Deus é Fiel

Deus é Fiel

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: O Que é a Mordomia Cristã


Subsídio para a aula da E.B.D: O Que é a Mordomia Cristã
Mais um trimestre para honra e glória do Senhor, e também para a edificação da Igreja de Jesus Cristo, sendo que as Lições Bíblicas deste trimestre terão como tema central: Tempo, Bens e Talentos: Sendo Mordomo fiel e prudente com as coisas que Deus nos tem dado.
A primeira lição tem como texto áureo: E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração? Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar fazendo assim (Lc 12.42,43).
E tem como objetivo geral:
Mostrar que Deus confiou aos seus filhos a mordomia dos bens espirituais e materiais.
E como objetivos específicos:
Apresentar o conceito de “Mordomo” e de “Mordomia”.
Expor acerca da mordomia espiritual do cristão.
Explicar a mordomia dos bens materiais.
I – CONCEITOS DE MORDOMIA
Mordomia tem como significado cargo ou ofício do mordomo, sendo que o mordomo é o responsável direto pela administração dos bens de uma casa. Entretanto, a boa administração requer o desenvolvimento dos seguintes princípios: planejamento, organização, direção e controle.
Aplicando os princípios administrativos à mordomia dos bens espirituais e materiais, apreende-se que:
É necessário planejar com base no conhecimento pleno do chamado divino. Lembrando que a organização se associa com base no que se constrói daquilo que se administra. Direcionando de maneira apropriada para o crescimento espiritual da igreja do Senhor. E por fim, controlar a boa distribuição dos bens espirituais e materiais.
Portanto, com base em citações da Bíblia o termo mordomia pode ser definido em:
O uso e administração cuidadosos das posses de outra pessoa que nos foram confiadas; uso responsável da riqueza, posses materiais e habilidades, as dádivas que Deus nos deu e para quem temos de prestar contas (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, p.809).
II – A MORDOMIA ESPIRITUAL DO CRISTÃO
O presente tópico desenvolve uma análise categórica a respeito de duas virtudes essenciais à vida cristã: o amor e a fé.
Sobre o amor na narrativa Bíblica é necessário saber que há três dimensões para compreender a ação do amor.
Dimensão vertical, amor a Deus. O amor a Deus por parte do homem deve ser exclusivo (Mt 6.24), alicerçado na gratidão (Lc 7.42), obediente (Jo 14.15) e comunicativo (BARCLAY, 2010, p. 74).
Dimensão horizontal, amor ao próximo. O amor ao próximo é definitivamente fruto do Espírito.
Dimensão interior, amor a si mesmo. O indivíduo só poderá amar a Deus se amar a si mesmo. Da mesma forma o indivíduo só amará o próximo se a amar a si mesmo.
Porém, o amor é o antídoto contra o pecado, pois quem ama não peca contra Deus e nem peca em denegrir a imagem de Deus, isto é, o seu próximo. O amor conduz os cristãos à obediência, pois quem ama a Deus obedece a Palavra de Deus. Sempre lembrando que Deus é amor.
Já a respeito da fé nos escritos do Novo Testamento encontram-se três tipos distintos: fé objetiva, fé subjetiva e fé como virtude.
1. Fé objetiva. Corresponde com o objeto da fé, ou seja, aquilo em que se crer. No cristianismo corresponde com a pessoal a qual o cristão confia e acredita. Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé (2Tm 4.7).
2. Fé subjetiva. É o exercício da fé, por parte do cristão, logo, é a crença ativa e dependente de Deus. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 5.1).
3. Fé como virtude. É a fé subjetiva em ação, logo, é a crença ativa e dependente de Deus em ação. Mas, o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei (Gl 5.22,23). A fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e a entender o valor e os efeitos da fidelidade. A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança.
Portanto, a fé não é aprendida com atividades físicas, pois é um atributo da alma. Porém, a fé é desenvolvida pelo seu uso:
As boas obras entre os homens são uma das expressões da fé. Jesus curava e fazia muitas coisas em benefício de seus semelhantes humanos. Quando a fé é usada assim, é fortalecida; e o elemento físico do homem gradualmente deixa de ser um empecilho para a expressão da alma, isto é, da fé (CHAMPLIN, 2014, p.695).
