Deus é Fiel

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sábado, 22 de maio de 2021

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – A Impureza da Igreja de Corinto: Repreensões e exortações

A Impureza da Igreja de Corinto: Repreensões e exortações

Conforme a Síntese:

A disciplina no Corpo de Cristo é necessária para a restauração daqueles que cometem pecados. Lembrando que, A disciplina consciente e responsável é necessária por respeito ao Corpo de Cristo e para a salvação de quem comete o ato que escandaliza o sacrifício de Cristo (NEVES, 2021, p. 87).

A presente lição tem como objetivos:

Compreender o significado e a necessidade da disciplina na igreja em Corinto;

Mostrar a disciplina como preservação da santidade da Igreja;

Conscientizar do cuidado com a pessoa depois da disciplina.

I – O SIGNIFICADO E A NECESSIDADE DE DISCIPLINA

Alguns dos termos utilizado para explicar a palavra disciplina nos originais são: paidéi, no grego, e, musar, no hebraico, ambas tem como significado; instrução, disciplina e castigo. De fato em primeiro deve-se entender o que não é disciplina, pois disciplina não é castigo, sendo que o termo castigo, que é usado para explicar a palavra disciplina trata-se de correção, e não de espancamentos. Portanto, sendo assim, a disciplina é o outorgar de limites e é também o estabelecimento de regras. Um exemplo bem claro da disciplina de Deus para com os seres humanos é a graça, pois ela outorga os limites necessários para que o cristão possua uma vida santa.

Entretanto, a disciplina:

[...] deve ser aplicada quando outros meios de persuasão como aconselhamento e orientação pastoral não surtirem efeitos. A disciplina não é um ato de vingança, mas uma atitude terapêutica para cura de um grande mal que esteja afetando a igreja, que Paulo compara a um corpo; portanto, uma atitude de respeito e cuidado com o Corpo de Cristo. A disciplina era necessária para preservar o “Templo de Deus” (3.16,17; 6.19) (NEVES, 2021, p. 89).

No que tange ser a disciplina um tratamento para com a cura espiritual compreende que a mesma não se direciona ao ato de excluir alguém, mas trata-se do ato em proporcionar o indivíduo à compreensão da vontade divina para consigo, conduzindo este a viver exclusivamente para Deus. [...] Paulo aqui pode parecer incoerente com seu ensino de comunhão (1.9), mas sua intenção era de preservação tanto da comunidade quanto da pessoa envolvida no escândalo (NEVES, 2021, p. 87).

II – A DISCIPLINA COMO PRESERVAÇÃO DA SANTIDADE DA IGREJA (5.6-9)

O presente tópico proporciona o olhar do aluno para com dois elementos simbólicos que são importantes para com a compreensão da santidade: o fermento e os pães asmos.

O fermento trata-se de uma porção de massa velha que era introduzida na massa nova. Por apresentar porção de massa velha compreende-se que possuía alto grau de fermentação. Assim sendo, Paulo usa a metáfora para exemplificar que o pecado não tratado alastra-se rapidamente assim como o fermento na preparação do pão. Interessante ressaltar que Paulo não se refere somente ao caso de incesto, mas também ao comportamento dos coríntios orgulhosos e facciosos (NEVES, 2021, p. 92).

Portanto, no que corresponde aos pães asmos entende-se que estes eram produzidos sem a utilização do fermento. Na Antiga Aliança a utilização dos pães asmos na Páscoa corresponde com a necessidade de uma vida santa conduzida com elevada pureza. Logo, O pão sem fermento da Páscoa simboliza a premência na fuga de Israel do Egito. Para Jesus, a premência era a aproximação de sua morte – o pão era seu corpo que logo seria ferido a fim de trazer a grande libertação de Deus (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, 2013, p. 97).

III – O CUIDADO COM A PESSOA DEPOIS DA DISCIPLINA

O palmilhar do cristão neste mundo deverá ser marcado em:

Amar o pecador e odiar o pecado.

Ser fator motivacional para com os mais fracos na fé.

Ser exemplo dos fiéis.

Entretanto, compreende-se que o cristão diante dos descrentes deve amar estes e odiar o pecado cometido pelo os mesmos. No contexto congregacional que tange aos mais fracos, o crente firme em Cristo deverá ser força para com os mais fracos. Por fim, no ambiente congregacional o crente ainda deverá se exemplo dos que são dedicados e compromissados com o Senhor.

Em suma, a disciplina é uma forma de confrontar o cristão que pecou com seu pecado e mostrar que, apesar de tudo, a igreja certamente o ama e deseja vê-lo restaurado; por isso, ela não abandonará e continuará discipulando-o (NEVES, 2021, p. 97).

REFERÊNCIAS

GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro, CPAD, 2013.

NEVES, Natalino das. O cuidado de Deus com o corpo de Cristo: Lições da carta do apóstolo Paulo aos coríntios para os nossos dias. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Quando a prisão é uma realidade: Aprendizagem que vem do alto

 Quando a prisão é uma realidade: Aprendizagem que vem do alto

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fp 3.13,14).

