Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 16 de abril de 2024

MINHA LÍNGUA É A PENA DE UM ESCRITOR PREPARADO

 MINHA LÍNGUA É A PENA DE UM ESCRITOR PREPARADO

Meu coração está compondo sobre um bom assunto. Eu falo das coisas que tenho feito no tocante ao rei; minha língua é pena de um escritor preparado (Sl 45.1).

Há dois olhares específicos para com o presente texto. Primeiro o que de fato o texto permite compreender e segundo de qual maneira o texto poderá ser aplicado. Logo, entende-se que o presente Salmo trata-se do olhar de dois personagens, o noivo e a noiva, assim permite compreender e aplicar o texto com a vida na tangência da concepção familiar, porém compreende-se também a abrangência que está presente no primeiro verso, especificamente a segunda parte, que transmite a seguinte descrição “minha língua é a pena de um escritor preparado” resumidamente entende-se que as palavras que são ditas são fundamentais para a edificação dos que as escutam.

Palavras do noivo e da noiva

Primeiramente entende-se que as palavras em um relacionamento proporcionam a edificação ou a destruição em um lar. Palavras ditas que ferem são esquecidas por parte daquele que as lançou, enquanto que as palavras ouvidas pela vítima jamais serão esquecidas. Portanto, todo relacionamento deverá está mantido mediante as palavras que proporcionam benefícios ao lar e não as que provocam separação para com as famílias.

1- Aspectos do noivo. Possui um caráter exemplar (v.2) “[...] a graça é derramada para dentro de teus lábios”. É descrito com postura majestosa (v.3) “[...] ó mais poderoso, com a tua glória e a tua majestade”. Virtudes são visíveis (v.4) “E na tua majestade cavalga prosperamente por causa da verdade, mansidão e justiça”. A alegria tem em Deus a origem “[...] te ungiu com o óleo da alegria sobre teus companheiros” (v.7).

2- Aspectos da noiva. Rompimento com o passado “[...] esquece também teu próprio povo e a casa do teu pai” (v.10). Possui a beleza como reconhecimento direto do noivo “Então o rei desejará grandemente a tua beleza” (v.11). E como esposa será recompensada “Ao invés dos teus pais, estarão teus filhos, dos quais tu podes fazer príncipes em toda a terra” (v.16). “[...] Inteligente é a esposa que escolhe não só um bom marido, mas também um bom pai. Da mesma forma, o marido não escolhe apenas a mulher amada, mas também uma boa mãe para os seus filhos” (Wood, 2006, p. 187).

Minha língua é pena de um escritor preparado: palavras que edificam

Nos dias atuais há nos púlpitos e até mesmo em ambientes gerais, palavras que são direcionadas aos demais presentes que não proporcionam edificações, porém na contra mão tais verbos produzem efeitos negativos, levando pessoas a se sentirem tristes e até mesmo desanimadas a desenvolverem ações em prol do Reino, por meio da presente prisma entende-se que as “más conversações corrompem os bons costumes” (1 Co 15.33) e que o Espírito Santo usa pessoas com autoridade para que pessoas edificadas sejam perceptíveis.

1- As más conversações corrompem os bons costumes (1 Co 15.33). A ressurreição é uma realidade doutrinária, porém ensinos acompanhados de heresias podem proporcionar desvios. Da mesma forma no dia a dia dos cristãos, as palavras expressadas sem serem conduzidas pelo o Espírito Santo podem produzir efeitos não edificantes.

2- O Espírito Santo quando usa. O Espírito Santo governa a Igreja por meio dos dons e há dois dons que denotam a ação da terceira pessoa da trindade em governar a Igreja.

2.1- Palavra da sabedoria. O dom da palavra da sabedoria corresponde “a uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias extremas e difíceis”. Para Bergstén o dom de sabedoria é uma força para a evangelização, a defesa do Evangelho e para o trabalho da igreja (2019, p. 110, 111). No contexto bíblico três personagens do Velho Testamento são considerados os mais sábios homens que já existiram na terra. E estes homens foram José, Salomão e Daniel.

