Deus é Fiel

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segunda-feira, 10 de maio de 2021

Subsídio da Lição: O Ministério de Profeta

 

Subsídio da Lição: O Ministério de Profeta

Um dos oficiais de Deus no Antigo Testamento foram os profetas. O ministério profético no Antigo Testamento está divido historicamente em dois grupos no que correspondem as obras literárias. O primeiro grupo é composto pelos profetas anteriores, ou seja, os livros de Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis. Já no segundo grupo estão os profetas posteriores que subdividem em profetas maiores e profetas menores.

Se a missão principal do sacerdote era possibilitar a relação entre o homem e Deus a missão principal do profeta era possibilitar a relação entre Deus e o homem. O sacerdote levava até a pessoa de Deus as necessidades humanas por pedido e por necessidade, já o profeta transmitia aos homens a vontade de Deus que se manifesta pelos decretos de Deus.

A presente lição tem como objetivo geral: Expor o desenvolvimento do ministério de profeta. E como objetivos específicos: Descrever a função do profeta no Antigo Testamento; Explicar o ofício do profeta no Novo Testamento; e, Esclarecer o verdadeiro do falso profeta.

I – O PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO

1- Conceito.

2- O ofício.

3- O profetismo.

O profeta era o elo entre Deus e o homem, ou seja, o ministério profético corresponde à atividade de entregar a mensagem de Deus a quem lhe é direcionada. No Antigo Testamento a palavra de Deus foi direcionada a líder político (1 Sm 15.10-23), a líder religioso (1 Sm 2.27-36) e a profeta (1 Re 13.20-22) por meio do ministério profético.

Sendo o profeta o elo entre Deus e o homem. A função do profeta era tornar conhecida a vontade de Deus. Sendo que para isto o profeta ouvia a voz de Deus e transmitia ao homem, portanto, a função do profeta se resume em: primeiro, ouvir a voz de Deus e em segundo transmitir.

Lembrando que:

O profeta no Antigo Testamento era um homem que, além de transmitir a mensagem de Deus, tinha outras atribuições de ordem nacional. Na unção dos reis, eram os profetas que tinham a incumbência de derramar o azeite santo da unção sobre a cabeça dos governantes (1 Sm 16.1; 1 Rs 19.16) (RENOVATO, 2021, p. 83).

II – O PROFETA EM O NOVO TESTAMENTO

1- A importância do termo “profeta” em o Novo Testamento.

2- O ofício do profeta neotestamentário.

3- O objetivo do dom ministerial de profeta.

O presente tópico permite contextualizar o ofício do profeta no Novo Testamento tendo como base dois pontos específicos: Jesus profeta por excelência e a missão profética da Igreja.

Jesus profeta por excelência. No inicio do seu ministério Jesus leu uma profecia sobre Ele que se encontra no livro do profeta Isaías 6.1,2, e disse que a profecia se cumpria nEle. “O Espírito de Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, e proclamar libertação aos cativos, e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor” esta foi a profecia lida pelo Senhor Jesus, texto que enfatiza que Jesus é o Cristo, termo que significa ungido e nos ensina que Jesus substituiu os profetas, os sacerdotes e os reis da Antiga Aliança. O ministério profético de Jesus possui dois aspectos: proclamar a mensagem de Deus e revelar a Deus.

Proclamar a mensagem de Deus. O versículo lido por Jesus na sinagoga por três vezes cita a função do profeta no que corresponde ao divulgar a Palavra de Deus. Os termos usados são: pregar, proclamar e apregoar. Logo, Jesus como profeta, proclamou a Palavra de Deus através de seus ensinos recheados de autoridade (Mt 7.29) que tinha como alvo o pecador (Jo 4.13,14). Jesus proclamou o reino (Lc 8.4-15), preparou os discípulos (Jo 13;14;15;16) e também descreveu como seria as últimas coisas (Mt 25), e este foi um anúncio profético feito pelo Senhor Jesus.

Revelar a Deus. O segundo aspecto do ministério profético do Senhor Jesus foi revelar a Deus (Jo 1.14). No capítulo um do evangelho de João, Jesus é apresentado como o Verbo e nos primeiros dezoitos versículos quatro obras do Verbo são citas. As obras do Verbo são: criar (v.3), iluminar (v.9), regenerar (12) e revelar (v.18). Logo, Jesus como profeta revelou o Pai à humanidade.

Portanto, Jesus no seu ministério profético não apenas proclamou a mensagem de Deus, mas também revelou a Pessoa do Pai. E nos dias hodiernos Jesus continua a exercer o seu ministério profético por intermédio da Sua Palavra, da Igreja e do Espírito Santo.

A missão profética da igreja. O Senhor Jesus continua a exercer o seu ministério profético por intermédio da igreja, isto quando nos referimos à missão profética da Igreja.

