Deus é Fiel

Deus é Fiel

quinta-feira, 9 de maio de 2024

AS NOSSAS ARMAS ESPIRITUAIS

 Subsídio – EBD – AS NOSSAS ARMAS ESPIRITUAIS

Conforme a Verdade Prática:

Diante da batalha espiritual, temos poderosas armas espirituais a nossa disposição: a Palavra de Deus, a Oração e o Jejum.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    Há uma batalha espiritual;

Ø    O cristão tem a sua disposição armas espirituais;

Ø    As armas espirituais são poderosas para destruir toda astúcia cilada do Diabo.

A presente lição tem como objetivos:

Enfatizar o sentido que as armas do crente recebem nas Escrituras;

Esclarecer a respeito das três principais armas espirituais do crente;

E, Mostrar Jesus Cristo como o nosso maior modelo de quem usou as armas espirituais.

I – AS ARMAS DO CRENTE

O cristão por pelejar espiritualmente possui armas espirituais, pois a luta do crente não corresponde com a guerra material, humanizada, mas trata-se de uma luta contra as hostes nos lugares celestiais. Logo, por possuir armas espirituais compreende-se biblicamente que o cristão usa as seguintes armas: as de defesa e as de ataque. Sendo as três armas utilizadas pelo o cristão para atacar e defender: a Palavra de Deus, a Oração e o Jejum. Armas que proporciona ao cristão o fortalecimento espiritual, a confiabilidade e a segurança em Deus.

O apóstolo Paulo escreveu as cartas de Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom quando a prisão era uma realidade em sua vida. Logo, a convivência com os soldados romanos permitiu a Paulo comparar a armadura espiritual com a romana, outorgando significados Bíblicos para plena compreensão da vestimenta daqueles que abandonaram o pecado e agora pelejam contra as astúcias ciladas do inimigo.

A couraça da justiça corresponde com a prática da justiça desenvolvida em uma vida justa. Proporcionando abrigo contra as feridas morais e espirituais. Pois, a couraça ou peitoral protegia os órgãos vitais do tórax e da parte superior do abdômen. O que para o soldado era uma proteção extremamente importante, assim é a justiça ou retidão para o crente (CHAMPLIN, 2014, p. 281).

Pés equipados com o evangelho da paz: o evangelho proporciona paz, pés equipados com o evangelho da paz, indica a propagação da mensagem pacífica que proporciona salvação em Cristo Jesus.

[...] Os pés são nosso órgão de locomoção e viagem, aquele órgão que leva o mensageiro aos lugares onde ele deve anunciar a mensagem do estabelecimento da paz com Deus, o Pai celeste, bem como do estabelecimento da concórdia com os homens (CHAMPLIN, 2014, p. 281).

Escudo da fé: corresponde à fidelidade a Deus e a esperança em Deus. Parte da armadura que corresponde a defesa. A fé é um escudo que defende os cristãos das astúcias ciladas do diabo. [...] representa não somente aquilo em que cremos, mas nossa ativa confiança em Cristo, dia-a-dia, mediante a qual nos fortalecemos e cumprimos nossa missão. Essa fé ajuda-nos a afastar os ataques do inimigo, que querem destruir nossa fé e nossa expressão espiritual (CHAMPLIN, 2014, p.284).

Capacete da salvação: isto é, a nova vida em Jesus possibilita uma nova identidade.

Espada do Espírito: parte da armadura que corresponde com a Palavra de Deus. Por fim, a Palavra é vivificada pelo Espírito, tornando-se assim uma força impulsionadora para o bem (CHAMPLIN, 2014, p. 284).

II – AS TRÊS ARMAS ESPIRITUAIS DO CRISTÃO

A Palavra de Deus tem poder para transformar, curar, libertar, prosperar e revelar o grande plano divino para com a humanidade. Por meio da Palavra de Deus vidas são transformadas e suas atitudes corroboradas pela natureza pecaminosa são totalmente transformadas pelo o Senhor. Assim sendo, vidas são libertadas da escravidão do pecado, assim como do entrelaço de Satanás.

 Scofield (apud SILVA, 1999, p. 47,48) apresenta cinco palavras que sintetizam a Bíblia tendo Jesus como referência, são elas: preparação (toda a mensagem do Antigo Testamento), manifestação (narrativa dos quatro evangelistas), propagação (a mensagem presente em Atos dos Apóstolos), explanação (ensinos presentes nas Epístolas), e consumação (a narração de todo o Apocalipse).