III – A MORDOMIA DOS BENS MATERIAIS
Com base as palavras de Agur (Pv 30.7-9) pode-se conclui que uma vida financeira equilibrada não permite ao cristão se entregar à libertinagem, ou entregar-se a atos antiéticos (prostituição, roubo e assassinato) e nem mesmo por causa da riqueza venha negar a Deus.
Sendo que a fidelidade financeira corresponde a ser fiel a Deus nos dízimos e ofertas. O dízimo foi instituído por Deus para que haja mantimento. Porém o dízimo não foi instituído no período da lei e o próprio Jesus ratificou a observância do dízimo (Mt 23.23). No texto áureo do tema dízimo haverá um mandamento, trazei todos os dízimos, haverá um desafio, fazei prova de mim e também haverá uma promessa se não abrir as janelas do céu (Ml 3.10). Além dos dízimos os ensinos bíblicos sobre mordomia cristã definem e explicam com clareza sobre as ofertas. Sobre ofertas existem alguns princípios importantes, como: o princípio da motivação, o que de fato leva as pessoas a contribuírem (2 Co 9.7); o princípio da distribuição, ou seja, o que possui é distribuído; o princípio da proporção, colhe o que se planta (2 Co 9.6) e em quarto o princípio da provisão, Deus é fiel e proverá o necessário para a felicidade dos seus servos. Sendo obediente nos dízimos e nas ofertas o cristão colherá de Deus o melhor para a sua vida em todas as áreas, sejam elas: física, emocional, profissional, ministerial e principalmente espiritual.
Referência:
BARCLAY, W. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 2. São Paulo: Hagnos, 2014.
GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Declara-me o que tens em casa


Declara-me o que tens em casa
E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos.
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.
Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.
Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia.
E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou.
Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto (2 Rs 4.1-7).
A narrativa bíblica de 2 Reis 4.1-7, permite compreender que Deus cuida dos descentes daqueles que são fiéis até após a morte destes, fato corroborado na presente passagem, pois a mulher que procura a ajuda de Eliseu era viúva de um dos filhos dos profetas, que conforme Flávio Josefo esta mulher era viúva de Obadias, mordomo do rei Acabe, homem que escondeu cem profetas e os sustentou com pão e água em um período de perseguição realizado por Jezabel aos profetas do Senhor (1 Rs 18.4).
1- É necessário saber administrar
Conforme registro histórico a dívida da família foi originada na ação de Obadias em sustentar os profetas do Senhor. Porém, mesmo assim não retira a importância e a necessidade dos cristãos nos dias atuais de cuidarem dos seus recursos financeiros e trabalharem na administração dos bens econômicos sem cometerem deslizes que poderão proporcionar conflitos no seio familiar.
Então, compreende que a boa administração proporciona a transformação do pouco em muito, enquanto que a má administração reduz o muito em pouco.

A boa administração requer o desenvolvimento dos seguintes princípios: planejamento, organização, direção e controle. Aplicando os princípios administrativos aos recursos financeiros, apreende-se que:
É necessário planejar com base no conhecimento pleno das receitas e saídas.
A organização se associa com base no que se constrói daquilo que se ganha.
O recurso financeiro deverá ter direção apropriada para o sustento, saúde e harmonia familiar.
Controlar não é sinónimo de mão fechada ou pão duro, mas corresponde ao que sabe gastar no que amplia os benefícios físicos, sociais e espirituais.
2- A solução está em casa
O problema da viúva era a perca dos filhos, porém a solução estava na sua própria casa. Assim também é para com os cristãos na atualidade, a solução está na casa.
2.1- Solução para os problemas físicos está na casa. Naamã foi curado da lepra, porém a informação de que em Israel havia homem de Deus veio da sua própria casa (2 Rs 5.2,3).
2.2- Solução para os problemas espirituais está na casa. Davi passou a acompanhar ao rei Saul no período em que este era atormentado por um espírito mau (1 Sm 16.22,23).
2.3- Solução para os problemas ministeriais está na casa. Na administração sacerdotal de Eli houve o colapso espiritual e ministerial da família do sacerdote, porém a solução ministerial sacerdotal veio da sua própria casa com Samuel (1 Sm 2.11).
