Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 11 de março de 2014

AÇÕES PROVENIENTES DOS AUTÊNTICOS CRISTÃOS


AÇÕES PROVENIENTES DOS AUTÊNTICOS CRISTÃOS

2- Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo e não têm o que comer.
3- E, se deixar ir em jejum para casa, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe.
4- E os seus discípulos responderam-lhe: Donde poderá alguém satisfazê-los de pão aqui no deserto?
5- E perguntou-lhes: Quantos pães tendes? E disseram-lhe: Sete.
18- Tendo olhos, não vedes? E, tendo ouvidos, não ouvis? E não lembrais. (Mc 8.2-5,18).
O cristão por mais que desenvolva boas obras, que realize visitas e cuidados básicos aos órfãos e para com as viúvas, e que seja fiel a Deus em tudo não será um ser humano perfeito. A perfeição só será possível ao indivíduo quando este se revestir da glória celestial.
Porém, o cristão que teme ao Senhor e que o busca a cada dia ser íntegro, fiel, obediente, justo e conhecedor de Deus. E ao buscar a conformidade com Deus o crente estará desenvolvendo ações provenientes dos autênticos cristãos que conforme o texto em apreço, elas são: compaixão, lembranças das obras passadas e confiança no Senhor.
COMPAIXÃO
Compaixão é o despertar pela dor de outrem. Jesus sentiu compaixão pela multidão que há três dias estava ouvido as suas palavras e não tinha o que comer. Conforme os escritos de Mateus Jesus teve compaixão da situação espiritual de uma multidão que andava desgarrada e errante (Mt 9.36), já na primeira multiplicação dos pães o evangelista cita que Jesus teve compaixão e curou os enfermos, ou seja, o Mestre despertou para com a dor física da multidão (Mt 14.14) e o evangelista Marcos registra que Jesus movido de grande compaixão estendeu a mão a um leproso e o curou (Mc 1.41,42).
1- Suprindo as necessidades (v.2). As necessidades abrangem os aspectos: físico, financeiro e espiritual.
Conforme o texto a necessidade em evidência é a física, isto é, a necessidade do corpo. Porém, as necessidades que estão entorno dos cristãos são amplas e para isto o crente deverá despertar para atender aos necessitados.
Para suprir as necessidades físicas cabe ao cristão buscar a Deus para ser instrumento de uma mudança física na vida daqueles que o cerca. Logo o cristão é uma bênção para todos, assim foram os apóstolos Pedro e Paulo (At 5.15;19.12).
Já para proporcionar bênçãos espirituais para as pessoas o cristão deverá ensinar a Bíblia conforme o princípio divino.
Já a financeira não se resume no dá o pão, mas também no incentivar e proporcionar meios para que o próximo venha obter o sustento.
2- Evitando o desfalecimento (v.3). Paulo assim escreve para a igreja em Coríntios “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (1 Co 10.12). O desfalecimento espiritual ocorre por perseguições, por orgulho e pela independência de Deus.
As perseguições foram ferrenhas contra a igreja e para consolá-las Pedro escreveu: “Se, pelo nome de Cristo, sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus” (1 Pe 4.14).
