Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: As Consequências do Pecado de Davi


As Consequências do Pecado de Davi
A verdade prática transmite a seguinte realidade:
O pecado é destruidor. O seu alvo é sempre desviar o homem da comunhão com Deus, levando-o a um estado de depravação espiritual e moral.
A palavra chave para compreensão da presente lição é pecado. Pecado (gr. Hamartía) tem como significado errar o alvo. Sendo que o pecado é toda transgressão à vontade de Deus. O resultado da hamartía é a morte, isto é, a transgressão traz a separação para com a pessoa de Deus.
A hamartiologia resume as ações do pecado em três instancias: penalidade, poder e presença. A penalidade do pecado é real na vida daqueles que não foram justificados em Cristo. O poder do pecado é notável na vida daqueles que não se santificam em Jesus Cristo. E a presença do pecado só perpetuará na vida daqueles que não serão glorificados com o Senhor Jesus Cristo.
Portanto, o objetivo geral da presente lição é:
Esclarecer que o pecado tem o alvo de desviar o homem da comunhão com Deus e levá-lo a um estado de depravação espiritual e moral.
I – O CONCEITO DE PECADO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO
Conceituar o pecado no Antigo e no Novo Testamento é o objetivo específico do presente tópico.
Tendo como análise o Antigo Testamento, o pecado poderá ter como definições específicas:
Errar o alvo. Errar o caminho. É algo que conduz as pessoas a andarem erradamente com o desenvolvimento de práticas perversas. É algo sujo e imoral. Em analogia à atividade pastoril, pecado é definido com a ovelha desgarrada; já em comparação à atividade agrícola, o pecado é definido como o trigo repleto de palhas que necessita ser peneirado (Jr 23.3; Am 9.9).

[...] Note que em todo o Antigo Testamento o pecado é visto como algum ruim, sujo, feio, por isso é que Deus não ama o pecado, apenas o pecador; dele todos nós precisamos fugir, buscando a purificação por meio da fé em Cristo Jesus, o Filho de Deus, o qual tem poder para perdoar os nossos pecados (GOMES, 2019, p.135).
Enquanto, no Novo Testamento o termo pecado transmite como significado:
Errar o alvo, transcrevendo a ideia de ato praticado por alguém, assim como a condição em que se encontra o indivíduo sem a presença de Deus.
II – A REPREENSÃO DO PROFETA NATÃ AO REI DAVI
O objetivo específico é mostrar a repreensão do profeta Natã ao rei Davi. Tópico construído em três eixos centrais, que são: A consciência de Davi estava morta; A coragem de Natã; e, A mensagem do profeta Natã ao rei Davi.
Possuir consciência morta ou cauterizada é identificar o pecado nos outros e nunca em si mesmo. É tentar esconder os próprios pecados apontando os erros do próximo. Porém, Deus usou com coragem ao profeta Natã que com uma parábola despertou a consciência morta do rei Davi, logo, nos dias hodiernos a Igreja precisa de homens como o profeta Natã, ungidos pelo poder do Espírito Santo com voz profética para despertar as vidas e consciências mortas que estão dentro de nossas igrejas, pregando a verdadeira mensagem divina para produzir arrependimento e vida, como Deus falou Ezequiel (Ez 37.4-9) (GOMES, 2019, p.136).
A coragem do profeta é ratificada com a seguinte frase: quem tem compromisso com Deus respeita as pessoas, porém as reprende quando estas cometem erros.
Ao repreender o rei, o profeta Natã mostrou que o monarca tinha traído a generosidade de Deus, pois o Senhor tinha outorgado tantos benefícios a Davi. Porém, Davi agiu com impiedade para com Urias, traindo a confiança, roubando-lhe a esposa e tornando-se o assassino de Urias, que era um grande homem dedicado em servir a Davi.
III – AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO DE DAVI
As consequências dos pecados de Davi são enumeradas, na seguinte ordem:
Ø     A perda de um filho.
