Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 22 de abril de 2014

Bíblia: manual divino para uma vida abençoada espiritualmente

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário (Sl 51.10-12).
A vida cristã é molda segundo os aspectos materiais e espirituais. O cristão para viver conforme o padrão da Escritura Sagrada deverá fazer boas escolhas e ser guiado pelo Espírito Santo.
Entre as escolhas a serem feitas o servo do Senhor deverá ser constante nos trabalhos eclesiásticos, exercer com amor uma vida de oração e meditar nas Escrituras Sagradas. Já ao ser guiado pelo Espírito Santo o cristão em si deverá santificar a consciência e compreender a vontade divina conforme a Bíblia.
Logo, a Bíblia é o manual divino para que o cristão tenha uma vida espiritual abençoada. E ser cristão é honrar o nome de Jesus. O cristianismo tem como símbolo o peixe que segundo tradições descrevem que “os cristãos da primeira Igreja, como o evidenciam as catacumbas na cidade de Roma, empregavam comumente acrósticos nos epitáfios. Um dos símbolos favoritos e secretos de sua fé imutável sob o fogo da perseguição era o desenho de um peixe. A palavra grega equivalente a peixe era ichthus.” (Hermenêutica, Lund.E; Nelson P.C2001).
I (Jesus), Ch (Cristo), Th (Theou), U (ios) e S (Soter). A frase após a tradução significa Jesus Cristo Deus meu salvador. Por fim, viver bem espiritualmente é vencer os obstáculos e permanecer olhando para Jesus autor e consumador da fé (Hb 12.2).
Identificadores de uma vida espiritual agradável ao Senhor.
Coração puro, espírito reto, alegria da salvação e espírito voluntário são indicadores que determinam estar o cristão na presença do Senhor.
1- Coração puro. Para o salmista a ideia de coração puro corresponde com a não imaginação de atos que desagradam a Deus. O pensamento naquilo que não é conforme a vontade do Senhor transformará em transgressão a lei de Deus. Salomão escreve que “abomináveis são para o Senhor os pensamentos do mau” (Pv 15.26). Já o profeta Isaias ao tratar dos crimes de Israel afirma “os seus pensamentos são pensamentos de iniquidade” (Is 59.7).
Enfim, o indivíduo que não é conduzido pelo Espírito Santo pensará naquilo não agrada ao Senhor.
2- Espírito reto. Corresponde com a ação que esteja em conformidade com Deus. A conformidade com Deus indica justiça, retidão e conhecimento de Deus.
O espírito reto indica ser justo e reto no realizar das atividades e, além de tudo corresponde no conhecimento da pessoa de Deus.
3- Alegria da salvação. Alegria em saber que o nome está escrito no livro da vida. A alegria da salvação é possível se de fato o cristão estiver na presença do Senhor. Estevão próximo da morte demonstrava alegria (At 7.58-60), logo a alegria da salvação não corresponde a fenômenos ou fatos externos, mas ao contrário por habitar o Espírito Santo no cristão (1 Co 3.16).
4- Espírito voluntário. O termo espírito voluntário corresponde com o desejo de servir. O serviço cristão corresponde com o servi a Deus e o servir ao próximo. O cristão serve a Deus no executar do chamado e ao próximo no proporcionar uma vida melhor. Enfim, espírito voluntário corresponde ao desejo de ser obediente.
Escolhas que santificam
