Deus é Fiel

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – O JULGAMENTO FINAL, NOVOS CÉUS E NOVA TERRA

O JULGAMENTO FINAL, NOVOS CÉUS E NOVA TERRA

Conforme a Síntese:

No final da História, Deus pedirá a prestação de contas da humanidade não regenerada e, após a condenação, estabelecerá definitivamente novos Céus e nova Terra nos quais habitará a justiça.

Com base na descrição acima da verdade prática, conclui-se que:

ü    Haverá o julgamento que condenará os ímpios.

ü    E após o julgamento haverá o estabelecimento de novos céus e nova terra.

 A presente lição tem como objetivos:

MOSTRAR que segundo as Escrituras Sagradas haverá um julgamento final;

EXPLICAR que haverá novos Céus e a nova Terra;

MOSTRAR que a alma é imortal e que a vida não cessa.

I – O JULGAMENTO FINAL

É necessário simplificar esta temática em três interrogações:

Que hora será o Juízo Final? Sobre a hora ou o tempo do Juízo Final cabe entender a sequência dos fatos registrados no Apocalipse, que indica, o Juízo será após o reino milenial de Cristo e após a última apostasia.

Qual local será o julgamento? O julgamento será entre as duas esferas, o céu e a terra, pois pela presença de quem julgará fugirá o céu e a terra (Ap 20.11).

Quais serão as bases para o julgamento? A base do Juízo Final é a justiça perfeita de Deus. Deus é justo, perfeito e santo.

A segunda ressurreição é também conhecida como ressurreição dos mortos, pois trata – se de todos os mortos que morreram em seus delitos e pecados.

Segunda morte trata – se da separação eterna de Deus.

A morte e o inferno não são pessoas, entretanto simbolizam os dois grandes castigos que recaíram sobre a humanidade: experiência física terminal e penalidade eterna. Portanto, eles também serão lançados no lago de fogo.

Entretanto, quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda (Ap 22.11).

O grande trono Branco tem sua grandeza na ótica da importância do fechamento histórico como da sua abrangência aos fatos históricos assim como a abrangência do Supremo Juiz.

Haverá também a presença dos tronos dos justos, ou seja, todos os remidos estarão presente (Ap 20.4) para julgar até mesmo os anjos caídos (1 Co 6.3).

Cristo é o Juiz dos vivos e dos mortos, como Ele Juiz não há.

Serão abertos os seguintes livros:

1.         Livro da consciência (Rm 2.15).

2.         Livro da natureza (Sl 19.1-4).

3.         Livro da lei (Rm 2.12).

4.         Livro da memória (Lc 16. 25).

5.         Livro das obras (Ap 20.12).

Porém, há ênfase ao livro da vida. Pois neste encontra os nomes daqueles que confiaram e entregaram as suas próprias vidas a Cristo.

Por fim, o juízo final será diferente de todos os juízos que já fora realizados e que ainda serão realizados, por três questões básicas:

Primeira questão, quem julgará será Jesus Cristo (Jo 5.22);

Segunda questão, o lugar do julgamento não será em uma corte, mas sim no espaço, pois fugirá a terra e o céu (Ap 20.11).

 E por terceira, o juízo final se difere dos demais juízos anteriores por conter a seguinte verdade, não haverá como fugir deste julgamento. Hitler preferiu o suicídio a ser julgado pelas leis naturais, em suma Hitler conseguiu fugir do juízo humano, mas não conseguirá fugir do Juízo Final.

II – NOVOS CÉUS E NOVA TERRA

As descrições, novo céu, nova terra e nova Jerusalém, se associam a três dimensões: a dimensão celestial, novo céu; a dimensão terrestre, nova terra; e, a dimensão urbana, nova cidade.

Já no que corresponde à nova Jerusalém, três são os indicadores que define a nova Jerusalém ao patamar de uma cidade sublime:

Primeiro, a grande cidade (Ap 21.10), logo a grandeza da cidade corresponde ao suprimento da necessidade dos seus habitantes.

