Deus é Fiel

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

EBD: Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias


EBD: Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias

A presente lição tem como palavra chave, império. O termo império tem como significado forma de governo monárquico, cujo soberano tem o título de imperador.
Já a verdade prática faz a seguinte afirmação: “enquanto os impérios humanos caem, o Reino de Deus se expande através de Jesus Cristo”. Logo, tal afirmação indica que o Reino de Deus prevalece sobre todos os reinos, lembrando que o Reino do Messias proporciona a seguinte interpretação, se o Reino é do Messias, logo Jesus foi ungido rei, sacerdote e profeta. Os três ministérios são notórios na vida terrena de Jesus, porém, nos dias hodiernos Jesus ainda desenvolve seu tríplice ministério e esta verdade só é possível pela existência da igreja. A igreja não é o Reino, mas é a agência do Reino de Jesus na terra.
A presente lição apresenta quatro animais que na interpretação bíblica é possível perceber a dimensão moral e espiritual que significa os reinos representados por estes animais.
No capítulo 2 de Daniel a presente revelação foi interpretada pelo profeta, porém, a revelação foi feita a um ímpio, o rei Nabucodonosor. Já no presente capítulo a revelação é feita ao profeta Daniel, provavelmente tinha o profeta 70 anos quando recebeu de Deus a revelação.
I – A VISÃO DOS QUATRO ANIMAIS (Dn 7.1-8)
1- A Visão.
2- A interpretação.
Comentário:

Visão
Interpretação
Leão com asas de águia.
Predador que destrói para conquistar, usando a violência e a força bruta com rapidez e voracidade contra as vítimas (Babilônia).
O urso
Moralmente reino que desenvolveu destruição com o uso da força própria de suas patas (Medo-Persas).
O leopardo com quatro asas.
Ataques inesperados são desenvolvidos pelo leopardo, logo o reino que representado tal animal seria um reino de ataque súbito e inesperado (Grécia).
Animal terrível e espantoso.
Toda ação desenvolvida pelos reinos representeados pelos animais anteriores são definidos e somados na ação do quarto e terrível animal (Roma).

É necessário também entender o significado de:
Ancião de dias: personagem que representa o próprio Deus na sua pureza e santidade.
Filho do Homem: a pessoa do Senhor Jesus.
O pequeno chifre: representa o anticristo.
II – O CLÍMAX DA VISÃO PROFÉTICA.
1- Tronos, ancião de dias e juiz divino.
2- O filho do homem.
3- A grande tribulação.
Comentário:
Dentre tantos tipos de juízos tratados na Bíblia, cinco são de suma importância para análise nesta temática:
Primeiro: o julgamento dos pecados dos homens na cruz de Cristo (Jo 13.31).
Segundo: o julgamento das obras dos crentes diante do Tribunal de Cristo (Rm 14.10).
Terceiro: o julgamento das nações vivas, na parousia de Cristo (Mt 25.32).
Quarto: o julgamento de Israel, na volta de Cristo (Ez 20.33, Mt 19.28).
Quinto: o julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15).
O Juízo Final não é uma hipótese é um acontecimento que está determinado por Deus para julgar e condenar os ímpios sem nenhuma apelação.
A grande tribulação corresponde com o governo a ser desenvolvido em um período de sete anos pelo trio do pecado, isto é, pelo falso profeta, o anticristo e o diabo.
A grande tribulação será dividida em dois momentos: no primeiro momento haverá uma paz aparente com duração de três anos e meio, já no segundo momento a paz será cessada na terra, logo o povo escolhido perceberá que o governo é uma armação maligna contra a nação israelita.
III – A VINDA DO FILHO DO HOMEM.
1- A visão.
2- Os santos do Altíssimo.
3- A destruição do anticristo.
Comentário:
Os três personagens da grande tribulação serão julgados, anterior à instauração do Juízo Final. A Besta como representante da política suja deste mundo sofrerá a condenação sem direito ao último julgamento. Já no caso do falso profeta que é a representação de toda religiosidade suja surgida desde as narrativas de Gênesis aos dias da ocorrência do Juízo Final, entre a maldade, violência, corrupção e em destaque a idolatria, também será condenado sem direito ao último julgamento. É importante notar que estes inaugurarão o lago de fogo e enxofre.
Já o diabo será lançado no abismo por mil anos (Ap 20.3) e acabando-se os mil anos, satanás será solto (Ap 20.7) e porá a prova a geração da era milenar assim como foi provado Adão. Sendo assim ocorrerá o Gogue e Magogue, ou seja, peleja final e o fim será o diabo lançado no lago de fogo e enxofre (Ap 20.10).

