Deus é Fiel

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

EBD - Subsídio da Lição: A ESTRUTURA DA BÍBLIA

 A ESTRUTURA DA BÍBLIA

Torna-se necessário citar que:

A Bíblia Sagrada foi escrita majoritariamente em hebraico e grego, em período aproximado de 1.600 anos, por cerca de 40 homens, e se estrutura em Antigo e Novo Testamento. Seus livros são divinamente inspirados e constituem o cânon bíblico. O conjunto dos 66 livros forma um único livro: a Bíblia Sagrada. Os critérios para avaliação da canonicidade são a inspiração, o reconhecimento e a preservação dos livros como Palavra de Deus (BAPTISTA, 2022, p. 44).

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

A Bíblia se divide em Antigo e Novo Testamentos, totalizando 66 livros, divinamente inspirados. Toda ela é nossa única regra de fé e prática.

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Mostrar como a Bíblia está organizada e que ela se divide em dois testamentos; Esclarecer como os livros do Antigo Testamento são classificados; e, Expor a classificação dos livros do Novo Testamento.

I – COMO A BÍBLIA ESTÁ ORGANIZADA

A palavra Bíblia deriva do grego biblion, que tem como significado conjunto de livros. Porém, a palavra Bíblia foi utilizada pela primeira vez em referência às Escrituras no ano 400 pelo teólogo João Crisóstomo que ficou conhecido como boca de ouro.

O conhecimento bíblico torna-se importante para a compreensão do autor das Escrituras Sagradas, assim como para a defesa da fé cristã e para que o cristão viva de maneira abençoada.

II – O ANTIGO TESTAMENTO

O Antigo Testamento é de suma importância para o cristão e, é composto por trinta e nove (39) livros dos sessenta e seis (66) que compõe os escritos Sagrados.

1- Quatro motivos proporcionam a leitura do Antigo Testamento. E os motivos são: quantidade, autoridade, unidade e utilidade.

Quantidade, por representar três quartos da Escritura Sagrada.

Autoridade por representar assuntos concernentes à fé, e por ser reconhecido por Jesus e pelos apóstolos.

A unidade se associa com a relação entre o Antigo e Novo Testamento. A mensagem do AT não é omitida pelo NT. Mas, a mensagem de ambos se complementa.

O AT ajuda o cristão a evitar a idolatria, ajuda os filhos de Deus a desenvolverem ações de louvor e permite por meio de seus escritos que o cristão tenha conhecimento de Deus. Logo, por estas características o AT é útil para o desenvolvimento espiritual dos cristãos.

2- Livros e Mensagens do Antigo Testamento. Nos sermões de Jesus a mensagem do Antigo Testamento era nítida.  O livro de Isaias é citado 419 vezes no Novo Testamento, seguido por Salmos que é citado 414 vezes.

Os livros são classificados em Lei, Históricos, Poéticos e Proféticos.

2.1- Lei. Os primeiros cinco livros do AT são conhecidos como Pentateuco, que nos manuscritos hebraicos se encontravam unidos a um mesmo pergaminho, porém com a tradução dos setenta (septuaginta) se dividiram em 5 livros.

Gênesis – livro do princípio. Narra os primeiros acontecimentos da história da humanidade até a morte de José no Egito.

Êxodo – Livro da saída do Egito para a Terra Prometida.

Levítico – livro da santidade. Deus fala a Moisés.

Números – livro das contagens.

Deuteronômio – livro da repetição da Lei. Moisés fala ao povo.

E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas (Dt 6.6-9).

2.2- Históricos. São os livros que esclarecem a história do povo israelita. São em número de doze: Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.

Josué – conquista de Canaã. Livro que enfatiza “os líderes passam, mas a aliança deve permanecer”.

Juízes – a instabilidade espiritual do povo. O povo desobedece, Deus entrega o povo nas mãos dos inimigos, o povo se arrepende e ora, e por último, Deus levanta um libertador.

Rute – abertura às nações.

1 Samuel – instalação da monarquia.

2 Samuel – o governo de Davi.

1 Reis – Reino dividido.

2 Reis – crise espiritual que se efetuou na crise política.

1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias – narrativa histórica com base nos seguintes temas: templo, culto e esperança.

