Deus é Fiel

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terça-feira, 2 de abril de 2019

Culto de Doutrina: Apocalipse capítulo 11 – As duas testemunhas e a Sétima Trombeta


Apocalipse capítulo: 11 – As duas testemunhas e a Sétima Trombeta
O capítulo 11 de Apocalipse está dividido em dois tópicos: o primeiro corresponde com as duas testemunhas e o segundo corresponde com a sétima trombeta. As duas testemunhas serão personagens importantes na grande tribulação. E terão como missão testificar de Deus na terra em pleno período sombrio. Já a sétima trombeta anuncia que o mundo será de Cristo.
As duas testemunhas
 Há interrogações e dúvidas no que correspondem quem serão as duas testemunhas? Porém, o que se deve buscar como compreensão é a missão destas testemunhas e como elas serão usadas pela pessoa de Deus, para proferir unicamente a verdade em um momento de escuridão espiritual.
1- Conhecendo as duas testemunhas. Toda testemunha tem como responsabilidade testificar de algo ou de alguém. Logo as duas testemunhas terão que testificar de Cristo e do Reino de Cristo.
1.1- Serão duas. Do versículo 3 ao 10, o numeral dois de repete com as seguintes descrições: duas testemunhas (v.3), duas oliveiras, dois castiçais (v.4), e dois profetas (v.10). 
As quatro nomeações pertencem às duas testemunhas, portanto, as nomenclaturas diferentes indicam a autoridade e a missão destas testemunhas nos 1.260 dias.
A palavra testemunha corresponde com aquele que testifica de alguém ou de algo. Tendo o poder de desequilibrar uma demanda judicial.
As duas oliveiras e os dois castiçais estão associados à origem do óleo e a quem é ungida. Da oliveira o óleo é retirado para ungir aqueles que por Deus foram chamados. Logo, as duas testemunhas serão personagens ungidos por Deus para agirem com poder.
Os dois profetas. A missão principal do profeta era possibilitar a relação entre Deus e o homem. O profeta transmitia aos homens a vontade de Deus que se manifesta pelos decretos.
Serão duas testemunhas porque o número dois indica duplicação e força. E duas testemunhas possuem poder para confirmar a veracidade de um fato.
1.2- Paralelo ao ministério de Elias e de Moisés. Há um paralelo entre as ações das duas testemunhas com o que foi notável no ministério de Elias e de Moisés.
As duas testemunhas lançarão fogo de suas bocas e terão poder em fechar o céu (vv.5,6). Estas duas atitudes foram desenvolvidas por Elias em seu ministério (2 Re 2.9,15).
Terão poder para converter água em sangue e ferir a terra com toda sorte de pragas (v.6). Estas duas atitudes foram desenvolvidas por Moisés em seu ministério (Êx 7.19-25).
2- Quando acabarem o seu testemunho. O ministério de todos os que servem a Deus em um determinado dia terá o seu fim. Portanto, enquanto Deus tem plano na vida de alguém, não há nada que possa impedir a este o desenvolver da obra de Deus. Enfim, assim será com as duas testemunhas no período da grande tribulação.
2.1- Deus está no controle de todas as coisas. A besta só terá poder sobre as duas testemunhas quando elas concluírem o seu ministério, ou seja, no cumprimento dos 1.260 dias.
2.2- As testemunhas serão mortas. As duas testemunhas sofrerão a morte e os corpos de ambas ficarão na praça da cidade de Jerusalém por três dias e meio. Porém, Jerusalém espiritualmente aqui é chamada de Sodoma e Egito. Sodoma por causa da iniquidade e o Egito por representar o mundanismo e a opressão.
2.3- A morte das testemunhas será comemorada. E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra (Ap 11.10).
2.4- As testemunhas ressuscitarão. As duas testemunhas também serão participantes dos que fazem parte da primeira ressurreição (Ap 20.6).
No que corresponde à pergunta, quem serão as duas testemunhas? Cabe entender que serão dois importantes personagens levantados por Deus para testificarem das coisas sagradas e da vontade de Deus para com os homens.
A sétima trombeta
A sétima trombeta é abrangente no seu comprimento, pois descreve os acontecimentos que serão compreendidos nos capítulos seguintes: a mulher e o dragão (12), a besta que subiu do mar e a que subiu da terra (13), a proclamação do juízo de Deus (14), os sete anjos com as setes taças das últimas pragas (15.4).
Portanto, conclui-se que os capítulos 11 a 14 de Apocalipse descrevem os acontecimentos que marcam segunda metade da grande tribulação.

