Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: O milagre está em sua casa

O milagre está em sua casa
Provisão é a palavra chave para a compreensão das lições deste trimestre, sendo que o termo provisão significa; ato ou efeito de prover, provimento, abastecimento e fornecimento. Logo, quando o cristão realiza a leitura sistemática da Bíblia percebe-se que os decretos de Deus são:
Criação; decreto de Deus que deu origem a todas as coisas.
Providência; é a ação de Deus em governar o planeta terra suprindo a necessidade de todos, principalmente dos que são fiéis a Ele.
Redenção; após o pecado a humanidade tornou se necessitada do socorro Divino no que corresponde a salvação.
Consumação; decreto que trata da vitória final de Deus em todas as suas obras.
A presente lição tratará da ação de Deus em prover o necessário para com os que a Ele são fiéis.
I – UMA FAMÍLIA EM DIFICULDADES
O relato bíblico de 2º Reis capítulo 4, descreve a história de uma viúva que teria o perdão da dívida do falecido marido, com a retirada de seus dois filhos, para tonarem servos do credor. Porém, o texto mostra que onde há necessidades, haverá possibilidades de milagres pela misericórdia do Senhor.
O presente tópico pode ser sintetizado em duas verdades:
Primeira verdade: o cristão não pode menosprezar os princípios da administração. Pois, quando o cristão administra bem os teus pertencentes estes poderão se multiplicar.
Segunda verdade: assim como Eliseu socorreu a viúva, nos dias atuais a Igreja deverá socorrer os necessitados.
No período do profeta Eliseu a mulher não exercia atividade fora de sua casa, pois quem a sustentava era o seu marido. Caso a mulher ficasse viúva, esta seria amparada por seus filhos ou por um parente próximo que a remisse.
No Antigo Testamento, a questão da viuvez já era tratada com muita atenção. Inclusive, Deus advertira fortemente ao povo de Israel para que tratasse bem aos órfãos e as viúvas, caso contrário, Ele castigaria contundentemente aqueles que os oprimissem (COELHO & DANIEL, p.53).
II – DEUS REALIZA MILAGRES
O milagre não se explica é aceito pela fé. Deus usou o profeta Eliseu como instrumento para que o milagre ocorresse. Para a concretização de um milagre a fé será necessária e Deus usará alguém como instrumento para que o seu nome seja glorificado.
No histórico de 2º Reis capítulo 4, encontra-se uma perfeita definição para o termo visão. Saiba a quem procurar quando não souber aonde ir. A viúva foi ao encontro do profeta e este ato foi definitivo para a sua vitória. Visões para uma família vitoriosa não pode ser limitada e nem se restringir ou direcionar a pessoas perversas. Não é qualquer pessoa. Mas, a pessoa ideal que poderá auxiliar os que necessitam de ajuda.
Lembrando que a primeira pessoa a ser procurada deverá ser a pessoa de Deus. E em seguida aquelas pessoas em que se percebe o temor para com Deus e não as que se autoproclamam como sendo de Deus sem serem. De fato Deus usa homens e mulheres como instrumentos para que pessoas sejam abençoadas. Neste contexto Deus usou Eliseu para a operação de milagre.
O profeta Eliseu inicia uma pergunta da seguinte maneira; declara-me. Este termo expõe o conhecimento de causa por parte da viúva. Ninguém melhor do que ela para descrever o que possuía ou o que se passava em sua casa. A mulher tinha perdido o marido que era dos filhos dos profetas e servo de Eliseu que tinha como padrão de vida o temor ao Senhor. E agora estava preste a perder os seus filhos.
Na indagação do profeta surgi uma lição; as soluções do problema estão mais próximas do que se imagina. O pagamento da dívida não seria solucionado com uma campanha de assistência social liderada pelo profeta. Imagine a voz do profeta Eliseu conclamando os irmãos israelitas para que em uma reunião coletasse ajuda financeira para aquela viúva. A resolução de um problema estar relacionado com a ação do indivíduo, pois se o mesmo desiste de lutar como vencerá? Por outra ótica nota-se que a viúva desconhecia a solução e nem imaginava que a vitória estaria na sua própria casa.
III – PROVISÃO NA MEDIDA CERTA
Porém, a viúva respondeu ao profeta; tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. O azeite na Bíblia simboliza a graça de Deus. A graça Divina é provedora. Se há azeite, com certeza ocorrerá à providência Divina.
Deus multiplicou o azeite, azeite foi vendido, o dinheiro obtido da venda proporcionou o pagamento da dívida e a sobrevivência daquela família.
O pouco que aquela mulher tinha em casa foi feito em muito, mas ela precisava ser sábia no tocante ao que fazer com aquele muito que o Senhor lhe dera. Ter recursos em abundância não é suficiente para que solucionemos problemas de escassez. É preciso que saibamos utilizar o que Deus nos deu (COELHO & DANIEL, p.54).
