Deus é Fiel

Deus é Fiel

domingo, 12 de outubro de 2014

EBD: O Deus que intervém na história


EBD: O Deus que intervém na história
Intervir é a palavra chave para a compreensão da presente lição.
Os profetas posteriores são classificados mediante o acontecimento do exílio. Ficando assim definidos: profetas pré-exílicos, profetas exílicos e profetas pós-exílicos. Os profetas do período do exílio são: Jeremias, Obadias, Ezequiel, Ageu e Zacarias. Portanto, os capítulos 40 a 66 do livro de Isaías possuem características para o período em análise.
Jeremias ficou em Jerusalém enquanto o povo foi levado cativo, deste acontecimento originou a obra Lamentações de Jeremias, em que o profeta enfatiza as misericórdias do Senhor como causa da existência dos judeus (Lm 3.22). Enquanto no meio dos príncipes Deus usava Daniel no meio da multidão Deus usava o profeta Ezequiel.
O profeta Daniel foi usado por Deus para desvendar o sonho de Nabucodonosor.
I – O SONHO PERTUBADOR DE NABUDONOSOR.
1- O tempo do sonho.
2- A habilidade dos sábios é desafiada no palácio.
3- O fracasso da sabedoria.
Comentário:
Há três tipos de sabedoria: a humana, a diabólica e a divina.
A sabedoria humana é tendenciosa e orgulhosa, pois busca a satisfação dos desejos carnais.
Já a sabedoria de origem em Satanás é pretenciosa ao pecado.
Por fim, a sabedoria que tem a sua origem em Deus é libertadora, pois outorga ao ser humano o conhecimento do bem e conduz o mesmo a tomar decisões que agrade a Deus.
Todos que desejam a sabedoria deverão pedir a Deus e a busca-la. Salomão assim escreveu: “eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão” (Pv 8.17). Os que buscarem a sabedoria a encontrarão. Buscar significa desejar e correr atrás para obtê-la.
Salomão no início do seu reinado pediu a Deus sabedoria para governar um povo grande e numeroso.  
Por fim, a sabedoria é fundamental para uma liderança eficiente e eficaz (Gn 41.39), e também muito importante para a tomada de decisões (At 15.13-34).
Nabucodonosor ao ter o sonho perdeu o sono e isto o incomodou por dias fazendo com que os sábios da Babilônia fossem postos em teste, porém nenhum deles conseguiu revelar o sonho. Quando tudo parecia não ter resposta apareceu Daniel e pediu, mas um tempo e com oração o profeta teve a revelação adequada do sonho. Logo, se conclui que Deus está no controle de todas as coisas.
Assim, os sábios e a sabedoria da Babilônia foram envergonhados diante da sabedoria divina.
II – A ATITUDE SÁBIA DE DANIEL.
1- A cautela de Daniel.
2- Deus revela mistérios.
3- O caráter profético do sonho de Nabucodonosor.
Comentário:
A cautela de Daniel poderá ser notada em três momentos: primeiro, quando o mesmo foi até o rei para pedir mais um tempo; segundo momento, quando Daniel pediu ajuda aos seus amigos para orarem com ele; e por terceiro, Daniel demonstrou sua confiança no Senhor.
Deus revela mistério, por isso, é necessário que o cristão conheça a pessoa de Deus, por que, Deus não é limitado pelo tempo, pois Ele é eterno.  Deus não é limitado pelo espaço, pois Ele é Onipresente. Deus não limitado pela ciência, pois Ele é Onisciente. Deus não é limitado pela força, pois Ele é Onipotente. Deus não é limitado por sentimento, pois Ele é o Amor.
O caráter de Daniel é notificado no momento em que o mesmo não fica com a glória da revelação, logo, o profeta demonstrou humildade e convicção do Deus que o mesmo servia.
Mais uma palavra
A sabedoria torna-se notória por meio das palavras ou por meio das obras. Sendo assim, Tiago conclama os membros da igreja cristã a demonstrar a sabedoria. Quando o indivíduo demonstra sabedoria com o intuito de menosprezar outros, tal sabedoria não tem origem em Deus, pois a que procede de Deus outorga benefícios aos envolvidos na comunidade cristã.
A sabedoria humilde não apresenta o eu, mas outorga honra e glória a Jesus. A humildade foi a virtude que Jesus enfatizou na noite da santa ceia aos seus discípulos. Jesus lavou os pés dos seus discípulos para ensinar que Ele não veio para ser servido, mas para servir (Jo 13).
A sabedoria proporciona ao cristão a mentalidade de que o mesmo foi chamado para servir e não para ser servido. É triste, porém, é uma realidade, nos dias atuais há líderes que querem sugar a lã das ovelhas e para isto apresentam-se superiores aos demais e por status brigam entre si.
III – DANIEL, CONTA O SONHO E INTERPRETA - O.
1- A correta descrição do sonho.
2- A interpretação dos elementos materiais da grande estátua.
3- A pedra cortada, sem ajuda de mãos
Comentário:
Resumo da interpretação:
Parte
Material
Império
Período de dominação
Cabeça
Ouro
Babilônia
606-539 a.C
Braços e peito
Prata
Médio-Persa
539-331 a.C
Ventre e coxas
Bronze
Grego
331-146 a.C
Pernas e pés
Ferro e barro
Romano
146 a.C-476 d.C.
Pedra cortada...
Representa o reino de Cristo intervindo nos reinos do mundo.

