Deus é Fiel

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sábado, 19 de janeiro de 2019

Semana da Família: CELEBRANDO A DEUS EM FAMÍLIA PELA FAMÍLIA


CELEBRANDO A DEUS EM FAMÍLIA PELA FAMÍLIA
Texto: Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra (Sl 100.1).
O Salmo de número 100 corresponde com, os cânticos de louvor ao Senhor, lembrando que o termo Senhor, corresponde diretamente com a compaixão de Deus, fato nítido no presente louvor: porque o Senhor é bom, e eterna, a sua misericórdia; e a sua verdade estende-se de geração a geração (Sl 100.5).
Porém, o presente tema utiliza a termologia Deus, fato que é corroborado por grandeza ou atos de grande poderio. Portanto, celebrar a Deus em família pela família se caracteriza em adorar a Deus por tudo o que Ele tem realizado por intermédio do seu poder em prol das famílias.
Celebrando a Deus em família (nuclear – cada casa) pela família (abrangente – a nação de Israel)
1- Unidade possibilita a celebração a Deus em família. Conforme Moisés (Êx 12.21) a instituição da primeira páscoa deveria ser realizada no interior de cada casa, caso alguma família fosse pequena para consumir um cordeiro poderia ocorrer à união desta com outra (Êx 12.3). Logo, só é possível a celebração a Deus em família quando há unidade, pois não basta ter união se não houver unidade, está junto pode ser união, entretanto o está ligado corresponde a viver em unidade.
Conforme a oração sacerdotal de Cristo, a unidade proporciona proteção (Jo 17.11), gera alegria (Jo 17.13), possibilita a contemplação da Glória de Deus (Jo 17.24), e manifesta o amor do Senhor (Jo 17.26).
2- É necessário obediência no instante em que ocorre a celebração em família. A páscoa era comemorada com: um cordeiro assado, pães asmos e ervas amarga. O cordeiro servia como recordação do sacrifício, o pão asmos correspondia com a pureza e ervas amarga lembraria os israelitas da servidão amarga do Egito (Êx 12.8).
Celebrar a páscoa é para quem tem comunhão com Deus, pois a páscoa se refere à passagem, o que corresponde ao passado, tornando-se um memorial (Êx 12.14). Portanto, a páscoa é para quem tem lembrança. Lembrança do que foi feito não pelo o homem, mas por Deus. Portanto, quem tirou o povo do Egito não foi o merecimento e nem a força do povo israelita, mas a ação foi divina, sendo assim para a glória de Deus (Dt 26.8,9). E por fim, celebrar a páscoa é para quem espera em Deus.
Louvar a Deus em família é primeiramente ter comunhão com Deus, pois ninguém consegue viver em harmonia se não tiver comunhão com Deus, segundo, é ter um memorial (como era o ajuntamento familiar entes de conhecer a Cristo), e por fim, é esperar em Deus por dias melhores com os membros do lar.
Celebrando a Deus em família (abrangente – a nação de Israel) pela família (nuclear – cada casa)
O capítulo 15 de Êxodo inicia-se da seguinte maneira: Então, cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor; e falaram, dizendo: cantarei ao Senhor, porque sumamente se exaltou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.
Há acontecimentos marcantes entre a instituição da páscoa, o cântico de Moisés e a dança de Miriã e das mulheres israelitas, são eles: a morte dos primogênitos dos filhos dos egípcios e das posses de animais, a travessia do Mar Vermelho e a morte dos soldados de Faraó.
Três motivos básicos se apresentaram para que os israelitas adorassem ao Deus: a perpetuação da vida dos primogênitos, livramento do Egito e vitória sobre os inimigos. Logo, celebrar a Deus em família é adorar a Deus por perpetuar a vida, livrar os cristãos do julgo do mundo e outorgar vitória sobre as hostes antagônicas ao Reino.
1- Perpetuação da vida. Para que ocorra a perpetuação da vida é necessário que haja o surgimento, portanto, Deus é quem a dá e também é quem protege para que ocorra a perpetuação. Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas? (Êx 15.11).