2.2- Palavra da ciência. O dom da Palavra da Ciência corresponde com o resultado da iluminação do Espírito Santo proporcionando ao cristão o conhecimento a respeito das profundezas da Escritura Sagrada e também o conhecimento de fatos e circunstâncias atuais que estão ocultos. A finalidade deste dom é outorgar escape à igreja do Senhor, e não tornar do detentor do dom, um status pessoal para culto.

Por fim, a Igreja deverá seguir as instruções do Senhor Jesus, logo toda a palavra ministrada pelos os oficiais de Deus, seja no ambiente familiar ou em público, deverão ser descrições que busquem a edificação daqueles que estão ouvindo as palavras.

Referência

BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.


WOOD, George O. Um Salmo em seu coração. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

sexta-feira, 12 de abril de 2024

A REALIDADE DO DEUS DA BÍBLIA

Subsídio – Lições Bíblicas Jovens – A REALIDADE DO DEUS DA BÍBLIA

Conforme o Resumo da Lição:

A Bíblia Sagrada mostra a existência de Deus para o homem moderno.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    A Bíblia revela a pessoa de Deus.

Ø    O homem recebe instruções a respeito de Deus por meio da Bíblia Sagrada.

A presente lição tem como objetivos:

Compreender a existência de Deus;

Conhecer algumas ideias a respeito de Deus;

E, Conscientizar de que Deus é amor e justiça.

I – DEUS E SUA EXISTENCIA

Deus existe e há três descrições da natureza que são essenciais e fundamentais para descreverem a existência de Deus, são elas: a ordem em que há no processo da vida, assim como no existir de todas as coisas; a existência da vida em si descreve a existência de um ser superior, ou seja, Deus; e, os provimentos da própria natureza que a mantêm revela a existência de Deus.

Um dos nomes que identifica a pessoa de Deus é o tetragram YHWH que tem como transliteração Yahweh, ou seja, Javé. O nome Javé é o nome especial de Deus. Significado mais próximo seria “aquele que trouxe a existência o que existe”.

Por meio da criação Deus se revelou a todos os homens de forma geral. Já por intermédio do Senhor Jesus mediante a graça, a revelação divina para com os homens torna-se específica.

II – IDEIAS ACERCA DA PESSOA DE DEUS

O ateísmo não acredita na existência de Deus. Já os panteístas acreditam na existência do Senhor, porém entendem esses que Deus é tudo e tudo é Deus. Enquanto que os da corrente do deísmo acreditam na existência de Deus, porém percebem esses que Deus se limita no criar, pois não se envolve na criação.

[...] O teísmo rejeita o panteísmo por este tentar unir a criatura com o Criador, fazendo dos dois, um. Rejeita também o deísmo, pois Deus é presente na história da humanidade e intervém nela, e rejeita o ateísmo, pois entende que Deus existe e sua existência pode ser comprovada de diversas formas (Coelho, 2024, p. 29).

Em suma, Deus é amor (1 Jo 4.8). O amor como atributo expressa a natureza de Deus. Cinco são os aspectos do atributo do amor de Deus: complacência, compaixão, afeição, benevolência e misericórdia.

O aspecto do amor da complacência ensina que Deus concorda com a oração dos fiéis e usa de benevolência para com os teus (Mt 17.5).

O amor da compaixão ensina que a ação de Deus está associada com a aflição dos que por Ele são amados (Êx 3.9).

O amor da afeição ensina sobre o aspecto da relação íntima entre Deus e o seu povo (Jo 17.23).

Já o aspecto da benevolência se define na ação divina em outorgar e usar de bondade (Lc 6.35).

Por fim, o quinto aspecto do amor divino é a misericórdia. Do substantivo hesed (transliteração do hebraico), corresponde com a benignidade, o amor firme, a graça, e com a palavra misericórdia, fidelidade, bondade e devoção. Já o substantivo – eleos – presume necessidade por parte de quem a recebe, e recursos adequados para satisfazer a necessidade daquele que a mostra. Deus age com misericórdia. As misericórdias do Senhor proporcionam ao cristão a possibilidade de sonhar e de lutar para que o melhor de Deus se concretize.