Resultados são provenientes de escolhas. Resultados espirituais são provenientes de escolhas espirituais, e elas deverão ser: a leitura da Bíblia Sagrada, uma vida em plena oração e a presença na assembleia dos santos.
1- Leitura da Bíblia. A leitura da Bíblia define o indivíduo como bem aventurado e como árvore plantada junto a ribeiros de águas (Sl 1.1-3). Também, proporciona purificação da maneira de viver do jovem (Sl 119.9).
A Bíblia deverá ser lida pelas seguintes razões: a Bíblia santifica (Jo 17.17), a Bíblia é alimento (Jr 15.16), a Bíblia é a espada do Espírito, ou seja, é instrumento para operação espiritual (Ef 6.17) e por fim, a Bíblia vivifica (Sl 119.107).
Portanto, a leitura da Bíblia deverá ser diária, completa, aplicativa e com oração.
2- Viver em constante oração. Oração é um diálogo realizado entre o cristão e Deus, sendo que na oração o indivíduo fala com Deus. Jesus promete “e tudo que pedirdes na oração, crendo, o recebereis” (Mt 21.22), “e tudo quando pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14.13). Portanto, a oração deverá ser feita em nome de Jesus e com fé.
A oração não poderá excluir o louvor a Deus, o desejo do Reino, o pedido de provisão, o perdão e a dependência para com Deus.
Na oração do Pai nosso o louvor ocorre tanto no início como no fim. O louvor no início indica o reconhecimento de quem é (pelo nome e pelo atributo) e onde está Deus. Já no final o louvor é o reconhecimento das propriedades de Deus; Reino, poder e glória.
Em segundo, a oração do Pai nosso apresenta o desejo do cristão para com o Reino de Deus “venha a nós o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”.
Em terceiro, a oração do Pai nosso apresenta o reconhecimento por parte do cristão no que corresponde a origem de toda provisão: “dá-nos hoje o nosso pão de cada dia”.
Já como quarto, na oração não poderá ficar de fora o pedido de perdão.
Em quinto, a oração do Pai nosso descreve o saber que a proteção e segurança são provenientes da parte de Deus.
Em último, o louvor de reconhecimento das propriedades pertencentes a Deus.
3- Reunião dos cristãos na congregação. A reunião dos cristãos é para consolação, exortação, edificação e unificação dos santos, sendo que a reunião é realizada na presença do Senhor. Por isso, os filhos de Corá assim expressaram: “vale mais um dia nos teus átrios do que, em outra parte, mil” (Sl 84.10); já Davi assim afirmou, “alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor” (Sl 122.1).
O conselho do escritor da carta aos Hebreus é que os membros da congregação dos santos não deixe a congregação local como é costume de alguns (Hb 10.25).
Guiados pelo Espírito Santo
Conforme Romanos oito, os guiados pelo Espírito Santo são: filhos de Deus, receberam o espírito de adoção, são herdeiros de Deus e coerdeiros de Jesus.
O cristão é guiado pelo Espírito no que corresponde a consciência e pela Escritura Sagrada.
A consciência corresponde com tudo o que foi aprendido pelo cristão.
Já ao ser guiado pelo Espírito Santo pela Escritura Sagrada indica tudo o que for ensinado pelos oficiais de Deus.
Viver bem espiritualmente só é possível mediante a Bíblia manual de Deus. Pois, não há livro que mecha mais com o íntimo do indivíduo do que as Escrituras Sagradas. Por isso, o salmista assim enfatiza “lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para meu caminho” (Sl 119.105).