Inúmeros cristãos tem medo do amanhã e da morte. Medo de perder o cônjuge, de perder os filhos e até mesmo de morrerem, porém, Deus é quem outorga a vida e também é quem a pode tirar. Em suma, compreende-se que Deus protege os teus, assim como protegeu aos primogênitos dos israelitas, mas para isto é necessário obediência que se manifesta por meio da humildade e do temor ao Senhor, pois o galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, e honra, e vida (Pv 22.4).
2- Livramento do julgo do mundo. O mundo com suas concupiscências têm destruído lares. Conduzindo pessoas a viver mediante a infelicidade e sem perspectiva de melhora, porém, Cristo é o alívio e a libertação para cada indivíduo, sendo que a felicidade no lar só se torna possível mediante a presença de Jesus.
O Senhor Jesus venceu, logo nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8.1).
Um crente salvo proporciona o livramento de toda a casa, basta crer, confiar e propagar por meio do testemunho a transformação alcançada em Cristo, pois Jesus é quem transforma.
3- Vitória sobre os inimigos. Portanto, há uma batalha espiritual que corresponde com a atuação dos cristãos por meio da pregação do Evangelho (atividade desenvolvida com oração e jejum), objetivando a libertação dos que se encontram cativos, pois há seres malignos que conspiram contra tudo o que pertence a Deus. Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca. Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno (1 Jo 5.18,19).
Por fim, o maligno não toca e nem destrói o lar que está em Deus, pois esta casa é protegida por Deus. Em pleno século XXI a Igreja não poderá deixar de celebrar a Deus em família pela família, ou seja, adorar a Deus em família (Igreja) pela família (família nuclear).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Subsídio da EBD: A Natureza dos Demônios – Agentes da maldade no mundo espiritual


A Natureza dos Demônios – Agentes da maldade no mundo espiritual
A verdade prática transmite três explicações básicas a respeito dos demônios: são anjos decaídos; são anjos que rebelaram contra Deus; e, são anjos que optaram em seguir a Satanás.
Portanto, o objetivo geral da presente lição é:
Conscientizar de que os demônios são anjos decaídos que se rebelaram contra Deus e o maioral deles é Satanás.
E tem como objetivos específicos:
Apresentar a origem dos demônios conforme as Escrituras.
Expor a respeito da batalha no céu.
Destacar o maioral dos demônios.
Mostrar o poder de Jesus sobre os demônios.
Entretanto, torna-se necessário salientar que os demônios são criaturas espirituais e invisíveis.
I – ORIGEM DOS DEMÔNIOS
O apóstolo João escreveu as seguintes palavras em Apocalipse: E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele (Ap 12.9). O presente versículo ratifica ter sido alguns dos milhares de milhares de anjos lançados com satanás, sendo estes nomeados de os seus anjos, ou seja, anjos sobre o domínio do diabo.
Para Bancroft os anjos maus (demônios) são empregados na execução dos propósitos de Satanás, que são diametralmente opostos aos propósitos de Deus, e estão envolvidos nos obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus (2006, p. 301).
Biblicamente percebe-se que satanás é o maioral dos anjos maus:
[...] Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios (Mt 12.24), [...], Belzebu. A origem desse nome é incerta, mas dele pode ser construído do hebraico zebul ou “casa” e ball ou “mestre”. Entretanto, não há dúvida de que na época de Jesus essa palavra correspondia ao nome de Satanás (RICHARDS, 2008, p. 103).
[...] Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). Este é um versículo crítico para aqueles que objetam que um “Deus amoroso” nunca poderia condenar ninguém a tal terrível inferno. Na verdade, Deus não criou o reino do fogo para os seres humanos, mas sim para Satanás e seus anjos caídos (RICHARDS, 2008, p. 79).
Sobre a origem de Satanás compreende-se que ele foi criado como anjo de Deus, de exalada posição e ordem, possuidor de grande beleza e resplendor pessoais, dotado de poder e sabedoria superiores, até que a iniquidade foi achada nele, quando procurou tomar a posição e as prerrogativas pertencentes a Deus (BANCROFT, 2006, p. 303).