Dentre as finalidades da oração pode ser citado:

Proporciona melhor relacionamento com Deus.

Outorga segurança em meio aos desafios.

Possibilita melhor visão diante das questões espirituais e até matérias.

Vivifica a esperança em meio a qualquer situação da vida.

Tedesco acrescenta:

Por intermédio da oração, preparamo-nos, de forma progressiva e vigorosa, para as grandes experiências espirituais em nossa trajetória de vida (2020, p. 9).

No que tange ao motivo que leva o cristão à oração deve-se compreender que não poderá ser a necessidade de receber algo, mas o fato da oração outorgar intimidade com Deus. De fato são inúmeras as questões que conduz o crente a oração, porém o maior motivo que deverá levar este a prática diária da oração é o privilégio de manter o diálogo com o Senhor.

O jejum poderá ser parcial quando compreende apenas a abstinência de determinados alimentos. Também poderá ser total quando o individuo abstém de todo tipo de alimento com exceção de água. E por fim um terceiro tipo de jejum é o absoluto quando a abstinência compreende a todo tipo de alimento e também com a ausência do consumo de água.

Jesus reprovou a atitude dos fariseus que tinham como objetivo a aprovação e admiração dos homens. Nos ensinos de Cristo o jejum é fruto da alegria (Mt 6.16), o jejum requer dedicação, pois é feito para glória de Deus (Mt 6.17) e não é ato de penitência (Mt 6.18).

III – JESUS CRISTO: O NOSSO MAIOR MODELO

O A primeira tentativa de satanás em levar Jesus a pecar foi por meio da necessidade física, pois havia 40 dias de consagração, logo o mestre estaria com fome.

As necessidades físicas são sempre utilizadas pelo inimigo para levar pessoas a se corromperem, como por exemplo: há políticos corruptos, porque a pobreza corrompe. Ou seja, políticos que comprovam votos por intermédio de cestas básicas.

Portanto, o inimigo em suas ciladas desperta a ganância no íntimo do ser humano para que este venha a desejar a posse de bem matérias ao ponto de passar por cima de tudo e de todos.

Por segundo, satanás tenta a Jesus no que corresponde ao possuir poder. A busca do poder passou a ser notório nas repartições públicas e até nas repartições religiosas em que pessoas fazem de tudo para possuírem o lugar do outro.

A terceira ação do inimigo foi em tentar Jesus a ser notado pelos anjos. Quantos são tentados a serem notados? Quantos são ativos em suas ações para serem notados? Tudo que o cristão desenvolve na obra de Deus deverá ser para honra e glória de Deus.

Para concluir, percebe-se que satanás utilizou a Palavra de Deus para tentar a Jesus, logo a mera utilização da Bíblia nem sempre indica a vontade de Deus.

Referência

CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 12 ed. São Paulo: Hagnos, 2014, v.1.

SILVA, Antônio Gilberto da. Manual da Escola Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

TEDESCO, Marcos. Ensina-nos a orar: exemplos de pessoas e orações que marcaram as escrituras. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

sexta-feira, 3 de maio de 2024

OS INIMIGOS DO CRISTÃO

Subsídio – EBD – OS INIMIGOS DO CRISTÃO

Conforme a Verdade Prática:

Na jornada da fé há inimigos que tentam nos atrapalhar: o Diabo, a Carne e o Mundo; mas em Cristo somos mais que vendedores.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    O cristão em sua caminhada encontrará inimigos para atrapalhá-lo;

Ø    Os inimigos do cristão se sintetizam no Diabo, na Carne e no Mundo.

A presente lição tem como objetivos:

Identificar o primeiro inimigo do cristão: o Diabo;

Explicar o conceito bíblico da palavra carne;

E, Apresentar o termo mundo, enfatizando os três níveis de vícios infames de acordo com a lição.

I – O PRIMEIRO INIMIGO DO CRISTÃO: O DIABO

Sobre a origem de Satanás compreende-se que ele foi criado como anjo de Deus, de exalada posição e ordem, possuidor de grande beleza e resplendor pessoais, dotado de poder e sabedoria superiores, até que a iniquidade foi achada nele, quando procurou tomar a posição e as prerrogativas pertencentes a Deus (Bancroft, 2006, p. 303).

