Deus é Fiel

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sexta-feira, 5 de julho de 2024

DANIEL: UMA JORNADA DE FIDELIDADE

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – DANIEL: UMA JORNADA DE FIDELIDADE

Conforme a Síntese:

Daniel é um exemplo inspirador de fidelidade em uma cultura hostil.

Compreende-se por meio da síntese que:

Daniel é um exemplo de fidelidade;

Daniel viveu em um período hostil para com a fidelidade a Deus, porém mesmo contra a adversidade o profeta manteve-se íntegro ao Senhor.

Daniel é apresentado na sua própria obra com três características básicas: como homem público, como homem de oração e como profeta. Como homem público Daniel se destacou pela sabedoria e pelo compromisso às atividades assumidas. Como homem de oração em meio As afrontas de inimigos para silenciá-lo o estadista continuou seu costume de orar a Deus diariamente e por três vezes ao dia. E, como profeta Daniel entra no cenário como profeta que notificou a Israel a respeito da libertação da nação.

A presente lição tem como objetivos:

Entender o panorama geral do livro de Daniel;

Compreender o contexto histórico da vida do profeta;

E, Refletir a respeito da chegada dos jovens hebreus na Babilônia.

I – O LIVRO DE DANIEL

Em doze capítulos escritos por Daniel é perceptível uma narrativa histórica que abrange fatos ocorridos entre os ano 605 a.C.  até 536 a.C. correspondendo com a primeira invasão dos babilônicos a Terra Santa até o período que marca a queda da Babilônia.

Sobre o conteúdo é nítido temas que corresponde com o que estava acontecendo, assim como com temáticas correspondentes com fatos escatológicos.

O livro leva o nome do autor, ou seja, Daniel é o escritor do livro. Apesar de haver estudiosos que questionam a autenticidade da escrita do profeta, mas também há importantes teólogos que ratificam a autoria do sábio Daniel.

Porém não se pode esquecer que: “Em essência, Daniel é o protagonista do seu livro, mas Deus é o protagonista de todas as coisas. Durante nossa jornada nesse mundo, buscamos a fidelidade inabalável” (Nascimento, 2024, p. 15).

O livro é didaticamente dividido em duas partes:

A primeira corresponde com os capítulos 1 a 6, que predominam dados próprios da vida do estadista.

Enquanto que a segunda corresponde com os capítulos 7 a 12 que predominam as descrições referentes com as visões e as interpretações das visões.

II – COMPREENDENDO O CONTEXTO

Três acontecimentos podem ser citados como elementos contextuais do período em que o livro foi escrito: o motivo do cativeiro, as etapas do cativeiro e a duração do cativeiro.

O motivo do cativeiro. Nos dias do rei Josias o povo de Israel vivenciou um profundo avivamento. Avivamento significa trazer a vida, ou seja, alguém que perdeu os sentidos e por ação espiritual passa a ter de volta os sentidos recobrados. Entretanto, em vinte e dois anos o Reino do Sul foi destruído, isto, porque após a morte do rei Josias o povo degenerou-se espiritualmente e moralmente. No governo de Josias o avivamento foi motivado pela descoberta do livro da lei (2 Re 22.8) e também pelo apoio dos profetas Jeremias (Jr 1-12), Sofonias (Sf 1.1) e Habacuque (Hb 1.2-4) com o objetivo levar o povo a presença de Deus. Todavia a perca do temor ao Senhor e o abandono da palavra de Deus levou o povo a destruição.

Etapas do cativeiro. Em 606 a.C, Nabucodonosor invadiu o território dos judeus. Iniciando nesta data o cativeiro de Judá. Para melhor compreensão histórica nota-se que o cativeiro dos judeus ocorreu em três etapas.

a) a primeira etapa; no ano de 606 a.C, período em que os tesouros do templo foram levados (2 Cr 36.7) e também a elite de Judá: o rei Joaquim, os oficiais da corte e entre eles Daniel e seus três amigos (Dn 1.1-7).

b) segunda etapa; no ano de 597 a.C, Jerusalém foi pela segunda vez invadida pelos babilônicos e desta vez foram conduzidos 10.000 homens para Babilônia entre eles Ezequiel (2 Re 24.14).

c) terceira etapa; no ano 586 a.C, pela terceira vez Jerusalém é invadida e desta vez o templo e a cidade são destruídos ficando na cidade apenas os pobres (2 Re 25.12).