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Salmo 23 – O Senhor é meu Pastor - 2ª Parte


Salmo 23 – O Senhor é meu Pastor

Texto: 4- Ainda que andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam (Sl 23.1-3).
No segundo parágrafo do salmo 23 percebe-se a convicção que o salmista possuía na pessoa de Deus, pois o mesmo celebra a presença do Senhor e por meio da qual o consolo era certo.
No estudo do salmo 30, foi realizada uma análise sobre a morte, estudo que em parte é transcrito no presente texto para melhor compreensão do versículo áureo.
A operação da morte
A morte será o último inimigo a ser destruído (1 Co 15.26). A palavra morte tem como significado separação, porém no sentido sociológico a morte pode ser definida como perca.
A morte trata-se da separação do espírito para com o corpo, o espírito volta para Deus e o corpo volta ao pó (Ec 12.7). Já quando a morte é definida pela palavra perca, isto é, corresponde com a separação de quem morreu para com as pessoas que com este conviviam.
1- Tipo de morte. Na narrativa bíblica há quatro tipos de morte a serem observadas.
O primeiro tipo de morte é a morte física, isto é, a separação entre o corpo e o espírito.
O segundo tipo é a morte espiritual, isto é, a morte que culmina na separação do indivíduo para com Deus.
Já o terceiro tipo de morte é a morte moral, tipo este em que o indivíduo se afasta da sociedade e de grupos que o mesmo participava por ações que não foram louváveis diante das pessoas.
E por fim, o quarto tipo de morte é a chamada de segunda morte, isto é, a separação eterna para com Deus, que está diretamente associada com a condenação.
2- A morte é uma herança do pecado original. O primeiro homem tinha uma aliança com Deus e neste pacto existia uma promessa, uma condição e uma pena. A promessa era a vida eterna, enquanto a condição era a obediência e a pena era a morte.
Com a desobediência de Adão a pena tornou-se real.
3- Jesus pôs fim à invencibilidade da morte. Antes de Cristo a morte até então não tinha sido derrotada. Há relatos no contexto histórico bíblico que pessoas foram ressuscitadas, porém estas pessoas voltaram a morrer. No estudo sobre a ressurreição percebe-se que a ressurreição destes é considerada a ressurreição de mortos, ou seja, retornaram a vida, porém voltaram a morrer.
A morte venceu grandes homens, como por exemplo: Abraão, Jacó (por este os israelitas choram setenta dias, Gn 50.3), Moisés (por este os israelitas choram trinta dias, Dt 34.8), Samuel (por este todos os filhos de Israel se ajuntaram e prantearam, 1 Sm 25,1) e dentre tantos outros personagens o rei Davi (que morreu na sua velhice, cheio de dias, riquezas e glórias, 1 Cr 29.27).
Porém, a morte não conseguiu vencer a Jesus Cristo, a primícias dos que dormem.
A doutrina da ressurreição de Jesus é provada por quatro acontecimentos:
Primeiro, o sepulcro vazio (Lc 24.3).
Segundo, Jesus apareceu aos seus discípulos.
Terceiro, os discípulos foram transformados.
Quarto, a existência da igreja.
A ressurreição de Jesus faz parte do que na Bíblia é conhecida como a ressurreição dentre os mortos.
O vale da sombra da morte
O vale da sombra da morte indica situação de aflição em que a força para a vida torna-se impossível no que corresponde às ações por parte do ser humano.
Também corresponde com a fragilidade do físico, quando as doenças demonstram maior ação do que o metabolismo de defesa do corpo humano.
Por fim, o vale da sombra da morte está associado com as provações da vida e também com as dificuldades do dia-a-dia.
Para consolar os cristãos que estavam sofrendo aflições, assim escreveu o apóstolo Pedro: lançando sobre Ele toda vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós (1Pe 5.7). Já o profeta Naum assim relator sobre o dia da angústia: o Senhor é bom, uma fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nEle (Na 1.17).
Tu estás comigo
A presença do Senhor é sentida, pois quando Ele está presente às promessas se concretizam, proporcionando nova direção, que permite ao cristão uma visão mais apropriada no que corresponde o Reino de Deus.
Para Davi a presença do Senhor era importante, pois proporcionava consolo. Mas, para que o consolo fosse identificado pelos cantores do salmo, Davi associou dois elementos importantes utilizados pelo pastor: a vara e o cajado.
A vara trazia a compreensão da proteção do pastor contra as artimanhas do inimigo às ovelhas. Já o cajado indicava direção, pois quando a ovelha palmilhava por caminhos tortuosos o pastor com o cajado conduzia a ovelha ao rebanho.
Jesus é o bom pastor e assim Ele utiliza como instrumento a Escritura Sagrada e também os seus oficiais para que a igreja seja corretamente conduzida ao céu.