Referência:

COELHO, Alexandre. O padrão Bíblico para a vida cristã: caminhos segundo os ensinos das Sagradas Escrituras. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

terça-feira, 9 de abril de 2024

A ESCOLHA ENTRE A PORTA ESTREITA E A PORTA LARGA

Subsídio – EBD – A ESCOLHA ENTRE A PORTA ESTREITA E A PORTA LARGA

Conforme a Verdade Prática:

A porta estreita não é uma opção, mas a única alternativa disponível para o crente entrar no Céu.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    A porta estreita não é uma opção.

Ø    A porta estreita é a única alternativa disponível.

Ø    A porta estreita é a alternativa para o crente entrar no Céu.

A presente lição tem como objetivos:

Explicar a analogia da porta estreita e do caminho apertado do ponto de vista bíblico e teológico;

Destacar que a decisão pela porta estreita requer uma vida de renúncia e disposição para enfrentar os desafios da caminhada cristã;

E, Apontar que a entrada pelo caminho estreito está baseado no arrependimento, confissão de pecados e novo estilo de vida.

I – PORTAS E CAMINHOS

Conforme a explanação de Gomes (2024) compreende que porta apertada e caminho estreito apresentam a necessidade direta do ser humano em se esforçar para conquistar a vida eterna, pois é necessário bater de frente com as inclinações naturais (2024, p. 31).

Não é possível passar pela porta com a bagagem do pecado, assim como também não é possível passar com as atitudes carnais. E o requisito básico está na necessidade do nascer de novo para poder usufruir o que só se tornará possível mediante a passagem pela porta estreita.

As virtudes essências na vida dos que passam pelo o caminho apertado são a perseverança, verdade, santidade, disciplina e dedicação (Gomes, 2024, p. 32).

Perserverança corresponde em ir até o fim. Verdade correlaciona em andar no que é mediada pela justiça divina. Santidade trata-se do buscar ser imitador de Cristo. Disciplina no andar em conformidade com o Senhor, ou seja, ser justo, reto e conhecer o Senhor.

II – POR QUE ENTRAR NA PORTA ESTREITA É DFÍCIL

Há uma porta larga e um caminho espaçoso que conduz à perdição. Mas, há o caminho apertado e uma porta estreita que conduz à vida. Sendo que a maioria das pessoas neste mundo tem as mesmas atitudes dos escribas e fariseus. Elas simplesmente acreditam na salvação pelas boas obras, Jesus faz uma interpretação muito diferente da Lei, a regra de vida daqueles que o seguiram. Ele a coloca ao nível do coração e, ao fazer isso, exclui muitos de Seu Reino (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 103).

A porta estreita indica que dá para passar apenas uma pessoa, verdade que para Gomes (2022) teologicamente corresponde com a impossibilidade de passar por ela quem tenha muita bagagem que corresponda com a justiça pessoal, o egoísmo, a avareza e até mesmo com o rancor.

Os dois caminhos indicam que há uma direção a ser seguida. O caminho espaçoso corresponde com a direção que finaliza na perdição. Já o caminho apertado corresponde com a direção que finaliza com a consumação conforme a vontade divina, em que o cristão estará eternamente com o Senhor.

Em suma, a caminhada do cristão se resume em escolhas. [...] Caso escolhamos viver um cristianismo que permite tudo, nosso destino estará comprometido, porém se optarmos em viver uma vida santa, entrando pela porta estreita e trilhando o caminho apertado, nosso futuro será maravilhoso (Gomes, 2022, p. 143).

III –      ENTRANDO PELA PORTA E PELO O CAMINHO DO CÉU

Para palmilhar no caminho estreito e passar pela porta apertada são necessárias algumas atitudes, são elas: arrependimento, confissão dos pecados e produzir frutos de arrependimento.