Duração do cativeiro. O cativeiro babilônico durou 70 anos, sendo profetizado por Jeremias (Jr 25.12). Em setenta anos os judeus andaram errantes em meio a um povo idólatra.

III – A RELEVÂNCIA DO LIVRO DE DANIEL PARA OS NOSSOS DIAS

O livro de Daniel tem como mensagem principal a “Soberania de Deus” daí se retira a primeira relevância da obra para com a igreja da atualidade. Ou seja, Deus está no controle de todas as coisas, isto é, todas as coisas obedecem aos desígnios de Deus.

O livro de Daniel, portanto, possui uma mensagem singular para a Igreja na atualidade. A sua vida na Babilônia é um exemplo de coragem, fé e integridade diante de circunstâncias adversas. Ele também nos ensina a confiar em Deus em todas as situações e a buscar a sua vontade em nossa vida (Nascimento, 2024, p. 21).

ReferênciaS

NASCIMENTO, Valmir. Na cova dos leões: o exemplo de fé e coragem de Daniel para o testemunho cristão em nossos dias. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

quarta-feira, 3 de julho de 2024

DUAS IMPORTANTES MULHERES NA HISTÓRIA DE UM POVO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – DUAS IMPORTANTES MULHERES NA HISTÓRIA DE UM POVO

Conforme a Verdade Prática:

Conhecidas ou anônimas, muitas mulheres foram fundamentais no plano divino de redenção da humanidade.

Da verdade prática compreende-se que:

Deus tem um plano de redenção para com a humanidade.

Deus tem usado inúmeras pessoas para com a concretização de seus desígnios, e dentre essas pessoas, inúmeras mulheres tem sido escolhidas por Deus.

Mulheres conhecidas ou não tem sido usadas por Deus para que o plano da salvação seja executado.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar o perfil de Rute, a moabita;

Traçar o perfil de Ester, a judia que ascendeu ao posto de rainha;

E, Refletir a respeito da mulher cristã como protagonista no Reino de Deus.

I – RUTE: UMA MULHER IMPORTANTE PARA A LINHAGEM DE DAVI

O presente tópico permite compreender que a origem de Rute, a saga da família de Elimeleque e a bênção do Senhor sobre a vida de Rute mediante as escolhas desenvolvidas com muita sabedoria por Rute.

A respeito de Rute é necessário entender que em sua genealogia ela procede de Moabe, personagem Bíblico que teve origem de forma incestuosa entre Ló e a filha primogênita. No decorrer da trajetória de Moabe percebe-se que a descendência do mesmo tornou-se contrário ao povo de Israel. Rute era descendente de Moabe, porém, o caráter da mesma é retratado de forma ímpar por singularidade e por fidelidade.

Por falta de pão em Belém, Elimeleque juntamente com esposa (Noemi) e os filhos migraram para os campos de Moabe. Passando o tempo Elimeleque faleceu e os seus filhos casaram, Malom casou-se com Rute e Quiliom casou-se com Orfa. Ao passar dez anos os dois filhos de Noemi faleceram, ficando assim três mulheres viúvas. Noemi decide regressar para Belém e despede de suas noras, porém Rute decide seguir a Noemi. Decisão que outorgou a Rute o privilégio em fazer parte da genealogia de Jesus.

[...] Rute surgiu inesperadamente no cenário bíblico e passou a integrar a linhagem de Davi ao casar-se com Boaz, um belemita, descendente de Salmom e Raabe, a meretriz (Mt 1.5). esse foi mais um capítulo da soberania providência, rumo ao pleno cumprimento do plano salvífico anunciado desde Adão (Lc 3.23-38). Deus estava trabalhando para cumprir a sua promessa. Ele é sempre fiel em tudo o que promete (Nm 23.19; Js 21.45; 2 Co 1.20) (Queiroz, 2024, p. 16).

II – ESTER: A MULHER QUE AGIU PARA A SOBREVIVÊNCIA DOS JUDEUS

O segundo tópico permite compreender a respeito da trajetória do povo de Israel para o cativeiro babilônico e a soberania divina em transformar uma garota órfã em rainha na Persa.