domingo, 5 de outubro de 2014

EBD: A Firmeza do Caráter Moral e Espiritual de Daniel


Determinação é a palavra chave da presente lição, e tem como significado, forte inclinação para algo, sendo que na presente lição a palavra chave se refere com a forte inclinação de Daniel e seus amigos em obedecer a Deus.
Daniel e seus três amigos são destaques na narrativa bíblica no que corresponde a temática integridade e fidelidade para com Deus. Portanto, a formação moral e espiritual de Daniel e seus amigos são frutos da educação dos pais.
Mais uma palavra
Pais não formam os filhos, mas fazem dos filhos verdadeiros discípulos.
Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele. Pv 22.6.
Os pais não somente ensinam com palavras, mas também com atitudes e escolhas. Os filhos estão a observar e a vigiar todos os passos e decisões que seus pais tendem a palmilhar e a tomarem. Cada aprendizagem se demonstra na ação da criança. 
Três são as benevolências de Deus que todo ser humano deseja: riqueza, honra e vida (Pv 22.4), porém, tais benevolências são outorgadas a pessoas humildes e tementes a Deus. O temor ao Senhor e a humildade são duas armas fundamentais para que as próximas gerações desenvolvam práticas em conformidade aos padrões da Escritura Sagrada.
Colhendo conforme o plantio.
Aquele que planta colherá. Os pais como agricultores estão à espera da concretização do cultivo plantado em seus filhos. Pais como agricultores têm como principais virtudes a esperança e a confiança.
Ninguém prepara pessoas para uma vida delinquente. Assim escreveu certo obreiro: “quando eu era capelão na penitenciária de Arkansas, nos Estados Unidos, dos 1.700 presos, só um se criara num lar onde havia culto doméstico. Mais tarde, soube que esse prisioneiro foi libertado porque provaram a sua inocência”. Tal cidadão foi criado segundo os valores cristãos.
Os valores são passados principalmente quando há interação entre: Deus, pais e filhos. O lazer é fundamental para que pais e filhos desfrutem do amor familiar. Portanto, são nestas horas que os filhos aprendem com os pais. Pois, estes momentos são fundamentais para a formação do caráter e da índole dos filhos.
Pai exemplo de ministro.
Os pais como exemplo dos filhos são de fato verdadeiros sacerdotes. Pois, não forçam os filhos a tomarem uma decisão, mas os ensinam a tomarem a decisão certa. Primeiramente tais pais oram a Deus para que a vontade do Senhor seja concretizada na vida dos filhos. Com tal atitude os filhos compreendem que seus pais são limitados, porém passam a entender que os seus pais são dependentes de Deus. O exemplo passa a ser fundamental para que as próximas gerações reconheçam a importância da vida.
Em segundo, os pais se transformam em modelos certos para que seus filhos sejam bem sucedidos.
Como ministros de Deus na vida dos filhos os pais são verdadeiros símbolos de alguém que soube confiar em Deus acima de todas as circunstâncias.
O único meio de restaurar a sociedade é salvando a família. O termo salvação tem como significado livramento de um perigo eminente. E da maneira que anda a sociedade percebe se que o perigo é eminente e jaz a porta. Portanto, é de responsabilidade dos pais restaurar a sociedade e isto só será possível com a salvação da família, sendo que isto se concretizará por meio do culto doméstico.