 Em segundo, a santa cidade (Ap 21.10),   isto é, a cidade é perfeita e livre de todo mal.

Por fim, em terceiro a cidade descerá do céu, por isso, haverá nela a glória de Deus (Ap 21.10).

III – A ALMA É IMORTAL E A VIDA NÃO CESSA

Os detalhes inseridos no texto sagrado da nova Jerusalém indica que ela é uma cidade real. Cidade cujo construtor também é real (Hb 11.10). Se o mundo atual afetado pelo pecado possui as suas maravilhas o que será dito da nova cidade em que nela não haverá maldição (Ap 22.3), não haverá necessidade dos governos naturais que governam os dias e as noites - sol, lua e estrelas – (Ap 22.5), não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21.4).

[...] A luz de Cristo atravessa em todas as direções, por tratar-se de ouro transparente, e nada pode impedir a difusão dos raios luminosos de Cristo. Assim fica demonstrado que, a cidade terrestre (na era milenial) haverá necessidade de luz, como podemos ver em Is 30.26, pois haverá noite e haverá dia: fatores da vida física... Agora na presente era, os remidos andam por fé, veem as coisas celestes “[...] refletindo como um espelho” (2Co 3.18); mas ali tudo será alterado (SILVA, 1997, p. 275).

Referência

SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

domingo, 5 de dezembro de 2021

EBD - Subsídio da Lição: O ZELO DO APÓSTOLO PAULO PELA SÃ DOUTRINA

 O ZELO DO APÓSTOLO PAULO PELA SÃ DOUTRINA

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática: A igreja de Cristo é a única instituição divina na terra que preserva e defende a sã doutrina diante dos enganos e males das heresias.

Deus estabeleceu a família como instituição antes da manifestação do pecado. Satanás conduziu o homem ao pecado para destruir a família como instituição, porém Deus por intermédio da morte de Jesus na cruz funda a sua igreja para que a sã doutrina seja preservada e defendida.

[...] Em todas as cartas paulinas, há um cuidado em manter a sã doutrina ensinada por Jesus aos seus apóstolos, que passaram a ensinar a igreja do primeiro século. Paulo afirma ter recebido a revelação do mesmo evangelho sem acrescentar ou diminuir a essência da doutrina dos apóstolos (At 2.42; Ef 2.20). (CABRAL, 2021, p. 133).

Sendo que a presente lição tem como objetivo geral:

Asseverar o zelo pela Sã Doutrina. E como objetivos específicos: Conceituar e correlacionar ortodoxia e heterodoxia; Advertir a respeito da ameaça da corrupção doutrinária; e, Apresentar a Igreja como a guardiã da Sã Doutrina.

I – ORTODOXIA VERSUS HETERODOXIA

De maneira sintética percebe-se que ortodoxia corresponde ao ensino bíblico autêntico ou a tudo que está diretamente associada com a verdadeira doutrina. Enquanto que heterodoxia indica ao ensino que se opõe a sã doutrina.

Para Cabral:

[...] A doutrina cristã é ortodoxa enquanto ela for mantida exatamente como Cristo a deixou e ensinou aos seus discípulos. Já a falsa doutrina é heterodoxa, porque ensina “doutrina diferente, falsa que nada tem com a genuína doutrina de Cristo” (CABRAL, 2021, p. 134).

Nos dias atuais a Igreja precisa ficar atenta para com os acontecimentos doutrinários, pois:

Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios (1 Tm 4.1).

Apostatar não significa apenas a desviar-se da verdade, mas corresponde com o afastar-se do verdadeiro ensino e mudar-se para o oposto e iniciar a doutrinar e a praticar o que não corresponde com a Palavra de Deus.

II – A AMEAÇA DE CORRUPÇÃO DOUTRINÁRIA

A todos que ensinam outra doutrina cabe aos líderes da igreja atentar para não permitir que a igreja seja alvo de engano, pois o ensino contrário ao princípio bíblico conduz à apostasia.