Ø     O escândalo sexual de seu filho Amnon com sua filha Tamar.
Ø     A morte de Amnon.
Ø     Absalão seu filho tentou usurpar o trono.
Ø     Absalão comente orgias sexuais com as concubinas reais.
Se o objetivo do presente tópico é elencar as consequências do pecado de Davi, logo o presente tópico conclui-se com as seguintes palavras:
Davi iria pagar caro com todos esses sofrimentos por não valorizar o acúmulo de bênçãos que lhe foram dadas por Deus (GOMES, 2019, p.138).
Referência:
GOMES, Osiel. O Governo Divino em mãos humanas, liderança do povo de Deus em 1º e 2º Samuel. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: O Pecado do Homem Segundo o Coração de Deus


O Pecado do Homem Segundo o Coração de Deus
A verdade prática transmite a seguinte realidade:
Somente o revestimento da graça divina, na força e no poder do Espírito Santo, pode livra-nos do pecado – a ofensa premeditada contra Deus.
Ponto decisivo na narrativa da Bíblia está no fato de Deus não omitir no Livro Sagrado os erros de homens que foram por Ele chamado e enviado para a execução de determinadas missões. Grande exemplo é o caso de Davi, que sendo segundo o coração de Deus, não tem seus erros ocultos, mas em contrapartida os pecados do monarca são nitidamente revelados.
O objetivo geral da presente lição é:
Conscientizar de que somente o revestimento da graça divina, na força e no poder do Espírito Santo, pode livrar-nos do pecado.
I – SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS
Mostrar que Davi era o homem segundo o coração de Deus é o objetivo específico do presente tópico. Lembrando que o nome Davi tem como significado amado, termo de origem hebraica. O personagem aparece nas citações Bíblicas em 1.105 referências, tornando assim o nome mais citado nas Escrituras Sagradas. Sendo que um dos versículos que mais chama atenção é o de Atos 13.22, pois Davi é apresentado como o varão conforme o coração de Deus.
Dois elementos são fundamentais para compreender a descrição Bíblica: achei a Davi varão conforme o meu coração. Os elementos são:
a) Davi possuía um grande desejo em fazer a vontade divina.
b) Davi reconhecia as suas fragilidades, fato que o conduzia a se arrepender dos pecados quando estes eram acometidos.
II – O AMBIENTE EM QUE DAVI PECOU
Davi deveria ter ido para a guerra e não foi, logo, estava no lugar certo na hora errada. O palácio era o lugar certo para o monarca, porém não no momento da guerra. Portanto, o presente tópico tem como objetivo específico descrever o ambiente em que Davi pecou e transmite como palavra chave para também compreensão da lição o termo, tentação.
Para Tiago nenhuma tentação é proveniente de Deus (Tg 1.13). Tentação tem como significado (do grego, peirasmos), prova, provação ou teste. Daniel afirma que “ser tentado não é pecado; pecado é ceder à tentação”. Logo, pecado é errar o alvo. O pecado poderá ser cometido por palavras, por ações ou por pensamentos. José foi tentado, porém, não pecou (Gn 39.12). Jó foi tentado, porém, não pecou (Jó 3.9).
Um dos objetivos da tentação para o cristão é o fortalecimento.  Pois, ninguém cresce na fé, sem passar por tentação. Isto porque as provas exercitam a fé do cristão. Logo, a tentação passa a ser uma disciplina que educa o cristão a ser forte, porém, quando este não é vencido pela tentação.
Se associar a tentação com a tribulação perceberá que após tribulação surgirá à paciência, a experiência e a esperança (Rm 5.3-5). Isto é, a tentação quando vencida proporciona fortalecimento, aumenta a paciência, desenvolve a experiência e como resultado proporciona a esperança.
Por fim, a tentação não é motivo para o isolamento do cristão, mas torna-se motivo de alegria, pois ao vencer a tentação o prêmio será a coroa da vida (Tg 1.12).
