Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Subsídio para as aulas da EBD – Esperando a Volta de Jesus


Subsídio para as aulas da EBD – Esperando a Volta de Jesus
A verdade prática define a existência de dois tipos de crentes, no que corresponde à volta de Cristo, isto é, os que serão arrebatados e os que ficarão.
O crente não poderá esquecer que:
O arrebatamento é uma promessa de Jesus Cristo (Jo 14.3).
A primeira fase da segunda vinda de Jesus será de surpresa (Mt 24.43,44).
O esfriamento do amor é um dos sinais da segunda vinda de Jesus (Mt 24.12).
A segunda vinda do Senhor se dará em duas fases, são elas:
1- A primeira fase. Será nos ares com o objetivo arrebatar a igreja (1 Ts 4.16,17). Não será visível a todos.
2- A segunda fase. Juntamente com os santos Jesus virá a terra para reinar por mil anos. Esta vinda será visível a todos (Mt 24.26,27).
I – AGUARDANDO A VOLTA DO SENHOR
É necessário que os cristãos que aguardam a vinda do Senhor Jesus tenham uma vida ilibada, isto é, uma vida santa em toda a maneira de viver.
Por isso, Jesus disse:
Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem.  Pois nos dias anteriores ao Dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o Dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado. Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada. "Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam (Mt 24.37-44).
Surge uma pergunta que incomoda: quem subirá e quem ficará?
Subirão os que manterão a fé, a vigilância, a santidade e o amor. Já os que ficarão serão aqueles que não conseguirão manter firmes na presença do Senhor, logo perderam ou perderão a fé, não vigiaram, não foram santos e perderam o amor.
Uma palavra sobre a Importância da Santificação:
Se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus (Jo 3.3). Os que estão na carne não podem agradar a Deus (Rm 8.8). Ambas as passagens bíblicas indicam que o homem após o pecado tornou-se incapaz. Logo, com a incapacidade humana, de si chegar à presença de Deus, o próprio Deus traçou o caminho para que a humanidade se aproxime dEle.
A regeneração só é possível na pessoal do Senhor Jesus Cristo (At 4.12). Enquanto, a conversão é à saída do indivíduo do mundo, a santificação é à saída do mundo de dentro do cristão. A regeneração é a abrangência da conversão com a santificação.
Em Cristo a imagem de Deus no homem é restaurada, pois quando o indivíduo volta para Deus é por Deus santificado, porque Ele é a fonte de todo o bem.
II – ATITUDES ERRÔNEAS DIANTE DA VINDA DE JESUS
Há uma grande porção de profecias a respeito da Segunda Vinda do Senhor Jesus, estando estas distribuídas nos dois Testamentos.
Profecias proferidas pelos profetas do Antigo Testamento. A primeira a ser observada é a do salmista Davi, quando o mesmo difere as duas vindas do Messias. Na primeira vinda, assim registrou o monarca Davi: Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra (Sl 24.7,8). O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra define a obra redentora do Messias. Já ao relatar da segunda vinda Davi assim escreveu: Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da Glória (Sl 24.9,10). O Senhor dos Exércitos, isto é, Ele não estará sozinho, estará com o seu exército, isto é, o arrebatamento da igreja.
Os profetas Zacarias e Ezequiel também registraram a respeito do Advento do Senhor Jesus.
Depois o Senhor sairá para a guerra contra aquelas nações, como ele faz em dia de batalha. Naquele dia, os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e o monte se dividirá ao meio, de leste a oeste, por um grande vale; metade do monte será removido para o norte, e a outra metade para o sul (Zc 14.3,4). Esta profecia corresponde com a segunda fase da segunda vinda do Senhor Jesus.
Uma desgraça! Uma desgraça! Eu farei dela uma desgraça! Não será restaurada, enquanto não vier aquele a quem ela pertence por direito; a ele eu a darei (Ez 21.27). Também a respeito da segunda fase da segunda vinda do Senhor Jesus.