Ester – Livramento divino em terra estrangeira.

Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido (Js 1.8).

2.3- Poéticos. São livros devocionais por conter o drama, Jó; poesia, Salmos; didática poética, Provérbios; sentimentos poéticos ou uma história de amor, Cantares; e, a busca pelo sentido da vida, Eclesiastes.

Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra (Sl 119.9).

2.4- Proféticos. Estes livros estão divididos em dois grupos. Profetas maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel. E profetas menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente (Is 40.7,8).

III – O NOVO TESTAMENTO

O Novo Testamento é de suma importância para o cristão; e, é composto por vinte e sete (27) livros dos sessenta e seis (66) que compõe os escritos Sagrados.

Há uma frase que expõe com clareza o versículo escrito pelo apóstolo Pedro (1 Pe 3.15). A frase é; “creio na Bíblia para ser salvo, leio a Bíblia para ser sábio e pratico a Bíblia para ser santo”. Santificação, sabedoria e salvação estão presentes nas palavras do apóstolo.

1- As motivações a leitura do Novo Testamento são: a narrativa sobre a vida de Jesus, a histórica da igreja, ensinamentos a respeito dos eventos futuros como o arrebatamento da igreja e lições práticas para uma vida abençoada.

Para entender o Novo Testamento é necessário conhecer os livros que o compõe, conhecer os escritores dos livros e por fim entender a sua mensagem.

2- Livros e Mensagens do Novo Testamento. O Novo Testamento possui vinte e sete (27) livros; duzentos e sessenta (260) capítulos; e, sete mil, novecentos e cinquenta e nove versículos (7.959).

O Novo Testamento é dividido em quatro classes: biográficos, histórico, epístolas e profético.

2.1- Biográficos. São os quatro evangelhos por narrarem fatos marcantes da vida de Jesus, como: o nascimento, o batismo, a unção, os milagres operados, o ministério particular e os acontecimentos finais.

Os evangelhos de Mateus, Marcos e de Lucas são chamados de sinópticos por serem semelhantes. Outro fator decisivo na compreensão dos evangelhos está no destino em que cada obra possuía, isto é, Mateus escreveu para os judeus, Marcos aos romanos, Lucas a um doutor grego e João para os gentios e também para os judeus, isto é, para a igreja.

2.1.1- O Evangelho de Mateus. É conhecido como o Evangelho do Rei. Tendo como destino os judeus. A mensagem central deste evangelho é sintonizar os judeus com a chegada do Messias. O evangelho poderá ser dividido em três partes: primeira, a vida e o ministério de Jesus (1-15); segunda, ensinos profundos do Messias (16-23); e a terceira parte, os acontecimentos finais do ministério do Messias.

2.1.2- O Evangelho de Marcos. É conhecido como o Evangelho do Servo. A chave do livro encontra-se em Marcos 10.45: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. O evangelho foi escrito para a igreja que se encontrava em Roma, que segundo dados históricos, sofria naqueles dias terrível perseguição que havia se originado do incêndio provocado por Nero. Porém, Nero culpou os cristãos pelo o incêndio e produziu em seguida a perseguição aos cristãos. A obra foi escrita provavelmente em 65 a 67 d.C.

2.1.3- O Evangelho de Lucas. É conhecido como o Evangelho do Filho do Homem. Lucas não fazia parte do grupo dos apóstolos, mas como historiador narrou com clareza a biografia de Jesus. O evangelho é dividido em três partes: primeira, o início do ministério público de Jesus (1-9); segunda, a jornada para Jerusalém (10-19); e, a terceira, últimos dias e a ressurreição do Senhor Jesus (20-24).

2.1.4- O Evangelho de João. É conhecido como o evangelho do Filho de Deus. É dividido em quatro partes: primeira, a introdução (1.1-18); segunda, ministério público de Jesus (1.19-12.52); terceira parte, ministério particular de Jesus (13-17); e quarta parte, acontecimentos finais (18-21). O propósito que levou João escrever o evangelho encontra se nas seguintes palavras; “estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).

2.2- Histórico. Corresponde ao quinto livro do Novo Testamento, Atos dos apóstolos, e foi escrito por Lucas que faz questão de narrar a história da igreja cristã que é dividida em três eventos: pré - pentecostais, pentecostais e missionários.       