Para a maioria dos cristãos a tentação é apenas diabólica, porém, é notório que Tiago não enfatiza a origem da tentação à Satanás, mas expõe com clareza o indivíduo como fonte, isto é, pela própria concupiscência.
Os servos de Deus deverão fugir de três terríveis inimigos que tem levado muitos a serem vencidos pela tentação.
Por fim, para vencer a tentação o cristão deverá ser dependente de Deus, desenvolver uma vida de oração, ser constante na fé e conhecer a Palavra do Senhor (Jo 17.17).
III – O ADULTÉRIO E O HOMICÍDIO DE DAVI
Do palácio Davi avistou a Bate-Seba e a desejou, cometendo o pecado de cobiça. A conduziu para o palácio e a conheceu, cometendo adultério. Chamou a Urias para que este deitasse com a esposa tendo como objetivo esconder o pecado, Urias demonstrou ser melhor que Davi e não foi para a sua casa enquanto os seus irmãos estavam guerreando, sendo assim Davi envia Urias para o pior local do conflito, para que este viesse a morrer, fato que se consolidou, logo Davi cometeu o pecado de assassinato. Qualificar o adultério e o homicídio de Davi é o objetivo específico do presente tópico.
Davi pecou do sexto ao décimo mandamento.
Sexto mandamento: Não matarás (Êx 20.13), corresponde com o direito à vida. Davi tornou-se o responsável pela morte de Urias.
Sétimo mandamento: Não adulterarás (Êx 20.14), corresponde com o direito à fidelidade ao cônjuge. Davi deitou-se com uma mulher compromissada.
Oitavo mandamento: Não furtarás (Êx 20:15), corresponde com o direito de possuir o que lhe pertence e não ser obstruído por outros. Davi basicamente roubou a mulher de seu próximo.
Nono mandamento: Não dirás falso testemunho contra o teu próximo (Êx 20.16) corresponde com o direito a não difamação. Porém, Davi envia Urias a Joabe com uma carta que lhe condenava.
Décimo mandamento: Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo ... (Êx 20.17) corresponde com o respeito ético a tudo que pertence ao próximo. Porém, Davi cobiçou a mulher de seu próximo.

Obrigações dos cristãos para com Deus


Obrigações dos cristãos para com Deus
Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras. Porque, da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras. Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votares e não cumprires (Ec 5.1-5).
No capítulo 5 de Eclesiastes o monarca Salomão define o contexto da adoração mediante o contraste da devoção e as obrigações. Pois, quando alguém é descrito pela devoção, este possui direito e deveres, enquanto as obrigações descrevem apenas os deveres. Porém, Salomão enfatiza que as obrigações são compreendidas ao se associar com os seguintes atributos de Deus: santidade, transcendência e imanência.
A prioridade do cristão deverá ser o Reino de Deus
A prioridade do cristão deverá ser o Reino de Deus. Por isso, Jesus disse: buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentada (Mt 6.33). Logo, o servo de Deus deverá priorizar três relacionamentos que marcará e fará diferença na sua vida. São eles: o relacionamento com Deus, o relacionamento com a família e o relacionamento com a igreja.
Obrigações ante a santidade de Deus
Reverência tem como significado respeito e veneração, porém, isto não tem ocorrido em muitos ambientes religiosos onde o celular toca mais do que os instrumentos musicais. E obreiros deixam suas responsabilidades no culto para dá atenção ao chamado do celular. Nas sinagogas a reverência era tão grande que não se ouvia barulho e alguns estudiosos chegam a descrever que se até mesmo uma folha caísse no chão daria para perceber o barulho.
Sobre a obediência cabe reconhecer que “tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros (1 Sm 15.22).
Obrigações frente à transcendência de Deus
O termo utilizado em hebraico para criar é bará, que significa uma ação divina que produz um resultado novo e imprevisível. Portanto, Deus é o criador de todas as coisas e o ato de criar é pertencente somente a pessoa dEle. Logo, a transcendência explica que Deus está acima da criação.