Para melhor compreensão histórica nota-se que o cativeiro dos judeus ocorreu em três etapas.

a) a primeira etapa; no ano de 606 a.C, onde que os tesouros do templo foram levados (2 Cr 36.7) e também a elite de Judá: o rei Joaquim, os oficiais da corte e entre eles Daniel e seus três amigos (Dn 1.1-7).

b) segunda etapa; no ano de 597 a.C, Jerusalém foi pela segunda vez invadida pelos babilônicos e desta vez foram conduzidos 10.000 homens para Babilônia entre eles Ezequiel (2 Re 24.14).

c) terceira etapa; no ano 586 a.C, pela terceira vez Jerusalém é invadida e desta vez o templo e a cidade são destruídos ficando na cidade apenas os pobres (2 Re 25.12).

Entretanto, o cativeiro babilônico durou 70 anos, sendo este período de tempo profetizado por Jeremias (Jr 25.12). Em setenta anos os judeus andaram errantes em meio a um povo idólatra. Porém, Jeremias ficou em Jerusalém, enquanto o povo foi levado cativo, deste episódio originou a obra Lamentações de Jeremias, em que o profeta enfatiza as misericórdias do Senhor como causa da existência dos judeus (Lm 3.22).

Do campo Ester como estrela foi erguida por Deus para sentar no trono e propósito divino “Cinco anos depois essa jovem judia, agindo com sabedoria e muita coragem, obteve do rei um decreto que livrou da morte o povo judeu de todo o império (8.9). foi providência divina agindo em favor da geração piedosa a fim de preservá-la para o seu grande e eterno propósito: a vinda do Messias” (Queiroz, 2024, p. 23,24).

III – MULHERES DE DEUS COMO PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA

A mulher não precisa negar sua origem para servir ao Senhor, assim como a mulher não precisa lutar contra o homem, como personagem da sociedade para obter o espaço em cumprir o seu legado como escolhida por Deus. Ester e Rute ensinam pela prática a necessidade de cada ser humano, não apenas as mulheres, mas de todos, saberem:

Esperar no tempo de Deus.

Não agir sem a permissão divina.

Entender que a obediência é o caminho para a prosperidade em tudo.

E, ser submisso ao Senhor.

Referências:

QUEIROZ, Silas. O Deus que governa o mundo e cuida da família. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

sexta-feira, 28 de junho de 2024

A CIDADE CELESTIAL

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A CIDADE CELESTIAL

Conforme a Verdade Prática:

A cidade celestial é o alvo de toda a nossa jornada que iniciou com o Novo Nascimento e se consumará com a entrada pelos portões celestiais.

Da verdade prática compreende-se que:

O alvo de toda a jornada cristã está em chegar no céu;

A jornada iniciou-se com o novo nascimento;

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Conceituar o paraíso;

Explicar a eternidade como doutrina e como descrita no Livro de Apocalipse;

E, Conscientizar a respeito do estado final de todos os santos.

I – O PARAÍSO ETERNO

As descrições, novo céu, nova terra e nova Jerusalém, se associam a três dimensões: a dimensão celestial, novo céu; a dimensão terrestre, nova terra; e, a dimensão urbana, nova cidade.

Já no que corresponde à nova Jerusalém, três são os indicadores que define a nova Jerusalém ao patamar de uma cidade sublime:

Primeiro, a grande cidade (Ap 21.10), logo a grandeza da cidade corresponde ao suprimento da necessidade dos seus habitantes.

 Em segundo, a santa cidade (Ap 21.10),   isto é, a cidade é perfeita e livre de todo mal.

Por fim, em terceiro a cidade descerá do céu, por isso, haverá nela a glória de Deus (Ap 21.10).

[...] Tudo sugere uma cidade literal: ouro, ruas, dimensões, pedras. Ela desce do céu, pois é impossível construir uma cidade santa aqui (Silva, 1997, p. 268).

II – O ETERNO E PERFEITO ESTADO

Os detalhes inseridos no texto sagrado da nova Jerusalém indica que ela é uma cidade real. Cidade cujo construtor também é real (Hb 11.10). Se o mundo atual afetado pelo pecado possui as suas maravilhas o que será dito da nova cidade em que nela não haverá maldição (Ap 22.3), não haverá necessidade dos governos naturais que governam os dias e as noites - sol, lua e estrelas – (Ap 22.5), não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21.4).

[...] A luz de Cristo atravessa em todas as direções, por tratar-se de ouro transparente, e nada pode impedir a difusão dos raios luminosos de Cristo. Assim fica demonstrado que, a cidade terrestre (na era milenial) haverá necessidade de luz, como podemos ver em Is 30.26, pois haverá noite e haverá dia: fatores da vida física... Agora na presente era, os remidos andam por fé, vêem as coisas celestes “[...] refletindo como um espelho” (2Co 3.18); mas ali tudo será alterado (Silva, 1997, p.275).