A missão profética da Igreja está relacionada com os aspectos do ministério profético de Jesus que se manifestaram no ministério público de Jesus (ministério que corresponde a Jesus atendendo as necessidades de todos os homens) e também no ministério particular de Jesus (ministério em que Jesus atende as necessidades de seus discípulos). Porém, para que a mensagem pregada pela Igreja seja eficaz é necessário que a mesma proclame e revele o amor de Deus na vida dos cristãos.

A missão da igreja está inserida na grande comissão (Mt 28.18-20) e três palavras definem o real sentido da existência da Igreja: ir, ensinar e batizar. No idioma original do texto sagrado apenas as duas últimas palavras se encontram no imperativo, já a primeira o ir, encontra-se no gerúndio. O real sentido ir, por não se encontrar no imperativo indica que o ir da Igreja não é uma ordem imposta, mas é um dever por natureza por sermos a Igreja do Senhor Jesus.

A Igreja existe para viver e desenvolver a sua missão e a missão da Igreja é pregar e revelar a Deus à humanidade. Porém, se a Igreja não é missionária a mesma não é Igreja. Se a mesma deixar de ser missionária automaticamente deixará de ser Igreja.

É necessário que haja um cuidado especial, em relação ao dom de profecia. O profeta do Novo Testamento, na igreja local, não deve arrogar-se o direito de querer dirigir o pastor, ou o líder da igreja (RENOVATO, 2021, p. 89).

III – DISCERNINDO O VERDADEIRO PROFETA DO FALSO

1- Simplicidade x arrogância.

2- Pelos frutos os conhecereis.

3- Ainda sobre o falso profeta.

Virtude é a disposição de um indivíduo em praticar o bem e trata-se de hábitos constantes que proporcionam ao indivíduo uma vida bem-sucedida. Enfim, virtudes são nomeações de qualidades. Dentre as virtudes dos profetas vale ressaltarmos as seguintes:

a) Subimissão. Um grande exemplo de submissão como qualidade é o profeta Eliseu. Em 2 Reis 3.11, encontramos a primeira obra realizada por Eliseu que foi lavar as mãos do profeta Elias. Eliseu reconheceu que um ministério bem-sucedido é construído sobre bases bem fortificadas, que são resumidas na palavra serviço. Servir é o passo inicial para receber a porção dobrada da Unção de Deus. Submissão no desenvolvimento do ministério profético é uma virtude pertencente a todos os profetas que foram bem-sucedidos na prática ministerial.

b) Coragem. Não temer. O profeta no seu ministério não poderá temer ameaças provindas de homens e nem mesmo do diabo. A coragem é fundamental para a concretização ministerial. Um grande exemplo de coragem é demonstrado no ministério profético de Natã (2 Sm 12.7-12) que não temeu ao rei Davi e entregou a mensagem Divina.

c) Dependência de Deus. Como terceira virtude, será notória no ministério e na vida dos profetas a dependência de Deus. De fato Deus chama, e aos chamados Deus capacita, aos capacitados Deus envia, aos enviados Deus supre as necessidades. E assim foi com os profetas. Homens dependentes de Deus em tudo: desde a vida civil (Os 1.2, Jr 16. 1,2) à alimentação (1 Re 17.9).

Quanto à origem da profecia compreende-se que a profecia é a revelação da vontade de Deus. A profecia tem como objetivos manifestar os fatos concernentes a Deus e as suas relações com o ser humano e também revelar os decretos de Deus.

Os decretos de Deus são: criação, decreto de Deus que deu origem a todas as coisas; providência, que é a ação de Deus em governar o planeta terra suprindo a necessidade de todos, principalmente dos que são fiéis a Ele; redenção, após o pecado a humanidade tornou se necessitada do socorro Divino no que corresponde a redenção e a consumação, decreto que trata da vitória final de Deus em todas as suas obras.

Porém, as profecias poderão ter três origens bem distintas.

a) Divina. Quando é proveniente de Deus (Gn 3.15). O que caracteriza a profecia de origem Divina é que ela se cumpre.

b) Carnal. Quando é proveniente da carne (1 Re 13.18, Dt 18.22). É caracterizada pela mentira e por status almejado pelo o indivíduo.

c) Satânica. Quando é proveniente de Satanás e é caracterizada pela mentira.

Por fim:

É necessário que haja um cuidado especial, em relação ao dom de profecia. O profeta do Novo Testamento, na igreja local, não deve arrogar-se o direito de querer dirigir o pastor, ou o líder da igreja (RENOVATO, 2021, p. 89).

Referência

RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais e Ministeriais: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Quando a prisão é uma realidade: Carta de Efésios

 

Quando a prisão é uma realidade: Carta de Efésios

Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória (Ef 1.13,14).

