Deus é Fiel

Deus é Fiel

sexta-feira, 19 de julho de 2024

Subsídio – Lições Bíblicas Jovens – CONSERVANDO OS VALORES E GUARDANDO A IDENTIDADE

CONSERVANDO OS VALORES E GUARDANDO A IDENTIDADE

Conforme o Resumo da Lição:

Manter a identidade cristã em uma cultura hostil é a principal prova de fidelidade ao Senhor.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    Em meio a hostilidade do mundo o cristão deverá manter-se íntegro ao Senhor.

Ø    Manutenção da identidade, maior prova de fidelidade.

A presente lição tem como objetivos:

Descrever a submissão dos jovens hebreus ao ensino na Babilônia;

Conscientizar sobre os perigos da relativização de valores e da desconstrução de identidades;

E, Propor ensino para hoje, considerando o exemplo de Daniel e seus amigos.

I – HEBREUS NA UNIVERSIDADE DA BABILÔNIA

O cristão não poderá perder a conformidade com Deus por nada desta vida. Ter conformidade com Deus é ser justo, reto e conhecer a Deus. O indivíduo que possui conformidade com Deus não se deixa levar por cultura que contraria a Palavra. Daniel e seus amigos não usufruíram da comida do rei por que iria de contra partida ao princípio espiritual.

Na Babilônia existia um padrão de ensino, a cultura era sofisticada, válido lembrar que foram os povos da mesopotâmia que desenvolveram a escrita cuneiforme. A respeito dos caldeus foram esses pioneiros nos aspectos de estudos da astronomia e importantes para com propagação da matemática.

Isso mostra que, ao serem introduzidos na educação daquele povo, os jovens hebreus estavam adentrando num mundo totalmente diferente. Eles corriam o risco de aculturação, isto é, a perda da cultura e das crenças hebraicas, por meio da assimilação e acomodação à cultura dos caldeus. Isso fazia parte do plano de Nabucodonsor (Nascimento, 2024, p. 37).

Além de terem conformidade com Deus os jovens demonstraram maturidade. Resultados são provenientes de escolhas. Os jovens souberam escolher, isto é, não aceitaram a alimentação oferecida aos deuses da Babilônia e por isso, Deus retribuiu conforme a fidelidade.

II – DA RELATIVIZAÇÃO DE VALORES À DESCONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES

De forma sigilosa a cultura babilônica procurava relativizar a verdade. O que nos dias atuais é considerada verdade relativa, já era uma semente do inimigo no contexto histórico desestruturar os hebreus no exílio. Portanto, firmes nos princípios, o jovem Daniel e seus amigos não se curvaram a uma modalidade de vida diferente, mas foram eles diferentes por manterem íntegro ao Senhor.

 A sutilidade na Babilônia se manifestava por meio da mudança dos nomes, objetivo, retirar a identidade do indivíduo com os princípios que o regia. Exemplo, os nomes dos jovens do hebraico foram alterados para a língua acadiana.

Nome - Hebraico

Significado - Hebraico

Nome - Acadiana

Significado – Acadiana

Daniel

Deus é meu juiz

Beltessazar

Bel protege o rei

Hananias

Deus é gracioso

Sadraque

Iluminado pelo o sol

Misael

Quem é como Deus

Mesaque

Aquele que pertence a deusa sesaque

Azarias

Deus ajuda

Abede-Nego

Servo do deus Nego

 

Como nunca, a forma de proceder dos jovens hebreus serve como modelo de bravura e resistência aos ímpetos de destruição identitária. Podem até mudar nosso nome, mas não conseguirão mudar quem somos: cristãos. Aqueles que creem e vivem em Cristo (Nascimento, 2024, p. 41).

III – ENSINOS PARA HOJE

O último tópico apresenta o profeta Daniel como modelo para as gerações posteriores, apresentando-o em três poses diferentes: primeira, pose de jovem dedicado, escolheu não contaminar; segunda pose, mesmo sendo jovem tornou-se modelo de excelência; e como terceira pose, foi íntegro a Deus em meio a uma sociedade corrupta.

Com o aumento do pecado o cristão autêntico não poderá se deixar levar pelo ato de contaminação. Para isto o cristão deverá tomar cuidado com a concupiscência dos olhos, da carne e com a soberba da vida.

