Deus é Fiel

Deus é Fiel

sábado, 10 de dezembro de 2016

Bíblia Palavra Verdadeira

Bíblia Palavra Verdadeira
Texto: Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17).
O termo Bíblia significa conjunto de livros. A palavra foi utilizada pela primeira vez referente às Escrituras pelo teólogo João Crisóstomo, conhecido como boca de ouro, que viveu entre os anos de 347 a 407 d.C.
Sobre a ação da Bíblia como Palavra de Deus assim afirmou João Calvino:
Leia os escritos dos maiores oradores e filósofo do mundo, reconheço que te atrairão, deleitarão e comoverão as tuas afeições de modo maravilhoso; mas, se te dedicares, em seguida. À leitura da Palavra de Deus, ela te afetará de tal maneira dos teus sentimentos mais íntimos, que o poder da oratória e o da filosofia parecerão como nada em comparação com ela.
A Bíblia possui 66 livros, 1.189 capítulos, 31.173 versículos. E para melhor compreensão a Bíblia poderá ser sintetizada nas seguintes palavras: preparação, manifestação, propagação, explanação e consumação.
Preparação
Todo o Antigo Testamento trata da preparação do mundo para o advento de Cristo (SILVA, p.47).  O Antigo Testamento é de suma importância para o cristão e, é composto por trinta e nove (39) livros dos sessenta e seis (66) que compõe os escritos Sagrados.
Quatro motivos proporcionam a leitura do Antigo Testamento. E os motivos são:
Quantidade, autoridade, unidade e utilidade.
Quantidade, por representar três quartos da Escritura Sagrada.
Autoridade, por representar assuntos concernentes à fé, e por ser reconhecido por Jesus e pelos apóstolos.
A unidade se associa com a relação entre o Antigo e Novo Testamento. A mensagem do AT não é omitida pelo NT. Mas, a mensagem de ambos se complementa.
O AT ajuda o cristão a evitar a idolatria, ajuda os filhos de Deus a desenvolverem ações de louvor e permite por meio de seus escritos que o cristão tenha conhecimento de Deus. Logo, por estas características o AT é útil para o desenvolvimento espiritual dos cristãos. Para entender o Antigo Testamento é necessário conhecer os livros que o compõe, conhecer os escritores dos livros e por fim entender a sua mensagem.
Manifestação
Os evangelhos tratam da manifestação de Cristo ao mundo, como Redentor (SILVA, p. 48). Os quatro evangelhos são também chamados de livros biográficos por narrarem fatos marcantes da vida de Jesus, como: o nascimento, o batismo, a unção, os milagres operados, o ministério particular e os acontecimentos finais.
Os evangelhos de Mateus, Marcos e de Lucas são chamados de sinópticos por serem semelhantes. Outro fator decisivo na compreensão dos evangelhos está no destino em que cada obra possuía, isto é, Mateus escreveu para os judeus, Marcos para os romanos, Lucas a um doutor grego e João para os gentios e também para os judeus, isto é, para a igreja.
Propagação
Os Atos dos Apóstolos tratam da propagação de Cristo por meio da Igreja (SILVA, p.48). O momento histórico da Igreja corresponde ao quinto livro do Novo Testamento, Atos dos apóstolos, e foi escrito por Lucas que faz questão de narrar a história da igreja que no presente livro é dividida em três eventos: pré-pentecostais, pentecostais e missionários.    
Explanação
As epístolas tratam da explanação de Cristo. São os detalhes da doutrina cristã (SILVA, p.48). São cartas escritas a igrejas com o seguinte objetivo, transmitir ensinamentos para a edificação da igreja.
1- Cartas escritas por Paulo.    As treze epístolas escritas pelo apóstolo Paulo foram escritas sobre o aspecto do quando, ou seja, existia um motivo básico para que as epístolas fossem escritas.
Quando o fim é a principal preocupação. Aqui corresponde diretamente com 1 e 2 Tessalonicenses.
Quando a igreja é a principal preocupação. Aqui corresponde a 1 e 2 Coríntios.
Quando o evangelho é a principal preocupação. Aqui corresponde às seguintes cartas: Gálatas e Romanos.
Quando a prisão é uma realidade. As cartas são Filipenses, Colossenses, Filemon e Efésios.
Quando a morte se aproxima. Corresponde com as cartas 1 e 2 Timóteo e Tito.
2- Carta aos Hebreus. Redigida aos judeus convertidos a Jesus Cristo. Possui valor e aplicação para os cristãos de todas as épocas. A carta é um combate direto ao abandono e a frieza de alguns dos membros da igreja (10.25). A carta apresenta ainda a superioridade de Jesus à Lei de Moisés, a superioridade do sacrifício de Jesus, pois o sacrifício do antigo concerto era incompleto e apresenta a obra, missão e a supremacia de Jesus a todas as coisas.
3- Cartas Universais. Escritos para a igreja perseguida, tendo como objetivo o consolo da parte de Deus para os cristãos, e também apresentam instruções fundamentais para uma vida abençoada.
Consumação
O Apocalipse trata de Cristo consumando todas as coisas (SILVA, p.48). Parte que é composta por um único livro, o de Apocalipse. O versículo chave do livro encontra se em Apocalipse 1.19: “escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”. Logo, o livro está dividido em três partes: as coisas que tem visto (cap.1), as coisas que são (cap. 2,3) e as coisas que depois destas hão de acontecer (cap. 4-22).
Portanto, a Bíblia é Deus falando ao homem; é Deus falando através do homem; é Deus falando como homem; é Deus falando a favor do homem; mas é sempre Deus falando! (SILVA, p.20). Na oração sacerdotal o Senhor Jesus utilizou três conceitos teológicos críticos em um único versículo: verdade, santificação e a Palavra de Deus.
Referência:

SILVA, Antônio Gilberto da. Manual da Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A Igreja que cresce obedece à Grande Comissão

A Igreja que cresce obedece à Grande Comissão
Texto: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém (Mt 28.19,20).
A Igreja deve desenvolver três ações que são nítidas na Grande Comissão: a evangelização, o discipulado e o batismo. A Grande Comissão trata-se da ordenança do Senhor Jesus para com a Igreja, para que esta viesse a pregar o Evangelho, ensinar os novos convertidos, fazendo destes discípulos, e por fim, batizar em no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
A Grande Comissão fornece a força motriz das missões cristãs. Ela também nos lembra de uma realidade vital, Cristo tinha todo o poder (RICHARDS, p. 97).
Logo, a Grande Comissão é o mandamento da Igreja, mandamento nítido no texto original, fazei discípulos, termo que aparece no imperativo, isto é, uma ordem.
A Igreja que cresce evangeliza
Em Marcos está escrito, ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura (Mc 16.15), missão facilmente entendida que trata de uma ordem simples, autoritária, repetida, última ordem, que seria desenvolvida mediante a ação do Espírito Santo.
1- Exemplos na história de evangelização. Em todo o contexto histórico percebe-se que houve inúmeras pessoas dedicadas e compromissadas com a salvação de almas. Em destaque neste estudo: a Igreja primitiva, João Wesley e Moody.
a) A Igreja primitiva. Em poucos anos a Igreja primitiva conquistou o mundo da época, acredita-se que no segundo século muito milhões de almas tinham aceitado a Jesus como Salvador.
b) João Wesley. Sobre este grande pregador pode-se afirmar que um pastor prega em média cem vezes por ano, enquanto que João Wesley por cinquenta e quatro anos pregou setecentas e oitenta vezes e a maioria de seus sermões eram aprimorados enquanto ele montado a cavalo realizava as suas viagens.
c) Moody. Moody pode ser definido em sua missão evangelística pelas palavras de Orlando Boyer: um total de 500 mil preciosas almas ganhas para Cristo é o cálculo da colheita que Deus fez por intermédio de seu humilde sevo, Dwight Lyman Moody. R. A. Torrey, que o conheceu intimamente, considerava-o, com razão, o maior homem do século XIX, isto é, o homem mais usado por Deus para ganhar almas (p. 209).
2- Característica que proporcionam a mobilização da Igreja em ganhar almas. Há três características que proporcionam uma Igreja local a se especializar na evangelização das almas perdidas: primeira, a Igreja local é voltada para a Palavra; segunda, a Igreja desfruta a presença do Espírito Santo; e, terceira, a Igreja tem como missão alcançar o mundo para Cristo.
A Igreja tem que pensar-se no todo, como Noiva do Cordeiro, pois o crescimento da Igreja tem que ser universal, isto é, que a cada dia se acrescente o número de almas aos pés do Senhor Jesus Cristo.
A Igreja que cresce faz discípulos
Jesus institui ministros na Igreja para que haja edificação. Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores (Ef 4.11). Apóstolos conquistam e desbrava campos novos; profetas são grandes pregadores da Palavra que ganham almas e edificam a Igreja pela Palavra; evangelistas quando pioneiros abrem novos trabalhos, como pregadores ganham almas e como pastores instrui pela palavra a Igreja local; pastores são administradores da Igreja do Senhor Jesus e desenvolve em muitos lugares ministérios polivalentes, porém, o que todo pastor é um verdadeiro mestre que instrui as pessoas pela Palavra; e os mestres são pessoas sábias por e em Deus que expõe de maneira clara e eficaz os ensinos do Senhor.
Logo, uma Igreja é edificada se a mesma instrui os membros na Palavra.
Mas, na verdade, a Grande Comissão gira em torno do mais imperativo deles: fazer, discípulos. Fazer discípulos envolve três passos: ir, batizar e ensinar, principalmente os dois últimos (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 88).
Fazer discípulos se faz com o ensino da Palavra de Deus e é necessário que os líderes das Igrejas façam discípulos e assim a Igreja em pleno século XXI alcançará milhões para Jesus Cristo.
Fazer discípulo envolve confiar no outro, incentivar o outro, cooperar com o outro e acreditar no outro. Jesus chamou doze homens, sendo Ele o Mestre confiou naqueles homens, incentivou-os por meio do ministério particular, cooperou com as necessidades dos mesmos, e acreditou neles quando ninguém mais acreditaria.
A Igreja que cresce batiza
Após ganhar alguém para Cristo e preparar esta pessoa no conhecimento de Deus é necessário que esta pessoa seja conduzida ao batismo.
O batismo é realizado no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
O batismo aponta para a decisão de crer em Cristo. Quando uma pessoa cria em Cristo, ela deveria ser batizada; não há nenhum cristão no Novo Testamento que não tivesse sido batizado (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 88).
Todo poder foi outorgado a Cristo no Céu e na Terra, e este poder se manifesta à Igreja pelo intermédio do Espírito Santo. E quando a Igreja é obediente à Grande Comissão sinais e prodígios de Cristo se manifestam categoricamente no meio do povo. Portanto, como noiva do Cordeiro a Igreja deve ser obediente à Grande Comissão.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
BOYER. Orlando. Heróis da Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: O Socorro de Deus para livrar o seu povo