No que se refere a Satanás possuir personalidade percebe-se que:

Ele fala e possui capacidade argumentativa (Jó 1.9-11).

Ele possui conhecimento, pois ele conhecia a vida de Jó (Jó 1.10).

E além de tudo Satanás é perspicaz (Ef 6.11).

É necessário entender que por ser Satanás um inimigo, compreende que ele ataca e primeiramente o ataque aos cristãos se dar na esfera religiosa, fator determinante para a atuação de Satanás é a apostasia. A apostasia é adultério espiritual, ou seja, é traição a Deus.

Assim comenta Lima:

Apostasia (gr. apostasia) significa desvio, afastamento, abandono. Tem o sentido também de revolta, rebelião, no sentido religioso. Numa definição clara, apostasia quer dizer abandono da fé [...] Apostasia, no original do Novo Testamento, vem do verbo aphistemi, com o sentido de rejeitar uma posição anterior, aderindo a posição diferente e contraditória à primeira fé, repelindo-a em favor de nova crença (2015, p. 23).

II – O SEGUNDO INIMIGO DO CRISTÃO: A CARNE

A carne é o inimigo interno do crente, sendo que Satanás é o inimigo externo e espiritual, enquanto que o mundo é o inimigo que interliga o material e interno (carne) com o espiritual (Satanás). Sendo que o termo carne na maioria dos textos bíblicos se deriva de sarki, isto é, daqueles que estão na carne. Na carne refere à humanidade relacionada com Adão, logo, se refere aos que estão debaixo da condenação, do poder e da presença do pecado.

Entretanto, andar na carne é estar debaixo da lei do pecado e da morte (v.2), é ser condenado pelo pecado, é inclinar para as coisas da carne que tem como resultado a morte (vv.5,6), e por fim, o estar na carne é a impossibilidade em agradar a Deus (v.8).

Portanto, as obras da carne citadas por Paulo correspondem com a real demonstração de que física e espiritual o ser humano encontra-se degenerado.

III – O TERCEIRO INIMIGO DO CRISTÃO: O MUNDO

O terceiro inimigo do cristão em sua jornada rumo ao céu está o mundo. O termo mundo não corresponde com a descrição física, planeta, mas trata-se do sistema que apresenta normas e mecanismo dinâmicos que se contradizem com os planos de Deus.

O mundo torna-se um inimigo que objetiva desviar a atenção do crente daquilo que Deus tem como plano tanto para com o cristão como indivíduo, assim como para com a igreja, como comunidade unida pela fé.

Portanto, os que se tornam amigos do mundo consequentemente se tornarão inimigos de Deus. Por fim, [...] O cristão neste mundo pecaminoso por vezes é tentado, assediado pelo sistema com seus valores, padrões, ensinos e desejos, porém, para vencê-lo, é necessário um viver marcado pela fé, que envolve a convicção das verdades divinas (Gomes, 2024, p. 73).

Referência

BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.

GOMES, Osiel. A carreira que nos está proposta. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

LIMA, Elinaldo Renovato de. O Final de todas as coisas, esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

quinta-feira, 25 de abril de 2024

COMO SE CONDUZIR NA CAMINHADA

Subsídio – EBD – COMO SE CONDUZIR NA CAMINHADA

Conforme a Verdade Prática:

A jornada para Céu deve ser feita com prudência e sabedoria num contexto de oposição a nossa maneira de viver.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    Existe uma jornada do cristão para o Céu.

Ø    Sabedoria e prudência devem ser virtudes essenciais executadas na jornada cristã.

Ø    Sabedoria e prudência outorgam entendimento para vencer a oposição.

A presente lição tem como objetivos:

Apontar o padrão de conduta cristã descrito na Palavra de Deus;

Explicar que a caminhada cristã deve ser conduzida com prudência e sabedoria;

E, Advertir qual deve ser o comportamento do crente aos dias maus.

I – O PADRÃO DE CONDUTA NA CAMINHADA CRISTÃ

Gomes (2024) lista de forma explicativa alguns elementos que descrevem didaticamente o padrão de conduta na caminhada do cristão, os modelos que podem ser citados são os seguintes:

Imitar ao Senhor Jesus como padrão certo.