I – UMA RESTROSPECTIVA HISTÓRICA
1- A situação moral e política de Judá.
2- A situação espiritual de Judá.
3- O império babilônico arrasa o reino de Judá.
Comentário:
Até os sacerdotes no período histórico em estudo se afastaram de Deus. Sendo que a função sacerdotal era aproximar Deus do povo, o próprio estava longe da presença de Deus.
As três incursões do rei da Babilônia contra Judá:
a) a primeira etapa; no ano de 606 a.C, onde que os tesouros do templo foram levados (2 Cr 36.7) e também a elite de Judá: o rei Joaquim, os oficiais da corte e entre eles Daniel e seus três amigos (Dn 1.1-7).
b) segunda etapa; no ano de 597 a.C, Jerusalém foi pela segunda vez invadida pelos babilônicos e desta vez foram conduzidos 10.000 homens para Babilônia entre eles Ezequiel (2 Re 24.14).
c) terceira etapa; no ano 586 a.C, pela terceira vez Jerusalém é invadida e desta vez o templo e a cidade são destruídos ficando na cidade apenas os pobres (2 Re 25.12).
II – A FORÇA DO CARÁTER
1- A tentativa de aculturamento dos jovens hebreus (1.3,4).
2- O caráter colocado à prova (1.5-8).
Comentário:
O cristão não poderá perder a conformidade com Deus por nada desta vida. Ter conformidade com Deus é ser justo, reto e conhecer a Deus. O indivíduo que possui conformidade com Deus não se deixa levar por cultura contraria a Palavra. Daniel e seus amigos não usufruíram da comida do rei por que iria de contra partida ao princípio espiritual dos jovens.
Além de terem conformidade com Deus os jovens demonstraram maturidade. Resultados são provenientes de escolhas. Os jovens souberam escolher, isto é, não aceitaram a alimentação oferecida aos deuses da Babilônia e por isso, Deus retribuiu conforme a fidelidade.
III – A ATITUDE DE DANIEL E DE SEUS AMIGOS
1- Uma firme resolução: não contaminar (1.8).
2- Daniel, um modelo de excelência.
3- Daniel: modelo de integridade x sociedade corrupta.
Comentário:
O último tópico apresenta o profeta Daniel em três pose diferente: primeira, pose de jovem dedicado, escolheu não contaminar; segunda pose, mesmo sendo jovem tornou-se modelo de excelência; e como terceira pose, foi integro a Deus em meio a uma sociedade corrupta.
Com o aumento do pecado o cristão autêntico não poderá se deixar levar pelo ato de contaminação. Para isto o cristão deverá tomar cuidado com a concupiscência dos olhos, da carne e com a soberba da vida.
Muitos são os modelos para uma vida cristã autêntica. No contexto bíblico inúmeros nomes são lembrados como, por exemplo: Abraão, Moisés, Davi, João, Paulo e dentre outros. Daniel é um destes a ser lembrado, porém o que chama atenção que Daniel já se tornava modelo de excelência nos dias da sua vida.
Por fim, o indivíduo não poderá justificar erros pela corrupção dos outros. Daniel vivia em meio a um povo corrupto, porém, mesmo assim não se corrompeu, mas foi integro a Deus.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Salmo 29 – Davi louva ao Senhor

Texto: 1- Dai ao Senhor, ó filhos dos poderosos, daí ao Senhor glória e força.