Muitos são os modelos para uma vida cristã autêntica. No contexto bíblico inúmeros nomes são lembrados como, por exemplo: Abraão, Moisés, Davi, João, Paulo e dentre outros. Daniel é um destes personagens a ser lembrado, porém o que chama atenção é que Daniel já se tornava modelo de excelência nos dias da sua vida.

Referência:

NASCIMENTO, Valmir. Na cova dos leões: o exemplo de fé e coragem de Daniel para o testemunho cristão em nossos dias. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

RUTE E NOEMI: ENTRELAÇADAS PELO O AMOR

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – RUTE E NOEMI: ENTRELAÇADAS PELO O AMOR

Conforme a Verdade Prática:

Amar uns aos outros sem nada exigir em troca evidencia que Deus está em nós e nos une em relacionamentos fortes e duradouros.

Da verdade prática compreende-se que:

Amar uns aos outros sem nada exigir em troca deverá ser a ação do cristão;

Amar sem querer nada em troca demonstra que Deus está presente no cristão;

Relacionamentos fortes são desenvolvidos mediante a prática do amor e de forma incondicional.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar a proposta de Noemi;

Abordar a convicção amorosa de Rute em relação a sua sogra;

Refletir a respeito da convicção de Rute “o teu Deus é o meu Deus”.

A palavra-chave para a presente lição é amor. Amor corresponde com ação do doar, ou seja, do ato de se entregar para com a ocorrência do bem para com outra pessoa. A maior prova de amor demonstrada na Bíblia Sagrada é da ação do próprio Deus que entregou o Seu único filho, o Senhor Jesus Cristo, para morrer em prol do resgate de todos aqueles que creem.

I – A PROPOSTA DE NOEMI

O relato inicial do Livro de Rute permite compreender as dificuldades vivenciadas por Noemi, a angústia vivenciada por essa personagem da Bíblia conduz o entendimento de três crises possíveis enfrentados por Noemi:

A falta de pão em Belém, fato que forçou a migração para a região de Moabe.

A morte de Elimeleque, esposo de Noemi.

A morte dos dois filhos de Noemi.

Muitas são as aflições do justo, porem o Senhor livro o justo de todas. A maneira de Deus agir não corresponde com a ótica humana, porém trata-se de uma maneira própria do agir do Deus de Abraão.

Possivelmente os filhos de Noemi era jovens doentes, o que explica a morte prematura de ambos, sobre a causa de provável debilidade física possível explicação encontra-se na crise econômica, pois na cidade de pão, Belém, faltava-se pão.

A lição que tiramos desse exemplo de Noemi é: os problemas da vida não podem nos paralisar (Pv 24.10). Depois da crise, vem a bonança. Noemi experimentou essa verdade, como veremos mais à frente na história. As desistências fazem-nos perder bênçãos extraordinárias. Confiar em Deus e seguir em frente é sempre o caminho certo. Nas atitudes práticas, de nossa responsabilidade, está a parte da terapia que pode ajudar-nos a superar os dramas da vida (Queiroz, 2024, p. 37).

II – A CONVICÇÃO AMOROSA DE RUTE

Noemi propôs que suas noras retornassem e vivessem com seus povos, ambas choram, no entanto, Orfa retorna para a casa de seus parentes, enquanto Rute resolve seguir a Noemi.

As palavras de Rute para Noemi são inspirações para convites de casamentos, assim como também sermões voltadas para com a vida a dois, no entanto, não foram apenas as palavras ditas, foram também as ações de Rute que escolheu seguir Noemi e se entregar por manter uma viúva já em idade que necessitava de cuidados.

Ser amigo nos momentos de bonança é fácil por demais, manter amigos enquanto tem bens para atrai-los é fácil, porém, ser amigo de quem nada tem a oferecer é a mais profunda demonstração de amor filial. Amar não é esperar receber algo em troca, é doar para quem necessita de cuidados e de atenção devida.

[...] O amor de Rute era prático, assim como a sua espiritualidade. Ela confiava no Deus de Noemi, o Deus de Israel, o que demonstrou através de atitudes firmes, séries, responsáveis e puras (Queiroz, 2024, p. p. 42).

III – A CONVICÇÃO DA MULHER: O TEU DEUS É O MEU DEUS

A convicção de Rute demonstra a existência de uma fé fervorosa firmada em Deus, que para os dias atuais trata-se de uma fé que inspira e ensina a respeito de uma vida prática que agrada ao Senhor.

Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam (v.1).

Fundamento significa essência ou realidade. A fé trata as coisas que se esperam como realidade (Radmacher; Allen; House, p. 660).

Por segundo, a fé é a prova das coisas que se não veem (v.1).

Prova significa evidencia ou convicção. A própria fé prova que o que é invisível é real, como serão, por exemplo, as recompensas do crente na volta de Cristo, (2Co 4.18) (Radmacher; Allen; House, p. 660).

Referências:

QUEIROZ, Silas. O Deus que governa o mundo e cuida da família. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

COMO VIVEREMOS NA BABILÔNIA

Subsídio – Lições Bíblicas Jovens – COMO VIVEREMOS NA BABILÔNIA

Conforme o Resumo da Lição:

O crente fiel pode habitar na Babilônia, mas a cultura da Babilônia não pode ter domínio sobre ele.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    O crente fiel pode habitar na Babilônia;

Ø    A babilônia não pode ter domínio sobre o crente.

A presente lição tem como objetivos:

Apresentar a chegada dos jovens hebreus na Babilônia;

Conhecer as características da imponente cidade;

Identificar a cultura e o espírito da Babilônia;

E, Compreender como viver e testemunhar na Babilônia.

I – A CHEGADA DE DANIEL E SEUS AMIGOS NA BABILÔNIA

No ano 606 a.C. o rei Joaquim, oficiais da corte e dentre outros, Daniel e seus amigos foram conduzidos para a Babilônia. O registo em 2 Reis 24.14 estima em 10 mil pessoas, entre nobres, artífices e ferreiros, transportados de Jerusalém (Nascimento, 2024, p. 23).

Daniel foi um jovem levado cativo para a Babilônia, e no desenrolar histórico o jovem no império no qual foi conduzido se transformou em um grande líder e tornou-se reconhecido como um grande profeta de Deus. O profeta Daniel foi usado por Deus para revelar fatos que o alça ao título de profeta contemporâneo, pois sua mensagem corresponde com fatos que aconteceram, estão acontecendo e hão de acontecer.

O livro de Daniel poderá ser dividia em duas partes: a narrativa e a apocalíptica.

Na narrativa (Daniel 1-6) os relados da obra correspondem com a vida de Daniel e com relatos de pessoas próximas do profeta. Já na segunda parte, a apocalíptica, temas como setentas semanas, o anticristo e o prenúncio do tempo do fim, tornam-se centrais.

II – A IMPONENTE BABILÔNIA

No que tange ao período do cativeiro, era a Babilônia o que mais se aproxima na atualidade de modernismo, é tanto que uma de suas obras tornou-se em uma das sete maravilhas do mundo antigo. Na economia se destacava por ser centro entre o ocidente e o oriente. Geograficamente ao aspecto topográfico se destacava em ser caracterizada por planícies. Localizava na mesopotâmia, isto é, terra entre rios.

A Bíblia apresenta a Babilônia pelas suas características de idolatria e prostituição espiritual 9Na 3.4; Is 23.15; Jr 2.20); por isso, a atmosfera da cidade estava impregnada pelo paganismo e politeísmo (Nascimento, 2024, p. 29).

Portanto, idolatria é tudo aquilo que usurpa o lugar de Deus (Gomes, 2016, p. 112). Na visão divina idolatria é:

Abominável (Dt 7.25).

Odiosa para Deus (Dt 16.22).

Tola e sem sentido (Sl 115.4,8).

Não tem proveito algum (Is 46.7).

É contagiosa (Ez 20.7).

É pedra de tropeço (Ez 14.3).

São impotentes (1 Co 8.4; Hb 10.5) – (Gomes, 2016, p.114).

III – A CULTURA E O ESPÍRITO DA BABILÔNIA

A Babilônia é no contexto bíblico um lugar literal, assim como também é uma representação figurada no que tange aos valores tanto no âmbito espiritual como no contexto moral.

Na tangência espiritual a Babilônia corresponde com o sistema que é contrário a Deus e se levanta conta tudo que pertence a Deus. Tornando, assim, corresponde com a depravação e a degeneração total.