Culto de Doutrina: Apocalipse capítulo 10 – João se alimenta de um livrinho trazido do céu


Apocalipse capítulo: 10 – João se alimenta de um livrinho trazido do céu

O décimo capítulo de Apocalipse está dividido em dois parágrafos, que relatam a respeito do anjo forte que desceu do céu e a respeito do livro que serviu de alimento, doce na boca, porém amargo no ventre.
Percebe que o capítulo dez e os versículos um ao quatorze do capítulo onze de Apocalipse, correspondem com um intervalo entre a sexta e a sétima trombeta, tendo no capítulo em apreço o livro que serve de alimento para João, enquanto que no capítulo seguinte segue-se com a narrativa das duas testemunhas.
O anjo
A respeito do anjo alguns pontos são fundamentais para a compreensão referente aos versículos em análise: característica do anjo, posse de um livrinho aberto, clamou como brado de um leão e o juramento do anjo.
1- Características do anjo. O anjo é apresentado como forte, vestido de uma nuvem, sobre a cabeça havia um arco celeste, rosto como o sol, pés como colunas de fogo e grandeza incomum aos seres humanos, pés sobre o mar e sobre a terra.
2- O livrinho aberto. O livrinho corresponde à mensagem de Deus para a humanidade no que se refere ao destino final de todos os seres humanos.
3- Clamou como brado de leão. Após ter clamado como brama o leão fizeram soar as vozes de sete trovões, que pode corresponder com a citação de Davi (Sl 29.3-9):
Voz do Senhor ouve-se sobre as águas.
A voz do Senhor é poderosa.
A voz do Senhor é cheia de majestade.
A voz do Senhor quebra os cedros.
A voz do Senhor separa as labaredas de fogo.
A voz do Senhor faz tremer o deserto.
A voz do Senhor faz parir as cervas.
4- O juramento do anjo. No juramento o anjo revela a eternidade de Deus. Dizer que Deus é eterno, indica expressar que Deus não tem origem nem fim. Deus não é criatura, Deus é o Criador, verdade que permite compreender a eternidade como peculiaridade do Senhor.
João come o livrinho
O doce do livro pode trata-se das bênçãos, enquanto o amargo descreve a verdade a respeito das maldições. A Palavra de Deus é doce para os cristãos obedientes e outorga a estes bênçãos do Senhor, porém para os ímpios a Palavra de Deus torna-se amarga por apresentar o julgamento contra o pecado praticado proporcionando condenação para os incrédulos.
Quando o livrinho foi citado pela primeira vez no capítulo nota-se que ele estava aberto, fato que corrobora a escrita do versículo onze:
E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis.
A frase, “importa que profetizes outra vez”, descreve a importância da pregação da Palavra a todos os povos, tendo assim Deus uma palavra de transformação para todos aqueles que estão distantes da sua graça. Porém, a responsabilidade da pregação da Palavra pertence aos crentes salvos em Cristo Jesus.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: Tabernáculo – Um Lugar da Habitação de Deus