 2- Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor na beleza da sua santidade (Sl 29.1,2)
No salmo em apreço o salmista Davi conclama os anjos a adorarem ao Senhor e também a aceitarem a supremacia de Deus. No presente salmo há forte descrição da supremacia do Senhor sobre as tempestades, assim como há exaltação a Deus como Rei entronizado.
Deus é adorado pelos anjos
Os anjos são teologicamente conhecidos como filhos de Deus por criação (Sl 148.5). No texto bíblico os anjos se encontram divididos em categorias, são elas: arcanjo, querubins, vigias e serafins.
 Arcanjo. Erroneamente muitos cristãos utilizam a seguinte palavra, arcanjos, para se referirem a esta categoria angelical, porém, o erro na citação ocorre pelo fato de apenas um arcanjo ser citado em toda a Escritura Sagrada.
O arcanjo Migue é mencionado na Bíblia com a seguinte função, trabalhar em prol do remanescente de Israel. É tanto que na citação de Paulo a respeito da vinda do Senhor Jesus a voz de arcanjo é mencionada (1 Ts 4.17), isto é, indicação de que a missão de Miguel corresponde diretamente com a nação israelita.
Querubins. O termo querubim do hebraico, qeruvim, tem por significado bendizer, louvar, adorar. Os anjos que compõe esta categoria estão associados com a santidade de Deus e a adoração a Deus.
Serafins. Tem por significado arder. E semelhante aos querubins guardam o trono de Deus e são também conhecidos como anjos adoradores.  
Vigias. São citados nos escritos do profeta Daniel (4.13,17,23) e corresponde com os anjos que promovem zelosamente os planos de Deus.
Na Escritura Sagrada algumas verdades sobre os anjos merecem total atenção por parte dos cristãos, são elas:
Os anjos são reais, mas nem sempre visíveis (Hb 12.22).
Os anjos adoram, mas não devem ser adorados (Sl 148.2).
Os anjos servem, mas não devem ser servidos.
A voz do Senhor
Por sete vezes Davi faz menção da frase a voz do Senhor. Alguns estudiosos definem a utilização do termo voz do Senhor para confrontar os adeptos de Baal.
Porém, o que se pode definir do texto é que o número sete faz alusão da perfeição e superioridade divina.
Deus é perfeito. O ser humano por mais que desenvolva atitude que agrade a Deus em algum momento da vida desenvolverá algo que entristecerá o Espírito Santo.
Deus é superior águas. O ciclo hidrológico depende de Deus. Deus é o criador de todas as coisas e a sua voz outorga a criação de todas as coisas. A voz do Senhor faz com que o sobrenatural ocorra.
O Senhor reina
Por ser rei o Senhor tem o controle de todas as coisas e inclusive possui um reino com pessoas para serem lideradas. Como o reino pertence a Deus, assim também o poder e a glória (Mt 6.13).
O salmista descreve o reino do Senhor como reino perpétuo, isto é, não há fim. E ao mesmo tempo descreve que o reino de Deus outorga poder e paz para os membros deste reino.
A igreja recebeu poder para pregar o Evangelho com autoridade. E cada pessoa que se soma ao corpo de Cristo recebe a paz do Senhor (At 1.8).
Portanto, o salmo 29 corresponde a um salmo real e define a abrangência do reino de Deus que alcança a ordem física e espiritual de toda obra criada.

domingo, 28 de setembro de 2014

EBD: Daniel, nosso “Contemporâneo”