Profecias a respeito da segunda vinda do Messias presente no Novo Testamento. Os evangelistas Marcos e Lucas escreveram a respeito daquele dia da seguinte maneira: Então verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e grande glória (Mc 13.26; Lc 21.27).
Da mesma forma o evangelista João, Tiago, Pedro e Paulo também escreveram a respeito do advento do Senhor Jesus.
Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro (1 Jo 3.1-3).
Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera (Tg 5.7).
Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para agir; estejam alertas e ponham toda a esperança na graça que será dada a vocês quando Jesus Cristo for revelado (1 Pe 5.13).
Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram. Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com essas palavras (1 Ts 4.13-18).
Portanto, o ignorar a vinda de Jesus é agir contra as profecias Bíblicas. E escarnecer das profecias corresponde a não ter o conhecimento necessário das profecias e há aqui a identificação da perca da fé e da esperança.
III – ATITUDE DO SEVO FIEL ANTE A VOLTA DO SENHOR
Há o servo fiel e o servo infiel. O fiel sabe esperar a vinda do Senhor Jesus e isto torna notável no ter uma vida irrepreensível, no não dar lugar a carne e por fim, no produzir frutos.
O chamado de Deus na vida do cristão tem como propósito a frutificação. Porém, que o fruto permaneça (Jo 15.16), isto é, que as obras desenvolvidas pelos membros da igreja continuem a frutificar. Portanto, que os frutos permaneçam indica que houve obediência ao chamado divino e que há uma permanência de boa frutificação, e isto se dará nos lares, isto é, na educação dos pais para com os filhos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou: Ramo ligado à Videira Verdadeira


Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou: Ramo ligado à Videira Verdadeira
Texto: Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.
Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito (Jo 15.1- 7).
Em suas últimas horas com os discípulos o Senhor Jesus transmite um profundo ensino sobre liderança. As instruções do Líder dos líderes abrangem os seguintes pontos: servir, amar e permanecer.
O capítulo quinze faz menção da videira, árvore muito conhecida pelos discípulos e de muito valor para o povo israelita, tendo em vista que Israel é comparado por Asafe a uma videira (Sl 80.15).
Logo, o capítulo em estudo compara os discípulos a varas, que em outras versões serão identificados como ramos ligados à videira, sendo esta a Videira Verdadeira. Jesus é a videira e o Pai é o lavrador. Portanto, os ramos que dão frutos são limpos pela Palavra para produzirem mais frutos e que estes frutos permaneçam.
Definições de papéis
É bem notável a função do Pai, do Filho e dos discípulos, nos cinco primeiros versículos do capítulo em estudo. O Pai é apresentado como o lavrador. O Filho é videira verdadeira. E os discípulos são os ramos.
1- Jesus é a Videira Verdadeira. Jesus veio para os seus e os seus não receberam (Jo 1.11), isto é, Israel não deu frutos e por isso, foi desligado da videira. Por ser Jesus a videira todos os que estiverem ligados a Ele darão frutos (v.2), serão limpos pela Palavra (v.3), terão seus pedidos de oração atendidos (v.7), e dentre outros serão chamados de discípulos de Jesus (v.8).
2- O Pai é o lavrador. O lavrador é aquele que cuida do plantio. Deus no uso de suas atribuições como lavrador, limpa a videira para que esta dê mais frutos.
O limpar da videira se dá em duas etapas:
Na primeira etapa há eliminação dos ramos que não dão frutos (v.2), que serão lançados fora, e por consequência secarão e irão para o fogo (v.6).
Já a segunda etapa corresponde com os ramos que dão frutos que serão limpos para produzirem mais frutos (v.2).
3- Os discípulos são os ramos. No singular as palavras do Senhor Jesus são ditas para onze dos doze apóstolos. Porém, a abrangência desta palavra ecoa e se anexa à igreja.
Ser comparado a ramos há identificação de que a igreja é dependente de Deus, desde o produzir frutos até ter respostas às orações.