Subsídio para aula da E.B.D: O Socorro de Deus para livrar o seu povo
Conforme a verdade prática, Deus é fiel no cumprimento de todas as suas alianças e promessas. As promessas de Deus estão associadas e convalidam as alianças de Deus para com os homens, e estas podem ser divididas em condicionais e incondicionais.
Porém, prevalecem as alianças incondicionais de Deus para com o seu povo. Três alianças exemplificam esta verdade; aliança de Deus com Abraão, aliança com a palestina e aliança com Davi:
A de Abraão. É incondicional e perpétua. Confirma a promessa do Redentor. Abrange três posteridades: a de Ismael, puramente carnal; a de Israel, carnal e espiritual; a da Igreja, puramente espiritual.
A da Palestina é incondicional. Confirma a possessão da Terra Prometida aos descendentes de Abraão.
A de Davi. É incondicional. Assegura três coisas a Israel, como povo e nação: um trono, um reino, e um rei, tudo através de Cristo (SILVA, p.119).
I – PROVIDENCIA DE DEUS
Deus tem tudo no seu controle. José foi vendido por seus irmãos, isto para que José salvasse sua família; Ester chegou ao palácio de Assuero para que por meio dela Deus salvasse o seu povo. Logo, todas as coisas estão sobre o controle de Deus. E tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus.
A decisão de Vasti resultou em perca:
Edito real. Memucã urgiu o rei a tomar providencia imediatas contra Vasti. A rainha receberia o equivalente a um divórcio e seria rebaixada de sua posição privilegiada de esposa preferida do rei (ALLEN; RADMACHER; HOUSE, p. 771).
II – ESTER PALÁCIO DE ASSUERO
Neste tópico dois personagens aparecem em destaque que também são os destaques da história de todo o livro de Ester: Mardoqueu e Ester. E sobre o livro de Ester é necessário citar a seguinte frase de Matthews Henry:
Se o nome de Deus não aparece no livro, o dedo de Deus estava lá (apud, Cabral, p.122).
Mardoqueu apresenta as seguintes características: era temente a Deus, era um homem de fé e de profunda piedade espiritual.
Por possuir as características citadas Mardoqueu tinha mediante a fé em Deus a certeza que o Senhor estava no controle de todas as coisas, logo, este judeu desenvolveu a educação necessária para o amadurecimento de Ester, que de garota instruída se tornaria em rainha da pérsia.
Já sobre a personagem Ester, nota-se que ela era bonita, obediente aos ensinos e instruções recebidos de Mardoqueu. O seu nome hebraico era Hadassa que tem como significado murta, enquanto que Ester, nome persa, significa estrela. A murta é um tipo de planta que é mencionada seis vezes no Antigo Testamento (Ne 8.15; Is 41.19;55.13; Zc 1.8,10,11), sendo que os ramos da murteira era usados na ocasião da festa dos Tabernáculos.
III – A CRISE CHEGA PARA O POVO DE DEUS
Hamã conspira contra os judeus e tinha como plano conduzir todos, a morte, abrangendo os judeus de todas as idades e de todo o sexo. Porém, Deus tem tudo em seu controle, Ester estava no palácio para ser instrumento de Deus para o livramento do povo.
E do livramento de Deus para com os judeus surge à festa de Purim.
Purim é palavra que vem do assírio, puru, que indica um pedregulho apropriado para ser lançado como se fosse um dado, em sortilégios. Esse puru, pois, representa o destino. Hamã lançou sortes para ver qual seria o melhor dia para tentar destruir totalmente os judeus. Mas, Deus reverteu esse destino. Se, porventura, o livro só foi escrito na época dos Macabeus, então o seu propósito foi o de encorajar a fidelidade a Deus, em consideração a fidelidade histórica do Senhor (CHAMPLIN, p. 533).
Por fim, se aprende que Deus salva o seu povo quando nos dispomos a orar, jejuar e agir.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 2. São Paulo: Hagnos, 2014.

