Deus é Fiel

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – Habacuque: A intercessão de um homem cheio de esperança

 Habacuque: A intercessão de um homem cheio de esperança

Conforme a Síntese:

A intercessão é uma prática preciosa aos filhos de Deus. Aprendemos com Habacuque o valor do ato de interceder pelos justos e como ele descobriu o valor da fé e o segredo da esperança.

Tendo como base Habacuque 1.2: Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritarei: Violência! E não salvarás? Conclui-se que:

 [...] A partir de uma primeira interpretação, somos levados a imaginar o quão desesperançado estava o profeta. Mas, quando nos debruçamos com mais atenção nas letras escritas pelo profeta, podemos perceber quão profundo é esse livro ao revelar uma série de diálogos entre um simples homem e o Deus poderoso, santo, justo e misericordioso (TEDESCO, 2020, p. 91).

A presente lição tem como objetivos:

Comparar a iniquidade em Judá e na contemporaneidade.

Contemplar o cuidado de Deus para com os justos.

Conhecer o que é intercessão.

I – A INIQUIDADE DE JUDÁ

O profeta Habacuque profetizou no período auge do império babilônico. O império babilônico na sua humilde origem pertenceu ao império Assírio, porém no ano 622 a.C., Nabopolassar pai de Nabucodonozor foi proclamado rei em Babilônia. Com este passo iniciava se uma nova dinastia na mesopotâmia. Nos dias de Nabucodonozor houve a reconstrução da babilônia que tinha sido destruída por Senaqueribe rei da Assíria.

É neste período de auge babilônico que Deus levanta o profeta Habacuque. Deus consolou a Judá ao falar por intermédio de Naum sobre a destruição de Nínive, porém Habacuque questiona a Deus sobre a ação cruel dos babilônicos aos judeus.

Segundo alguns estudiosos o profeta Habacuque pertencia à família sacerdotal e provavelmente era um profeta bem aceito pela sociedade.

Assim como Naum o profeta Habacuque transmite o peso de Deus aos judeus (Hc 1.5-11) e aos babilônicos (Hc 1. 12-2.1).

Contextualizando o processo de iniquidade do passado (dias do profeta) com a atualidade compreende-se que:

A iniquidade tem se multiplicado de forma assombrosa e as consequências geradas a partir de tal situação assumiram proporções incontroláveis. O atual quadro de iniquidade nos impressiona: a destruição da família e a condenação do padrão de vida santificada; a violência urbana tem revelado uma crueldade impressionante; a corrupção atingiu, nos últimos anos, índices jamais vistos na história da humanidade; as multidões (de todas as ideias) que moram nas ruas mendigando e sendo desamparadas ampliam-se a cada dia; a fome tem atingido uma parcela cada vez maior da população; a prostituição e outras formas veladas de mercantilização dos corpos, levando à objetificação dos seres humanos; a justiça, que não é mais a favor do justo, mas é destruída por leis frouxas e interpretações compradas; as doenças da alma, levando um número crescimento de pessoas ao suicídio, mutilação e crises de muitas outras realidades aqui não mencionadas (TEDESCO, 2020, p. 93).

II – O CASTIGO DE JUDÁ

Resultados são provenientes de escolhas. A bênção, assim como a maldição está relacionada com as decisões de cada indivíduo. Logo, o castigo sobre Judá estava associado com as escolhas, pois a nação optou em desobedecer ao Senhor. Em contrapartida Deus não é indiferente ao pecado e nem à injustiça, sendo assim, no tempo determinado o juízo sobreviria sobre Judá.

Porém, o justo deverá viver da fé. O que o profeta queria transmitir era no que correspondia ao piorar da situação. Mas, o justo estaria interligado em esperança mediante a fé. Há uma tendência em piorar a situação, porém cada cristão deverá se fortalecer nas promessas do Senhor. Esperança no Senhor está diretamente associada com a prática cotidiana de quem ama a Deus e compreende que o Senhor está no controle de todas as coisas.