III – O ESTADO FINAL DE TODOS OS SANTOS

A frase “na casa de meu Pai há muitas moradas” transmite dois ensinamentos básicos: primeiro ensino, a casa pertence ao Criador e segundo nesta casa há muitas moradas. Na tradução NVI a expressão muitas moradas corresponde a uma casa pequena com muitos cômodos envolta de um pátio que é o pondo de encontro para o lazer dos filhos que mora envolta do seu pai. Na Nova Jerusalém os filhos de Deus estarão envoltos do Pai celestial.

Para um mundo perfeito é necessário que exista uma composição com elementos essenciais como a de um governo capaz somada com habitantes conscientes, que desfrute de conhecimentos, comunhão e vivam em amor. Por muitos anos esta tem sido à busca de homens para uma sociedade melhor, porém, estas teorias ao serem executadas pelo o homem eliminou o essencial que é a presença de Deus. Ou seja, não haverá uma sociedade justa com a ausência de Deus. Na nova Jerusalém a perfeição será real porque o próprio Deus a governará com isto os habitantes serão os salvos de todas as épocas que possuirão conhecimento perfeito e desfrutarão da perfeita comunhão e do perfeito amor.

Na Nova Jerusalém o amor de fato será sincero, generoso e longânimo. A perfeição do amor de Deus na nova Jerusalém se manifestará no amor que galardoa os salvos (Tg 1.12).

O primeiro livro da Bíblia é o de Gênesis, o livro do princípio, enquanto o último livro é o de Apocalipse que corresponde a revelações. Todavia, o primeiro como o último livro da Bíblia possui relações diretas no que trata a ordem da história da humanidade, se em Gênesis encontra-se as origens das coisas, em Apocalipse o conhecimento do desfecho de todas as coisas torna-se notável. Mas, os últimos capítulos de Apocalipse são conhecidos como o gênesis do apocalipse, portanto as origens de uma nova época encontram se nos capítulos finais de Apocalipse.

Referências:

SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A BENDITA ESPERANÇA: A MARCA DO CRISTÃO

A BENDITA ESPERANÇA: A MARCA DO CRISTÃO

Conforme a Verdade Prática:

A esperança cristã é a âncora que mantém a alma do crente firme diante dos dissabores em nossa jornada de fé.

Da verdade prática compreende-se que:

O cristão possui esperança;

A esperança do cristão outorga firmeza;

 E, em meios aos dissabores da vida o cristão consegue está firme mediante a esperança no Senhor Jesus.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar o alvo da esperança;

Explicar a doutrina da esperança cristã;

E, Enfatizar a esperança cristã como a âncora da alma do crente.

I – PARA ONDE APONTA A ESPERNAÇA DO CRISTÃO?

A esperança trata-se de esperar, está diretamente associada com o amor e com a fé, ambas correspondem às três virtudes essências na vida do cristão. Portanto, a esperança é definitivamente uma virtude cristã, pois, somente o cristão pode ser otimista no que corresponde ao mundo. Também só o cristão pode ser otimista no enfrentar a vida com os obstáculos. Assim como, só o cristão pode vivenciar a morte com tranquilidade, pois a esperança é a real confiança no cumprimento de uma grande expectativa.

O termo grego denota a expectativa confiante ou a antecipação, e não o pensamento tendencioso como no entendimento a partir do senso comum. O uso da palavra esperança nesse contexto é incomum e irônico, pois ele sugere que os gentios, que nada sabiam sobre o Messias, ou aqueles que pouco sabiam a respeito dele, anteciparam-se e aguardavam a Sua vinda. Porém, para nós, é suficiente refletir sobre os atos de Cornélio (Atos 10) a fim de percebermos que alguns dentre os gentios tinham esperança na vinda do Messias judeu. Jesus foi enviado não só para a salvação dos judeus, mas também dos gentios. Considerando que Deus é o autor da nossa salvação, podemos chama-lo de o Deus da esperança, porque foi isso o que Ele nos deu Rm 15.13 (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 402).

Logo, o Deus de esperança outorga gozo e paz. Pois, a esperança indica e se caracteriza pela expectativa confiante em um Deus de paciência e consolação. Portanto, a paciência e a consolação das Escrituras proporcionam a esperança.

