Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 8 de março de 2016

Carta aos Romanos – Justificação pela Fé em Cristo


Justificação pela Fé em Cristo
Texto: 16- Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós.
21- E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.
22- Pelo que isso lhe foi também imputado como justiça.
25- O qual por nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação.  (Rm 4.16, 21, 22 e 25).
Na segunda parte da Epístola o apóstolo Paulo trata-se basicamente das doutrinas bíblicas. Sendo que a doutrina da salvação é analisada de maneira sistemática, a citar os elos: fé, justificação, santificação e a glorificação. No presente texto a fé é analisada e é exemplificada no modelo de vida de Abraão, que é o pai de todos. Portanto, a justificação para se concretizar teve como ponto fundamental, a morte e a ressurreição de Jesus, pois sem a ressurreição de Jesus Cristo não haveria a justificação. A ressurreição aprovou as palavras de Jesus, a vida de Jesus e as obras de Jesus. Logo, sem ressurreição não haveria a salvação.
Abraão e a promessa
Abraão é um dos maiores vultos da história. Dele descendem os judeus e os árabes. Estes últimos por parte de Ismael. De Abrão, pai da altura passou a ser chamado de Abraão que tem por significado pai de uma multidão de nações (Gn 17.5). Foi chamado aos 75 anos de idade (Gn 12.4), teve o nome mudado aos 99 anos de idade (Gn 17.1) e teve o seu filho aos 100 anos de idade (Gn 21.5).
Dentre as características de Abraão três em especial chamam atenção: primeira, foi chamado de amigo de Deus (Is 41.8); segunda característica, é chamado de o fiel Abraão (Gl 3.9) e por fim, como terceira característica, é considerado como o pai de todos nós (Rm 4.16).
1- Característica do chamado de Abraão. O chamado de Abraão teve características que o diferencia de outros personagens bíblicos.
1.1- Em primeiro o chamado de Abraão foi pela fé (Hb 11.8). Isto indica que o patriarca não andava por vista (2 Cor 5.7), mas por ser justo viveu pela fé, pois o justo viverá pela fé (Rm 1.17) e o mesmo sabia que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6).
1.2- Segundo, o chamado de Abraão exigiu a mudança de localidade. A mudança foi de Ur dos caldeus para ir a Canaã (Gn 11.31). A primeira mudança que Deus requer do ser humano ao chamá-lo é que o mesmo mude de atitudes. Atitude é a tendência de uma pessoa em julgar tais objetos como bons ou ruins, desejáveis ou indesejáveis. Portanto, há atitudes que menosprezam o próprio ser das pessoas, tais como atitudes egoístas, que não visualizam a vontade de Deus para si.
1.3- E em terceiro o chamado de Abraão teve um preço a ser pago. A renúncia da terra, da parentela e da casa são demonstrações do preço elevado pago por Abraão (Gn 12. 1). Abraão renunciou a terra natal, o conforto do lar, os amigos, o tradicional estilo de vida, o direito de habitar entre os teus, o direito de ter uma velhice tranquila e o direito de dirigir a sua própria vida. Renunciar é abrir mão de bens pessoais para servir a outros conforme a vontade de Deus.
2- Os ganhos de Abraão. Deus supre a caminhada. Tal afirmativa é notória na vida de Abraão, pois o mesmo aos setenta e cinco anos era incompleto em se tratando da ausência de um filho. Deus chama o patriarca. O patriarca obedece, logo vem o primeiro resultado o nascimento do filho da promessa.
Porém, antes que a promessa do filho se concretizasse Deus mudou o nome de Abrão para Abraão. Quando o ser humano obedece ao chamado primeiramente Deus muda o nome do mesmo, retirando todo o significado de dor, sofrimento, angústia e de exaltação para um nome que indique bênção.
Abraão não ficou preso em um passado esquecido por seus sucessores. Todavia, a experiência de vida de Abraão em conhecer e obedecer ao chamado de Deus para a sua vida fez do mesmo um dos personagens mais ilustre da história da humanidade. A importância do patriarca não estar limita na escrita bíblica ganhou campo e dimensão gigantesca. Tal dimensão foi conquistada pela obediência ao chamado.
Justificados em Cristo
A justificação é o elo da salvação que retira a penalidade do pecado. A justificação pode ser entendida em ser:
Salvação dos pecados praticados no passado. Libertação da penalidade ou da culpa do pecado. Um ato da graça. Momentânea. E ocorre enquanto o indivíduo estiver no mundo.