Portanto, os milagres proporcionam: evangelismo, glorificação e vitória.
Nota-se que na realização de milagres as portas para a evangelização se abrem. O milagre proporciona também glorificação ao Senhor, esta verdade é clara na cura dos dez leprosos citados pelo evangelista Lucas 17.11 – 19, onde dez homens foram curados, porém somente um voltou para agradecer, pois foi o único que entendeu: o milagre é nosso e a glória é de Deus. Por fim, o milagre proporciona vitória, imagine uma mulher que há doze anos padecia de um fluxo de sangue, ao chegar por detrás de Jesus, tocou a orla da veste com uma determinação; se eu tão somente tocar a sua veste, ficarei sã. (Mt 9.21).
Referência:

COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: Rute, Deus trabalha pela família

Rute, Deus trabalha pela família
O livro de Rute está inserido no período dos Juízes. O quinto período da época de Israel que tem como duração uma média de 450 anos, sendo que este período é caracterizado por quatro verdades: O povo serve a outros deuses, Deus entrega o povo a outros povos, O povo volta para Deus e Deus suscita um Juiz. O juiz era uma pessoa escolhida por Deus, qualificada por meio da vocação mediante o poder da presença de Deus em seu ministério (Jz 2.18, 6.16), possuía autoridade em sua missão (Jz 6.14), e além de tudo era sobrenaturalmente revestida de poder do Espírito Santo de Deus (Jz 3.10).
Conforme a introdução há cinco elementos indispensáveis para que os servos de Deus venham triunfar sobre as dificuldades, estes elementos são: fé, inteligência, lealdade, persistência e esperança.
A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem (Hb 11.1).
Inteligência é o saber, o conhecimento originado na busca da compreensão do desconhecido. A inteligência conduz as ações humanas para o saber fazer acontecer, isto é, proporciona o desenvolvimento da atitude.
Lealdade é o não desfazer da justiça. É ser justo para com os que estão diante de si, no caso de Rute percebe-se que trata no não abandonar as pessoas que com elas foi estabelecido uma união.
Em meio às dificuldades inúmeras pessoas desistem, porém apenas os que persistem conquistarão a vitória.
Já a esperança é a virtude que define bem a Igreja do Senhor Jesus. Esperar em Deus é confiar no agir dEle em meio as diversidades da vida.
Rute em meio à crise da fome, do luto e da desesperança não deixou de confiar, por isso, ela se caracteriza pela fé, inteligência, lealdade, persistência e esperança.
I – A CRISE ECONÔMICA
A crise é definida pelas as aflições vivenciadas no dia a dia. O termo crise é similar às palavras agonia, angústia, dor, carência, insuficiência, instabilidade e dentre tantas outras palavras, desequilíbrio.
Belém, quer dizer casa de pão. E na casa de pão faltou o pão. Por isso, Elimeleque saiu de Belém a procura de dias melhores para a sua casa. Em meio à crise os cristãos não poderão sair da casa de pão.
Sem previdência social a viúva nos tempos do Antigo Testamento era mantida pelo filho primogênito. No caso das viúvas Noemi, Rute e Orfa não havia ninguém que tinha o dever em suprir às necessidades de ambas as viúvas, porém como escreveu o profeta Isaias, Deus não desampara os seus (Is 41.17).
II – SUPERANDO AS CRISES
Por causa das percas Noemi tornou uma mulher amarga, triste e sem esperança. Segundo dados históricos Rute e Orfa deram 40 passos ao lado de Noemi. Com 40 passos dados Noemi falou com as suas noras que ficassem e retornassem para os seus povos de origem. Orfa voltou e segundo alguns escritos antigos a mesma tornou-se uma presa fácil entregue as orgias do mundo. Enquanto, Rute escolheu acompanhar a sua sogra Noemi.
Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores , irei eu e, onde que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Rt 1.16.
Conforme o versículo Rute teve as seguintes escolhas:
Escolheu estar ao lado da pessoa certa. A primeira escolha de Rute foi está do lado da pessoa certa. Naquele exato momento era Noemi que necessitava de uma pessoa amiga. E por ter compaixão de uma pessoa amada Rute tomou a decisão que mudou a vida dela. Seja nas questões emocionais o cristão deverá escolher a pessoa certa. Sendo assim também nas escolhas ministeriais sempre escolher a pessoa certa como conselheiro ou como amigo.
Escolheu fazer parte do povo certo. A segunda decisão de Rute foi a de fazer parte do povo certo. Biblicamente o povo de Israel são os filhos da eleição de Deus.