SILVA, Antônio Gilberto da. Manual da Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Igreja: Quem é? A quem serve?

Igreja: Quem é? A quem serve?
Texto: Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18).
O termo Igreja deriva se da palavra grega ekklesia, que tem por significado assembleia pública. A doutrina que tem como objetivo estudar a Igreja é conhecida como eclesiologia, sendo que esta doutrina expõe diferença entre Igreja local (visível) e Igreja universal (invisível).
A Igreja invisível se caracteriza por todos que receberam a Jesus como único Salvador, já a visível trata se do grupo local de crentes que se reúnem para adorarem a Jesus. A Igreja em sua missão demonstra de maneira categórica autoridade sobre as hostes espirituais, enfermidades e até sobre a natureza. Logo, por ser um organismo vivo entende-se que a Igreja gera vida. Portanto, trata-se de organismo vivo porque esta obra pertence a Deus.
Conhecendo a Igreja
Conforme a sua missão e a sua natureza, a Igreja é apresentada nos escritos da Bíblia com nomes diferentes, os quais revelam o seu ser e o seu agir perante o mundo, nota-se abaixo alguns nomes:
Israel de Deus: o apóstolo Paulo ao escrever à Igreja da Galácia, declarou aos membros da Igreja local de Israel de Deus (Gl 6.16).
Nação Santa: aos irmãos dispersos que se encontravam no Ponto, na Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia que os mesmos eram Nação Santa (1 Pe 2.9).
Edifício: a Igreja é um edifício conforme 1 Coríntios 3.9, texto que se refere a uma construção espiritual.
Há outros nomes outorgados a Igreja segundo a sua missão e natureza: Virgem Imaculada (1 Co 11.2), Esposa do Cordeiro (Ap 21.9), Corpo de Cristo (1 Co 12.27), Família de Deus (Ef 2.17-22) e Universal Assembleia e Castiçal (Ap 1.20).
Já quando a Igreja é definida como organismo vivo esta verdade trata-se de indicar a vivacidade da mesma perante todo o longo da história. Esta verdade pode ser compreendida no poema escrito por A. Z. Conrad acerca da imortalidade da Bíblia, onde se pode adaptar a imortalidade da Igreja.
Firme está ela
Século após século - Firme está ela.
Impérios se levantam e caem e são esquecidos – firme esta ela.
Dinastias se sucedem – firme está ela.
Reis são coroados e destronados – firme está ela.
Desprezada – firme está ela.
Tempestades de ódio rugem ao seu redor – firme está ela.
Os agnósticos sorriem – firme está ela.
Profanos e ímpios escarnecem – firme está ela.
Relâmpagos de ira dão contra ela – firme está ela.
O progresso liberal tenta diminuir o seu valor – firme está ela.
Tentaram acabar com a igreja através das perseguições com a mais vasta crueldade humana, mas em um determinado dia os oponentes tiveram que aceitar a seguinte verdade, quanto mais o sangue dos cristãos era derramado mais crescia o número dos que se entregavam a Jesus, o aceitando como único Salvador.
A Igreja serve ao Deus vivo
Deus é compreendido por seus nomes, atributos e decretos. No Antigo Testamento o nome indicava o caráter e a índole das pessoas. Portanto, o nome estava diretamente associado com o indivíduo no que corresponde às qualidades, o modo de ser, sentir e até de agir. Da mesma forma percebe-se que os nomes de Deus indicam as qualidades do ser, do sentir e do agir de Deus.
Os nomes de Deus não são apenas uma identificação pessoal, mas são inerentes à sua natureza e revelam suas obras e seus atributos. Não é meramente uma distinção dos deuses das nações pagãs. Quando a Bíblia faz menção do nome de Deus, está revelando o poder, a grandeza e a glória do Deus Todo-Poderoso; além de mostrar seus atributos, o nome representa o próprio Deus. O nome de Deus está ligado á sua soberania e glória (SILVA, p.50).
1- Os nomes genéricos são: Deus de Israel, Deus e Altíssimo. Elohim é o nome mais usado no Velho Testamento e, expressa o conceito de divindade. Associa com o nome do Criador de todas as coisas. Segundo a tradução semítica o termo El é Deus que para os especialistas El deriva-se de uma raiz que significa ser forte ou ser poderoso. El no singular e Elohim no plural.
Já o termo Elyon corresponde com o Altíssimo e indica poderes sobre outros, pois para as nações antigas o termo era usado para referenciar os monarcas, logo Deus está acima dos poderes dos monarcas da Terra porque Ele é o Altíssimo.
2- Os nomes específicos são: Shaday, Adonay e YHWH. El Shaday significa Deus todo Poderoso. Para alguns o sentido do nome significa Deus da montanha.
Adonay significa Senhor.
YHWH tetragrama que tem como transliteração Yahweh, ou seja, Javé. O nome Javé é o nome especial de Deus. Significado mais próximo seria “aquele que trouxe a existência o que existe”.
O nome Deus quando usado e citado indica poder. Logo, o nome Deus indica que Ele (Deus) é Todo Poderoso e tem poder absoluto. Já o nome Senhor quando citado outorga ênfase ao amor de Deus.
Portanto, a Igreja serve a um Deus que é único, poderoso e misericordioso. Desta verdade compreende a missão da Igreja que é exercita com autoridade e também se entende o porquê da existência da Igreja em meio aos levantes que objetivava a sua destruição. Mas, em meio a todos os levantes por ser um organismo vivo e por servir ao Deus único e poderoso, a Igreja permanece de pé e constante a todos os obstáculos, firme está ela.
Referencia:

SILVA, Esequias Soares da. Os dez mandamentos: valores divinos para uma sociedade em constante mudança. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: Adorando a Deus em Meio a Calamidade

Adorando a Deus em Meio a Calamidade
Conforme a verdade prática, a nossa fé em Deus leva-nos a adorá-lo em meio às crises e dificuldades. Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem (Hb 11.1). Crises e dificuldades são obstáculos que limitam ações, mas que não descrevem o fim para aqueles que esperam em Deus, sendo assim o cristão deverá em toda circunstância adorar ao Senhor.
I – REINO DO NORTE E DO SUL

O sétimo período da época de Israel é conhecido como o período do reino dividido. Este período vai de 975 a.C até 606 a.C. Durou cerca de 350 anos. Os escritos Bíblicos deste momento histórico encontram se nos livros de 1º Reis a 2º Crônicas.
A palavra de Deus não volta vazia (Is 55.11) para cumprimento profético o reino de Israel se dividiu, pois assim Deus usou o profeta Aías (1 Re 12.15). Todavia, há atitudes vivenciadas no contexto histórico que ocasionou tal discrepância nacional.
1- Roboão, o rei da divisão do reino. O nome Roboão significa ele faz o povo aumentar, porém com atitude egoísta ocorreu o contrário no longo da sua administração, Israel se dividiu. Roboão é descendente direto de Davi com isto o mesmo faz parte do cumprimento da promessa de Deus a Davi. A aliança de Deus com Davi é incondicional e assegura três coisas a nação israelita: um trono, um reino e um rei (2 Sm 7. 8-17).
2- As causas da divisão do reino. Salomão em meio a sua sabedoria foi conduzido por desejos carnais. Nos livros de Provérbios e de Eclesiastes o rei Salomão expõe regras básicas para uma vida bem sucedida, portanto na prática o próprio Salomão buscou ser bem sucedido nos prazeres da carne e também na busca do poder. Tais atitudes proporcionou ao rei Salomão alianças iníquas com nações pagãs (1 Re 11.1,2).   No decorrer das alianças realizadas por Salomão o seu coração foi pervertido e conduzido ao pecado da idolatria (1 Re 11.8). O que ocasionou a indignação do Senhor para com Salomão, e por isso o reino seria rasgado da mão do filho de Salomão (1 Re 11.9-13). Se a primeira causa da divisão do reino de Israel foi o pecado de Salomão a segunda causa era propósito de Deus para manter um remanescente fiel através de Judá (1 Re 11.13).
3- Cumprimento profético nos dias de Roboão. O erro de Roboão foi o de não saber escolher o conselho ideal para a solução do problema vigente. Dois são os tipos de conselhos proferidos: o conselho que outorga êxito (1 Re 12.7) e o conselho que outorga o insucesso. O primeiro não se caracteriza com o que o indivíduo quer ouvir, porém é o conselho que o indivíduo necessita. Já o segundo é o tipo de conselho que todos desejam ouvir, todavia não é o tipo de conselho que dará fruto. Que tipo de conselho define as suas escolhas?
4- Situação pós-divisão do reino de Israel.