O propósito da epístola se notabiliza com a demonstração de Paulo em visualizar a igreja sob o pleno governo de Jesus Cristo ressurreto (2.20-22). Tendo em vista que a carta está dividida em duas partes.

A primeira parte (cap.1-3), o apóstolo outorga ênfase às doutrinas centrais da fé cristã:

Descrevendo o plano de Deus para a humanidade (1.3-23);

Dissertando sobre a salvação pela graça (2.1-22);

Notificando a multiforme sabedoria de Deus em vocacionar pessoas e a importância da prática da oração (3.1-21).

Não tem como esquecer que também na primeira parte o apóstolo Paulo defende o seu ministério apostólico (3.1-13).

Já na segunda parte o Paulo descreve como as verdades espirituais devem refletir na conduta cristã (cap.4-6). A unidade da fé mediante a diversidade de dons (4.1-6), a nova vida com Cristo (4.7-5.21), bom relacionamento com Jesus e com a família (5.22-6.9), e por fim, a armadura espiritual do cristão (6.10-20). (SILVA, 2015, p.135).

Doutrinas centrais da fé cristã

1- O Espírito Santo, penhor da nossa herança. Efésios 1. 13 e 14 destacam dois pontos fundamentais que são: os cristãos fostes selados com o Espírito Santo e o Espírito Santo é o penhor da herança cristã.

Sobre o primeiro ponto assim sintetiza Baptista:

[...] Os que recebem o Espírito Santo são identificados por Deus como pertencentes a Cristo. Esses crentes são assinalados como propriedade particular de Cristo, a Cabeça da Igreja. Deste modo, o Espírito Santo testifica quem são os filhos de Deus (Rm 8.9,15-16), e o maligno não lhes toca (1 Jo 5.18) (2020, p.30).

Já o segundo ponto, o Espírito Santo é o penhor, compreende que penhor pode ser também descrito como anel de noivado. Logo, o Espírito Santo é o pagamento antecipado para a concretização do casamento entre Cristo e a Igreja.

2- Salvação não vem das obras. As obras tem poder para definir a salvação de alguém? Pergunta esta que tem como resposta direta a palavra não.  Pois, quem é salvo deve praticar as boas obras. As boas obras são realizadas pelos cristãos não para estes serem salvos, mas porque estes já são salvos em Cristo.

Parafraseando o tópico com Tito 2.11: Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens.

Aprende três aspectos da graça, que são:

O primeiro aspecto define a origem da graça, é de Deus, isto indica que a graça pertence a Deus que é Santo, Fiel e Justo.

Já o segundo aspecto descreve que, a graça se há manifestado, descrição que corresponde à manifestação de Jesus Cristo o Salvador, que era preparação na antiga aliança, torna-se visível na nova aliança, pois o verbo se fez carne (Jo 1.14) a manifestação do verbo é a manifestação da graça outorgando paz (Jo 16. 33), vida em abundância (Jo 10.10) e principalmente o direito a vida eterna (Jo 17.3).

E em terceiro, trazendo salvação a todos os homens, frase que corrobora com a ação transformadora que se tornou possível graça a manifestação do Senhor Jesus.

Conduta cristã

Conduta cristã estabelecida por um vida não apenas teórica, mas que de fato seja prática no que tange a humildade, mansidão e a longanimidade.

1- Conduta por meio da humildade. A humildade é a marca do verdadeiro seguidor de Jesus. E compreende-se que a Humildade é a ausência completa do orgulho. Sua origem vem do latim “húmus” que significa “filhos da terra”. Etimologicamente, humildade também deriva “homem” (homo) e “humanidade” (GABY & GABY, 2018, p. 149).

Assim sendo, humildade descreve a respeito de quem vem de baixo (de quem é comum), de quem reconhece o seu papel e respeita o comando de outro (isto é, é submisso aos superiores).

A humildade foi à virtude que Jesus enfatizou na noite da santa ceia aos seus discípulos, pois ao lavar os pés dos apóstolos o Mestre ensinou que Ele não veio para ser servido, mas para servir (Jo 13). Portanto, a humildade é atitude que deverá ser desenvolvida por todos os cristãos resumida na seguinte descrição: servir e não ser servido.

2- Conduta por meio da mansidão. A palavra mansidão é uma forma variada do termo grego προΰτης (proutês), significa gentileza, humildade, cortesia, consideração, força, suavidade e amabilidade. Na língua portuguesa mansidão apresenta a ideia de ausência de dinâmica e de ânimo. Porém, a mesma pode ser também definida na prática pela palavra tolerância.

Mansidão conforme Números 12.3 pode ter como significado paciência e humildade. Palavras que se encontra na tradução da Bíblia King James Atualizada.

