Deus é Fiel

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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

DEUTERONÔMIO: O LIVRO DA ALIANÇA

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – DEUTERONÔMIO: O LIVRO DA ALIANÇA

Conforme a Verdade Prática da lição:

A fidelidade a Deus e à sua Palavra dirige o crente a viver pela fé e alcançar as suas promessas.

Da verdade prática compreende-se que:

A fidelidade a Deus e a sua Palavra dirige o crente;

Direção que proporciona o crente a viver pela fé;

E, outorga o alcance das promessas.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Explicar a autoria, o propósito e o valor de Deuteronômio;

Apresentar o contexto histórico e espiritual de Deuteronômio;

E, mostrar os ensinos doutrinários e práticos de Deuteronômio.

Aliança é a palavra-chave para a compreensão da presente lição.

I – DEUTERONÔMIO: AUTORIA E PROPÓSITO DO LIVRO

O livro Deuteronômio tem como significado repetição da Lei, e por evidência histórica a autoria da obra pertence a Moisés. Possivelmente foi escrito nas planícies de Moabe, provavelmente antes da entrada dos israelitas na Terra Prometida.

Silva agrega as seguintes palavras sobre a vida de Moisés:

Moisés significa tirando, ou que foi tirado, nome outorgado pela filha de faraó que o chamou de Moisés e disse: Por que das águas o tenho tirado (Ex 2.10).

Moisés viveu 120 anos e nestes anos a sua vida foi dividida em três etapas, porém duas delas abrange o período de Israel no Egito e a última corresponde ao período de Israel no deserto.

1-  Moisés no palácio. Os primeiros 40 anos da vida de Moisés foram marcados pelos seguintes acontecimentos: nascimento de Moisés, educação de Moisés e fuga de Moisés.

a)  O nascimento de Moisés. Moisés nasceu no período em que os filhos de Israel eram mortos, mas por três meses o mesmo foi por seus pais escondido (Ex 2.2).

b) Educação de Moisés. Moisés por certo período foi por sua mãe criado e em seguida entregue a filha do faraó. Com a filha de faraó vivendo no palácio Moisés logo foi introduzido na escola egípcia tornando conhecedor de todas as ciências do Egito que segundo dados históricos eram: matemática, geometria, arquitetura, medicina e química (At 7. 22).

c)  Fuga de Moisés. Após ver um varão egípcio ferir um judeu. Moisés vendo que ninguém ali havia feriu ao egípcio e escondeu o corpo do mesmo na areia e no dia seguinte ao dar conselhos a dois hebreus que estavam brigando foi Moisés indagado se era ele juiz para julgar aquele conflito ou mataria ao injusto daquele conflito (Ex 2. 11-14).

2-  Moisés no Deserto. Conforme o livro de Atos capítulo sete no versículo trinta os dias de Moisés no deserto de mídia foram de quarenta anos. Nesta nova etapa os acontecimentos na vida de Moisés foram: casamento com Zípora (Ex 2.21) e a chamada de Moisés.

Moisés subiu ao monte para apascentar as ovelhas, subir ao monte indica deixar as coisas naturais para o lado e buscar a face de Deus. No monte Horebe era natural à presença de sarça, porém nenhuma delas chamou atenção de Moisés como a que se ardia no fogo e não se consumia.

Foi, portanto no monte Horebe que Deus chamou a Moisés outorgando lhe uma missão em especial; livrar os israelitas da mão de faraó (Ex 3.10). (Silva, Ano 9, Edição 28, p. 18).

Moisés estava entrando em seus últimos dias na liderança do povo, logo os três discursos do legislador descrevem o momento final da trajetória no deserto. O primeiro discurso correlacionou com a recapitulação, o segundo despertando o povo a ficarem atentos com a prática obediente à Lei, e terceiro apelo para renovação da aliança.

Dentre o marco proposital compreende que a aliança é reafirmada, tem como objetivo preparar o povo para a concretização do cumprimento da promessa.

II – CONTEXTO HISTÓRICO DE DEUTERONÔMIO

Por se tratar de um discurso que apresenta tom de despedida, fica notório um propósito espiritual, em que o povo é convocado a se manterem obedientes ao Senhor. A respeito da obediência a nova geração deveria ser instruída, os mais velhos por falta da santidade deixaram de obter a oportunidade de entrarem na terra prometida, logo a nova geração deveria prosseguir em fidelidade, obediência e santidade ao Senhor.

Os que saíram do Egito deixaram como legado incredulidade, murmuração e desconhecimento do Senhor. Erros esses que não poderiam ser cometidos pelas próximas gerações.

Primero lugar, Deus escolheu a Israel para mostrar a sua glória ao mundo. O Egito era a grande potência da época enquanto Israel era um povo escravo. Segundo lugar, Deus escolheu a Israel para outorgar ao mundo as Escrituras Sagradas. E em terceiro lugar, Deus escolheu Israel para entregar o Salvador ao mundo. Por fim, no deserto é lugar de aprender a depender de Deus e reconhecer os nossos limites. (Silva, Ano 9, Edição 28, p. 23).

De acordo com Silva a nova geração deveria conhecer o motivo do chamado do povo israelita.

III – O LADO DOUTRINÁRIO E PRÁTICO DE DEUTERONÔMIO

Como relevância doutrinária o livro de Deuteronômio ensina que Deus é santo, fiel, justo, misericordioso e zeloso. Assim cabe então os servos do Senhor demonstrar fidelidade, viver em santidade e manter a reverência.

Para com Deus o israelita deveria manter uma vida em conformidade, isto é, ser justo, manter em retidão e conhecer ao Senhor.

Já diante dos demais israelitas é necessário que cada judeu se mantivesse íntegro de acordo com padrões éticos. O decálogo é a maior identificação da prática ética do servo do Senhor em uma vida social.

Referência:

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Cronologia Bíblica. Revista Manancial, Ano 9, Edição 28. 

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