Deus é Fiel

Deus é Fiel

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A PATERNIDADE DIVINA

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A PATERNIDADE DIVINA

Conforme a Verdade Prática da lição:

A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor.

Da verdade prática compreende-se que:

A paternidade divina se revela no envio do Filho, Jesus;

Assim como se confirma na concessão do Espírito Santo;

A paternidade revelada e confirmada corrobora com a filiação e o aperfeiçoamento dos cristãos no amor.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Compreender que a paternidade de Deus é eterna e inseparável de sua natureza;

Reconhecer que confessar a Cristo como Filho é evidência de filiação divina;

Aplicar os princípios do amor do Pai como base para a vida cristã.

Paternidade é a palavra-chave da presente lição. A paternidade de Deus ensina que o Senhor é a fonte de toda a vida.

I – A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI

A paternidade na doutrina bíblica ensina que a primeira Pessoa da Trindade, o Pai é Soberano e Supremo. Ensinamento esse que possibilita a compreensão do domínio do Senhor sobre toda a criação, pois Ele é Soberano, assim como identifica que Ele está no controle de todas as coisas, Ele é Supremo. Portanto, o presente ensino permite aos cristãos serem consolados em momentos de dificuldade.

A paternidade divina no contexto trinitário não representa que a Segunda Pessoa da Trindade, o Filho, é inferior ao Pai, da mesma forma compreende que a Terceira Pessoa da Trindade não é também inferior. Porém, o que primeiramente é compreendido do ensino é que o Pai é o princípio da divindade, distinguindo as pessoas da Trindade e não identificando inferioridade em uma delas.

No que corresponde a descrição bíblica que o Filho foi gerado, isso não indica que Jesus tem uma origem, como uma criatura, mas, define a distinção entre o Pai e o Filho como pessoas. No entanto, a essência é a mesma, o Pai é eterno, o Filho também é eterno; o Pai é o criador de todas as coisas, assim também o Filho é o criador de todas as coisas.

A concessão do Espírito Santo após a ascensão de Cristo também não representa a inferioridade do Espírito Santo diante do Pai e do Filho, mas reforça a distinção das pessoas da Trindade e outorga a compreensão da unidade em essência.

II – RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI

Confessar a Jesus como o Cristo é aceitar a paternidade divina. É declarar a Jesus como Salvador e o Pai como a fonte da salvação. O presente tópico permite entender a doutrina da salvação mediante a operação da Trindade. Válido lembrar que:

No arrependimento o indivíduo tem a mudança na consciência;

Na conversão o cristão tem uma nova atitude;

Na regeneração o indivíduo tem uma nova vida em Cristo;

E na justificação o cristão tem uma nova posição, a justo diante de Deus.

Logo, os elos da salvação: arrependimento, conversão, regeneração e justificação descrevem a autenticidade do amor divino, pois:

[...] O amor do Pai é a fonte da nova vida; a salvação brota da abundância do seu amor (Ef 2.4-5). A redenção é fruto desse amor que busca, alcança, regenera, sela e sustenta até o fim (Baptista, 2025, p. 49).

Dentre os benefícios da paternidade divina para os crentes está na palavra de Paulo aos Romanos o Viver no Espírito que descrever a afirmativa que o crente é filho de Deus, o que insere a seguinte afirmação: pois recebestes o espírito de adoção (v.15). Richards associa a este versículo a seguinte explicação:

A carne considera a Torá como obrigação e tem medo, pois o homem sincero sabe que não conseguirá cumpri-la. O espírito considera a Torá como uma promessa e exclama Abba (papai!), exatamente como um filho cujo pai, ao retornar de uma viagem, lhe trouxe um presente muito especial (2008, p. 306).