No ato de vivenciar a ideia relativista os babilônicos consideravam que o crer por parte dos outros era relativo aos costumes e crenças, porém no que correspondia ao pensar dos mesmos existia uma verdade que os demais deveriam acatar, por outro lado a cultura da fé dos outros povos era banalizada.

O cristão não poderá perder a conformidade com Deus por nada desta vida. Ter conformidade com Deus é ser justo, reto e conhecer a Deus. O indivíduo que possui conformidade com Deus não se deixa levar por cultura contraria a Palavra. Daniel e seus amigos não usufruíram da comida do rei por que iria de contra partida ao princípio espiritual dos jovens.

Além de terem conformidade com Deus os jovens demonstraram maturidade. Os jovens souberam escolher, isto é, não aceitaram a alimentação oferecida aos deuses da Babilônia e por isso, Deus retribuiu conforme a fidelidade.

IV – VIVENDO E TESTEMUNHANDO NA BABILÔNIA

Daniel e seus amigos estavam na Babilônia, vivendo em um ambiente que apresentava cultura diferente da deles, porém, os mesmos mantiveram a integridade de judeus crentes em Deus que não abandonaram a própria fé e nem abandonaram suas convicções no Senhor. Exemplos para os cristãos na atualidade, que estão no mundo, mas não são do mundo.

Por fim, na Babilônia Daniel e seus amigos desenvolveram testemunho de jovens íntegros com o Senhor, da mesma forma, o crente na atualidade deverá manter íntegro com Deus vivendo nesse mundo.

Referência:

GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito, como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

NASCIMENTO, Valmir. Na cova dos leões: o exemplo de fé e coragem de Daniel para o testemunho cristão em nossos dias. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

O LIVRO DE RUTE

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O LIVRO DE RUTE

Conforme a Verdade Prática:

Servir a Deus não nos isenta de crises. Em qualquer circunstância, o segrego é permanecer fiel, confiando na providência divina.

Da verdade prática compreende-se que:

Servir ao Senhor não isenta o cristão de passar por crises.

Mesmo em período de crises o cristão deverá manter-se fiel a Deus.

Em meio a crise o cristão deverá confiar na providência do Senhor.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Fazer a análise da organização do Livro de Rute;

Remontar o contexto histórico do Livro de Rute;

E, Apresentar o propósito e a mensagem do Livro de Rute.

O livro com quatro capítulos apresenta uma história marcada por amizade, amor, redenção, renúncia, escolha e resultados.

I – A ORGANIZAÇÃO DO LIVRO

O Livro de Rute era lido na festa de pentecoste pelos os judeus, fazia parte dos cinco rolos, ou seja, cinco livros curtos que eram lidos nas festas judaicas. Enquanto que na divisão da Bíblia cristã o livro de Rute se encontra na parte chamada de livros históricos e narra a história de duas mulheres, Noemi e Rute, no período conhecido como período dos juízes. Silva sobre o período dos juízes relata as seguintes afirmações:

O quinto período da época de Israel é conhecido como o período dos juízes. Tal momento histórico tem como marco inicial a morte de Josué e abrange cerca de 300 anos encerrando no fim do governo de Samuel, que outorga início ao período da monarquia. A narrativa do período dos juízes encontra se no sexto livro da Bíblia o de Juízes e também nas narrativas iniciais de 1º Samuel.

No período anterior vitória e sucesso foram marcantes no cotidiano do povo israelita, enquanto que no período em estudo o destaque ficou para as palavras derrota e fracasso. Portanto, a derrota e fracasso vivenciado pelo povo foram motivados por escolhas e falta de conhecimento de Deus e da obra de Deus para com o povo de Israel (Jz 2.10) (Revista Manancial, Ano 9, Edição 28, p. 29).

Sobre a autoria existem discussões no que tange os seguintes nomes: Esdras, Ezequiel e Samuel, porém pelas descrições de aproximação da escrita para com os fatos como o autor estivesse vivenciando aquele momento, entende-se que Samuel tenha sido o autor, fator corroborado pela tradição judaica.

II – O CONTEXTO HISTÓRICO

O livro foi escrito no período da monarquia, fato que se percebe no momento em que o escritor enfatiza a pessoa de Davi. Sobre os dias em que viveu Rute imagina-se que foi nos dias do líder Samuel por se tratar-se de três gerações anteriores ao monarca Davi.