A carta em apreço apresenta três pontos essenciais para quem deseja obter a vitória sobre qualquer situação. Logo, todo cristão em sua caminhada deverá ter foco (uma coisa faço), desprendimento (esquecendo-me das coisas que atrás ficam), e determinação (prossigo).

Lembrando que a presente carta enfatiza a respeito da importância do amor entre os cristãos e também a respeito do amor dos membros da comunidade cristã para com os obreiros, assim como enfatiza as medidas comportamentais que a igreja deverá ter para enfrentar as hostilidades do inimigo. 

Aprendizagem que outorga vitória

Ser cristão requer foco, desprendimento e determinação. Ter foco define em ter atitude, ou seja, corresponde em saber para onde está indo, assim como define a compreensão do olhar para o alvo. Já ser desprendido é de maneira categórica desapegar com as coisas ligadas ao passado. E por fim, determinação, não perder o alvo em nenhuma circunstância.

1- Ser conduzido por foco. A mensagem de Cristo outorga aos seus seguidores a não perderem a direção. No que tange ter um foco definido é basicamente entender para onde está sendo conduzido e se deixar ser conduzido. Na tangência do ensino bíblico compreendemos que se trata em se guiado pelo Espírito Santo, sabendo que a direção exata é o céu (Fp 3.14).

2- Ser desprendido do passado. O olhar para o passado limita muitos crentes a viverem o presente. A visão retrógrada despertam as más lembranças, o olhar para com as percas e para com o insucesso; transformando-se em comodismo e em rejeição de possibilidades. Os israelitas tiveram diante de Moisés um olhar retrógado e desejaram o Egito (Êx 16.3).

3- Ser determinado. A determinação impulsiona o cristão a prosseguir em direção ao alvo. Ser determinado é continuar mediante todos os desafios. É prosseguir diante do negativismo social e compreender os planos de Deus para consigo mesmo.

Um dos grandes problemas que inúmeras pessoas têm vivenciado corresponde ao desconhecimento dos planos de Deus para com as próprias vidas. Pois, desconhecer os planos de Deus é não ter foco definido, logo será uma pessoa que não possuiu direção exata.

A gratidão do apóstolo resultou em clamor

1- Motivos da gratidão paulina (Fp 1. 3-11). Paulo se demonstra grato a Deus pela igreja de Filipos pelos seguintes motivos: a igreja era presente na aflição do apóstolo e a igreja era sensível à vontade de Deus.

Posteriormente o apóstolo ratifica a solidariedade dos irmãos em Filipos no outorgar donativos que auxiliasse Paulo em suas aflições: E bem sabeis também vós, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente (Fp 4.16).

2- Os pedidos de oração do apóstolo (Fp 1. 9-11). Por tais motivos o apóstolo ora pela igreja de Filipos, e pede em favor dos mesmos: O aumento do amor, Da ciência e do conhecimento, Que a igreja desfrutasse das coisas excelentes e não viesse a ser escândalo. Assim também que os membros da igreja fossem cheios dos frutos da justiça.

Em suma, a oração de Paulo que transcreve o desejo do apóstolo para com a igreja em apreço sintetiza nas seguintes palavras: O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus (Fp 4.19).

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Subsídio da Lição: O Ministério de Evangelista

 Subsídio da Lição: O Ministério de Evangelista

O terceiro dom ministerial citado em Efésio (4.11) é o de evangelista. O evangelista é o obreiro que especialmente tem como vocação a proclamação do Evangelho de Jesus.

O termo evangelista tem como significado o proclamador de boas novas. O vocábulo é encontrado três vezes no Novo Testamento (At 21.8; Ef 4.11; 2 Tm 4.5). A vida do evangelista se baseia em três palavras: um homem (At 21.8), um dom (Ef 4.11) e um trabalho (2 Tm 4.5).

Um homem, por que não pode esquecer que o evangelista é um homem chamado, capacitado e enviado por Deus. Um dom, o dom em ação é a definição de ministério, logo, evangelista é um ser capacitado por Deus para realizar a proclamação das boas novas. E por fim, o evangelista tem como missão um trabalho glorioso que é almejado pelos anjos: o de proclamar o evangelho (1 Pe 1.12).

Portanto a presente lição tem como objetivo geral: Mostrar a singularidade do ministério do Evangelista na vida da Igreja. E como objetivos específicos: abordar a respeito do envio dos setenta; refletir sobre a tarefa inacabada da Grande Comissão; e, indicar o papel d evangelista no Novo Testamento.

I – JESUS ENVIA OS SETENTA (LC 10.1-20)

1- São poucos os que anunciam.

2- Enviados para o meio de lobos.

3- Os sinais e as maravilhas confirmam a palavra.

Por mais de três anos Jesus ensinou doze homens para que os mesmos viessem a proclamar o evangelho. Porém, antes de ensiná-los, Jesus chamou cada um deles pelo próprio nome, e isto, para que os doze se transformassem em pescadores de homens (Mc 1.17). Nota-se que onze dos doze que foram chamados mudaram o curso da história da humanidade. A prova concreta do valor do ministério dos onze apóstolos é a existência da Igreja, pois pelo intermédio destes Jesus outorgou nova direção ao mundo.