Dois grupos se destacavam no que tange aos causadores de desordem doutrinária, estes eram os judeus e os filósofos. O homem não pode mudar o evangelho por suas próprias convicções, mas o evangelho muda as convicções do ser humano e o transforma.

No que corresponde aos ensinos dos judeus, percebe-se que eles menosprezavam os gentios por não serem descendentes de Jesus, fato corroborado em não se encontrarem na genealogia de Cristo. Por isso, os judeus segundo Paulo acreditavam na genealogia interminável, além de pregarem a respeito de fábulas e lendas, como por exemplo, o culto aos anjos.

III – A IGREJA COMO GUARDIÃ DA SÃ DOUTRINA

A igreja por meio do ensino da Palavra se notifica por ser coluna e firmeza da verdade. A igreja é um organismo vivo e por Deus é admoestada a ser santa em toda maneira de viver. E a igreja é atribuída à missão de sustentar, manter e defender a verdade contra todo erro e oposição intelectual, religiosa e filosófica dos falsos mestres (CABRAL, 2021, p. 136).

Portanto, o fim de todo ensino autêntico é a manifestação do amor, sendo este de coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida (1 Tm 1.5).

Como virtude compreende-se que o amor indica entrega para que o bem do outro se manifeste. O amor edifica, assim como proporciona força aos mais fracos na fé. A prática desta virtude aproxima as pessoas, assim como uni a comunidade cristã.

Porém, além do amor nota-se que o cristão deverá ter a fé não fingida, isto é, o cristão não poderá na sua prática ser um hipócrita.

Referência:

CABRAL, Elienai. O apóstolo Paulo: lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – O REINO DO MESSIAS: O MILÊNIO

 O REINO DO MESSIAS: O MILÊNIO

Conforme a Síntese:

O milênio será o reinado de Cristo sobre a Terra, estabelecendo um tempo de restauração de todas as coisas destruídas desde a Queda.

Com base na descrição acima da verdade prática, conclui-se que:

ü    O será o reinado de Jesus Cristo sobre a terra.

ü    Haverá a manifestação de um tempo de restauração de todas as coisas.

 A presente lição tem como objetivos:

Mostrar que o milênio é o reinado de Cristo;

Explicar os propósitos do milênio;

E, mostrar fatos e aspectos do milênio.

I – O MILÊNIO, O REINADO DE CRISTO

O milênio será um período escatológico que ocorrerá após a Grande Tribulação. Os mil anos não corresponde a um termo figurado, mas corresponde literalmente há mil anos, sendo que cada ano possuirá 365 dias e entre eles haverá os anos bissextos. Neste período Satanás estará preso e o acontecimento que marcará o início do milênio será a ressurreição dos mártires da Grande Tribulação.

No que tange a prisão de satanás nota-se que três versículos descrevem nitidamente como ocorrerá este fato histórico (Ap 20.1-3). E três pontos são fundamentais para compreender a prisão de Satanás.

1- Preso por um anjo. O que se conclui é que o anjo terá em suas mãos a chave do abismo e a autoridade para prender a Satanás. Abismo é equivalente à palavra hades e sheol. Que quer dizer, lugar escondido, e em determinados textos da Escritura Sagrada o termo é traduzido pela palavra tártaro, que do grego significa escuridão.

2- Preso por mil anos. A duração da prisão de Satanás durará mil anos (v.2,3). Haverá um selo na prisão, isto é, Satanás será impedido de agir de forma maléfica. Selo no texto indica sela fechada.

3- Preso para não enganar durante mil anos. A única filiação de Satanás narrada na Bíblia é a mentira (Jo 8.44). Portanto, durante o longo histórico da humanidade Satanás se ocupou em enganar as nações, porém, esta ação não será desenvolvida no período do Milênio.

II – O PROPÓSITO DO MILÊNIO

O reino milenar tem como objetivo, aproximar a nação de Israel à pessoa de Deus. Por fim, assim como a igreja primitiva acreditava no arrebatamento, também acreditavam no Reino Milenar de Jesus Cristo. Portanto, a igreja hodierna também acredita que em um período escatológico os seus membros de todos os tempos serão sacerdotes e reis para governarem com Cristo durante mil anos (Ap 1.6).