3- Conduta por meio da longanimidade. A longanimidade define o indivíduo que tem como qualidade, grandeza de ânimo, indivíduo corajoso em meio às adversidades e que age em favor de alguém, termo também relacionado com o ato de ser bondoso ou generoso.

REFERÊNCIAS

BAPTISTA, Douglas Roberto de Almeida. A Igreja Eleita, Redimida pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

 

GABY, Wagner Tadeu. GABY, Eliel dos Santos. As Parábolas de Jesus: As verdades e princípios divinos para uma vida abundante. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.

 

SILVA, Andreson Côrte Ferreira da. Introdução ao Novo Testamento. Seteblir – Seminário Teológico Batista Livre Renovado, Formando obreiros visionários. Mundial Gráfica, 2015.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Subsídio da Lição: O Ministério de Apóstolo

O Ministério de Apóstolo

O ministério apostólico foi outorgado à igreja para expansão do Evangelho de Jesus Cristo. Conforme escreveu o apóstolo Paulo “e deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4.11). Com base neste texto as lições a partir desta, até a décima, estará estudando os dons ministeriais.

[...] Os dons espirituais são voltados para a igreja em seu ambiente interno, congregacional, com manifestações sobrenaturais, no falar línguas estranhas, profecia, interpretação, os dons de curar e outros carismas, os dons ministeriais ampliam a ação do Espírito Santo, com sua ação poderosa e sobrenatural, tanto no âmbito interno como externo, da missão da Igreja, na Terra (RENOVATO, 2021, p. 70).

O dom ministerial de apóstolo corresponde com aquele que é enviado pelo Senhor Jesus. É alguém que diretamente é pelo Senhor Jesus chamado para expandir a mensagem da salvação.

Portanto, a presente lição tem como objetivo geral: Mostrar a importância do ministério apostólico no Novo Testamento. E como objetivos específicos: Investigar biblicamente o colégio apostólico; retratar o ministério apostólico de Paulo; e, avaliar a apostolicidade atual.

I – O COLÉGIO APOSTÓLICO

1- O termo “apóstolo”.

2- O colégio apostólico.

3- A singularidade dos doze.

Apóstolo é aquele que é chamado diretamente por Jesus e enviado pelo Senhor para propagar a mensagem, logo o apóstolo também é chamado de mensageiro das boas novas. O Novo Testamento permite definir que apóstolo é enviado, assim, como Jesus foi enviado pelo Pai, tendo como missão do ofício: salvar o pecador com autoridade, pregar o evangelho com poder, exercer o ofício com graça e amor. Por fim, assim como Jesus desenvolveu seu ministério com autoridade, poder, graça e amor. Nos dias atuas assim deverá ser o ministério do apóstolo.

No Antigo Testamento havia a escola dos profetas. Jesus ao iniciar o seu ministério chamou para si doze homens e fez deles pescadores de almas. Eles foram discipulados e preparados por um pouco mais de três anos com o objetivo darem continuidade a obra do Reino de Deus.

Estes homens em comum possuíam: convocação direta por parte de Jesus, palmilharam ao lado do mestre e foram dotados de poder para pregarem o Evangelho.

A autoridade delegada aos apóstolos foi tão grande, que eles tinham poder para perdoar pecados ou retê-los. Jesus os enviou, do mesmo modo como Ele fora enviado pelo Pai (Jo 20.21-23) (RENOVATO, 2021, p. 74).

Ao outorgar poder aos discípulos Jesus queria que eles proporcionassem alegria para milhares de pessoas. Portanto, o que não pode se esquecer é que milagre proporciona: vitória para o necessitado, evangelização ao sedentos e glorificação a Deus.

II – O APÓSTOLO PAULO

1- Saulo e sua conversão.

2- Um homem preparado para servir.

3- “O menor dos apóstolos”.

Saulo, o mesmo que Saul, tem como significado o desejado foi em sua prática de fé judaica assolador da igreja primitiva (At 8.3), invadia as casas, arrastava e lançava na prisão os cristãos, porém Deus o chamou para ser propagador do evangelho aos gentios, reis e aos filhos de Israel (At 9.15).

O chamado de Paulo. De Saulo a Paulo, enquanto o nome Saulo indica o sentimento de desejo, o nome Paulo passa a indicar o sentido de pequeno, pois em meio ao conhecimento de Paulo o evangelho seria propagado mediante a graça transformadora de Cristo (Fp 3.8, 2 Co 12.9).

Como bom judeu o apóstolo no período anterior a sua conversão queria ser útil a Deus, por isso, Paulo tornou-se um perseguidor da fé cristã, pois via na mesma uma ameaça aos princípios do judaísmo. Antes a sua conversão, Paulo já se destacava por sua entrega e veemência a uma missão (At 9.2). Logo após a conversão o apóstolo Paulo não perdeu o desejo de ser útil a Deus, sendo assim dedicou com toda veemência à propagação do evangelho chegando a realizar três viagens missionárias (At 13.2,3).