O orgulho foi responsável pela queda de satanás e também pela queda da humanidade. Satanás despertou em Eva o sentimento de ser igual a Deus. Nos dias atuais muitos estão desfalecendo espiritualmente por se acharem superiores aos outros e com isto a vida espiritual está indo de mal a pior.
O cristão deverá saber que na vida o mesmo é dependente de Deus em tudo.
Por fim, o crente deverá evitar o desfalecimento espiritual, tanto de si mesmo como dos demais cristãos que o cerca e para isto é necessário que haja compartilhamento dos ensinos da Sagrada Escritura.
LEMBRANÇA DAS OBRAS DO PASSADO
O cristão não poderá viver preso no passado, porém não poderá esquecer-se das obras do passado, pois tais obras são motivadoras para uma vida bem-sucedida fisicamente, financeiramente, emocionalmente e espiritualmente.
1- A primeira multiplicação dos pães. Os discípulos esqueceram-se da ação do Mestre em multiplicar cinco pães e dois peixes para uma multidão de quase cinco mil homens além das mulheres e das crianças (Mt 14.21).
O esquecer dos milagres torna o crente rígido para operações sobrenaturais no presente.
2- Aprendendo com o escrito de Jeremias. Com base nos registros de Jeremias o cristão deverá trazer à memória a misericórdia do Senhor, a bondade do Senhor e a Palavra do Senhor.
a) Da misericórdia do Senhor. Do substantivo – hesed (transliteração do hebraico) - corresponde à benignidade, amor firme, graça, misericórdia, fidelidade, bondade e devoção. Já o substantivo – eleos – presume necessidade por parte de quem a recebe, e recursos adequados para satisfazer a necessidade daquele que a mostra. Deus age com misericórdia para com os seus. As misericórdias do Senhor permite ao cristão sonhar e lutar para que o melhor de Deus se concretize.
b) Da bondade do Senhor. A bondade do Senhor outorga esperança, pois Deus é bom para os que se atêm a Ele, para a alma que o busca (Lm 3.26).
c) Da palavra do Senhor. Para ter uma vida bem-sucedida é necessário que o cristão ande conforme a Palavra do Senhor. A Palavra do Senhor é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho (Sl 119.105). Para prosperar em tudo que faz o ser humano deverá andar conforme a Palavra do Senhor (Sl 1.3).
Portanto, em meios às circunstancias da vida o cristão não poderá se curvar diante dos problemas, mas que venha à memória o que lhe dará esperança.
CONFIANÇA EM CRISTO NO PRESENTE
1- Jesus é o mesmo. Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente (Hb 13.8). Assim como Ele operou no passado, continuará operando no presente e operará no futuro.
2- As promessas para estes dias são as melhores. O evangelista Mateus escreveu que Jesus estaria presente com a igreja até a consumação dos séculos (Mt 28.20) e João assim expressou as palavras do Mestre “se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7).
Duas são as promessas expostas nos versículos: a presença de Jesus e a atenção do Mestre em atender aos pedidos dos seus servos.
Compaixão para como os necessitados, lembrança das obras passadas e confiança em Jesus Cristo são ações que notificam os autênticos cristãos na modernidade.