Atentar para como os ensinamentos do Senhor Jesus que estão contidos na Bíblia Sagrada.

Priorizar o relacionamento com o Senhor Jesus que se torna possível mediante uma vida de oração, leitura da Bíblia e presença constante na Igreja.

Manter comunhão com os irmãos, não apenas dentro do recinto religioso, mas de fato em toda a caminhada cristã.

A Bíblia Sagrada é a bússola que direciona o crente a ter uma vida bem-sucedida em tudo em que a mão passa a ser posta para com as atividades a serem executadas. A leitura da Bíblia, assim como o acreditar e o obedecer se aplica ao cristão em que o mesmo a cada dia torne-se mais santo, uma pessoa mais sábia e de fato uma pessoa salva Cristo Jesus.

Sobre a vida bem-sucedida compreende-se que o maior sucesso do cristão é poder no futuro estar junto com Deus e com os demais salvos do mundo nas mansões celestiais (Jo 3.36). Assim, ainda que haja lutas, problemas, desafios, doenças, perseguições, morte por causa do nome de Jesus (Mt 5.11-12), a vida eterna está garantida. Paulo assegura que tudo que enfrentamos no tempo presente não é para ser comparado com o peso de glória que iremos receber na eternidade (Rm 8.18). (Gomes, 2024, p. 60).

II – FAZENDO A CAMINHADA COM PRUDÊNCIA E SABEDORIA

Conforme o significado a virtude prudência corresponde com a tomada de decisão ponderada, isto é, decisões pensadas. Salomão ratifica que a pessoa prudente pensa antes de agir, ou seja, toda decisão é pensada de forma ponderada (Pv 14.15).

Enquanto que a sabedoria indica o bom senso como ações corretas. No contexto bíblico a sabedoria pode ser entendia como percepção espiritual.

Irá se conduzir perfeitamente bem o crente que tem prudência e sabedoria, pois seguirá na verdade e evitará comportamentos desagradáveis que possam atingir outros. Ainda contribuirá com a sociedade, pois seu viver não é marcado por atos rebeldes, motins, revoltas, mas sim, de paz. É dessa forma que deve ser o andar do cristão (Gomes, 2024, p. 61).

III – VENCENDO OS DIAS MAUS

Para vencer os dias maus o presente tópico apresenta alguns passos necessários a serem observados, primeiro, é necessário remir o tempo, descrição que indica a necessidade de saber administrar o tempo. De certa forma corresponde com saber viver e viver em comunhão com Deus e com os irmãos, pois existem muitos que quando se reúnem, ajuntam para o pior.

Sobre a administração do tempo está alguns pontos essências de como saber desfrutar da melhor maneira o tempo:

Está mais presente com os familiares.

Doar o tempo necessário para escutar os filhos, assim como o consorte.

Dentre outros atos é necessário sair do sedentarismo.

E de fato o que mais deverá preencher o tempo deverá sem em manter uma prática constante do devocional com o Senhor.

Por fim, o crente precisa vencer os dias maus. Os dias maus indicam que são dias trabalhos e que nada de bom o cristão poderá esperar do mundo, mas é necessário identificar que em tudo na pessoa do Senhor Jesus Cristo o crente é mais do que vencedor.

Referência

GOMES, Osiel. A carreira que nos está proposta. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

quinta-feira, 18 de abril de 2024

A REALIDADE BÍBLICA DO PECADO

 

Subsídio – Lições Bíblicas Jovens – A REALIDADE BÍBLICA DO PECADO

Conforme o Resumo da Lição:

O pecado é um mal real que atinge toda a humanidade e que traz consequências eternas.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    O pecado é real.

Ø    O atinge a toda humanidade, isto é, os efeitos do pecado original, assim como os efeitos do pecado atual.

Ø    O pecado traz consequências eternas.

A presente lição tem como objetivos:

Compreender o que é pecado;

Conscientizar das consequências do pecado;

E, Mostrar as consequências para quem comete o pecado de forma deliberada.

I – O QUE É O PECADO

Pecado (gr. Hamartía) tem como significado errar o alvo. Sendo que o pecado é toda transgressão à vontade de Deus. O resultado da hamartía é a morte, isto é, a transgressão traz a separação de Deus.