Entretanto, sem a ressurreição de Jesus não haveria a justificação. A ressurreição foi à confirmação das palavras de Jesus:
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último Dia (Jo 6.54).
A ressurreição de Jesus foi à confirmação de suas obras:
Mas eu tenho maior testemunho do que o de João, porque as obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que eu faço testificam de mim, de que o Pai me enviou (Jo 5.36).
A ressurreição de Jesus foi à confirmação de sua vida:
Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos (Mc 10.45).
Jesus ressuscitou ao terceiro dia e por quarenta dias apareceu aos seus discípulos, após subiu ao céu. Jesus é o centro da história do mundo, e sem Ele indivíduo nenhum alcançará a salvação, porque Ele foi entregue por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação (Rm 4.25).

domingo, 6 de março de 2016

Subsídio para a aula da EBD – O Juízo Final


O Juízo Final
E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles (Ap 20.11).
Para Radmacher, Allen & House: A terra e o céu fugiram é uma forma poética de descrever a destruição, pelo fogo, dessa criação e das obras relacionadas como é descrito em 2 Pedro 3.10-13 (p. 796).
O julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). O juízo final será diferente de todos os juízos que já fora realizados e que ainda serão realizados.
I – EVENTOS QUE ANTECEDEM AO JUÍZO FINAL
O diabo será lançado no abismo por mil anos (Ap 20.3) e acabando-se os mil anos, satanás será solto (Ap 20.7) e porá a prova a geração da era milenar assim como foi provado Adão. Sendo assim ocorrerá um evento descrito como Gogue e Magogue, ou seja, peleja final. Portanto, o fim será com o diabo sendo lançado no lago de fogo e enxofre (Ap 20.10).
Assim Silva argumenta a respeito de Apocalipse 20.10:
Aqueda de Satanás nesta secção, aludi, profeticamente, à queda de todos os poderes do mal... Ele tinha passado mil anos no abismo, mas isso foi uma ação intermediária. Agora, entretanto, ele sofrerá sua derrota final e irá para seu destino. Finalmente a cabeça da serpente é ferida para sempre... Ele será expulso dos ares para a terra e o mar no período da Grande Tribulação (12.9 e ss). Será aprisionado por mil anos (20.2 ss). E então, no texto em foco, derrotado completamente pela ação poderosa e imediata de Deus, mesclada de ira (p. 258).
Gogue e Maguogue são termos empregados metaforicamente para representar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, que naquele dia terá cujo número como a areia do mar e se levantarão sobre a liderança de Satanás para se ajuntarem em batalha contra Deus. Porém, a rebelião será sufocada por Deus (Ap 20.8,9) e Satanás será lançado no lago de fogo e enxofre.
II – O JUÍZO FINAL
É necessário simplificar esta temática em três interrogações:
Que hora será o Juízo Final? Sobre a hora ou o tempo do Juízo Final cabe entender a sequência dos fatos registrados no Apocalipse, que indica, o Juízo será após o reino milenial de Cristo e após a última apostasia.
Qual local será o julgamento? O julgamento será entre as duas esferas, o céu e a terra, pois pela presença de quem julgará fugirá o céu e a terra (Ap 20.11).
Quais serão as bases para o julgamento? A base do Juízo Final é a justiça perfeita de Deus. Deus é justo, perfeito e santo.
A segunda ressurreição é também conhecida como ressurreição dos mortos, pois trata – se de todos os mortos que morreram em seus delitos e pecados.
Segunda morte trata – se da separação eterna de Deus.
A morte e o inferno não são pessoas, entretanto simbolizam os dois grandes castigos que recaíram sobre a humanidade: experiência física terminal e penalidade eterna. Portanto, eles também serão lançados no lago de fogo.
Entretanto, quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda (Ap 22.11).
III – AS BASES DO JUÍZO FINAL
O grande trono Branco tem sua grandeza na ótica da importância do fechamento histórico como da sua abrangência aos fatos históricos assim como a abrangência do Supremo Juiz.
Haverá também a presença dos tronos dos justos, ou seja, todos os remidos estarão presente (Ap 20.4) para julgar até mesmo os anjos caídos (1 Co 6.3).