A- Reino do sul. Também conhecido como o reino de Judá, formado pelas tribos; Judá e Benjamim. No total o reino do sul teve 20 reis em uma única dinastia. Com duração aproximada de 350 anos. E teve como capital política e religiosa a cidade de Jerusalém. Dentre os 20 reis do reino do sul poucos fizeram o que era reto aos olhos do Senhor, dentre eles Ezequias e Josias (2 Re 18,3;22.2).   Ao contrário da retidão destes líderes os demais seguiram os maus caminhos do reino do norte e em destaque o rei Manassés. Pelos pecados cometidos pelos reis e pelo povo do sul, Deus proferiu através de Isaias o cativeiro de Judá (Is 6.11,12;39.6) e por meio de Jeremias a duração do cativeiro (Jr 25.11,12).
B- Reino do norte. Também conhecido como reino de Israel formado por dez tribos e teve como primeiro rei Jeroboão. Em todo período histórico do reino do norte 19 foram o número dos monarcas, porém não de uma mesma dinastia, mas de 9 dinastias diferentes. Jeroboão por medo de perder a liderança fundou um falso sistema religioso, fazendo dois bezerros de ouro e pondo os em Betel e em Dã (1 Re 12. 26-30). Portanto, com Onri foi fundada a cidade de Samaria que mais tarde seria a capital política do reino do norte. Portanto, no ano de 722 a.C o reino do norte tornou-se cativo da Assíria (1 Re 17. 6,7).
II – O REI JOSAFÁ
Em 2º Crônicas 17.1-19, percebe-se atitudes inteligentes de Josafá que se transformaram em benefícios.
Primeira atitude andou nos primeiros caminhos de Davi (v.3).
Segunda atitude buscou a Deus e andou nos mandamentos do Senhor (v.4). Como benefícios recebidos pelas duas atitudes iniciais o Senhor confirmou o reino de Josafá e este teve riquezas e glória em abundância (v.5).
Terceira atitude exaltou-se o seu coração em seguir os caminhos do Senhor (v.6).
Quarta atitude enviou os mestres para ensinarem a Lei do Senhor ao povo (vv.7-9). Todos os reinos das terras que estavam em roda de Judá temeram o Senhor e outorgavam presentes ao rei Josafá.
Ele entendeu de início que o seu reino prosperaria se voltasse a servir a Deus. Então ele enviou seus príncipes por todas as terras do reino de Judá para ensinarem ao povo acerca do Deus de Israel mediante a obediência e o respeito à Lei e aos mandamentos do Senhor. Para tirar o povo da crise econômica e espiritual, Josafá cria fortemente que só haveria uma reforma verdadeira e segura se o povo voltasse a reconhecer a soberania de Deus. Seus príncipes, sacerdotes e levitas se dedicaram a visitar todos os lugares do reino ensinando a Palavra de Deus (CABRAL, p.115).
III – JOSAFÁ E SEUS INIMIGOS
Em meio aos benefícios recebidos da parte de Deus o rei Josafá passou a confiar em suas forças tomando decisões sem a direção divina. Fato ratificado na ação de Josafá em se aparentar com Acabe. Sobre a aliança desenvolvida com Acabe veio a Palavra do Senhor ao rei Josafá por meio do profeta Jeú: devias tu ajudar ao ímpio e amar aqueles que ao Senhor aborrecem?
Na crise vivenciada por Josafá verificada nas ameaças dos inimigos percebe-se que o rei compreendeu que em todas as circunstâncias é necessário que o homem, por maior ou menor que seja, deverá buscar o Senhor, e Josafá apregoa um jejum em toda nação de Judá. Logo, em meio aos inimigos os judeus não precisariam lutar, mas crer no Senhor, pois estariam seguros (2 Cr 20.20).
Referência:

CABRAL, Elienai. O Deus de toda provisão, esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Instrução aos discípulos a uma vida de oração

Instrução aos discípulos a uma vida de oração
Texto: 13- E tudo quanto pedires em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. 14- Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei (Jo 14.13,14).
Ao escrever ao jovem Timóteo o apóstolo Paulo o instrui a respeito da oração (1 Tm 2.1-8), utilizando quatro termos para definir e explicar a maneira em que se procedem as orações desenvolvidas pelos cristãos. Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens (v.1). Como o apóstolo Paulo instruiu o jovem Timóteo, assim também Cristo instruiu os discípulos a respeito da importância da oração.
Conceito de oração
Oração é definida pela palavra diálogo, isto é, conversa que se dá entre o cristão e a pessoa de Deus. A oração não é sacrifício, mas ao contrário é um privilégio outorgado aos que descobriram o seu valor. A oração não pode ser desenvolvida por palavras soltas, isto é, ditas ao vento, mas a oração deve ser o momento em que o cristão fala com Deus e escuta a voz de Deus. Pois, oração não é um monólogo em que apenas uma pessoa fala, se o crente tem algo a falar, tem muito que ouvir da parte de Deus. Portanto, na oração Deus também fala aos teus.
A oração proporciona
1- Encorajamento. Há pessoas limitadas em ações por não terem uma vida de plena consagração a Deus em oração. A oração em si proporciona encorajamento, pois o ser humano percebe que há hostes espirituais nos lugares celestiais que fazem de tudo o que é possível para desencorajar os servos do Senhor (Dn 10.12-14).
O cristão é encorajado a tomar decisões após a oração (At 10.23). É notório que os resultados são provenientes de escolhas e não há melhor maneira para tomar decisões do que após consultar a vontade do Senhor. Pois, as decisões tornarão em bênçãos ou em maldições para as futuras gerações.
2- Confiança. Ao ter uma vida de constante oração o cristão revela que possui intimidade com Deus e também confia na ação miraculosa do Senhor. Nota-se a confiança no Senhor presente nas palavras de Davi: pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus no seu lugar santo. Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca (Sl 68.5,6), Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam (Sl 23.4). Portanto, quem ora confia em Deus.
3- Renovo. A oração proporciona renovo físico e espiritual. O rei Ezequias estava enfermo com uma doença mortal e a palavra do Senhor através do profeta Isaías para o monarca era: põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás (Is 38.1). Porém, após a oração feita por Ezequias, a palavra do Senhor veio como renovo físico: ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos (Is 38.5).
São inúmeras pessoas que ao curvarem os joelhos se encontram, desanimadas e desacreditadas. Pois, não possuem forças para orar, entretanto é nesta hora que ocorre um dos fatos marcantes do ministério do Espírito Santo que é a intercessão pelo cristão (Rm 8.26).
Termos utilizados por Paulo
Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens (1 Tm 2.1).
Deprecações, isto é, súplicas em favor da necessidade pessoal ou de outra pessoa. Orações, ou seja, diálogo ou preces. Intercessões sugere aproximar-se com confiança colocando-se no lugar de outro, isto é, interceder é pedir em favor de alguém. E por último, ações de graças, isto é, uma atitude de louvor a Deus por todos os feitos e benefícios desenvolvidos para com os teus.
Jesus e os discípulos
No ministério particular de Jesus com os discípulos percebe-se a presença do verbo pedir.
1- Pedirdes em meu nome (Jo 14.14). Há explicações coerentes no que corresponde ao ato de pedir no nome do Senhor Jesus.
A primeira explicação é visível literalmente na história da Igreja onde os crentes têm concluído as orações no nome de Jesus, o nome que está acima de todos os nomes ( ).
Já a segunda indica intimidade entre os cristãos e o Senhor Jesus, reconhecimento da autoridade do nome de Jesus pelos cristãos e harmonia entre a ação da oração com o caráter de Cristo.
2- Pedireis tudo o que quiserdes (Jo 15.7). O segredo para ter a oração respondida pelo Senhor Jesus é o permanecer diante dEle e o obedecer a Palavra dEle.
3- Pedi e receberei para que a vossa alegria se cumpra (Jo 16.24). A palavra de Jesus outorga segurança aos que oram, pois quem pede recebe, e quem recebe, recebe para que haja o cumprimento da alegria.