Obrigações diante da imanência de Deus
Ninguém é obrigado a fazer voto, porém o voto feito deverá ser realizado conforme o proposto pelo votante. Entretanto, o cristão não poderá prometer entregar o dízimo se Deus realizar algo, pois o dízimo é um teste de fidelidade.
O maior exemplo de voto impensado foi realizado por Jefté que prometeu oferecer em sacrifício o que saísse da sua casa no seu retorno caso o Senhor deste os filhos de Amom em suas mãos (Jz 11.31), logo quem saiu foi a sua filha. Porém, conforme os estudiosos Jefté não ofereceu a sua filha em sacrifício, pois o sacrifício que ela teve que passar foi a entrega voluntária à castidade.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: O Reinado de Davi


O Reinado de Davi
A verdade prática transmite a seguinte realidade:
A glória do reinado de Davi deve-se, antes de tudo, à boa mão de Deus que estava sobre ele.
Quando o patriarca Jacó abençoou os seus filhos, ele reservou a Judá a seguinte bênção:
“O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (Gn 49.10).
Portanto, como rei Davi se encontrava nos planos de Deus. Pois, segundo a narrativa bíblica Davi foi tirado do curral das ovelhas para ser chefe de Israel (1 Cr 17.7). Sendo assim, a presente lição tem como objetivo geral:
Demonstrar que o reinado de Davi foi bem-sucedido por causa da boa mão de Deus que estava sobre ele.
I – DAVI É CONSTITUÍDO REI
Apresentar a constituição de Davi como rei é o objetivo específico do presente tópico. O tópico também enfatiza os três motivos da escolha de Davi, que são:
Davi era o escolhido e ungido do Senhor (1 Sm 16; 2 Sm 3.18).
Davi era parente dos representantes de Israel (Gn 29.14; Jz 9.2).
E Davi era um grande soldado e líder (1Sm 18.7).
Sobre o primeiro motivo é válido expressar que quando Deus tem um plano na vida de um homem, tudo é conduzido na mais perfeita harmonia, sem que seja preciso truque, politicagem, negociatas, acordos ilegítimos (GOMES, 2019, p.119).
Descrever Davi como líder é compreender as ações deste monarca como servo que liderava o povo em prol do fortalecimento da nação Israelita. A liderança de Davi se compara ao pastorado daqueles que são vocacionados por Deus para cuidarem do rebanho, não por constrangimento, mas por vocação e voluntariamente, zelando do bem estar da Igreja do Senhor Jesus.
Davi firmou uma aliança com o povo de Israel, lição que se aplica à Igreja nos dias atuais, o trabalho na frente da obra do Senhor tem que ser desenvolvido em harmonia, pois ninguém consegue fazer alguma coisa sozinho.
II – A CONSTRUÇÃO DO REINO DE DAVI
A historiografia de Jerusalém permite compreender que a cidade também é conhecida nos escritos Bíblicos de:
Jebus (Jz 19.10), Sião (Sl 87.2), Ariel (Is 29.1), Cidade de Justiça (Is 1.26), Santa Cidade (Is 48.2), a cidade do grande Rei (Mt 5.35), a cidade de Davi (2 Sm 5.7).
Porém, conforme as narrativas dos livros históricos do Velho Testamento Davi expulsou os jebuseus de Jerusalém (2 Sm 5.7), sendo que a conquista da cidade foi liderada por Joabe e seus soldados que subiram pelo canal subterrâneo e tomaram a cidade (2 Sm 5.8). Os 33 últimos anos do governo de Davi sobre Israel teve como sede administrativa a cidade de Jerusalém (2 Sm 5.5).
Por não ser uma cidade localizada em área marítima indica que Jerusalém não possuía portos. Todavia, para o seu período a cidade já era dotada de grandeza, sendo que a grandeza da cidade estava relacionada à sua localização sobre os montes.
Portanto, a aliança de Deus com Davi é incondicional e Deus assegura três coisas à nação israelita por meio do concerto com o monarca: um trono, um reino e um rei (2 Sm 7. 8-17).