E para que haja uma ação extraordinária por parte da igreja, a fé como dom é a capacidade outorgada pelo Espírito Santo ao cristão para que coisas sobrenaturais ocorram. A fé como dom sobrenatural ultrapassa a esfera natural das coisas. A fé em si é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem. Logo, a fé é o firme fundamento da esperança e a certeza do cristão.

A fé como dom não corresponde com a fé natural, pois a fé natural é o resultado das observações da natureza. A fé como dom não corresponde com a fé salvífica, pois a fé salvífica é o resultado da pregação do Evangelho. A fé como dom não corresponde com a fé como fruto do espírito, pois a fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade.

Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e faz com que o indivíduo compreenda o valor e os efeitos da fidelidade. A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança.

III – A ORAÇÃO DE HABACUQUE

Ouvi, Senhor a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia (Hc 3.2).

Avivamento significa trazer de volta à vida. Porém, o avivamento só é possível aos vivos, pois um pecador não pode ser avivado. Quando alguém é avivado isto indica que ele está vivo, está despertado, é um ser animado e é um indivíduo estimulado.

Portanto, avivamento corresponde com o ato da conversão e com o ato da santificação. A conversão é o momento em que o homem é tirado do mundo, enquanto que a santificação é a retirada do mundo do coração do homem.

A oração é a dinamização do avivamento. Nos dias hodiernos muitos são os focos de avivamento espalhado pelo mundo, porém poucos são os focos que se espalham para o mundo. A dinamização assim como a propagação do avivamento é possibilitada pela oração.

Entretanto, a oração proporciona avivamento, porém é fundamental entender que há orações que Deus não aceita, tais como: a oração daqueles que não dão ouvidos ao Senhor (Pv 1.24-31), a oração dos ímpios (Pv 15.29) e a oração realizada por pecadores (Jo 9.31).

REFERÊNCIA

TEDESCO, Marcos. Ensina-nos a orar: exemplos de pessoas e orações que marcaram as escrituras. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Subsídio para a Escola Bíblica Dominical: Comprometidos com a Palavra de Deus

Comprometidos com a Palavra de Deus

A Verdade Prática da presente lição tem como descrição:

A autoridade divina da Bíblia deriva de sua origem em Deus, e isso por si só encerra a suprema autoridade das Escrituras como plena e total garantia de infalibilidade.

Sobre a infalibilidade das Escrituras escreve Andrade:

Doutrina que ensina ser a Bíblia infalível em seus propósitos. Eis porque a Palavra de Deus pode ser assim considerada: 1) Suas promessas são rigorosamente observadas; 2) Suas profecias cumprem-se de forma detalhada e clara (haja vista as Setenta Semanas de Daniel); 3) E, o Plano de Salvação é executado apesar das oposições satânicas.

Nenhuma de suas palavras jamais caiu, nem cairá, por terra (1997, p. 158).

Sendo que o objetivo geral do estudo é Demonstrar o nosso compromisso com a Palavra de Deus. E como objetivos específicos: afirmar a autoridade da Bíblia; mostrar o zelo pela boa doutrina; e, pontuar os cuidados quanto aos modismos.

I – A AUTORIDADE DA BÍBLIA

A autoridade da Bíblia quando descrita pelo pilar da Reforma Protestante “somente as Escrituras” permite compreender que a Palavra de Deus é:

[...] a única regra de fé e prática para a vida cristã, e é por meio dela que podemos conhecer a Deus e entender a sua vontade (2 Tm 3.14-17), e não as Escrituras e a Tradição juntas (SOARES, 2020, p. 106).

Sendo que a autoridade da Bíblia é garantida pela veracidade da mesma. E a veracidade da Bíblia é definida pelas seguintes integridades: geográfica, etnológica, cronológica e histórica.

Integridade geográfica, pois as descobertas arqueológicas provam com exatidão o local em que as circunstâncias descritas na Bíblia aconteceram.

É também definida pela integridade etnológica, isto é, as afirmações bíblicas sobre as raças são corroboradas pelas descobertas acerca dos povos antigos narrados nas Escrituras.

Há também a integridade cronológica que relaciona período do fato e não há controvérsia em datas quando se trata das narrativas da Bíblia com as descobertas.