EBD: Daniel, nosso “Contemporâneo”
A primeira lição do quarto trimestre apresenta como palavra-chave: providência. Providência é ação pela qual Deus conduz os acontecimentos e as criaturas para o fim que lhes foi destinado. Providência é a ação de Deus em governar a obra criada, logo, providência corresponde com um decreto de Deus.
 Daniel foi um jovem levado cativo para a Babilônia, e no desenrolar histórico o jovem no império no qual foi conduzido se transformou em um grande líder e tornou-se reconhecido como um grande profeta de Deus. O profeta Daniel foi usado por Deus para revelar fatos que o alça ao título de profeta contemporâneo, pois sua mensagem corresponde com fatos que aconteceram, estão acontecendo e hão de acontecer.
O livro de Daniel poderá ser dividia em duas partes: a narrativa e a apocalíptica.
Na narrativa (Daniel 1-6) os relados da obra correspondem com a vida de Daniel e com relatos de pessoas próximas do profeta.
Já na segunda parte, a apocalíptica, temas como as setentas semanas, o anticristo e o prenúncio do tempo do fim, tornam-se centrais.
I – A HISTÓRIA POR TRÁS DO LIVRO DE DANIEL.
1- A formação histórica de Israel.
2- O governo teocrático.
3- O governo monárquico.
Comentário:
De Abrão ao povo israelita. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã (Sl 30.5). Para o personagem Abrão a noite não durou apenas uma média de doze horas, mas uma abrangência de 25 anos. Ao sair das terras de sua origem Abrão tinha 75 anos (Gn 12.4), e ao ver o cumprimento da promessa possuía 100 anos de idade (Gn 21.5) isto indica que quem tem promessa de Deus não morrerá sem que elas se cumpram. Assim de Abraão veio Isaque e deste os doze patriarcas que entram no Egito em um número de 75 pessoas (At 7.14).
A escolha de Israel como nação em relação ao chamado de Abrão corresponde a abençoar a todas as famílias da terra.
O período monárquico vai de 1095 a.C até 975 a.C com a duração de 120 anos, abrangendo os reinados de Saul, Davi e Salomão. Os escritos Bíblicos deste momento histórico encontram se nos livros de 1º Samuel ao livro de 1º Reis.
Com os reinados de Davi e Salomão este período passa a ser considerado como o período da Idade de Ouro da história de Israel. A conquista de Jerusalém e a construção do Templo faz deste período o auge da história do povo israelita.
Situação pós-divisão do reino de Israel. Reino do sul. Também conhecido como o reino de Judá, formado pelas tribos; Judá e Benjamim. No total o reino do sul teve 20 reis em uma única dinastia. Com duração aproximada de 350 anos. E teve como capital política e religiosa a cidade de Jerusalém.
Dentre os 20 reis do reino do sul poucos fizeram o que era reto aos olhos do Senhor, dentre eles Ezequias e Josias (2 Re 18,3;22.2).   Ao contrário da retidão destes líderes os demais seguiram os maus caminhos do reino do norte e em destaque o rei Manassés. Pelos pecados cometidos pelos reis e pelo povo do sul, Deus proferiu através de Isaias o cativeiro de Judá (Is 6.11,12;39.6) e por meio de Jeremias a duração do cativeiro (Jr 25.11,12).
Reino do norte. Também conhecido como reino de Israel formado por dez tribos e teve como primeiro rei Jeroboão. Em todo período histórico do reino do norte 19 foram o número dos monarcas, porém não de uma mesma dinastia, mas de 9 dinastias diferentes.
Jeroboão por medo de perder a sua liderança fundou um falso sistema religioso, fazendo dois bezerros de ouro e pondo os em Betel e em Dã (1 Re 12. 26-30). Portanto, com Onri foi fundada a cidade de Samaria que mais tarde seria a capital política do reino do norte.