2.3- Epístolas. São cartas escritas a igrejas com o seguinte objetivo, transmitir ensinamentos para edificação da igreja.

2.3.1- Cartas escritas por Paulo. As treze epístolas escritas pelo apóstolo Paulo foram escritas sobre o aspecto do quando, ou seja, existia um motivo básico para que as epístolas fossem escritas.

Quando o fim é a principal preocupação. Aqui corresponde diretamente com 1 e 2 Tessalonicenses.

Quando a igreja é a principal preocupação. Aqui corresponde a 1 e 2 Coríntios.

Quando o evangelho é a principal preocupação. Aqui corresponde às seguintes cartas: Gálatas e Romanos.

Quando a prisão é uma realidade. As cartas são Filipenses, Colossenses, Filemon e Efésios.

Quando a morte se aproxima. Corresponde com as cartas 1 e 2 Timóteo e Tito.

2.3.2- Carta aos Hebreus. Redigida aos judeus convertidos a Jesus Cristo. Possui valor e aplicação para os cristãos de todas as épocas. A carta é um combate direto ao abandono e a frieza de alguns dos membros da igreja (10.25). A carta apresenta ainda a superioridade de Jesus à Lei de Moisés, a superioridade do sacrifício de Jesus, pois o sacrifício do antigo concerto era incompleto e apresenta a obra, missão e a supremacia de Jesus a todas as coisas.

2.3.3- Cartas Universais. Escritos para a igreja perseguida, tendo como objetivo o consolo da parte de Deus para os cristãos, e também apresentam instruções fundamentais para uma vida abençoada.

2.4- Profético. Parte que é composta por um único livro o de Apocalipse. O versículo chave do livro encontra se em Apocalipse 1.19: “escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”. Logo, o livro está dividido em três partes: as coisas que tem visto (1), as coisas que são (2,3) e as coisas que depois destas hão de acontecer (4-22).

Referência:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras: a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

domingo, 16 de janeiro de 2022

NEM MAL, NEM PRAGA SUCEDERÁ SOBRE A SUA CASA (SL 91.10)

 NEM MAL, NEM PRAGA SUCEDERÁ SOBRE A SUA CASA (SL 91.10)

O Salmo 91 é tido como um cântico de fé. Possui quatro divisões, sendo elas: demonstração de confiança no Senhor (v. 1,2); resultado para os que confiam no Senhor (v. 3-8); proteção ao Messias (v. 9-13); e, promessas de dias abundantes (v. 14-16). Sobre a autoria do Salmo não há identificação notável, porém percebe-se que apresenta semelhança com as experiências e ideias de Moisés visíveis na narrativa do Salmo 90. Mas, não há identificação histórica sobre a autoria.

I – Compreendendo o Salmo em sua estrutura escrita

1- Demonstração de confiança, condição (v. 1,2). Quando o cristão habita no esconderijo do Altíssimo demonstra confiança no Senhor, fato que proporciona ou outorga como resultado as benevolências do Senhor. É válido ressaltar que o primeiro verso proporciona olhar para Deus como majestade e o Todo Poderoso.

Enquanto, o verso de número dois descreve a confiança em ter a Deus como refúgio e fortaleza, pois nEle o cristão encontra total confiança e estará seguro.

2- Resultados para os que confiam no Senhor, bênçãos individuais (v. 3-8). As bênçãos são inúmeras, porém o salmista cita as seguintes:

a) Livre do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Livre de arapucas e de várias doenças.

b) Segurança por está debaixo das asas do Altíssimo. Ao utilizar os termos escudo e broquel o salmista demonstra que o crente estará seguro por ter total proteção de qualquer perigo.

c) Isenção de medo do terror noturno, assim como, da assolação do meio-dia. Isenção aqui indica confiança no agir do Altíssimo em proteger e livrar o crente de todo o tipo de mal.

d) Protegido de ataques do inimigo. Mil cairá morto do teu lado e dez mil mortos a sua direita, mas tu não serás atingido, ou seja, Deus o refúgio do cristão garante total proteção contra os ataques dos inimigos e tem mais, o justo com os seus olhos verás a recompensa dos perversos.