domingo, 20 de abril de 2014

EBD - Subsídio da Lição: Dons de Poder.


Na narrativa bíblica os milagres são notáveis em cada texto lido. Há cada quatro capítulos lidos um milagre será evidente. No NT os cinco primeiros livros narram os milagres operados por Jesus e também os milagres operados por intermédio da igreja.
O milagre é nosso, a glória é de Deus. Frase que fica notável na cura dos dez leprosos, onde apenas um voltou para agradecer. Milagre ocorre em relação ao dom de poder. E os três tipos de dom que compõe esta classificação são: dom de fé, dons de curar e dom de operação de maravilhas.
Estes dons estão à disposição da igreja e para recebê-los é necessário que haja busca em oração.
I – O DOM DA FÉ (1 Co 12.9).
1- O que significa fé?
2- A fé como dom.
3- Exemplo bíblico do dom da fé.
Comentário:
Para que haja uma ação extraordinária por parte da igreja, a fé como dom é a capacidade outorgada pelo Espírito Santo ao cristão para que coisas sobrenaturais ocorram. A fé como dom sobrenatural ultrapassa a esfera natural das coisas.
A fé em si é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem. Logo, a fé é o firme fundamento da esperança e a certeza do cristão.
A fé como dom não corresponde com a fé natural, pois a fé natural é o resultado das observações da natureza.
A fé como dom não corresponde com a fé salvífica, pois a fé salvífica é o resultado da pregação do Evangelho.
A fé com dom não corresponde com a fé como fruto do espírito, pois a fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e faz com que o indivíduo compreenda o valor e os efeitos da fidelidade. A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança.
Moisés no AT é um exemplo categórico de alguém que possuía o dom da fé. Pois a fé como dom leva o indivíduo a obedecer a voz de Deus em circunstância improvável de resultados benéficos. A morte ou escravidão era o certo para os israelitas, porém Deus ordenou a Moisés ir em direção ao mar vermelho. Pela fé Moisés obedeceu e viu o milagre de Deus.
II – DONS DE CURAR (1 Co 12.9).
1- O que são os dons de curar?
2- A redenção e as curas.
3- A necessidade desses dons.
Comentário:
Três nomes identificam o autor da Bíblia. Deus é o primeiro nome e ensina que o autor da Bíblia tem poder absoluto. O segundo nome é Senhor que tem como ênfase o amor de Deus. E por fim, o terceiro nome é Aba que tem como ênfase a relação íntima entre Deus e os crentes. Porém, em Êxodo 15.26 Deus é apresentado como Jeová Rafá, ou seja, o Senhor que sara.
A Bíblia cita que onde Jesus passava havia a manifestação de milagres. Isto já tinha sido proferido por Isaías; O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas – novas aos mansos; enviou – me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos, a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chame árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado (Is 61.1-3).
Os dons de cura são importantes para a igreja nos dias de hoje pelos seguintes motivos: a cura proporciona evangelização, nota-se que na realização de milagres as portas para a evangelização se abrem, com isto se entende que os milagres proporcionam para a pessoa curada o ouvir a palavra de Deus; segundo, a cura proporciona glorificação, o milagre é nosso e a glória é de Deus, esta verdade é clara na cura dos dez leprosos citados pelo evangelista Lucas no capítulo 17 e versículos 11 – 19, onde dez homens foram curados, porém somente um voltou para agradecer, este foi o único que entendeu: o milagre é nosso e a glória é de Deus; e, terceiro, a cura proporciona vitória, imagine uma mulher que há doze anos padecia de um fluxo de sangue, ao chegar por detrás de Jesus, tocou a orla da veste do Mestre com uma determinação; se eu tão somente tocar a sua veste, ficarei sã (Mt 9.21).
III – O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1 Co 12.10).
1- O dom de operação de maravilhas.
2- Exemplos bíblicos.
3- Distorções no uso dos dons de curar e de operações de maravilhas.
Comentário:
O dom de operações de maravilhas altera a ordem natural das coisas consideradas impossíveis e impensáveis. Como exemplo, a ressurreição e o acalmar o vento e a tempestade.
Os milagres operados na igreja pelo intermédio do Espírito Santo não são para aplausos e nem para glória do indivíduo, de fato são para que o nome de Deus seja glorificado.
O dom é um meio eficaz de Deus para abençoar e usar pessoas. O dom não torna o indivíduo maior ou superior aos outros, mas outorga oportunidades a este de ser uma bênção para os demais, por isso, procurai com zelo os melhores dons. Que Deus vos abençoe.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Conhecendo o Novo Testamento

Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (1 Pe 3.15).
O Novo Testamento é de suma importância para o cristão; e, é composto por vinte e sete (27) livros dos sessenta e seis (66) que compõe os escritos Sagrados.
Há uma frase que expõe com clareza o versículo escrito pelo apóstolo Pedro. A frase é; “creio na Bíblia para ser salvo, leio a Bíblia para ser sábio e pratico a Bíblia para ser santo”. Santificação, sabedoria e salvação estão presentes nas palavras do apóstolo.
As motivações a leitura do Novo Testamento são: a narrativa sobre a vida de Jesus, a histórica da igreja, ensinamentos a respeito dos eventos futuros como o arrebatamento da igreja e lições práticas para uma vida abençoada.
Para entender o Novo Testamento é necessário conhecer os livros que o compõe, conhecer os escritores dos livros e por fim entender a sua mensagem.
Livros e Mensagens do Novo Testamento
O Novo Testamento possui vinte e sete (27) livros; duzentos e sessenta (260) capítulos; e, sete mil, novecentos e cinquenta e nove versículos (7.959).
O Novo Testamento é dividido em quatro classes: biográficos, histórico, epístolas e profético.
1- Biográficos. São os quatro evangelhos por narrarem fatos marcantes da vida de Jesus, como: o nascimento, o batismo, a unção, os milagres operados, o ministério particular e os acontecimentos finais.
Os evangelhos de Mateus, Marcos e de Lucas são chamados de sinópticos por serem semelhantes. Outro fator decisivo na compreensão dos evangelhos está no destino em que cada obra possuía, isto é, Mateus escreveu para os judeus, Marcos aos romanos, Lucas a um doutor grego e João para os gentios e também para os judeus, isto é, para a igreja.
1.1- O Evangelho de Mateus. É conhecido como o Evangelho do Rei. Tendo como destino os judeus. A mensagem central deste evangelho é sintonizar os judeus com a chegada do Messias. O evangelho poderá ser dividido em três partes: primeira, a vida e o ministério de Jesus (1-15); segunda, ensinos profundos do Messias (16-23); e a terceira parte, os acontecimentos finais do ministério do Messias.
1.2- O Evangelho de Marcos. É conhecido como o Evangelho do Servo. A chave do livro encontra-se em Marcos 10.45: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. O evangelho foi escrito para a igreja que se encontrava em Roma, que segundo dados históricos, sofria naqueles dias terrível perseguição que havia se originado do incêndio provocado por Nero. Porém, Nero culpou os cristãos pelo o incêndio e produziu em seguida a perseguição aos cristãos. A obra foi escrita provavelmente em 65 a 67 d.C.
1.3- O Evangelho de Lucas. É conhecido como o Evangelho do Filho do Homem. Lucas não fazia parte do grupo dos apóstolos, mas como historiador narrou com clareza a biografia de Jesus. O evangelho é dividido em três partes: primeira, o início do ministério público de Jesus (1-9); segunda, a jornada para Jerusalém (10-19); e, a terceira, últimos dias e a ressurreição do Senhor Jesus (20-24).
1.4- O Evangelho de João. É conhecido como o evangelho do Filho de Deus. É dividido em quatro partes: primeira, a introdução (1.1-18); segunda, ministério público de Jesus (1.19-12.52); terceira parte, ministério particular de Jesus (13-17); e quarta parte, acontecimentos finais (18-21). O propósito que levou João escrever o evangelho encontra se nas seguintes palavras; “estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).
  2- Histórico. Corresponde ao quinto livro do Novo Testamento, Atos dos apóstolos, e foi escrito por Lucas que faz questão de narrar a história da igreja cristã que é dividida em três eventos: pré - pentecostais, pentecostais e missionários.        
3- Epístolas. São cartas escritas a igrejas com o seguinte objetivo, transmitir ensinamentos para edificação da igreja.
3.1- Cartas escritas por Paulo.    As treze epístolas escritas pelo apóstolo Paulo foram escritas sobre o aspecto do quando, ou seja, existia um motivo básico para que as epístolas fossem escritas.
Quando o fim é a principal preocupação. Aqui corresponde diretamente com 1 e 2 Tessalonicenses.
Quando a igreja é a principal preocupação. Aqui corresponde a 1 e 2 Coríntios.
Quando o evangelho é a principal preocupação. Aqui corresponde às seguintes cartas: Gálatas e Romanos.
Quando a prisão é uma realidade. As cartas são Filipenses, Colossenses, Filemon e Efésios.
Quando a morte se aproxima. Corresponde com as cartas 1 e 2 Timóteo e Tito.
3.2- Carta aos Hebreus. Redigida aos judeus convertidos a Jesus Cristo. Possui valor e aplicação para os cristãos de todas as épocas. A carta é um combate direto ao abandono e a frieza de alguns dos membros da igreja (10.25). A carta apresenta ainda a superioridade de Jesus à Lei de Moisés, a superioridade do sacrifício de Jesus, pois o sacrifício do antigo concerto era incompleto e apresenta a obra, missão e a supremacia de Jesus a todas as coisas.
3.3- Cartas Universais. Escritos para a igreja perseguida, tendo como objetivo o consolo da parte de Deus para os cristãos, e também apresentam instruções fundamentais para uma vida abençoada.
4- Profético. Parte que é composta por um único livro o de Apocalipse. O versículo chave do livro encontra se em Apocalipse 1.19: “escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”. Logo, o livro está dividido em três partes: as coisas que tem visto (1), as coisas que são (2,3) e as coisas que depois destas hão de acontecer (4-22).
Escritores dos livros do Novo Testamento
Os homens que foram usados por Deus para escreverem o NT possuíam funções diversas. De pescador a doutor, Deus usou a cada um com o objetivo único, narrar o que foi por Ele decretado.
Pedro e João eram pescadores, Lucas era médico e Paulo era doutor da Lei, porém ambos foram usados por Deus para proclamarem as boas novas.
Portanto, para ser usado por Deus é necessário que o cristão tenha atitude. A atitude é saber fazer acontecer. Se Lucas e Paulo fossem analisados sob o aspecto intelectual seriam selecionados como bons e excelentes homens, já o contrário aconteceria com Pedro e João. Mas, todos tiveram algum em comum, escreveram conforme a vontade e o poder do Espírito Santo, por isso, as narrativas do Novo Testamento possuem inspiração divina.