Cristo é o Juiz dos vivos e dos mortos, como Ele Juiz não há.
Serão abertos os seguintes livros:
1.         Livro da consciência (Rm 2.15).
2.         Livro da natureza (Sl 19.1-4).
3.         Livro da lei (Rm 2.12).
4.         Livro da memória (Lc 16. 25).
5.         Livro das obras (Ap 20.12).
Porém, há ênfase ao livro da vida. Pois neste encontra os nomes daqueles que confiaram e entregaram as suas próprias vidas a Cristo.
Por fim, o juízo final será diferente de todos os juízos que já fora realizados e que ainda serão realizados, por três questões básicas:
Primeira questão, quem julgará será Jesus Cristo (Jo 5.22);
Segunda questão, o lugar do julgamento não será em uma corte, mas sim no espaço, pois fugirá a terra e o céu (Ap 20.11).
 E por terceira, o juízo final se difere dos demais juízos anteriores por conter a seguinte verdade, não haverá como fugir deste julgamento. Hitler preferiu o suicídio a ser julgado pelas leis naturais, em suma Hitler conseguiu fugir do juízo humano, mas não conseguirá fugir do Juízo Final.
Referência:
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

terça-feira, 1 de março de 2016

Carta aos Romanos – Conhecendo o pecado


Conhecendo o pecado
Texto: 19- Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus 20- Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. (Rm 3.19,20).
Pecado (gr. Hamartía) tem como significado errar o alvo. Sendo que o pecado é toda transgressão à vontade de Deus. O resultado da hamartía é a morte, isto é, a transgressão traz a separação de Deus.
A hamartiologia resume as ações do pecado em três instancias: penalidade, poder e presença. A penalidade do pecado é real na vida daqueles que não foram justificados em Cristo. O poder do pecado é notável na vida daqueles que não se santificam em Jesus Cristo. E a presença do pecado só perpetuará na vida daqueles que não serão glorificados com o Senhor Jesus Cristo.
A penalidade do pecado
Paulo expressa que tanto judeus como os gregos, estão debaixo do pecado, isto é, estão sobre os efeitos do pecado (Rm 3.9). A penalidade do pecado permite a seguinte conclusão: não há um justo (Rm 3.10). Logo, se não há um justo debaixo da lei a depravação da humanidade se torna visível em:
1- Não há um justo, nem um sequer (Rm 3.10). Em outra versão não há uma só pessoa que faça o que é certo.
2- Não há ninguém que entenda (Rm 3.11). Ou seja, não há ninguém que tenha juízo. Os que estão debaixo da penalidade do pecado são indivíduos que não conhecem a Deus ou indivíduos que abandonaram a Deus. Fato associado ao homem natural, que não conhece, e ao carnal que abandonou a Deus. Portanto, o presente texto se associa com o homem natural que não conhece a Deus.
3- Não há ninguém que busque a Deus (Rm 3.11). Isto é, não há ninguém que adore a Deus. Quando associado ao homem carnal o não adorar a Deus presente no versículo se refere a ações religiosas, onde não há verdadeira adoração, mas pura apresentação.
4- Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis (Rm 3.12). Logo, todos se perderam e se tornaram inúteis. Desviaram e se fizeram inúteis, isto é, se tornaram em pessoas sem utilidade para Deus e para os propósitos de Deus.
5- Não há quem faça o bem, não há nem um só (Rm 3.12). Quem sabe fazer o bem e não faz comete pecado (Tg 4.17). O texto não se refere em não saber fazer o bem, mas ao fato de não querer fazer o bem.
6- Todos mentem e enganam (Rm 3.13). Os lábios dos que estão sobre o domínio do pecado são fontes de mentira e de morte.
7- Se apressam para matar (Rm 3.15). Pessoas distanciadas de Deus são propensas à violência. Eles cometem crimes e matam porque não têm nenhum respeito pela vida de seu semelhante (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.369).
8- Não há temor de Deus diante de seus olhos (Rm 3.18). Isto é, não há reverência divida a Deus. Para Salomão o temor do Senhor é o princípio de toda sabedoria (Pv 1.7).
A penalidade do pecado sobre o indivíduo indica que este se encontra no estado de escravidão. Portanto, o elo da salvação que retira a penalidade do pecado do indivíduo é a justificação.
O poder do pecado
O poder do pecado na vida do indivíduo é definido em duas situações: no aprisionar e no condenar.