3- Proteção ao Messias, bênçãos coletivas (v. 9-13). Quando Jesus foi tentado por Satanás o inimigo utilizou o presente salmo para provocar a natureza e a missão de Cristo. Sendo assim, fica nítido que o presente parágrafo é voltado para uma descrição messiânica em que o Messias teria proteção em não sofrer mal e nem praga, além de ter ao Seu dispor os anjos do Altíssimo.

4- Promessas de dias abundantes (v. 14-16). Amou na prática outorga como resultado cuidado e livramento. Enquanto que a abundância de dias em vida longa corresponde no contexto da vida do Messias a doutrina da ressurreição, que se associa com o termo honrarei (v. 15) e com a frase, lhe mostrarei a minha salvação (v. 16).

II – NEM MAL, NEM PRAGA

Aplicando o presente salmo para com a vida no aspecto familiar o cristão poderá receber como aprendizagem:

1- Há uma condição para ser abençoado e esta condição é habitar no lugar do Altíssimo. Ou seja, é está na presença de Deus e conviver com os projetos e planos de Deus para com a própria vida.

2- Há bênçãos de Deus que são individuais. Deus outorga benevolência para com as pessoas de forma individual. Para que estes possam desfrutar do melhor de Deus para com as suas vidas. Deus livra e outorga proteção.

3- Há bênçãos coletivas. Deus não abençoa apenas um e esquece-se dos demais. Na bênção que Deus outorga aos seus santos tem como propósito proporcionar bênçãos para com as outras pessoas, porém é necessário compreender que há como olhar particular, o cuidado de Deus para com a família em que nenhuma mal e nem praga sucederá sobre a tenda, ou sobre a morada daqueles que habitam no esconderijo do Altíssimo.

As bênçãos coletivas também são bênçãos eternas, ou seja, vão além deste tempo.

 Nem mal (gr. kakos) que denota algo desprezível, ou que causa dor e ou aflição (gr. poneros), deterá o lar do cristão. Assim como nenhuma doença ou sofrimento (gr, mastix e plege) limitará o palmilhar dos que confiam no Senhor.

4- Promessas para com a família. Deus tem amplo propósito para realizar na família. Toda família tem um propósito coletivo. Deus ao unir o lar e ao constituir os filhos, assim formou para estabelecer as Suas promessas em salvar, transformar, libertar e levar para o céu.

Logo, compreende que Deus é quem controla todas as coisas estabelecendo a condição para abençoar, liberando bênçãos individuais, concretizando as bênçãos coletivas e estabelecendo com primazia as promessas. Por ser um salmo messiânico a ressurreição é anunciada como plano divino a ser revelado na e para com a humanidade. Portanto, para com a família não há impossível que Deus não possa estabelecer e concretizar para o bem do lar em dissipar tudo o que é desprezível, assim como eliminar todo o sofrimento e doenças.

Por fim, saiba somar e multiplicar os ganhos de Deus para com o lar. Deus não outorga a família nuclear para que o indivíduo menospreze a família extensiva. Deus não outorga filhos para que o consorte seja desprezível. Deus não outorga novos amigos para que os velhos amigos sejam abandonados. Deus é Deus que abençoa com a abundância de bens.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – O PRIMEIRO SINAL: ÁGUA EM VINHO

 O PRIMEIRO SINAL: ÁGUA EM VINHO

Conforme a Síntese:

Os sinais que Jesus realizou visavam fazer com que o reconhecessem como o Redentor anunciado pelos profetas, sendo a manifestação plena do Deus Filho encarnado.

Com base na descrição acima da verdade prática, conclui-se que:

ü    Os sinais operados por Jesus tinham como propósito tornar conhecida a manifestação de Sua divindade.

A presente lição tem como objetivos:

Explicar a importância do primeiro sinal realizado por Jesus Cristo;

Apontar a narrativa e o contexto do primeiro sinal realizado por Jesus;

E, Conhecer a respeito do significado do ‘bom vinho’.

I – MAIS QUE UM MILAGRE

No versículo 11 a palavra sinal é derivada do grego “semeion”, ou seja, termo que tem como significado marca, prova ou indicação, que apresenta ou distingue uma pessoa. Logo, compreende-se que o sinal tem como marca provar a divindade de Jesus, o Verbo encarnado.