Tabernáculo – Um Lugar da Habitação de Deus
Mais um trimestre para honra e glória do Senhor, e também para a edificação da Igreja de Jesus Cristo, sendo que as Lições Bíblicas deste trimestre terão como tema central: O Tabernáculo, símbolos da Obra Redentora de Cristo.
A primeira lição tem como texto áureo: E me farão um santuário, e habitarei no meio deles (Êx 25.8).
E tem como objetivo geral:
Enfatizar a relação do Tabernáculo com a Igreja de Cristo.
E como objetivos específicos:
Apresentar a parceria de Deus com o povo de Israel para construção do Tabernáculo.
Mostrar que o Tabernáculo foi um projeto de Deus.
Pontuar a relação tipológica entre o Tabernáculo e a Igreja.
O Tabernáculo foi um projeto que Deus deu a Moisés e responsabilizou-o para construí-lo segundo um modelo especial. O modelo era divino, mas era feito com elementos materiais e teria um caráter temporal, que podia armar e ser desarmado para ser conduzido a outros lugares (CABRAL, 2019, p.8).
I – A PARCERIA DE DEUS COM SEU POVO PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO (ÊX 25.1-7)
O Tabernáculo foi construído com o objetivo de reunir o povo de Israel diante de Deus, tendo o caráter provisório, podendo ser armado e desarmado mediante a direção divina.
[...] construir uma morada para Ele tinha por objetivo mostrar o seu Espírito, fazendo-se sentir pelas manifestações especiais da natureza, como fogo, nuvem, água, relâmpagos e trovões sobre o lugar da sua presença, ou seja, a sua Shekinah (CABRAL, 2019, p. 15).
O tabernáculo se materializou mediante a contribuição dos israelitas com ofertas de ouro, prata, cobre, pano azul, púrpura, carmesim e linho fino. Sendo que a oferta é um plano divino para o sustento de sua obra, assim como um ato de voluntariedade e a fidelidade ao Senhor trará abundância aos contribuintes.
O ouro fala da divindade, a prata da redenção e o bronze do juízo de Deus. Já os panos se destacavam pelas seguintes cores: azul (céu), púrpura (realeza), carmesim (sacrifício) e linho fino (pureza).
As estatísticas enfatizam os argumentos. Ao avaliar aquilo que é dito no relato, estima-se que Israel precisaria ter disposto de 1.000 quilos de ouro; 3.000 quilos de prata e 2.500 quilos de bronze (CHAMPLIN, 2014, p. 310).
Os elementos do átrio foram confeccionados em bronze. Como significado, o juízo de Deus para com os homens, que não corresponde apenas com a condenação, mas também descreve a justificação em Cristo. Já os elementos do lugar santo eram confeccionados com acácia e banhados a ouro. Elementos que indicam a divindade e nobreza de Jesus Cristo.
A madeira de acácia era durável e resistente ao desgaste e dos insetos, o que tornava o material apropriado para a construção da arca (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 176).
II – O TABERNÁCULO FOI UM PROJETO DE DEUS (ÊX 25.8,9)
Conforme o versículo: E me farão um santuário, e habitarei no meio deles (Êx 25.8), percebe-se que Deus arquitetou o Tabernáculo que seria um santuário indicando a presença de Deus guiando o povo de Israel no palmilhar do deserto.
Portanto, o Tabernáculo possuía 45,72m de comprimento e 22,86m de largura, e era dividido em três partes: átrio, lugar santo e lugar santíssimo. Porém, a parte interna que abrangia o lugar santo e lugar santíssimo possuía 13,71m de comprimento e 4,57m de largura.
a) O átrio. O acesso para o átrio era conhecido pelos os judeus por caminho. Este era o lugar de sacrifício onde havia dois objetos: o altar do holocausto e a pia.
No altar do holocausto três elementos eram presenciados constantemente: o fogo, a fumaça e o sangue. Fogo e fumaça correspondem com a ira de Deus manifestada pela corrupção humana. Enquanto, o sangue significava vida santificada.
b) Lugar Santo. A porta de acesso ao Santo era conhecida por verdade e era sustentada por cinco colunas conhecidas como os cincos dedos de Deus. Nesta repartição havia três objetos: o candelabro de ouro, a mesa dos pães e o altar do incenso.
c) Lugar Santíssimo. O véu que separava o lugar santo do santíssimo era chamado de vida. Havia nesta repartição apenas uma peça, a arca da aliança. Lugar que significava a presença de Deus. Sendo que dentro da arca havia três objetos: o maná, a vara de Arão e as tábuas da aliança.  O maná era o alimento outorgado por Deus (Jeová Jiré, Deus da providência), a vara indicava a soberania de Deus e as tábuas salientavam a justiça de Deus.
Portanto, o átrio é o lugar da reconciliação, o santo é o lugar da santificação, e o santíssimo é o lugar da glorificação com e em Cristo.
III – A RELAÇÃO TIPOLÓGICA ENTRE O TABERNÁCULO E A IGREJA
A Igreja é um edifício conforme 1 Coríntios 3.9, texto que se refere a uma construção espiritual. Logo, o Tabernáculo simboliza a Igreja de Jesus edificada para morada do Espírito Santo. Por fim, na Nova Aliança sendo a Igreja o Tabernáculo de Deus, compreende melhor esta verdade com as seguintes palavras de Jesus:
E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês. Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês (Jo 14.16-18).
Referência:
CABRAL, Elienai. O Tabernáculo: símbolos da obra redentora de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 6. São Paulo: Hagnos, 2014.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