O número setenta (70) tem grande importância nos estudos da Escritura Sagrada. De setenta nações Deus escolheu e formou a Israel. Com doze apóstolos Jesus selecionou setenta para irem de dois em dois. Eles foram enviados para o meio de lobos, logo o texto tem como ratificação a perseguição que ocorre no cenário cristão. A perseguição às vezes é externa, porém na maioria dos casos é interna.

E a tendência da perseguição aos servos de Jesus é de acentuar-se cada vez mais. Na maioria dos países do Ocidente, o Diabo tem levantado a perseguição institucional, através de governos, dos legislativos e do Judiciário, mediante a elaboração e aprovação de leis que dificultam e ameaçam a liberdade para a pregação do evangelho (RENOVATO, 2021, p. 96, 97).

II – A GRANDE COMISSÃO (Mt 26.19,20; Mc 16.15-20)

1- O alcance da Grande Comissão.

2- O mundo está dividido em dois grupos.

3- A grande Comissão Hoje.

Há três palavras chaves na citação de Jesus registrada pelo evangelista Mateus, são elas: ir, ensinar e batizar.

Na tradução de língua portuguesa todas as palavras estão no sentido gramatical do imperativo, que tem como significado ordem, porém nos textos originais a primeira palavra (ir) não se encontra no imperativo e sim no gerúndio, em sentido de ação, ou seja, o pregar o evangelho não é uma ordem é um dever de todos que aceitam a Cristo como Salvador.

Portanto, na Grande Comissão algo a mais é apresentado, a importância do fazer discípulos.

Lembrando que [...] Os discípulos entenderam que a Grande Comissão é questão de vida ou de morte.  Escolha é de cada um. A responsabilidade é individual. Mas a missão de pregar o evangelho é coletivo. É da Igreja. Os evangelistas têm um papel de vanguarda. Mas a ninguém é dado o direito de escusar-se de ser testemunha de Jesus (RENOVATO, 2021, p. 99).

O mundo se encontra dividido em dois grandes grupos: os que creem em Jesus e os que não creem.

Como evangelizar? Onde evangelizar? Quando evangelizar?

A evangelização deverá ser realizada por meio de folhetos, de pergunta com respostas, de literatura, de cartas, da mídia...

Já onde evangelizar? A resposta abrange: casas, escolas, praças, prisões, hospitais...

E a última tem com resposta, em todo o tempo. Em tempos difíceis o evangelho deverá ser anunciado e também em tempo oportuno.

III – O DOM MINISTERIAL DE EVANGELISTA

1- O termo de evangelista.

2- O papel do evangelista.

3- A finalidade do ministério do evangelista.

Diante do ministério eclesiástico o evangelista possui três obrigações básicas: honrar o bom nome da igreja de Jesus, crer e ser fiel a Cristo.

Isto porque O papel do evangelista envolve a demonstração do poder de Deus na mensagem. O evangelista Felipe foi a Samaria e fez um trabalho digno de ter seu registro no Novo Testamento (At 8.5-8) (RENOVATO, 2021, p. 96, 97).

Qualificações morais do evangelista. Paulo em sua Carta pastoral a Timóteo cita algumas qualificações morais correspondentes ao ministério do evangelista (1 Tm 3.2-7).

a) Homem irrepreensível (v.2): que ninguém o reprenda por falhas ou erros cometidos.

b) Marido de uma só mulher (v. 2): tal qualificação não corresponde à afirmação da monogamia, mas se trata da importância do evangelista ser fiel em seu relacionamento conjugal. Marido de uma só mulher indica que o evangelista deverá ser sempre fiel a sua esposa.

c) Não dado a muito vinho (v.3): o evangelista não poderá ser inclinado ao vinho.

d) Ser bom chefe de família (v.4): dirigir bem a família.

Referência

RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais e Ministeriais: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

terça-feira, 11 de maio de 2021

Quando a prisão é uma realidade: Carta a Filemon

 Quando a prisão é uma realidade: Carta a Filemon

Graças dou ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações, ouvindo o teu amor e a fé que tens para com o Senhor Jesus Cristo e para com todos os santos; para que a comunicação da tua fé seja eficaz, no conhecimento de todo o bem que em vós há, por Cristo Jesus. Tive grande gozo e consolação do teu amor, porque por ti, ó irmão, o coração dos santos foi reanimado (Fl 4-7).

A presente carta apresenta cinco valores essenciais e desassociáveis a vida cristã: o valor pessoal, ao descrever o caráter de Filemon; o valor providencial, separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre (v.15); valor prático, não há causa perdida para Deus; valor social, a mensagem de Jesus vence a escravidão; e, valor espiritual, ao apresentar símbolos referentes à salvação, por exemplo: arrependimento, reconciliação, amor e perdão.

Sendo assim, o propósito da carta se encontra no pedido de Paulo a Filemom em receber a Onésimo, escravo fugitivo, e se caso alguma coisa estivesse em débito o apóstolo se põe em lugar de Onésimo como devedor (vv.10,18). Logo, a carta pode ser descrita como as boas novas para senhores e escravos.