III – FATOS E ASPECTOS DO MILÊNIO

Há quatro verdades sobre o milênio que pode ser negligenciada pelos os cristãos.

1- Será um período em que Cristo governará sobre a Terra. Portanto, este governo de Cristo será realizado com aqueles que fizeram parte da primeira ressurreição. E estes terão autoridade sobre os povos da Terra (Ap 20.6; Mt 19.21).

2- Será o período em que a Terra gozará da autêntica liderança. Pois, neste período haverá paz, segurança, prosperidade e justiça (Is 2.2-4; Is 65.21-23; Zc 9.10).

3- No período do milênio a natureza será restaurada. A natureza voltará a sua forma original com duas características consideradas ímpares: perfeita e bela (Is 65.25).

4- Os dias dos viventes serão multiplicados (Is 65.20). A morte estará presente e atuante no período do milênio, porém, o que morrer com a idade de cem anos será considerado ainda um jovem.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

EBD - Subsídio da Lição: PAULO E SUA DEDICAÇÃO AOS VOCACIONADOS

 PAULO E SUA DEDICAÇÃO AOS VOCACIONADOS

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática: No Reino de Deus, a liderança mais antiga zela pelas lideranças mais novas. Os jovens vocacionados precisam de cuidado e zelo.


Sobre a instrução a novos líderes aprende-se com o apóstolo Paulo que:

Durante o tempo em que se dispôs a ficar em Éfeso, Paulo dedicou-se não só a doutrinar a igreja, como também a ensinar os obreiros vocacionados para a obra e prepará-los para serem os líderes nas igrejas plantadas por ele e abrirem outras em nome do Senhor (CABRAL, 2021, p. 108).

Sendo que a presente lição tem como objetivo geral:

Afirmar o papel cuidador da liderança mais antiga acerca da mais jovem. E como objetivos específicos: Apontar Éfeso como o ponto de partida do aprendizado dos vocacionados; Assinalar o legado doutrinário de Paulo para os novos líderes; e, Enfatizar o apelo de Paulo aos líderes.

I – ÉFESO, O PONTO CENTRAL DO APRENDIZADO DOS VOCACIONADOS

Conforme o título do presente tópico compreende-se que a localidade de Éfeso foi essencial para que novos líderes fossem formados pelo mestre Paulo. Porém, ao observar Éfeso torna-se notório e necessário compreender a importância de Antioquia como igreja representante direta da obra missionária.

De Antioquia Paulo e Barnabé foram enviados a desenvolverem a obra missionária. Logo, a presente igreja foi essencial para a propagação do evangelho. Paulo entendeu que era necessário ir além de pregar, necessário era ensinar e abrir igrejas. Porém, a atividade não correspondia a apenas abrir igrejas, era também fundamental preparar líderes para cuidar dos novos trabalhos.

E para compreender o apóstolo Paulo como mestre inspirado é só observar com cautela os escritos deste aos líderes Timóteo e Tito.

Por fim, a respeito da igreja presente na cidade de Éfeso compreende-se que:

Paulo evangelizou a cidade e o seu entorno durante três anos (At 20.31).

Destes três anos, três meses foram dedicados à evangelização dos judeus nas sinagogas (At 19.8).

Deus usou o apóstolo Paulo de maneira poderosa, de forma que os próprios lenços e aventais do apóstolo eram objetos usados para a ministração de cura (At 19.12).

E a igreja de Éfeso segundo alguns dados históricos teve os seguintes líderes, dentre tantos outros: Timóteo, Apolo e João.

II – O LEGADO DOUTRINÁRIO DE PAULO PARA OS NOVOS LÍDERES

Paulo advertiu os seus discípulos a terem cuidado com os judaizantes e com os gnósticos.

Sobre os judaizantes compreende-se que tratava de cristãos convertidos a Cristo, porém estes não compreendiam a necessidade da separação do olhar para com as práticas do Antigo Testamento e a vivência do cristianismo autêntico. Eles cultivavam a prática cristã e as tradições judaicas, porém o pior estava em querer que os gentios convertidos a Cristo tornassem também praticantes dos rituais interligados ao judaísmo.