II – A PERSPECTIVA ESCATOLÓGICA DA ESPERANÇA CRISTÃ

Paulo assim escreveu:

Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada (Rm 8.18).

A respeito das aflições aprende-se que:

1- Nas aflições as pessoas se aproximam das outras.

2- As aflições servem de disciplina.

3- As aflições torna o cristão mais dependente de Deus.

4- A aflição é garantia da magnitude da glória que se manifestará.

Para corroborar com Rm 8.18, o apóstolo assim escreveu à Igreja em Coríntios: porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente (2 Co 4.17).

Logo, [...] as aflições do presente são leves quando comparados com a glória que há de vir. Paulo chama os sofrimentos que passamos nesta vida de leve e momentânea tribulação, quando comparados ao peso eterno de glória mui excelente (2 Co 4.17). O plano de compensação divino é tal que aquele que suporta os sofrimentos receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna, Mateus 19.29 (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 402).

III – A ESPERANÇA CRISTÃ COMO ÂNCORA DA ALMA

A esperança do cristão no Senhor é comparada com a âncora, pois representa tudo que sustenta e proporciona estabilidade ao crente no Senhor. A esperança do cristão não está firmada nas promessas perceptíveis no ramo político, mas de fato a esperança do cristão está firmada no Senhor Jesus. O que a torna melhor e abrangente.

A promessa do Senhor Jesus para com os crentes é a melhor possível e abrange a vida eterna na presença do Senhor. No entanto, compreende-se que a esperança do cristão é segura, pois tem o Senhor Jesus como o fiel que a prometeu; a esperança é consoladora, pois outorga ao crente consolo no que há de acontecer; e, por fim, a esperança do cristão no Senhor é estruturada e estabelecida com propósito, Deus é Deus de propósito.

Referências:

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

domingo, 9 de junho de 2024

REALIDADE BÍBLICA DO INFERNO

 

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – REALIDADE BÍBLICA DO INFERNO

Conforme a Verdade Prática:

O inferno é um lugar real de dor, agonia e desespero. Sua realidade é um alerta para nós ao longo de nossa jornada.

Da verdade prática compreende-se que:

O inferno é real;

O inferno é um lugar de dor, desespero e agonia;

E, a realidade do inferno alerta a todos a terem uma jornada desenvolvida por meio a uma vida de santidade.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Mostrar o pensamento humano a respeito do inferno;

Saber como a palavra inferno aparece na Bíblia;

E, Compreender a doutrina bíblica do inferno.

I – O PENSAMENTO HUMANO A RESPEITO DO INFERNO

Para inúmeros pensadores o inferno corresponde a um lugar abstrato, ou seja, não se trata de um local real. No senso comum das pessoas o sofrimento que as pessoas passam no seu cotidiano indica que essa pessoa está de fato vivenciando as dores do inferno.  O primeiro erro de quem pensa assim está em negar a existência do inferno e o segundo erro se concretiza na não compreensão dos efeitos do pecado na vida cotidiana dos indivíduos.

O teólogo liberal e o homem moderno não aceitam a ideia de Inferno como descrito nas Sagradas Escrituras, em especial no Novo Testamento, pois creem que um Deus tão justo e bom jamais ousará punir de modo implacável e eternamente uma pessoa. Os liberais advogam que o foco do leitor deve ser no amor e na graça de Deus, e que o Inferno se refere apenas a consequências naturais das escolhas humanas (Gomes, 2024, p. 124).

Há também a corrente universalista que acreditam que Deus por seu amor para com a humanidade não condenaria os seus filhos ao inferno, um local de tormento. De fato os apóstolos já alertavam a respeito daqueles que apostatariam da fé e ensinariam princípios contrários aos descritos na Bíblia Sagrada.

II – COMO A PALAVRA INFERNO APARECE NA BÍBLIA

O termo sheol tem como significado sepultura ou estado dos mortos. Andrade assim define: Palavra hebraica que designa o lugar dos mortos. O mesmo que hades e inferno. Segundo o Novo Testamento, é o lugar onde as almas dos iníquos aguardam o Juízo Final (1997, p. 227). Entende-se então que o termo sheol poder ser compreendido no Antigo Testamento como lugar de castigo para os ímpios e de bênçãos para os justos.