domingo, 9 de março de 2014

EBD - Subsídio da lição: DEUS Escolheu Arão e Seus Filhos para o Sacerdócio.


EBD - Subsídio da lição: DEUS Escolheu Arão e Seus Filhos para o Sacerdócio.
O sacerdote era um dos oficiais de Deus no Antigo Testamento. A missão principal do sacerdote era possibilitar a relação entre o homem e Deus. Ou seja, tinha como missão levar o homem até Deus por meio de sacrifícios e pela oração intercessora. Jesus em seu ministério foi Sacerdote perfeito, pois por meio da sua morte Ele foi o próprio sacrifício oferecido ao Pai para a salvação de todos os que creem.
No Antigo Testamento o homem deveria aproximar se de Deus através de um sacrifício e manter-se junto de Deus por meio da intercessão. O sacerdote era responsável pelo sacrifício e também pela intercessão. Logo, o sacerdote era o elo entre o homem e Deus. Ao contrário do profeta que era o elo entre Deus e o homem.
I – O SACERDOTE (Êx 28.1-5).
1- O sacerdote.
2- O ministério dos sacerdotes.
3- O sumo sacerdote.
Comentário:
ATRIBUIÇÕES AO SACERDOTE.
Sacrifício.  A principal função que vem a nossa mente do sacerdote é o sacrifício. Pois, o sacerdote tinha como principal função a de sacrificar, ou seja, oferecer vítimas a Deus. Porém, o sacrifício era incompleto, pois o sacerdote se apresentava constantemente perante Deus com sacrifícios.
No dia dez do sétimo mês, no contexto histórico da nação israelita no Antigo Testamento o sumo sacerdote tinha a oportunidade de entrar no Santo dos Santos para interceder por meio do sacrifício o perdão para com o povo (Êx 30.10, Hb 9.7, Lv 16).
Intercessão. Se a principal função de um sacerdote era o sacrifício. A ideia fundamental do sacerdote era a de um mediador entre o homem e Deus. Isto é, o sacerdote levava a Deus as necessidades dos homens e por meio de orações colocava o indivíduo diante de Deus. O homem chegava-se a Deus por meio de um sacrifício e se mantinha diante de Deus por meio da oração. Tanto o sacrifício e a intercessão cabiam ao sacerdote e por meio de tais ações o indivíduo aproximava-se de Deus.
Por meio do sacrifico Deus perdoava o indivíduo e pela intercessão Deus santificava o indivíduo. Seria hoje a conversão que é à saída do homem do mundo e também seria a santificação que é à saída do mundo de dentro do cristão. Logo, o perdão do pecado do povo era realizado por meio do sacrifício e por meio da intercessão.
II – A INDUMENTÁRIA DO SACERDOTE.
1- A túnica de linho e o éfode (Êx 28.4-28).
2- O Urim e Tumim (Êx 28.30).
Comentário:
A indumentária do sacerdote era composta pela mitra, peitoral, cinto, manto azul e túnica de linho.
Na mitra havia uma lâmina de ouro com a seguinte descrição “Santidade ao Senhor”.
O peitoral era uma referência ao Urim e Tumim, palavras que significam luz e perfeição.
O cinto de linho tinha como objetivo prender as roupas, porém ao ser de linho indica santidade.
O éfode tipo de colete tinha duas pedras na direção dos ombros nas quais havia os nomes das tribos de Israel.
E por fim, a túnica de linho indica santidade.
Urim e Tumim indicam que as decisões do cristão deverão ser tomadas conforme a vontade de Deus. Lembrando que resultados são provenientes de escolhas.
III – MINISTROS DE CRISTO PARA A IGREJA.
1- Chamados por Deus.
2- Qualificações.
3- Comprometidos com a palavra.
Comentário:
CARACTERÍSTICA ESPECIFICA DO CHAMADO
Divina. O dom ministerial ou o chamado corresponde a Deus, pois Deus é quem chama, a igreja é quem reconhece e o ministério é quem ordena. Todavia, o chamado tem como característica primordial ser de origem Divina. Portanto, Deus é quem de fato chama, capacita e envia. O propósito do envio da pessoa chamada é para que dê fruto e estes frutos permaneçam (Jo 15.16).
Pessoal. Charles Spurgeon dizia que nem todos são chamados para trabalhar no ensino da palavra, nem para serem presbíteros e nem bispos. Sendo que na prática é desenvolvida desta maneira, cabe a cada um reconhecer o propósito de Deus em sua vida e desenvolvê-la da melhor maneira possível.
Note-se nos exemplos abaixo que o chamado é pessoal.
Moisés teve como missão guiar, proteger e amar. Ou seja, Moisés liderou um povo numeroso no deserto.
Davi teve como missão firmar o reino israelita.
Elias teve como missão dentre tantas, ungir a Eliseu como sucessor.
Os doze tiveram como missão pregar o evangelho, primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel, a curar os enfermos, a limpar os leprosos, a ressuscitar os mortos e a expulsar os demônios (Mt 10. 6-8).
Definitiva. O chamado é definido por Deus. Não cabe ao homem impor condições. Se a pessoa que foi chamada tiver conhecimento dos benefícios do chamado perceberá que desenvolver atividades no Reino de Deus é um privilégio (Mt 19.29).