No que tange ao gnosticismo eram adeptos do ensino que negava a humanidade de Jesus. Assim como rejeitavam a Bíblia como a fonte da palavra divina aos homens.

Nota-se que as doutrinas hereges terão sempre em comum o ato de negar verdades bíblicas referentes à pessoa de Jesus no que tange a sua humanidade e divindade, assim como negam a veracidade da Bíblia como palavra de Deus.

III – PAULO APELAS AOS LÍDERES

Dois versículos merecem cautela no presente tópico.

Primeiro:

Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus (At 20.24).

Aprende-se do presente texto:

Ø    Não faço questão de nada.

Ø    Não tenho a minha vida por preciosa.

Ø    Desejo cumprir com alegria a carreira e o ministério outorgado por Cristo.

Ø    Desenvolver o ministério tendo como objetivo dar testemunho do evangelho aos que necessitam de Cristo.

Já o segundo versículo:

Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue (At 20.28).

Aprende-se no presente versículo:

Ø    O olhar para si, ou seja, o cuidado próprio.

Ø    O olhar para o rebanho de Jesus, ou seja, o cuidado para com a obra de Deus.

Ø    E, compreende-se que a separação para o episcopado corresponde ao cuidado para com a obra do Senhor.

Referência:

CABRAL, Elienai. O apóstolo Paulo: lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

EBD - Subsídio da Lição: PAULO, O DISCIPULADOR DE VIDAS

 PAULO, O DISCIPULADOR DE VIDAS

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática: o discípulo cristão forma discípulos de Cristo para que o imitem de forma que Deus seja glorificado na sociedade.

Ao associar a igreja a uma lavoura percebe-se que:

[...] A igreja evangelizava e discipulava os novos convertidos, visto que evangelização e discipulado são inseparáveis. À medida que a igreja crescia (At 2.41,42), os líderes da igreja iam confirmando a fé dos que criam (CABRAL, 2021, p. 97).

Sendo que a presente lição tem como objetivo geral:

Revelar a missão integral da Igreja no discipulado: pregar e ensinar. E como objetivos específicos: Relacionar o apóstolo Paulo com o discipulado bíblico; Salientar a integralidade da missão no Discipulado: pregar e ensinar; e, Ponderar o discipulado com pessoas de outras culturas.

I – PAULO E O DISCIPULADO BÍBLICO

Paulo desenvolveu como metodologia na aplicabilidade do discipulado o ensino, a relação de comunhão e a amizade com os seus discípulos.

No desenrolar da atividade educativa o apóstolo Paulo demonstrou amor para com a obra do Senhor. Amar a obra de Deus corresponde em se doar em prol do crescimento do Reino de Deus na terra. O amor descrevia o ato pleno de dedicação de Paulo, pois ele era zeloso no ato de ensinar para que a obra do Senhor prosseguisse crescendo.

Não se discípula sem ensinar a Palavra de Deus. O ensino da Palavra produz fruto e fruto permanente na vida dos que são educados pela Palavra. Por meio do ensino bíblico vidas são edificadas, transformadas e restabelecidas na e para com a sociedade.

É necessário compreender que o discipulado se notabiliza por meio da comunhão. Grandes mestres formaram mestres notáveis não apenas pelo o ensino desenvolvido aos discípulos, mas de fato a concretização dos ensinos ministrados se desenvolveu graças à comunhão em que os mestres e os discípulos desenvolveram no decorrer do período de instruções ministradas.

Paulo torna-se um grande exemplo para líderes da modernidade em ensinar, manter a comunhão e plena amizade para (e) com os discípulos.

II – O DISCIPULADO E A MISSÃO INTEGRAL DE PREGAR E ENSINAR

A pregação é a comunicação sacra do orador em comunicar aos desconhecedores da graça as riquezas celestiais. Já o ensino é meio metodológico em que mestres e pregadores da Palavra ensinam os ministérios do Reino de Deus e assim contribuem para com a solidificação da fé dos membros do corpo de Cristo.