domingo, 9 de novembro de 2014

EBD: Integridade em tempos de crise



A presente lição tem como palavra chave, integridade. Palavra que é definida por caráter, qualidade de uma pessoa íntegra, honesta, incorruptível, cujos atos e atitudes são irrepreensíveis.
Já a verdade prática afirma que a integridade deve ser a nossa marca, compreender igualmente coração, mente e vontade. Portanto, a integridade está diretamente associada com as faculdades da alma, que são: emoção, conhecimento e vontade.
Ao contrário de Salomão o profeta Daniel na sua velhice não se distanciou de Deus e nem sentiu se ameaçado ao ponto de parar suas atividades espirituais. Por isso, mesmo sendo um homem idoso, o profeta Daniel permaneceu no que tinha aprendido e ensinado no longo dos seus dias de juventude.

Os reis a quem Daniel serviu
Nabucodonosor - Babilônia
Capítulos 1-4
O fato da fornalha.
Nabucodonosor e os sonhos.
Nabucodonosor tornou-se insano por sete anos.
Belsazar – Babilônia
Capítulos 5,7,8
Descrição do fim do império Babilônico.
Dario – Medo-Persa
Capítulos 6,9
Daniel na cova dos leões.
Ciro – Medo-Persa
Capítulos 10-12
O retorno dos exilados.


I – DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO EM UM MEIO POLÍTICO CORRUPTO (Dn 6.1-6).
1- Dario, reorganiza o governo e delega autoridade administrativa.
2- Daniel se torna alvo de uma conspiração (Dn 6.4,5).
3- O perigo das confabulações políticas.
Comentário:
As ofertas do palácio tinham como objetivo corromper aqueles que provindos de outras culturas, viesse a desenvolver em meio ao convívio dos medos-persas. Porém, Daniel em sua carreira política (assim podemos afirmar, pois Daniel foi escolhido com mais cento e dezenove – 119 – príncipes, sendo o profeta inserido com mais dois para supervisionar os demais, mas com pouco tempo Daniel chamou atenção de Dario que constitui o profeta sobre todo o reino), não se corrompeu, mas permaneceu firme e fiel a Deus.
Os demais príncipes em busca do poder, foram motivados por ciúme e por inveja a destruírem a carreira de Daniel. A conspiração ao profeta Daniel seria desenvolvida por meio dos erros cometidos pelo profeta na atividade pública, porém, não encontraram nada que poderia incriminar a moral de Daniel.
O cristão tem como dever no atual cenário político do Brasil e do Mundo, conhecer o sistema político, econômico e social que regem as ações políticas, e também como missão orar por homens e mulheres que se colocaram à disposição do Reino de Deus para instruir por meio de cargos públicos os princípios da Sagrada Escritura.
Não encontrando erros na atividade pública de Daniel os príncipes buscaram na prática religiosa do profeta a condenação.
II – DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO QUE NÃO TRANSIGIU COM SUA FÉ EM DEUS (Dn 6.10-16).
1- Nenhuma trama política mudaria em Daniel o seu hábito devocional de oração (Dn 6.10).
2- A momentânea vitória dos conspiradores.
3- Preservando a integridade (Dn 6.18-22).
Comentário:
No segundo tópico a palavra integridade terá como significado na vida de Daniel, solidez, isto é, todo o ser de Daniel estava envolvido com a pessoa de Deus. Logo, os inimigos do profeta conseguiram a aprovação de uma lei para limitar o agir de Daniel ou até mesmo a condenação à morte. Caso Daniel temesse a lei aprovada ele não oraria por um período de trinta dias, se caso continuasse a orar, seria condenado à morte.
Com Daniel se aprende que é possível ser íntegro em meio à corrupção, e pessoas íntegras não escondem nada de ninguém, pois, suas vidas são transparentes.
III – DANIEL NA COVA DOS LEÕES (Dn 6.16-24).
1- Daniel preferiu morrer a se dobrar diante de um edito maligno (Dn 6.16,17).
2- Daniel foi protegido da morte pelo anjo de Deus (Dn 6.22,23).
3- Deus mais uma vez foi glorificado através da vida de Daniel (Dn 6.22,23,25-28).
Comentário:
Deus não livrou Daniel dos atos de seus inimigos, mas por meio de Daniel mostrou que Ele é poderoso para ir além para defender aqueles que o teme.
Deus não livrou Daniel da cova dos leões, mas na cova Deus livrou Daniel dos leões.
Os fragmentos acima mostram que Deus está do controle de todas as coisas não importa a situação Deus está acima de tudo e de todos para abençoar os teus.
O próprio rei sabia que Deus livraria a Daniel, pois assim disse o rei: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que Ele te livre.
Mais uma palavra:
Porém por se tratar de uma atividade para o enlevo espiritual do cristão e ao se tratar também da aproximação para com Deus há quatro inimigos que se apresentam para impedir o diálogo entre o cristão e Deus (oração).
  Os inimigos são; pressa – para com o tempo, gasto em oração e pressa para com o tempo em receber o que foi pedido em oração; desanimo – a perca de ânimos é notável em uma sociedade materialista; distração – é interessante como crianças, celular e pensamentos conseguem tirar a atenção de alguém quando este está a orar; e cansaço – o indivíduo por ter uma vida diária cheia de compromissos à oração é deixada para o último instante do dia, logo o que restará será o cansaço. Vença os inimigos da oração, pondo em prática a oração.
 Veja os motivos que você tem para orar diariamente:
1.            Antes de tudo seja grato a Deus pelo o que Ele tem realizado e também pelas promessas que irão se cumprir em sua vida e de todos os que você ama.
2.            Apresente as suas necessidades diante de Deus.
3.            Apresente as necessidades da sua família.
4.            Apresente as necessidades da sociedade no contexto; cidade, estado e país.
5.            Apresente as pessoas que estão perecendo sem salvação.
6.            Apresente as autoridades; política, legislativa e judiciária.
7.            Clame por uma igreja unida, crescente e avivada.
 Com estes motivos de oração acredito que a sua vida devocional não será mais a mesma e você desfrutará neste pouco de tempo, um grande avivamento da parte de Deus para a sua vida.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Salmo 23 – O Senhor é meu Pastor