O evangelista João é o único escritor a registrar o que é conhecido como o primeiro sinal operado por Jesus. Semeion que indica não apenas aos discípulos (neste momento apenas 5 que estavam com Ele), mas indica para a igreja no longo da história que Ele é Deus e faz as obra de Deus.

[...] O fato de Cristo estar principiando ali os seus sinais tinha justamente a intenção de revelar a sua natureza divina aos homens que iriam segui-lo durante todo o seu ministério, embora não tenham alcançado esse entendimento de forma perfeita naquele momento. De qualquer sorte, o sinal serviu para que vissem não apenas um mestre dos judeus, mas alguém com extraordinário poder, muito diferente da classe religiosa do seu tempo. A fé estava sendo gerada neles (QUEIROZ, 2022, p. 47).

Os sinais operados por Jesus trazem consigo o júbilo, porém a transformação da água em vinho não tinha apenas o propósito de proporcionar alegria ao noivo, mas, em contra partida o grande propósito estava em descrever a divindade do Messias, Jesus Cristo o Filho de Deus.

II – A NARRATIVA E SEU CONTEXTO

O presente tópico apresenta três elementos essências:

Uma cidade;

Um diálogo;

E, um elemento nutritivo (vinho).

Sobre a cidade percebe que se trata de Caná da Galileia, pequena vila que foi escolhida por Jesus para ser palco do primeiro milagre. Também em Caná, lugar de juncos, Jesus curou o filho de um oficial (Jo 4.46-54).

Sobre o diálogo, este ocorreu entre Maria e Jesus. Maria percebeu o problema, a falta de vinho, logo apresentou o problema a Jesus. Tendo conhecimento do problema o Senhor Jesus apresentou a solução. A síntese do diálogo na ação de Maria em apontar [...] para Jesus e diz aos empregados: “Fazei tudo quanto ele vos disser” (Jo 2.5). Esta é a mensagem de todo anunciador do Messias: indicar a Cristo e ressaltar a necessidade de ouvi-lo e obedecê-lo. Observamos que Maria não se apresentou como uma medianeira. Os empregados ouviram diretamente de Jesus o que precisariam fazer (2.7) (QUEIROZ, 2022, p. 49).

O vinho representava a alegria no relacionamento. A falta de vinho na celebração do casamento poderia ser sinal de tristeza para os judeus. No costume dos judeus o melhor vinho seria oferecido primeiramente, porém com a transformação do vinho compreende-se que Jesus mudou a natureza, água em vinho, tornando o vinho derivado da água excelência superior ao industrializado pelos homens.

III – O BOM VINHO

Muitas pessoas aproveitam o texto em que Jesus transformou água em vinho para justificar o consumo de bebidas alcoólicas, porém com base em alguns versículos percebe-se que a bebida fermentada proporciona desastres.

O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio (Pv 20.1).

O que ama os prazeres padecerá necessidade; o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá (Pv 21.17).

Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá (Pv 23.31,32).

Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes o desejar bebida forte; Para que bebendo, se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos (Pv 31.4,5).

A prostituição, e o vinho, e o mosto levam para longe o coração (Os 4.11).

Porém, há um texto em que Paulo outorga as seguintes palavras esclarecedoras:

E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito (Ef 5.18).

Ser cheio do Espírito corresponde a ir além de receber o selo, indica que a cada instante o cristão necessita se encher. A descrição: mas enchei-vos, corrobora para uma ordem outorgada, ou seja, indica uma ação constante que deve ser desenvolvida.

O ser cheio do Espírito Santo corresponde a não ter uma vida estática. Um ministério parado e limitado às ações humanas, pois ser cheio do Espírito corrobora para que o crente possua uma vida dinâmica sobre a direção do Consolador. Verdade ratificada pela palavra de Jesus a Nicodemos quando disse a ele que o que é nascido do Espírito é igual ao vento (Jo 3.8), isto é, o nascido de novo é dinâmico e não se limita a um espaço específico. E conforme as descrições utilizadas na atualidade seria uma pessoa fora de série.

[...] A ação do Espírito na vida cristã não é estática nele somos renovados no nosso dia a dia. Essa experiência acontece reiteradamente em nossos dias e isso vem desde o Pentecostes (SOARES, 2020, p. 117).