II – A BATALHA NO CÉU
O arcanjo Miguel é um anjo, cujo nome significa: quem é semelhante a Deus? Sendo que em Apocalipse 12.7, ele é visto a combater o “diabo e seus anjos” em defesa do céu. Em todas as passagens em que Miguel aparece no cenário da História Angelical, é sempre citado em conexão com a guerra e sempre triunfante (SILVA, 1997, p.171).
O triunfo final sobre satanás é descrito em Apocalipse 20.10, texto que narra à situação final do diabo, que será lançado no lago de fogo. De fato a vitória sobre a antiga serpente iniciou-se no calvário, porém ela só se concretizará por definitivo com o lançamento de satanás no lago de fogo, momento que será marcado com a existência apenas da semente do bem (SILVA, 1997, p. 258).
III – O MAIORAL DOS DEMÔNIOS
Descrever satanás como serpente é basicamente definir a ação dele em enganar, exemplo clássico é a narrativa bíblica que trata do engano produzido por satanás a Eva. Já o termo satanás tem como significado adversário que tem como ação acusar os que são fiéis a Deus. Por terceiro, o termo diabo significa caluniador.
Para Bancroft ao observar a posição de satanás e as suas obras, perceber-se que há pontos característicos da ação do mal.
A respeito da posição de satanás percebe-se que:
Ele é o príncipe da potestade do ar (Ef 2.2).
Príncipe deste mundo (Jo 14.30).
O deus deste século (2 Co 4.4).
Já no que se refere às obras de satanás se destacam:
Deu origem ao pecado tanto no universo como na raça humana (Ez 28.15; Gn 3.13).
Causa sofrimentos (At 10.38).
Causa a morte (Hb 2.14).
Atrai ao mal (1 Ts 3.5).
Inspira pensamentos e propósitos iníquos (Jo 13.2).
E dentre outros, apossa-se dos homens (Jo 13.27). (BANCROF, 2006, pp. 305 a 308).
IV – O PODER DE JESUS SOBRE OS DEMÔNIOS
O poder do Senhor Jesus sobre os demônios é visível na tentação do deserto. Jesus venceu as provocações de satanás pela Palavra, logo, o cristão só vencerá as astúcias ciladas do inimigo pela Palavra, pois a Palavra do Senhor santifica (Jo 17.17). E além do uso da Palavra é necessário que o crente vivencie o seu dia a dia mediante a vigilância e a oração, tendo como objetivo não cair em tentação.
Por fim, E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém. (Rm 16.20).
Referência:
BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

História da Igreja Cristã: Igreja Apostólica


Igreja Apostólica
O primeiro período da Igreja vai do ano 30 d.C ao ano 100, boa parte dos fatos narrados neste período se encontram no livro de Atos, obra escrita pelo evangelista Lucas.
Para Hurlbut este período está subdividido em quatro partes:
A Igreja do período Pentecostal: desde a ascensão de Cristo até à pregação de Estêvão, 35 d.C.
A expansão da Igreja: desde a pregação de Estêvão até ao Concílio de Jerusalém, 50 a.D.
A Igreja entre os gentios: desde o Concílio de Jerusalém até ao Martírio de Paulo, 68 a.D.
A era sombria: desde o martírio de Paulo até à morte de João, 100 a.D.
As palavras-chave para compreensão deste período são: apóstolos, perseguição e crescimento.
1- Os apóstolos. Dos doze apóstolos chamados para fazerem parte do colégio apostólico apenas Judas Iscariotes que não prevaleceu até o fim. E dos onze que foram fieis até o último instante da vida, apenas João evangelista que não sofreu o martírio.
André, cujo significado do nome é vencedor, irmão de Pedro e tinha como ofício a pesca. “Conforme a tradição André foi crucificado em Acácia, em uma cruz de Cussata (X). Diz-se que foi atado , e não cravado, à cruz, para assim prolongar seu sofrimento”.
Bartolomeu, no texto Bíblico identificado por Natanael, este foi esfolado, ou seja, foi tirada a sua pele.
Felipe Morreu na Frígida.
Mateus; segundo a história teve a Etiópia como centro de seu ministério. Os historiadores também descrevem que ele foi um mártir do Cristianismo na Etiópia.