2.4- Solução para os problemas financeiros está na casa. Conforme o texto base havia na casa uma botija de azeite, logo a solução para o problema financeiro daquela viúva estava na própria casa (2 Rs 4.2). Deus em sua infinita misericórdia tem outorgado habilidades naturais aos homens para que estes se sustentem isto para que tudo quanto fizer prosperará (Sl 1.3).
3- Procure ajuda à pessoa certa
A viúva foi atrás de Eliseu o profeta. Grande problema na busca de auxílio familiar é que as pessoas buscam na maioria das vezes a ajuda de indivíduos que não são coerentes à demanda. O que faz a diferença é ir ao encontro da pessoa certa para o auxílio e solução do problema. Eliseu foi o procurado no momento de dor daquela mulher. Em sua vida Eliseu outorga duas lições importantes para quem quer ser abençoado:
3.1- Servir em humildade. Eliseu foi vocacionado para servir a Elias e a primeira coisa que Eliseu fez foi lavar as mãos de Elias (2 Rs 3.11).
3.2- Eliseu não se apartava de Elias. Eliseu era amigo daquele que servia ao Senhor e deste não se apartava (2 Rs 2.6).
4- Princípio da prosperidade para com a família é a obediência
Eliseu disse à viúva feche a porta sobre si e sobre seus filhos (2 Rs 4.5), assim ela fez e contemplou o milagre do Senhor. Obedecer é a garantia da prosperidade. Há quatro meios para alcançar a prosperidade bíblica:
4.1- Fidelidade no dízimo e nas ofertas. O primeiro meio para alcançar a prosperidade é ser fiel a Deus nos dízimos e nas ofertas.
4.2- Ser trabalhador. O segundo meio para alcançar a prosperidade é ser dedicado ao trabalho. Ninguém alcançará a verdadeira prosperidade sem trabalho, lembrando que o trabalho dignifica o ser humano.
4.3- Ser amante da obra missionária. Em terceiro, a prosperidade está relacionada aos cuidados com a obra missionária. Quando o servo de Deus se entrega a obra missionária colherá todos os frutos provindos da dedicação e entrega à proclamação do Reino de Deus.
4.4- Ser amigo de pastor. Em quarto, exercer os cuidados necessários para com os líderes, sendo amigo, Paulo assim escreveu aos tessalonicenses: e rogamos-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoesta; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós (2 Ts 5. 12,13).
Por ser obediente à palavra do profeta a viúva recebeu uma ultima ordem sintetizada nas seguintes palavras: vai, vende, paga e vivei (2 Rs 4.7).
5- Família trabalhando em harmonia
Os versículos 5 e 6 demonstra que a mulher e seus filhos trabalharam em harmonia. Aqui está o segredo para que muitos lares alcancem a vitória: o trabalho (vivência) em harmonia.
Viver em harmonia é saber que não há lares perfeitos, mas que há lares felizes. E a harmonia é a possibilidade da compreensão prática da felicidade em meio a todos os dilemas em que a sociedade outorga. Portanto, harmonia em comungar os sonhos e o serviço ao Senhor, e em saber que a solução dos problemas está na casa: declara-me o que tens em casa.

domingo, 30 de junho de 2019

Tabernáculo: De símbolo ao real valor para a vida cristã


Tabernáculo: De símbolo ao real valor para a vida cristã
Tabernáculo significa tenda, sendo esta portátil, que correspondia com a presença de Deus no meio do povo de Israel. Para os israelitas o tabernáculo teria como descrições: ser um santuário (Êx 25.8), ser o lugar de testemunho (Êx 38.21), e como descrição final um lugar de perdão.
1- Dividido em três partes
O tabernáculo possuía 45,72m de comprimento e 22,86m de largura, e era dividido em três partes: átrio (livre acesso para os israelitas, porém para adentar era necessário que dois sacerdotes acompanhassem os visitantes ao átrio), lugar Santo (livre acesso aos sacerdotes em seus serviços diário) e lugar Santíssimo (acesso apenas ao sumo sacerdote e uma única vez ao ano). Porém, a parte interna que abrangia o lugar Santo e o lugar Santíssimo possuía 13,71m de comprimento e 4,57m de largura.
a) O átrio. O acesso para o átrio era conhecido pelos os judeus por caminho. Este era o lugar de sacrifício onde havia dois objetos: o altar do holocausto e a pia.