A hamartiologia resume as ações do pecado em três instancias: penalidade, poder e presença. A penalidade do pecado é real na vida daqueles que não foram justificados em Cristo. O poder do pecado é notável na vida daqueles que não se santificam em Jesus Cristo. E a presença do pecado só perpetuará na vida daqueles que não serão glorificados com o Senhor Jesus Cristo. Sendo que a hamartiologia resume as ações do pecado em três instancias: penalidade, poder e presença.

A penalidade do pecado é real na vida daqueles que não foram justificados em Cristo.

O poder do pecado é notável na vida daqueles que não se santificam em Jesus Cristo.

E a presença do pecado só perpetuará na vida daqueles que não serão glorificados com o Senhor Jesus Cristo.

II – AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

Tomando como referência a carta de Paulo escrita à Igreja em Roma compreende que a penalidade do pecado permite a seguinte conclusão: não há um justo (Rm 3.10). Logo, se não há um justo debaixo da lei a depravação da humanidade se torna visível em:

1- Não há um justo, nem um sequer (Rm 3.10). Em outra versão não há uma só pessoa que faça o que é certo.

2- Não há ninguém que entenda (Rm 3.11). Ou seja, não há ninguém que tenha juízo. Os que estão debaixo da penalidade do pecado são indivíduos que não conhecem a Deus ou indivíduos que abandonaram a Deus. Fato associado ao homem natural, que não conhece, e ao carnal que abandonou a Deus. Portanto, o presente texto se associa com o homem natural que não conhece a Deus.

3- Não há ninguém que busque a Deus (Rm 3.11). Isto é, não há ninguém que adore a Deus. Quando associado ao homem carnal o não adorar a Deus presente no versículo se refere a ações religiosas, onde não há verdadeira adoração, mas pura apresentação.

4- Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis (Rm 3.12). Logo, todos se perderam e se tornaram inúteis. Desviaram e se fizeram inúteis, isto é, se tornaram em pessoas sem utilidade para Deus e para os propósitos de Deus.

5- Não há quem faça o bem, não há nem um só (Rm 3.12). Quem sabe fazer o bem e não faz comete pecado (Tg 4.17). O texto não se refere em não saber fazer o bem, mas ao fato de não querer fazer o bem.

6- Todos mentem e enganam (Rm 3.13). Os lábios dos que estão sobre o domínio do pecado são fontes de mentira e de morte.

7- Se apressam para matar (Rm 3.15). Pessoas distanciadas de Deus são propensas à violência. Eles cometem crimes e matam porque não têm nenhum respeito pela vida de seu semelhante (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 369).

8- Não há temor de Deus diante de seus olhos (Rm 3.18). Isto é, não há reverência direcionada a Deus. Para Salomão o temor do Senhor é o princípio de toda sabedoria (Pv 1.7).

A penalidade do pecado sobre o indivíduo indica que este se encontra no estado de escravidão. Portanto, o elo da salvação que retira a penalidade do pecado do indivíduo é a justificação. A penalidade do pecado indica que as consequências do pecado para com o homem abrangem a vida espiritual e física, englobando todos os aspectos do ser humano.

III – CONSEQUÊNCIAS PARA QUEM COMETE PECADO

O presente tópico resume que a consequência para quem pratica o pecado é a morte, porém sendo essa na esfera espiritual e física. Englobando a morte física, espiritual e a segunda morte.

Conforme os seguintes textos da Bíblia Sagrada (Gn 2.17; Rm 5.12; Rm 6.23) a morte é consequência do pecado. Com outras palavras Champlin expressa que a morte é a punição contra o pecado (2014, p. 363).

Tiago em sua epístola corrobora com o enunciado acima: depois havendo a concupiscência concebido, dá a luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte (Tg 1.15). Logo, a morte é consequência direta do pecado de Adão.

No que corresponde a segunda morte entende-se que é a separação eterna para com Deus, que está diretamente associada com a condenação.

Referência:

CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 4. São Paulo: Hagnos, 2014.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronald B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

quarta-feira, 17 de abril de 2024

O CÉU – O DESTINO DO CRISTÃO

Subsídio – EBD – O CÉU – O DESTINO DO CRISTÃO

Conforme a Verdade Prática:

O crente deve viver a vida cristã com a mente voltada para o céu como sua legítima esperança.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    A vida do crente deverá ser voltada para com a eternidade.