Pedro; segundo a tradição o apostolo Pedro foi martirizado no período das perseguições de Nero. A história descreve que Pedro sentiu-se indigno de sofrer e morrer como Jesus, por isso, a seu pedido no momento da condenação, foi crucificado de cabeça para baixo.
Judas, o Tadeu, foi martirizado na Pérsia.
Tiago irmão de João foi decapitado (At 12.2).
Tiago, o menor; foi crucificado no Egito.
Tomé foi traspassado por flechas enquanto orava.
Simão, o zelote; foi crucificado.
O conhecimento dos apóstolos a respeito do Reino de Deus, fez com que todos eles com a exceção de Judas Iscariotes e do apóstolo João, morressem em martírio por amor a Jesus.
2- Perseguição. Nero um dos piores imperadores de Roma em ação contra os cristãos os perseguiu. Este pôs fogo em Roma e lançou a culpa aos cristãos e contra estes moveu tamanha perseguição, conta-se que nos jardins em frente ao palácio os seguidores de Cristo eram queimados vivos enquanto o imperador romano passeava entre as tochas vivas. Os apóstolos Pedro (67) e Paulo (68) foram martirizados neste período. 
Provavelmente no ano 90 o imperador Domiciano iniciou a segunda perseguição contra os cristãos neste período o evangelista João foi preso e exilado na ilha de Patmos.
3- Crescimento. No primeiro século tentaram acabar com a igreja através das perseguições com a mais vasta crueldade humana, mas em um determinado dia os oponentes tiveram que aceitar a seguinte verdade, quanto mais o sangue dos cristãos era derramado mais crescia o número dos que se entregavam a Jesus, aceitando-o como único Salvador.
É interessante notar o estado do cristianismo no fim do primeiro século, cerca de setenta anos depois da ascensão de Cristo. Por essa época havia famílias que durante três gerações vinham seguindo a Cristo.
No início do segundo século, os cristãos já estavam radicados em todas as nações e em quase todas as cidades... e alguns creem que se estendia até a Espanha e Inglaterra, no Ocidente. O número de membros da comunidade cristã subia a muitos milhões (HURLBUT, p. 41,42).
Referência:
HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. São Paulo: Editora Vida, 2001.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Culto de Doutrina: Apocalipse capítulo: 1 – Compreendendo o propósito da escrita do livro


Apocalipse capítulo: 1 – Compreendendo o propósito da escrita do livro
O livro de Apocalipse inicia-se com a palavra revelação (v.1), que determina os propósitos de Deus e a pessoa de Deus. São 404 versículos distribuídos em 22 capítulos, contabilizando 12.000 palavras. Obra escrita no ano 96 d.C pelo evangelista João “o qual testificou da Palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto” (v.2). A palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo são as razões pelas quais João foi exilado na ilha de Patmos (v.9) e, também, o motivo por que os crentes são perseguidos hoje em dia (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 758).
O primeiro parágrafo conclui com a primeira bem aventurança (v.3), das sete citadas em toda a obra (14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14), sendo bem aventurado o que lê e os que ouvem as palavras proféticas e as guardam, isto é, os que obedecem e praticam (SILVA, 1997).
João, autor do livro de Apocalipse
Os versículos 1, 4 e 9 são fundamentais para compreender que o apóstolo João é o autor do livro, sendo estas referências consideradas provas internas referentes à autoria da obra de Apocalipse. Já os pais da Igreja, assim como os primeiros teólogos da era cristã determinaram que o discípulo amado, é o escritor do livro de Apocalipse, fato também ratificado como veracidade por Euzébio, o grande historiador, sendo estas definidas como provas externas da autoria do evangelista João.
Portanto, com as provas internas e externas pode concluir que João é o escritor humano, enquanto o Senhor Jesus é o Escritor Divino.
Obra endereçada às sete igrejas da Ásia
O versículo 4 além de descrever nitidamente o autor do livro também apresenta as sete igrejas como receptoras da obra, sendo elas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardo, Filadélfia e Laodicéia.