Sobre o arrependimento é necessário entender que se trata do reconhecimento do indivíduo que o mesmo cometeu falhas, abandonou as práticas da velha natureza e que atualmente anda em novidade de vida, sem praticar o que fazia anteriormente. Para Antônio Gilberto o arrependimento está diretamente interligado com a convicção do pecado, contrição do pecado, confissão do pecado, abandono do pecado e com a conversão do pecado (apud Gomes, 2024, p. 38).

Sobre o confessar o pecado em Provérbios compreende-se que proporciona ao indivíduo o alcance da misericórdia, enquanto que o esconder é fazer com que a mão de Deus não se estenda para abençoar.

Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia (Pv 28.13).

Os frutos do arrependimento se resumem na palavra serviço, pois todos os que são nascidos de novo tem o seu prazer em servir ao Senhor.

Referência

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

GOMES, Osiel. A carreira que nos está proposta. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronald B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

sexta-feira, 5 de abril de 2024

O INÍCIO DA CAMINHADA

 

Subsídio – EBD – O INÍCIO DA CAMINHADA

Conforme a Verdade Prática:

O Novo Nascimento marca o início da jornada do crente em Jesus Cristo.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    O novo nascimento corresponde com o início de uma nova etapa da vida do cristão.

Ø    O início da jornada cristã se dá com o novo nascimento.

A presente lição tem como objetivos:

Explicar o sentido da caminhada com Cristo;

Ensinar a respeito da doutrina do Novo Nascimento;

E, Enfatizar a importância do Novo Testamento para a formação de quem inicia a caminhada cristã.

I – A CAMINHADA COM CRISTO

Sobre a vida humana pode-se afirmar que há uma vida natural e uma vida totalmente espiritual. Na concepção natural compreendem-se todos os momentos em que o ser humano passa por fases e mudanças físicas, que de certa forma altera totalmente os atos sociais. Trajetória que abrange da infância a terceira idade. Corresponde aos ciclos da vida: nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer.

No que tange a vida com Cristo, a espiritual, entende-se que há uma relação direta com o novo nascimento, assim como se concretiza com o viver na eternidade com o Senhor. Duas descrições que categoricamente explicam a vida com Cristo são: o andar em Espírito e o viver no Espírito, descrições bem explicadas por Paulo quando escreveu a Carta Aos Romanos.

Para Paulo andar segundo o Espírito é primeiramente estar livre da lei do pecado e da morte (v.2). A lei do pecado condena e tem como resultado final a morte. Logo, o andar no Espírito indica que o crente em Cristo está livre da condenação proveniente do pecado.

O andar em Espírito é também contemplar a condenação do pecado na carne (v.3). Obra desenvolvida por Jesus na cruz vencendo o pecado.

E por terceiro para Paulo o andar no Espírito é inclinar para as coisas espirituais (vv. 5,6), que tem como garantia a vida e a paz.

A paz é o fim do conflito intenso descrito no capítulo 7, bem como a harmonia e a tranquilidade que existem no interior do cristão; isto é, o resultado do ato de se render a Deus (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 382).

Portanto, o andar na carne tem como resultado a morte, ao contrário o andar no Espírito, tem como resultado a vida e não apenas a vida, mas uma vida com paz.

O viver no Espírito corresponde na transformação do crente, na ação do Espírito em habitar e guiar o crente (vv. 9,14), na aceitação do cristão como filho de Deus (v.14) e, por fim, no outorgar ao cristão o direito de ser co-herdeiro de Cristo (v.17).

O cristão é habitação do Espírito Santo, não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (1Co 3.16). O termo, não sabeis, introduz uma afirmação incontestável.

Além de habitar, o Espírito Santo também guia o crente, porque todos os que são guiados pelo Espírito Santo de Deus, esses são filhos de Deus (Rm 8.14).

Sermos guiados pelo Espírito Santo de Deus é o mesmo que caminhar em conformidade com o Espírito Santo. Caminhar implica a participação ativa e o esforço do cristão. Ser conduzido sublinha o lado passivo, a dependência submissa de cada cristão ao Espírito (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 383).