E por fim, a integridade histórica, na Bíblia nomes de reis e personagens importantes são citados, o que corresponde com as narrativas de anais históricos das antigas civilizações.

Caso você deseja ler sobre a História da Igreja no Período da Reforma, clique no seguinte link - http://andresoncorte.blogspot.com/2019/12/historia-da-igreja-periodo-da-igreja_9.html

II – ZELO PELA DOUTRINA

Ter zelo pela doutrina significa cuidar. O versículo chave para entender a necessidade do cristão em manter zelo pela doutrina trata-se da palavra de Paulo dirigida a Timóteo:

Cuide de você mesmo e da doutrina. Continue nestes deveres, porque, fazendo assim, você salvará tanto a si mesmo como aos que o ouvem (1 Tm 4.16).

Soares com base no presente texto realiza a seguinte aplicabilidade para com os crentes da atualidade:

[...] a) o cuidado pessoal, “tem cuidado de ti mesmo” (ARC), o líder deve servir de exemplo para o rebanho, se dedicar à oração e à leitura da Bíblia; b) o cuidado “da doutrina”, didaskalia, “ensino, aquilo que é ensinado, doutrina” (2020, p. 109).

A necessidade do cuidado pessoal está diretamente associada com o entendimento de que a Bíblia é a fonte de todo o conteúdo que auxilia o cristão a crescer na presença de Deus. Pois, o conhecimento da Bíblia proporciona crescimento e melhoramento na conduta da vida dos indivíduos. Sendo assim o conhecimento Bíblico permite aos cristãos serem abençoados espiritualmente, fisicamente, financeiramente, emocionalmente e ministerialmente.

1- Espiritualmente. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Vida espiritual abençoada é proporcionada pelo conhecimento da Palavra de Deus.

2- Fisicamente. “Se vos estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7). O conhecimento da Escritura proporciona uma vida abençoada fisicamente.

3- Financeiramente. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estarei seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (2 Cr 20.20b). A Palavra de Deus quando conhecida pelo cristão proporciona bênção financeira.

4- Emocionalmente. “Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu todavia, me não esquecerei de ti” (Is 49.15). O conhecimento do Senhor proporciona alívio e segurança ao cristão.

5- Ministerialmente. “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17). O conhecimento do chamado proporciona despertamento para com a leitura da Bíblia.

III – CUIDADO QUANTO AOS MODISMOS

Procura apresentar-te a Deus aprovado como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (2 Tim 2.15).

Três tipos de conduta são apresentados por Paulo no presente versículo: espiritual, disciplinar e pedagógica.

A conduta espiritual “procura apresentar-te a Deus aprovado”. Conduta que se associa com uma vida santa e comprometida com Deus.

Já a conduta disciplinar “como obreiro que não tem de que se envergonhar”, ou seja, o obreiro deverá ser um exímio exemplo no trato e no testemunho. E a conduta pedagógica “que maneja bem a palavra da verdade”, isto é, que ensine a Palavra de Deus com profundidade e simplicidade.

Em suma, a Bíblia é a palavra de Deus revelada aos homens e nela Deus é revelado como Pai e Senhor.  Pois, é a Bíblia a única regra de fé e prática do cristão, por isso, é dever do cristão conhecer as Escrituras Sagradas.

REFERÊNCIA

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

SOARES, Ezequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da Doutrina Bíblica sobre a atuação do Espírito Santo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – Daniel: Um estadista que orava

 Daniel: Um estadista que orava

Conforme a Síntese:

Daniel é um grande exemplo para todos os cristãos. Veremos o quanto a oração e a fidelidade a Deus permitiram que o profeta vencesse grandes desafios e chegasse a ser um grande estadista. No que se refere a Daniel e sua vida de oração pode-se afirmar que:

[...] No entanto, atenção de forma singular: sua vida de oração. Em cada momento de sua trajetória estava a prática da oração em que, em um diálogo com Deus, a vida era direcionada em uma dinâmica que glorificava a soberania divina e evidenciava um comprometimento com a santificação, adoração e esperança no Senhor (TEDESCO, 2020, p. 79).