A estas igrejas o evangelista João deveria escrever não apenas as cartas a elas endereçadas, mas de fato todo o livro deveria chegar ao conhecimento de todos os membros presentes nestas igrejas.
A igreja é a composição de judeus e gregos daí a compreensão da saudação ser graça, direcionada aos gregos e paz, termo direcionado aos judeus.
Jesus o glorificado
Apocalipse 1.5. No versículo 5 Jesus é apresentado como a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra.
1.1- Jesus a fiel testemunha. Testemunha corresponde a alguém que vê que sabe e que fala, logo, Jesus como testemunha fiel transmitiu de maneira autêntica a mensagem do Reino sem omitir a sua missão (SILVA, 1997).
1.2- Jesus o primogênito dos mortos. Há três tipos de ressurreição: ressurreição de mortos (alguns em especiais, exemplo Lázaro), ressurreição dentre os mortos (exemplo, Jesus, aqui se encontra a explicação porque Jesus é o primogênito, pois a ressurreição dentre os mortos corresponde com aqueles que ressuscitarão e nunca mais morrerão, logo, Jesus é a primícias dos que dormem no Senhor), e, a ressurreição dos mortos (ressurreição para a condenação eterna).
Apocalipse 1.8. O versículo 8 apresenta Jesus como o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o que é, e que era e que há vir, o Todo-Poderoso. O presente versículo tem como objetivo, conforme os títulos de Jesus Cristo citados, descrever a eternidade do Messias.
Apocalipse 1.13. Jesus é apresentado no meio dos sete castiçais, com semelhança ao Filho do Homem, vestido com vestido comprido e cingido com cinto de ouro.
No meio dos castiçais indica que Jesus é o centro, isto é, Jesus é a figura central. Já o termo Filho do Homem indica a humanidade do Verbo, isto é, a encarnação do Verbo. No que se refere o vestido comprido cingido pelos peitos com um cinto de ouro, descreve a forte relação da autoridade sacerdotal judiciária de Cristo (SILVA, 1997).
Apocalipse 1.14. Jesus é apresentado com cabeça e cabelos brancos como lã branca e olhos como chama de fogo. Os elementos presentes descrevem dois atributos de Jesus: eternidade e santidade; além de apresentar a sua divindade.
Os olhos de Cristo são como chama de fogo. Isso indica Sua justiça, assim como Seu juízo sobre todas as coisas impuras IDn 10.6; 1Co 3.13) (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 760).
Apocalipse 1.15. Jesus é apresentado com os pés semelhante ao latão reluzente e como voz de muitas águas. A transformação do metal corresponde ao grau de temperatura no qual foi inserido, o que no caso de Jesus corresponde ao sofrimento no qual Ele enfrentou na cruz para salvar a humanidade. Já a voz de muitas águas pode ser definida pela multiforme ação Divina em falar com os teus.
Apocalipse 1.18. Jesus é o que vive e foi morto e tem as chaves da morte e do inferno. A descrição, o que vivo, expressa a ressurreição de Jesus, fato que corroborou as palavras, a vida e a morte do Messias no Calvário. Enquanto, a descrição “tenho as chaves” corresponde com a autoridade de Jesus sobre a morte e sobre o inferno.
As chaves da morte e do inferno apontam para a autoridade de Cristo sobre aqueles que morreram fisicamente e sobre os seus lugares atuais de descanso, os quais serão esvaziados na época do juízo do grande trono branco (Ap 20.11-15) (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 760).
Portanto, ao analisar o livro de Apocalipse tendo como referência o versículo 19, percebe-se que a obra por completa se divide em três partes: as coisas que tens visto (É a primeira parte do livro e se refere ao passado, ou seja, o que já aconteceu); e as que são (A segunda parte corresponde com o presente, isto é, as coisas que estavam ocorrendo nos dias do evangelista), e as que depois destas hão de acontecer (Aqui percebe a terceira parte que transcreve as revelações das coisas futuras).
Referência:
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Subsídio da EBD: A Natureza dos Anjos – A beleza do mundo espiritual


A Natureza dos Anjos – A beleza do mundo espiritual
A verdade prática transmite quatro explicações básicas a respeito dos anjos: primeira, são seres reais; segunda, são seres espirituais; terceira, são seres celestiais; e, quarta, são seres a serviço de Deus.