Por três motivos básicos Deus escolheu Israel como nação, os motivos são: para mostrar a sua glória ao mundo, para outorgar ao mundo as Escrituras Sagradas e para entregar o Salvador ao mundo.
E por escolher o povo certo Rute entra na genealogia do Salvador da humanidade (Mt 1.5).
Escolheu o Deus certo. O único e verdadeiro Deus que é rejeitado por muitos, não foi rejeitado por Rute “o teu Deus é o meu Deus”.
III – FÉ E TRABALHO
Para vencer as crises a atitude é essencial. Rute teve como atitude acompanhar e viver ao lado de Noemi na cidade Belém. Em Belém a nora de Noemi não ficou limitada em esperar alguém que as ajudassem, mas encontra partida Rute foi à busca de trabalho, pois o trabalho é bênção de Deus.
É por meio do trabalho, ou seja, da atividade profissional que Deus prospera os teus.
E é por meio do trabalho que o indivíduo torna-se digno.

Por fim, Rute perdeu pessoas que ele amava, percas para a morte. Noemi estava viva e Rute não a perdeu para a vida. Há pessoas que perdem outras em vida por não saber fazer escolhas. Portanto, resultados são provenientes de escolhas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: José: fé em meio às injustiças

José: fé em meio às injustiças
Anterior ao nascimento de Isaque Deus tinha falado a Abrão que sua descendência serviria a um povo em cuja terra seria peregrina por quatrocentos anos (Gn 15.13) e José foi enquadrado no cumprimento desta profecia. Conforme a última e mais extensa história de Gênesis, a de José, este personagem é um elo importantíssimo entre a promessa e o cumprimento.
José foi lançado na cova (Gn 37.24), por três motivos:
Primeiro motivo, os irmãos de José o lançaram na cova por que José tinha sonhos (Gn 37.5-11), no contexto atual muitos são jogados na cova por possuírem sonhos. Segundo motivo, José era amado de seu pai e isto provocava a ira nos seus irmãos (Gn 37.3). E como terceiro motivo, José tinha promessa de Deus.
O patriarca José é notável na Bíblia Sagrada por sua inteligência e sabedoria (Gn 41. 39) e por possuir o Espírito de Deus (Gn 41.38).
I – DOIS SONHOS E MUITAS CRISES
Os pais de Jacó demonstravam de maneira nítida, o apego e o carinho para com os seus filhos (Gn 25.28), porém, de maneira errada, pois, enquanto Isaque amava a Esaú, a sua esposa Rebeca amava a Jacó.
Quando os pais demonstram o apego a um dos filhos, tal atitude poderá proporcionar desarmonia e profundas contendas. Havia na época a importância da primogenitura, e Jacó fez de tudo para obter o direito de primogênito, isto é, ser o detentor do direito da bênção. Para isto, Jacó comprou a primogenitura (Gn 25.31), e enganou a seu pai (Gn 27.33).
Assim como seus pais falharam na expressão do amor para com os filhos, o patriarca Jacó também falhou, pois este amava mais a José. E aumentando esta lacuna, Jacó amava a Raquel mais do que a Leia.
Amar não é um erro, porém a demonstração do amor para com alguns em menosprezo a outros, pode ocasionar desajuste em qualquer instituição. A família como instituição não pode e nem deve outorgar brechas para a ocorrência de desajustes. Famílias desajustadas proporcionarão uma sociedade problemática.
Dentro de uma família, todos devem ser amados por igual, independente das diferenças de temperamento que cada filho tenha. Jacó foi um mau exemplo de paternidade, porque não soube administrar com sabedoria os sentimentos de sua família (CABRAL, p.79).
O patriarca José tinha sonhos, tendo estes sonhos origem em Deus. Ao relatar os sonhos para os seus irmãos a vida do patriarca começa a ter alterações desajustadas, porém, tudo caminhava para o bem do povo eleito por Deus. No passar do tempo os sonhos de José se cumpriram fidedignamente. Portanto, sobre sonho é certo afirmar que nem sempre os sonhos são compreendidos, mas se procedem de Deus, certamente se cumprirão no tempo oportuno.
II – A CRISE DA COVA E DA ESCRAVIDÃO
Ao ser lançado na cova José estava sendo humilhado pelos próprios irmãos. Percebe-se que o patriarca superou a crise da humilhação tanto ao ser lançado na cova como no ato de ser mercadoria vendida aos ismaelitas e com humilhação José foi conduzido como escravo ao Egito.
O presente tópico destaca quatro Ps concernentes a vida de José.
O primeiro trata-se do preço no qual José foi vendido. Os ismaelitas compraram José por vinte siclos de prata, valor que corresponderia a mais ou menos R$ 20,00, logo, em média o valor pago por José foi de R$ 400,00.