A presente lição tem como objetivos:

Entender o propósito da educação de Daniel e seus amigos na corte babilônica.

Evidenciar a necessidade da oração em tempos difíceis.

Destacar a oração como o grande segredo das vitórias de Daniel e as revelações do Senhor a ele.

I – A EDUCAÇÃO DE DANIEL E DE SEUS AMIGOS NA CORTE BABILÔNICA (Dn 1)

Daniel foi conduzido à Babilônia com os primeiros judeus que foram levados cativos no ano 606 a.C. A explicação exata para compreender um pouco a respeito deste profeta encontra-se em Daniel 1.3,4 que é apresentado com as seguintes características:

Era Daniel da linhagem real e nobre.

Jovem em que não havia defeito físico e formoso de aparência.

Instruído em ciência e sabedoria.

E possuía habilidades específicas para viver em palácio.

Tanto Daniel como os seus amigos se apresentaram com integridade mediante os princípios recebidos do Senhor. Os judeus foram levados cativos por serem desobedientes a Deus. Porém, mesmo convivendo com um povo desobediente estes quatro jovens se mantiveram fiéis ao Senhor. Na Babilônia também foram testados, pois eles poderiam usufruir de todas as ilusões outorgadas por um povo pecaminoso, entretanto, eles se posicionaram em não se contaminar. E tendo como foco a alteração da identidade cultural dos povos vencidos, era prática por parte dos babilônicos a alteração dos nomes dos conquistados. Mesmo assim Daniel e seus amigos se mantiveram em comum acordo com Deus.

Logo, o indivíduo não poderá justificar a prática de erros cometidos tendo como aparato a corrupção desenvolvida por outros. Daniel vivia em meio a um povo corrupto, porém, mesmo assim não se corrompeu, ao contrário foi íntegro a Deus em toda sua maneira de viver. A integridade está diretamente associada com as faculdades da alma, que são: emoção, conhecimento e vontade.

II – A ORAÇÃO EM TEMPOS DIFÍCEIS

Uma das inúmeras lições que Daniel outorga aos crentes do presente século corresponde com a disciplina da oração. Daniel orava com e sem decreto que proibisse a prática da oração. Pois, a oração não era uma obrigação para o profeta, mas um privilégio de estar diante do Senhor em adoração.

A palavra integridade terá como significado na vida de Daniel, solidez, isto é, todo o ser de Daniel estava envolvido com a pessoa de Deus. Logo, os inimigos do profeta conseguiram a aprovação de uma lei para limitar o agir de Daniel ou até mesmo a condenação à morte. Caso Daniel temesse a lei aprovada ele não oraria por um período de trinta dias, se caso continuasse a orar, seria condenado à morte.

Com Daniel se aprende que é possível ser íntegro em meio à corrupção, e pessoas íntegras não se esconde, pois, suas vidas são transparentes.

III – A ORAÇÃO E AS REVELAÇÕES DO SENHOR (Dn 9)

Antes do cativeiro babilônico Deus usou o profeta Jeremias para escrever as seguintes palavras: certamente que, passados setenta anos na Babilônia, vos visitarei e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando-vos a trazer a este lugar. Estas palavras despertaram o profeta Daniel a interceder pelo povo de Israel. O pedido do profeta era a restauração do reino israelita. E o reino de Israel se restabeleceu.

A oração de Daniel se destaca ainda em dois pontos. No primeiro, pelo reconhecimento da culpa da nação israelita por ter pecado contra Deus e no segundo por reconhecer a justiça de Deus.

Portanto, no que se refere às orações que Deus ouve entende-se que há alguns motivos específicos que são:

a) Orações que são feitas segundo a vontade de Deus: E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve (1 Jo 5.14).

b) Orações que são feitas em nome de Jesus: E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei (Jo 14.13,14).

c) Quando vivemos em plena comunhão com Deus e com sua palavra: Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito (Jo 15.7).