Ø    O crente possui legítima esperança.

A presente lição tem como objetivos:

Distinguir o céu como morada final na vida eterna com Deus;

Apresentar o conceito de Céu conforme o Livro do Apocalipse;

E, Pontuar que o céu é o destino dos cristãos e o lugar de repouso após a árdua carreira da vida neste mundo.

I – CÉU: ALVO DE TODO CRISTÃO

Na concepção da cultura judaica mediante as análises teológicas havia uma diversidade de céus, para eles um total de sete. Portanto, para ter melhor compreensão e distinção da existência dos céus conclui-se que existem três, são eles:

O céu atmosférico, o primeiro, Ele cobre o céu de nuvens, concede chuvas à terra e faz crescer a relva nas colinas (Sl 147.8).

O céu correspondente com o universo, segundo céu, E também diz: “No princípio, Senhor, firmaste os fundamentos da terra, e os céus são obras das tuas mãos” (Hb 1.10).

E o terceiro céu corresponde com a morada de Deus. Olha dos altos céus, da tua habitação elevada, santa e gloriosa. Onde estão o teu zelo e o teu poder? Retiveste a tua bondade e a tua compaixão; elas já nos faltam! (Is 63.15).

Nos escritos paulino compreende a existência direta dos três céus. Paulo transmite um ensinamento tido como de grande dificuldade para muitos teólogos que é a transposição do seio de Abraão, o paraíso especificamente, que fazia limite com o inferno, separados por um abismo, mudança essa para o terceiro céu, local em que Paulo foi arrebatado e viu coisas indefáveis (Cl 1.5; 2 Co 13.2-4).

II – A DESCRIÇÃO DO CÉU SEGUNDO O LIVRO DO APOCALIPSE

Conforme Ap 21.2, do céu descerá a nova Jerusalém. A primeira palavra, nova, corresponde a uma das características desta cidade que será uma cidade “Santa” (Ap 21.10), isto é, nova, corresponde a cidade desconhecida, guardada para os salvos de todas as épocas (Jo 14. 1-3).  Já a segunda palavra, Jerusalém, tem por significado, habitação de paz, sendo que a cidade de Jerusalém também é conhecida como: Jebus (Jz 19.10), Sião (Sl 87.2), Ariel (Is 29.1), Cidade de Justiça (Is 1.26), Santa Cidade (Is 48.2), a cidade do grande Rei (Mt 5.35), a cidade de Davi (2 Sm 5.7).

As descrições, novo céu, nova terra e nova Jerusalém, se associam a três dimensões: a dimensão celestial, novo céu; a dimensão terrestre, nova terra; e, a dimensão urbana, nova cidade.

Já no que corresponde à nova Jerusalém, três são os indicadores que define a nova Jerusalém ao patamar de uma cidade sublime:

Primeiro, a grande cidade (Ap 21.10), logo a grandeza da cidade corresponde ao suprimento da necessidade dos seus habitantes.

 Em segundo, a santa cidade (Ap 21.10),   isto é, a cidade é perfeita e livre de todo mal.

Por fim, em terceiro a cidade descerá do céu, por isso, haverá nela a glória de Deus (Ap 21.10).

[...] Tudo sugere uma cidade literal: ouro, ruas, dimensões, pedras. Ela desce do céu, pois é impossível construir uma cidade santa aqui (Silva, 1997, p. 268).

III – CÉU: O FIM DA JORNADA CRISTÃ

Gomes assim comenta a respeito do céu no que tange com a aproximação para com o fim da jornada cristã aqui na terra.

Jesus disse que voltaria para nos levar (Jo 14.2) e João diz que ainda não se manifestou o que haveremos de ser (1 Jo 3.2). Paulo falou que brevemente estaremos para sempre com o Senhor (1 Ts 4.170. Todas essas promessas nos estimulam e geram em nós a esperança do Céu, nos incentivando a viver a nossa jornada em santificação e pureza (1 Jo 3.3) (2024, p. 53).

Outro fator importante no corresponde ao fim da jornada ao associar a nova vida na plenitude da transformação se outorga na compreensão da não existência da morte, da dor, do choro e das lágrimas. Pois, se o mundo atual afetado pelo pecado possui inúmeras maravilhas o que será dito da nova cidade em que nela não haverá maldição (Ap 22.3), não haverá necessidade dos governos naturais que governam os dias e as noites - sol, lua e estrelas – (Ap 22.5), não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21.4).