Por fim, Davi em sua atividade monarca teve as seguintes conquistas:
O estabelecimento das cidades dos levitas, a conquista de Jerusalém e a transformação da mesma como centro religioso e administrativo da nação, o estabelecimento da música sacra, e o intuito de construir o templo.
Evidenciar a consolidação do reino de Davi é o objetivo do presente tópico.
III – A GRANDEZA PLÍTICA DO REINADO DE DAVI
O objetivo do presente tópico é atestar a grandeza política do reinado de Davi. Sendo assim o sucesso militar de Davi é sintetizado em três pontos:
Primeiro: Davi derrotou os principais inimigos da nação, principalmente os filisteus, amonitas, idumeus, moabitas (2Sm 5.17-25;21.15-22).
Segundo: Davi se fortaleceu com a criação de um exército profissional que entendia e executava com eficiência as estratégias militares.
Terceiro: Davi contava com cooperadores que lideravam seus soldados que na atualidade seriam estes chamados de comandantes.
Em suma, no que tange a ação do monarca Davi na mediação do culto Divino pode concluir que:
Devido ao caráter de seu chamamento, Davi pode ser considerado o primeiro rei-sacerdote de Israel. Nalgumas ocasiões, ele fazia questão de vestir-se sacerdotalmente, a fim de emprestar maior solenidade às celebrações de Jeová (2Sm 6.14). Como se não bastasse tamanho zelo, o filho de Jessé estabeleceu turnos de cantores e músicos na Casa de Deus (1Cr 15.16) – (ANDRADE, 2018, p.44).
Referência:
ANDRADE, Claudionor de. Adoração Santidade e Serviço: os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
GOMES, Osiel. O Governo Divino em mãos humanas, liderança do povo de Deus em 1º e 2º Samuel. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: O Exílio de Davi

O Exílio de Davi
A verdade prática transmite a seguinte realidade:
Dos muitos conflitos que vivenciamos aprendemos lições preciosas para a nossa vida espiritual e formação de nosso caráter, segundo o modelo Cristo.
O vocábulo caráter deriva do grego χαρακτήρ que tem como significado reprodução ou representação. Corresponde a uma ferramenta para gravação, isto é, uma coisa estampada, cunhada, ou seja, um caráter, uma marca, ou sinal de distinção. Pois, caráter é a qualidade inerente a um indivíduo e corresponde com o temperamento próprio e a índole de cada pessoa.
Conforme Munroe caráter significa:
Ter um comprometimento com um conjunto de valores sem comprometer-se... Ser dedicado a um conjunto de padrões sem hesitar... Esforçar-se continuamente para integrar seus pensamentos, palavras e ações... Fazer sacrifícios para manter os seus princípios... Ter autodisciplina para manter seus valores e padrões morais (2015, p.204-211).
Lembrando que a marca distintiva do caráter é a lealdade. Lealdade é o produto da estabilidade criada pelas provações que surgem ao longo do tempo (MUNROE, 2015, p.219).
Já conforme o pastor Antônio Gilberto o caráter:
É um componente da personalidade. É adquirido, não herdado. A criança herda tendências, não caráter. Resulta da adaptação progressiva do temperamento às condições do meio ambiente: o lar, a escola, a igreja, a comunidade, e o estado socioeconômico (1998, p.223).
Portanto, a presente lição tem como objetivo geral:
Mostrar que dos muitos conflitos que vivenciamos podemos tirar lições preciosas para a nossa vida espiritual.
I – CARACTERÍSTICAS DO EXÍLIO DE DAVI
Caracterizar o exílio de Davi é o objetivo específico do presente tópico.
No período de exílio Davi se transformou em um grande líder, pois da caverna em que ele busca refúgio e segurança, pessoas passaram a buscarem em Davi força para obtenção de êxito, sendo assim 400 homens foram trenados de fato alcançaram êxito ao ponto de aumentarem para 600 homens.