Ainda sobre o período dos juízes percebem-se quatro momentos que se repetem, sendo eles: o povo serve a outros deuses, Deus entrega o povo a outros povos, o povo volta para Deus e Deus suscita um juiz. Sobre o povo voltar para Deus conclui-se que:

A prática do pecado de idolatria conduzia os israelitas à opressão seguida de tristeza e dor. Em tal situação a nação israelita gemia (Jz 2.18). O povo de Israel voltava para Deus por vivenciar o caos de ser submetidos por nações vizinhas. Em meio a suas aflições os israelitas clamavam a Deus e se arrependiam da apostasia (Jz 2. 15,18) (Revista Manancial, Ano 9, Edição 28, p. 30).

E como resultado do arrependimento e do clamor a Deus um líder era suscitado no meio do povo para outorgar livramento a Israel.

O juiz era um homem ou uma mulher escolhido por Deus, qualificado por meio da vocação mediante o poder da presença de Deus em seu ministério (Jz 2.18, 6.16), possuía autoridade em sua missão (Jz 6.14), e além de tudo era sobrenaturalmente revestido de poder do Espírito Santo de Deus (Jz 3.10) (Revista Manancial, Ano 9, Edição 28, p. 30).

III – O PROPÓSITO E MENSAGEM

Há mais de um propósito descritivo no livro de Rute, no presente tópico três são trabalhados: o cetro de Judá; amor e redenção; e, fidelidade e altruísmo.

A confirmação do cetro, ou seja, do trono como promessa para com os descentes de Judá.

A expressão de amor de Rute para com Noemi, assim como a redenção preestabelecida por intermédio de Boaz.

E por fim, existia um remanescente fiel a Deus em um período de desobediência, assim como o altruísmo, o amor para com o próximo é enfatizado no livro.

Referências:

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Cronologia Bíblica. Revista Manancial, Ano 9, Edição 28.

sexta-feira, 5 de julho de 2024

DANIEL: UMA JORNADA DE FIDELIDADE

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – DANIEL: UMA JORNADA DE FIDELIDADE

Conforme a Síntese:

Daniel é um exemplo inspirador de fidelidade em uma cultura hostil.

Compreende-se por meio da síntese que:

Daniel é um exemplo de fidelidade;

Daniel viveu em um período hostil para com a fidelidade a Deus, porém mesmo contra a adversidade o profeta manteve-se íntegro ao Senhor.

Daniel é apresentado na sua própria obra com três características básicas: como homem público, como homem de oração e como profeta. Como homem público Daniel se destacou pela sabedoria e pelo compromisso às atividades assumidas. Como homem de oração em meio As afrontas de inimigos para silenciá-lo o estadista continuou seu costume de orar a Deus diariamente e por três vezes ao dia. E, como profeta Daniel entra no cenário como profeta que notificou a Israel a respeito da libertação da nação.

A presente lição tem como objetivos:

Entender o panorama geral do livro de Daniel;

Compreender o contexto histórico da vida do profeta;

E, Refletir a respeito da chegada dos jovens hebreus na Babilônia.

I – O LIVRO DE DANIEL

Em doze capítulos escritos por Daniel é perceptível uma narrativa histórica que abrange fatos ocorridos entre os ano 605 a.C.  até 536 a.C. correspondendo com a primeira invasão dos babilônicos a Terra Santa até o período que marca a queda da Babilônia.

Sobre o conteúdo é nítido temas que corresponde com o que estava acontecendo, assim como com temáticas correspondentes com fatos escatológicos.

O livro leva o nome do autor, ou seja, Daniel é o escritor do livro. Apesar de haver estudiosos que questionam a autenticidade da escrita do profeta, mas também há importantes teólogos que ratificam a autoria do sábio Daniel.

Porém não se pode esquecer que: “Em essência, Daniel é o protagonista do seu livro, mas Deus é o protagonista de todas as coisas. Durante nossa jornada nesse mundo, buscamos a fidelidade inabalável” (Nascimento, 2024, p. 15).

O livro é didaticamente dividido em duas partes:

A primeira corresponde com os capítulos 1 a 6, que predominam dados próprios da vida do estadista.

Enquanto que a segunda corresponde com os capítulos 7 a 12 que predominam as descrições referentes com as visões e as interpretações das visões.