O pecado aprisiona o indivíduo, isto é, faz do indivíduo escravo do mesmo. Sendo que o prisioneiro não tem liberdade em realizar sua própria vontade. Apenas o conhecimento da verdade liberta o homem do poder do pecado (Jo 8.32).
A segunda situação se relaciona com a condenação, pois o salário do pecado é a morte (Rm 6.23). Em alguns casos esta dominação leva a morte física, porém, antes que esta se concretize a morte espiritual torna se uma realidade e se define na perca da comunhão com Deus.
Os males existenciais na atualidade estão todos associados com o poder do pecado, pois este aprisiona e condena, mas graças a Deus que outorga vitória por intermédio de Jesus Cristo. Por fim, a santificação liberta o indivíduo do poder do pecado.
A presença do pecado
Conforme Ap 21.2, do céu descerá a nova Jerusalém. A primeira palavra, nova, corresponde a uma das características desta cidade que será uma cidade “Santa” (Ap 21.10). Nova, cidade desconhecida, guardada para os salvos de todas as épocas (Jo 14. 1-3).  Já a segunda palavra Jerusalém, tem por significado, habitação de paz.
Portanto, a glorificação do crente ao ser arrebatado e passar a viver na Nova Jerusalém indica que o pecado não estará mais presente.
A palavra chave para compreender este momento é Nikon. Ou seja, aquele que permanece em constante vitória. Na Bíblia de Estudo Pentecostal a explanação a respeito da palavra Nikon se define da seguinte maneira:
É aquele que, mediante a graça de Deus recebida através da fé em Cristo, experimentou o novo nascimento e permanece constante na vitória sobre o pecado, o mundo e satanás (p.1985).
 Em suma, a lei não foi dada para justificar, mas para expor os pecados. Já a graça revelada em Jesus Cristo justifica o indivíduo, levando-o à categoria de justo, Logo, perante Deus mediante a graça o ser humano é declarado íntegro. A lei condena o melhor dos homens, já a graça justifica o pior dos homens.
REFERÊNCIA
BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL. Edição Revista e Corrigida. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Subsídio para a aula da EBD – Milênio – Um tempo glorioso para a terra


Milênio – Um tempo glorioso para a terra
Que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos (Ap 20.4).
O versículo apresenta alguns pontos fundamentais:
Primeiro, na grande tribulação haverá pessoas que não prostrarão perante a besta e nem aceitarão o sinal da mesma.
Segundo, haverá a ressurreição de mortos, ou seja, os mártires do período da grande tribulação ressuscitarão para governarem com Cristo por mil anos.
No período do milênio satanás estará preso e será solto após mil anos para tentar os moradores da terra. Em três versículos (Ap 20.1-3) há a demonstração de como Satanás será preso. E três pontos são fundamentais para compreender a prisão de Satanás.
Preso por um anjo. Para Silva o arcanjo Miguel deve está em foco nesta passagem (p. 253). O que se conclui é que o anjo terá em suas mãos a chave do abismo e a autoridade para prender a Satanás.
Abismo é equivalente à palavra hades e sheol. Que quer dizer, lugar escondido, e em determinados textos da Escritura Sagrada o termo é traduzido pela palavra tártaro, que do grego significa escuridão.
Preso por mil anos. A duração da prisão de Satanás durará mil anos (v.2,3). Haverá um selo na prisão, isto é, Satanás será impedido de agir de forma maléfica. Selo no texto indica sela fechada.
Preso para não enganar durante mil anos. A única filiação de Satanás narrada na Bíblia é a mentira (Jo 8.44). Portanto, durante o longo histórico da humanidade Satanás se ocupou em enganar as nações, porém, esta ação não será desenvolvida no período do Milênio.
I – O REINO MILENIAL
O milênio será um período escatológico que ocorrerá após a Grande Tribulação. Os mil anos não corresponde a um termo figurado, mas corresponde literalmente há mil anos, sendo que cada ano possuirá 365 dias e entre eles haverá os anos bissextos. Neste período Satanás estará preso e o acontecimento que marcará o início do milênio será a ressurreição dos mártires da Grande Tribulação.
A terra será governada por Jesus, pois o que escreveu Zacarias corrobora esta verdade:
E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia, um será o Senhor, e um será o seu nome (Zc 14.9).