Sendo o segundo correspondente com a prosperidade, pois Deus prosperou o patriarca na casa de Potifar levando-o a função de mordomo.
Já o terceiro corresponde com a pureza. José foi testado e aprovado. A esposa de Potifar tentou a José, porém, o jovem sabendo do grande perigo disse as seguintes palavras, como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus? Que belas palavras de um jovem que tinha convicção que Deus era com ele e compreendia a importância de si manter fiel à pessoa de Deus.
O quarto trata-se da prisão. Vítima de uma mentira o patriarca José foi preso. Porém, com base na vida do jovem José percebe-se que até na prisão Deus prospera os teus. Não importa a situação o que importa é saber que quando Deus estar presente, Ele proporciona bênçãos na vida dos teus.
III – SABEDORIA PARA ADMINISTRAR
A sabedoria de José torna-se notável e respeitada principalmente pela interpretação dos sonhos. E o importante é que José atribui a glória à pessoa de Deus.
José foi escolhido para administrar o Egito, potência econômica e bélica do período. Não apenas se destacou como administrador, mas também como economista. A lição deixada por José é que a solução de determinado problema não estar distante da realidade das pessoas.
Nada acontece por acaso, Deus tem um plano em tudo. José foi vendido para o Egito, propósito de Deus nesta história era salvar o seu povo de uma grande crise e cumprir sua Palavra em que os descendentes de Abraão viveriam em uma terra estranha por longos anos (Gn 15.13).
Segundo o Salmo 119.85 os soberbos abriram covas para o salmista, da mesma forma os patriarcas de Israel abriram a cova para José. Soberbos são aqueles que possuem sentimentos negativos caracterizados pelo ego, em que se acham superiores a outros. Porém, quando o crente obedece à palavra de Deus ele nunca desce, mas por Deus será exaltado e isto aconteceu de fato na vida do patriarca José, e da pessoa de Faraó o patriarca José recebeu nome de Zafenate-Panéia, que provavelmente significa Deus fala e Deus vive (Gn 41.45), logo, José foi exaltado por Deus.
Referência:

CABRAL, Elienai. O Deus de toda provisão, esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Culto de Doutrina: O aborrecimento do mundo para com os cristãos

O aborrecimento do mundo para com os cristãos
Texto: 18- Se o mundo vos aborrece, sabei que primeiro do que a vós, me aborreceu a mim (Jo 15.18).
Conforme o portal da Revista Veja (http://veja.abril.com.br) em 2015, sete mil e cem cristãos (7.100) foram mortos em perseguições. A cada cinco minutos um cristão é martirizado em alguma parte do mundo.
O presidente da Liberdade Cristã, Jim Jacobson, pediu: “Vamos orar pelos crentes perseguidos. Eles são a sua família cristã em todo o mundo. Ore pela sua segurança. Que eles sejam encorajados a continuar compartilhando o Evangelho, mesmo diante da perseguição e que seus perseguidores possam conhecer Cristo enquanto observam o corajoso testemunho destes crentes”1.
Portanto, a perseguição aos cristãos foi proferida pelo Senhor Jesus, sendo que a Igreja primitiva vivenciou uma terrível perseguição, porém quanto mais a Igreja era perseguida mais ela crescia. Aprende-se que na perseguição Deus outorga crescimento para a sua Igreja.
A maneira em que o aborrecimento se manifesta
A palavra grega presente no texto, μισέω, significa aborrecer ou odiar, é um termo usado especialmente para definir sentimentos maldosos e injustificáveis para com os outros, quer aos inocentes ou por hostilidade mútua. O aborrecimento do mundo para com os cristãos se caracteriza na perseguição e no assassinato de inúmeros cristãos.
1- Perseguição. Ser odiado e maltratado é uma das penalidades da grandeza moral e do poder espiritual; ou, colocando de modo diferente, um dos privilégios que Cristo confere aos seus amigos (BRUCE, p. 455).
Do latim a palavra perseguição tem como significado aquele que corre atrás de outro com severa opressão. No cenário religioso a perseguição tornou-se um fato social natural com ocorrência em todo o longo da historia da humanidade. Grandes religiões perseguindo as pequenas e pequenas perseguindo as grandes religiões. Sendo que a forma mais comum de perseguição ocorre na tentativa de forçar algum consenso de opinião (CHAMPLIN, p.241).
Triste realidade é saber que líderes religiosos perseguem membros de outras religiões por não haver um consenso de opiniões. Os apóstolos foram perseguidos por líderes religiosos por serem estes últimos indiferentes aos ensinos do judaísmo.