Portanto, o termo anjo em seu sentido literal corresponde com a ideia de ofício, isto é, anjo é um mensageiro. Portanto, os anjos são seres criados por Deus.
O objetivo geral da presente lição é:
Mostrar os anjos como seres espirituais reais, cujo serviço glorifica a Deus e auxilia seu povo.
O texto áureo: Bendizei ao Senhor, anjos seus, magníficos em poder, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra (Sl 103.20), ensina que os anjos adoram ao Senhor no cumprir em obediência as ordens do Senhor conforme a Palavra.
I – OS ANJOS
O primeiro tópico tem como objetivo específico: expor a identidade dos anjos, portanto, os anjos são apresentados na Bíblia Sagrada com as seguintes características:
Seres criados (Sl 148.2,5).
Seres espirituais (Hb 1.13,14).
Seres pessoais (2 Sm 14.20).
Seres que não se casam e nem se reproduzem (Mt 22.30; Mc 12.25).
Seres imortais (Lc 20.35,36).
Seres poderosos (Sl 103.20).
Seres dotados de inteligência (2 Sm 14.17,20).
Seres gloriosos (Lc 9.26).
E, por fim, são seres numerosos (Dt 33.2).
É importante compreender também que o termo anjo é na Bíblia aplicado a homens, tendo como significado mensageiro.
II – OS SERES CELESTIAIS PARA SERVIR
Conforme o ofício os anjos tem como missão adorar ao Senhor.  Louvai-o, todos os seus anjos (Sl 148.2). Todo o universo é chamado a glorificar-se na maravilha que é Deus. Nesta parte inicial, demanda-se o louvor de todos os aspectos dos céus, inclusive das hostes angelicais (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 944).
O segundo ofício destaque dos anjos corresponde em auxiliar os homens mediante as necessidades, pois o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra (Sl 34.7). A expressão anjo do Senhor e o nome de Deus costumam ser usados como sinônimos na Bíblia. Tendo o crente a sensação de Deus o rodeando ou pairando sobre ele, não há o que temer – até mesmo nas situações causadas de maior desespero (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 853).
Para compreender a relação do Senhor Jesus e os anjos é necessário observar Hebreus 1.6 que transmite as seguintes informações:
Os anjos adoram a Jesus (v.6). Adoração é unicamente a Deus.  A Bíblia em sua escrita enfatiza que apenas Deus deve ser adorado. Logo, se os anjos adoram a Jesus indica que Jesus é superior aos anjos, portanto Jesus é Deus.
Ainda sobre o versículo 6 seguem-se as seguintes pontuações:
a) Quando outra vez introduz no mundo. Percebe-se uma referência à volta de Cristo.
b) O primogênito. Corresponde à posição de Cristo, ou seja, afirmação que Ele está acima de todos. Também por isso lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra (Sl 89.27).
c) Os anjos de Deus o adorem. Como herdeiro de tudo (1.2), Jesus, o Filho de Deus, é adorado da mesma maneira como Deus Pai, por todos os anjos de Deus (RICHARDS, 2008, p.492).
III – AS HOSTES ANGELICAIS
Os anjos são teologicamente conhecidos como filhos de Deus por criação (Sl 148.5). Conforme o texto bíblico os anjos se encontram divididos em categorias, são elas: arcanjo, querubins, vigias e serafins.
 Arcanjo. Apenas um arcanjo é citado em toda a Escritura Sagrada, o arcanjo Miguel, que é mencionado na Bíblia com a seguinte função, trabalhar em prol do remanescente de Israel. É tanto que na citação de Paulo a respeito da vinda do Senhor Jesus a voz de arcanjo é mencionada (1Ts 4.17), isto é, indicação de que a missão de Miguel corresponde diretamente com a nação israelita.
Querubins. O termo querubim do hebraico, qeruvim, tem por significado bendizer, louvar e adorar. Os anjos que compõe esta categoria estão associados com a santidade de Deus e a adoração a Deus.