Os ramos que estão em Cristo
1- Serão limpos. Quem desenvolve a limpeza é o lavrador. Logo, o Pai por ser zelo limpa os ramos da videira utilizando a Palavra, isto é, purificando e santificando a igreja pela Palavra.
Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra (Sl 119.9).
Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti (Sl 119.11).
Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17).
A limpeza se dá com o objetivo que os ramos deem mais frutos e que estes frutos permaneçam (v.2,16).
2- Pedirão tudo o que quiserdes. Em Mt 7.7 a bondade de Deus é revelada no dar, revelar e abrir. Pois, o que pede, recebe; o que busca, encontra; e, ao que bate se abre (Mt 7.8). A oração é o diálogo existente entre o cristão e Deus, entretanto a oração é a forma do cristão pedir. Porém, a oração deverá ser feita no nome de Jesus (Jo 14.13,14).
E aos discípulos o Senhor Jesus ensina que eles pedirão o que quiserdes e será feito, porém, há duas condições: primeira, os discípulos deverão estar em Cristo, e a segunda condição corresponde em que as Palavras de Cristo estejam presentes no íntimo dos discípulos.
3- Produzirão frutos permanentes. O chamado de Deus na vida do cristão tem como propósito a frutificação. Porém, que o fruto permaneça, isto é, que as obras desenvolvidas pelos membros da igreja continuem a frutificar. Portanto, que os frutos permaneçam indica que houve obediência ao chamado divino e que há uma permanência de boa frutificação, e isto se dará nos lares, isto é, na educação dos pais para com os filhos.
Palavra Final
Portanto, ser ramo ligado à videira outorga aos cristãos o dever de permanecer em Cristo. O permanecer em Cristo indica ter comunhão com Ele, já permanecer na Palavra envolve obediência a Deus. Portanto, Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou: ramo ligado à Videira Verdadeira.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Subsídio para as aulas da EBD – Sinais que Antecedem a volta de Cristo


Subsídio para as aulas da EBD – Sinais que Antecedem a volta de Cristo
A verdade prática enfatiza a necessidade de a igreja vigiar para não ser apanhada de surpresa na Vinda do Senhor Jesus.
A presente lição transmite três divisões no que corresponde os sinais referentes à vinda do Senhor Jesus.
O primeiro tópico corresponde com os sinais na vida da igreja. Já o segundo corresponde com os sinais nos céus. E o terceiro tópico corresponde com os sinais na terra.
SINAIS NA VIDA DA IGREJA
Poderá ser também chamado de sinais religiosos, ou de âmbito religioso, pois correspondem com o surgimento de falsos cristos e falsos profetas, com a apostasia, com a doutrina de demônios e com a perseguição à igreja.
 O próprio Senhor alerta os discípulos dizendo que muitos virão em meu nome (Mt 24.4,5).
Deste a ascensão de Jesus muitos falsos cristos tem se manifestado no mundo dizendo ser o Messias, porém, os mesmos eram descrições exatas da veracidade da Escritura Sagrada, no corresponde o surgimento de falsos cristos. A igreja deverá estar alerta para não ser pega despreparada do conhecimento, pois muitos serão enganados por terem o conhecimento das profecias Bíblicas.
A apostasia é um adultério espiritual, ou seja, é uma traição a Deus. Assim escreve Lima:
Apostasia (gr. apostasia) significa desvio, afastamento, abandono. Tem o sentido também de revolta, rebelião, no sentido religioso. Numa definição clara, apostasia que dizer abandono da fé... Apostasia, no original do Novo Testamento, vem do verbo aphistemi, com o sentido de rejeitar uma posição anterior, aderindo a posição diferente e contraditória á primeira fé, repelindo-a em favor de nova crença (p.23).