Muitos comunistas perseguiram os cristãos por serem estes contrários ao idealismo socialista de Karl Marx que em uma de suas obras registrou as seguintes palavras: comunistas não se rebaixam a dissimular suas opiniões e seus fins. Proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda ordem social existente2.
Por fim, a Igreja tem sido perseguida desde a sua fundação, logo a perseguição nunca morreu. Inúmeras perseguições desenvolvidas por fatores diferentes: economia, política, inveja, medo e conforme o texto de João 15.18,19 por o cristão não pertencer ao mundo.
2- Assassinato dos cristãos (Jo 16.2). O apóstolo Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Paulo foi decapitado. No Coliseu há relatos de cristãos sendo lançados às feras, mortos pela espada, retirando dos civis romanos ali presentes grande quantidade de aplausos.
Porém, assim expressou Tertuliano: o sangue dos mártires é a semente dos cristãos3.
O aborrecimento para com os cristãos se dá por estes não pertencerem ao mundo (v. 19)
Conforme João 15.19, dois são os motivos que explicam o ódio do mundo para com os cristãos: os cristãos não são do mundo e os cristãos foram escolhidos por Cristo.
Não são do mundo indica que os cristãos são santificados para viverem conforme a vontade de Deus. São guiados pelo Espírito Santo de Deus. E falam segundo a vontade de Cristo.
E por serem eleitos por Cristo são ingressados na obra do Senhor, sendo que o agir de Deus vai à contramão dos interesses do mundanismo.
A causa da perseguição está relacionada com a falta de conhecimento da pessoa de Deus (v.21)
A falta de conhecimento faz com que as pessoas vivam em desarmonia. Permite que haja afrontas, irregularidades, mentiras e conflitos infinitos que aparentemente para os tais conflitos não tem soluções.
Olhos altivos aborrecem ao Senhor.
Língua mentirosa aborrece ao Senhor.
Mãos que derramam sangue inocente aborrecem ao Senhor.
Coração que maquinam pensamentos maliciosos aborrece ao Senhor.
Pés que apressam a correr para o mal aborrecem ao Senhor.
Testemunha falsa que profere mentiras aborrece ao Senhor.
Porém, o que semeia contendas entre irmãos a alma do Senhor abomina (Pv 6.16-19).
Porém, tais ações são desenvolvidas da parte de pessoas que não conhecem a Deus, pois o conhecimento da pessoa de Deus permite que a harmonia no cenário cristão seja autêntica.
Portanto, a perseguição aos cristãos ocorre por esta ser a vontade de Deus, isto por três motivos: primeiro, a purificação dos crentes; segundo, é um meio de treinamento dos crentes; e, terceiro, como parte da missão da Igreja (CHAMPLIN, p. 244). Sendo assim, quando cada crente é perseguido este cresce diante de Deus. A perseguição não limita a aproximação do crente para com Deus, mas ao contrário proporciona a aproximação do cristão para com o Todo Poderoso.
Referência:
2- Manifesto Comunista.
3- O´REILLY, A.J. Os mártires do Coliseu. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
BRUCE. A.B. O Treinamento dos Doze. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 5. São Paulo: Hagnos, 2014.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: Deus: o nosso Provedor

Deus: o nosso Provedor
Assim como foi para o patriarca Abraão, também ocorreu com Isaque, pois, este vivenciou um terrível período de crise. Porém, se aprende que como Isaque não deveria habitar no Egito e sim em Canaã, a Igreja não deverá fazer da terra sua habitação, pois há uma Canaã celestial que está sendo preparada por Cristo.
E apareceu-lhe o Senhor e disse: não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser (Gn 26.2).
A ideia de ir para o Egito lembrava experiências ruins. Isaque estava sendo lembrado pelo Senhor de que não seria bom que ele fosse ao Egito, uma vez que seu pai, Abraão, havia passado por experiências ruins naquele lugar, com consequências amargas que lembravam mentira, engano e humilhação por estar fora da vontade de Deus (CABRAL, p. 64,65).
I – ISAQUE VAI PARA GERAR POR CAUSA DA FOME
O período de crise conduz as pessoas a tomarem decisões precipitadas. Sendo que as decisões precipitadas conduzirão a resultados catastróficos. É necessário que o cristão antes de tomar uma decisão, ore ao Senhor para ter da parte de Deus a orientação exata, assim fazendo colherá os benefícios do Senhor.
A crise estava instalada na terra. No céu, habitação do Senhor, não havia crise alguma. Logo, percebe-se que são nas crises que Deus renova as promessas para os teus filhos. No caso do patriarca Isaque as promessas renovadas foram as que Deus tinha feito a Abraão.
Por fim, o que fez diferença na vida de Isaque foi à obediência, pois a obediência a Deus faz com que os crentes prosperem.