Serafins. Tem por significado arder. E semelhante aos querubins guardam o trono de Deus e são também conhecidos como anjos adoradores. 
Vigias. São citados nos escritos do profeta Daniel (4.13,17,23) e correspondem com os anjos que promovem zelosamente os planos de Deus.
IV – JESUS E O ARCANJO MIGUEL
Na Escritura Sagrada algumas verdades sobre os anjos merecem total atenção por parte dos cristãos, são elas:
Os anjos são reais, mas nem sempre visíveis (Hb 12.22).
Os anjos adoram, mas não devem ser adorados (Sl 148.2).
Os anjos servem, mas não devem ser servidos.
As duas últimas citações são fundamentais para explicar o grande erro dos adventistas e das testemunhas de Jeová que afirmam ser Jesus o arcanjo Miguel no Antigo Testamento.
Entretanto, Jesus em sua natureza é superior ao arcanjo Miguel, porque Ele é o criador dos anjos e de todas as coisas. Em sua posição Jesus é superior, porque Ele é Deus e o arcanjo Miguel é obra de sua criação. Por fim, Jesus é superior em poder ao arcanjo por possuir todo poder em suas mãos (Mt 28.18).
Referência:
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

História da Igreja


História da Igreja - Introdução
O termo igreja deriva se da palavra grega ekklesia, que tem por significado assembleia pública. O termo aparece no Novo Testamento, quando Jesus disse que edificaria a sua igreja. Eclesiologia é a doutrina sistemática que estuda a igreja como organismo e organização, sendo que esta expõe diferença entre igreja local (visível) e igreja universal (invisível). A igreja invisível se caracteriza com todos que receberam a Jesus como único Salvador, já a igreja visível trata se do grupo local de cristãos que se reúnem para adorarem ao único Deus.
Conforme a sua missão e a sua natureza, a Igreja é apresentada nos escritos da Bíblia com nomes diferentes, os quais revelam o seu ser e o seu agir perante o mundo, nota-se abaixo alguns destes nomes:
Israel de Deus: o apóstolo Paulo ao escrever à Igreja da Galácia, declarou aos membros da Igreja local de Israel de Deus (Gl 6.16).
Nação Santa: aos irmãos dispersos que se encontravam no Ponto, na Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia que os mesmos eram Nação Santa (1 Pe 2.9).
Edifício: a Igreja é um edifício conforme 1 Coríntios 3.9, texto que se refere a uma construção espiritual.
Há outros nomes outorgados a Igreja segundo a sua missão e natureza: Virgem Imaculada (1 Co 11.2), Esposa do Cordeiro (Ap 21.9), Corpo de Cristo (1 Co 12.27), Família de Deus (Ef 2.17-22) e Universal Assembleia e Castiçal (Ap 1.20).
A história da Igreja é dividida em seis períodos que abrangem os acontecimentos após a ascensão de Jesus até os dias atuais, estes períodos didaticamente são assim conhecidos: período da Igreja apostólica, período da Igreja perseguida, período da Igreja imperial, período da Igreja medieval, período da Igreja reformada e o período da Igreja moderna.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Subsídio da EBD: Batalha Espiritual – A Realidade não pode ser subestimada


Batalha Espiritual – A Realidade não pode ser subestimada
Mais um trimestre para honra e glória de Deus, e também para a edificação da Igreja do Senhor Jesus Cristo, sendo que as Lições Bíblicas deste trimestre terão como tema central: Batalha Espiritual: o povo de Deus e a guerra contra as potestades do mal.
A primeira lição tem como texto áureo: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26.41).
Sobre o presente versículo pode concluir-se que:
Os discípulos precisavam ficar acordados e orar porque em breve seriam provados. A palavra carne aqui se refere à natureza dos discípulos e a força do Senhor é impressionante. Já que a carne é fraca, todo filho de Deus precisa de poder sobrenatural (Rm 8.3,4) (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 79).
I – A BATALHA ESPIRITUAL
O primeiro tópico tem como objetivo específico: apresentar o conceito de Batalha Espiritual, ressaltando sua realidade bíblica e distorções, logo, para compreender esta parte da lição é necessário conceituar batalha espiritual conforme as Escrituras Sagradas e entender o propósito da Primeira Epístola do apóstolo Pedro.