Referência

GOMES, Osiel. A carreira que nos está proposta. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

terça-feira, 16 de abril de 2024

MINHA LÍNGUA É A PENA DE UM ESCRITOR PREPARADO

 MINHA LÍNGUA É A PENA DE UM ESCRITOR PREPARADO

Meu coração está compondo sobre um bom assunto. Eu falo das coisas que tenho feito no tocante ao rei; minha língua é pena de um escritor preparado (Sl 45.1).

Há dois olhares específicos para com o presente texto. Primeiro o que de fato o texto permite compreender e segundo de qual maneira o texto poderá ser aplicado. Logo, entende-se que o presente Salmo trata-se do olhar de dois personagens, o noivo e a noiva, assim permite compreender e aplicar o texto com a vida na tangência da concepção familiar, porém compreende-se também a abrangência que está presente no primeiro verso, especificamente a segunda parte, que transmite a seguinte descrição “minha língua é a pena de um escritor preparado” resumidamente entende-se que as palavras que são ditas são fundamentais para a edificação dos que as escutam.

Palavras do noivo e da noiva

Primeiramente entende-se que as palavras em um relacionamento proporcionam a edificação ou a destruição em um lar. Palavras ditas que ferem são esquecidas por parte daquele que as lançou, enquanto que as palavras ouvidas pela vítima jamais serão esquecidas. Portanto, todo relacionamento deverá está mantido mediante as palavras que proporcionam benefícios ao lar e não as que provocam separação para com as famílias.

1- Aspectos do noivo. Possui um caráter exemplar (v.2) “[...] a graça é derramada para dentro de teus lábios”. É descrito com postura majestosa (v.3) “[...] ó mais poderoso, com a tua glória e a tua majestade”. Virtudes são visíveis (v.4) “E na tua majestade cavalga prosperamente por causa da verdade, mansidão e justiça”. A alegria tem em Deus a origem “[...] te ungiu com o óleo da alegria sobre teus companheiros” (v.7).

2- Aspectos da noiva. Rompimento com o passado “[...] esquece também teu próprio povo e a casa do teu pai” (v.10). Possui a beleza como reconhecimento direto do noivo “Então o rei desejará grandemente a tua beleza” (v.11). E como esposa será recompensada “Ao invés dos teus pais, estarão teus filhos, dos quais tu podes fazer príncipes em toda a terra” (v.16). “[...] Inteligente é a esposa que escolhe não só um bom marido, mas também um bom pai. Da mesma forma, o marido não escolhe apenas a mulher amada, mas também uma boa mãe para os seus filhos” (Wood, 2006, p. 187).

Minha língua é pena de um escritor preparado: palavras que edificam

Nos dias atuais há nos púlpitos e até mesmo em ambientes gerais, palavras que são direcionadas aos demais presentes que não proporcionam edificações, porém na contra mão tais verbos produzem efeitos negativos, levando pessoas a se sentirem tristes e até mesmo desanimadas a desenvolverem ações em prol do Reino, por meio da presente prisma entende-se que as “más conversações corrompem os bons costumes” (1 Co 15.33) e que o Espírito Santo usa pessoas com autoridade para que pessoas edificadas sejam perceptíveis.

1- As más conversações corrompem os bons costumes (1 Co 15.33). A ressurreição é uma realidade doutrinária, porém ensinos acompanhados de heresias podem proporcionar desvios. Da mesma forma no dia a dia dos cristãos, as palavras expressadas sem serem conduzidas pelo o Espírito Santo podem produzir efeitos não edificantes.

2- O Espírito Santo quando usa. O Espírito Santo governa a Igreja por meio dos dons e há dois dons que denotam a ação da terceira pessoa da trindade em governar a Igreja.

2.1- Palavra da sabedoria. O dom da palavra da sabedoria corresponde “a uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias extremas e difíceis”. Para Bergstén o dom de sabedoria é uma força para a evangelização, a defesa do Evangelho e para o trabalho da igreja (2019, p. 110, 111). No contexto bíblico três personagens do Velho Testamento são considerados os mais sábios homens que já existiram na terra. E estes homens foram José, Salomão e Daniel.