Identificação do apóstolo nas epístolas. O apóstolo Paulo em suas 13 cartas se apresenta de três maneiras: servo, apóstolo e prisioneiro. As cartas antigas começam com o nome e credenciais do remetente e também uma saudação ao destinatário. Com estas três credenciais torna-se notório que o apóstolo Paulo exercia com primazia o ministério no qual tinha sido chamado.

Como servo (Rm 1.1,Fp 1.1, Tt 1.1), o apóstolo Paulo foi submisso a Deus e não teve medo de assumir riscos em prol do Evangelho. Por tal atitude Paulo foi um servo sofredor (2 Co 11.23-28).

Além de servo, Paulo em algumas das suas cartas se apresenta como apóstolo (Rm 1.1, 1 Co 1.1, Cl 1.1), como apóstolo Paulo queria demonstrar para as igrejas a validade de seu chamado.

Um verdadeiro apóstolo é homem que deve ter comunhão e experiência com Deus. Paulo, não obstante não ter convivido com Jesus como os demais apóstolos, teve experiências espirituais que os outros não tiveram. E essas experiências fortaleceram sua vida espiritual e solidificaram o seu relacionamento com Cristo. Ele diz que teve “visões e revelações do Senhor” (1 Co 12.1); com bastante modéstia, falando na terceira pessoa, diz que “foi arrebatado ao terceiro céu”... “e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar” (1 Co 12.2,4). Que palavras foram essas, só Deus e Paulo sabem (RENOVATO, 2021, p. 75).

E por fim, como prisioneiro Paulo se apresenta a Filemon tanto para demonstrar a sua situação no momento como prisioneiro e para introduzir o assunto que tinha a expor com Filemon (Fm 1.1).

Paulo e o fim da carreira. A prática de um chamado estruturado será confirmada no fim da carreira ministerial. Paulo encerra suas atividades ministeriais se apresentado como soldado (combati o bom combate), como atleta (acabei a carreira) e como mordomo (guardei a fé).

Como soldado Paulo foi valoroso e estratégico, isto em sua missão, como atleta o apóstolo foi incansável e submisso e, como mordomo Paulo concretiza o valor da paciência e da esperança para ser bem sucedido ministerialmente.

III – APOSTOLICIDADE ATUA (Ef 4.11)

1- Ainda há apóstolos?

2- Apóstolos fora dos doze.

3- O ministério apostólico atual.

Por fim, o ministério apostólico existe nos dias atuais, porém, o que estar ocorrendo é que lideranças cristãs que querem para si os olhares da multidão, altamente se separam com títulos específicos para destaque.

Atualmente, o que podemos ver como ministério de caráter apostólico, é o trabalho dos missionários, quando são enviados para desbravar campos, em países de povos não alcançados pelo evangelho de Cristo. Se um missionário vai assumir um trabalho que já está estabelecido, cujas bases e desenvolvimento deveram-se ao esforço de outros companheiros, não pode dizer que faz um trabalho de apóstolo, e sim, de pastor ou evangelista (RENOVATO, 2021, p. 80).

Não basta ter o título de apóstolo o que os servos de Cristo devem possuir nos dias atuais é o desejo de serem servos e úteis à obra do Senhor.

Referência

RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais e Ministeriais: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

domingo, 25 de abril de 2021

Subsídio da Lição: Dons de Elocução

 Dons de Elocução

Os dons de elocução correspondem com os tipos de dons em que Deus exprime a sua vontade. Elocução significa dicção, locução ou expressão. Nesta classificação encontram-se os dons de profecia, variedades de línguas e o dom de interpretação, ambos possuem como propósito edificar, exortar e consolar a Igreja de Jesus.

Sendo que a presente lição tem como objetivo geral: apresentar os dons de elocução. E como objetivos específicos: expor biblicamente o dom de profecia; explicar o dom de variedade de línguas; e, examinar o dom de interpretação de línguas.

I – DOM DE PROFECIA (1 Co 12.10)

1- O que é o dom de profecia?

2- A relevância do dom de profecia.

3- Propósito da profecia.

O dom de profecia corresponde com a mensagem verbal inspirada pelo Espírito Santo na língua conhecida pelo mensageiro e pelo destinatário. Sendo que a mensagem é divina.

[...] profecia significa a declaração do que não pode ser conhecido por naturais (Mt 26.68, é a descrição antecipada da vontade de Deus, quer com referência ao passado, presente e futuro (veja Gn 20.7; Dt 18.18; Ap 10.11; 11.3). Profetizar, no grego, se resume numa palavra, propheteuein, que significa falar em nome de alguém, em favor de alguém (VINE apud Renovado, 2021, p. 55).