Referência

SOARES, Ezequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da Doutrina Bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

QUEIROZ, Silas. Jesus, o Filho de Deus: os sinais e ensinos de Cristo no Evangelho de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

EBD - Subsídio da Lição: A INERRÂNCIA DA BÍBLIA

A INERRÂNCIA DA BÍBLIA

Descrever a respeito da inerrância da Bíblia é afirmar que a mensagem descrita em todos os livros é incorruptível, isto é, não há erro e nem falha. Pois, a verdade está presente na descrição espiritual, assim como nas questões de ordem moral e ética.

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

A doutrina segundo a qual a Bíblia não contém erro algum denomina-se “Inerrância das Escrituras”. Por isso podemos confiar em sua mensagem que é incorruptível.

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Informar que a Bíblia é isenta de qualquer tipo de erro; Explicar que o Espírito Santo manteve a revelação divina incorruptível; e, Constatar que a Bíblia é a verdade de Deus.

I – O QUE É A INERRÂNCIA DA BÍBLIA

A Bíblia no aspecto doutrinário é isenta de erros, pois é a narrativa educativa para uma vida ética que agrada a Deus. Além da inerrância doutrinária percebe-se que a Bíblia possui correlação de autenticidade no aspecto histórico. A arqueologia tem corroborado para a veracidade de relatos das civilizações antigas que as Sagradas Escrituras apresentaram no decorrer de suas páginas.

Há versículos que corroboram com o tema a inerrância da Bíblia:

Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele (Pv 30.5)

O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele confiam (Sl 18.30).

O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam (2 Sm 22.31).

Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido (Mt 5.18).

Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17).

Além de inerrante a Bíblia em sua mensagem é infalível. A inerrância se resume em descrever que não há erro na mensagem Bíblica, enquanto que a descrição em ser infalível permite compreender que a Bíblia não possui falha em sua mensagem no que tange a escrita do que já ocorreu, assim como a mensagem profética, ou seja, a profecia há de se cumprir.

II – O ESPÍRITO SANTO PRESERVOU AS ESCRITURAS

Quatro termos são essenciais para a compreensão do presente tópico, são eles: autógrafos, apógrafos, apócrifos e pseudoepígrafos.

Sobre o termo autógrafo compreende-se que:

[...] São os textos com a grafia de próprio punho do autor bíblico ou de seu escrevente e no idioma original (Fm 19; Rm 16.22). Neles foram primeiramente registradas as palavras inspiradas pelo Espírito Santo (1 Pe 1.21). (BAPTISTA, 2022, p. 37).

Enquanto o termo apógrafo indica que:

As cópias dos manuscritos originais [...]

Assim sendo, a versão da Bíblia fidedigna aos originais não deixou de manter a exatidão do real significado das palavras inspiradas por Deus (Mt 5.18; 24.35). (BAPTISTA, 2022, p. 38, 39).

Já os livros apócrifos são:

[...] os livros que, embora reivindiquem autoridade divina, não foram reconhecidos como inspirados por Deus quer pela comunidade judaica, quer pela cristã-evangélica.

Para um livro ser incluído no cânon das Escrituras é necessário que as evidências internas e externas provem-lhe a procedência divina (ANDRADE, 1997, p. 35).

Por fim, pseudoepígrafos, isto é, os falsos escritos. Corresponde com narrativa falsa no que tange a citação do acontecimento, assim como da nomeação do escritor.

III – A VERDADE NAS ESCRITURAS

A mensagem apresentada na Bíblia Sagrada é confiável e correta. O que justifica eficientemente a verdade acima descrita corresponde em dizer que Deus é a verdade, logo, a Sua Palavra é a verdade. Sendo Deus a verdade não há nEle mentira alguma, assim sendo em sua Palavra não há mentira, pois a Bíblia é a Palavra verdadeira de Deus que transmite a mensagem de restauração para com a humanidade.

No contexto espiritual, assim como no contexto moral (social) a Palavra de Deus é a regra de prática e de conduta. Na Bíblia encontra toda instrução para que o homem, imagem de Deus, tenha uma vida bem-sucedida e coerente para com os planos do Senhor.