sábado, 23 de março de 2019

Subsídio da EBD: Orando sem Cessar


Orando sem Cessar
Assim está escrita a verdade prática: O Novo Testamento nos ensina que a oração deve ser uma prática contínua dos cristãos, desde a primeira até a segunda vinda de Cristo.
Com base na descrição acima da verdade prática, conclui-se que:
ü     A oração é e deverá continuar sendo uma prática cristã.
Lembrando que a presente lição tem como objetivo geral:
Mostrar que a oração deve ser uma prática contínua dos cristãos.
E como objetivos específicos:
Apresentar o conceito de oração.
Refletir a respeito da oração no Sermão do Monte.
Compreender o significado da oração modelo do Pai-Nosso.
I – A ORAÇÃO
O termo oração é definido pela palavra diálogo, ou seja, oração significa conversa que se dá entre o cristão e a pessoa de Deus. A oração na prática não é um sacrifício, mas ao contrário é um privilégio outorgado aos que descobriram o seu valor.
A oração não pode ser desenvolvida por palavras soltas, mas a oração deve ser o momento em que o cristão fala com Deus e escuta a voz de Deus. Pois, oração não é um monólogo em que apenas uma pessoa fala, se o crente tem algo a falar, tem muito mais o que ouvir da parte de Deus. Portanto, na oração o cristão também escuta a voz de Deus.
Jesus constantemente em seu ministério utilizou (Mc 6.46) e ensinou sobre a oração (Mt 6.9-13). De fato que a oração sacerdotal de Jesus passa a ser modelo para a Igreja de hoje, assim como também é riquíssima ao apresentar a vontade de Deus para com o seu povo.
A oração realizada pelo Senhor Jesus no capítulo 17 do evangelho de João é considerada a conclusão do ministério particular do Mestre com os seus discípulos. Ou seja, após as instruções de Jesus para com os discípulos, o Mestre encerrou com uma oração, sendo esta, sacerdotal. Esta oração é considerada sacerdotal pelo seguinte motivo: é intercessora.
A oração sacerdotal está dividida em três partes:
1- Jesus ora por si mesmo. O momento em que Jesus ora por si mesmo, Ele apenas faz um pedido, glorifica a teu Filho (v.1). Porém, neste pedido há duas razões: primeira, para que o teu Filho te glorifique (v.1), e; segunda, eu glorifiquei-te na terra (v.4).
O pedido glorifica a teu Filho, indica que Jesus estava pronto para ser o sacrifício que justificaria a humanidade.
Para que o Filho fosse glorificado necessário seria que houvesse o sacrifício, isto é, que o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo fosse morto. Mas, que ao terceiro dia viesse a ressuscitar para que a sua vida fosse confirmada, sua morte fosse confirmada e suas palavras fossem confirmadas perante o Pai.
2- Jesus ora pelos discípulos. Jesus pede ao Pai que guarde os discípulos os livrando do mal (vv. 12,15). Essa proteção pleiteada por Jesus para os seus nada mais era do que a continuação e o aperfeiçoamento de uma condição moral já existente. No entanto, apesar de sua sinceridade, os onze ainda precisavam não só da guarda divina, mas também de aperfeiçoamento; por esta razão seu Mestre continuou a orar por sua santificação, tendo em vista, na verdade, não apenas sua perseverança, crescimento e maturidade na graça como soldados cristãos, mas especialmente que fossem equipados para a função do apostolado (BRUCE, 2007, p.490).
3- Jesus ora pela Igreja. Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim (v.20). O presente versículo mostra a abrangência da oração sacerdotal de Jesus, pois Ele intercede em prol dos que em um dia iria recebê-lo. Para a Igreja o pedido de Jesus é que haja unidade.
II – A ORAÇÃO NO SERMÃO DO MONTE
O presente tópico destaca três pontos fundamentais da oração:
Primeiro, a oração não poderá ser alvo de engrandecimento próprio. Os fariseus oravam nas praças e nas sinagogas não tendo como propósito a adoração a Deus, mas buscavam o reconhecimento dos homens.
Segundo, a oração não é meio para a ostentação, mas em compensação a oração em secreto com total dependência ao Senhor proporciona o recebimento inúmeras bênçãos do Senhor.
Terceiro, a eficácia da oração não está na sua extensão nem nas repetições das palavras, pois oração é também comunhão com Deus (REVISTA, Subtópico: As vãs repetições).
Portanto, por meio da oração o cristão apresenta a Deus suas necessidades, assim como por meio da oração o cristão adora ao Senhor.
III – O PAI NOSSO
Portanto, por ser a oração um diálogo realizado entre o cristão e Deus, sendo que na oração o indivíduo fala com Deus. Jesus promete “tudo que pedirdes na oração, crendo, o recebereis” (Mt 21.22), “e tudo quando pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14.13). Portanto, a oração deverá ser feita em nome de Jesus e com fé.
A oração não poderá excluir o louvor a Deus, o desejo do Reino, o pedido de provisão, o perdão e a dependência para com Deus.
Na oração do Pai nosso o louvor ocorre tanto no início como no fim. O louvor no início indica o reconhecimento de quem é (pelo nome e pelo atributo) e onde está Deus. Já no final o louvor é o reconhecimento das propriedades de Deus; Reino, poder e glória.
Em segundo, a oração do Pai nosso apresenta o desejo do cristão para com o Reino de Deus “venha a nós o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”.
Em terceiro, a oração do Pai nosso apresenta o reconhecimento por parte do cristão no que corresponde a origem de toda provisão: “dá-nos hoje o nosso pão de cada dia”.
Já como quarto, na oração não poderá ficar de fora o pedido de perdão.
Em quinto, a oração do Pai nosso descreve o saber que a proteção e segurança são provenientes da parte de Deus.
Em último, o louvor de reconhecimento das propriedades pertencentes a Deus.
Referência:
BRUCE. A.B. O Treinamento dos Doze. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Culto de Doutrina: Apocalipse capítulo 9 – A quinta e a sexta trombeta