A apostasia é o abandono premeditado da fé. E conforme os ensinos bíblicos é adultério espiritual. No contexto ministerial há líderes que se apostataram da fé, abraçando posições que outrora eram rejeitas pelo mesmo. Porém, o maior problema causado por tal atitude se refere ao desvio de uma comunidade. Líderes que mudam suas concepções erroneamente levam consigo inúmeras pessoas. E por passar o tempo percebe-se o fracasso espiritual destas famílias.
As doutrinas de demônios apresentam em seus ensinos por meio dos falsos mestres a negação da veracidade bíblica, assim como a negação da divindade de Cristo. Portanto, o líder cristão em exercício de suas funções pastorais deve aconselhar e ensinar os crentes a serem disciplinados e a aprenderem as verdades da Palavra do Senhor. 
Sobre a veracidade bíblica é necessário saber que os fatos narrados pelos escritores da Sagrada Escritura são verídicos “porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).
A veracidade da Bíblia é também definida pela integridade geográfica, pois as descobertas arqueológicas provam com exatidão o local em que as circunstâncias descritas na Bíblia aconteceram. É também definida pela integridade etnológica, isto é, as afirmações bíblicas sobre as raças são corroboradas pelas descobertas acerca dos povos antigos narrados nas Escrituras. Há também a integridade cronológica que relaciona período do fato e não há controvérsia em datas quando se trata das narrativas da Bíblia com as descobertas. E por fim, a integridade histórica, na Bíblia nomes de reis e personagens importantes são citados o que corresponde com as narrativas de anais históricos das antigas civilizações.
SINAIS NOS CÉUS DA VINDA DE CRISTO
Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas (Lc 21.25). A lua desviou da órbita em cerca de vinte quilômetros, logo, a mudança na órbita define sinais presentes nesta obra criada.
Para Dr. Crommeli, “algumas influências desconhecidas estão agindo sobre a lua, e não temos a menor ideia do que sejam” (apud BANCROFT, p.330).
Sobre as estrelas assim descreve Bancroft:
Em 1918, uma nova estrela de primeira grandeza foi descoberta por diversos olhos ao mesmo tempo, e imediatamente foi verificada pelo observatório de Greenwich.
Outras descobertas importantes no céu têm seguido em ordem e com suficiente frequência para trazer o mundo ciente dos sinais nas estrelas, que aumentarão, apontando a vinda de Cristo e o fim da dispensação (p.330).
GUERRAS, CONFLITOS E TERREMOTOS
Os sinais na terra estão divididos em: naturais, políticos, tecnológicos e espirituais.
Os sinais naturais se cumprem na natureza física e na humana. Na física haverá terremotos (Mt 24.7) e na humana haverá pestilência (Mt 24.7).
Os sinais na política serão notáveis nos acordos entre as nações (Dn 2.7) e nas guerras existenciais entre os povos (Mt 24.7).
Já os tecnológicos (Dn 12.4; Na 2.4) se define com o aumento dos transportes, tanto nacionais como internacionais, nada é senão verdadeiramente fenomenal, quer visto em relação aos indivíduos que participam dos mesmos, quer aos meios e métodos empregados (BANCROFT, p.331).
Por fim, os espirituais se tornarão notórios com o aumento da iniquidade (Mt 24.12), logo haverá uma apostasias (1 Tm 4.1).
Referência
BANCROFT, Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.
LIMA, Elinaldo Renovato de. O Final de todas as coisas, esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou: Luz do mundo


Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou: Luz do mundo
Texto: Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus (Mt 5.13).
O valor da luz está notável no existir da luz. Pois, os benefícios da luz são inúmeros, como por exemplo: a visibilidade, o fornecimento de energia e a produção de alimentos.
Logo, o cristão como luz do mundo é responsável para a doação de visibilidade espiritual, fortalecer os fracos e através das boas obras, produzir discípulos.
Compreendendo a luz
A luz foi criada por Deus e duas verdades correspondem com a criação da luz: a primeira verdade, é que a luz criada no primeiro dia não correspondia ao sol, e a segunda verdade é que a luz era proveniente do próprio Deus.