Portanto, no ano de 722 a.C o reino do norte tornou se cativo da Assíria (1 Re 17. 6,7).
II – OS FATOS QUE PROPICIARAM O EXÍLIO NA BABILÔNIA.
1- O contexto político do reino de Judá.
2- Israel no exílio babilônico.
Comentário:
O motivo do cativeiro. Nos dias do rei Josias o povo de Israel vivenciou um profundo avivamento. Avivamento significa trazer a vida, ou seja, alguém que perdeu os sentidos e por ação espiritual passa a ter de volta os sentidos recobrados. Entretanto, em vinte e dois anos o Reino do Sul foi destruído, isto, porque após a morte do rei Josias o povo degenerou-se espiritualmente e moralmente. No governo de Josias o avivamento foi motivado pela descoberta do livro da lei (2 Re 22.8) e também pelo apoio dos profetas Jeremias (Jr 1-12), Sofonias (Sf 1.1) e Habacuque (Hb 1.2-4) com o objetivo levar o povo a presença de Deus. Todavia a perca do temor ao Senhor e o abandono da palavra de Deus levou o povo a destruição.
Etapas do cativeiro. Em 606 a.C, Nabucodonosor invadiu o território dos judeus. Iniciando nesta data o cativeiro de Judá. Para melhor compreensão histórica notemos que o cativeiro dos judeus foi ocorrido em três etapas.
a) a primeira etapa; no ano de 606 a.C, onde que os tesouros do templo foram levados (2 Cr 36.7) e também a elite de Judá: o rei Joaquim, os oficiais da corte e entre eles Daniel e seus três amigos (Dn 1.1-7).
b) segunda etapa; no ano de 597 a.C, Jerusalém foi pela segunda vez invadida pelos babilônicos e desta vez foram conduzidos 10.000 homens para Babilônia entre eles Ezequiel (2 Re 24.14).
c) terceira etapa; no ano 586 a.C, pela terceira vez Jerusalém é invadida e desta vez o templo e a cidade são destruídos ficando na cidade apenas os pobres (2 Re 25.12).
Duração do cativeiro. O cativeiro babilônico durou 70 anos, sendo profetizado por Jeremias (Jr 25.12). Em setenta anos os judeus andaram errantes em meio a um povo idólatra.
4. Profetas do período do cativeiro. Os profetas posteriores são classificados mediante o acontecimento do exílio. Ficando assim definidos: profetas pré-exílicos, profetas exílicos e profetas pós-exílicos. Os profetas do período do exílio são: Jeremias, Obadias, Ezequiel, Ageu e Zacarias. Portanto, os capítulos 40 a 66 do livro de Isaías possuem características para o período em análise.
Jeremias ficou em Jerusalém enquanto o povo foi levado cativo, deste acontecimento originou a obra Lamentações de Jeremias, em que o profeta enfatiza as misericórdias do Senhor como causa da existência dos judeus (Lm 3.22). Enquanto no meio dos príncipes Deus usava Daniel no meio da multidão Deus usava o profeta Ezequiel.
III – DANIEL, O AUTOR E O LIVRO.
1- O homem Daniel.
2- A importância do livro.
3- A autoria e as características do livro.
Comentário:
Daniel é apresentado na sua própria obra com três características básicas: como homem público, como homem de oração e como profeta.
Como homem público Daniel se destacou pela sabedoria e pelo compromisso às atividades assumidas.
Como homem de oração em meio a uma afronta de inimigos para silencia-lo o profeta continuou seu costume de orar a Deus diariamente e por três vezes ao dia.
Como profeta Daniel entra no cenário como profeta que notificou a Israel a respeito da libertação da nação dos seus inimigos.
Como consideração final, cito a verdade prática: Daniel é um exemplo de perseverança na fidelidade a Deus e de integridade moral, estimulando-nos a confiar no projeto divino.