No altar do holocausto três elementos eram presenciados constantemente: o fogo, a fumaça e o sangue. Fogo e fumaça correspondem com a ira de Deus manifestada pela corrupção humana. Enquanto, o sangue significava vida santificada.
Quando o sacerdote era consagrado lavava o corpo e depois os pés e as mãos, isto é, santificado para andar com Deus (os pés) e santificado para servir a Deus (as mãos).
b) Lugar Santo. A porta de acesso ao Santo era conhecida por verdade e era sustentada por cinco colunas conhecidas como os cincos dedos de Deus. Nesta repartição havia três objetos: o candelabro de ouro, a mesa dos pães e o altar do incenso.
c) Lugar Santíssimo. O véu que separava o lugar santo do santíssimo era chamado de vida. Havia nesta repartição apenas uma peça, a arca da aliança. Lugar que significava a presença de Deus. Sendo que dentro da arca havia três objetos: o maná, a vara de Arão e as tábuas da aliança. 
O maná era o alimento outorgado por Deus (Jeová Jiré, Deus da providência), a vara indicava a soberania de Deus e as tábuas salientavam a justiça de Deus.
Entretanto, o átrio é o lugar que representa a reconciliação, o Santo é o lugar em que desenvolve a santificação, e o Santíssimo é o lugar que representa a manifestação da glorificação com e em Cristo.
2- Construído com três substâncias
Os utensílios do tabernáculo foram feitos com matérias de origem vegetal, animal e mineral.
Os de origem vegetal eram provenientes do linho (planta herbácea da família das lináceas da qual era extraída fibras para a fabricação de tecidos), e da acácia (madeira durável e resistente ao desgaste do tempo e das ações dos insetos).
Já os de origem animal eram provenientes de texugos (que pode descrever em ser de origem de golfinhos ou focas), cabras e carneiros (Êx 35.23; 36.14-18; 26,14).
Por fim, os de origem mineral eram provenientes do ouro, prata e bronze. O ouro fala da divindade, a prata da redenção e o bronze do juízo de Deus. Segundo dados estatísticos foram necessários 1.000 quilos de ouro, 3.000 quilos de prata e 2.500 quilos de bronze para a produção do tabernáculo.
3- Foi palco de três ministérios
Os serviços no tabernáculo eram executados por três ministros diferentes: os levitas, os sacerdotes e o sumo sacerdotes. Os levitas conduziam o tabernáculo e seus utensílios na peregrinação. Os sacerdotes ministravam diariamente no átrio e no lugar Santo. Já o sumo sacerdote ministrava no Santo do Santo.
Compreende que todo sacerdote era levita, porém nem todo levita era sacerdote.
4- O tabernáculo sinaliza os três tempos
Para o povo de Israel, na Antiga Aliança, o tabernáculo transmite o tempo pretérito. Período em que os sacrifícios de animais eram necessários para aproximar a criatura do Criador.
Na Nova Aliança Cristo se fez a oferta sendo Ele próprio o ofertante para redimir a humanidade, não havendo mais necessidade de um tabernáculo físico, pois os que nascem em Cristo tornam-se uma nova criatura, tornando assim a habitação do Criador.
Porém, no futuro, o tabernáculo é bem descrito nas palavras escritas por João o Evangelista: E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus (Ap 21.3).
Por fim, o tabernáculo era o palco onde ocorria o sacrifício que na Antiga Aliança era anual, fato que se justifica por não ser um sacrifício definitivo, porém o sacrifício executado pelo Senhor Jesus foi de natureza eterna e definitiva. Não sendo mais necessária a ocorrência de outro sacrifício, pois Cristo entrou no tabernáculo celeste.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: O Sacerdócio Celestial


O Sacerdócio Celestial
A verdade prática proporciona o olhar do cristão para a seguinte conformidade teológica: Jesus foi a oferta e o ofertante. Fato que possibilita compreender que Jesus é o Sumo Sacerdote perfeito. Descrição que é ratificada no ponto central da presente lição que expõe a seguinte frase que é incontestável: Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote Perfeito.
Sendo que o objetivo geral da presente lição é conscientizar de que Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote Perfeito; e como objetivos específicos:
Expor que o Sacerdote Celestial tem um único Sumo Sacerdote.
Explicar o Sacerdócio Universal da Igreja.