Apocalipse capítulo: 9 – A quinta e a sexta trombeta
O nono capítulo de Apocalipse está dividido em quatro parágrafos, e tem como objetivo descrever os fenômenos contidos no tocar da quinta e sexta trombeta. Lembrando que as quatro primeiras trombetas estão relacionadas com episódios que atingirão diretamente a natureza, porém as três últimas trombetas se relacionarão aos efeitos do juízo divino sobre os ímpios, isto é, diretamente aos seres humanos.
A quinta trombeta
A quinta trombeta notifica a queda de uma estrela que possuía a chave do poço do abismo, sendo, pois aberto o poço uma fumaça saiu do mesmo que escureceu o sol e o ar, e da fumaça surgirão gafanhotos que possuíam poder igualmente aos escorpiões, sendo a estes, outorgado poder para ferir os que não tinham o sinal de Deus.
Os homens feridos pelos gafanhotos buscariam a morte, porém não a encontrariam. O presente período descreve a fuga da morte, os ímpios estarão ansiosos pela mesma, porém a morte fugirá, proporcionando grande tormento.
Os versículos 7 ao 11 narram as características dos gafanhotos, sendo elas:
Semelhança de cavalos aparelhados para a guerra; semelhança que se relaciona ao aspecto bélico correspondente aos presentes seres.
Sobre a cabeça havia como coroas de ouro; o que pode descrever com a glória relacionada à missão na qual os gafanhotos estariam agindo por um período de cinco meses.
Rosto semelhante ao rosto de homem; ou a face irada do homem caído.
Cabelos como cabelos de mulher; demonstra que os gafanhotos terão presente no físico, aspecto feminino.
Dentes como de leão; o que corresponde a terrível capacidade de destruição.
Couraças como couraças de ferro; descreve a imunidade a qualquer ação pessoal que busque a destruição.
Ruído das asas como ruído de carros; relação direta com atitudes bélicas ligadas aos gafanhotos.
Cauda semelhante ao dos escorpiões, ou caudas de ataque.
Aguilhão na cauda; indica força irresistível.
E tinham como rei, o anjo do abismo, isto é, o próprio satanás.
A sexta trombeta
Com o tocar da sexta trombeta quatro anjos que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a teça parte dos homens foram soltos.
Três pragas foram deliberadas sobre os homens: o fogo, a fumaça e o enxofre.
Sobre estas pragas escreveu Silva:
Três substâncias nocivas (quando não controladas) à saúde humana. Esta tríplice representação encontra-se também nas couraças dos cavaleiros. Isto exprime toda a incompreensibilidade das forças do mal: número espanto (200 000 000), aspecto infernal e inumerável, estranha interioridade inconcebível, proveniente de suas bocas e letal para um terço da humanidade (SILVA, 1997, p134).
Referência:
SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