O futuro monarca iniciou a formação de uma equipe, sendo que liderar um grupo requer habilidades e conhecimento. As habilidades são fundamentais para um bom entrosamento entre líderes e liderados. Já o conhecimento é fundamental para saber conduzir o grupo. Porém, ninguém lidera com apenas o conhecimento, pois a este seguem a perspectiva e a atitude.
II – DAVI E O AMOR COM OS PAIS
Biblicamente compreende-se que os filhos que amam os pais são:
Leais (Gn 37.2),
Obedientes (Mt 21.28-31),
Conselheiros (1 Sm 19.4-6)
E principalmente são reconhecedores de seus erros (Lc 15.18).
Sendo assim ao ler a biografia de Davi, entende-se que ele além de ser destaque como liderança foi no decorrer de sua vida um bom filho.
Logo, há recompensas da parte de Deus para os filhos obedientes, são elas:
Prolongamento dos dias - Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá (Êx 20.12).
Para que ocorra êxito - Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que te dá o Senhor teu Deus. (Dt 5.16)
Em suma, o objetivo do presente tópico é expor Davi e o amor com os pais.
III – MORRENDO POR DAVI
O presente tópico tem como objetivo específico explanar sobre pessoas que morreram por Davi. O tópico destaca três personagens bíblicos: Saul, Aimeleque e Doegue.
Sobre Saul pode-se compreender que foi o primeiro rei de Israel e por 40 anos governou a nação eleita por Deus, porém por falta de equilibro e por uma atitude repleta de desespero realizou o holocausto, ação que não lhe era oficializada (1 Sm 13.10), e desobedeceu a Deus quando lhe foi ordenado eliminar os amalequitas (1 Sm 15.22).
O salário do pecado é a morte, e que dura morte sofreu Saul, a prática do ato suicida (1 Sm 31.6).
Já Aimeleque o sumo sacerdote foi benevolente para com Davi ao outorgar pão e dá lhe a espada de Golias. Porém, as atitudes benéficas para com Davi resultaram na sua morte e na de mais oitenta e quatro outros homens (1 Sm 22.9-23).
Por fim, Doegue se destaca em sua biografia pela maldade que se manifesta na morte de oitenta e cinco sacerdotes, tal atitude segundo Davi no Salmo 52 não seria por Deus esquecida, mas o Senhor puniria tamanha maldade aos sacerdotes.
Referência:
MUNROE, Myles. O poder do caráter na liderança. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2015.
SILVA, Antonio Gilberto da. Manual da Escola Dominical: um curso de treinamento para professors iniciantes e de atualização para professores veteranos da Escola Bíblica Dominical. 17ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

Somos um exército de irmãos


Somos um exército de irmãos
Texto: E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo (Ez 37.10).
A visão do profeta Ezequiel permite a observação de duas importantes descrições: vale e ossos. O vocábulo vale pode ser definido como um lugar de conflito interior (2 Rs 3.16-20); uma situação perigosa e estreita (Sl 23.4a); ou um lugar de dificuldade (Jz 4.13); e por fim, também poderá ter como descrição significativa um lugar de confronto com forças inimigas (2 Rs 9.16). Enquanto, o verbete ossos se associa com restos mortais.
O tema outorga como objetivo compreender que um exército possui as mesmas vestes, porém com membros que possuam titulações diferentes; titulações diferentes com a utilização das mesmas armas; e a utilização das mesmas armas com o desfrutar da mesma unção.
Lembrando que o vocábulo exército tem como significado manter ocupado, e ou guiar; compreende-se que o termo no sentido prático corresponde a manter-se ocupado a uma missão e guiar pessoas a uma organização social com a segurança devida.
Mesmas vestes com diferentes títulos
Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de vestes de salvação, e me envolveu com o manto de justiça, como noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas joias (Isaias 61. 10).