E Jerusalém será a capital do mundo, tanto espiritual como capital política. Pois, acontecerá, nos últimos dias, que se firmará o monte da Casa do Senhor no cume dos montes e se exalçará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. E virão muitos povos e dirão: vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor (Is 2.2,3).
II – O GOVERNO DE JESUS CRISTO
As descrições, novo céu, nova terra e nova Jerusalém, se associam a três dimensões: a dimensão celestial, novo céu; a dimensão terrestre, nova terra; e, a dimensão urbana, nova cidade.
Já no que corresponde à nova Jerusalém, três são os indicadores que define a nova Jerusalém ao patamar de uma cidade sublime:
Primeiro, a grande cidade (Ap 21.10), logo a grandeza da cidade corresponde ao suprimento da necessidade dos seus habitantes.
 Em segundo, a santa cidade (Ap 21.10),   isto é, a cidade é perfeita e livre de todo mal.
Por fim, em terceiro a cidade descerá do céu, por isso, haverá nela a glória de Deus (Ap 21.10).
Os detalhes inseridos no texto sagrado da nova Jerusalém indica que ela é uma cidade real. Cidade cujo construtor também é real (Hb 11.10). Se o mundo atual afetado pelo pecado possui as suas maravilhas o que será dito da nova cidade em que nela não haverá maldição (Ap 22.3), não haverá necessidade dos governos naturais que governam os dias e as noites - sol, lua e estrelas – (Ap 22.5), não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21.4).
Para um mundo perfeito é necessário que exista uma composição com elementos essenciais como a de um governo capaz somada com habitante consciente, que desfrute de conhecimentos, comunhão e vivam em amor. Por muitos anos esta tem sido à busca de homens para uma sociedade melhor, porém, estas teorias ao serem executadas pelo o homem eliminou o essencial que é a presença de Deus. Ou seja, não haverá uma sociedade justa com a ausência de Deus. Na nova Jerusalém a perfeição será real porque o próprio Deus a governará com isto os habitantes serão os salvos de todas as épocas que possuirão conhecimento perfeito e desfrutarão da perfeita comunhão e do perfeito amor.
Na Nova Jerusalém o amor de fato será sincero, generoso e longânimo. A perfeição do amor de Deus na nova Jerusalém se manifestará no amor que galardoa os salvos (Tg 1.12).
III – ASPECTOS RELEVANTES DO MILÊNIO
Abaixo registraremos quatro aspectos relevantes a respeito do milênio:
1- Será um período em que Cristo governará sobre a Terra. Portanto, este governo de Cristo será realizado com aqueles que fizeram parte da primeira ressurreição. E estes terão autoridade sobre os povos da Terra (Ap 20.6; Mt 19.21).
2- Será o período em que a Terra gozará da autêntica liderança. Pois, neste período haverá paz, segurança, prosperidade e justiça (Is 2.2-4; Is 65.21-23; Zc 9.10).
3- No período do milênio a natureza será restaurada. A natureza voltará a sua forma original com duas características consideradas ímpares: perfeita e bela (Is 65.25).
4- Os dias dos viventes serão multiplicados (Is 65.20). A morte estará presente e atuante no período do milênio, porém, o que morrer com a idade de cem anos será considerado a um jovem.
O reino milenar tem como objetivo, aproximar a nação de Israel à pessoa de Deus. Por fim, assim como a igreja primitiva acreditava no arrebatamento, também acreditavam no Reino Milenar de Jesus Cristo. Portanto, a igreja hodierna também acredita que em um período escatológico os seus membros de todos os tempos serão sacerdotes e reis para governarem com Cristo durante mil anos (Ap 1.6).
Referência:
SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Carta aos Romanos – O conhecimento da Lei


O conhecimento da Lei
Texto: 12- Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. 13- Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. 14- Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; 15- Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; 16- No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho. (Rm 2.12-16).
Para o apóstolo Paulo a existência da lei está associada com a presença da transgressão. Até existe um provérbio que enfatiza que “boas leis são provenientes de más condutas”. Por isso, sabe que as leis foram mediadas para que os hábitos maus fossem refreados. Nos escritos de Paulo aprende-se que a existência da lei estar associada à disciplina e a educação, pois pelo meio educativo os israelitas conheciam suas culpas. Portanto, a lei foi promulgada não por causa da obediência de alguns, mas por causa da desobediência de muitos. Porque a lei na sua instrução se aplica à corrupção humana.