Já o termo Hades é o lugar destinado aos ímpios. Andrade assim define: É sinônimo de inferno... Na septuaginta, tal palavra é usada como sinônimo do vocábulo hebraico sheol (1997, p. 143).

Tártaro é outro termo presente para descrever a respeito do inferno trazendo a ideia de abismo que é o lugar em que os ímpios habitam. E por fim, há também o termo geena que significa castigo eterno.

É importante compreende que antes ao Calvário o hades estava dividido em duas partes, a que destinava os ímpios e a que destinava aos justos. Porém, depois do Calvário houve uma mudança:

Houve uma mudança dentro do mundo das almas e espíritos dos mortos [...]. Quando Cristo enfrentou a morte e a sepultura, e as venceu, efetuou uma mudança radical no sheol-hades (Ef 4.9,10; Ap 1.17,18). A parte do paraíso foi transladada para o terceiro céu, na presença de Deus (2 Co 12.2,4), separando-se completamente das partes inferiores, onde continuam os ímpios mortos. Somente os justos gozam dessa mudança em esperança pelo dia final, quando esse estado temporário se acabará, e viverão para sempre com o Senhor num corpo espiritual ressurreto (CABRAL apud LIMA, 2015, p. 147,148).

III – A DOUTRINA BÍBLICA DO INFERNO

A doutrina bíblica a respeito do inferno ensina que o inferno é real, trata-se de um local intermediário em que as almas dos que morrem sem Cristo esperaram para o dia do juízo final. É válido compreender que o inferno corresponde com local de castigo para Satanás e seus seguidores, o que indica em dizer que o inferno não é uma casa em que o diabo habita e que tem regalias nesse espaço.

[...] Pela escatologia bíblica, o inferno é apenas um lugar intermediário. Dali, os ímpios hão de ressurgir para serem lançados no lago de fogo. Eis algumas verdades bíblicas concernentes ao inferno:

1)   Foi criado por Deus.

2) O seu mandatário, portanto, é o próprio Deus.

3) Não é a habitação do demônio como se pensa, mas o lugar de reclusão das almas impiedosas.

4) Nada tem a ver com o purgatório.

5) O mesmo inferno haverá de ser lançado no logo de fogo (Andrade, 1997, p. 158).

Deus tem um céu de glória preparado para os santos, logo é necessário seguir a paz com todos e a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

Referências:

ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

GOMES, Osiel. A carreira que nos está proposta. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

LIMA, Elinaldo Renovato de. O Final de todas as coisas, esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – DESENVOLVENDO UMA CONSCIÊNCIA DE SANTIDADE

DESENVOLVENDO UMA CONSCIÊNCIA DE SANTIDADE

Conforme a Verdade Prática:

Na jornada para o Céu, devemos estar conscientes a respeito da necessidade de ter uma vida santa para nos encontrarmos com o Senhor.

A palavra-chave para a presente lição é santidade. Santidade é o ato prático daquele que escolheu viver em uma vida conduzida pelo o Espírito Santo, pois o que assim faz optou em obedecer a Deus em toda a sua maneira de viver. É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Apresentar a perspectiva bíblica da santificação;

Descrever a abrangência dos estágios da santificação;

E, Distinguir a santidade e a justiça de Deus como atributos inerentes à sua natureza.

I – A PERSPECTIVA BÍBLICA DA SANTIFICAÇÃO

Analisando a temática santificação no Antigo Testamento o seguinte texto será importante para desfrutar de tamanho saber: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou (Lv 19.2).

“Santos sereis”, indica que o povo deveria se santificar a cada momento. A palavra, santo, aparece no livro de Levítico por mais de cem vezes e quando relacionada ao ser humano a palavra se define por pureza e por obediência. Assim como era nos dias de Israel enquanto estavam no deserto, deverá ser nos dias hodiernos, enquanto os cristãos estão na terra.

Os israelitas deveriam se santificar nas cerimônias, logo a santificação dos cristãos devem ser vista nas cerimônias (Lv 17). As cerimônias não podem ser vistas como obrigações sem compromisso. O compromisso com Deus define o real teor das cerimônias. Porém, assim fazem os que por Deus são santificados.

Os israelitas deveriam se santificar no momento da adoração, logo a santificação deverá ser vista no instante em que os cristãos adoram a Deus (Lv 23-25). Muitos eventos não passam de apresentações tidas como show gospel. Perdendo a essência cristã e reduzindo a atitude dos vocacionados por Deus. Não é cabível ao cristão realizar shows, mas fazer da sua vida um altar de adoração a Deus. Portanto, apenas os que por Deus são santificados não perdem a real importância da adoração e por Deus são procurados, porque Deus procura os que o adoram em espírito e em verdade (Jo 4.23).