domingo, 13 de abril de 2014

EBD - Subsídio da Lição: Dons de Revelação.


A verdade prática afirma que os dons de revelação são indispensáveis à igreja da atualidade. Os dons de revelação são divididos em três: palavra da sabedoria, palavra da ciência e discernimento de espíritos. Os dons de revelação manifestam o saber de Deus. Estes dons são outorgados para que haja aconselhamento e orientação à igreja do Senhor.
Logo, os dons de revelação demonstram o agir provedor de Deus para com a sua igreja. Os decretos de Deus se resumem em um número de quatro; criação, providência, remissão e consumação.
A providência de Deus no uso dos dons se concretiza por Deus conduzir sua igreja segundo o seu querer.
I – PALAVRA DA SABEDORIA.
1- Conceito.
2- A Bíblia e a palavra de sabedoria.
3- Uma liderança sábia.
Comentário:
O dom da palavra da sabedoria corresponde “a uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias extremas e difíceis”.
No contexto bíblico três personagens do Velho Testamento são considerados os mais sábios homens que já existiram na terra. E estes homens foram José, Salomão e Daniel.
José foi o escape para o Egito, pois era homem sábio em quem o Espírito Santo habitava (Gn 41.38,39).
Salomão teve a oportunidade de escolher o que bem quisesse, porém pediu a Deus sabedoria para governar o povo de Israel.
Já Daniel foi um dos administradores do império persa, e isto, tornou se possível pelo dom da Sabedoria.
Deus em sua infinita bondade outorga dons espirituais aos homens para que outros tantos sejam abençoados. Não é ao contrário com o dom da Palavra da Sabedoria. Deus outorga para que pelo dom de um até mesmo uma nação seja abençoada. O exemplo bem claro está em José.
Bons conselhos vêm de pessoas que possui conformidade com Deus. A boa liderança é refletora dos conselhos divinos. E os bons conselhos vêm de Deus e são transmitidos por pessoas especiais.
II – PALAVRA DA CIÊNCIA.
1- O que é?
2- Sua função.
3- Exemplos bíblicos da palavra da ciência.
Comentário:
O dom da Palavra da Ciência corresponde com o resultado da iluminação do Espírito Santo proporcionando ao cristão o conhecimento a respeito das profundezas da Escritura Sagrada e também o conhecimento de fatos e circunstâncias atuais que estão ocultos.
A finalidade deste dom é outorgar escape à igreja do Senhor, e não tornar do detentor do dom, um status pessoal para culto.
Jesus em seu ministério público demonstrou que possuía o dom da Ciência quando conversava com a mulher samaritana, e isto quando disse a ela “tivesse cinco maridos”.
Outros exemplos são:
Eliseu ao notificar ao rei de Israel os planos do governador sírio (2 Rs 6.8-12).
Samuel ao informar ao jovem Saul a respeito da localização das jumentas (1 Sm 9.15-20).
Outro exemplo e no Novo Testamento é de Pedro que pela ciência de Deus desmentiu a ação de Ananias e Safira (At 5.3-10).
III – DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS.
1- O dom de discernir os espíritos.
2- As fontes das manifestações.
3- Discernimento as manifestações espirituais.
Comentário:
As manifestações espirituais possuem com origem três meios específicos: humana ou carnal, diabólica e divina.
A manifestação humana ocorre por meninice. Há pessoas que por buscarem admiração da parte da igreja se apresentam como detentores de dons espirituais. Estes querem a atenção para si, e não querem servir a Deus e nem tão pouco querem servir ao próximo.
Já a manifestação diabólica ocorre com o objetivo de enganar o cristão. Satanás como ladrão tem missão tríplice: roubar, matar e destruir.
Já a manifestação de Deus não produz confusão, pois esta liberta, edifica, uni os membros entre si, e fortalece a noiva de Cristo.
Por fim, o dom da Palavra da Sabedoria é a capacitação do crente para a tomada de decisões. Já o dom da Palavra da Ciência é a revelação de fatos já ocorridos ou de fatos ocultos. E o dom de discernimento de espíritos permite que a igreja de Deus não seja enganada.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Conhecendo o Antigo Testamento


Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarde a lei, esse é bem-aventurado (Pv 29.17).
O Antigo Testamento é de suma importância para o cristão e, é composto por trinta e nove (39) livros dos sessenta e seis (66) que compõe os escritos Sagrados.
Quatro motivos proporcionam a leitura do Antigo Testamento. E os motivos são: quantidade, autoridade, unidade e utilidade.
Quantidade, por representar três quartos da Escritura Sagrada.
Autoridade por representar assuntos concernentes à fé, e por ser reconhecido por Jesus e pelos apóstolos.
A unidade se associa com a relação entre o Antigo e Novo Testamento. A mensagem do AT não é omitida pelo NT. Mas, a mensagem de ambos se complementa.
O AT ajuda o cristão a evitar a idolatria, ajuda os filhos de Deus a desenvolverem ações de louvor e permite por meio de seus escritos que o cristão tenha conhecimento de Deus. Logo, por estas características o AT é útil para o desenvolvimento espiritual dos cristãos.
Para entender o Antigo Testamento é necessário conhecer os livros que o compõe, conhecer os escritores dos livros e por fim entender a sua mensagem.
Livros e Mensagens do Antigo Testamento
Nos sermões de Jesus a mensagem do Antigo Testamento era nítida.  O livro de Isaias é citado 419 vezes no Novo Testamento, seguido por Salmos que é citado 414 vezes.
Os livros são classificados em Lei, Históricos, Poéticos e Proféticos.
1- Lei. Os primeiros cinco livros do AT são conhecidos como Pentateuco, que nos manuscritos hebraicos se encontravam unidos a um mesmo pergaminho, porém com a tradução dos setenta (septuaginta) se dividiram em 5 livros.
Gênesis – livro do princípio. Narra os primeiros acontecimentos da história da humanidade até a morte de José no Egito.
Êxodo – Livro da saída do Egito para a Terra Prometida.
Levítico – livro da santidade. Deus fala a Moisés.
Números – livro das contagens.
Deuteronômio – livro da repetição da Lei. Moisés fala ao povo.
E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas (Dt 6.6-9).
2- Históricos. São os livros que esclarecem a história do povo israelita. São em número de doze: Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
Josué – conquista de Canaã. Livro que enfatiza “os líderes passam, mas a aliança deve permanecer”.
Juízes – a instabilidade espiritual do povo. O povo desobedece, Deus entrega o povo nas mãos dos inimigos, o povo se arrepende e ora, e por último, Deus levanta um libertador.
Rute – abertura às nações.
1 Samuel – instalação da monarquia.
2 Samuel – o governo de Davi.
1 Reis – Reino dividido.
2 Reis – crise espiritual que se efetuou na crise política.
1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias – narrativa histórica com base nos seguintes temas: templo, culto e esperança.
Ester – Livramento divino em terra estrangeira.
Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido (Js 1.8)
3- Poéticos. São livros devocionais por conter o drama, Jó; poesia, Salmos; didática poética, Provérbios; sentimentos poéticos ou uma história de amor, Cantares; e, a busca pelo sentido da vida, Eclesiastes.
Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra (Sl 119.9).
4- Proféticos. Estes livros estão divididos em dois grupos. Profetas maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel. E profetas menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente (Is 40.7,8).
Escritores dos livros do Antigo Testamento
Os homens que foram usados por Deus para escreverem o AT possuíam funções diversas. De legislador a boieiro, Deus usou a cada um com o objetivo único, narrar o que foi por Ele decretado.
1- Legislador. Moisés é reconhecido por ser o libertador dos israelitas, estadista, historiador, poeta, moralista e legislador dos hebreus. Moisés é o escritor do Pentateuco e do Salmo 90 e provavelmente do livro de Jó.
2- Líder. Josué, Davi, Salomão e Esdras foram líderes em períodos diferentes. E cada um deles foi usado por Deus para escreverem livros que compõem a Escritura Sagrada.
3- Escriba. Os escribas eram no início apenas escrivães, que tinha como objetivo do ofício copiar as Escrituras. Porém, com o passar do tempo, tornaram conhecedores da Lei e assim, passaram a interpretá-la. Tal circunstância tornou os escribas em mestres da lei ou eruditos bíblicos. Esdras escreveu 1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias.
4- Profetas. O profeta era o elo entre Deus e o homem, ou seja, o ministério profético corresponde à atividade de entregar a mensagem de Deus a quem lhe é direcionada. No Antigo Testamento a palavra de Deus foi direcionada a líder político (1 Sm 15.10-23), a líder religioso (1 Sm 2.27-36) e a profeta (1 Re 13.20-22) por meio do ministério profético.
5- Boieiro. Amós era um homem simples que não era filho de profeta, mas boieiro e colhedor de sicômoros. Amós em seu livro denuncia os abusos sociais em período de tranquilidade econômica em que judeus não compartilhava com os necessitados.
Deus usou homens simples para escreverem a mensagem do Antigo Testamento, tendo como objetivo, proferirem a respeito da salvação da humanidade por intermédio do Messias.

sábado, 5 de abril de 2014

EBD - Subsídio da Lição: O Propósito dos Dons Espirituais.