Por último, Paulo fala sobre o direito da herança. Todos os filhos de Deus têm uma herança baseada na sua relação com Deus, herança de natureza incorruptível, imaculada, reservada no céu (1 Pe 1.4). A herança dos filhos de Deus inclui uma expectativa de vida eterna (Tt 3.4-7). Como herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, os filhos de Deus compartilham, agora, dos sofrimentos de Jesus (Fl 3.10) e, no futuro, compartilharão também da Sua glória Fl 3.11-14 (Radmacher; Allen; House, 2013, p.384).

III – A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI

Por meio do amor divino o crente tem sua vida aperfeiçoada, pois pela manifestação do grande amor de Deus para com os homens, esses tornam obedientes os princípios espirituais corroborados com o compromisso para com Deus e a sua obra.

O cristão é fruto do amor de Deus e torna-se referência do amor divino. Logo, Deus é amor por meio de sua obra na cruz, em que Cristo morreu em lugar dos pecadores os creem são alcançados. O ser humano por ser alcançado pelo  o amor divino na vida, esse torna o reflexo da transformação e testemunho ocular para a propagação do Evangelho.

Em síntese entende-se que a experiência do amor se resume em saber que Deus nos amou primeiro.

Referências:

BAPTISTA, Douglas. A santíssima Trindade: o Deus único revelado em três Pessoas eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O PAI ENVIOU O FILHO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O PAI ENVIOU O FILHO

Conforme a Verdade Prática da lição:

O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.

Da verdade prática compreende-se que:

A encarnação do Verbo revela o amor do Pai para com a humanidade;

Há unidade da Trindade no plano da salvação;

A salvação garante redenção e adoção aos crentes.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Compreender que o envio do Filho é a maior prova do amor de Deus Pai;

Reconhecer que a vinda de Cristo ocorreu na plenitude dos tempos, segundo o plano eterno de Deus;

Identificar a atuação da Trindade na execução e aplicação da salvação.

Envio é a palavra-chave da presente lição. O Filho foi enviado pelo Pai para executar o plano da salvação para com a humanidade.

I – O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI

Deus é amor. Ao enviar o Senhor Jesus Cristo o Pai estava revelando o seu grande amor para com a humanidade.  Amor de Deus tem como características:

É eterno;

É sacrificial;

É livre e incondicional;

É universal;

É absoluto em seu propósito.

[...] Nesse mistério sublime, contemplamos o agir da Trindade: o Pai amando, o Filho se oferecendo, o Espírito aplicando, três Pessoas em um só propósito: revelar o amor eterno do Deus Triúno (Baptista, 2025, p. 32).

Deus expõe seus atributos nas características de seu amor para com a humanidade, pois compreende que Deus é infinito, perfeito e imutável, logo o amor de Deus para com os homens passa ser compreendido pela perfeição, assim como pela imutabilidade e por ser um amor infinito.

Quando o indivíduo compreende o amor de Deus e se entrega ao Senhor, esse passará a desfrutar de todas as benevolências do Senhor. E como resultado o cristão torna-se um adorador e como efeito direto passar a confiar na fidelidade de Deus.

O amor de Deus revela a perfeita unidade da Trindade na execução do grande plano da salvação, pois “[...] O envio do Filho é, portanto, a expressão máxima do amor triúno, que resplandece em toda a história da humanidade” (Baptista, 2025, p. 34).

II – O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS

Vinda a plenitude dos tempos, ou seja, chegado o período exato para o Pai concretizar os seus designíos; o Filho nasceu de mulher, isto é, para corroborar com a profecia que o Messias seria descendente direto de uma mulher, a semente a mulher pisará a cabeça da serpente; e, nascido sob a lei, ou mais claramente definido que obedeceu a lei até no nascimento.

Com o grande propósito redimir os que estavam debaixo da lei, pois a lei condena o melhor dos homens, enquanto que a graça de Deus revelada no Filho transforma o pior dos homens, outorgando a adoção de filhos.

Silva salienta dois benefícios da lei:

Dois benefícios são notáveis da lei para os israelitas: a lei revela a justiça de Deus e a lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Jesus Cristo.