Batalha espiritual corresponde com a atuação dos cristãos por meio da pregação do Evangelho (atividade desenvolvida com oração e jejum), objetivando a libertação dos que se encontram cativos, pois há seres malignos que conspiram contra tudo o que pertence a Deus.
Já a Primeira Epístola de Pedro tem como objetivo encorajar os cristãos a permanecerem firmes em Cristo até mesmo mediante o sofrimento. Provavelmente foi escrita entre os anos 62 a 64 d.C.
Para RADMACHER, ALLEN & HOUSE (2013, pp. 685, 686) o apóstolo Pedro abordou cinco temas diferentes.
Em primeiro, o apóstolo associa o sofrimento como ferramenta para moldar o caráter divino nos cristãos (1 Pe 1.6,7).
Em segundo, a retidão independe de uma vida de tranquilidade. Logo, em todo tempo o cristão deve ser reto, justo e conhecer a Deus, isto é, ter conformidade com Deus.
Terceiro, os cristão não devem associar o sofrimento com castigo divino (1 Pe 2.20).
Já em quarto, a submissão é fundamental e necessária para que haja harmonia no relacionamento da comunidade cristã.
E, por fim, em quinto Pedro destaca que o sofrimento de Cristo na cruz foi para salvar o ser humano da escravidão do pecado (1 Pe 1.2-5;3.18-22).
II – PRINCIPAIS CRENÇAS DA PSEUDOBATALHA ESPIRITUAL
Pontual as principais crenças da pseudobatalha espiritual é o objetivo específico do presente tópico. Porém, para entendê-lo é necessário conceituar os erros bíblicos referentes às crenças: do mapeamento espiritual, a maldição hereditária e a crença no crente endemoninhado.
Sobre mapeamento espiritual descreve Soares & Soares:
[...] Em resumo, a doutrina consiste na crença de que Satanás designou seus correligionários para cada país, região ou cidade. O evangelho só pode prosperar nesses lugares quando alguém, cheio do Espírito Santo, expulsar esse espírito maligno. Em decorrência, surgiu a necessidade de uma geografia espiritual, daí o mapeamento espiritual. Os espíritos territoriais são identificados por nomes que eles mesmos teriam revelado com suas respectivas regiões que supostamente comandam (2018, pp. 21,22).
A maldição hereditária é compreendida pela continuidade de determinados pecados sendo estes originados por um determinado membro familiar em outra geração, e para ser liberto de tal maldição é necessário que descubra qual o membro da família deu origem à maldição e em seguida pedir perdão por esta pessoa. Portanto, este erro doutrinário pode ser categoricamente combatido com as seguintes palavras: os pais não morrerá pelos filhos, nem os filhos, pelos pais; cada qual morrerá pelo seu pecado (Dt 24.16); verdade ratificada em Ezequiel 18.20, a alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade o filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.
Já na instrução errônea de crentes endemoninhados percebe-se que para pregadores neopentecostais os espíritos imundos estão relegados à alma e ao corpo do cristão, não habitando no espírito do cristão, mas em contrapartida no corpo.
III – VAMOS À BÍBLIA
Desconstruir por meio da análise bíblica as crenças da pseudobatalha espiritual é o objetivo do terceiro tópico que pode ser sintetizado nas seguintes palavras:
A doutrina da maldição hereditária, a teoria dos espíritos territoriais e a ideia de expulsar demônios dos próprios crentes em Jesus mostram-se práticas que destoam do ensino bíblico. Isso atrapalha o crescimento espiritual dos crentes, que ficam presos a ritos e crendices em vez de se fortalecerem na oração e na Palavra de Deus para proclamarem as boas-novas de Jesus Cristo (SOARES & SOARES, 2018, p. 26).
Por fim, o evangelista João corrobora para a efetuação da aprendizagem plena da lição em apreço com as seguintes palavras:
Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.
Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno (1 Jo 5.18,19).
Referência:
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
SOARES & SOARES. Batalha Espiritual: o povo de Deus e a guerra contra as potestades do mal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.