Por fim, os israelitas deveriam se santificar principalmente em sua vida diária. Logo, os cristãos devem se santificar em todos os instantes da sua vida (Lv 18-22). E só será possível pela leitura e estudo da Palavra de Deus, pela prática da oração e pela presença na igreja.

Já no Novo Testamento percebe-se que a santificação é uma obra da trindade e é uma necessidade a ser suprida pelos cristãos.

As três pessoas da trindade são apresentadas pela santidade. Deus (Pai) é santo, e assim como Ele é, cabe a cada cristão o dever de se santificar (1 Pe 1.16). O Filho é santo (Lc 1.35). E assim também como o Espírito Santo é apresentado com o atributo da santidade (Ef 4.30).

II – A SANTIFICAÇÃO E SEUS ESTÁGIOS

Lembrando que o termo santificação permite compreender que o impuro é separado para o uso de Deus, ou seja, o que não prestava torna-se por meio da santificação reabilitado para o uso divino. Um exemplo claro é o personagem Abraão que morava no meio de um povo impuro e idólatra (Js 24.2,3), logo foi separado para ser o pai de uma multidão de nações (Gn 17.5). Sendo que o processo de santificação dos israelitas se iniciava com o amor.

O amar a Deus acima de todas as coisas. Verdade que corrobora com a ética no sentido vertical, isto é, o relacionamento do indivíduo com Deus é desenvolvido na ótica do amor divino, portanto nós o amamos porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19).

A santificação é estudada nos três tempos ou também definido como três estágios: passado, presente e futuro.

No aspecto do tempo, o passado, a santificação também é chamada de posicional ou pretérita. Corresponde com o passado ou momento em que o cristão se decidiu a andar debaixo da graça renovadora de Cristo. Descreve o valor da obra expiadora de Jesus na cruz que por meio da graça divina é eficaz para salvar o mais indigno dos homens, caso esse se entregue ao Senhor como único e suficiente Salvador. Santificação pretérita corresponde em vitória sobre a penalidade do pecado.

Já no aspecto do presente a santificação é também conhecida como progressiva, fato que indica que é desenvolvida dia-a-dia por meio de escolhas e decisões. Todo cristão que priorize a santificação deverá consagrar sua vida por meio da leitura da Bíblia Sagrada, da ida à igreja e de uma vida de oração (Jo 17.17). Santificação progressiva corresponde com a vitória sobre o poder do pecado.

Sobre a santificação futura percebe-se que esta só ocorrerá na glorificação dos cristãos. Logo, santificação futura corresponde com a vitória definitiva sobre o pecado, neste caso sobre a presença do pecado.

III – O JULGAMENTO DO DEUS SANTO

Os atributos de Deus revelam a pessoa dEle para os seres humanos. Os atributos de Deus de forma didática são divididos em dois grupos: atributos naturais e atributos morais.

1- Atributos naturais. Cinco merecem total atenção, são eles: a eternidade de Deus, a imutabilidade de Deus, a onisciência de Deus, a onipotência de Deus e a onipresença de Deus.

2- Atributos morais. Santidade e o Amor se definem como atributos morais de Deus, pois são atributos que expressam a majestade da natureza divina.

Deus é santo, e assim como Ele é, cabe a cada cristão o dever de se santificar (Jo 17.17; 1Pe 1.16).

A Bíblia fala de Deus como santo em sua essência. Por meio desse atributo, pode-se compreender e descrever a perfeição absoluta de Deus como ser divino. Em Levítico 19.2 lemos: “Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo”. Por meio desse versículo, cada israelita tinha o padrão certo para viver em santidade (Gomes, 2024, p. 119).

Referências:

GOMES, Osiel. A carreira que nos está proposta. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RESISTINDO À TENTAÇÃO NO CAMINHO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – RESISTINDO À TENTAÇÃO NO CAMINHO

Conforme a Verdade Prática:

No lugar de ceder à tentação, é melhor triunfar sobre ela.