domingo, 17 de março de 2019

Subsídio da EBD: Vivendo em Constante Vigilância


Vivendo em Constante Vigilância
Assim está escrita a verdade prática: A vigilância na fé cristã significa permanecer acordado quanto à vinda de Cristo, atento no zelo de não se afastar de Jesus e perseverar na cautela contra os falsos profetas.
Com base na descrição acima da verdade prática, conclui-se que:
ü     É necessário que o cristão permaneça firme na esperança no que corresponde à vinda de Cristo.
ü     É indispensável que o cristão seja vigilante para não afastar de Jesus Cristo.
ü     É fundamental que os crentes em Cristo persevere com cautela contra os falsos profetas.
Lembrando que a presente lição tem como objetivo geral:
Ressaltar a importância da vigilância para a vida cristão, pois a Segunda Vinda do Senhor está próxima.
E como objetivos específicos:
Explicar o conceito de vigilância no contexto bíblico.
Apresentar detalhes da oração de Jesus no Getsêmani.
Destacar a vigilância como um aspecto fundamental no exercício da fé cristã.
I – O SIGNIFICADO DE VIGILÂNCIA
A vigilância está diretamente relacionada com os cuidados próprios para com a vida espiritual, assim como para com a vinda do Senhor Jesus. No que corresponde com a vida espiritual é necessário que o cristão venha dedica-se a cada dia ao Senhor, já no que corresponde à vinda de Jesus é necessário que os cristãos estejam atentos para com os sinais.
Sinais que se cumprirão na Igreja, nos céus e na terra. É necessário que os cristãos vigiem no que corresponde à apostasia que é um sinal que demonstra que Jesus breve virá.
A apostasia é um adultério espiritual, ou seja, é uma traição a Deus. E assim escreveu Lima:
Apostasia (gr. apostasia) significa desvio, afastamento, abandono. Tem o sentido também de revolta, rebelião, no sentido religioso. Numa definição clara, apostasia quer dizer abandono da fé [...] Apostasia, no original do Novo Testamento, vem do verbo aphistemi, com o sentido de rejeitar uma posição anterior, aderindo a posição diferente e contraditória à primeira fé, repelindo-a em favor de nova crença (2015, p.23).
A apostasia é o abandono premeditado da fé. E conforme os ensinos bíblicos é um tipo de adultério espiritual. No contexto ministerial há líderes que se apostataram da fé, abraçando posições que outrora eram rejeitas pelo mesmo. Porém, o maior problema causado por tal atitude se refere ao desvio de uma comunidade. Líderes que mudam suas concepções erroneamente levam consigo inúmeras pessoas. E pelo o passar do tempo percebe o fracasso espiritual de inúmeras famílias. Logo, é necessário que o cristão seja vigilante para não cair em tentação.
II – JESUS NO GETSÊMANI
No Getsêmani a oração do Senhor Jesus foi feita com intensidade, repetição e submissão. Enquanto o Mestre orava, os discípulos não vigiavam, portanto o Getsêmani é lugar de solidão, de angústia, de tristeza e de desolação da alma.
Getsêmani tem como significado lugar de azeite, de fato o Getsêmani era um jardim, situado ao nascente de Jerusalém, logo ao atravessar o Cedron, no sopé do monte das Oliveiras. Lugar para onde Jesus tinha costume de se retirar, Lc 22.39; Jo 18.2. O jardim onde ocorreu a cena da Sua agonia, Mt 26.36 (BOYER, p.352).
No jardim era necessário que os discípulos (Pedro, Tiago e João) vigiassem com Jesus, porém quando o Mestre voltava-se para os apóstolos estavam eles dormindo, sendo assim, Cristo falou as seguintes palavras: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26.40,41).
III – EXORTAÇÃO À VIGILÂNCIA
Para o bom andamento da vida cristã a vigilância é necessária para que o cristão não caia em pecado, proporcionando a este o afastamento de tudo aquilo que desagrada à pessoa de Deus.
Conforme Mateus 26.41, vigiar corresponde a estar acordado, ou seja, está atento para manter-se fiel a Deus, portanto o estar vigilante para manter a fidelidade ao Senhor Jesus e nunca se apartar dele. Trata-se de uma advertência solene a todos os crentes em todos lugares e em todas as épocas para viverem atentos em todos os momentos da vida (Ef. 6.18) (SOARES & SOARES, 2018, p.144).
Por fim, compreende-se que o espírito está pronto, mas a carne é fraca, sendo que no presente texto carne pode significar fraqueza da natureza humana, como herança do pecado original cometido por Adão no Éden. Entretanto, a vigilância na fé cristão pode ser entendida o ato de permanecer acordado no contexto escatológico, estar atento ao cuidado de não se afastar de Jesus, e manter uma observância meticulosa contra os falsos profetas e as falsas doutrinas (SOARES & SOARES, 2018, p.139).
Referência:
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 1966 (primeira edição).
LIMA, Elinaldo Renovato de. O Final de todas as coisas, esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
SOARES & SOARES. Batalha Espiritual: o povo de Deus e a guerra contra as potestades do mal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.