Salmo 23 – O Senhor é meu Pastor
Texto: 1- O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
 2- Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.
3- Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. (Sl 23.1-3).
O Salmo 23 é o salmo de Davi mais mencionado nas reuniões cristãs. É dividido em três parágrafos, sendo que no primeiro o salmista apresenta Deus como pastor que outorga segurança, que supri as necessidades, que consola e que com autenticidade da justiça assegura tranquilidade para as ovelhas do seu rebanho.
O Senhor é meu pastor
Por mais uma vez o salmista Davi utiliza no salmo o nome Senhor, nome que descreve a aproximação de Deus para com os homens. E que descreve o cuidado especial de Deus para com todos aqueles que se aproximam dEle. E a ação graciosa de Deus é manifestada por meio deste nome no que corresponde o amor e a misericórdia.
1- Uma metáfora. Davi não tinha conhecimento que o salmo 23, se tornaria uma referência para a vida de muitas pessoas, mas tinha como objetivo louvar a Deus com a lembrança de um passado distante, ou seja, período em que o salmista cuidava do rebanho de seu pai.
Davi tinha conhecimento da ação do pastor para com o cuidado das ovelhas, por isso, o mesmo associa o cuidado de Deus para com Israel, pois o Senhor é o pastor da nação eleita e cuida com zelo daqueles que por Ele foram chamados e eleitos.
2- Uma descrição profética. Portanto, o Bom Pastor é o Senhor Jesus. O evangelista João (cap.10) registra em um dos momentos do ministério público de Jesus, onde o Messias é chamado de Bom Pastor e como Bom Pastor o Senhor Jesus daria a sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11).
Porém, antes de se apresentar como Bom Pastor, o Senhor Jesus se apresentou como a porta. A primeira descrição de Jesus (porta) refere à entrada e saída, o que corresponde também em ser Jesus a segurança das ovelhas. Nos currais os pastores de ovelhas passavam a noite na porta do curral, lembrando que só existia uma porta, sendo que pela mesma as ovelhas entravam e saiam, e os lobos para atacarem as ovelhas teriam que passar pela porta, porém os mesmos eram impedidos porque ali estaria o pastor das ovelhas.
Na Antiga Aliança os pastores por necessidade garantiam a permaneça das suas ovelhas. Já Nova Aliança o Senhor Jesus como Bom Pastor se entregou por amor e para a salvação de suas ovelhas.
3- Um cuidado sem comparação. Pelo amor existente para com suas ovelhas, Deus outorga bênçãos inefáveis, como por exemplo: a vida, a longevidade, riquezas e honra.
3.1- A vida. Deus é quem dá e tira a vida. Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão (Dt 32.39).
3.2- Longevidade. Umas das promessas de Deus para com aqueles que são tementes e humildes é a longevidade, isto é, a promessa de dias com maior espaço de tempo. E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel (Sl 128.6).
Para o ser humano a maior ilógica da vida seria o pai enterrar o próprio filho. Logo, Deus sabendo da grande aflição, promete aos seus a oportunidade ver os filhos de teus filhos, isto é, a possibilidade de ver as futuras gerações.
3.3- Riquezas. O Espírito Santo outorga habilidades para o ser humano desenvolver atividades necessárias para que por meio destas conquistem o suprimento necessário para a manutenção da sua própria vida. Belzalel e Aoliabe foram por Deus agraciados com sabedoria para trabalharem com ouro, prata, cobre e também foram habilitados para bordar em pano, fazendo invenções (Êx 35.30-35).
3.4- Honra. O reconhecimento é uma atitude requerida por todos e que seja proveniente da parte dos outros. Para os que temem ao Senhor e são humildes, Deus outorga honra e proporciona honra da parte dos outros.
Características das ovelhas
1- Animais medrosos. As ovelhas só se deitavam quando se sentiam seguras. Sem segurança as ovelhas não descansavam, por isso, Jesus disse que Ele é a porta, ou seja, Ele outorga segurança necessária para as suas ovelhas.
2- Sedentos por verdes pastos. As ovelhas eram mantidas com alimentos nutritivos. O cristão para continuar firme necessita receber alimento e a Palavra de Deus possui os nutrientes necessários para uma vida espiritual eficiente e eficaz.
3- Que necessitam de águas tranquilas. Águas turbulentas eram requeridas pelas ovelhas. Portanto, Davi assim escreve: guia-me mansamente a águas tranquilas.
Alma ferida
1- Alma ferida tem como significado. Inúmeras pessoas estão nestes últimos dias com a alma ferida, isto é possível porque o indivíduo é uma criatura humana com inteligência e sentimentos, é um ser vulnerável a fragilidades físicas e emocionais, e pela vida social há pessoas que sobrecarregam com emoções alheias e esquece-se de tratar das suas próprias emoções.
No salmo 31.10,12, Davi assim expressou a situação frágil que vivia: porque a minha vida está gasta de tristeza e os meus anos, de suspiro, estou esquecido no coração deles, como um morto; sou como um vaso quebrado.
A alma ferida poderá ter como causa o sentimento de culpa, o insucesso e dentre outros, a rejeição desenvolvida pelas pessoas que estão envolta do indivíduo.
2- Natureza amorosa de Deus. Com sua voz tranquila Deus outorga refrigério para as suas ovelhas e pela sua própria Natureza Deus outorga justiça.
Portanto, no salmo 23, o salmista Davi se lembra do seu passado como pastor de ovelhas (1 Sm 16.11), e faz uma metáfora falando da pessoa de Deus, como sendo o pastor que cuida do seu povo, Israel.
Também, outros dois temas importantes são compreendidos no salmo 23: as caraterísticas das ovelhas e o cuidado de Deus para com as pessoas que estão com a alma ferida.