Por fim:

[...] a própria Escritura reivindica a sua veracidade. A Bíblia afirma categoricamente que Deus é a verdade (Jo 14.6; Rm 3.4) e a sua Palavra também é a verdade (Jo 17.17). Portanto, se a verdade depende de Deus, e Deus é a verdade em pessoa, então a verdade absoluta revela Deus e a sua vontade (BAPTISTA, 2022, p. 41).

Referência:

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico: com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras: a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – JOÃO BATISTA: PREPARANDO O CAMINHO

 JOÃO BATISTA: PREPARANDO O CAMINHO

Conforme a Síntese:

João, o evangelista, nos apresenta João, o Batista, que veio dar testemunho de Jesus.

Com base na descrição acima da verdade prática, conclui-se que:

ü    O evangelista João apresenta o profeta João como testemunha de Jesus.

A presente lição tem como objetivos:

Apresentar a origem do precursor de Jesus Cristo, João Batista;

Apontar a mensagem do precursor;

E, Saber que a pregação de João Batista apresenta Jesus como o Verbo de Deus e que ele foi o último profeta do Antigo Testamento.

I – A ORIGEM DO PRECURSOR

Tendo como base Lucas 1.13 a 17, notará que o texto em análise outorgará alguns pontos essências a respeito do profeta João que são mencionados pelo o anjo.

Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.

E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento,

Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe.

E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus,

E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.

Os pontos essenciais são:

A oração de Zacarias foi ouvida (v.13).

O nascimento de João outorgaria alegria para muitas pessoas (v. 14).

João seria grande diante do Senhor (v.15).

João desenvolveria um ministério frutífero (v. 16).

João Batista seria cheio do Espírito Santo (v. 15, 17).

Jamais devemos deixar de confiar no Senhor. É necessário esperar sua providência, pois foi em meio a condições muito desfavoráveis que o anjo Gabriel apareceu a Zacarias dentro do Templo e, evocando profecias veterotestamentárias, prometeu-lhe o nascimento de um filho (Lc 1.14-17) (ZIBORDI, 2018, p. 27).

II – MENSAGEM DO PRECURSOR

O profeta João em seu estilo de vida simples teve como objetivo de vida fazer a obra do Senhor. Teve como tema central de sua pregação o arrependimento. E como papel central na prática ministerial:

É necessário que ele cresça e que eu diminua (Jo 3.30).

Para o profeta Jesus deveria crescer em popularidade, enquanto que ele teria que diminuir. Os seis versículos posteriores apresentam três explicações que ratificam o motivo de que Jesus deveria crescer e João diminuir.

Primeiro motivo: a origem divina do Messias (Jo 3.31).

Segundo motivo: o ensinamento divino do Messias (Jo 3.32-34).

Terceiro motivo: a autoridade divina de Jesus (Jo 3.35,36).

Sobre a mensagem de arrependimento o grande objetivo do profeta era despertar nos homens a consciência do estado pecaminoso. E como resultado preparar aquela geração para a chegada do Messias.

III – O VERBO, O PREGADOR E A PREGAÇÃO

Jesus é o Verbo encarnado, logo, Jesus é o centro da mensagem do profeta João. João, batista é o profeta, que teve como objetivo testemunhar a respeito do Verbo. Entretanto, a pregação em si teve o efeito necessário. Sobre o pregador agrega ainda que o mesmo não buscava estrelismo, mas em contrapartida tinha como alvo testificar a respeito do Messias, vivenciar conforme o chamado de Deus em sua vida e praticar até a morte a certeza de sua mensagem.

João Batista já havia alcançado fama e respeitabilidade o suficiente para poder apresentar o Messias ao mundo. O ganho de tais credenciais somente foi possível pela característica austera e poderosa da sua mensagem, corroborada por uma vida exemplar, irrepreensível. João Batista tinha autoridade para pregar. Além disso, todo o servo de Deus – e, especialmente, os líderes – precisam estar revestidos de graça e poder, com autoridade para transmitir a verdade do Evangelho (QUEIROZ, 2022, p. 32).

Referência

QUEIROZ, Silas. Jesus, o Filho de Deus: os sinais e ensinos de Cristo no Evangelho de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

ZIBORDI, Ciro Sanches. João Batista: O pregador politicamente incorreto. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.