Por fim, é visível que contrário a Salomão o profeta Daniel na sua velhice não se distanciou de Deus e nem sentiu se ameaçado ao ponto de parar suas atividades espirituais. Por isso, mesmo sendo um homem idoso, o profeta Daniel permaneceu no que tinha aprendido e ensinado no longo dos seus dias de juventude.

REFERÊNCIA

TEDESCO, Marcos. Ensina-nos a orar: exemplos de pessoas e orações que marcaram as escrituras. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Subsídio para a Escola Bíblica Dominical: Cultuando a Deus com liberdade e reverência

Cultuando a Deus com liberdade e reverência

A Verdade Prática da presente lição tem como descrição:

A adoração em espírito diz respeito à posição espiritual do adorador, isso quer dizer que o que vale diante de Deus é como o adorar, não onde adorar. Descrição que ratifica o Texto Áureo e permite compreender que:

Deus não está limitado ao tempo e espaço. E quando alguém nasce no Espírito, Ele pode se comunicar com Deus onde quer que esteja [...] Jesus disse que a adoração é algo do coração. Em verdade é o que está em harmonia com a natureza e a vontade de Deus. É o contrário de tudo que é falso. A verdade aqui é especificamente a adoração a Deus por meio de Jesus Cristo. A questão não é onde alguém adora, e sim como e quem alguém adora (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 236).

Sendo que o objetivo geral do estudo é Conscientizar que no culto pentecostal há liberdade e reverência. E como objetivos específicos: conceituar o culto pentecostal; apresentar o centro do culto pentecostal; e, explicar como se expressa a liturgia de nossa igreja.

I – O CULTO PENTECOSTAL: LIBERDADE E REVERÊNCIA

A liberdade do culto pentecostal permite compreender que há flexibilidade no que corresponde a forma da liturgia, principalmente em referência à diversidade de culturas.

Pois, não tem como inserir a forma da igreja brasileira em direcionar o culto à cultura nativa indígena, sendo que os elementos culturais são diferentes. Logo, a forma de como a educação foi construída localmente deve ser considerada.

Porém, no que tange a essência da adoração compreende-se que ela deverá ser realizada decentemente e com ordem (1 Co 14.40), não importa a região geográfica e nem os elementos culturais.

[...] A reverência na casa de Deus não é sinônimo de formalismo, e os nossos cultos combinam os aspectos espontâneos e reverentes (SOARES, 2020, p. 97, 98).

A adoração é espontânea, ou seja, é livre; porém, a adoração apresenta reverência ao Deus criador de todas as coisas. Tendo em vista que para o cristão a adoração é o instante mais sublime de sua vida e este manifesta gratidão por todos os benefícios recebidos e descreve em atos o reconhecimento da grandeza do Criador.

A reverência pode ser compreendida nas palavras de Salomão: Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal (Ec 5.1).

O culto é um espaço reservado para a adoração. Não pode se transformar na “casa de mãe Joana”. É ali onde cultuamos a Deus e prestamos-lhe reverência [...]

[...] Deus não está interessado na observância do sacrifício em si, mas na obediência aos princípios que regulamentam a sua prática. Foi exatamente isso que o profeta Samuel disse a Saul (1 Sm 15.22) (GONÇALVES, 2013, p. 118).

II – O CENTRO DO CULTO PENTECOSTAL

Deus é o centro do culto cristão. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são dignos de toda honra e glória. Logo, quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação (1 Co 14.26).

Entretanto, podem ser sintetizados, os elementos presentes no culto no momento da adoração em cânticos (salmo), ensino e pregação (doutrina), e manifestação dos dons espirituais (aqui citados: revelação, línguas e interpretação; o que não se limita apenas a estes dons).

As reuniões dos primeiros cristãos eram compostas pelos seguintes elementos: oração, cânticos, leitura e exposição das Escrituras Sagradas. Lembrando que:

[...] A contribuição financeira, dízimos e ofertas, são elementos do culto e partes da adoração a Deus, esta prática vem desde o Antigo Testamento (Dt 26.10) e se continua no cristianismo (1 Co 16. 1,2; 2 Co 9.7). A administração desses elementos no culto acontece com a manifestação do Espírito Santo (1Co 14.26; Ef 5.18-20) e não de forma mecânica ou formalística (SOARES, 2020, p. 103).