terça-feira, 12 de março de 2019

Culto de Doutrina: Apocalipse capítulo 8 – A abertura do sétimo selo


Apocalipse capítulo: 8 – A abertura do sétimo selo
O oitavo capítulo de Apocalipse está dividido em seis parágrafos, e tem como objetivo desvendar o mistério contido no sétimo selo. Porém, o capítulo em apreço se estabelece na narrativa em que proporciona a compreensão dos cristãos para com o tocar das quatro primeiras trombetas.
Na abertura do sétimo selo, sete anjos tocarão sete trombetas que se notabilizarão na descrição de sete acontecimentos, sendo que o capítulo oito disserta a respeito das quatro primeiras trombetas que serão tocadas como sinal da revelação divina no que confere a acontecimentos apropriados para o período da grande tribulação.
1- O tocar da primeira trombeta (v. 7). A terça parte da terra e da vegetação será queimada. Ação esta que dificultará a existência da vida no plante Terra. Pois, a vegetação está diretamente relacionada com a produção do oxigênio, enquanto que a terra está diretamente associada com a produção de alimentos.
A saúde humana e a manutenção alimentícia serão prejudicadas, abrangendo assim percas aos meios: natural e humano.
2- O tocar da segunda trombeta (v.8). Terça parte das criaturas do mar será queimada. A atividade econômica aqui relacionada é a extração marítima que com o atingir dos seres viventes será prejudicada. Por mais uma vez há descrição da situação produtiva em colapso.
3- O tocar da terceira trombeta (vv.10,11). Queda de um grande meteoro sobre a terra (v.10), sendo este chamado de absinto (v.11). O termo absinto pode se definir como amargor, fato que se notabiliza com a morte de muitos homens por terem tido contato com as fontes de água que se tornaram amargas por terem sido atingidas pela estrela.
4- O tocar da quarta trombeta (12). A terça parte dos astros é atingida e a terra será afetada por falta de luminosidade. O sol será atingido, a lua será atingida e também as estrelas serão atingidas. Além da ausência de boa parte de luminosidade, os homens serão atingidos também por alterações na interferência dos astros na condução das marés e na formação de chuvas.
Treze versículos que relatam a ruína que cairá sobre os objetos naturais. O mundo da natureza é diretamente usado por Deus para punir os homens (SILVA, 1997, p116). Porém, o momento histórico em análise será propício para o anticristo se notabilizar como salvador conduzindo assim muitos ao engano.
Referência:
SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.