Viver no Espírito é também ser filho de Deus, pois recebestes o espírito de adoção (v.15). Richards associa a este versículo a seguinte explicação:

A carne considera a Torá como obrigação e tem medo, pois o homem sincero sabe que não conseguirá cumpri-la. O espírito considera a Torá como uma promessa e exclama Abba (papai!), exatamente como um filho cujo pai, ao retornar de uma viagem, lhe trouxe um presente muito especial (2008, p. 306).

Por último, Paulo fala sobre o direito da herança. Todos os filhos de Deus têm uma herança baseada na sua relação com Deus, herança de natureza incorruptível, imaculada, reservada no céu (1 Pe 1.4). A herança dos filhos de Deus inclui uma expectativa de vida eterna (Tt 3.4-7). Como herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, os filhos de Deus compartilham, agora, dos sofrimentos de Jesus (Fl 3.10) e, no futuro, compartilharão também da Sua glória Fl 3.11-14 (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 384).

II – O NOVO NASCIMENTO

O novo nascimento corresponde a nascer para uma vida espiritual que agrade ao Senhor.

O novo nascimento corresponde com o fechar de uma porta, para o pecado, e o abrir de uma nova porta, isto é, para viver com o Senhor Jesus.

O novo nascimento não corresponde a reviver fisicamente em um novo corpo ou em nova vida.

O nascimento espiritual só é possível mediante a regeneração, a santificação, o por meio do qual o homem poderá começar sua caminhada, segundo o querer de Deus, para ajustar-se ao padrão de Cristo Jesus e, escatologicamente, ter como desfecho a restauração de sua imagem e semelhança conforme Cristo (Gomes, 2024, p. 12).

O novo nascimento corresponde com o ato direto do homem se encontrar com o Senhor e passar a viver conforme aos padrões do Senhor Jesus.

III –      O NOVO TESTAMENTO E A CAMINHADA DE FÉ DO CRISTÃO

O Novo Testamento é de suma importância para o cristão; e, é composto por vinte e sete (27) livros dos sessenta e seis (66) que compõe os escritos Sagrados.

Há uma frase que expõe com clareza o versículo escrito pelo apóstolo Pedro (1 Pe 3.15). A frase é; “creio na Bíblia para ser salvo, leio a Bíblia para ser sábio e pratico a Bíblia para ser santo”. Santificação, sabedoria e salvação estão presentes nas palavras do apóstolo.

As motivações a leitura do Novo Testamento são: a narrativa sobre a vida de Jesus, a histórica da igreja, ensinamentos a respeito dos eventos futuros como o arrebatamento da igreja e lições práticas para uma vida abençoada.

Para entender o Novo Testamento é necessário conhecer os livros que o compõe, conhecer os escritores dos livros e por fim entender a sua mensagem.

2- Livros e Mensagens do Novo Testamento. O Novo Testamento possui vinte e sete (27) livros; duzentos e sessenta (260) capítulos; e, sete mil, novecentos e cinquenta e nove versículos (7.959).

O Novo Testamento é dividido em quatro classes: biográficos, histórico, epístolas e profético.

Referência

GOMES, Osiel. A carreira que nos está proposta. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronald B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

quarta-feira, 27 de março de 2024

Subsídio – EBD – O PODER DE DEUS NA MISSÃO DA IGREJA

O PODER DE DEUS NA MISSÃO DA IGREJA

Conforme a Verdade Prática:

O Espírito Santo é a força-motriz que movimenta a Igreja. Sem o poder do Espírito, A Igreja é incapaz de cumprir sua missão.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    O Espírito Santo outorga força aos cristãos para continuarem a caminhada.

Ø    O Espírito Santo outorga poder para com a igreja realizar a missão.