terça-feira, 4 de março de 2014

NÃO TEMAS, CRÊ SOMENTE


E Jesus, tendo ouvido essas palavras disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente (Mc 5.36).
A frase “não temas” é encontrada na Escritura Sagrada em 366 passagens. Não temas significa o cuidado de Deus para com os seus. Deus em seu infinito amor tem protegido e prosperado o seu povo. O tempo não tem limitado a ação de Deus em agir para o bem daqueles que Ele ama (Hb 13.8).
O mestre Jesus anteriormente à ressurreição da filha de Jairo libertou pessoas da opressão maligna, curou os enfermos e acalmou a tempestade. Logo, Jesus tinha demonstrado a sua autoridade sobre a ordem espiritual, física e natural. Agora o que Ele tinha na frente era uma menina moribunda, ou seja, preste a morrer. E para o pai da menina Jesus disse: “não temas, crê somente”.
NÃO TEMAS A ENFERMIDADE
1- Enfermidade da menina. Nos versículos 23 e 35 os relatos sobre a situação da menina são: estava agonizando e havia morrido. Era uma garota de doze anos e muito amada por seu pai (Mc 5.42). O estado da minha era terminal e isto motivou o pai a buscar a Jesus.
2- O porquê das enfermidades? Três são as explicações mais plausíveis para explicar a existência das enfermidades.
A primeira explicação está associada com a origem do pecado. Sem o pecado não haveria enfermidades, porém o primeiro Adão pecou e como uma das consequências para a humanidade à existência das enfermidades.
Já a segunda explicação é para que na pessoa enferma manifeste as obras de Deus (Jo 9.3).
E a terceira explicação associa a enfermidade com a glória de Deus, ou seja, por meio da cura o Filho de Deus seja glorificado (Jo 11.4).
3- Deus está no controle de todas as coisas. Ao aparecer a João, o evangelista, Jesus disse: “tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.18). O apóstolo Paulo escreveu a igreja em Roma: “e sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Rm 8.28).
Em suma, Jesus está no controle de todas as coisas e isto indica até da vida dos seus servos, logo o que Ele tem para os seus é conforme a sua vontade (Rm 12.2).
NÃO TEMAS A MULTIDÃO
1- A multidão significa limite em ação. Para Jairo a multidão poderia transforma-se em um limite. Porém, Jairo venceu o limite que dificultava o acesso a Jesus.
A multidão também poderia silenciar o pai aflito, pois em meio a multidão as pessoas demonstram timidez e se calam.
Jairo possuía uma necessidade e sabia que Jesus tinha a solução, por isso, ele prostrou-se aos pés de mestre e rogou-lhe “venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva” (Mc 5.22,23).
2- Da multidão força é outorgada. Em meio à multidão uma mulher que sofria há doze anos tocou em Jesus e foi curada. Naquele momento se havia dúvida em Jairo a respeito da ação de Jesus em curar sua filha ali cairia em terra, pois, ele como pai testemunhara um grande milagre à cura da mulher que sofria há doze anos a idade da sua filha.
NÃO TEMAS A OPOSIÇÃO
1- Origem da oposição. A oposição na maioria das vezes é proveniente de pessoas próximas. Os amigos de Jairo foram ao seu encontro para lhe informar a morte da menina. Jairo não teve palavras e não sabia o que fazer no momento, por isso, surgiu o consolo de Jesus “não temas, crê somente”.
A enfermidade e nem a multidão silenciaram o desejo do pai, mas a notícia da morte da filha fez com que Jairo se calasse. Da mesma forma para os crentes da atualidade a vitória sobre a enfermidade e sobre a multidão é nítida, porém, a vitória sobre a oposição torna-se impossível, mas tudo é possível ao que crê.
2- A oposição não significa fim, mas transforma – se em meio para prosseguir. José não deixou de acreditar ao sofre a oposição na casa de Potifar. Davi não desanimou com a oposição de Saul. Daniel continuou crendo e orando a Deus em meio ao decreto assinado pelo seu amigo.
Com a presença de Jesus a oposição não significa o fim, mas permite ao que crer continuar a caminhada.
NÃO TEMAS O DESDÉM
1- Os desdenhosos lucram com o sofrimento alheio. As carpideiras lucravam com o sofrimento alheio. Choravam com veemência, porém sendo um choro artificial e profissional.
Os desdenhosos ganham a vida menosprezando aqueles que são por Deus ungidos. Quando Deus chama, Deus permite que as afrontas sobrevenham sobre o escolhido para testá-lo.
Jesus fez com que os desdenhosos saíssem da casa e juntamente com Ele, os pais da menina, Pedro, João e Tiago foram até o local onde encontrava o corpo. Para não temer o desdém é necessário tirar da mente tudo que corresponda com humilhação proveniente de pessoas que lucram com o sofrimento alheio.
2- Os desdenhosos se assombram com a vitória dos que creem em Cristo. A menina saiu da casa andando o que levou os desdenhosos a se assombrarem com grande espanto (Mc 5.42).
Jesus devolveu a vida a Lázaro estando este morto há quatro dias. A família chorou com a morte, chorou no velório e chorou no enterro de Lázaro.
A viúva de Naim chorou com a morte de seu filho, chorou no velório, porém Jesus devolveu a vida aquele jovem antes de ser sepultado.
Já a família de Jairo sofreu com a morte da menina, mas não com o extenso velório e nem com o sepultamento. Não importa quando o importante é esperar no agir do Senhor Jesus.
Nesta passagem Bíblica o evangelista Marcos registra o poder de Jesus sobre a morte.