1- A Lei revela a justiça de Deus. A lei revela a justiça divina, assim como também demonstra a injustiça por parte dos homens. Ou seja, a lei indicava que os homens eram injustos em suas obras e por isso, eram incapazes de se salvarem, sendo que a justiça de Deus se manifesta na pessoa e na obra de Jesus Cristo.

2- A lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Cristo. Anterior ao ministério do Senhor Jesus a lei definia a educação dos judeus. Calvino dizia que a lei era a gramática da teologia, pois para ele o apóstolo “Paulo associou os judeus a crianças por viverem conforme os ensinos da lei, e nós os da graça com a fase adulta” (Silva, Ano 15, Edição 49, p. 56).

III – A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO

A morte de Jesus na cruz não se resume em apenas apresentar e revelar o grande amor de Deus para com os homens, mas trata-se também da demonstração direta da sabedoria divina, da justiça divina e do grande poder de Deus.

[...] A morte na cruz foi tremenda tanto para Jesus quanto para Deus. Foi o seu grande amor que pagou o sacrifício, e foi a sua justiça que recebeu o preço de sangue pago por Jesus (cf. Hb 9.24-26) (Bergstén, 2019, p.154).

Há três capítulos na Bíblia que são fundamentais para compreender a pessoa do Espírito Santo, João 14 que transmite a promessa do Consolador, assim como enfatiza que os seguidores de Jesus não ficariam órfãos; também João 16 que corresponde com a descrição do Espírito Santo em sua missão, convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo, assim como guiar os crentes e corresponde também ao Espírito Santo a missão em glorificar o Senhor; por fim, Romanos 8 que outorga a compreensão da ação do Espírito Santo em  guiar o cristãos por meio de gemidos inexprimíveis.

Referências:

BAPTISTA, Douglas. A santíssima Trindade: o Deus único revelado em três Pessoas eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Romanos. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

ESCOLHI VIVER O PROPÓSITO

ESCOLHI VIVER O PROPÓSITO

E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo (Ez 2.1).

Duas palavras são fundamentais para compreender o presente tema: escolhi e propósito. O escolher corresponde com algo pessoal, isto é, algo particular; enquanto, que o termo propósito trata-se do plano divino. Deus está na direção de todas as coisas, por meio dos decretos divinos o Senhor criou, governa, regenera e consumará todas as coisas.

Já o texto base descreve a origem do indivíduo, filho do homem; a necessidade em posicionar, põe-te em pé; e, a prontidão em atentar para com o propósito divino, falarei contigo.

Para atender ao objetivo, escolher viver o propósito, três exemplos bíblicos serão citados no decorrer do comentário, assim como para viver o propósito é necessário firmar-se sobre princípios e focar em pessoas. No caso do cristão focar principalmente em Deus.

Escolhi – algo privado

Três personagens bíblicos contemporâneos são fundamentais para entender a importância das escolhas corretas, pois resultados são provenientes de escolhas. Zacarias, Simeão e Ana viviam no mesmo período e aguardavam o propósito divino para com Israel.

1- Zacarias, pai do profeta João. O nome Zacarias tem como significado Deus lembra. O nome de Zacarias com o significado tem como descrição que Deus não se esquece das promessas proferidas.

Zacarias é apresentado juntamente com a sua esposa Isabel como justos, irrepreensíveis em todos os mandamentos (Lc 1.6). Sendo sacerdote, recebendo a grande oportunidade de ministrar no dia de seu ofício, Zacarias recebeu da parte do Senhor a mensagem que dele nasceria o arauto do Senhor que direcionaria o povo para a recepção do Messias.

Com Zacarias aprende que é necessário servir ao Senhor, logo a escolha de Zacarias foi servir a Deus.

