Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O LEGADO DE FÉ DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ
Conforme a Verdade Prática da lição:
Abraão, Isaque e Jacó deixaram
um legado de fé em Deus para as futuras gerações.
Da verdade prática compreende-se que:
Os patriarcas deixaram um
legado de fé;
As gerações posteriores aos
patriarcas tiveram o privilégio de olharem para o passado e encontrarem
exemplos de fé.
É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:
Mostrar o legado de fé de
Abraão;
Explicar o legado de Isaque;
E, Conhecer a escolha e o
legado de fé de Jacó.
Legado é a palavra-chave para a compreensão da
presente lição. Além da palavra legado compreende a importância do termo fé
para o entendimento prático da lição em apreço. Válido recordar que há quatro
tipos de significados para a palavra fé.
Pelo menos quatro tipos de
fé são esboçados no cenário cristão: fé natural, fé salvadora, fé como virtude
e fé como dom.
A fé como dom não
corresponde com a fé natural, pois a fé natural é o resultado das observações
da natureza.
A fé como dom não
corresponde com a fé salvadora, pois a fé salvadora é o resultado da pregação
do Evangelho.
A fé com dom não corresponde
com a fé como fruto do espírito, pois a fé como fruto do Espírito está
relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo
e faz com que o indivíduo compreenda o valor e os efeitos da fidelidade.
A ausência da fidelidade no
mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a
fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança.
Para que haja uma ação
extraordinária por parte da igreja, a fé como dom é a capacidade outorgada pelo
Espírito Santo ao cristão para que coisas sobrenaturais ocorram. A fé como dom
sobrenatural ultrapassa a esfera natural das coisas (Silva,
Ano 15, Edição 52, p. 42, 43).
I – O LEGADO DE
ABRAÃO
O legado de Abraão é
abrangente, pois alcança a igreja e todas as famílias da terra que confiaram,
confiam e que confiarão as suas vidas ao Senhor. O Messias tem sua origem humana
na descendência do patriarca Abraão.
O patriarca Abraão é a base humana para compreender o significado prático de Hebreus 11.1: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem”.
Entendendo que:
O termo fé (gr.
πίστις) significa convicção e confiança.
Porém, tendo
como base o capítulo percebem-se duas definições, sendo que estas definições
correspondem com o sentido prático da fé.
Em primeiro, a
fé é o firme fundamento das coisas que se esperam (v.1). [...]
Por segundo, a
fé é a prova das coisas que se não veem (v.1). [...] (Silva,
Ano 15, Edição 52, p. 42).
Abraão confiou a sua vida ao
Senhor tendo a convicção no cuidado e na providência de Deus para com a sua
vida.
Abraão alcançou
o testemunho de amigo de Deus (Is 41.8). Com Abraão se compreende que a fé e a obediência
são inseparáveis. Fica nítido que ao contrário, a desobediência e a
incredulidade andam em harmonia (Silva, Ano 15, Edição 52, p.
42, 43).
II – O LEGADO DE ISAQUE
O nome de Isaque tem como significado riso. Antes
do nascimento de Isaque o riso foi de dúvida, porém após o nascimento o sorriso
foi de alegria pela conquista da promessa. O cumprimento da promessa de Deus na
vida dos seus servos requer esperar o tempo do Senhor. No tempo determinado
Deus cumprirá todas as promessas.
O legado de Isaque se resume em duas virtudes essências
ao cristão, sendo elas: a obediência e a confiança. A vida de Isaque se
notabiliza pela oração que diretamente corrobora para entender que o mesmo
confiava no Senhor.
E com o escritor da Carta aos Hebreus entende
que Isaque e Jacó alcançaram o testemunho de que é possível abençoar até mesmo
próximo da morte (Hb 11.20).
Isaque, Jacó e José
acreditaram até o final de sua vida no futuro invisível que Deus lhes havia
prometido com relação a Seu povo (Radmacher; Allen; House, 2013,
p. 661).
III – O LEGADO DE
JACÓ
As virtudes e erros podem diretamente estarem correlacionas
com a vivência familiar, pois:
Assim como seus pais
falharam na expressão do amor para com os filhos, o patriarca Jacó também
falhou, pois este amava mais a José. E aumentando esta lacuna, Jacó amava a
Raquel mais do que a Leia. Amar não é um erro, porém a demonstração do amor
para com alguns em menosprezo a outros, pode ocasionar desajuste em qualquer
instituição. A família como instituição não pode e nem deve outorgar brechas
para a ocorrência de desajustes. Famílias desajustadas proporcionarão uma
sociedade problemática (Silva, Ano 14, Edição 47, p. 12).
O arrependimento torna-se uma virtude que
define o patriarca Jacó, lembrando que toda transformação é proveniente do
próprio Deus, assim quando o indivíduo outorga a Deus a primazia de sua vida.
E as bênçãos de Deus na vida de Jacó ofuscaram as tragédias, e assim sintetiza Silva:
O patriarca cresceu de grande maneira; e teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos, e jumentos (Gn 30.43). Porém, estas conquistas financeiras sobrevieram a Jacó após o seu casamento. Logo, quando alguém assume um compromisso as bênçãos serão asseguradas (Silva, Ano 14, Edição 47, p. 12).
Referência:
ALLEN, Ronaldo B.; RADMACHER, Earl D.; HOUSE,
H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo
Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Quem ama a
sua família, ama a si mesmo. Revista
Manancial, Ano 14, Edição 47.
SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos
Hebreus: Jesus, a revelação plena de Deus. Revista
Manancial, Ano 15, Edição 52.

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