Com Champlin (p.561, 562) se aprende:
A obediência é imposta por Deus (Dt 13.4).
É essencial á fé (Hb 11.6).
É resultado para quem dá ouvidos à voz de Deus (Êx 19.5).
É um dever que temos diante de Cristo (2 C 10.5).
Consiste em observar os mandamentos de Deus (Ec 12.13).
Manifesta-se através da submissão (Rm 13.1).
Deve proceder do próprio coração (Dt 11.13).
Não deve ter reservas (Js 22.2,3).
Deve ser constante (Fl 2.12).
II – CRISE COM OS VIZINHOS
A mentira exposta pelo crente demonstra a falta de confiança desde para com a ação do Senhor. Sendo que a mentira também conduz à destruição. A mentira transmitida por Isaque demonstrou que o patriarca falhou em sua confiança para com o agir de Deus e também a tal mentira poderia conduzi-lo a terrível decepção.
Isaque formou lavoura naquela terra e no mesmo ano colheu a cem por um, porque o Senhor o abençoou (Gn 26.12).
A obra especial de Deus na vida de Abraão foi realizada também na de seu filho. Deus o abençoava tanto que Isaque se tornou riquíssimo, ou mui grande, assim despertou a inveja de seus vizinhos filisteus (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 63).
Quando Deus prospera o inimigo levanta pessoas para interferirem na alegria do cristão. Porém, isto ocorre porque muitas pessoas não suportam ver a prosperidade de Deus ocorrendo na vida dos cristãos. Portanto, o mais triste é quando a inveja nasce no coração dos próprios membros da família cristã, ou seja, nos membros da igreja local.
A inveja é uma força divisória, potente o suficiente para despedaçar a mais poderosa nação ou os amigos mais íntimos (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, p.26).
III – CAVANDO POÇOS EM TEMPOS DE CRISE
Nos tópicos anteriores percebe-se que Isaque desejou ir ao Egito, porém foi obediente a Deus e não concretizou em atos a ida a este país. Isaque mentiu ao dizer que Rebeca não era sua irmã, mas visualizou o livramento de Deus e a prosperidade.
Ao utilizar os poços de Abraão o patriarca Isaque enfrentou a contenda dos pastores daquela região. Com espírito pacífico Isaque cava um poço, porém, mais uma vez os pastores contenderam com Isaque, logo o poço é batizado de Eseque, que significa contenda.
Por ter como qualidade a temperança Isaque cava mais um poço e os vizinhos mais uma vez se levantam contra o patriarca e o poço é chamado de Sitna, isto é, inimizade.
Portanto, a inveja gera contenda e inimizade.
Os poços que cavamos podem simbolizar as conquistas espirituais que fazemos, mas que são alvo de inveja, porfia de nossos inimigos espirituais. Isaque dá uma lição de paciência e mansidão em não revidar os ataques, mas não desistir de lutar pelos ideais sonhados. Às vezes nossos inimigos procuram entulhar nossos poços com as pedras da censura, da calúnia e da mentira para que desistamos de lutar (CABRAL, p.73,74).
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD.

CABRAL, Elienai. O Deus de toda provisão, esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Culto de Doutrina: Jesus a Videira Verdadeira

Jesus a Videira Verdadeira
Texto: 1- Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. 2- Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto (Jo 15.1,2).
A identificação do Filho, do Pai e da Igreja mostra que a harmonia é essencial para a concretização da frutificação no cenário eclesiástico. O Pai por ser o lavrador cuida, zela e proporciona os recursos necessários para a frutificação da videira. Já Jesus por ser a videira conduz a vitalidade aos ramos, outorgando a estes a oportunidade de frutificarem. Enquanto, que os ramos, ou seja, os membros da Igreja, de servos tornam-se amigos, resultado alcançado por obedecerem à pessoa de Jesus.
Jesus é a videira verdadeira
No AT há citações que indicam ser Israel uma videira planta por Deus em excelência, mas no decorrer esta planta se degenera e torna-se estranha (Jr 2.21). Porém, no NT a videira serve para identificar a pessoa de Jesus Cristo e não a Igreja, verdade que se concretiza por alguns motivos:
1- A videira é um organismo vivo que supre as necessidades de outros organismos.  A existência da videira garante o suprimento das necessidades dos outros seres vivos. A extração do fruto da videira, a uva, outorga o saciar das necessidades físicas.
As necessidades humanas são divididas em matérias e espirituais. Sendo que as necessidades materiais se subdividem em necessidades específicas: física, quando se trata da saúde; financeira, quando se trata das questões econômicas; e, emocionais, trata-se dos relacionamentos entre as pessoas. Já as necessidades espirituais correspondem com o relacionamento entre o indivíduo e a pessoa de Deus.