III – COMO SE EXPRESSA A LITURGIA DE NOSSAS IGREJAS?

A liturgia da Igreja no presente século para melhor agregar valores cristãos, edificação dos santos e salvação dos ímpios, tem se organizado com trabalhos que se diversificam, por exemplo:

Culto de ensino: momento em que o líder da Igreja assume a função de mestre do rebanho do Senhor Jesus.

Culto de libertação: culto em que trabalhos por inúmeras denominações são realizados com propósitos diretos a cura e libertação de pessoas possessas.

Culto da família: para melhor atender as necessidades familiares.

Culto de missões: trabalhos voltados para a conscientização missionária.

Escola Bíblica Dominical: trabalho de ensino.

Em suma, é necessário compreender que:

O fervor espiritual do crente vai além das reuniões de adoração, na casa de Deus, é um estilo de vida contínuo como parte essencial da vida doméstica diária (SOARES, 2020, p. 102).

REFERÊNCIA:

GONÇALVES, José. Sábios Conselhos para um viver vitorioso: sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

SOARES, Ezequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da Doutrina Bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

domingo, 31 de janeiro de 2021

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – Jeremias: A oração e o lamento de um profeta

 Jeremias: A oração e o lamento de um profeta

Conforme a Síntese:

Devemos buscar a vontade de Deus para nossas vidas diariamente, pois a vontade do Senhor é boa, agradável e perfeita.

No que se refere a Jeremias pode-se afirmar que:

[...] Essa é a história de um dos profetas mais longevos de seu tempo.

Chamado por Deus ainda jovem, Jeremias descreve, com muita simplicidade e beleza, o seu chamado: “E estendeu o Senhor a mão, toco-me na boca e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca” (Jr 1.9).

Filho de um sacerdote, nunca veio a se casar, dedicando-se inteiramente ao ministério profético por longas quatro décadas (TEDESCO, 2020, p. 67).

A presente lição tem como objetivos:

Refletir acerca da vocação e a primeira visão de Jeremias.

Sintetizar como se deu o juízo do Senhor sobre Judá.

Mostrar que a oração de Jeremias em favor do povo foi em vão.

I – A VOCAÇÃO E A PRIMEIRA VISÃO DE JEREMIAS

Há três tipos de chamados específicos no texto Sagrado. O primeiro tipo de chamado corresponde ao chamado para a salvação. Já o segundo corresponde ao chamado para o serviço. E por fim, o terceiro tem como tangência a glorificação.

Deus chamou Jeremias para o ministério profético. O profeta tinha como função básica representar a Deus diante do povo. Logo, o profeta era o porta-voz de Deus na terra.

Podemos ver em Jeremias alguém que viveu intensamente o seu chamado, aceitou pagar o preço necessário e gastou-se diante de tal propósito. Suas palavras tão fiéis às ordens de Deus são entregues envoltas em personalidade, cumplicidade, sentimento e convicção de um chamado. Que possamos também nos permitir sermos tocados por tal inspiração (TEDESCO, 2020, p. 69).

Os profetas eram usados por Deus também por meio de visões, sendo que a primeira visão de Jeremias, a vara de amendoeira, tem por significado:

[...] No tempo certo, a resposta do Senhor se fará presente. Assim como a amendoeira anuncia a chegada da primavera, as profecias de Jeremias anunciavam a proximidade do juízo do Senhor. A Palavra de Deus iria se cumprir. O profeta era apenas aquele que anunciaria o juízo, já a obra seria realizada pelo Altíssimo (TEDESCO, 2020, p. 70).

