaã e aos que não confiaram morreram no deserto.

O deserto é lugar de manifestação e de revelação. Pois, no deserto as pessoas se manifestarão, não a quem elas aparentam ser, mas quem de fato elas são. Foi no deserto que os israelitas, por causa da ausência de Moisés, esculpiram o bezerro de ouro, isto é, revelaram que de fato eles eram livres do Egito físico, mas presos estavam à cultura religiosa egípcia.

III – A BÊNÇÃO SEM A PRESENÇA DE DEUS

Percebem-se três evidências da presença de Deus para com a nação de Israel: a travessia do Mar Vermelho, a perseverança dos israelitas durante 40 anos no deserto e a entrega do decálogo diretamente do Senhor para com os israelitas.

No livro do Êxodo há explicações da saída dos israelitas do Egito para a cidade que mana leite e mana mel, sob a liderança de Moisés, autor do Pentateuco. Segundo esta narrativa a travessia ocorreu da seguinte maneira:

Primeiro: não foram pelo caminho da terra dos filisteus (Êx 13.17); segundo: fez caminhar o povo pelo caminho do deserto perto do mar vermelho (Êx 13.18); terceiro: partiram de Sucote e acompanharam em Etã (Êx 13.20), quarto: acamparam diante de Pi-Hairote (Êx 14.2); quinto: região de Pi-Hairote, próxima do mar (Êx 14.9); e, sexto: acontece o milagre do mar (Êx 14.21).

O milagre do mar vermelho não é limitado no episódio da travessia, mas também se notabiliza na derrota do exército inimigo. O povo de Israel estava armado (Êx 13.18), mas não preparado.

Sendo que durante os primeiros 14 meses e 20 dias o povo palmilhou no deserto com os seguintes propósitos da parte de Deus: primeiro, Deus queria libertar o povo do espírito da escravidão; segundo, Deus tinha como propósito levar o povo a dependência da Sua presença; e, terceiro, Deus queria trenar o povo para ser uma nação forte. Em suma, nos quarenta anos em que os israelitas peregrinaram no deserto, Deus manifestou a Sua glória outorgando aos israelitas proteção, segurança e prosperidade.

Por fim, o relacionamento entre Deus e Israel teve como momento auge, o instante em que Senhor outorgou o decálogo a Moisés (Ex 20.1-17), ensinado aos israelitas que na vida há deveres e direitos.

Segundo os versículos um ao sete é dever de todo o povo israelita adorar e respeitar o nome de Deus. Já nos versículos posteriores encontram os direitos que são: direito ao descanso (v.7), direito ao respeito na própria casa (v.12), direito a vida (v.13), direito a fidelidade conjugal (v.14), direito a segurança (v.15) e direito ao respeito na sociedade (vv.16,17).

Por fim, conforme Êxodo capítulo treze versículo dezoito, Deus guiou o povo de Israel pelo caminho do deserto para fazer destes uma grande e extraordinária nação.

Referência

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.