Compreende-se também que o ministério de ensino requer dedicação, disciplina e esforço. Dedicação ao estudo sistemático das Escrituras Sagradas; disciplina no desenrolar a atividade ministerial; e, esforço intelectual no que corresponde à aprendizagem de todos os fatores que o rodeia, como exemplo: culturas, correntes teológicas e dentre outras, as questões filosóficas.

Nos escritos de Paulo ao jovem Timóteo há informações a respeito do que não se pode ensinar, ou seja, advertências a alguns que não ensinem outra doutrina (1 Tm 1.3) e também há instruções a respeito da presença da abordagem legalista e rebelde que desconsidera a autoridade da Bíblia.

Portanto, ao que prega é necessário compreender que pregue a Palavra. E ao que ensina é necessário exercer o ensino da Palavra. Pois, a Palavra tem o poder executar os desígnios de Deus.

III – O DISCIPULADO COM PESSOAS DE OUTRAS CULTURAS

O discipulado integral para com pessoas de mesma cultura, assim como para com pessoas que convivem em culturas diferentes apresenta as seguintes características: doutrinação, integração, treinamento e identificação.

Doutrinação: ensino eficiente e eficaz das verdades centrais da fé cristã. As doutrinas bíblicas deverão ser ensinadas, a doutrina da salvação, doutrina do pecado, doutrina do homem, doutrina da igreja, dentre outras.

Integração: é a ação da igreja no ato de receber o novo convertido e conduzi-lo aos trabalhos da igreja.

Treinamento: o cristão salvo deverá conduzir outras pessoas para os pés do Senhor Jesus Cristo. Logo, o crente deverá ser trenado para pregar o Evangelho.

Identificação: o novo crente após ser ganho, integrado e trenado para a propagação do Evangelho deverá se identificar como seguidor de Jesus Cristo. A identificação do cristão é definida pela palavra santificação.

A santificação não será vista, nestes últimos dias da Igreja sobre a Terra, como um adereço em sua teologia ou em seus atos litúrgicos. Se nos voltarmos à Bíblia Sagrada, constataremos que a santificação é a doutrina insubstituível à peregrinação daqueles que, renunciando ao presente século, apegam-se a eternidade. Sem a santificação ninguém verá o Senhor. É o que nos adverte o apóstolo em sua epístola aos crentes hebreus.

Se não retornarmos a uma vida santa, como haveremos de pregar o evangelho integral? Certa vez, um evangelista da Idade Média convocou os seus discípulos e ordenou-lhes: vão e preguem o evangelho. Se for necessário, usem as palavras (ANDRADE, 2016, p. 156).

Referência:

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. O desafio da Evangelização. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CABRAL, Elienai. O apóstolo Paulo: lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

EBD - Subsídio da Lição: PAULO, O PLANTADOR DE IGREJAS

PAULO, O PLANTADOR DE IGREJAS

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática: a experiência com Cristo é o mais poderoso fator motivacional para plantar igrejas.

Ao associar a igreja a uma lavoura percebe-se que:

[...] Como lavoura de Deus, fomos plantados por alguém que evangelizou – trabalhou humano indispensável [...] O Senhor da lavoura é Deus, e tudo o que fizermos nessa lavoura, o seu desenvolvimento, vem do Senhor da Igreja (CABRAL, 2021, p. 85).

Sendo que a presente lição tem como objetivo geral:

Motivar a igreja local para plantar mais igrejas. E como objetivos específicos: Mostrar que Paulo foi um desbravador sob uma gloriosa obrigação; Sinalizar Antioquia como ponto de partida para o crescimento da igreja; e, Pontuar as características de um plantador de igrejas.