O Espírito Santo outorga dons para com os membros da igreja de Cristo para que a missão de cada membro seja concretizada. A palavra-chave para a presente lição é revestimento. O cristão possui como necessidade ser revestido. O Espírito Santo outorga poder aos cristãos por meio do revestimento.

A presente lição tem como objetivos:

Refletir acerca da doutrina bíblica do Espírito Santo;

Analisar as diferentes perspectivas da capacitação do Espírito Santo a sua Igreja;

E, Pensar no Espírito Santo como o principal impulsionador da obra missionária.

I – DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO SEGUNDO O EVANGELISTA LUCAS

Tendo como base os escritos do evangelista Lucas percebe-se que a doutrina do Espírito Santo corresponde com:

Uma promessa de revestimento, por receber poder do alto (Lc 24.49).

O Espírito Santo atuou no ministério do Senhor Jesus: capacitando-o (Lc 4.18,19), e no exercício do ministério terreno (Lc 5.17).

Na confirmação do dia de pentecoste como promessa proferida pelo profeta Joel (At 2).

No impulsionar e usar a igreja primitiva a desenvolver a missão proclamadora do Evangelho conforme narra todo o livro de Atos dos Apóstolos, em especial: curar, salvar e com autoridade usar homens.

É válido afirmar que a promessa é para os dias atuais, assim como citou o apóstolo Pedro: Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar (At 2.39).

A promessa corresponde com a vós – homens presentes.

A promessa corresponde a vossos filhos – a nova geração.

A promessa corresponde com a todos os que estão longe – gerações futuras.

A promessa corresponde com a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar – a todos os cristãos que em Cristo receberão a salvação.

II – O ESPÍRITO SANTO CAPACITANDO AS TESTEMUNHAS

O Espírito Santo outorga sabedoria para pessoas simples desenvolvam para a glória de Deus a obra do Senhor. Assim foi o que ocorreu com os primeiros apóstolos. O Espírito Santo outorgou habilidades por meio dos dons para que o pequeno e desconhecido pela sociedade judaica ministrassem as grandes obras do Senhor.

Logo, por meio dos dons Deus outorga dinamismo à igreja para que a obra seja realizada com afinco.

O Espírito Santo capacita a igreja, essa afirmativa corrobora em descrever que o Espírito Santo governa a igreja por meio da Bíblia e por meio de líderes. Por intermédio do autêntico ensino da Bíblia os membros da igreja são conduzidos a realizarem a obra do Senhor conforme o plano e propósito de Deus.

O Espírito Santo inspira mensagens e ensinos para que o corpo de Cristo seja edificado e fortalecido na fé para continuar palmilhando diante do Senhor, pois testemunhas e igrejas são edificadas no Senhor.

III –      O ESPÍRITO SANTO COMO FONTE GERADORA DE MISSÕES

A igreja em Antioquia teve a missão em enviar Barnabé e a Paulo para a obra missionária. Ambos saíram proferindo a respeito do Senhor, tanto a judeus como a gentios, fato é que Deus salvou e proporcionou libertação a inúmeras pessoas. Notável também é que os gentios foram mais acessíveis para com o recebimento da Palavra.

 

A acessibilidade para com os gentios se devia de fato ao desapego desses  para com a religiosidade judaica.

Por fim, algo marcante é que os doutores serviam a Deus mediante a igreja de Antioquia, logo, compreendiam os doutores a necessidade de retornarem para com a igreja que os enviaram para prestarem conta. O modelo de missionários independentes, que respondem somente ao Senhor, não é bíblico. Nem o apóstolo Paulo deixava de relatar o que estava fazendo à sua igreja de origem (14.27,28) - (Gaby, 2023, p. 132).

Por fim, a igreja em Antioquia nos ensina a pregar o evangelho, a fazer missões e a entender que a igreja que envia é a que responsável pelo o cuidado do missionário, assim como a essa igreja caberá os enviados a prestação de contas.