Conforme o texto áureo os cristãos deveram ter anseio pelos dons espirituais tendo como objetivo a edificação da igreja. Já conforme a verdade prática os dons são recursos de Deus concedido à igreja para fortalecê-la e edifica-la. Portanto, a igreja é composta por sistema (recurso) humano, detentora de recursos espaciais (área física), mantida por recursos financeiros e edificada, unida e fortalecida pelos recursos espirituais.
Em suma, o sistema humano é a composição da igreja. Recursos espaciais são as propriedades em que as igrejas locais estão estabelecidas. Recursos financeiros são os elementos essenciais para a manutenção da igreja provenientes dos dízimos e das ofertas. E os dons espirituais são os recursos espirituais que outorgam maior harmonia e interação entre Deus e os cristãos e entre os cristãos para com o próximo.
I – OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE.
1- A igreja coríntia.
2- Uma igreja de muitos dons, mas carnal.
3- Dom não é sinal de superioridade espiritual.
Comentário:
Paulo ao escrever para a igreja em coríntio tinha como objetivo resolver problemas internos. As treze epístolas escritas pelo apóstolo Paulo foram escritas sobre o aspecto do quando, ou seja, existia um motivo básico para que as epístolas fossem escritas.
Quando o fim é a principal preocupação. Aqui corresponde diretamente com 1 e 2 Tessalonicenses.
Quando a igreja é a principal preocupação. Aqui corresponde a 1 e 2 Coríntios.
Quando o evangelho é a principal preocupação. Aqui corresponde às seguintes cartas: Gálatas e Romanos.
Quando a prisão é uma realidade. As cartas são Filipenses, Colossenses, Filemon e Efésios.
Quando a morte se aproxima. Corresponde com as cartas 1 e 2 Timóteo e Tito.
Portanto, a primeira carta para igreja em Coríntios tinha o objetivo de resolver problemas internos como: desunião, dissensões, atitudes egoístas, impureza sexual, sensualidade, crise no relacionamento, alimentos impuros, prática incorreta da ceia, mau uso dos dons, ausência do amor e a desordem.
A igreja em coríntios possui todos os tipos de dons espirituais (1 Co 1.7), porém, faltava a espiritualidade. Dons espirituais não define espiritualidade do crente o que caracteriza a espiritualidade são os frutos do Espírito (Gl 5.22-23).
Por serem mérito e graça divina aos crentes, os dons não outorga a origem de uma elite no seio da igreja, mas capacita e encoraja os revestidos a proferirem com autoridade e entusiasmo a Palavra da Salvação (At 1.8).
II – EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS.
1- Edificando a si mesmo.
2- Edificando os outros.
3- Edificando até o não crente.
Comentário:
O falar em língua edifica o crente em si mesmo. A profecia edifica os crentes no geral. E a atitude desenvolvida pelo cristão por meio dos dons espirituais edifica os descrentes. Portanto, o propósito dos dons espirituais quanto ao edificar é tríplice, pois beneficia o crente, a igreja e a sociedade.
O crente é edificado pela Palavra pregada, pela oração e pela presença do mesmo na igreja. E os dons proporciona maior interação espiritual entre os membros da igreja.
É fundamental que o crente busque o batismo no Espírito Santo e os que são batizados busque com alegria os dons espirituais.
III – EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO.
1- Os dons na igreja.
2- Os sábios arquitetos do Corpo de Cristo.
3- Despenseiros dos dons.
Comentário:
Os dons na igreja, para produzirem frutos eficientes e eficazes, deveram ter o acompanhamento do amor.  O amor divino (ágape) é imutável, sacrificial e espontâneo. Por amou Jesus foi entregue para salvar a humanidade (Jo 3.16). Quando este amor é operante na vida do indivíduo o mesmo passa a amar até mesmo os inimigos (Mt 5.44). Este amor não corresponde com sentimentos e nem com ações que esperam recompensas, porém trata-se de um dom divino. E é este tipo de amor que Paulo cita (1 Co 13), sendo o caminho mais excelente (1 Co 12.31).
Cristo está edificando sua igreja. A edificação da igreja é realizada pela Palavra e para a transmissão da mesma, os oficiais do Senhor são vasos responsáveis pela sã doutrina.
Sobre os oficias de Deus deve ser ressaltado as responsabilidades. Pois, está escrito na Bíblia algumas figuras que representam os oficiais.  Em Isaías 43.10, diz; Vós sois as minhas testemunhas... Toda testemunha tem como responsabilidade testificar de algo ou de alguém. Logo o obreiro tem como missão testificar do Reino de Cristo. Em Mateus 5.13, diz; Vós sois o sal da terra... O sal só é fazendo. O obreiro só é obreiro se fazer a preservação. Em Mateus 5.14, diz; Vós sois a luz do mundo... Aqui estar mais uma missão do obreiro iluminar. Em João 15.5 diz; Eu sou a videira, vós, as varas... Segundo o texto lido se as varas estiverem ligas ou unidas na videira, produzirão frutos. O obreiro tem como missão produzir frutos. Em 2 Coríntios 3.2, diz; vós sóis a nossa carta ...A carta instrui, logo o obreiro tem como missão instruir aqueles que estão ligados diretamente ou indiretamente a sua pessoa. Em 2 Coríntios 5.20, diz; de sorte que somos Embaixadores... O obreiro é representante direto de Cristo Jesus. Em 1 Pedro 4.10, diz; cada um administre aos outros...O mordomo tem como função básica distribuir. O obreiro como mordomo de Cristo tem a missão de distribuir aos outros o dom como recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.
Mais uma palavra:
O batismo no Espírito Santo é um revestimento e derramamento de poder do Alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o querer do Espírito Santo.
Porém, o batismo no Espírito Santo não é salvação. Para alcançar a salvação o meio de apropriação é a fé em Cristo. Também o batismo no Espírito Santo não é santificação. A santificação ocorre de maneira progressiva.
Dentre os efeitos do Batismo no Espírito Santo destacamos a edificação espiritual do próprio crente, pois mediante o falar em línguas o cristão é edificado (1 Co 14.4). Outro efeito é a obtenção de maior dinamismo espiritual, ocasionando maior disposição e maior coragem na prática da vida cristã. O batismo é também um meio para Deus outorgar os dons espirituais que são: dons que manifestam o saber de Deus, a palavra da sabedoria, a palavra da ciência e dom de discernimento; dons que manifestam o poder de Deus, fé, dons de cura e operação de maravilhas e, dons que manifestam a mensagem de Deus; profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas (1 Co 12.7-10).