A palavra-chave para a presente lição é tentação. Para Tiago nenhuma tentação é proveniente de Deus (Tg 1.13) e o sofrimento do justo está associado com a desobediência de Adão no Jardim do Éden, pois todos pecaram e distanciaram de Deus (Rm 5.12). É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Conceituar biblicamente o que é tentação e os seus aspectos na esfera humana;

Mostrar como nosso Senhor Jesus lidou com a tentação;

E, Apontar a estratégia para o crente resistir à tentação.

I – A TENTAÇÃO E SUA ESFERA HUMANA

Tentação tem como significado (do grego, peirasmos), prova, provação ou teste. Daniel (2014) afirma que “ser tentado não é pecado; pecado é ceder à tentação”. Logo, pecado é errar o alvo. O pecado poderá ser cometido por palavras, por ações ou por pensamentos.

José foi tentado, porém, não pecou (Gn 39.12).

Jó foi tentado, porém, não pecou (Jó 3.9).

Um dos objetivos da tentação para o cristão é o fortalecimento.  Pois, ninguém cresce na fé, sem passar por tentação. Isto porque as provas exercitam a fé do cristão. Logo, a tentação passa a ser uma disciplina que educa o cristão a ser forte, porém, quando este não é vencido pela tentação.

Se associar a tentação com a tribulação perceberá que após tribulação surgirá à paciência, a experiência e a esperança (Rm 5.3-5). Isto é, a tentação quando vencida proporciona fortalecimento, aumenta a paciência, desenvolve a experiência e como resultado proporciona a esperança.

Por fim, a tentação não é motivo para o isolamento do cristão, mas torna-se motivo de alegria, pois ao vencer a tentação o prêmio será a coroa da vida (Tg 1.12).

Para a maioria dos cristãos a tentação é apenas diabólica, porém, é notório que Tiago não enfatiza a origem da tentação à Satanás, mas expõe com clareza o indivíduo como fonte, isto é, pela própria concupiscência.

II – O SENHOR JESUS E A TENTAÇÃO

Após ser batizado Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo diabo, isto é, para ser colocado a prova, ou seja, para ser testado e aprovado. A tentação de Jesus em sua origem se divide didaticamente em três: humanidade, divindade e missão.

1- Tentado a ser saciado. A primeira tentativa de satanás em levar Jesus a pegar foi por meio da necessidade física, pois Cristo estava em consagração e em jejum, abrangendo um período de quarenta dias e quarenta noites, logo o mestre estava com fome.

As necessidades físicas são sempre utilizadas pelo inimigo para levar pessoas a se corromperem. Portanto, o inimigo em suas ciladas desperta a ganância no íntimo do ser humano para que este venha a desejar a posse de bem matérias ao ponto de passar por cima de tudo e de todos. Em sua humanidade Jesus foi tentado, mas venceu a satanás dizendo: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus (Mt 4.4).

2- Tentado a ser notado. A segunda ação do inimigo foi em tentar Jesus a ser notado pelos anjos. Quantos são tentados a serem notados? Quantos são ativos em suas ações para serem notados? Tudo que o cristão desenvolve na obra de Deus deverá ser para honra e glória de Deus. Em sua divindade Jesus foi tentado, mas venceu a satanás dizendo: não tentarás o Senhor, teu Deus (Mt 4.7).

3- Tentado a ser celebrado. Por terceiro, satanás tenta a Jesus no que corresponde ao possuir poder. A busca do poder passou a ser notório nas repartições públicas e até nas repartições religiosas em que pessoas fazem de tudo para possuírem o lugar do outro. Em sua missão Jesus foi tentado, mas venceu a satanás dizendo: ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (Mt 4.10).

III – RESISTINDO À TENTAÇÃO

A tentação é abrangente a todos os homens, seja o indivíduo convertido ou não ao Senhor Jesus Cristo. Logo, para que o cristão vença a tentação o mesmo deverá ser disciplinado a uma vida de oração, leitura da Bíblia e a constância objetiva na casa do Senhor, pois assim fazendo o crente será fortalecido pelo o Senhor para continuar firme e abundante na presença de Deus.

Rejeitar a tentação é literalmente fugir de toda aparência de mal. Paulo ao jovem Timóteo escreve “Fuja de tudo que estimule as paixões da juventude” (2 Tm 2.22). Ou seja, tudo o que pode conduzir o ser humano ao pecado e ao distanciamento de Deus é necessário que essa pessoa fuja.

Porém, se alguém caiu em tentação e pecou, é necessário que esse se reconcilie com o Senhor, pois “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

Referências:

COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Fé e Obras, ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.