II – COMPREENDENDO O CONTEXTO

Três acontecimentos podem ser citados como elementos contextuais do período em que o livro foi escrito: o motivo do cativeiro, as etapas do cativeiro e a duração do cativeiro.

O motivo do cativeiro. Nos dias do rei Josias o povo de Israel vivenciou um profundo avivamento. Avivamento significa trazer a vida, ou seja, alguém que perdeu os sentidos e por ação espiritual passa a ter de volta os sentidos recobrados. Entretanto, em vinte e dois anos o Reino do Sul foi destruído, isto, porque após a morte do rei Josias o povo degenerou-se espiritualmente e moralmente. No governo de Josias o avivamento foi motivado pela descoberta do livro da lei (2 Re 22.8) e também pelo apoio dos profetas Jeremias (Jr 1-12), Sofonias (Sf 1.1) e Habacuque (Hb 1.2-4) com o objetivo levar o povo a presença de Deus. Todavia a perca do temor ao Senhor e o abandono da palavra de Deus levou o povo a destruição.

Etapas do cativeiro. Em 606 a.C, Nabucodonosor invadiu o território dos judeus. Iniciando nesta data o cativeiro de Judá. Para melhor compreensão histórica nota-se que o cativeiro dos judeus ocorreu em três etapas.

a) a primeira etapa; no ano de 606 a.C, período em que os tesouros do templo foram levados (2 Cr 36.7) e também a elite de Judá: o rei Joaquim, os oficiais da corte e entre eles Daniel e seus três amigos (Dn 1.1-7).

b) segunda etapa; no ano de 597 a.C, Jerusalém foi pela segunda vez invadida pelos babilônicos e desta vez foram conduzidos 10.000 homens para Babilônia entre eles Ezequiel (2 Re 24.14).

c) terceira etapa; no ano 586 a.C, pela terceira vez Jerusalém é invadida e desta vez o templo e a cidade são destruídos ficando na cidade apenas os pobres (2 Re 25.12).

Duração do cativeiro. O cativeiro babilônico durou 70 anos, sendo profetizado por Jeremias (Jr 25.12). Em setenta anos os judeus andaram errantes em meio a um povo idólatra.

III – A RELEVÂNCIA DO LIVRO DE DANIEL PARA OS NOSSOS DIAS

O livro de Daniel tem como mensagem principal a “Soberania de Deus” daí se retira a primeira relevância da obra para com a igreja da atualidade. Ou seja, Deus está no controle de todas as coisas, isto é, todas as coisas obedecem aos desígnios de Deus.

O livro de Daniel, portanto, possui uma mensagem singular para a Igreja na atualidade. A sua vida na Babilônia é um exemplo de coragem, fé e integridade diante de circunstâncias adversas. Ele também nos ensina a confiar em Deus em todas as situações e a buscar a sua vontade em nossa vida (Nascimento, 2024, p. 21).

ReferênciaS

NASCIMENTO, Valmir. Na cova dos leões: o exemplo de fé e coragem de Daniel para o testemunho cristão em nossos dias. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

quarta-feira, 3 de julho de 2024

DUAS IMPORTANTES MULHERES NA HISTÓRIA DE UM POVO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – DUAS IMPORTANTES MULHERES NA HISTÓRIA DE UM POVO

Conforme a Verdade Prática:

Conhecidas ou anônimas, muitas mulheres foram fundamentais no plano divino de redenção da humanidade.

Da verdade prática compreende-se que:

Deus tem um plano de redenção para com a humanidade.

Deus tem usado inúmeras pessoas para com a concretização de seus desígnios, e dentre essas pessoas, inúmeras mulheres tem sido escolhidas por Deus.

Mulheres conhecidas ou não tem sido usadas por Deus para que o plano da salvação seja executado.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar o perfil de Rute, a moabita;

Traçar o perfil de Ester, a judia que ascendeu ao posto de rainha;

E, Refletir a respeito da mulher cristã como protagonista no Reino de Deus.

I – RUTE: UMA MULHER IMPORTANTE PARA A LINHAGEM DE DAVI

O presente tópico permite compreender que a origem de Rute, a saga da família de Elimeleque e a bênção do Senhor sobre a vida de Rute mediante as escolhas desenvolvidas com muita sabedoria por Rute.