Valor pessoal, o caráter de Filemon

Filemon, cujo nome significa aquele que ama, é pelo próprio Paulo chamado de amado (v.1). Sendo que na presente Epístola o cooperador Filemon é destacável pelas seguintes características do caráter: homem que ama o bem (v. 5) e pela fé (v. 5). Sendo que o bom testemunho de Filemon era notificado pela comunidade cristã, assim como ele foi benevolente para com o apóstolo Paulo (v. 7).

Portanto, os versículos 4 a 7 outorgam como premissas a importância referente a não perder a oportunidade para elogiar as pessoas, pois nestes versículos Paulo enaltece o relacionamento de Filemon com Deus e com os irmãos (v. 4,5); destaca a fé de Filemon (v. 6); e, engradece os efeitos do amor de Filemon (v. 7).

Valor Providencial, retorno perpétuo

Conforme o versículo 15 houve uma separação, porém o retorno é perpétuo. Onésimo fugiu, assim como possivelmente tenha furtado bens de seu senhor (v. 18), mas Paulo pede para Filemon receber a Onésimo como útil. Para Filemon o regresso de Onésimo parecia impossível, porém:

[...] Quando as coisas parecem fora de controle e as rédeas saem das nossas mãos, descobrimos que elas continuam rigorosamente sob o controle divino. Aquilo que nos parecia perda é ganho. Deus reverte situações humanamente impossíveis. Ele transforma vales em mananciais (LOPES, 2009,140).

Valor prático, Deus é Deus de restituição

O Evangelho transforma. Onésimo cujo nome tem como significado útil, tornou-se na prática um escravo inútil, mas como a transformação é possível mediante o Evangelho, Onésimo de inútil voltar a ser útil (v. 11).

A respeito da conversão de Onésimo o apóstolo Paulo relata que o mesmo foi gerado em prisões (v. 10). Fato que ensina, o cristão deverá pregar o evangelho em todo o tempo.

Valor social, a mensagem da cruz outorga vitória

Onésimo de escravo fugitivo de Filemon transformou-se em servo do Deus altíssimo. As ações transformadoras do evangelho vão além das questões espirituais. Pois, o valor prático da pregação do evangelho permite que alterações sociais sejam concretizadas, por exemplo: o fim da escravidão.

Segundo relatos de historiadores era normal perceber nos cultos dirigidos pelos cristãos a presença de senhores e de seus escravos, isto porque a conversão a Cristo uniu na mesma família da fé e na mesma igreja senhores e servos. Amo e escravos foram unidos no Espírito de Cristo e nessa união foram extintas todas as distinções sociais (LOPES, 2009,141).

Verdade corroborada em Gálatas 3.28: Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.

Valor espiritual, amor e os elos da salvação

O valor espiritual pode ser perceptível nas seguintes palavras: arrependimento, reconciliação, amor e perdão.

O retorno de Onésimo descreve o arrependimento, assim como a reconciliação com Onésimo, enquanto a aceitação de Onésimo por Filemon descreve o amor em aceitar e o ato de perdoar os que o tem ferido.

Contudo, embora Paulo esteja pronto a pagar a dívida encoraja Filemom a perdoar. O perdão é a marca de um verdadeiro cristão. Perdoar é cancelar a dívida, é não cobrá-la mais. É deixar a outra pessoa livre e ficar livre (LOPES, 2009,158).

Por fim, nas saudações finais o apóstolo Paulo ensina aos líderes da época moderna a valorizar as pessoas que se colocaram a disposição na missão em pregar o evangelho (vv.23,24).

Referência

LOPES, Hernandes Dias. Tito e Filemom: doutrina e vida, um binômio inseparável. São Paulo: Hagnos, 2009.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Subsídio da Lição: O Ministério de Profeta

 

Subsídio da Lição: O Ministério de Profeta

Um dos oficiais de Deus no Antigo Testamento foram os profetas. O ministério profético no Antigo Testamento está divido historicamente em dois grupos no que correspondem as obras literárias. O primeiro grupo é composto pelos profetas anteriores, ou seja, os livros de Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis. Já no segundo grupo estão os profetas posteriores que subdividem em profetas maiores e profetas menores.

Se a missão principal do sacerdote era possibilitar a relação entre o homem e Deus a missão principal do profeta era possibilitar a relação entre Deus e o homem. O sacerdote levava até a pessoa de Deus as necessidades humanas por pedido e por necessidade, já o profeta transmitia aos homens a vontade de Deus que se manifesta pelos decretos de Deus.

A presente lição tem como objetivo geral: Expor o desenvolvimento do ministério de profeta. E como objetivos específicos: Descrever a função do profeta no Antigo Testamento; Explicar o ofício do profeta no Novo Testamento; e, Esclarecer o verdadeiro do falso profeta.

I – O PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO

1- Conceito.

2- O ofício.

3- O profetismo.

O profeta era o elo entre Deus e o homem, ou seja, o ministério profético corresponde à atividade de entregar a mensagem de Deus a quem lhe é direcionada. No Antigo Testamento a palavra de Deus foi direcionada a líder político (1 Sm 15.10-23), a líder religioso (1 Sm 2.27-36) e a profeta (1 Re 13.20-22) por meio do ministério profético.