Porém, a igreja deve ser ciente que há três tipos de profecia, conforme a origem: pode ser de ordem divina, ordem carnal ou de ordem diabólica. A mensagem quando é de origem divina conforta, consola e edifica. Já a mensagem humana e a diabólica provocam no seio da comunidade confusão, não edifica e nem consola.

Toda profecia de origem divina se cumpre:

A profecia de Gêneses 3.15 se cumpriu (Mt 1.25).

A profecia presente no Salmo 22.16, “transpassaram-me as mãos e os pés” se cumpriu na cruz.

A profecia que Jesus nasceria em Belém (Mq 5.2) se cumpriu.

Logo, toda profecia que tem como origem em Deus se cumprirá.

Dom de profecia

Erro

Certo

Profecia utilizada para guiar a igreja

A igreja é guiada pelo Espírito Santo. O espírito Santo guia a igreja pela Bíblia e pela consciência do cristão. Há oficiais de Deus na terra para ensinarem a autêntica Palavra do Senhor.

Dom de profecia como um oráculo

Deus fala quando quer, logo não há necessidade de sair ao encontro de vasos para saber o que Deus manda.

Dom de profecia como fonte de doutrina

Toda sã doutrina tem sua origem em Deus e está presente nos Escritos Sagrados.

 

Logo, a profecia tem como finalidade edificar (na formação do caráter e da personalidade do cristão), exortar (isto é, confortar, inspirar, defender e guiar) e consolar (que corresponde com a doação de alegria e de paz).

II – VARIEDAE DE LÍNGUAS (1 Co 12.10)

1- O que é o dom de variedade de línguas?

2- Qual é a finalidade do dom de variedade de línguas?

3- Atualidade do dom.

Tendo como base as seguintes palavras:

Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar (At 2.39).

Percebe-se que a abrangência da promessa corresponde com tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.

Lembrando que:

O fenômeno pentecostal do falar em línguas estranhas (gr. Glossolalia) tem dois aspectos. O primeiro é o falar línguas estranhas como evidência do batismo com o Espírito Santo. O segundo é o dom de variedade de línguas (RENOVATO, 2021, p. 61).

No Novo Testamento tanto os judeus como os gentios foram cheios do Espírito Santo, isto sem ocorrência de acepção de pessoas conforme a profecia de Joel. Assim, como Deus usou o profeta Joel para profetizar o dia de pentecoste com a descida do Espírito Santo, em Atos capítulo dois, Deus usa o apóstolo Pedro para confortar e esclarecer aos crentes a respeito do batismo no Espírito Santo.

Portanto, para receber o Batismo no Espírito Santo é necessário ter a convicção da promessa, pois o próprio Jesus descreve o batismo como uma promessa do Pai (Lc 24.49), e além da convicção é necessário viver uma vida de oração, consagração, obediência e por fim, cuidar da espiritualidade.

Em suma, o dia de pentecoste é bíblico e o batismo no Espírito Santo é para os dias de hoje. Porém, o dom de variedades de línguas corresponde com algo além do batismo no Espírito Santo. Para que haja eficácia o dom de línguas precisa de interpretação. Com este dom o Espírito Santo toca em nosso espírito. Outorga liberdade para a exaltação proporcionando edificação (HORTAN, 2003).

III – INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS (1 Co 12.10)

1- Definição do dom.

2- Há diferença entre dom de interpretação e o de profecia?

O dom de interpretação corresponde com a identificação da mensagem divina e não com a tradução de uma língua.

O dom de interpretação difere do dom da profecia por ser um dom associado a outro. Alguém fala em línguas e outra pessoa interpreta. Por fim, o presente dom não foge do propósito dos anteriores; edificar, exortar e consolar.

Portanto, os dons de elocução estão associados com três palavras chaves para uma igreja local saudável. Estas palavras são ministério, adoração e dom. Ministério é o executar do dom. Adoração é a ação de gratidão em forma de louvor e oração. E dom é o ministério em ação.

Referência

HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática, uma perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais e Ministeriais: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

terça-feira, 20 de abril de 2021

Quando o evangelho é a principal preocupação: Em Cristo somos mais que vencedores

 Quando o evangelho é a principal preocupação: Em Cristo somos mais que vencedores

Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou (Rm 8.37).

A carta aos Romanos é tipicamente conhecida como o evangelho do apóstolo Paulo e com base na leitura desta epístola percebe-se que Paulo torna-se notável como grande teólogo e também se destaca pelo exercício do ministério pastoral.

Os relatos escritos nos dezesseis capítulos podem ser sintetizados em duas palavras: doutrina e exortação. No que se refere às doutrinas percebe-se que elas são didaticamente bem explicadas e no que se descreve a exortação o apóstolo aconselha os cristãos a terem comunhão com Deus (Rm 12.1-8), a viverem o verdadeiro amor (Rm 12.9-21), a serem submissos às autoridades por Deus constituídas, e, por fim, Paulo exorta aos irmãos a tolerarem os mais fracos (Rm 14. 1-12).