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Conhecendo a Bíblia


E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8.32).
A Bíblia é o livro sagrado dos cristãos. Em termos práticos a Bíblia é uma biblioteca, pois nela se encontra um conjunto de 66 livros que estão divididos em dois testamentos. Há nos relatos Sagrados conteúdos, símbolos e ensinos práticos para uma vida bem-sucedida.
A palavra Bíblia deriva do grego biblion, que tem como significado conjunto de livros. Porém, a palavra Bíblia foi utilizada pela primeira vez em referência às Escrituras no ano 400 pelo teólogo João Crisóstomo que ficou conhecido como boca de ouro.
O conhecimento bíblico torna-se importante para a compreensão do autor das Escrituras Sagradas, assim como para a defesa da fé cristã e para que o cristão viva de maneira abençoada.

Conhecendo o Autor da Bíblia
1- Os homens foram inspirados, porém o autor é Deus. Cerca de 40 homens escreveram a Bíblia. Esses homens viveram em épocas diferentes e possuíam profissões diversas. Porém, o que há de comum entre eles é o fato de Deus ter os inspirados para comporem as Escrituras.
Foi necessário um pouco mais de 1500 anos para que a Escritura Sagrada fosse concluída. Tantos homens e em tempo diferente não se constituíram em um obstáculo para a escrita da Bíblia, pois os homens foram instrumentos na escrita, mas o autor é o Senhor Deus de Israel.
2- Conhecendo Deus conforme a Bíblia. Três nomes identificam o autor da Bíblia. Deus é o primeiro nome e ensina que o autor da Bíblia tem poder absoluto. O segundo nome é Senhor que tem como ênfase o amor de Deus. E por fim, o terceiro nome é Aba que tem como ênfase a relação íntima entre Deus e os crentes.
Deus é apresentado nas Bíblia com atributos naturais e morais. Os atributos não explicam tudo a respeito de Deus, mas revelam o verdadeiro Deus. Os atributos naturais distingue o Criador das criaturas no corresponde ao limite, pois os seres humanos são limitados e Deus é ilimitado. Os atributos naturais são: a Independência de Deus, a Eternidade de Deus, a Onipresença de Deus, a Onisciência de Deus, a Onipotência de Deus e a Imutabilidade de Deus. Já os atributos morais de Deus distinguem o Criador das criaturas no corresponde à perfeição de Deus e a imperfeição humana. Os atributos morais são: o Amor de Deus, a Santidade de Deus, a Justiça de Deus e a Soberania de Deus.
Por fim, na Bíblia os decretos de Deus são apresentados com quatro características: os decretos são expressões de sua vontade, são eternos, são para a glória de Deus e os decretos de Deus incluem tudo o que acontece. Porém, os decretos de Deus são: criação, providência, redenção e consumação.

Conhecimento da Bíblia proporciona defesa da fé cristã
1- Cristo utilizou as Escrituras como defesa. Jesus após ser batizado por João Batista e ungido pelo Espírito Santo foi conduzido ao deserto para ser tentado (Mt 3.18,17). Por três vezes Jesus usou a Escritura Sagrada para responder a Satanás (Mt 4.4,7,10). Pois, a Palavra de Deus é alimento espiritual (Mt 4.7), é detentora de instrução para uma vida dependente de Deus (Mt 4.7) e para uma vida de adoração (Mt 4.10).
2- A veracidade da Bíblia. Os fatos narrados pelos escritores da Sagrada Escritura são verídicos “porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).
A veracidade da Bíblia é também definida pela integridade geográfica, pois as descobertas arqueológicas provam com exatidão o local em que as circunstancias descritas na Bíblia aconteceram. É também definida pela integridade etnológica, isto é, as afirmações bíblicas sobre as raças são corroboradas pelas descobertas acerca dos povos antigos narrados nas Escrituras. Há também a integridade cronológica que relaciona período do fato e não há controvérsia em datas quando se trata das narrativas da Bíblia com as descobertas. E por fim, a integridade histórica, na Bíblia nomes de reis e personagens importantes são citados o que corresponde com as narrativas de anais históricos das antigas civilizações.

Conhecimento da Bíblia proporciona vida abençoada
1- Espiritualmente. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Vida espiritual abençoada é proporcionada pelo conhecimento da Palavra de Deus.
2- Fisicamente. “Se vos estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7). O conhecimento da Escritura proporciona uma vida abençoada fisicamente.
3- Financeiramente. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estarei seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (2 Cr 20.20b). A Palavra de Deus quando conhecida pelo cristão proporciona a este bênção financeira.
4- Emocionalmente. “Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu todavia, me não esquecerei de ti” (Is 49.15). O conhecimento do Senhor proporciona alívio e segurança ao cristão.
5- Ministerialmente. “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17). O conhecimento do chamado proporciona despertamento para com a leitura da Bíblia.
A Bíblia é a palavra de Deus revelada aos homens e nela Deus é revelado como Pai e Senhor.  É a Bíblia a única regra de fé e prática do cristão, por isso, é dever do cristão conhecer as Escrituras Sagradas. Por fim, a Bíblia proporciona uma vida abençoada em todas as áreas.