Referência

GABY, Wagner Tadeu dos Santos. Até os confins da terra: pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

quinta-feira, 21 de março de 2024

O PAPEL DA PREGAÇÃO NO CULTO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O PAPEL DA PREGAÇÃO NO CULTO

Conforme a Verdade Prática:

Pregar a Palavra de Deus é a sublime missão da Igreja. É por intermédio do ministério do ministério da Palavra que vidas são salvas, transformadas e edificadas.

A palavra-chave para a presente lição é pregação. Pregação pode ser definida como o testemunho cristão a respeito da Pessoa de Deus mediante o que está escrito na Bíblia Sagrada. Porém, pregação não poderá ser vista como entretenimento, assim como não poderá perder a sacralidade.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar o Ministério da Palavra e seu propósito;

Enfatizar a importância do Ministério da Palavra;

E, Explicar a fundamentação do Ministério da Palavra.

I – O MINISTÉRIO DA PALAVRA E SEU PROPÓSITO

A Palavra é de Deus, logo, por meio da Palavra o pregador deverá anunciar a Jesus Cristo à humanidade. Assim compreende-se que a pregação da Palavra tem como propósito inicial revelar a Pessoa de Deus para aqueles que o desconhece.

Deus é amor, logo por meio da pregação da Palavra os homens conhecerão o grande amor de Deus para com os perdidos (Jo 3.16).

Deus é santo, logo, por meio da pregação da Palavra as pessoas conhecerão a santidade do Senhor.

Portanto, a pregação da Palavra outorga aos homens o pleno conhecimento de Deus, por isso, o propósito da pregação é revelara a Deus.

O alvo da pregação é revelar Deus aos homens; é levar a igreja a glorifica-lo. Se a pregação não faz com que os homens conheçam Deus e a igreja o adore, então, ela perdeu o seu propósito. Pode ser chamada de qualquer outra coisa, menos pregação (Gonçalves, 2024, p. 133).

Porém, a pregação da Palavra também como propósito conduzir os crentes a glorificarem a Deus. Por meio da pregação da Palavra os crentes são conduzidos a praticarem o verdadeiro louvor em Espírito e em verdade (Jo 4.24).

II – O MIISTÉRIO DA PALAVRA E SUA IMPORTÂNCIA

No que tange a importância da pregação da Palavra percebe-se dois pontos essenciais: primeiro a importância da pregação da Palavra os ímpios, e segundo a importância da pregação da Palavra para os cristãos salvos em Cristo.

Aos não salvos a pregação da Palavra torna-se importante, pois:

A pregação da Palavra é poderosa ferramenta para Deus salvar os perdidos.

A pregação da Palavra é o instrumento usado por Deus para que Cristo seja revelado.

A pregação da Palavra é instrumento de Deus para gerar novos convertidos.

A pregação do Evangelho e anúncio das Boas Novas de Deus para com a humanidade, log é indispensável que o crente pregue a Palavra para aqueles que estão em trevas.

Já no corresponde à importância da pregação da Palavra para com os salvos é necessário entender que a pregação autêntica tem em sua essência o pilar do ensino, logo em quanto se prega também se ensina e quando se ensina por meio da pregação da Palavra, cristãos são renovados e restaurados pelo Espírito Santo.

III – O MINISTÉRIO DA PALAVRA E SUA FUNDAMENTAÇÃO

Há um fundamento prático e um fundamento teórico o ministério da pregação da Palavra. O fundamento prático permite compreender que a pregação do Evangelho deverá ser cristocêntrica, isto é, ter o Senhor Jesus como centro. No início da minha caminhada cristã em uma das revistas da EBD aprendi que a mensagem pregada que não cita a morte e ressurreição do Senhor Jesus não poderá ser considerada de pregação cristã. Portanto, a pregação do Evangelho tem que ser cristocêntrico.

Enquanto que a fundamentação teórica, em que obra está fundamentada entende-se que a pregação do Evangelho deverá está fundamentada na Bíblia Sagrada, ou seja, a pregação deverá ser bíblica.