domingo, 2 de novembro de 2014

EBD: A Queda do Império Babilônico


A presente lição tem como palavra-chave profanação. A palavra profanação tem como significado, desrespeito ou violação do que é santo.
 Para compreensão da presente lição é necessário que a interpretação do sonho de Nabucodonosor, interpretação desenvolvida por Daniel seja lembrada na introdução da presente lição.
Resumo da interpretação:
Parte
Material
Império
Período de dominação
Cabeça
Ouro
Babilônia
606-539 a.C
Braços e peito
Prata
Médio-Persa
539-331 a.C
Ventre e coxas
Bronze
Grego
331-146 a.C
Pernas e pés
Ferro e barro
Romano
146 a.C-476 d.C.
Pedra cortada...
Representa o reino de Cristo intervindo nos reinos do mundo.

Em suma, a Babilônia perderia a supremacia mundial para outro reino, representado pelos braços e pelo peito de prata, que conforme o desenrolar histórico é representado pelo império Médio- Persa fato que ocorreu nos dias em que Belsazar profanava os utensílios consagrados para a obra do Senhor, isto é, os utensílios do templo de Salomão que foram levados pelos babilônicos no cativeiro.
Com a morte de Nabucodonosor, o seu filho passou a governar em leu lugar, Evil Merodaque, que foi assassinado por seu cunhado, sendo assim Evil Merodaque foi sucedido por Nabonido, genro de Nabucodonosor. Nabonido teve como corregente o seu filho Belsazar.
I – O FESTIM PROFANO DE BELSAZAR
1- A zombaria de Belsazar.
2- A insensatez e a crueldade do autocrata Belsazar.
3- Uma festa profana.
Comentário:
Para ser bem sucedido no que faz cabe a cada indivíduo realizar a coisa certa na hora, estar no lugar certo na hora certa, falar a coisa certa na hora certa. Porém, quando o indivíduo faz a coisa errada e ainda na hora errada o caos será escrito na vida de tal pessoa, e isto foi o que aconteceu com Belsazar. O nome Belsazar significa que o deus baal proteja o rei.
Nabonido estava guerreando, enquanto seu filho Belsazar estava profanando os utensílios consagrados ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Como regente do império Belsazar deveria auxiliar o pai na proteção, porém, o mesmo cometia ações contrárias aos desígnios de Deus.
A festa era dedicada aos deuses da Babilônia, e era desenvolvida com orgias sexuais e com o consumo de muita bebida. Porém, a situação se agravou quando Belsazar utilizou os objetos consagrados a Deus.
II – O IRREVOGÁVEL JUÍZO DE DEUS
1- O dedo de Deus escreve na parede (Dn 5.5).
2- A rainha lembrou-se do profeta Daniel (Dn 5.6-12).
3- Daniel entra na presença de Belsazar (Dn 5.13).
Comentário:
Quando Deus manifesta a sua glória é natural que haja alegria, porém quando a manifestação divina corresponde com o juízo o silêncio tomará conta do recinto, isto aconteceu com a festa que era dirigida por Belsazar. Ninguém conseguia decifrar a mensagem na parede até que a rainha lembrou-se de Daniel.
Como aplicação a presente lição ensina que Deus não se esquece daqueles que tem um chamado, mesmo que pessoas queiram ocultar e eliminar aqueles que foram chamados por Deus. Logo, lembrou-se de Daniel e o profeta foi fundamental para a decifração da mensagem na parede.
III – A SENTENÇA CONTRA BELSAZAR E A QUEDA DA BABILÔNIA
1- Os sábios não decifraram as palavras escritas na parede (5.15).
2- As quatro palavras misteriosas (Dn 5.25).
3- O fim repentino do império babilônico (vv.30,31).
Comentário:
Com a morte de Nabucodonosor o sábio Daniel ficou ausente do centro administrativo do império babilônico por um período de mais ou menos de 20 anos, porém com a incapacidade dos sábios da babilônia o profeta Daniel foi chamado à presença de Belsazar, sendo que a pessoa que se lembrou do mesmo foi a filha de Nabucodonosor, esposa de Nabonido e mãe de Belsazar.
As palavras escritas na parede foram:
Mene, mene: que têm como significado, contar ou contado.
Tequel: que significa pesado.
Parsim: que significa dividido.
Portanto, o significado para Belsazar era: cortou Deus o teu reino e o acabou; pois, pesado foste na balança e foste achado em falta; e, dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e aos persas.
Mais uma palavra de algo que foi citado em lição anterior
Há três tipos de sabedoria: a humana, a diabólica e a divina.
A sabedoria humana é tendenciosa e orgulhosa, pois busca a satisfação dos desejos carnais.
Já a sabedoria de origem em Satanás é pretenciosa ao pecado.
Por fim, a sabedoria que tem a sua origem em Deus é libertadora, pois outorga ao ser humano o conhecimento do bem e conduz o mesmo a tomar decisões que agrade a Deus.
Todos que desejam a sabedoria deverão pedir a Deus e a busca-la. Salomão assim escreveu: “eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão” (Pv 8.17). Os que buscarem a sabedoria a encontrarão. Buscar significa desejar e correr atrás para obtê-la.
Salomão no início do seu reinado pediu a Deus sabedoria para governar um povo grande e numeroso. 
Por fim, a sabedoria é fundamental para uma liderança eficiente e eficaz (Gn 41.39), e também muito importante para a tomada de decisões (At 15.13-34).