As notificações acima levam a entender que a luz independe do sol, pois com o novo céu e a nova terra, quem há de brilhar será o Senhor Jesus, o Sol da Justiça.
A ciência categoricamente descreve que o sol e as estrelas possuem luz própria, enquanto que a lua não possui. Portanto, o sol através da atuação em liberar luz outorga benefícios para a humanidade, estes desde a vida do próprio indivíduo como dos elementos envolta do indivíduo.
Por outro lado, tendo como motivo maior o pecado. O sol passou a ser responsável por transmitir problemas ligados à saúde das pessoas, assim como também, com a própria duração da vida dos seres vivos.
Mas, mesmo assim, os benefícios são verdadeiros indicadores que a luz do sol é de total importância para os seres vivos.
O cristão como luz do mundo
O cristão como luz do mundo é comparado a uma cidade edificada sobre um monte. A cidade não poderá ser escondida. Não é possível passar por um cristão e não reconhecê-lo como servo de Deus. Portanto, apenas aqueles que não demonstram mais a luz de Cristo é que são ocultados por tamanha falta de luz.
O alqueire era um recipiente utilizado para medir grãos. Sendo o cristão a luz do mundo, o mesmo, deverá estar no lugar certo para realizar a vontade de Deus. A luz não foi criada para ser limitada, mas para resplandecer e dá a luz para todos.
Logo, a luz doada pelo cristão deverá atingir primeiramente os da própria casa para que em seguida venha alcançar as demais pessoas.
O Senhor Jesus disse: enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo (Jo 9.5).
Portanto, na atualidade quem tem a responsabilidade de agir como luz do mundo é o cristão, pois Jesus tem outorgado aos seus seguidores o poder para alterar o ambiente e alterar para o bem das pessoas.
O resplandecer da luz deverá ter como objetivo único glorificar a Deus. Por fim, o cristão não tem luz própria, mas o cristão é a luz refletida da glória do Senhor Jesus.
Palavra Final
A luz possui como alcance aqueles que estão a sua volta. As casas das pessoas pobres necessitavam apenas de uma candeia, logo, os seres humanos são limitados, enquanto que Cristo não é limitado, por isso, é necessário que a luz de Cristo brilhe em todos.

Subsídio para as aulas da EBD – Escatologia, o estudo das últimas coisas


Subsídio para as aulas da EBD – Escatologia, o estudo das últimas coisas
O texto áureo é categórico em descrever que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhos, ou seja, será um perigo marcado com muitas dificuldades. Já a verdade prática sintetiza o estudo escatológico a uma doação de esperança para os salvos.
Portanto, o estudo a respeito dos últimos acontecimentos, traz para os salvos a esperança e muito regozijo. Já para os ímpios a ocorrência das últimas coisas trará desolação, dor e desespero.
I – O ESTUDO DA ESCATOLOGIA
Escatologia é o estudo sistemático das últimas coisas.
Lima de maneira didática divide o estudo da escatologia em duas partes: escatologia geral e escatologia individual (p. 9).
A escatologia geral abrange os seguintes estudos:
O fim dos tempos, o arrebatamento da igreja, a grande tribulação, a vinda de Cristo, o milênio, o juízo final e o perfeito estado eterno.
Já a escatologia individual corresponde com os seguintes temas:
O estado intermediário, a ressurreição dos mortos e o destino final.
Sobre a temática, escatologia, Horton assim descreve:
O que a Bíblia diz a respeito dos últimos eventos da vida e da história não é mera reflexão. O Gênesis demonstra que Deus criou de conformidade com um plano que incluía sequência, equilíbrio, correspondência e clímax. Todas as coisas não acontecem por acaso. Depois, de Adão e Eva haverem pecado, Deus lhes fez a promessa de que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3.15; cf. Ap 12.9). A partir daí a Bíblia desdobra paulatinamente um plano de redenção com promessas feitas a Abraão (Gn 12.3), a Davi (2 Sm 7.11,16) e aos profetas do Antigo Testamento. Promessas estas que preveem a vinda de Jesus e seu triunfo final. O Evangelho garante-nos ainda que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo (Fp 1.6). Isto é: a Bíblia inteira focaliza o futuro. Um futuro assegurado pela própria natureza de Deus (p.609).