Referências:

GONÇALVES, José. O corpo de Cristo: origem, natureza e vocação da Igreja no mundo. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

sexta-feira, 15 de março de 2024

O CULTO DA IGREJA CRISTÃ

Subsídio – EBD – O CULTO DA IGREJA CRISTÃ

Conforme a Verdade Prática:

O culto é uma sublime forma de nos expressarmos em adoração, louvor, gratidão e total rendição a Deus.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    Culto é uma forma de expressão espiritual.

Ø    Culto é uma expressão de louvor.

Ø    Louvor que exprime por meio da gratidão.

Culto corresponde com a expressão exata do louvor em agradecimento a Deus por todos os benefícios recebidos. Logo, a centralidade do culto cristão deverá ser o Senhor Jesus, pois, Cristo é digno de todo louvor e adoração.

A presente lição tem como objetivos:

Identificar a natureza do culto a Deus, sua forma e conteúdo;

Compreender o genuíno propósito do culto cristocêntrico;

E, Enfatizar a primazia das Escrituras e a importância da adoração entusiástica na liturgia pentecostal.

I – A NATUREZA DO CULTO

Os três Ss do culto são: serviço, solene e santo.

Serviço indica que o culto é uma expressão de atividade exercida para Deus. Serviço é uma atividade ministrada, assim como é uma atividade desenvolvida. Ministrada a alguém e desenvolvida para alguém. Por meio do culto como serviço o cristão ministra aos demais, porém a essência do serviço está em executá-lo para Deus. Serviço em que cada participante demonstra sua habilidade, da melhor maneira para o louvor ao Senhor.

O culto é solene no que tange ao formato, é uma prestação de respeito e de forma majestosa. Assim sendo o culto deverá ser apresentado e desenvolvido da melhor maneira para a glória do Senhor.

Por fim, o culto é santo. Santidade no que tange a aquém o culto é oferecido e a que esfera o culto representa. É adoração ao Senhor, logo o culto é santo. Não corresponde com atividade profana, fator que o distingue pela santidade. Santo indica também que o culto é consagrado e que diretamente é oferecido ao Senhor.

II – O PROPÓSITO DO CULTO

O propósito do culto é duplo, glorificar ao Senhor e edificar a igreja.

O propósito do culto deve ser sempre glorificar a Deus. Isso acontece quando o culto promove a verdadeira adoração. Se Deus não é adorado e glorificado no culto ou na nossa forma e modo de cultuar, então, não existe culto de verdade. O culto, portanto, pode se desvirtuar, perder o seu propósito e deixar de ser um culto. Pode ser chamado de qualquer outra coisa, menos de culto. Quando isso acontece, nem Deus é glorificado, nem a igreja é edificada (Gonçalves, 2024, p. 121).

Culto que tem como propósito adorar ao Senhor permite que os presentes sejam edificados por meio da autêntica adoração. A liturgia é voltada para glorificar ao Senhor o que não permite que ocorra o centralismo humano, da mesma forma em que a adoração autêntica se volta para ter Deus como centro, fator que permite que as pessoas sejam edificadas.

III –      A LITURGIA DO CULTO

Liturgia é a demonstração direta de que no culto ocorre ordem. A ação litúrgica presente no culto apresenta os seguintes ingredientes, que são: oração, leitura e exposição da Bíblia, e, cânticos.

A realização do culto que contém liturgia não identifica que o culto é frio ou que Deus não opera na realização do mesmo. De fato o que torna uma igreja fria é a não existência da liturgia, o que demonstrará que a presente igreja é desorganizada.

[...] a liturgia não esfria o culto, o que esfria o culto é a falta dela. É o culto não possuir ordem ou regulamentação alguma. É a invencionice tomar o lugar da Palavra de Deus e da oração (Gonçalves, 2024, p. 128).

Entretanto, dois ingredientes que demonstram ordem na realização do culto são a oração e o respeito à ministração da Palavra.

Que Deus permita que a igreja do século XXI viva o verdadeiro avivamento.

Referência

GONÇALVES, Josué. O Corpo de Cristo: origem, natureza e vocação da Igreja no mundo. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.