Compreendendo a Epístola

A carta apresenta o seguinte esboço, dividido em quatro partes:

1. Introdução (1.1-15). Parte em que Paulo se apresenta e saúda a igreja.

2. Salvação somente pela fé (1.16-11.36). Nestes capítulos referentes à segunda parte o apóstolo comenta a respeito do tema: o justo viverá pela fé (1.16-17); descreve a respeito da indesculpável culpa humana (1.18-3.20); argumenta no que se refere à Justificação mediante a redenção efetuada por Cristo (3.21-4.25); fala a respeito da nova vida de liberdade do justificado pela fé (5.1-8.39); e, disserta a respeito da incredulidade de Israel (9.1-11.36).

3. Exortações: a justificação pela fé (12.1-15.13). A terceira parte está associada com a palavra exortação. E as exortações compreendem ao verdadeiro amor (12.1-21); a submissão às autoridades instituídas por Deus (13.1-14); e, a não menosprezar os mais fracos (14.1-15.13).

4. Planos evangelísticos e saudações finais (15.14- 16.27).  Parte conclusiva em que as relações interpessoais são categoricamente descritas, e lembrando que a existência das relações interpessoais corresponde com a sabedoria e soberania de Deus, assim como também em razão da graça de Deus.

O que concerne à soberania de Deus se identifica no plano da salvação desenvolvido pelo Senhor para outorgar o livramento do pecado a todos àqueles que se aproximarem de Deus. Já o encontrar a fonte das relações interpessoais em razão da graça de Deus é possível mediante a ação do Senhor em aproximar dEle a todos os que estavam distantes e isto é mediante a graça.

Deus ordenou nas Escrituras que o evangelho do reino seja pregado a todas as nações, a fim de que todas as pessoas possam obedecer à Sua ordem de crer.

Deus, em sua sabedoria, salva aqueles que, ao ouvirem a pregação da Sua Palavra, a Bíblia, especialmente o evangelho, confiem em Jesus Cristo para todo o sempre (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.404, 405).

Não me envergonho do Evangelho

O tema da epístola é encontrado nos seguintes versículos:

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé (Rm 1.16,17).

A Epístola aos Romanos em seu tema central define a doutrina da salvação associada diretamente com o elo da salvação em especial a fé. Lembrando que a frase de fé em fé (Rm 1.17), significa fé do começo ao fim. Portanto, através da escrita da carta Paulo queria consolar os cristãos a permanecerem firmes na fé em meio às perseguições contra o Evangelho, sabendo que o cristão autêntico não envergonha do Evangelho porque este é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.

Somos mais do que vencedores

O cristão em meio a todo o sofrimento permanece fiel a Deus, pois a esperança do crente que tem como origem a promessa divina é maior do que toda a aflição.

1. O que não define a vitória espiritual. A vitória cristã não é definida pela estatura física, pois se assim fosse Saul seria um exemplo de personalidade vitoriosa e não de personagem desobediente. A obediência é a chave para conquistas espirituais.

Assim também como a vitória não é definida pela força, pois se assim fosse Golias venceria facilmente ao jovem Davi, porém compreende-se que a vitória tem sua origem em Deus e não na força do braço humano.

2. Em Cristo Jesus a igreja é vitoriosa. O termo vencedor deriva do grego, nikon, ou seja, aquele que permanece em constante vitória. Na Bíblia de Estudo Pentecostal a explanação a respeito da palavra Nikon se define da seguinte maneira: É aquele que, mediante a graça de Deus recebida através da fé em Cristo, experimentou o novo nascimento e permanece constante na vitória sobre o pecado, o mundo e satanás (p. 1985).

Vencer o pecado, o mundo e satanás, é apenas para aqueles que permanecerem em Jesus Cristo.

Referência

BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL. Edição Revista e Corrigida. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

domingo, 18 de abril de 2021

Subsídio da Lição: Dons de Poder

 Dons de Poder

Na narrativa bíblica há cada quatro capítulos lidos um milagre será evidente. No NT os cinco primeiros livros narram os milagres operados por Jesus e também os milagres operados por intermédio da igreja.

A presente lição tem como objetivo geral: examinar os dons de poder. E como objetivos específicos: definir o que significa o dom da fé; evidenciar biblicamente os dons de curar; e, discorrer a respeito do dom de maravilhas.

Sendo que os três tipos de dons que compõe a classificação dos de poder correspondem com: dom de fé, dons de curar e dom de operação de maravilhas. Estes dons estão à disposição da igreja e para recebê-los é necessário que haja busca em oração.