A respeito de Rute é necessário entender que em sua genealogia ela procede de Moabe, personagem Bíblico que teve origem de forma incestuosa entre Ló e a filha primogênita. No decorrer da trajetória de Moabe percebe-se que a descendência do mesmo tornou-se contrário ao povo de Israel. Rute era descendente de Moabe, porém, o caráter da mesma é retratado de forma ímpar por singularidade e por fidelidade.

Por falta de pão em Belém, Elimeleque juntamente com esposa (Noemi) e os filhos migraram para os campos de Moabe. Passando o tempo Elimeleque faleceu e os seus filhos casaram, Malom casou-se com Rute e Quiliom casou-se com Orfa. Ao passar dez anos os dois filhos de Noemi faleceram, ficando assim três mulheres viúvas. Noemi decide regressar para Belém e despede de suas noras, porém Rute decide seguir a Noemi. Decisão que outorgou a Rute o privilégio em fazer parte da genealogia de Jesus.

[...] Rute surgiu inesperadamente no cenário bíblico e passou a integrar a linhagem de Davi ao casar-se com Boaz, um belemita, descendente de Salmom e Raabe, a meretriz (Mt 1.5). esse foi mais um capítulo da soberania providência, rumo ao pleno cumprimento do plano salvífico anunciado desde Adão (Lc 3.23-38). Deus estava trabalhando para cumprir a sua promessa. Ele é sempre fiel em tudo o que promete (Nm 23.19; Js 21.45; 2 Co 1.20) (Queiroz, 2024, p. 16).

II – ESTER: A MULHER QUE AGIU PARA A SOBREVIVÊNCIA DOS JUDEUS

O segundo tópico permite compreender a respeito da trajetória do povo de Israel para o cativeiro babilônico e a soberania divina em transformar uma garota órfã em rainha na Persa.

Para melhor compreensão histórica nota-se que o cativeiro dos judeus ocorreu em três etapas.

a) a primeira etapa; no ano de 606 a.C, onde que os tesouros do templo foram levados (2 Cr 36.7) e também a elite de Judá: o rei Joaquim, os oficiais da corte e entre eles Daniel e seus três amigos (Dn 1.1-7).

b) segunda etapa; no ano de 597 a.C, Jerusalém foi pela segunda vez invadida pelos babilônicos e desta vez foram conduzidos 10.000 homens para Babilônia entre eles Ezequiel (2 Re 24.14).

c) terceira etapa; no ano 586 a.C, pela terceira vez Jerusalém é invadida e desta vez o templo e a cidade são destruídos ficando na cidade apenas os pobres (2 Re 25.12).

Entretanto, o cativeiro babilônico durou 70 anos, sendo este período de tempo profetizado por Jeremias (Jr 25.12). Em setenta anos os judeus andaram errantes em meio a um povo idólatra. Porém, Jeremias ficou em Jerusalém, enquanto o povo foi levado cativo, deste episódio originou a obra Lamentações de Jeremias, em que o profeta enfatiza as misericórdias do Senhor como causa da existência dos judeus (Lm 3.22).

Do campo Ester como estrela foi erguida por Deus para sentar no trono e propósito divino “Cinco anos depois essa jovem judia, agindo com sabedoria e muita coragem, obteve do rei um decreto que livrou da morte o povo judeu de todo o império (8.9). foi providência divina agindo em favor da geração piedosa a fim de preservá-la para o seu grande e eterno propósito: a vinda do Messias” (Queiroz, 2024, p. 23,24).

III – MULHERES DE DEUS COMO PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA

A mulher não precisa negar sua origem para servir ao Senhor, assim como a mulher não precisa lutar contra o homem, como personagem da sociedade para obter o espaço em cumprir o seu legado como escolhida por Deus. Ester e Rute ensinam pela prática a necessidade de cada ser humano, não apenas as mulheres, mas de todos, saberem:

Esperar no tempo de Deus.

Não agir sem a permissão divina.

Entender que a obediência é o caminho para a prosperidade em tudo.

E, ser submisso ao Senhor.

Referências:

QUEIROZ, Silas. O Deus que governa o mundo e cuida da família. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

sexta-feira, 28 de junho de 2024

A CIDADE CELESTIAL

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A CIDADE CELESTIAL

Conforme a Verdade Prática:

A cidade celestial é o alvo de toda a nossa jornada que iniciou com o Novo Nascimento e se consumará com a entrada pelos portões celestiais.