sábado, 1 de março de 2014

EBD - Subsídio da lição: As Leis Civis Entregues por Moisés aos Israelitas.


EBD - Subsídio da lição: As Leis Civis Entregues por Moisés aos Israelitas.
A décima lição As Leis Civis Entregues por Moisés aos Israelitas tem como objetivos estudar o processo de promulgação das leis de caráter civil e religioso, analisar as leis e compreender o caráter social das leis promulgada por Moisés.  E tem como palavra chave “Lei” que significa seta, isto é, indicação do caminho. E indicar o caminho é o maior objetivo da lei.
Para melhor compreender as leis civis é necessário relembrar os dez mandamentos:

Os dez mandamentos
Mandamentos
Dimensão ética
Não terás outros deuses diante de mim.
Ética em sua dimensão divina. É vertical e é correspondente ao relacionamento do homem com Deus.
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar
Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.
Ética em sua dimensão humana. É horizontal e é correspondente ao relacionamento do homem com a sociedade. Sendo que esta dimensão ética se inicia com o relacionamento entre filhos e pais.
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo."

I – MOISÉS, O MEDIADOR DAS LEIS DIVINAS.
1- O mediador (Êx 20.19-22).
2- Leis concernentes à escravidão (Êx 21.1-7).
3- Ricos e pobres (Dt 15.4-11;Jo 12.8).
Comentário:
Moisés em seus 120 anos de idade deixou para as nações o exemplo de servo obediente a Deus. Sendo que seu legado de líder do povo de Israel mostra o segredo do sucesso para uma liderança eficiente e eficaz. O segredo é “ouvir a voz de Deus”. Moisés ouviu a voz de Deus, falou com Deus e recebeu de Deus a lei para a organização da nação israelita.
Sobre a escravidão nos tempos antigos sabe se que três são os motivos para a sua existência. A escravidão existia porque havia desigualdade social, ou seja, por haver pobreza os mais ricos dominavam os pobres querendo estes últimos apenas poder alimentar. Por segundo sem poder pagar a dívida muitos eram entregues a vida escrava. E por terceiro, a escravidão era natural aos povos vencidos. Porém, Deus fala a Moisés que no sétimo ano o servo deixaria a vida de escravidão para viver livremente.
“Os pobres, sempre os tendes convosco”, estas são palavras do Senhor Jesus ditas ao discípulo Judas Iscariotes (Jo 12.8).  A existência da pobreza está associada com o pecado. Não apenas o homem, a mulher e a serpente receberam penalizações pelo pecado cometido por Adão, pois na narrativa bíblica encontra se as seguintes palavras do Senhor: “espinhos e cardos também te produzirá” (Gn 3.18), logo a própria natureza também sofreu limitações e árvores que antes eram frutíferas deixaram de ser. Porém, a pobreza é resultado de catástrofes naturais (exemplo o terremoto no Haiti), problemas com as colheitas (exemplo o aumento constante dos produtos por causa da escassez de chuvas), guerras e rebeldia do povo em obedecer aos mandamentos do Senhor, pois “bem aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33.12).
II – LEIS ACERCA DE CRIMES.
1- Brigas, conflitos, lutas pessoais (Êx 21.18,19).
2- Crimes capitais.
3- Uma terra pura.
Comentário:
Ao servo do Senhor não convém contender (2 Tm 2.24), porém a natureza humana recebeu como herança do pecado original; a culpa, a corrupção e a morte. Revidar com briga indica que a natureza humana não aceita a submissão de maneira natural. A corrupção é representada pela depravação da natureza humana que de fato corresponde com a entrega aos delitos do pecado.
As leis capitais correspondiam com leis intolerantes, ou seja, a pessoa era julgada e condenada conforme o agravante: se matou a pessoa deveria morrer.
A Lei revela a justiça de Deus. Logo que a lei revela a justiça divina também demonstra a injustiça por parte dos homens. “Estávamos sobre a custódia da lei” isto indica que a lei aprisionava os homens por serem os mesmos injustos.
Em suma, a lei indicava que os homens eram injustos em suas obras e incapazes de se salvarem, sendo que a justiça de Deus se manifesta na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
A lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Cristo. Anterior ao ministério do Senhor Jesus a lei definia a educação dos judeus.
III – LEIS CONCERNENTES À PROPRIEDADE.
1- Roubo (Êx 22.1-15).
2- Profanação do solo e o fogo (Êx 21.33,34;22.6).
Comentário:
Para o bem estar social era necessário que os homens respeitassem os bens matérias dos outros, ou seja, o roubo era proibido.
Para o bem estar com a natureza sem sofrimento ocasionado pela desestruturação ambiental era e é necessário cuidar do solo e da vegetação, lembrando que a terra é do Senhor e nós seres humanos seus mordomos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