2- Simeão, homem conduzido pelo o Espírito Santo. Simeão significa Deus escuta. Pela escrita de Lucas entende-se que Simeão era justo, temente a Deus, esperançoso e o Espírito do Senhor estava sobre ele (Lc 2.25).

A escolha de Simeão foi ser guiado pelo o Espírito do Senhor.

3- Ana, a profetiza. Graça é o significado do nome Ana. Uma viúva de 84 anos que não se apartava do templo que se caracterizava por servir em oração e jejum (Lc 2.37). Ao contemplar o Messias a profetiza Ana se alegrou e anunciou. Com Ana apreende-se que a escolha em anunciar o Messias é dever de cada cristão regenerado em Cristo.

O propósito

O propósito a ser vivenciado por cada indivíduo envolve dois pontos fundamentais, viver o propósito requer possuir princípios básicos, assim como viver o propósito requer agir para com as pessoas. O propósito de Deus para com o cristão é atemporal, pois não se limita a um determinado tempo. Não se trata de uma vida restrita a terra, mas abrange uma vida eterna que vai além da que o indivíduo vivencia no aspecto temporal. Para viver o propósito é necessário:

1- Escolher servir a Deus. Servir a Deus com as habilidades recebidas pelo o Senhor. Servir a Deus conforme o chamado de Deus, pois cada um foi chamado por Deus para o exercício ministerial específico. Deus chama, Deus capacita, Deus envia e Deus suprirá as necessidades daqueles serão enviados.

2- Escolher ser guiado pelo o Espírito Santo. “O viver no Espírito corresponde na transformação do crente, na ação do Espírito em habitar e guiar o crente (vv. 9,14), na aceitação do cristão como filho de Deus (v.14) e, por fim, no outorgar ao cristão o direito de ser co-herdeiro de Cristo (v.17).

O cristão é habitação do Espírito Santo, não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (1Co 3.16). O termo, não sabeis, introduz uma afirmação incontestável.

Além de habitar, o Espírito Santo também guia o crente, porque todos os que são guiados pelo Espírito Santo de Deus, esses são filhos de Deus (Rm 8.14)” (Silva, Ano 15, Edição 49, p. 40).

3- Escolher anunciar. Que o propósito de Deus seja vivenciado pelo o cristão em anunciar o Evangelho. Evangelho são boas novas e só em Cristo que as pessoas encontrarão coisas novas e vivenciarão o melhor de Deus. O cristão deverá anunciar as boas novas em Cristo Jesus.

Anunciar a eficácia da obra da cruz é a mensagem a ser apregoada, pois a mensagem da cruz descreve a sabedoria, o poder, a justiça e o amor divino.

Conclusão

Jovens convertidos ao Senhor serão provados, para serem aprovados por Deus. Jovens aprovados sabem que Deus se lembra do dia da angústia, assim como compreendem que Deus está escutando as orações, pois a juventude está debaixo da graça divina.

Referência:

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Romanos: Escrito paulino que edifica a igreja atual. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.

CASAMENTO: UNIÃO ESTABELECIDA POR DEUS

CASAMENTO: UNIÃO ESTABELECIDA POR DEUS

As muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afoga-lo; ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam (Ct 8.7).

Biblicamente compreende que o casamento foi estabelecido por Deus, sendo a união entre um homem e uma mulher. O casamento é monogâmico, assim como é heterogênico. Por meio do casamento o nome de Deus é glorificado, as famílias são estabelecidas e firmadas.

No contexto histórico do mundo bíblico há inúmeros casais que tornam exemplos para que o cristão compreenda que não há casais perfeitos, no entanto os exemplos permite entender que existem relacionamentos felizes. A não existência da perfeição é explicada pela natureza pecaminosa do ser humano, já a felicidade presente na vida a dois é caracterizada pela presença do Senhor.

Casamento – significado e exemplos

1- Significado. No olhar mais simplista, casamento corresponde com a união entre duas pessoas distintas que se complementam. Para Orlando Boyer o casamento é a “união legítima entre homem e mulher” (p. 156). O casamento tem sua origem em Deus, pois o próprio Deus que de Adão constituiu o ser feminino que complementaria o primeiro homem.