Sendo o profeta o elo entre Deus e o homem. A função do profeta era tornar conhecida a vontade de Deus. Sendo que para isto o profeta ouvia a voz de Deus e transmitia ao homem, portanto, a função do profeta se resume em: primeiro, ouvir a voz de Deus e em segundo transmitir.

Lembrando que:

O profeta no Antigo Testamento era um homem que, além de transmitir a mensagem de Deus, tinha outras atribuições de ordem nacional. Na unção dos reis, eram os profetas que tinham a incumbência de derramar o azeite santo da unção sobre a cabeça dos governantes (1 Sm 16.1; 1 Rs 19.16) (RENOVATO, 2021, p. 83).

II – O PROFETA EM O NOVO TESTAMENTO

1- A importância do termo “profeta” em o Novo Testamento.

2- O ofício do profeta neotestamentário.

3- O objetivo do dom ministerial de profeta.

O presente tópico permite contextualizar o ofício do profeta no Novo Testamento tendo como base dois pontos específicos: Jesus profeta por excelência e a missão profética da Igreja.

Jesus profeta por excelência. No inicio do seu ministério Jesus leu uma profecia sobre Ele que se encontra no livro do profeta Isaías 6.1,2, e disse que a profecia se cumpria nEle. “O Espírito de Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, e proclamar libertação aos cativos, e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor” esta foi a profecia lida pelo Senhor Jesus, texto que enfatiza que Jesus é o Cristo, termo que significa ungido e nos ensina que Jesus substituiu os profetas, os sacerdotes e os reis da Antiga Aliança. O ministério profético de Jesus possui dois aspectos: proclamar a mensagem de Deus e revelar a Deus.

Proclamar a mensagem de Deus. O versículo lido por Jesus na sinagoga por três vezes cita a função do profeta no que corresponde ao divulgar a Palavra de Deus. Os termos usados são: pregar, proclamar e apregoar. Logo, Jesus como profeta, proclamou a Palavra de Deus através de seus ensinos recheados de autoridade (Mt 7.29) que tinha como alvo o pecador (Jo 4.13,14). Jesus proclamou o reino (Lc 8.4-15), preparou os discípulos (Jo 13;14;15;16) e também descreveu como seria as últimas coisas (Mt 25), e este foi um anúncio profético feito pelo Senhor Jesus.

Revelar a Deus. O segundo aspecto do ministério profético do Senhor Jesus foi revelar a Deus (Jo 1.14). No capítulo um do evangelho de João, Jesus é apresentado como o Verbo e nos primeiros dezoitos versículos quatro obras do Verbo são citas. As obras do Verbo são: criar (v.3), iluminar (v.9), regenerar (12) e revelar (v.18). Logo, Jesus como profeta revelou o Pai à humanidade.

Portanto, Jesus no seu ministério profético não apenas proclamou a mensagem de Deus, mas também revelou a Pessoa do Pai. E nos dias hodiernos Jesus continua a exercer o seu ministério profético por intermédio da Sua Palavra, da Igreja e do Espírito Santo.

A missão profética da igreja. O Senhor Jesus continua a exercer o seu ministério profético por intermédio da igreja, isto quando nos referimos à missão profética da Igreja.

A missão profética da Igreja está relacionada com os aspectos do ministério profético de Jesus que se manifestaram no ministério público de Jesus (ministério que corresponde a Jesus atendendo as necessidades de todos os homens) e também no ministério particular de Jesus (ministério em que Jesus atende as necessidades de seus discípulos). Porém, para que a mensagem pregada pela Igreja seja eficaz é necessário que a mesma proclame e revele o amor de Deus na vida dos cristãos.

A missão da igreja está inserida na grande comissão (Mt 28.18-20) e três palavras definem o real sentido da existência da Igreja: ir, ensinar e batizar. No idioma original do texto sagrado apenas as duas últimas palavras se encontram no imperativo, já a primeira o ir, encontra-se no gerúndio. O real sentido ir, por não se encontrar no imperativo indica que o ir da Igreja não é uma ordem imposta, mas é um dever por natureza por sermos a Igreja do Senhor Jesus.

A Igreja existe para viver e desenvolver a sua missão e a missão da Igreja é pregar e revelar a Deus à humanidade. Porém, se a Igreja não é missionária a mesma não é Igreja. Se a mesma deixar de ser missionária automaticamente deixará de ser Igreja.

É necessário que haja um cuidado especial, em relação ao dom de profecia. O profeta do Novo Testamento, na igreja local, não deve arrogar-se o direito de querer dirigir o pastor, ou o líder da igreja (RENOVATO, 2021, p. 89).

III – DISCERNINDO O VERDADEIRO PROFETA DO FALSO

1- Simplicidade x arrogância.

2- Pelos frutos os conhecereis.

3- Ainda sobre o falso profeta.