Os discípulos não teriam mais a presença física de seu Mestre, mas, não estariam impossibilitados de conversarem com Ele, isto porque por meio da oração continuaria a relação harmônica do Mestre para com os discípulos, pois a oração proporciona intimidade e conhecimento da e para com a pessoa na qual se ora. Sendo, que o cristão ora, pede, intercede no nome de Jesus.

A Oração Sacerdotal de Jesus

A Oração Sacerdotal de Jesus
Texto: 9- Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 20- Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim (Jo 17.9,20).
Jesus constantemente em seu ministério utilizou (Mc 6.46) e ensinou sobre a oração (Mt 6.9-13). A oração sacerdotal de Jesus passa a ser modelo para a Igreja de hoje, assim como também é riquíssima ao apresentar a vontade de Deus para com o seu povo.
Há dois indicadores que confere a esta oração a identificação de oração sacerdotal, eles estão diretamente associados com a função do sacerdote em conduzir os sacrifícios e em interceder pelo o povo. Jesus se posiciona sendo Ele próprio o sacrifício e intercede pelos seus.
A oração sacerdotal de Jesus
A oração realizada pelo Senhor Jesus no capítulo 17 do evangelho de João é considerada a conclusão do ministério particular do Mestre com os seus discípulos. Ou seja, após as instruções de Jesus para com os discípulos, o Mestre encerrou com uma oração, sendo esta, sacerdotal. Esta oração é considerada sacerdotal pelo seguinte motivo: é intercessora.
A oração sacerdotal está dividida em três partes:
1- Jesus ora por si mesmo. O momento em que Jesus ora por si mesmo, Ele apenas faz um pedido, glorifica a teu Filho (v.1). Porém, neste pedido há duas razões: primeira, para que o teu Filho te glorifique (v.1), e; segunda, eu glorifiquei-te na terra (v.4).
O pedido glorifica a teu Filho, indica que Jesus estava pronto para ser o sacrifício que justificaria a humanidade.
Para que o Filho fosse glorificado necessário seria que houvesse o sacrifício, isto é, que o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo fosse morto. Mas, que ao terceiro dia viesse a ressuscitar para que a sua vida fosse confirmada, sua morte fosse confirmada e suas palavras fossem confirmadas perante o Pai.
2- Jesus ora pelos discípulos. Jesus pede ao Pai que guarde os discípulos os livrando do mal (vv. 12,15). Essa proteção pleiteada por Jesus para os seus nada mais era do que a continuação e o aperfeiçoamento de uma condição moral já existente... No entanto, apesar de sua sinceridade, os onze ainda precisavam não só da guarda divina, mas também de aperfeiçoamento; por esta razão seu Mestre continuou a orar por sua santificação, tendo em vista, na verdade, não apenas sua perseverança, crescimento e maturidade na graça como soldados cristãos, mas especialmente que fossem equipados para a função do apostolado (BRUCE, p.490).
3- Jesus ora pela Igreja. Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim (v.20). O presente versículo mostra a abrangência da oração sacerdotal de Jesus, pois Ele intercede em prol dos que em um dia iria recebê-lo. Para a Igreja o pedido de Jesus é que haja unidade.
O propósito da oração sacerdotal de Jesus
Portanto, a oração sacerdotal apresenta os seguintes pedidos do Senhor Jesus Cristo; para si (glorifica ao teu Filho – Jo 17.1), pedidos de Jesus para que os discípulos sejam guardados do mundo (Jo 17.11) e pedidos de Jesus para que os membros da Igreja vivam em unidade (Jo 17.21).
Logo, para cada pedido o Mestre faz uma consideração básica do seu desejo, isto é, Ele indica o propósito.

De fato o objetivo de guardá-los do mundo corresponde em guardá-los dos desejos carnais produzidos e motivados pela vivência da sociedade. Desejos que impedem ao cristão de manter uma vida santificada. Por isso, Jesus roga ao Pai que santifique – os na verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17). A santificação é produzida pela Palavra, pela oração e pela presença do cristão na casa do Senhor, pois tais ações proporcionam a saída do mundo de dentro do coração do ser humano.