Na matemática de Deus, de um (Adão) Deus fez dois seres (Adão e Eva) para estabelecer uma única carne (Constituição da família).

A constituição da família é pluralista por não permitir o isolamento, mas permite a constituição da perpetuação e o estabelecimento da felicidade.

2- Exemplos. Três personagens na Bíblia são essências para compreendermos o significado do casamento. Por ordem, aprende com Adão e Eva que o casamento é complemento “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18). Com Isaque e Rebeca entende-se que o casamento é consolo “Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe” (Gn 24.67). E com o patriarca Jacó e Raquel fundamenta que casamento é concretização da promessa divina para com uma nação.

Desfrutando da vida a dois, bem-sucedida

Nos últimos anos tem aumentado o número de separações e inúmeros são os fatores determinantes e explicativos, porém não são justificáveis, pois o que Deus uniu não separa o homem. Ações são fundamentais para que o casal desfrute o melhor da vida a dois, proporcionando uma união bem-sucedida, podendo citar: prioridade deve ser definida, investimento é necessário e presença é insubstituível.

1- Prioridade definida. O cristão deverá manter-se fiel ao seu cônjuge, à fidelidade ao consorte deverá ser estabelecida como princípio diante do Senhor. Dentre as prioridades do casal, o Reino de Deus deverá ser a essência das escolhas. Seguido pelo o consorte como prioridade abaixo apenas de Deus, e assim seguirá as demais prioridades. Para o que é prioridade é outorgado atenção. Quando Deus é prioridade a Ele o indivíduo entrega louvores, logo quando o cônjuge é prioridade a atenção deverá ser estabelecida.

2- Investimento necessário. Investir é reconhecer que doações devem ser estabelecidas. Investir sendo a própria companhia para o cônjuge. Investimento está diretamente correlacionado com o tempo, com os momentos que serão desfrutados juntos.

Investimento conforme as necessidades do casal, pois quando é solteiro o sonho que se sonha busca o próprio interesse, quando se trata de um casal o sonho que se sonha busca o interesse do casal, quando têm filhos os sonhos buscam a realização da família.

3- Presentes são excelentes, mas a presença é insubstituível. Cada indivíduo é único. As marcas deixadas pessoas não serão semelhantes, cada um possui sua própria marca e deixa os próprios legados. A presença deve ser desfrutada e para desfrutar a presença de alguém é necessário compreender a dinâmica do tempo, pois há um tempo para todas as coisas debaixo do céu (Ec 3.1).

Na cerimônia de casamento o tempo é de alegria, é de festa é de conquista, logo é o tempo de aprender a desfrutar da vida a dois. Aprendizagem que permite entender que “As muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afoga-lo; ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam” (Ct 8.7).

Bibliografia

BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. Rio de Janeiro, CPAD.

O DEUS PAI

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O DEUS PAI

Conforme a Verdade Prática da lição:

Conhecemos a identidade, os atributos e a glória do Deus Pai por meio da revelação de Cristo e da ação do Espírito Santo.

Da verdade prática compreende-se que:

A identidade do Pai é conhecida, assim como os atributos e a glória;

O conhecimento obtido pela igreja a respeito de Deus é possível mediante a revelação de Cristo e a ação do Espírito Santo.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Reconhecer, biblicamente, a identidade de Deus;

Entender que o Pai se revela plenamente em Cristo;

E, Identificar atributos e nomes que expressam a natureza de Deus Pai.

Pai é a palavra-chave da presente lição. Termo utilizado para apresentar a distinção da três pessoas da Trindade, a descrição terminológica Pai refere-se à primeira Pessoa da Trindade, Filho corresponde para com a segunda e Espírito Santo é a identificação exata da terceira Pessoa.