I – O DOM DA FÉ (1 Co 12.9)

1- O que significa fé?

2- A fé como dom.

3- Exemplo bíblico do dom da fé.

Para que haja uma ação extraordinária por parte da igreja, a fé como dom é a capacidade outorgada pelo Espírito Santo ao cristão para que coisas sobrenaturais ocorram. A fé como dom sobrenatural ultrapassa a esfera natural das coisas. Pois, a fé como dom espiritual corresponde com:

[...] a capacidade concedida pelo Espírito Santo para o crente realizar coisas que transcendem à esfera natural, visando o benefício e a edificação da igreja. Podemos entender melhor o significado do dom da fé, através de declarações negativas em relação a outros tipos de fé (RENOVATO, 2021, p. 45).

A fé como dom não corresponde com a fé natural, pois a fé natural é o resultado das observações da natureza.

A fé como dom não corresponde com a fé salvífica, pois a fé salvífica é o resultado da pregação do Evangelho.

A fé como dom não corresponde com a fé como fruto do espírito, pois a fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e faz com que o indivíduo compreenda o valor e os efeitos da fidelidade. A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança.

Moisés no AT é um exemplo categórico de alguém que possuía o dom da fé. Pois a fé como dom leva o indivíduo a obedecer a voz de Deus em circunstância improvável de resultados benéficos. A morte ou escravidão era o certo para os israelitas, porém Deus ordenou a Moisés ir em direção ao mar vermelho. Pela fé Moisés obedeceu e viu o milagre de Deus.

Em suma, a fé em si é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem. Logo, a fé é o firme fundamento da esperança e a certeza do cristão.

II – DONS DE CURAR (1 Co 12.9)

1- O que são os dons de curar?

2- A redenção e as curas.

3- A necessidade desses dons.

Três nomes identificam o autor da Bíblia. Deus é o primeiro nome e ensina que o autor da Bíblia tem poder absoluto. O segundo nome é Senhor que tem como ênfase o amor de Deus. E por fim, o terceiro nome é Aba que tem como ênfase a relação íntima entre Deus e os crentes. Porém, em Êxodo 15.26 Deus é apresentado como Jeová Rafá, ou seja, o Senhor que sara.

A Bíblia cita que onde Jesus passava havia a manifestação de milagres. Isto já tinha sido proferido por Isaías; O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas – novas aos mansos; enviou – me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos, a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chame árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado (Is 61.1-3).

Os dons de cura são importantes para a igreja nos dias de hoje pelos seguintes motivos:

A cura proporciona evangelização, nota-se que na realização de milagres as portas para a evangelização se abrem, com isto se entende que os milagres proporcionam para a pessoa curada o ouvir a palavra de Deus,

 Segundo, a cura proporciona glorificação, o milagre é nosso e a glória é de Deus, esta verdade é clara na cura dos dez leprosos citados pelo evangelista Lucas no capítulo 17 e versículos 11 – 19, onde dez homens foram curados, porém somente um voltou para agradecer, este foi o único que entendeu: o milagre é nosso e a glória é de Deus.

E, terceiro, a cura proporciona vitória, imagine uma mulher que há doze anos padecia de um fluxo de sangue, ao chegar por detrás de Jesus, tocou a orla da veste do Mestre com uma determinação; se eu tão somente tocar a sua veste, ficarei sã (Mt 9.21).

Em suma, Os dons de curar são recursos espirituais, de caráter sobrenatural, que atuam na cura de enfermidades físicas, psicossomáticas ou emocionais. Sua concessão à igreja deve-se ao fato de que Deus quer dar saúde a seu povo (RENOVATO, 2021, p. 46).

III – O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1 Co 12.10)

1- O dom de operação de maravilhas.

2- Exemplos bíblicos.

3- Distorções no uso dos dons de curar e de operações de maravilhas.

O dom de operações de maravilhas altera a ordem natural das coisas consideradas impossíveis e impensáveis. Como exemplo, a ressurreição e o acalmar o vento e a tempestade.

[...] O dom de milagres provoca “o desprendimento da energia divina, a fim de operar grandes mudanças na ordem natural das coisas. Um milagre é uma manifestação de poder sobrenatural no reino natural”. Esse dom também é chamado de operações de maravilhas (RENOVATO, 2021, p. 48).

Os milagres operados na igreja pelo intermédio do Espírito Santo não são para aplausos e nem para glória do indivíduo, de fato são para que o nome de Deus seja glorificado.

O dom é um meio eficaz de Deus para abençoar e usar pessoas. O dom não torna o indivíduo maior ou superior aos outros, mas outorga oportunidades a este de ser uma bênção para os demais, por isso, procurai com zelo os melhores dons.

Que Deus vos abençoe!

Referência

RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais e Ministeriais: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.