Virtude é a disposição de um indivíduo em praticar o bem e trata-se de hábitos constantes que proporcionam ao indivíduo uma vida bem-sucedida. Enfim, virtudes são nomeações de qualidades. Dentre as virtudes dos profetas vale ressaltarmos as seguintes:

a) Subimissão. Um grande exemplo de submissão como qualidade é o profeta Eliseu. Em 2 Reis 3.11, encontramos a primeira obra realizada por Eliseu que foi lavar as mãos do profeta Elias. Eliseu reconheceu que um ministério bem-sucedido é construído sobre bases bem fortificadas, que são resumidas na palavra serviço. Servir é o passo inicial para receber a porção dobrada da Unção de Deus. Submissão no desenvolvimento do ministério profético é uma virtude pertencente a todos os profetas que foram bem-sucedidos na prática ministerial.

b) Coragem. Não temer. O profeta no seu ministério não poderá temer ameaças provindas de homens e nem mesmo do diabo. A coragem é fundamental para a concretização ministerial. Um grande exemplo de coragem é demonstrado no ministério profético de Natã (2 Sm 12.7-12) que não temeu ao rei Davi e entregou a mensagem Divina.

c) Dependência de Deus. Como terceira virtude, será notória no ministério e na vida dos profetas a dependência de Deus. De fato Deus chama, e aos chamados Deus capacita, aos capacitados Deus envia, aos enviados Deus supre as necessidades. E assim foi com os profetas. Homens dependentes de Deus em tudo: desde a vida civil (Os 1.2, Jr 16. 1,2) à alimentação (1 Re 17.9).

Quanto à origem da profecia compreende-se que a profecia é a revelação da vontade de Deus. A profecia tem como objetivos manifestar os fatos concernentes a Deus e as suas relações com o ser humano e também revelar os decretos de Deus.

Os decretos de Deus são: criação, decreto de Deus que deu origem a todas as coisas; providência, que é a ação de Deus em governar o planeta terra suprindo a necessidade de todos, principalmente dos que são fiéis a Ele; redenção, após o pecado a humanidade tornou se necessitada do socorro Divino no que corresponde a redenção e a consumação, decreto que trata da vitória final de Deus em todas as suas obras.

Porém, as profecias poderão ter três origens bem distintas.

a) Divina. Quando é proveniente de Deus (Gn 3.15). O que caracteriza a profecia de origem Divina é que ela se cumpre.

b) Carnal. Quando é proveniente da carne (1 Re 13.18, Dt 18.22). É caracterizada pela mentira e por status almejado pelo o indivíduo.

c) Satânica. Quando é proveniente de Satanás e é caracterizada pela mentira.

Por fim:

É necessário que haja um cuidado especial, em relação ao dom de profecia. O profeta do Novo Testamento, na igreja local, não deve arrogar-se o direito de querer dirigir o pastor, ou o líder da igreja (RENOVATO, 2021, p. 89).

Referência

RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais e Ministeriais: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Quando a prisão é uma realidade: Carta de Efésios

 

Quando a prisão é uma realidade: Carta de Efésios

Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória (Ef 1.13,14).

O propósito da epístola se notabiliza com a demonstração de Paulo em visualizar a igreja sob o pleno governo de Jesus Cristo ressurreto (2.20-22). Tendo em vista que a carta está dividida em duas partes.

A primeira parte (cap.1-3), o apóstolo outorga ênfase às doutrinas centrais da fé cristã:

Descrevendo o plano de Deus para a humanidade (1.3-23);

Dissertando sobre a salvação pela graça (2.1-22);

Notificando a multiforme sabedoria de Deus em vocacionar pessoas e a importância da prática da oração (3.1-21).

Não tem como esquecer que também na primeira parte o apóstolo Paulo defende o seu ministério apostólico (3.1-13).

Já na segunda parte o Paulo descreve como as verdades espirituais devem refletir na conduta cristã (cap.4-6). A unidade da fé mediante a diversidade de dons (4.1-6), a nova vida com Cristo (4.7-5.21), bom relacionamento com Jesus e com a família (5.22-6.9), e por fim, a armadura espiritual do cristão (6.10-20). (SILVA, 2015, p.135).

Doutrinas centrais da fé cristã

1- O Espírito Santo, penhor da nossa herança. Efésios 1. 13 e 14 destacam dois pontos fundamentais que são: os cristãos fostes selados com o Espírito Santo e o Espírito Santo é o penhor da herança cristã.

Sobre o primeiro ponto assim sintetiza Baptista:

[...] Os que recebem o Espírito Santo são identificados por Deus como pertencentes a Cristo. Esses crentes são assinalados como propriedade particular de Cristo, a Cabeça da Igreja. Deste modo, o Espírito Santo testifica quem são os filhos de Deus (Rm 8.9,15-16), e o maligno não lhes toca (1 Jo 5.18) (2020, p.30).

Já o segundo ponto, o Espírito Santo é o penhor, compreende que penhor pode ser também descrito como anel de noivado. Logo, o Espírito Santo é o pagamento antecipado para a concretização do casamento entre Cristo e a Igreja.

2- Salvação não vem das obras. As obras tem poder para definir a salvação de alguém? Pergunta esta que tem como resposta direta a palavra não.  Pois, quem é salvo deve praticar as boas obras. As boas obras são realizadas pelos cristãos não para estes serem salvos, mas porque estes já são salvos em Cristo.

Parafraseando o tópico com Tito 2.11: Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens.

Aprende três aspectos da graça, que são:

O primeiro aspecto define a origem da graça, é de Deus, isto indica que a graça pertence a Deus que é Santo, Fiel e Justo.