Afirmar o Maior e mais Perfeito Tabernáculo.
I – O SACERDÓCIO CELESTIAL TEM UM ÚNICO SUMO SACERDOTE
O presente tópico pode ser sintetizado por três passagens do capítulo 7 da Epístola aos Hebreus, que são os versículos: 11, 12 e 16, que apresentam as seguintes palavras chaves: perfeito, imutável e eterno. Ou seja, o sacerdócio de Cristo é superior por ser um sacerdócio perfeito, imutável e eterno.
A superioridade do sacerdócio de Cristo está também evidenciada pela palavra empenhada por Deus (juramento) de que Ele é para sempre. O sistema levítico não teve tal garantia (GONÇALVES, 2017, p.74).
A imperfeição do sacerdócio da Antiga Aliança era nítida por ser incapaz de resolver o problema da culpa e ao mesmo tempo por não poder perdoar conforme a exigência da santidade divina. Já na Nova Aliança o ministério sacerdotal de Jesus é perfeito, pois retira a culpa, justificando o indivíduo e o santifica, tornando-o consagrado ao Senhor.
Houve mudança de sacerdócio, pois o sacerdócio do Antigo Testamento era mutável, enquanto o sacerdócio do Senhor Jesus Cristo é imutável e também é eterno. Uma mudança de sacerdócio proporciona a manifestação do desequilíbrio do sistema, fato que autenticamente conduzirá na mudança da jurisdição e da maneira em que se desenvolve o sacrifício. O sacrifício da culpa era anual, já na Nova Aliança um único sacrifício foi necessário, logo houve mudança da forma em que a jurisdição era desenvolvida, assim como a alteração na concepção do sacrifício.
A Lei tornou-se antiquada, e sua substituição tornou-se necessária porque jamais pôde chegar ao alvo tencionado por Deus. Em Cristo, esse alvo havia sido alcançado, e essa é a razão de nossa esperança (GONÇALVES, 2017, p.74).
II – O SACERDÓCIO UNIVERSAL DA IGREJA
A missão sacerdotal da igreja para ser compreendida pode ser estudada em três tópicos: missão na reconciliação do pecador; missão no sacrifício; e, missão na intercessão.
1- A missão sacerdotal da igreja: na reconciliação do pecador. A função sacerdotal da igreja é diferente da missão sacerdotal de Jesus Cristo. A missão da igreja tem como objetivo reconciliar o homem pecador com Deus que é Santo. No contexto histórico o ser humano tem enveredado por caminhos que não agrada a Deus e por isso, tem pecado e distanciado do Senhor.
Logo, quando a igreja exerce a sua missão evangelizadora a mesma estar exercendo a missão sacerdotal da reconciliação proporcionando que o pecador reconcilie com Deus.
2- A missão sacerdotal da igreja: no sacrifício. Também, é missão da igreja como sacerdócio de Jesus Cristo oferecer os corpos como sacrifício vivo (Rm 12.1). É dever de cada membro da igreja se alistar para exercer com eficiência o serviço cristão.
3- A missão sacerdotal da igreja: na intercessão. É da responsabilidade da igreja interceder por todos os homens (1 Tm 2.1,2). Porém, o Espírito Santo conduz a igreja a orar da maneira que convém (Rm 8.26) fazendo com que as orações sejam respondidas.
III – O MAIOR E MAIS PERFEITO TABERNÁCULO
Quatro versículos proporcionam melhor compreensão do presente tópico:
Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação [...] Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio; De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo (Hb 9.11,24-26).
O tabernáculo celestial é perfeito por não ser feito por mãos desta criação, tornando assim um protótipo perfeito para o tabernáculo da Antiga Aliança. [...] O santuário terrestre foi feito conforme o modelo que Moisés recebeu no monte; todavia, ele fora confeccionado por mãos humanas. Cristo, ao contrário, entrou no santuário celeste, do qual o terrestre era apenas uma figura. Nesse santuário celeste, Ele oficia como Sumo Sacerdote em favor da Igreja (Rm 8.34) (GONÇALVES, 2017, p. 94).
O sacrifício na Antiga Aliança era anual, fato que se justifica por não ser um sacrifício definitivo, porém o sacrifício executado pelo Senhor Jesus foi de natureza eterna e definitiva. Não sendo mais necessária a ocorrência de outro sacrifício, pois Cristo entrou no santuário celeste.