Conceito de Lei
O termo lei tem sua definição do substantivo hebraico torá que significa instrução ou direção. Portanto, a palavra lei transmite a ideia de seta que corresponde com objeto indicador do caminho. A aplicação que se faz da lei é que a lei é uma seta que mostra o Caminho, isto é, a Torá indica para a pessoa de Jesus Cristo que é o Caminho que conduz o ser humano à salvação.
A lei é espiritual (Rm 7.14), pois a mesma é um reflexo moral de Deus. Por isso, a lei instrui, mas ao mesmo tempo a lei intensifica o pecado. A intensificação se dá por ser o indivíduo pecaminoso e apto para as coisas carnais.
A lei também direciona, isto é, o ser humano passa a realizar o que é conforme o querer de Deus. Porém, nas palavras de Jesus a lei e os profetas dependem de dois mandamentos. O primeiro, amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento (Mt 22. 37), e o segundo mandamento corresponde com o amor ao próximo (Mt 22. 39).
Em suma, o amor é a mais nobre de todas as leis; porém, os homens continuam mais a aprendê-la do que a pô-la em prática (CHAMPLIN, p. 759).
Os tipos de Lei ou os preceitos da Lei
Não existe mais de uma lei. O que existe são os preceitos da lei. E os preceitos da lei estão divididos em morais, cerimoniais e civis. Porém, com linguagem didática estes preceitos são definidos como os tipos de lei.
1- Lei moral. Os preceitos morais visavam à normalização das relações sociais, e têm como essência os dez mandamentos. Resumem-se em amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Cristo viveu este preceito quando Ele se entregou por toda a humanidade (Jo 3.16).
2- Lei cerimonial. Os preceitos cerimoniais visavam à normalização do sacerdócio levítico. Jesus cumpriu o sistema cerimonia da lei na sua morte (Mt 27.50,51).
3- Lei civil. Os preceitos civis visavam à normalização das normas jurídicas e a prática da vida social dos israelitas. Jesus transferiu os preceitos civis, ou valores jurídicos para a igreja.
Leis citadas por Paulo na epístola aos Romanos
Cerca de 70 vezes o termo lei aparece na epístola aos Romanos e com amplo significado. Na carta aos Romanos há sete tipos de leis citadas pelo o apóstolo.
1- Lei da Fé (Rm 3.27). Estar associada a imposições, ou seja, esta lei requer fé da parte dos que são chamados por Deus, também requer correta ação e é a lei da fé que os servos de Deus seguem.
2- Lei do marido (Rm 7.2). Se vive o marido a mulher estar ligada ao cônjuge. Morto o marido a mulher fica livre. Logo, o apóstolo Paulo faz desta ilustração a seguinte aplicação: morreu-se a lei, agora o cristão é livre para casar com a graça (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.379).
3- Lei de Deus (Rm 7.21). O termo lei de Deus aparece sete vezes na Bíblia. Quatro destas no Antigo Testamento e estar associada com todo o Pentateuco (Js 24.26; Ne 8.8,18; Ne 10.29). Já no Novo Testamento aparece três vezes (Rm 7.22.25; Rm 8.7) onde há um contraste com a lei do pecado, logo a lei se associa com a ação divina que transforma e santifica o ser humano.
4- Lei do entendimento (Rm 7.23). Para Champlin esta é a porção mais nobre do homem, talvez em sua alma regenerada, ou pelo menos, da alma que já recebeu certa dose de iluminação espiritual. Essa lei combate a lei interior e corrupta (p.773).
5- Lei do pecado (Rm 7.23). Corresponde com a própria natureza do homem e impede este de fazer o bem. Logo, esta é a lei do homem carnal.
6- Lei da morte (Rm 8.2). Termo que se associa com o princípio do mal e com a lei de Moisés. O motivo desta se associar com a lei de Moisés estar na condenação proveniente da lei.
7- Lei do Espírito (Rm 8.2). Se a lei do pecado condena e leva o homem a morte, a lei do Espírito vivifica e conduz o homem à presença de Deus.
Portanto, no cumprimento da justiça da lei o ser humano deixa de andar segundo a carne. A justiça da lei se manifesta no amor de Deus outorgando aos homens a graça transformadora e libertadora, pois o cumprimento da lei é o amor (Rm 13.10).