2.2- Palavra da ciência. O dom da Palavra da Ciência corresponde com o resultado da iluminação do Espírito Santo proporcionando ao cristão o conhecimento a respeito das profundezas da Escritura Sagrada e também o conhecimento de fatos e circunstâncias atuais que estão ocultos. A finalidade deste dom é outorgar escape à igreja do Senhor, e não tornar do detentor do dom, um status pessoal para culto.

Por fim, a Igreja deverá seguir as instruções do Senhor Jesus, logo toda a palavra ministrada pelos os oficiais de Deus, seja no ambiente familiar ou em público, deverão ser descrições que busquem a edificação daqueles que estão ouvindo as palavras.

Referência

BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.


WOOD, George O. Um Salmo em seu coração. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

sexta-feira, 12 de abril de 2024

A REALIDADE DO DEUS DA BÍBLIA

Subsídio – Lições Bíblicas Jovens – A REALIDADE DO DEUS DA BÍBLIA

Conforme o Resumo da Lição:

A Bíblia Sagrada mostra a existência de Deus para o homem moderno.

Com base na descrição acima, conclui-se que:

Ø    A Bíblia revela a pessoa de Deus.

Ø    O homem recebe instruções a respeito de Deus por meio da Bíblia Sagrada.

A presente lição tem como objetivos:

Compreender a existência de Deus;

Conhecer algumas ideias a respeito de Deus;

E, Conscientizar de que Deus é amor e justiça.

I – DEUS E SUA EXISTENCIA

Deus existe e há três descrições da natureza que são essenciais e fundamentais para descreverem a existência de Deus, são elas: a ordem em que há no processo da vida, assim como no existir de todas as coisas; a existência da vida em si descreve a existência de um ser superior, ou seja, Deus; e, os provimentos da própria natureza que a mantêm revela a existência de Deus.

Um dos nomes que identifica a pessoa de Deus é o tetragram YHWH que tem como transliteração Yahweh, ou seja, Javé. O nome Javé é o nome especial de Deus. Significado mais próximo seria “aquele que trouxe a existência o que existe”.

Por meio da criação Deus se revelou a todos os homens de forma geral. Já por intermédio do Senhor Jesus mediante a graça, a revelação divina para com os homens torna-se específica.

II – IDEIAS ACERCA DA PESSOA DE DEUS

O ateísmo não acredita na existência de Deus. Já os panteístas acreditam na existência do Senhor, porém entendem esses que Deus é tudo e tudo é Deus. Enquanto que os da corrente do deísmo acreditam na existência de Deus, porém percebem esses que Deus se limita no criar, pois não se envolve na criação.

[...] O teísmo rejeita o panteísmo por este tentar unir a criatura com o Criador, fazendo dos dois, um. Rejeita também o deísmo, pois Deus é presente na história da humanidade e intervém nela, e rejeita o ateísmo, pois entende que Deus existe e sua existência pode ser comprovada de diversas formas (Coelho, 2024, p. 29).

Em suma, Deus é amor (1 Jo 4.8). O amor como atributo expressa a natureza de Deus. Cinco são os aspectos do atributo do amor de Deus: complacência, compaixão, afeição, benevolência e misericórdia.

O aspecto do amor da complacência ensina que Deus concorda com a oração dos fiéis e usa de benevolência para com os teus (Mt 17.5).

O amor da compaixão ensina que a ação de Deus está associada com a aflição dos que por Ele são amados (Êx 3.9).

O amor da afeição ensina sobre o aspecto da relação íntima entre Deus e o seu povo (Jo 17.23).

Já o aspecto da benevolência se define na ação divina em outorgar e usar de bondade (Lc 6.35).

Por fim, o quinto aspecto do amor divino é a misericórdia. Do substantivo hesed (transliteração do hebraico), corresponde com a benignidade, o amor firme, a graça, e com a palavra misericórdia, fidelidade, bondade e devoção. Já o substantivo – eleos – presume necessidade por parte de quem a recebe, e recursos adequados para satisfazer a necessidade daquele que a mostra. Deus age com misericórdia. As misericórdias do Senhor proporcionam ao cristão a possibilidade de sonhar e de lutar para que o melhor de Deus se concretize.

Referência:

COELHO, Alexandre. O padrão Bíblico para a vida cristã: caminhos segundo os ensinos das Sagradas Escrituras. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.