domingo, 21 de setembro de 2014

EBD: A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago



A palavra chave para compreensão da presente lição é conselho. O termo conselho tem como significado ensino ou aviso que cabe fazer.
Dica: Como se trata da última lição torna-se necessário que o professor outorgue aos alunos um espaço devido para que os mesmos deem conselhos naquilo seja útil para os demais.
Porém, necessário que o professor também deixe seu conselho para seus alunos.
Segue abaixo quatro conselhos para que o servo de Deus seja sábio em seus atos.
Primeiro, administre o tempo.
Segundo, fale palavras certas nas horas certas.
Terceiro, trabalhe bastante.
E em quarto, não seja extremista, seja moderado e temperado.
I – O VALOR DA PACIÊNCIA E A PROIBIÇÃO DO JURAMENTO (Tg 5.7-12).
1- O valor da paciência e da perseverança.
2- O valor da tolerância de uns para com os outros.
3- Aflição, sofrimento e juramento.
Comentário:
Três palavras no presente tópico merecem definições claras, são elas: paciência, perseverança e tolerância.
A paciência é definida como virtude que proporciona ao indivíduo suportar as maldades, as injurias e até mesmo, as importunações.
Perseverança é definida como virtude que permite ao indivíduo a permanência naquilo que acredita ou que espera.
Já tolerância indica disposição de admitir o outro sem levantar contenda.
Tiago faz alusão da paciência presente na atividade diária do agricultor. O trabalhador do campo espera a estação certa para desenvolver as suas atividades. Assim também deve ser o cristão em não desenvolver atitudes na hora errada. Com paciência o cristão passa a definir escolhas corretas e ações corretas. Conforme o comentário da revista com paciência às dificuldades, privações, inquietações, e o sofrimento serão vencidos.
O membro do corpo que primeiramente corresponde com ação que retira do indivíduo a virtude da tolerância é a língua. Por isso, opiniões e comentários a respeito de pessoas principalmente quando estes comentários são sem fundação torna se necessário recorre aos conselhos de Tiago.
Por fim, Tiago exemplifica o passar aflição, sofrimento e juramento com o patriarca Jó, grande exemplo de homem paciente.
A provação do patriarca se resume na palavra perca e elas foram:
A primeira perca foi a dos bens matérias: em questão de segundos o patriarca perdeu toda riqueza.
Quinhentas juntas de bois e as quinhentas jumentas foram tomadas pelos sabeus (notáveis por suas riquezas e por suas mercadorias).
Sete mil ovelhas foram queimadas por fogo que desceu do céu.
Três mil camelos foram tomados pelos caldeus.
Segunda perca foi à morte de seus filhos: antes que o terceiro mensageiro terminasse a mensagem, o quarto já aproximava e transmitia a mais dolorosa de todas as más notícias daquele dia: “a morte dos filhos”.
A terceira foi a perca da saúde: Jó foi ferido com uma chaga maligna da cabeça aos pés.
A quarta perca foi a do incentivo da esposa: as palavras da esposa de Jó foram: amaldiçoa a Deus e morre (Jó 2.9).
Com tantas percas o patriarca foi paciente e recebeu de Deus a vitória, portanto Tiago foi bem sucedido em dá como exemplo de paciência o patriarca Jó, pois em meio à aflição soube esperar em Deus.
II – A UNÇÃO DE ENFERMOS E COMO DEUS OUVIU A ELIAS (Tg 5.13-18).
1- Oração e cânticos.
2- A oração da fé.
3- Oração e confissão.
Comentário:
Oração é adoração, porém, existem momentos em que a luta proporciona enfraquecimento do cristão para o louvor, mas ao mesmo tempo fortalece para a dedicação à oração. Logo, Tiago enfatiza que se alguém está triste ore, mas se estar alegre cante.
Oração indica diálogo, isto é, conversa entre o cristão e Deus.
A oração proporciona: encorajamento, confiança e renovo.
Encorajamento. Há pessoas limitadas em ações por não ter uma vida de plena consagração a Deus em oração. A oração em si proporciona encorajamento, pois o ser humano percebe que há hostes espirituais nos lugares celestiais que fazem de tudo o que é possível para desencorajar os servos do Senhor (Dn 10.12-14).
Portanto, o cristão é encorajado a tomar decisões após a oração (At 10.23). É notório que os resultados são provenientes de escolhas e não há melhor maneira para tomar decisões do que após consultar a vontade do Senhor. As decisões poderão ser bênção ou maldição para as futuras gerações.
Confiança. Ao ter uma vida de constante oração o cristão revela que possui intimidade com Deus e também confia na ação miraculosa do Senhor. Nota-se a confiança a Deus presente nas palavras de Davi: pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus no seu lugar santo. Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca (Sl 68.5,6), Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam (Sl 23.4). Portanto, quem ora confia em Deus.
Renovo. A oração proporciona renovo físico e espiritual. O rei Ezequias estava enfermo com uma doença mortal e a palavra do Senhor através do profeta Isaías para o monarca foi: põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás (Is 38.1). Porém após a oração feita por Ezequias a palavra do Senhor veio como renovo físico: ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos (Is 38.5).
São inúmeras pessoas que ao curvarem os joelhos estão desanimados e desacreditados. Não possuem forças para orar, entretanto nesta hora ocorre um dos fatos marcantes do ministério do Espírito Santo que é a intercessão pelo cristão (Rm 8.26).
III – A IMPORTANCIA DA CONVERSÃO DE UM IRMÃO (Tg 5.13-18).
1- O cuidado de uns para com os outros.
2- A proximidade do ensino de Tiago com o de Jesus.
Comentário:
O último tópico poderá ser resumido na seguinte frase: quem ama vai atrás daquele que se afastou do Senhor.
Professor muito obrigado por acompanhar os comentários desenvolvidos neste blog e finalizo esta série de estudos citando a verdade prática: Se vivermos os princípios da Epístola de Tiago teremos uma vida cristã que agrade ao nosso Deus.
Que Deus vos abençoe!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Salmo 24 – Avivamento - 3