REFERÊNCIA
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 3. São Paulo: Hagnos, 2014.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Subsídio para a aula da EBD – A Vinda de Jesus em Glória


A Vinda de Jesus em Glória
Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem, vindo sobre as nuvens (Mt 24.30).
A segunda vinda de Jesus se divide em duas fases:
A primeira fase: será nos ares com o objetivo arrebatar a igreja (1 Ts 4.16,17). Não será visível a todos.
A segunda fase: juntamente com os santos Jesus virá a terra para reinar por mil anos. Esta vinda será visível a todos (Mt 24.26,27).
Mateus 24.29 registra o que ocorrerá depois da aflição daqueles dias, isto é, após os sete anos da tribulação o Filho do Homem aparecerá no céu e todos verão a Jesus. Logo, aqui estar registrado a segunda fase da segunda Vinda de Jesus.
I – JESUS VOLTARÁ E TODOS O VERÃO
Jesus voltará com poder e glória tendo como objetivo implantar o Reino Milenar. Portanto, isto indica que Jesus dará fim a Grande Tribulação com a prisão e lançamento da besta e do falso profeta no ardente lago de fogo e de enxofre (Ap 19.21).
João assim escreveu:
E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco, o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça... E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro (Ap 19. 11,14).
Logo, os exércitos que há no céu não correspondem com legiões de anjos, mas com aqueles que estão com Jesus e participaram da segunda Vinda do Messias e o termo cavalos brancos é um símbolo comum de vitória, seriam apropriados para aqueles que já são vitoriosos sobre a besta (RADMACHER; ALLEN;HOUSE, p. 794).
Portanto, após o período da Grande Tribulação, na terra, e as Bodas do Cordeiro, no Céu, Jesus voltará com os santos, para dar fim às catástrofes mundiais, acabar com a Grande Tribulação, livrar Israel do Anticristo e seus aliados e implantar o seu Reino Milanial. A vinda de Jesus em glória é o que alguns estudiosos chamam de revelação, ou parousia. Com a vinda em glória, Ele preparará o mundo para o Milênio. Antes deste, diversos eventos serão vistos na Terra, protagonizados pelo Senhor Jesus Cristo (LIMA, p. 99).
II – JESUS VOLTARÁ PARA DAR A DEVIDA RECOMPENSA AOS ÍMPIOS E PARA LIVRAR ISRAEL DO EXTERMÍNIO
A segunda vinda do Senhor Jesus em sua segunda fase tem como objetivo: a implantação do Reino Milenial.
Porém, anterior à implantação do Reino Milenial, se destaca os seguintes objetivos da segunda vinda:
O castigo para os ímpios. Haverá o julgamento para todos os que se levantaram contra Israel (Zc 12.3).
Livramento de Israel. Israel estará cercado pelos exércitos do Anticristo aí Jesus descerá do céu e destruirá as nações (Zc 12. 8,9), na batalha do Armagedom ou colina de Megido.
Sobre a batalha do Armagedom é necessário saber:
Terá a duração de um dia.
Definirá a derrota do Anticristo e do falso profeta.
Satanás será preso.
E no final da batalha as nações serão julgadas e logo após haverá a instalação do Milênio.
III – PREPARAÇÃO PARA O MILÊNIO
Em três versículos há a demonstração de como Satanás será preso. E três pontos são fundamentais para compreender a prisão de Satanás.
Preso por um anjo. Para Silva o arcanjo Miguel deve está em foco nesta passagem (p. 253). O que se conclui é que o anjo terá em suas mãos a chave do abismo e a autoridade para prender a Satanás.
Abismo é equivalente à palavra hades e sheol. Que quer dizer, lugar escondido, e em determinados textos da Escritura Sagrada o termo é traduzido pela palavra tártaro, que do grego significa escuridão.
Preso por mil anos. A duração da prisão de Satanás durará mil anos (v.2,3). Haverá um selo na prisão, isto é, Satanás será impedido de agir de forma maléfica. Selo no texto indica sela fechada.
Preso para não enganar durante mil anos. A única filiação de Satanás narrada na Bíblia é a mentira (Jo 8.44). Portanto, durante o longo histórico da humanidade Satanás se ocupou em enganar as nações, porém, esta ação não será desenvolvida no período do Milênio.
Referência:
LIMA, Elinaldo Renovato de. O Final de todas as coisas esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.