AÇÕES DE JESUS EM MEIO AS TEMPESTADES DA VIDA


AÇÕES DE JESUS EM MEIO AS TEMPESTADES DA VIDA

35- E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para o outro lado.
36- E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos.
37- E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia.
38- E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos?
39- E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança.
40- E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?
41- E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem? (Marcos 4.35-41)
O evangelista Marcos cita duas tempestades. A primeira (4.35-41) ocorreu no final do dia, enquanto a segunda (6.45-56) ocorreu pela noite.
No episódio da primeira tempestade o Senhor Jesus estava no barco, porém em meio à aflição dos discípulos o Mestre estava dormindo. Já na ocorrência da segunda tempestade o Mestre não se encontrava no barco.
Portanto, na primeira tempestade Jesus provou a fé dos discípulos ao dormir e na segunda, na sua ausência.
PRIMEIRA TEMPESTADE.
1- Dois graves problemas. Em sete versículos o evangelista Marcos narra o episódio em que Jesus apazigua a tempestade. Porém, ao examinar o texto com cautela dois problemas serão notórios: a tempestade e a água na embarcação.
Tempestade corresponde com desajuste ou com anormalidades. Há possibilidade de que as ondas tenham chegado a seis metros o que provocou insegurança e impossibilidade de reação por parte dos discípulos. A insegurança era tamanha que Pedro, João, André e Tiago pescadores estavam aflitos com a situação, pois eles sendo profissionais poderiam manter a calma e tranquilizar os demais companheiros.
As ondas ocasionaram o segundo problema que foi a presença da água na embarcação. Quando o problema é externo haverá possibilidade de conquista, mas quando o problema torna-se interno poderá haver ausência de atitude. Myer Pearlman assim aplica o texto “a vitória não depende de circunstâncias externas, mas de nossa atitude íntima”.
Na narrativa a circunstância externa era a tempestade e a interna a presença da água.
2- O sono de Jesus. Ao relatar que Jesus dormia o evangelista Marcos deixa claro a humanidade de Jesus e também a confiança que o Mestre tinha no Pai.
A humanidade do Messias é notória, pois como todo ser humano Ele nasceu, cresceu, teve sede, dormiu, chorou e se relacionou (Mt 1.25; Lc 2.52; Jo 19.28;             Mc 4.38; Jo 11.35).
Em seu ministério Jesus demonstrou dependência e obediência ao Pai. Sendo Jesus ungido pelo Espírito Santo foi obediente ao Pai em toda obra.
3- A autoridade de Jesus. O presente texto demonstra a autoridade Jesus sobre a natureza. Logo sendo o Senhor Jesus Deus, Ele tem controle sobre o vento e sobre o mar.
Nos dias hodiernos cabe à igreja clamar com fé, pois a promessa é que as orações serão respondidas se forem feitas no nome de Jesus (Jo 14.14).