Já o segundo aspecto descreve que, a graça se há manifestado, descrição que corresponde à manifestação de Jesus Cristo o Salvador, que era preparação na antiga aliança, torna-se visível na nova aliança, pois o verbo se fez carne (Jo 1.14) a manifestação do verbo é a manifestação da graça outorgando paz (Jo 16. 33), vida em abundância (Jo 10.10) e principalmente o direito a vida eterna (Jo 17.3).

E em terceiro, trazendo salvação a todos os homens, frase que corrobora com a ação transformadora que se tornou possível graça a manifestação do Senhor Jesus.

Conduta cristã

Conduta cristã estabelecida por um vida não apenas teórica, mas que de fato seja prática no que tange a humildade, mansidão e a longanimidade.

1- Conduta por meio da humildade. A humildade é a marca do verdadeiro seguidor de Jesus. E compreende-se que a Humildade é a ausência completa do orgulho. Sua origem vem do latim “húmus” que significa “filhos da terra”. Etimologicamente, humildade também deriva “homem” (homo) e “humanidade” (GABY & GABY, 2018, p. 149).

Assim sendo, humildade descreve a respeito de quem vem de baixo (de quem é comum), de quem reconhece o seu papel e respeita o comando de outro (isto é, é submisso aos superiores).

A humildade foi à virtude que Jesus enfatizou na noite da santa ceia aos seus discípulos, pois ao lavar os pés dos apóstolos o Mestre ensinou que Ele não veio para ser servido, mas para servir (Jo 13). Portanto, a humildade é atitude que deverá ser desenvolvida por todos os cristãos resumida na seguinte descrição: servir e não ser servido.

2- Conduta por meio da mansidão. A palavra mansidão é uma forma variada do termo grego προΰτης (proutês), significa gentileza, humildade, cortesia, consideração, força, suavidade e amabilidade. Na língua portuguesa mansidão apresenta a ideia de ausência de dinâmica e de ânimo. Porém, a mesma pode ser também definida na prática pela palavra tolerância.

Mansidão conforme Números 12.3 pode ter como significado paciência e humildade. Palavras que se encontra na tradução da Bíblia King James Atualizada.

3- Conduta por meio da longanimidade. A longanimidade define o indivíduo que tem como qualidade, grandeza de ânimo, indivíduo corajoso em meio às adversidades e que age em favor de alguém, termo também relacionado com o ato de ser bondoso ou generoso.

REFERÊNCIAS

BAPTISTA, Douglas Roberto de Almeida. A Igreja Eleita, Redimida pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

 

GABY, Wagner Tadeu. GABY, Eliel dos Santos. As Parábolas de Jesus: As verdades e princípios divinos para uma vida abundante. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.

 

SILVA, Andreson Côrte Ferreira da. Introdução ao Novo Testamento. Seteblir – Seminário Teológico Batista Livre Renovado, Formando obreiros visionários. Mundial Gráfica, 2015.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Subsídio da Lição: O Ministério de Apóstolo

O Ministério de Apóstolo

O ministério apostólico foi outorgado à igreja para expansão do Evangelho de Jesus Cristo. Conforme escreveu o apóstolo Paulo “e deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4.11). Com base neste texto as lições a partir desta, até a décima, estará estudando os dons ministeriais.

[...] Os dons espirituais são voltados para a igreja em seu ambiente interno, congregacional, com manifestações sobrenaturais, no falar línguas estranhas, profecia, interpretação, os dons de curar e outros carismas, os dons ministeriais ampliam a ação do Espírito Santo, com sua ação poderosa e sobrenatural, tanto no âmbito interno como externo, da missão da Igreja, na Terra (RENOVATO, 2021, p. 70).

O dom ministerial de apóstolo corresponde com aquele que é enviado pelo Senhor Jesus. É alguém que diretamente é pelo Senhor Jesus chamado para expandir a mensagem da salvação.

Portanto, a presente lição tem como objetivo geral: Mostrar a importância do ministério apostólico no Novo Testamento. E como objetivos específicos: Investigar biblicamente o colégio apostólico; retratar o ministério apostólico de Paulo; e, avaliar a apostolicidade atual.

I – O COLÉGIO APOSTÓLICO

1- O termo “apóstolo”.

2- O colégio apostólico.

3- A singularidade dos doze.

Apóstolo é aquele que é chamado diretamente por Jesus e enviado pelo Senhor para propagar a mensagem, logo o apóstolo também é chamado de mensageiro das boas novas. O Novo Testamento permite definir que apóstolo é enviado, assim, como Jesus foi enviado pelo Pai, tendo como missão do ofício: salvar o pecador com autoridade, pregar o evangelho com poder, exercer o ofício com graça e amor. Por fim, assim como Jesus desenvolveu seu ministério com autoridade, poder, graça e amor. Nos dias atuas assim deverá ser o ministério do apóstolo.

No Antigo Testamento havia a escola dos profetas. Jesus ao iniciar o seu ministério chamou para si doze homens e fez deles pescadores de almas. Eles foram discipulados e preparados por um pouco mais de três anos com o objetivo darem continuidade a obra do Reino de Deus.