Logo, para Horton fica notável que a escatologia não é mera reflexão e que a mesma é importante para o cristão, porque corresponde ao futuro. Futuro que se caracteriza em ser tido como a esperança dos crentes, principalmente por se tratar da ressurreição dos que já morreram e também por se trata a respeito do arrebatamento da Igreja.
Sobre a esperança assim Ralph Riggs (Apud, Horton) descreve:
A ressurreição e translação dos santos possui uma extensão de glória que não conseguimos compreender... Virá o tempo em que o Espírito Santo nos envolverá no seu poder, transformará o nosso corpo pela sua força, e nos transportará para a glória... Essa será a manifestação dos filhos de Deus, a gloriosa liberdade dos filhos de Deus... O clímax triunfante da obra do Espírito Santo (p. 615).
II – A PREOCUPAÇÃO COM FINS DOS TEMPOS
Sobre a data referente à vinda do Senhor Jesus, muitos já se manifestaram com o objetivo, marcar data específica, porém concernente aquele dia e hora não cabe ao homem buscar discernir. O necessário é estar preparado para o momento exato e tão esperado por todos os cristãos de todos os tempos, isto é, o momento do arrebatamento da Igreja.
O inaceitável é que líderes cristãos tomem posse de tamanha baboseira e marquem a data para o retorno de Jesus.
III – INTERPRETAÇÕES ESCATOLÓGICAS
Há termos em destaque no estudo da Doutrina das Últimas Coisas que são fundamentais para conhecimento dos estudantes da Bíblia Sagrada.
Os pré-tribulacionistas são os que defendem o retorno de Jesus anterior aos sete anos de tribulação sobre a terra. Logo, o propósito da Grande Tribulação não é para a Igreja, mas para os israelitas.
Os pré-milenistas defendem que o retorno de Jesus será anterior ao milênio.
Os pré-milenistas  entendem as profecias do AT, bem como as de Jesus e do NT, de modo tão literal como seus contextos admitem. Reconhecem que o modo mais simples de interpretar essas profecias é colocar a Segunda Vinda de Cristo, a ressurreição dos crentes e o tribunal de Cristo antes ao Milênio, depois quais haverá uma soltura temporária de Satanás, seguida por sua derrota final. Então virá o julgamento do Grande Trono Branco do restante dos mortos, e finalmente, o reino eterno dos novos céus e nova terra (HORTON, p.631).
Também é importante saber sobre os pré-milenistas.
Dentro do pé-milenialismo, em geral, existe uma variedade de pontos de vista acerca do arrebatamento da Igreja, os quais incluem o pré-milenialismo pré-tribulacional e pós-tribulacional. Em outras palavras os pré-tribulacionistas estão divididos quanto as suas opiniões de quando o arrebatamento ocorrerá em relação à Tribulação e ao Milênio (LAHAYE, p.348).
Já os midi-tribulacionistas acreditam e defendem que a igreja passará pela metade da Grande Tribulação.
Os pós-tribulacionistas ensinam que a Igreja passará pela Grande Tribulação.
Há também os pós-milenistas que ensinam ser o Milênio uma extensão da Era da Igreja.
Por fim, os amilenista ensinam que não haverá milênio. Estes e muitos pós-mileninstas são considerados preteristas, ou seja, defendem que muitos dos temas escatológicos já aconteceram.
Referência Bibliográfica
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática, uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
LIMA, Elinaldo Renovato de. O Final de todas as coisas, esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou: Sal da Terra


Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou: Sal da Terra
Texto: Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que há de salgar? Para nada mais presta, se não para se lançar fora e ser pisado pelos homens (Mt 5.13).