Portanto, o Senhor Jesus é a videira verdadeira que outorga o suprimento das necessidades de todos aqueles que se aproximam do Pai.
2- A videira permanece nos ramos. Estai em mim, e eu em vós (v.4), a permanência da videira nos ramos outorga a vitalidade através da seiva. No meio natural há ocorrência em que a seiva não é conduzida ao ramo, tornando este infrutífero. Aplicando ao crente, percebe-se que este está na videira, mas por não dá fruto a videira não está neste ramo, o que acontecerá será a retirada deste para ser lançado no fogo.
O meu Pai é o lavrador
A descrição do Pai como lavrador indica que Ele é o proprietário da videira. Por ser o proprietário da videira o lavrador fornece os elementos vitais para a mesma. Assim sendo, Deus outorga os elementos necessários para o desenvolvimento espiritual de todos aqueles que se aproximam dEle.
As ações a serem observadas no texto a respeito do lavrador são: limpar e tirar.
Os ramos que dão frutos serão limpos para darem mais frutos. Já os ramos que não dão frutos serão tirados e jogados fora (vv.2,6).
Vós sois os ramos
Os discípulos ao serem comparados com os ramos da videira são hermeneuticamente definidos pela natureza, pela honra alcançada, pelas dificuldades vivenciadas e pela alegria a ser conquistada.
De fato estes ramos devem ser limpos pela Palavra, e terão como resultados pela comunhão com Cristo a oração respondida e a permanência em Cristo, porém, o grande ganho presente no texto é ser reconhecido como discípulos e amigos de Cristo.
1- Ramos limpos pela Palavra. Todos os ramos que dão frutos serão limpos pela Palavra para que possam dá mais frutos. Portanto, o cristão que obedece a Palavra este dá muitos frutos.
2- Os resultados da comunhão dos ramos com a videira. Nitidamente dois são os resultados da comunhão entre os ramos e a videira: frutificação (v. 2) e orações respondidas (v. 7).
Porém, cinco são os resultados daqueles que permanecem em Jesus Cristo:
2.1- Têm as orações respondias (v.7).
2.2- Dão muitos frutos (v.8).
2.3- Cumprem propósitos (v.8).
2.4- Vivenciam o amor (vv.9,10).
2.5- Vivem em plenitude de alegria (v.11).
3- Os que permanecem são considerados discípulos e amigos de Cristo (vv. 8,15). Em ambientes em que há bons frutos, haverá boas sementes que espalharão. Quando os servos de Deus anunciam as Boas Novas em Cristo tornam-se seus discípulos. Pois, estão seguindo as normas de Jesus Cristo, obedecendo aos seus mandamentos.
Além de discípulos os onze apóstolos são chamados de amigos e não mais de servos. O servo recebe ordens, já os amigos conhecem a vida dos outros por cultivar a comunhão.
Por fim, Jesus Cristo é a videira verdadeira, o Pai é o Lavrador, e a Igreja são os ramos. Logo, é necessário que os membros da Igreja sejam purificados pela Palavra para que possam frutificar em um mundo cheio de maldades. Já aqueles que não estão em Cristo deverão se santificar para desfrutarem do grande amor de Deus.

domingo, 23 de outubro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: As consequências das Escolhas Precipitadas

As consequências das Escolhas Precipitadas
Para tudo na vida é necessário fazer escolhas. Porém, há momentos em que o ser humano toma decisões não pensadas, e isto se caracteriza com os maus resultados. Ou seja, boas escolhas outorgarão bons resultados e, maus resultados são provenientes de escolhas não pensadas.
Há algumas verdades sobre as escolhas tomadas: as escolhas determinarão o futuro do indivíduo, a maioria das escolhas é tomada em tempo de crises, boas escolhas bons resultados e más escolhas maus resultados.
As escolhas determinarão o futuro. As escolhas do presente determinarão o futuro e para que as escolhas não produzam efeitos negativos é necessário que o indivíduo reflita bem na decisão a ser tomada. Antes de cada decisão é necessário refletir nos seguintes conselhos.
Antes de uma decisão é necessário buscar a vontade de Deus. A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2).
Buscar conhecer a realidade vivenciada por outras pessoas. A sociedade atual erra por não aprender com os erros dos outros. Se cada ser humano na observação dos erros cometidos por outros os evitassem, a sociedade não seria tão entregue aos males da pós-modernidade.
Ouvir pessoas certas. É um grande erro não saber escutar as pessoas certas. Roboão deixou de escutar os anciãos para escutar os jovens que cresceram com ele. Já a viúva de 2º Reis capítulo 4, escutou a pessoa certa, o profeta de Deus.
