Deus é Fiel

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sábado, 10 de outubro de 2026

RECAPITULANDO A JORNADA NO DESERTO

 

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – RECAPITULANDO A JORNADA NO DESERTO

Conforme a Verdade Prática da lição:

Confiar em Deus conduz à vitória; já a incredulidade leva `derrota e ao fracasso espiritual.

Da verdade prática compreende-se que:

A confiança no Senhor proporciona vitória;

O não confiar no Senhor conduz a derrota e ao fracasso espiritual.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Enfatizar o valor da liderança compartilhada na obra de Deus;

Elencar os perigos espirituais da incredulidade;

E, Refletir sobre as consequências da desobediência a Deus.

Incredulidade é a palavra-chave para a compreensão da presente lição.

I – O VALOR DA LIDERANÇA COMPARTILHADA

O líder bem-sucedido terá na gênese de seu ministério, assim como no decorrer de sua trajetória ministerial o exercício prático da preparação, pois o “sucesso de uma liderança passa pelo o seu preparo; e [...] a preparação de um líder visa o benefício dos seus liderados” (Torralbo, 2022, p. 32).

O preparo de Moisés tem três lugares diferentes, com três propósitos específicos. No período inicial de sua vida, na infância, Moisés foi educado por sua própria mãe, momento da preparação que o líder precisa passar para conhecer a sua origem e oficializar sua identidade. No segundo momento, Moisés foi instruído no palácio, preparação que outorga saberes gerais que permite ao indivíduo efetuar de fato a origem e perpetuar no que foi nomeado. E por fim, a terceira preparação se deu no deserto, pois:

No deserto, Moisés pôde aprender o caminho da solidão, pois teve de enfrentar o esquecimento de muitos; teve, no entanto, condições de conhecer a Deus noutro nível e, consequentemente, ter uma visão a respeito de si mesmo, constando com isso as suas fragilidades e conhecendo o seu próprio lugar (Torralbo, 2022, p. 33).

Portanto, na trajetória do líder a ocorrência do processo se dar no executar da preparação para que haja o cumprimento do propósito divino.

[...] O exemplo de Moisés ensina que o líder que delegar tarefas demonstra ser alguém que reconhece as limitações da sua humanidade, ao passo que a realidade dessas limitações é um meio pelo qual o líder é lembrado da sua dependência de Deus (Torralbo, 2022, p. 29).

II – A RECUSA DE ENTRAR NA TERRA PROMETIDA

Moisés de forma clara relembra o período dos israelitas atravessando o deserto e outorga ênfase aos desafios encontrados no decorrer da trajetória, Silva destaca que no deserto limites humanos são revelados e são eles:

1-  Limite em confiar. Logo após a travessia do mar vermelho que foi precedido pelo cântico de Moisés e pela dança de Miriam com as mulheres israelitas é revelado o primeiro limite de uma pessoa que estar no deserto o de confiar. Pela primeira vez é citado o que tornou presente na palmilhação dos israelitas no deserto (Ex 15.24), a murmuração, que neste caso foi com a seguinte pergunta: o que havemos de beber? Demonstração direta que o povo não confiava em Deus que os tirou do Egito.

2- Limite em participar. Já nos capítulos dezenove e vinte de Êxodo o povo israelita tem a oportunidade de ouvir a voz de Deus, porém os mesmos disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos (Ex 20.19). O povo não conseguiu se relacionar com Deus que os tinha tirado do Egito. Logo o que impede o indivíduo relacionar com Deus é o pecado.

3- Limite em conquistar. De doze homens que foram enviados para espiar a terra de Canaã apenas dois continuaram crendo que a conquista seria real, pois quem tinha prometido era o criador dos céus e da terra. Mas os outros tiveram medo dos habitantes da terra que eram poderosos e gigantes, e cujas cidades eram fortes e grandes (Nm 13.28,33). O terceiro limite do povo israelita no deserto é o medo. Se Deus é por nós o que temeremos?

4- Limite em socializar. Corá, Datã e Abirão são exemplos de pessoas que não possuí habilidades para o relacionamento. Estes levantaram contra a liderança de Moisés, porém ao mesmo tempo estava levantado contra a direção de Deus (Nm 16.1-3). Pois, quem tinha escolhido e enviado a pessoa de Moisés para guiar o povo no deserto foi o Deus de Abraão, Isaque e de Jacó.

5- Limite em Ouvir. Os israelitas poderiam ouvir as palavras de Calebe “Subamos animosamente e possuamo-la em herança; porque, certamente, prevaleceremos contra ela” Nm 13. 30). Deste episódio suje a seguinte pergunta: a quem estamos escutando? Os que creem na promessa? Ou os que têm medo dos gigantes? (Silva, Ano 9, Edição 28, p. 21, 22).

De acordo a lembrança no que refere aos espias é perceptível que a incredulidade atrasa o cumprimento das promessas do Senhor, pois compreende que a travessia de no máximo onze dias se transformaram em quarenta anos. Dessarte, também é notório que a desobediência impede a ação divina e distorce a percepção do povo para com Deus.

III – A SETENÇA DIVINA PELA DESOBEDIÊNCIA O LADO DOUTRINÁRIO E PRÁTICO DE DEUTERONÔMIO

Em Deuteronômio 1.26,27 encontra a seguinte escrita:

Vocês, contudo, não quiseram ir e se rebelaram contra a ordem do Senhor, o Deus de vocês. Queixaram‑se nas suas tendas, dizendo: “O Senhor nos odeia; por isso, nos trouxe do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus e nos destruir.

A passagem apresenta a rebeldia dos israelitas contra o Senhor, assim como a murmuração por desconhecerem o grande plano de Deus para com aquela geração.

Logo, foi necessário que uma nova geração que teria a maior parte da vida em formação no deserto viesse a conhecer a Deus e se tornasse um povo forte, pois:

Deus escolheu a Israel para mostrar a sua glória ao mundo. O Egito era a grande potência da época enquanto Israel era um povo escravo. Segundo, Deus escolheu a Israel para outorgar ao mundo as Escrituras Sagradas. E por terceiro, Deus escolheu Israel para entregar o Salvador ao mundo. Por fim, no deserto é lugar de aprender a depender de Deus e reconhecer os nossos limites (Silva, Ano 9, Edição 28, p. 23).

Referência:

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Cronologia Bíblica. Revista Manancial, Ano 9, Edição 28.

Torralbo, Elias. Liderança na igreja de Cristo: escolhidos por Deus para servir. Rio de Janeiro, CPAD, 2022.

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