SEGUNDA TEMPESTADE.
1- As crises. Com base nos demais escritos sobre a segunda ocorrência que não foi tão impetuosa como a anterior verifica-se a presença da crise. Portanto, conforme os fatos percebe-se que a crise se alastrou, por isso, há uma subdivisão sobre a crise relacionada a este episódio.
a) Crise Física. Uma multidão seguiu a Jesus por causa dos milagres que por Ele foram operados (Jo 6.2). A enfermidade corresponde com a crise física, pois é manifestada pela incapacidade do ser humano obter a cura por si mesmo e também pelo fato de passar por uma doença.
b) Crise Política. A multidão queria arrebatar e fazer de Jesus rei (Jo 6.15). Nesta informação percebe-se que a crise política era existencial no meio dos israelitas. Não havia uma liderança eficiente e eficaz, por isso, conforme os seus interesses os israelitas queriam Jesus como rei.
c) Crise Econômica. Com cinco pães e dois peixinhos Jesus alimentou uma multidão de quase cinco mil homens (Jo 6.9,10). A falta de alimentação permite inserir como análise a crise econômica que corresponde com a ausência de recursos para o suprimento das necessidades.
d) Crise Espiritual. A mensagem de Jesus para os homens não foi agradável fazendo com que muitos dos seus discípulos tornassem para trás, porém, o apóstolo Pedro deixa a solução para a crise espiritual “para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna”. (Jo 6.68).
e) Crise Ministerial. Jesus ao retornar para os discípulos andando sobre as águas despertou o medo por parte dos apóstolos, porém ao se revelar, Pedro pediu autorização para ir ao encontro do Mestre. Ao aproximar de Jesus o apóstolo sentido o vento temeu e começou a ir para o fundo (Mt 14.29,30). Neste momento percebe-se a existência da crise ministerial.
2- A ausência do Senhor Jesus. Paulo assim esceveu: “se Deus é por nós, quem será contra nós?” A presença de Jesus percebida garrante vitória.
Era a quarta vigília, ventos fortes e Cristo ausente. É assim com a vida de muitos. Os dissabores da vida e a ausência do Senhor. Porém, o cristão não poderá deixar de sentir a presença de Jesus, pois assim Ele promete: “estarei convosco todos os dias” (Mt 28.20).
NÃO TEMAS.
1- Não tema a tempestade. O cristão em toda situação deverá confiar no Senhor Jesus. Pois, “O Senhor é meu Pastor, nada me faltará” (Sl 23.1) e “operando eu, quem impedirá?” (Is 43.13).
2- Não tema a crise. Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas (Sl 34.19). As crises são as aflições, mas o Senhor é o mesmo que outorga a vitória.
Tempestades são fenômenos naturais, porém no mundo espiritual as tempestades são fenômenos espirituais que se transformam em questões sociais. Assim como Jesus acalmou o vento e o mar. Ele estar presente para abençoar a todos aqueles que confiarem nEle.