II – A REBELIÃO DO POVO E A INVASÃO ESTRANGEIRA ANUNCIADA

Em 606 a.C, Nabucodonosor invadiu o território dos judeus. Iniciando nesta data o cativeiro de Judá. Para melhor compreensão histórica nota-se que o cativeiro dos judeus ocorreu em três etapas.

a) a primeira etapa; no ano de 606 a.C, onde que os tesouros do templo foram levados (2 Cr 36.7) e também a elite de Judá: o rei Joaquim, os oficiais da corte e entre eles Daniel e seus três amigos (Dn 1.1-7).

b) segunda etapa; no ano de 597 a.C, Jerusalém foi pela segunda vez invadida pelos babilônicos e desta vez foram conduzidos 10.000 homens para Babilônia entre eles Ezequiel (2 Re 24.14).

c) terceira etapa; no ano 586 a.C, pela terceira vez Jerusalém é invadida e desta vez o templo e a cidade são destruídos ficando na cidade apenas os pobres (2 Re 25.12).

Entretanto, o cativeiro babilônico durou 70 anos, sendo este período de tempo profetizado por Jeremias (Jr 25.12). Em setenta anos os judeus andaram errantes em meio a um povo idólatra. Porém, Jeremias ficou em Jerusalém, enquanto o povo foi levado cativo, deste episódio originou a obra Lamentações de Jeremias, em que o profeta enfatiza as misericórdias do Senhor como causa da existência dos judeus (Lm 3.22).

III – JEREMIAS, EM VÃO, INTERCEDE PELO POVO (Jr 14)

Como introdução do presente tópico:

É importante destacarmos o fato de que o trabalho de Jeremias não foi em vão. Mesmo não havendo arrependimento, nem restauração, a missão desenvolvida pelo profeta cumpriu também um importante papel de promover na mente das pessoas uma reflexão a respeito de um juízo que teria começo, meio e fim, esse seria um processo necessário para que houvesse o desejo de um concerto com Deus envolvendo profundo arrependimento e genuína restauração (TEDESCO, 2020, p. 75).

Porém, há muitas orações que não são atendidas por Deus pelas seguintes verdades:

a) Orações que são feitas com palavras repetitivas e vazias:

b) Orações que são feitas com corações ambiciosos: pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites (Tg 4.3).

c) Orações que são feitas com amargura no coração por alguém: quando estiverdes orando, perdoai se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas (Mc 11.25-26).

REFERÊNCIA

TEDESCO, Marcos. Ensina-nos a orar: exemplos de pessoas e orações que marcaram as escrituras. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Subsídio para a Escola Bíblica Dominical: Santificação: Comprometidos com a Ética do Espírito

 Santificação: Comprometidos com a Ética do Espírito

O texto áureo da presente lição tem como descrição:

Santificação é especialidade do Espírito Santo; ela é instantânea e ao mesmo tempo progressiva, pois acompanha o crescimento espiritual do crente.

Sendo que o objetivo geral do estudo é Mostrar o quanto devemos estar comprometidos com a ética do Espírito. E como objetivos específicos: apresentar a santificação no Antigo Testamento; explicar a santificação no Novo Testamento; e, aplicar o exemplo de santificação à vida dos alunos.

Para Soares:

A santificação é uma doutrina importante para a vida cristã porque ela surge a partir da revelação de um Deus que é santo em si mesmo, em essência e natureza, em grau infinito. Sendo Deus santo, exige santidade de todos nós. É dever nosso conhecer o verdadeiro significado da palavra “santificação” e seus cognatos como, “santidade, ser santo, santificação”. O que significa todo esse conjunto de palavras? São termos de uso comum entre nós, mas há ainda muitos que confundem santificação com legalismo e práticas exteriores; outros esperam ser santificados por meios de recursos próprios, esquecendo que se trata de uma obra da livre graça de Deus (2020, p. 87).

I – A SANTIFICAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

Tendo como base Levítico 19.2:

Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou.

“Santos sereis”, indica que o povo deveria se santificar a cada momento. A palavra, santo, aparece no livro de Levítico por mais de cem vezes e quando relacionada ao ser humano a palavra se define por pureza e por obediência. Assim como era nos dias de Israel enquanto estavam no deserto, deverá ser nos dias hodiernos, enquanto os cristãos estão na terra.

Os israelitas deveriam se santificar nas cerimônias, logo a santificação dos cristãos devem ser vista nas cerimônias (Lv 17). As cerimônias não podem ser vistas como obrigações sem compromisso. O compromisso com Deus define o real teor das cerimônias. Porém, assim fazem os que por Deus são santificados.