Referência:
GONÇALVES, José. A supremacia de Cristo: fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

domingo, 16 de junho de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: A Nuvem de Glória


A Nuvem de Glória
O ponto central da presente lição permite compreender que o dever de cada cristão é louvar e adorar a Deus, pois a sua glória enche a Terra e os Céus. Já, o objetivo geral é revelar como a nuvem de glória estava sobre o povo de Deus; e como objetivos específicos:
Apresentar a Coluna de Nuvem.
Explicar a Shekinah que esteve presente nas peregrinações de Israel.
Destacar algumas lições para hoje.
I – A COLUNA DE NUVEM; A GLÓRIA DIVINA SOBRE ISRAEL (Êx 40.34)
A palavra shekinah é utilizada para descrever a manifestação visível da glória de Deus, logo a nuvem que ficava sobre o tabernáculo notabilizava a presença de Deus no meio do povo de Israel, sendo esta para os israelitas o sinal grandioso do agir presente do Deus Todo-Poderoso.
Portanto, é necessário observar o texto base para o presente tópico:
Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo (Êx 40.34).
A glória do Senhor que encheu o tabernáculo revelou Sua presença, Sua importância para os israelitas e Sua maravilhosa inspiração de respeito e reverência. As palavras de João 1.1-18 são bastante apropriadas para se recordar aqui. Na encarnação de Cristo, a glória de Deus foi manifestada, não em uma tenda, mas em Seu Filho Jesus (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 199).
Os escritores acima citados fazem uma brilhante comparação entre a manifestação do Senhor em Êxodo 19 e 40, distinguindo os dois capítulos da seguinte maneira: a manifestação no capítulo 19, tem como resultado a atemorização dos israelitas, enquanto que a manifestação no capítulo 40 é a demonstração direta da glória de Deus que resultou no enlevo espiritual dos israelitas.
II – A SHEKINAH QUE ESTEVE PRESENTE NAS PEREGRINAÇÕES DE ISRAEL
Os quarenta anos dos israelitas no deserto foram mediante o plano divino. Sendo que a nuvem de dia tinha como propósito guiar o povo de Israel, Êxodo 40.36,37 assim corrobora com as seguintes palavras:
Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, então os filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas. Se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam, até ao dia em que ela se levantasse.
A glória do Senhor, que agora estava entre Seu povo em forma de nuvem, também guiava os passos dos israelitas (Êx 13.21,22;Nm 9.15-23). A manifestação de Sua glória é às vezes chamada de Shekinah ou glória do Shekinah, termo oriundo do verbo hebraico residir (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 199).
Portanto, na presente aliança quem guia os cristãos é o Espírito Santo de Deus:
Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir (Jo 16.13).
III – ALGUMAS LIÇÕES PARA HOJE
A primeira lição que se aprende e se aplica para os dias hodiernos correspondente com a nuvem sobre o tabernáculo é que ela era incomum, isto é, a visibilidade da nuvem descreve verdades espirituais, o cuidado de Deus para com o seu povo.
Já a segunda lição se trata da permanência da presença de Deus, pois a nuvem permaneceu sobre o tabernáculo.
E por fim, a nuvem não é estática, mas se caracteriza em dinamismo. Fato que descreve o agir de Deus que não se torna inerte, mas que ao contrário proporciona provimentos e estes em abundância.
Referência:
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Culto de Doutrina: Apocalipse capítulo: 21 – Novo céu, nova terra e nova Jerusalém


Apocalipse capítulo: 21 – Novo céu, nova terra e nova Jerusalém
Conforme Ap 21.2, do céu descerá a nova Jerusalém. A primeira palavra, nova, corresponde a uma das características desta cidade que será uma cidade “Santa” (Ap 21.10), isto é, nova, corresponde a cidade desconhecida, guardada para os salvos de todas as épocas (Jo 14. 1-3).  Já a segunda palavra, Jerusalém, tem por significado, habitação de paz, sendo que a cidade de Jerusalém também é conhecida como: Jebus (Jz 19.10), Sião (Sl 87.2), Ariel (Is 29.1), Cidade de Justiça (Is 1.26), Santa Cidade (Is 48.2), a cidade do grande Rei (Mt 5.35), a cidade de Davi (2 Sm 5.7).
