Deus é Fiel

Deus é Fiel

sexta-feira, 26 de junho de 2026

O LEGADO DE FÉ DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O LEGADO DE FÉ DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ

Conforme a Verdade Prática da lição:

Abraão, Isaque e Jacó deixaram um legado de fé em Deus para as futuras gerações.

Da verdade prática compreende-se que:

Os patriarcas deixaram um legado de fé;

As gerações posteriores aos patriarcas tiveram o privilégio de olharem para o passado e encontrarem exemplos de fé.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar o legado de fé de Abraão;

Explicar o legado de Isaque;

E, Conhecer a escolha e o legado de fé de Jacó.

Legado é a palavra-chave para a compreensão da presente lição. Além da palavra legado compreende a importância do termo fé para o entendimento prático da lição em apreço. Válido recordar que há quatro tipos de significados para a palavra fé.

Pelo menos quatro tipos de fé são esboçados no cenário cristão: fé natural, fé salvadora, fé como virtude e fé como dom.

A fé como dom não corresponde com a fé natural, pois a fé natural é o resultado das observações da natureza.

A fé como dom não corresponde com a fé salvadora, pois a fé salvadora é o resultado da pregação do Evangelho.

A fé com dom não corresponde com a fé como fruto do espírito, pois a fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e faz com que o indivíduo compreenda o valor e os efeitos da fidelidade.

A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança.

Para que haja uma ação extraordinária por parte da igreja, a fé como dom é a capacidade outorgada pelo Espírito Santo ao cristão para que coisas sobrenaturais ocorram. A fé como dom sobrenatural ultrapassa a esfera natural das coisas (Silva, Ano 15, Edição 52, p. 42, 43).

I – O LEGADO DE ABRAÃO

O legado de Abraão é abrangente, pois alcança a igreja e todas as famílias da terra que confiaram, confiam e que confiarão as suas vidas ao Senhor. O Messias tem sua origem humana na descendência do patriarca Abraão.

O patriarca Abraão é a base humana para compreender o significado prático de Hebreus 11.1:Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem”. 

Entendendo que:

O termo fé (gr. πίστις) significa convicção e confiança.

Porém, tendo como base o capítulo percebem-se duas definições, sendo que estas definições correspondem com o sentido prático da fé.

Em primeiro, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam (v.1). [...]

Por segundo, a fé é a prova das coisas que se não veem (v.1). [...] (Silva, Ano 15, Edição 52, p. 42).

Abraão confiou a sua vida ao Senhor tendo a convicção no cuidado e na providência de Deus para com a sua vida.

Abraão alcançou o testemunho de amigo de Deus (Is 41.8). Com Abraão se compreende que a fé e a obediência são inseparáveis. Fica nítido que ao contrário, a desobediência e a incredulidade andam em harmonia (Silva, Ano 15, Edição 52, p. 42, 43).

II – O LEGADO DE ISAQUE

O nome de Isaque tem como significado riso. Antes do nascimento de Isaque o riso foi de dúvida, porém após o nascimento o sorriso foi de alegria pela conquista da promessa. O cumprimento da promessa de Deus na vida dos seus servos requer esperar o tempo do Senhor. No tempo determinado Deus cumprirá todas as promessas.

O legado de Isaque se resume em duas virtudes essências ao cristão, sendo elas: a obediência e a confiança. A vida de Isaque se notabiliza pela oração que diretamente corrobora para entender que o mesmo confiava no Senhor.

E com o escritor da Carta aos Hebreus entende que Isaque e Jacó alcançaram o testemunho de que é possível abençoar até mesmo próximo da morte (Hb 11.20).

Isaque, Jacó e José acreditaram até o final de sua vida no futuro invisível que Deus lhes havia prometido com relação a Seu povo (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 661).

III – O LEGADO DE JACÓ

As virtudes e erros podem diretamente estarem correlacionas com a vivência familiar, pois:

Assim como seus pais falharam na expressão do amor para com os filhos, o patriarca Jacó também falhou, pois este amava mais a José. E aumentando esta lacuna, Jacó amava a Raquel mais do que a Leia. Amar não é um erro, porém a demonstração do amor para com alguns em menosprezo a outros, pode ocasionar desajuste em qualquer instituição. A família como instituição não pode e nem deve outorgar brechas para a ocorrência de desajustes. Famílias desajustadas proporcionarão uma sociedade problemática (Silva, Ano 14, Edição 47, p. 12).

O arrependimento torna-se uma virtude que define o patriarca Jacó, lembrando que toda transformação é proveniente do próprio Deus, assim quando o indivíduo outorga a Deus a primazia de sua vida.

E as bênçãos de Deus na vida de Jacó ofuscaram as tragédias, e assim sintetiza Silva:

O patriarca cresceu de grande maneira; e teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos, e jumentos (Gn 30.43). Porém, estas conquistas financeiras sobrevieram a Jacó após o seu casamento. Logo, quando alguém assume um compromisso as bênçãos serão asseguradas (Silva, Ano 14, Edição 47, p. 12).

Referência:

ALLEN, Ronaldo B.; RADMACHER, Earl D.; HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Quem ama a sua família, ama a si mesmo. Revista Manancial, Ano 14, Edição 47.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Hebreus: Jesus, a revelação plena de Deus. Revista Manancial, Ano 15, Edição 52.

Nenhum comentário:

Postar um comentário