A primeira benção de Deus outorgada para com os homens corresponde com a salvação, sendo que a salvação se consolida por meio da justificação, santificação e glorificação. As ações do pecado se manifestam em três instâncias: penalidade, poder e presença. A penalidade do pecado é real na vida daqueles que não foram justificados em Cristo. O poder do pecado é notável na vida daqueles que não se santificam em Jesus Cristo. E a presença do pecado só perpetuará na vida daqueles que não serão glorificados com o Senhor Jesus Cristo.
Titulações diferentes com a utilização das mesmas armas
Deus tem outorgado dons de serviço que corresponde com o ofício diaconal, exortação, repartir, presidir exercer misericórdia. Os dons de serviço correspondem com atos em benefício ao próximo.
Assim também como tem outorgado os dons ministeriais que são: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores. Os apóstolos são aqueles que diretamente são chamados por Deus para exercerem um ministério que agrega outras funções como: a de profeta, a de pastor, a de evangelista e a de doutor. O ministério profético corresponde ao ato de apresentar Deus aos homens. Evangelista é o ministro externo, sempre preocupado com as almas perdidas. Pastores são servos com a missão de pastorear o rebanho. Doutor corresponde com os sábios que foram levantados por Deus para instruir o rebanho do Senhor.
Apóstolo – dom especial e agregador dos demais ofícios. Profeta – dom revelador e anunciador das maravilhas do Senhor. Evangelista – dom desbravador que corresponde ao ato de ir ao encontro dos perdidos. Pastor – dom administrativo. Doutor – dom solucionador que proporciona conhecimento aos membros do corpo de Cristo.
Portanto, os dons são importantes para a execução do ministério no qual o cristão foi vocacionado.
Mesmas armas com as habilidades outorgadas de uma mesma unção
A unção corresponde à separação de alguém para a execução de uma determinada missão. Separação que se caracteriza em ser uma consagração específica para que o indivíduo possa executar com habilidades naturais e sobrenaturais a obra de Deus.
A unção na Nova Aliança tem como símbolo o derramamento do Espírito Santo. Derramamento que correlaciona com o batismo no Espírito Santo com a evidência física inicial do falar línguas estranhas. O derramamento do Espírito Santo é considerado como a segunda bênção de Deus para com a Igreja.
Porém, o batismo no Espírito Santo não é salvação. Para alcançar a salvação o meio de apropriação é a fé em Cristo. Também o batismo no Espírito Santo não é santificação. A santificação ocorre de maneira progressiva. Porém, dentre os efeitos do Batismo no Espírito Santo se destacam a edificação espiritual do próprio crente, pois mediante o falar das línguas o cristão é edificado (1 Co 14.4), a obtenção de maior dinamismo espiritual, ocasionando maior disposição e maior coragem na prática da vida cristã. Lembrando que o batismo é também o meio para que Deus outorgue os dons espirituais (1 Co 12.7-10) que são:
Dons que manifestam o saber de Deus (a palavra da sabedoria, a palavra da ciência e dom de discernimento);
Dons que manifestam o poder de Deus (fé, dons de cura e operação de maravilhas);
E, dons que manifestam a mensagem de Deus (profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas).
Em suma, é necessário lembrando que há unidade na formação, um exército, e unidade de comando, um general, sendo este general é Jesus Cristo de Nazareth que outorga a Igreja as armas espirituais: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” (2 Co 10.4).

sábado, 9 de novembro de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: Davi é Ungido Rei


Davi é Ungido Rei

A verdade prática transmite a seguinte realidade: o propósito da unção é capacitar o obreiro para desempenhar a obra de Deus e, com autoridade, vencer os gigantes.
Em comparação com o título da lição percebe-se que a unção de Davi a rei, correspondia à capacitação divina em outorgar habilidades ao futuro monarca de Israel para conduzir o povo com sabedoria.
Portanto, a presente lição tem como objetivo geral:
Conscientizar que o propósito da unção é capacitar o obreiro para desempenhar a obra de Deus.
E como objetivos específicos:
Apresentar a unção de Davi como rei.
Delinear a virtude de serviço do rei Davi.