Os israelitas deveriam se santificar no momento da adoração, logo a santificação deverá ser vista no instante em que os cristãos adoram a Deus (Lv 23-25). Muitos eventos não passam de apresentações tidas como show gospel. Perdendo a essência cristã e reduzindo a atitude dos vocacionados por Deus. Não é cabível ao cristão realizar shows, mas fazer da sua vida um altar de adoração a Deus. Portanto, apenas os que por Deus são santificados não perdem a real importância da adoração e por Deus são procurados, porque Deus procura os que o adoram em espírito e em verdade (Jo 4.23).

Por fim, os israelitas deveriam se santificar principalmente em sua vida diária. Logo, os cristãos devem se santificar em todos os instantes da sua vida (Lv 18-22). E só será possível pela leitura e estudo da Palavra de Deus, pela prática da oração e pela presença na igreja.

II – A SANTIFICAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO

No Novo Testamento percebe-se que a santificação é uma obra da trindade e é uma necessidade a ser suprida pelos cristãos.

As três pessoas da trindade são apresentadas pela santidade. Deus (Pai) é santo, e assim como Ele é, cabe a cada cristão o dever de se santificar (1 Pe 1.16). O Filho é santo (Lc 1.35). E assim também como o Espírito Santo é apresentado com o atributo da santidade (Ef 4.30). Logo:

[...] A salvação em Cristo é acompanhada da santificação, e seu agente ativo é o Espírito que habita no interior do crente (1 Co 3.16; 2 Tm 1.14).

[...] Assim Deus disponibilizou três meios para a santificação – o sangue de Jesus (Hb 13.12), o Espírito Santo (2 Ts 2.13) e a Palavra de Deus (Jo 17.17; Ef 5.26) (SOARES, 2020, p. 87).

A santificação por ser uma necessidade indica o estado em que se encontra o cristão diante de Deus. O cristão no cotidiano executa meios necessários para o desenvolvimento que o separe do mundo, teologicamente nomeada de santificação presente. Também conhecida como santificação progressiva, isto é, aquela que se dá constantemente.

Conforme os Escritos Sagrados à santificação se dá mediante a fé na obra redentora de Jesus; para lhes abrir os olhos e convertê-los das trevas para a luz e da potestade de satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim (At 26.18). Também se dá mediante a palavra de Deus. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17). A santificação progressiva também se dá mediante uma vida de oração, se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9).

 Assim também como no frequentar a igreja, pois na congregação os santos se reúnem para louvarem a Deus, buscarem a face de Deus e aprenderem de Deus mediante o ensino da Escritura Sagrada.

III – A SANTIDADE APLICADA AO CRENTE

Sobra a definição de ética, duas concepções são bem descritivas: a primeira, descrição de cunho teológico; e a segunda, descrição de cunho filosófico.

Portanto, a ética pode ser definida em:

Estudo sistemático dos deveres e obrigações do indivíduo, da sociedade e do governo. Seu objetivo: estabelecer o que é certo e o que errado. Ela tem como fonte a consciência, o direito natural, a tradição e as legislações escritas; mas, acima de tudo, o que Deus estabeleceu em Sua Palavra – a Ética das éticas (ANDRADE, p.121).

O destaque da primeira descrição está quando o autor descreve a relação da origem da ética em ser superior a todos os demais conceitos éticos desenvolvidos e vivenciados.

Ética é o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida: 1. quero? 2. devo? e 3. posso? Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve (CORTELLA, 2014).

Por fim, a ética cristã é a ação do cristão em obedecer a Deus mediante os princípios da ética Bíblica que se resume nas palavras imutável e universal. A base da ética vivenciada pelo cristão é a Bíblia que não altera a sua mensagem e visualiza universalizar as práticas que agradam a Deus.

REFERÊNCIA:

ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

CORTELLA, Mário Sérgio e BARROS FILHO, Clovis de. Ética e Vergonha na Cara. São Paulo: Editora Papirus, 2014.

SOARES, Ezequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da Doutrina Bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.