Da verdade prática compreende-se que:

O alvo de toda a jornada cristã está em chegar no céu;

A jornada iniciou-se com o novo nascimento;

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Conceituar o paraíso;

Explicar a eternidade como doutrina e como descrita no Livro de Apocalipse;

E, Conscientizar a respeito do estado final de todos os santos.

I – O PARAÍSO ETERNO

As descrições, novo céu, nova terra e nova Jerusalém, se associam a três dimensões: a dimensão celestial, novo céu; a dimensão terrestre, nova terra; e, a dimensão urbana, nova cidade.

Já no que corresponde à nova Jerusalém, três são os indicadores que define a nova Jerusalém ao patamar de uma cidade sublime:

Primeiro, a grande cidade (Ap 21.10), logo a grandeza da cidade corresponde ao suprimento da necessidade dos seus habitantes.

 Em segundo, a santa cidade (Ap 21.10),   isto é, a cidade é perfeita e livre de todo mal.

Por fim, em terceiro a cidade descerá do céu, por isso, haverá nela a glória de Deus (Ap 21.10).

[...] Tudo sugere uma cidade literal: ouro, ruas, dimensões, pedras. Ela desce do céu, pois é impossível construir uma cidade santa aqui (Silva, 1997, p. 268).

II – O ETERNO E PERFEITO ESTADO

Os detalhes inseridos no texto sagrado da nova Jerusalém indica que ela é uma cidade real. Cidade cujo construtor também é real (Hb 11.10). Se o mundo atual afetado pelo pecado possui as suas maravilhas o que será dito da nova cidade em que nela não haverá maldição (Ap 22.3), não haverá necessidade dos governos naturais que governam os dias e as noites - sol, lua e estrelas – (Ap 22.5), não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21.4).

[...] A luz de Cristo atravessa em todas as direções, por tratar-se de ouro transparente, e nada pode impedir a difusão dos raios luminosos de Cristo. Assim fica demonstrado que, a cidade terrestre (na era milenial) haverá necessidade de luz, como podemos ver em Is 30.26, pois haverá noite e haverá dia: fatores da vida física... Agora na presente era, os remidos andam por fé, vêem as coisas celestes “[...] refletindo como um espelho” (2Co 3.18); mas ali tudo será alterado (Silva, 1997, p.275).

III – O ESTADO FINAL DE TODOS OS SANTOS

A frase “na casa de meu Pai há muitas moradas” transmite dois ensinamentos básicos: primeiro ensino, a casa pertence ao Criador e segundo nesta casa há muitas moradas. Na tradução NVI a expressão muitas moradas corresponde a uma casa pequena com muitos cômodos envolta de um pátio que é o pondo de encontro para o lazer dos filhos que mora envolta do seu pai. Na Nova Jerusalém os filhos de Deus estarão envoltos do Pai celestial.

Para um mundo perfeito é necessário que exista uma composição com elementos essenciais como a de um governo capaz somada com habitantes conscientes, que desfrute de conhecimentos, comunhão e vivam em amor. Por muitos anos esta tem sido à busca de homens para uma sociedade melhor, porém, estas teorias ao serem executadas pelo o homem eliminou o essencial que é a presença de Deus. Ou seja, não haverá uma sociedade justa com a ausência de Deus. Na nova Jerusalém a perfeição será real porque o próprio Deus a governará com isto os habitantes serão os salvos de todas as épocas que possuirão conhecimento perfeito e desfrutarão da perfeita comunhão e do perfeito amor.

Na Nova Jerusalém o amor de fato será sincero, generoso e longânimo. A perfeição do amor de Deus na nova Jerusalém se manifestará no amor que galardoa os salvos (Tg 1.12).

O primeiro livro da Bíblia é o de Gênesis, o livro do princípio, enquanto o último livro é o de Apocalipse que corresponde a revelações. Todavia, o primeiro como o último livro da Bíblia possui relações diretas no que trata a ordem da história da humanidade, se em Gênesis encontra-se as origens das coisas, em Apocalipse o conhecimento do desfecho de todas as coisas torna-se notável. Mas, os últimos capítulos de Apocalipse são conhecidos como o gênesis do apocalipse, portanto as origens de uma nova época encontram se nos capítulos finais de Apocalipse.

Referências:

SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.