 
O valor do sal só é notável na ação. Pois, o sal é importante no agir. No contexto histórico o sal teve grande participação para uma das maiores inovações no mundo do trabalho, isto é, o salário. Porém, o sal tem seu valor no agir, e se para isto, o mesmo não serve, deverá ser lançado fora.
Costume israelita no uso do sal
Primeiramente o sal era usado em cerimônias religiosas.
E toda a oferta dos teus manjares salgarás com sal, e não deixarás faltar à tua oferta de manjares o sal do concerto do teu Deus; em toda a tua oferta oferecerás sal (Lv 2.13).
Provavelmente o concerto de sal era selado em uma refeição com sal. Tal concerto tinha como propósito a duração perpétua.
Em segundo, o sal quando para nada prestava era misturado com outros elementos e era usado para cobrir as estradas.
Ser sal
Indica que o cristão é representante em um grande concerto e tem missão intrínseca.
Se o primeiro Adão falhou, o segundo proporciona salvação a toda à humanidade. E todos os que são vocacionados tornam representantes diretos do concerto da salvação de Jesus Cristo para com toda a humanidade.
Ser cristão é saber que Jesus o chamou para ser representante de Deus na terra, desenvolvendo com eficiência e eficácia, o chamado de Deus.
A missão intrínseca da igreja corresponde a ministrar a reconciliação através da pregação do Evangelho, e de fato o vencer o mal é também missão da igreja. O vencer o mal indica que a igreja possui autoridade outorgada por Deus.
Portanto, quando a igreja representa a Cristo na terra através da sua missão, a igreja estar exercendo o seu papel como sal da terra.
O agir do sal
Duas são as principais ações do sal: outorgar sabor e preservar.
O outorgar sabor indica que o cristão como sal da terra deverá proporcionar:
Esperança para os que perderam a esperança. Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo (Rm 15.13). Isto porque a esperança proporciona ao indivíduo alegria e paz.
Amor para com o próximo. Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (Jo 13.34,35). Portanto, amar o próximo indica que o cristão é discípulo do Senhor Jesus e tal verdade será conhecida por todos.
Fé para os que a perderam ou nunca tiveram. Ora sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). Pois, sem fé é impossível agradar a Deus.
E no que corresponde a preservar, o cristão como sal deverá viver uma vida de santidade. Isto é, uma vida separada para o uso de Deus. Pois o cristão é consagrado por Deus para ser bênção na vida de muitas pessoas.
Palavra Final
Portanto, a maior parte do versículo fala do não ser sal, pois se o mesmo for insípido, como salgará? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Há duas terríveis situações que são, a rejeição e a humilhação. O ser lançado fora indica rejeição, já ser pisado corresponde à humilhação.
Logo, o sal só tem seu valor no seu agir. Que a graça divina outorgue sabedoria à igreja para que esta exerça com cuidado o seu papel de sal da terra.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Subsídio para aulas da EBD – José, a realidade de um sonho


Subsídio para aulas da EBD – José, a realidade de um sonho
A verdade prática é clara em descrever o sucesso de José, pois não importava a situação social ou grupo social que o mesmo fazia parte, Deus estava com José para abençoá-lo.
I – A HISTÓRIA DE JOSÉ
O nome de José proporciona a compreensão no que corresponde o acrescentar de Deus. Raquel era estéril, problema que acompanhava a família de Abraão. Sara, Rebeca e Raquel foram mulheres amadas por seus maridos, porém, ambas carregavam a impossibilidade de serem mães. Mas, o ensino divino para com os teus se define na certeza que para Deus não há nada impossível.
A madre de Sara foi tocada por Deus e daí Isaque foi o resultado.
A madre de Rebeca foi tocada por Deus e daí o resultado foi Jacó.
E por fim, a madre de Raquel foi tocada por Deus e daí nasce José. Um ilustre da genealogia de Abraão.