A maioria das escolhas é tomada em meio às crises. Crise tem como significado as aflições vivenciadas no dia a dia. É também sinônima de agonia, angústia, dor, carência, insuficiência, instabilidade, e dentre tantas, é definida pela palavra: desequilíbrio.
Boas escolhas bons resultados.
Escolhas não pensadas, maus resultados. Os obreiros em especial deverão ter cautela nas escolhas, pois se em algum momento alguma escolha for tomada sem ser pensada a vida ministerial poderá entrar em colapso. Três são os principais inimigos do obreiro que não deixa que o mesmo pense em suas escolhas: pessoa do outro sexo, dinheiro e o orgulho.
I – O CUIDADO COM AS ESCOLHAS
A obediência de Abraão proporcionou a ele a prosperidade de Deus. Portanto, por meio da obediência e confiança, Deus prospera os cristãos em todos os tempos.
Abraão escolheu obedecer a Deus. A obediência conduz o cristão a confiar no Senhor. Portanto, com o patriarca Jó aprende-se que nem sempre as crises são definidas pelas escolhas erradas da vida, pois Jó era íntegro a Deus, mas mesmo assim perdeu tudo o que tinha.
No caso de Jó a crise não foi o resultado da desobediência ou da falta de acertos nas escolhas, mas tratava-se de uma provação. A provação de Jó se resume na palavra PERCA e elas foram:
Perca dos bens matérias: em um momento para outro o patriarca perdeu toda riqueza.
Perca de seus filhos: antes que o primeiro mensageiro terminasse a mensagem o segundo já aproximava e transmitia a mais dolorosa de todas as más notícias daquele dia: “a morte dos filhos”.
Perca da saúde física: Jó foi ferido com uma chaga maligna da cabeça aos pés.
Perda do incentivo da esposa: as palavras da esposa de Jó foram: amaldiçoa a Deus e morre (Jó 2.9).
Portanto, da vivência de Jó fazendo aplicação à vida de cada cristão entende-se que tudo ocorre para o bem do crente (Rm 8.28).
Retornando a história do patriarca Abraão nota-se que Deus o prosperou no Egito, isto porque a prosperidade do cristão vem do Senhor.
II – LÓ É ATRAÍDO POR AQUILO QUE VÊ
A prosperidade requer que o beneficiado seja excelente administrador das bênçãos outorgadas por Deus. Deus prosperou a Abraão e a Ló, sendo que a prosperidade tornou-se um problema, pois estava gerando conflito entre os pastores de ambos. O conflito surge quando há necessidade de escolha entre situações que podem ser consideradas incompatíveis.
O diálogo deve ser a decisão primária a ser escolhida pelo líder. Abraão era um exímio líder, verdade percebida por duas atitudes: primeira, Abraão chama Ló para conversar; e segunda atitude, Abraão escutou e respeitou a escolha de Ló.
Bons líderes são bons ouvintes. Ouvir as pessoas de sua equipe contribui para seu sucesso e para o desenvolvimento delas. Ao ouvir as ideias e opiniões delas, principalmente antes de você tomar decisões, você lhes dá uma chance de colaborar mais... Essa é uma das melhores formas de fazer com que comecem a pensar de modo criativo (MAXWELL, p. 133).
Com Ló se aprende que as escolhas não poderão ter como decisão, o que se apresenta ser melhor para os olhos.
Sendo que atitude de respeito, compreensão, contribuição, cooperação, amizade, amor, tolerância e gratidão são elementos positivos que encurtam o caminho de quem faz a vontade de Deus... As consequências inevitáveis aconteceram e, mesmo que Ló procurasse ter uma vida de retidão onde vivia, não conseguiu dominar o ímpeto de sua família, perdendo a autoridade sobre sua mulher e suas filhas, as quais se corromperam com o estilo de vida depravado daquela cidade (Gn 19.14,16,17). Ló escolheu segundo o espírito do mundo representado por Sodoma e Gomorra (CABRAL, p.61).
III – LÓ, UM CASO DE PROSPERIDADE E PERDAS
Os resultados desagradáveis para Ló foram ocorrendo gradualmente:
Em primeiro lugar, Ló enfrentou uma grande guerra, pois decisões precipitadas se resumem em tempos conturbados.
Em continuidade as percas sofridas por Ló, percebe-se que no momento da destruição de Sodoma e Gomorra, a mulher de Ló se tornou em uma pedra de sal.
E em terceiro, no julgamento de Sodoma, Ló perdeu tudo o que tinha.
Por fim, as filhas de Ló tiveram filhos com o próprio pai.
Portanto, resultados são provenientes de escolhas. Boas escolhas, bom resultados; más escolhas, maus resultados.
Referência:
MAXWELL, Jonh C. A arte de formar líderes. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2011.

CABRAL, Elienai. O Deus de toda provisão, esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.