Definindo a nova Jerusalém
As descrições, novo céu, nova terra e nova Jerusalém, se associam a três dimensões: a dimensão celestial, novo céu; a dimensão terrestre, nova terra; e, a dimensão urbana, nova cidade.
Já no que corresponde à nova Jerusalém, três são os indicadores que define a nova Jerusalém ao patamar de uma cidade sublime:
Primeiro, a grande cidade (Ap 21.10), logo a grandeza da cidade corresponde ao suprimento da necessidade dos seus habitantes.
 Em segundo, a santa cidade (Ap 21.10),   isto é, a cidade é perfeita e livre de todo mal.
Por fim, em terceiro a cidade descerá do céu, por isso, haverá nela a glória de Deus (Ap 21.10).
[...] Tudo sugere uma cidade literal: ouro, ruas, dimensões, pedras. Ela desce do céu, pois é impossível construir uma cidade santa aqui (SILVA, 1997, p.268).
Há muitas moradas
A frase “na casa de meu Pai há muitas moradas” transmite dois ensinamentos básicos: primeiro ensino, a casa pertence ao Criador e segundo nesta casa há muitas moradas. Na tradução NVI a expressão muitas moradas corresponde a uma casa pequena com muitos cômodos envolta de um pátio que é o pondo de encontro para o lazer dos filhos que mora envolta do seu pai. Na Nova Jerusalém os filhos de Deus estarão envoltos do Pai celestial.
As características da nova Jerusalém
Os detalhes inseridos no texto sagrado da nova Jerusalém indica que ela é uma cidade real. Cidade cujo construtor também é real (Hb 11.10). Se o mundo atual afetado pelo pecado possui as suas maravilhas o que será dito da nova cidade em que nela não haverá maldição (Ap 22.3), não haverá necessidade dos governos naturais que governam os dias e as noites - sol, lua e estrelas – (Ap 22.5), não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21.4).
[...] A luz de Cristo atravessa em todas as direções, por tratar-se de ouro transparente, e nada pode impedir a difusão dos raios luminosos de Cristo. Assim fica demonstrado que, a cidade terrestre (na era milenial) haverá necessidade de luz, como podemos ver em Is 30.26, pois haverá noite e haverá dia: fatores da vida física... Agora na presente era, os remidos andam por fé, vêem as coisas celestes “...refletindo como um espelho” (2Co 3.18); mas ali tudo será alterado (SILVA, 1997, p.275).
Perfeição e eternidade da nova Jerusalém
Para um mundo perfeito é necessário que exista uma composição com elementos essenciais como a de um governo capaz somada com habitantes conscientes, que desfrute de conhecimentos, comunhão e vivam em amor. Por muitos anos esta tem sido à busca de homens para uma sociedade melhor, porém, estas teorias ao serem executadas pelo o homem eliminou o essencial que é a presença de Deus. Ou seja, não haverá uma sociedade justa com a ausência de Deus. Na nova Jerusalém a perfeição será real porque o próprio Deus a governará com isto os habitantes serão os salvos de todas as épocas que possuirão conhecimento perfeito e desfrutarão da perfeita comunhão e do perfeito amor.
Na Nova Jerusalém o amor de fato será sincero, generoso e longânimo. A perfeição do amor de Deus na nova Jerusalém se manifestará no amor que galardoa os salvos (Tg 1.12).
O primeiro livro da Bíblia é o de Gênesis, o livro do princípio, enquanto o último livro é o de Apocalipse que corresponde a revelações. Todavia, o primeiro como o último livro da Bíblia possui relações diretas no que trata a ordem da história da humanidade, se em Gênesis encontra-se as origens das coisas, em Apocalipse o conhecimento do desfecho de todas as coisas torna-se notável. Mas, os últimos capítulos de Apocalipse são conhecidos como o gênesis do apocalipse, portanto as origens de uma nova época encontram se nos capítulos finais de Apocalipse.
No demais, irmãos, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder (Ef 6.10) porque a nova cidade está nos céus, donde também se espera o Salvador, o Senhor Jesus Cristo (Fp 3.20).