Estes homens em comum possuíam: convocação direta por parte de Jesus, palmilharam ao lado do mestre e foram dotados de poder para pregarem o Evangelho.

A autoridade delegada aos apóstolos foi tão grande, que eles tinham poder para perdoar pecados ou retê-los. Jesus os enviou, do mesmo modo como Ele fora enviado pelo Pai (Jo 20.21-23) (RENOVATO, 2021, p. 74).

Ao outorgar poder aos discípulos Jesus queria que eles proporcionassem alegria para milhares de pessoas. Portanto, o que não pode se esquecer é que milagre proporciona: vitória para o necessitado, evangelização ao sedentos e glorificação a Deus.

II – O APÓSTOLO PAULO

1- Saulo e sua conversão.

2- Um homem preparado para servir.

3- “O menor dos apóstolos”.

Saulo, o mesmo que Saul, tem como significado o desejado foi em sua prática de fé judaica assolador da igreja primitiva (At 8.3), invadia as casas, arrastava e lançava na prisão os cristãos, porém Deus o chamou para ser propagador do evangelho aos gentios, reis e aos filhos de Israel (At 9.15).

O chamado de Paulo. De Saulo a Paulo, enquanto o nome Saulo indica o sentimento de desejo, o nome Paulo passa a indicar o sentido de pequeno, pois em meio ao conhecimento de Paulo o evangelho seria propagado mediante a graça transformadora de Cristo (Fp 3.8, 2 Co 12.9).

Como bom judeu o apóstolo no período anterior a sua conversão queria ser útil a Deus, por isso, Paulo tornou-se um perseguidor da fé cristã, pois via na mesma uma ameaça aos princípios do judaísmo. Antes a sua conversão, Paulo já se destacava por sua entrega e veemência a uma missão (At 9.2). Logo após a conversão o apóstolo Paulo não perdeu o desejo de ser útil a Deus, sendo assim dedicou com toda veemência à propagação do evangelho chegando a realizar três viagens missionárias (At 13.2,3).

Identificação do apóstolo nas epístolas. O apóstolo Paulo em suas 13 cartas se apresenta de três maneiras: servo, apóstolo e prisioneiro. As cartas antigas começam com o nome e credenciais do remetente e também uma saudação ao destinatário. Com estas três credenciais torna-se notório que o apóstolo Paulo exercia com primazia o ministério no qual tinha sido chamado.

Como servo (Rm 1.1,Fp 1.1, Tt 1.1), o apóstolo Paulo foi submisso a Deus e não teve medo de assumir riscos em prol do Evangelho. Por tal atitude Paulo foi um servo sofredor (2 Co 11.23-28).

Além de servo, Paulo em algumas das suas cartas se apresenta como apóstolo (Rm 1.1, 1 Co 1.1, Cl 1.1), como apóstolo Paulo queria demonstrar para as igrejas a validade de seu chamado.

Um verdadeiro apóstolo é homem que deve ter comunhão e experiência com Deus. Paulo, não obstante não ter convivido com Jesus como os demais apóstolos, teve experiências espirituais que os outros não tiveram. E essas experiências fortaleceram sua vida espiritual e solidificaram o seu relacionamento com Cristo. Ele diz que teve “visões e revelações do Senhor” (1 Co 12.1); com bastante modéstia, falando na terceira pessoa, diz que “foi arrebatado ao terceiro céu”... “e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar” (1 Co 12.2,4). Que palavras foram essas, só Deus e Paulo sabem (RENOVATO, 2021, p. 75).

E por fim, como prisioneiro Paulo se apresenta a Filemon tanto para demonstrar a sua situação no momento como prisioneiro e para introduzir o assunto que tinha a expor com Filemon (Fm 1.1).

Paulo e o fim da carreira. A prática de um chamado estruturado será confirmada no fim da carreira ministerial. Paulo encerra suas atividades ministeriais se apresentado como soldado (combati o bom combate), como atleta (acabei a carreira) e como mordomo (guardei a fé).

Como soldado Paulo foi valoroso e estratégico, isto em sua missão, como atleta o apóstolo foi incansável e submisso e, como mordomo Paulo concretiza o valor da paciência e da esperança para ser bem sucedido ministerialmente.

III – APOSTOLICIDADE ATUA (Ef 4.11)

1- Ainda há apóstolos?

2- Apóstolos fora dos doze.

3- O ministério apostólico atual.

Por fim, o ministério apostólico existe nos dias atuais, porém, o que estar ocorrendo é que lideranças cristãs que querem para si os olhares da multidão, altamente se separam com títulos específicos para destaque.

Atualmente, o que podemos ver como ministério de caráter apostólico, é o trabalho dos missionários, quando são enviados para desbravar campos, em países de povos não alcançados pelo evangelho de Cristo. Se um missionário vai assumir um trabalho que já está estabelecido, cujas bases e desenvolvimento deveram-se ao esforço de outros companheiros, não pode dizer que faz um trabalho de apóstolo, e sim, de pastor ou evangelista (RENOVATO, 2021, p. 80).

Não basta ter o título de apóstolo o que os servos de Cristo devem possuir nos dias atuais é o desejo de serem servos e úteis à obra do Senhor.

Referência

RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais e Ministeriais: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.