Avivamento
Texto: 6- Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó. (Selá).
O avivamento é o terceiro tema a ser estudado com base no Salmo 24, que está representado no versículo 6.
Avivamento significa trazer de volta à vida. Porém, o avivamento só é possível aos vivos, pois um pecador não pode ser avivado. Quando alguém é avivado isto indica que ele está vivo, está despertado, é um ser animado e é um indivíduo estimulado.
Portanto, avivamento corresponde com o ato da conversão e com o ato da santificação. A conversão é o momento em que o homem é tirado do mundo, enquanto que a santificação é a retirada do mundo do coração do homem.
1- A definição do termo Avivamento feita ao longo da história. Avivamento é o retorno à vida, portanto, para cada momento homens de Deus definiram ou compararam o avivamento de maneira diferente, porém com o mesmo sentido original o retorno à vida. Tais diferenças estão relacionadas à circunstância e ao local.
 Para Charles Crabtree o avivamento não começa com o inconsciente ou com o espiritualmente morto. Começa com os vigias espirituais. Charles ainda definiu o avivamento a plena restauração e desenvolvimento da vida espiritual e enfatizou que definir avivamento pentecostal é mais importante, pois avivamento pentecostal é o acrescentar a dimensão do sobrenatural à vida espiritual.
Já para David Womack avivamento é um estado espiritual no qual os crentes se chegam mais perto de Deus, arrependem-se e purificam-se de acordo com os padrões bíblicos de santidade, são cheios com o Espírito Santo, esperam e experimentam manifestações sobrenaturais e cooperam juntos para glorificar a Deus, edificam-se uns aos outros e evangelizam os perdidos para Jesus Cristo.
Já o pastor Shedd descreve o momento em que o avivamento é necessário. Para o pastor Shedd o avivamento é necessário: “quando escutamos a palavra e não sentimos nada, quando a oração não passa de reza, quando ganhar dinheiro empolga mais que ganhar almas, quando o entretenimento empolga mais que a palavra, quando pecado consumado não cria nenhuma preocupação na consciência e quando há divisão”.
Segundo Billy Graham avivamento não é descer a rua com um grande tambor; é subir ao Calvário em grande choro.
2- Sinais do avivamento. Dentre tantos sinais do avivamento dois em especial deverão ser estudados, as lágrimas e o interesse pelas almas.
2.1- Lágrimas. Quando há avivamento as pessoas se comovem na presença de Deus. Certo pastor experiente foi interrogado por um pastor novato qual seria para ele o principal sinal do avivamento na igreja? O pastor experiente que estava jubilando respondeu: o principal sinal do avivamento em uma igreja está nos bolsos. O novato o indagou, por que no bolso? E teve como resposta, quando no bolso do cristão está presente o lenço isto indica que ele ainda chora na presença de Deus. Portanto, uma igreja que não chora na presença de Deus, indica que está morta ou morna.
2.2- Interesse pelas almas. O avivamento é uma questão individual com abrangência coletiva. O avivamento inicia-se com uma pessoa e abrange uma geração. Deus procurou por apenas um homem que tapasse o buraco no muro e não encontrou (Ez 22.30). Deus requer apenas um para iniciar uma grande obra.
3- A existência do Avivamento. O avivamento é evidenciado pela pregação da palavra, pela alegria da salvação e pela unção provinda de Deus. Na ausência de um destes elementos é mais do que necessário que haja clamor por um autêntico avivamento.
Na palavra de Joel o trigo está destruído, significa que não houve a pregação eficaz da palavra de Deus. O mosto se secou, corresponde com a ausência da alegria da salvação. E por fim, o óleo falta, isto é, não há unção.
O campo está assolado, e a terra, triste; porque o trigo está destruído, o mosto se secou, o óleo falta (Jl 1.10).
3.1- Efeitos causados pela ausência da Palavra. As consequências no meio cristão quando não há exposição da Palavra de Deus são catastróficas. Segundo os escritos do profeta Oseias na ausência do conhecimento da Palavra de Deus a destruição será completa, o meu povo foi destruído (Os 4.6), e também, ministros são rejeitados por rejeitarem o conhecimento do Senhor.
Porém, as consequências não param por aí, há mais efeitos como, por exemplo, a ausência de crescimento. O apóstolo Pedro escreveu na sua segunda epístola; antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe 3.18). Portanto, não havendo explanação da Palavra de Deus não há crescimento, ou seja, o povo não é edificado.
3.2- A oração proporciona um coração avivado. O avivamento através da oração possibilita a união do cristão para com Deus e a união do cristão para com o próximo. A oração também proporciona encorajamento, confiança e renovo espiritual.
 A oração é a dinamização do avivamento. Nos dias hodiernos muitos são os focos de avivamento espalhado pelo mundo, porém poucos são os focos que se espalham para o mundo. A dinamização assim como a propagação do avivamento é possibilitada pela oração.
A palavra avivamento significa acordar e viver. Em outras situações no Novo Testamento a palavra significa ressuscitar (Rm 14.9). Porém, na narrativa da parábola do filho pródigo o termo reviveu (Lc 15.32) corresponde à mudança de vida, que iniciou se com um desejo, foi alimentado pela humildade e por fim, foi concretizado por uma ação (Lc 15.18,20).
O avivamento tem como ponto inicial o indivíduo e se propaga às instituições (família, empresa, estado, escola e igreja) e se concretiza com o evangelho pregado em testemunho a todas as gentes (Mt 24.14).