I – PAULO, O DESBRAVADOR SOB UMA GLORIOSA OBRIGAÇÃO

Paulo dedicou-se exclusivamente em pregar o evangelho aos gentios, fato que corrobora com a descrição em compará-lo a um desbravador. Compreende-se ainda que em pouco espaço de tempo o apóstolo já tinha implantado grande número de trabalhos. Resultado explicado por tamanha dedicação no Reino de Deus e amor para com as almas.

Todo cristão tem que compreender que a pregação do evangelho ministrado ao coração do pecador é explicada por cinco motivos:

Ø    O primeiro motivo para evangelizar corresponde ao grande amor de Deus.

Ø    O segundo motivo para evangelizar trata-se de ser uma ordem de Cristo.

Ø    O terceiro motivo para evangelizar deve-se em ser a importância de amar o próximo.

Ø    O quarto motivo para evangelizar corresponde-se com a necessidade dos indivíduos que vivem sem Cristo.

Ø    E o quinto motivo para a execução da evangelização é a vinda do Reino de Deus.

O grande resultado da evangelização será a necessidade de implantação de igrejas. Pois, a igreja tem como missão evangelizar, ensinar e batizar.

II – ANTIOQUIA, O PONTO DE PARTIDA PARA O CRESCIMENTO DA IGREJA

A igreja em Antioquia representa para os dias hodiernos o modelo de igreja missionária que se procede como agência missionária. Era uma comunidade rica em recursos humanos, pois no recinto estava presente: líderes, profetas e doutores.

Os membros eram conduzidos a viver uma vida santa com a prática da consagração por meio da oração. E sobre a separação de Paulo e Barnabé para as viagens missionárias compreende-se que a imposição das mãos e a oração foram atos essenciais.

Portanto, a abertura de igrejas não se trata de uma atividade fácil de ser desenvolvida, porém o Espírito Santo opera no cristão e o impulsiona a abrir novos trabalhos.

III – CARACTERÍSTICAS DE UM PLANTADOR DE IGREJAS

Relacionando o tópico com o apóstolo Paulo fica nítido que o plantador de igrejas precisa ser motivado pelo o chamado e ser edificado por instruções provenientes do próprio Cristo.

Já foi identificado em lições anteriores que deserto é lugar de aprendizagem. Paulo apreendeu no deserto e preparou para o santo ofício no deserto. Pois, no deserto Paulo aprendeu: a dominar as paixões, substituindo-as pelo o gozo da salvação; a ser dependente de Deus em qualquer circunstância; a ser íntimo de Deus por meio da oração e consagração; e, a ser um grande líder que dialogou com os cristãos primitivos instruindo-os a serem fiéis a Deus.

Na tangência do chamado é preciso que o cristão conheça o motivo pelo o qual Deus o vocacionou. Paulo entendeu que Deus tinha o chamado para pregar o evangelho para gentios.

Referências

CABRAL, Elienai. O apóstolo Paulo: lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

domingo, 7 de novembro de 2021

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – O APARECIMENTO DO ANTICRISTO

 O APARECIMENTO DO ANTICRISTO

Conforme a Síntese:

Com o aparecimento do Anticristo, o mundo viverá um caos total anunciando o fim de todas as coisas.

Com base na descrição acima da verdade prática, conclui-se que:

ü    O Anticristo se manifestará e apresentará uma falsa paz.

ü    Com o aparecimento do anticristo o mundo desfrutará o verdadeiro caos.

 A presente lição tem como objetivos:

Mostrar, segundo a Palavra de Deus, quem é o Anticristo;

Explicar, de acordo com a Palavra de Deus, quem faz parte da Trindade Satânica;

E, Mostrar como se dará o governo do Anticristo.

I – QUEM É O ANTICRISTO

O anticristo só manifestará quando a igreja for arrebatada. É evidente que o diabo por não saber a hora em que a igreja será arrebatada tem sempre pessoas em seu plano como possíveis gestores da Grande Tribulação, porém, no longo da história muitos homens se passaram por Cristo, entretanto, o verdadeiro Cristo já se manifestou neste mundo com toda a sua glória e em um dia futuro virá e arrebatará sua igreja.