O nascimento de José proporcionou a Jacó a tomada da seguinte decisão, o retorno para a terra de seus pais. O nascimento de filhos é decisivo para tomadas de decisões.
José é destaque nas mensagens principalmente por dois motivos: primeiro, por ser um exemplo vivo de sabedoria; e, segundo, por ter sido um jovem que tinha sonhos da parte de Deus.
Sobre sonho é certo afirmar que nem sempre os sonhos são compreendidos, mas se procedem de Deus, certamente se cumprirão no tempo oportuno.
II – UM ESCRAVO CHAMADO JOSÉ
O segundo tópico destaca os três Ps concernentes a José.
O primeiro trata-se do preço no qual José foi vendido. Os ismaelitas compraram José por vinte siclos de prata, valor que corresponderia a mais ou menos R$ 20,00, isto é, em média o valor pago por José foi de R$ 400,00.
Já o segundo corresponde com a pureza. José foi testado e aprovado. A esposa de Potifar tentou a José, porém, o jovem sabendo do grande perigo disse as seguintes palavras, como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus? Que belas palavras de um jovem que tinha convicção que Deus era com ele e a importância de si manter fiel à pessoa de Deus.
O terceiro trata-se da prisão. Vítima de uma mentira o patriarca José foi preso. Porém, com base na vida do jovem José percebe-se que até na prisão Deus prospera os teus. Não importa a situação o que importa é saber que Deus quando estar presente proporciona a ocorrência de bênçãos na vida dos teus.
III – UM LUGAR DE REFÚGIO PARA ISRAEL
A sabedoria de José torna-se notável e respeitada principalmente pela interpretação dos sonhos. E o importante é que José atribui a glória à pessoa de Deus.
José foi escolhido para administrar o Egito potência no período. Não apenas se destacou como administrador, mas também como economista. A lição deixada por José é que a solução de determinado problema não estar distante da realidade das pessoas.
Nada acontece por acaso, Deus tem um plano em tudo. José foi vendido para o Egito, propósito de Deus: salvar o seu povo de uma grande crise e cumprir sua Palavra em que os descendentes de Abraão viveriam em uma terra estranha por longos anos (Gn 15.13).
Palavra Final:
O período dos patriarcas corresponde ao contexto bíblico da chamada de Abrão e vai até a morte de José. Patriarcas que quer dizer os pais da nação israelita. Em destaque temos José como inteligente e sábio (Gn 41. 39), homem que possuía o Espírito de Deus (Gn 41.38).
Anterior ao nascimento de Isaque Deus tinha falado a Abrão que sua descendência serviria a um povo em cuja terra seria peregrina por quatrocentos anos (Gn 15.13) e José foi enquadrado no cumprimento desta profecia.
Conforme a última e mais extensa história de Gênesis, a de José, este personagem é um elo importantíssimo entre a promessa e o cumprimento. José foi lançado na cova (Gn 37. 24), por três motivos.
Primeiro motivo, os irmãos de José o lançaram na cova por que José tinha sonhos (Gn 37. 5-11), no contexto atual muitos são jogados na cova por possuírem sonhos.
Segundo motivo, José era amado de seu pai e isto provocava a seus irmãos (Gn 37. 3).
E como terceiro motivo, José tinha promessa de Deus. Deus tinha escolhido a pessoa de José para livrar ao povo de Israel de um período de seca.
Segundo o Salmo 119.85 os soberbos abriram covas para o salmista, da mesma forma os patriarcas de Israel abriram a cova para José. Soberbos são aqueles que possuem sentimentos negativos caracterizados pelo ego, em que se acham superiores a outros. Porém, quando o crente obedece à palavra de Deus ele nunca desce, mas por Deus será exaltado e isto aconteceu de fato na vida do patriarca José, e por Faraó o mesmo recebeu nome de Zafenate-Panéia, que provavelmente significa Deus fala e Deus vive (Gn 41.45), por fim, José foi exaltado por Deus.