Referência:
SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

Culto de Doutrina: Apocalipse capítulo: 20 – A vitória de Cristo sobre a besta


Apocalipse capítulo: 20 – A vitória de Cristo sobre a besta
O capítulo 20 de Apocalipse proporciona grandes informações escatológicas, que são: a prisão de Satanás, o milênio, lições que outorgam compreensão referente à primeira ressurreição, a narrativa da libertação de Satanás por um pequeno espaço de tempo, e por último, descreve de maneira clara a concretização do Juízo Final.
Prisão de Satanás
Três versículos narram a respeito da prisão de Satanás (Ap 20.1-3). Sendo que três pontos são fundamentais para compreender esta prisão.
1- Preso por um anjo. O que se conclui é que o anjo terá em suas mãos a chave do abismo e a autoridade para prender a Satanás. Abismo é equivalente à palavra hades e sheol. Que quer dizer, lugar escondido, e em determinados textos da Escritura Sagrada o termo é traduzido pela palavra tártaro, que do grego significa escuridão.
2- Preso por mil anos. A duração da prisão de Satanás durará mil anos (v.2,3). Haverá um selo na prisão, isto é, Satanás será impedido de agir de forma maléfica. Selo no texto indica sela fechada.
3- Preso para não enganar durante mil anos. A única filiação de Satanás narrada na Bíblia é a mentira (Jo 8.44). Portanto, durante o longo histórico da humanidade Satanás se ocupou em enganar as nações, porém, esta ação não será desenvolvida no período do Milênio.
Portanto, o diabo será lançado no abismo por mil anos (Ap 20.3) e acabando-se os mil anos, satanás será solto (Ap 20.7) e porá a prova a geração da era milenar assim como foi provado Adão. Sendo assim, ocorrerá o Gogue e Magogue, ou seja, a peleja final e o fim será o diabo lançado no lago de fogo e enxofre (Ap 20.10)
O milênio
1- Será um período em que Cristo governará sobre a Terra. Portanto, este governo de Cristo será realizado com aqueles que fizeram parte da primeira ressurreição. E estes terão autoridade sobre os povos da Terra (Ap 20.6; Mt 19.21).
2- Será o período em que a Terra gozará da autêntica liderança. Pois, neste período haverá paz, segurança, prosperidade e justiça (Is 2.2-4; Is 65.21-23; Zc 9.10).
3- No período do milênio a natureza será restaurada. A natureza voltará a sua forma original com duas características consideradas ímpares: perfeita e bela (Is 65.25).
4- Os dias dos viventes serão multiplicados (Is 65.20). A morte estará presente e atuante no período do milênio, porém, os que morrerem com a idade de cem anos serão considerados a uma vida jovial.
O reino milenar tem como objetivo, aproximar a nação de Israel à pessoa de Deus. Por fim, assim como a igreja primitiva acreditava no arrebatamento, também acreditavam no Reino Milenar de Jesus Cristo. Portanto, a igreja hodierna também acredita que em um período escatológico os seus membros de todos os tempos serão sacerdotes e reis para governarem com Cristo durante mil anos (Ap 1.6).
Primeira Ressurreição
Tipo de ressurreição que se divide pela seguinte ordem a ressurreição do Senhor Jesus (1 Co 15.23), os que ressuscitarão no momento do arrebatamento da igreja (1 Co 15.23,24), a ressurreição das duas testemunhas (Ap 11.11,12) e a ressurreição dos mártires da grande tribulação (Ap 20.4).
Tipo de ressurreição que corresponde com aqueles que ressuscitarão e nunca mais verão a morte, pois os que participaram nos tempos antigos da ressurreição de mortos voltaram a morrer, assim também ocorrerá com os que participarão da ressurreição dos mortos, pois ressuscitarão para serem condenados a segunda morte, ou seja, a morte eterna.
O Juízo Final
Três interrogações proporciona a compreensão a respeito do Juízo Final, são elas:
Que hora será o Juízo Final?
Qual local será o julgamento?
Quais serão as bases para o julgamento?
Sobre a hora ou o tempo do Juízo Final cabe entender a sequência dos fatos registrados no Apocalipse, que indica, o Juízo será após o reino milenar de Cristo e após a última apostasia.
 O julgamento será entre as duas esferas o céu e a terra, pois pela presença de quem julgará fugirá o céu e a terra (Ap 20.11).
E por fim, a base do Juízo Final é a justiça perfeita de Deus. Deus é justo, perfeito e santo.