Já o anticristo é conhecido como o homem do pecado e como filho da perdição (2 Ts 2.3), será o agente gestor de satanás na Terra, fará uma aliança com Israel, tornará se governador mundial, mediante o poder satânico operará grandes sinais, maravilhas e milagres com a seguinte finalidade: a propagação do engano (2 Ts 2.9).

A função e os objetivos do anticristo podem ser compreendidos pelas seguintes características:

O anticristo negará o Pai e ao filho - Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho (1 Jo 2.22).

Negará a importância da encarnação do Verbo - E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo (1 J o 4.3).

Será adorado - E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta (Ap 13.15).

Sobre o anticristo assim sintetiza o pastor Antônio Gilberto:

[...] Influenciará decididamente as massas com seus discursos e escritos (Ap 13.5). A Bíblia diz que toda a terra se maravilhará após a Besta (Ap 13.3). Ele não será um homem ressurreto, como muitos ensinam, pois será morto à vinda de Cristo, no Armagedom (Hb 9.27,28;Ap 19.20). É chamado em 2 Tessalonicenses 2.8 de Anomos (gr.), isto é, o Homem do Pecado; o Homem Sem Lei; o Iníqüo; o Homem da Desordem; o Subversivo; o Transgressor, etc. (SILVA, 1998, p.115).

Porém, no final da aliança preestabelecida entre o anticristo e Israel, as nações congregarão no lugar chamado Armagedom (Ap 16.16). Lugar em que Napoleão assim afirmou: eu faria deste lugar um campo de batalha para os exércitos de todo o mundo. Será neste lugar a derrota do anticristo e quando isto ocorrer Jesus voltará e todo o olho o verá e assim terá início o milênio.

II – A TRINDADE SATÂNICA

O governo satânico na grande tribulação será desenvolvido pela a trindade do mal: o dragão, o anticristo e o falso profeta. Sobre o anticristo o tópico anterior já definiu sua natureza e ministério desenvolvido ao mal. Cabe ao presente tópico apresentar o dragão (satanás) e o falso profeta.

O diabo é conhecido como inimigo e acusador, pois se opõe à pessoa de Deus e a vontade de Deus. O propósito de Satanás em suas práticas é separar o homem da presença do Senhor.

Sendo que no que diz respeito a posição de satanás percebe-se que: ele é o príncipe da potestade do ar (Ef 2.2), príncipe deste mundo (Jo 14.30), e o deus deste século (2 Co 4.4). Já no que se refere às obras de satanás se destacam: deu origem ao pecado tanto no universo como na raça humana (Ez 28.15; Gn 3.13), causa sofrimentos (At 10.38), causa a morte (Hb 2.14), atrai ao mal (1 Ts 3.5), e inspira pensamentos e propósitos iníquos (Jo 13.2). E dentre outros, apossa-se dos homens (Jo 13.27). (BANCROF, 2006, pp. 305 a 308).

Para completar o trio da maldade, o falso profeta terá como missão ser o precursor do anticristo, isto é, ser a pessoa responsável para preparar às nações a adorarem o falso cristo. Nota-se também que este personagem terá poderes para a realização de grandes sinais.

Por fim, o anticristo será identificado pelo número seiscentos e sessenta e seis, número este que descreve o governo do trio da maldade no período da Grande Tribulação.

III – O GOVERNO DO ANTICRISTO

A grande tribulação corresponde com o governo a ser desenvolvido em um período de sete anos pelo trio do pecado, isto é, pelo falso profeta, o anticristo e o diabo. O governo do anticristo será de abrangência mundial e apresentará falsa paz e enganará até mesmo os escolhidos. No desenvolver do engano, uma aliança será firmada com Israel que ao perceber do equivoco romperá com o pacto e por tal decisão sofrerá perseguição.

Em suma, a grande tribulação será dividida em dois momentos: no primeiro momento haverá uma paz aparente com duração de três anos e meio, já no segundo momento a paz cessará, logo o povo escolhido perceberá que o governo é uma armação maligna contra a nação israelita.

Referências

BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.

SILVA, Antônio Gilberto da. Manual da Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.