Retratar Davi como um guerreiro.
I – DAVI: O REI UNGIDO
Unção corresponde à separação de alguém para a execução de uma determinada missão. Separação que se caracteriza em ser uma consagração específica para que o indivíduo possa executar com habilidades naturais e sobrenaturais a obra de Deus.
A unção na Nova Aliança tem como símbolo o derramamento do Espírito Santo. Derramamento que correlaciona com o batismo no Espírito Santo com a evidência física inicial do falar línguas estranhas.
Porém, o batismo no Espírito Santo não é salvação. Para alcançar a salvação o meio de apropriação é a fé em Cristo. Também o batismo no Espírito Santo não é santificação. A santificação ocorre de maneira progressiva.
Porém, dentre os efeitos do Batismo no Espírito Santo se destacam a edificação espiritual do próprio crente, pois mediante o falar das línguas o cristão é edificado (1 Co 14.4), a obtenção de maior dinamismo espiritual, ocasionando maior disposição e maior coragem na prática da vida cristã. Lembrando que o batismo é também o meio para que Deus outorgue os dons espirituais (1 Co 12.7-10) que são:
Dons que manifestam o saber de Deus (a palavra da sabedoria, a palavra da ciência e dom de discernimento);
Dons que manifestam o poder de Deus (fé, dons de cura e operação de maravilhas);
E, dons que manifestam a mensagem de Deus (profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas).
Portanto, a unção de Davi tinha como propósito capacitá-lo, conceder-lhe orientação e sabedoria para que pudesse entender os propósitos divinos para sua vida e como cumpri-los perfeitamente bem (GOMES, 2019, p.105).
II – DAVI: O REI QUE ERA SERVO
O apóstolo Paulo citou em seu sermão na sinagoga:
Porque, na verdade, tendo Davi, no seu tempo, servido conforme a vontade de Deus, dormiu, e foi posto junto de seus pais, e viu a corrupção (At 13.36).
O segredo do sucesso de Davi encontra se no seu ato de ser servo. O mesmo procedimento é perceptível no ministério particular de Jesus, o ministério particular corresponde ao momento em que Ele supre as necessidades dos discípulos, pois nota-se que Jesus sendo Mestre e Senhor lavou os pés dos Seus discípulos (Jo 13).
Portanto, o segredo para ser abençoado é servir conforme a vontade de Deus. Fator notável na vida do rei Davi que buscou em suas práticas servir a Deus na ação protetora para com o povo de Israel.
III – DAVI: O REI QUE ERA GUERREIRO
No tópico anterior o rei Davi é apresentado como servo. Já no presente fica nítido que o futuro monarca de Israel foi um grande guerreio, visivelmente no momento em que Davi venceu Golias (1Sm 17. 32-58), liderou os exércitos de Israel em frente aos conflitos outorgando várias vitórias, fato que levou as mulheres a cantarem:
Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares (1Sm 18.7).
A notoriedade da coragem do nobre guerreiro também é vista nos instantes em que ele ainda sendo um jovem cuidava das ovelhas de seu pai e tinha que reagir aos ataques de ursos e leões.
Enquanto Davi era um pastor de ovelhas que usava uma funda como arma para proteção e para a condução das ovelhas, o gigante Golias era um guerreiro experiente de 2,97 metros de altura que tinha armas de bronze para proteção e de ferro para ataque. Porém, coisa interessante que podemos notar é que Davi sempre manifestou confiança em Deus e jamais creditou a si mesmo vitória. Davi preferiu usar seu próprio armamento, a atiradeira, pois poderia manter distancia do gigante. Nem toda a parafernália que Golias carregava era capaz de protegê-lo, pois Davi estava na direção divina, de modo que uma simples pedra atirada no gigante foi bastante mortal (GOMES, 2019, p.109).
Referência:
GOMES, Osiel. O Governo Divino em mãos humanas, liderança do povo de Deus em 1º e 2º Samuel. Rio de Janeiro: CPAD, 2019. 

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