Biblicamente também encontra a designação Pai Celestial [...] Com este designativo, demonstra-se ter a primeira pessoa relação de filiação com a segunda e terceira pessoas. Deus não é somente Pai de Cristo, Ele o é também de todos os que, aceitando-lhe o Filho como Salvador, recebem o penhor do Espírito (Andrade, 1997, p. 200).

I – A IDENTIDADE DE DEUS, O PAI

Deus é o único Deus, Verdadeiro e Existente. Na Pessoa de Deus existem todas as coisas, pois Ele é o Criador, o Sustentador, o Remidor e o Consumador de todas as coisas. As quatro descrições acima citadas demonstram os decretos de Deus, decretos esses que ratificam a divindade e o domínio de todas as coisas que pertencem ao Senhor.

Deus é Eterno, isto é, Ele não tem origem e nem fim. O ser humano compreende que ser eterno é não possuir fim, no entanto, ser eterno é não ter origem e nem fim. Logo, Deus existe em si mesmo, assim como Deus é imutável desde a fundação de todas as coisas.

A eternidade de Deus é corroborada pelo o escrito de Jeremias ao relatar que “é o Deus vivo e o Rei eterno” (Jr 10.10), como o apóstolo Paulo define em Romanos 16.26: “Deus eterno” e o patriarca Abraão que ao clamar ao Senhor o descreve em ser Deus eterno (Gn 21.33).

Sobre ser Deus imutável, compreende-se que:

O Senhor é o mesmo (cf. Hb 13.8). Nunca pode mudar. Deus não pode melhorar, porque sempre foi perfeito. Ele jamais pode tomar atitudes que não se harmonizem com a sua perfeita personalidade. Ele não pode negara si mesmo (cf. 2 Tm 2.13) (Bergstén, 2019, p. 25).

O Pai opera por meio do Filho e do Espírito Santo. A operação do Pai por intermédio do Filho e do Espírito Santo demonstra a inseparabilidade das três Pessoas da Trindade.

II – O PAI REVELADO EM CRISTO

O Verbo se fez carne e habitou entre nós, palavras do evangelista João que proporcionam a compreensão da grandeza de Deus em si revelar aos humildes. [...] Ele era o Deus que se encarnou como um ser humano para se revelar como o Salvador de todos os homens (Jo 1.18; Hb 1.1-3). “Ele simplesmente humanizou-se sem nunca haver perdido a essência”, como escreveu o pastor Natanael Santos, em seu livro A Glória do Verbo (Cabral, 2025, p. 21).

O Pai se fez conhecer no Filho, fator que define ser o Pai pessoal e relacional, assim como se entende que o Pai tornou-se conhecido no Filho, pois quem vê o Filho vê o Pai.

O Senhor chamou a atenção de Filipe porque ele mesmo deveria saber a resposta para sua pergunta.

Quem me vê a mim vê o Pai. O Senhor explicou novamente, e com toda a paciência, que Ele estava revelando-lhes Deus (v. 7). Era impossível não entender o que Jesus estava dizendo. Ele estava afirmando claramente ser Deus (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 266).

As palavras de Jesus para com Felipe outorga a compreensão de que há unidade entre o Pai e o Filho, isto é, Deus Único, assim como o próprio Jesus afirmou: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).

III – A PESSOA DE DUS PAI

Os atributos de Deus revelam a pessoa de Deus para com os seres humanos. Os atributos de Deus de forma didática são divididos em dois grupos: atributos naturais ou incomunicáveis e atributos morais ou comunicáveis.

1- Atributos naturais. Cinco merecem total atenção, são eles: a eternidade de Deus, a imutabilidade de Deus, a onisciência de Deus, a onipotência de Deus e a onipresença de Deus.

O atributo que ensina que Deus não é limitado pelo tempo é o que afirma que Deus é eterno (Sl 90.2).

Já a imutabilidade de Deus indica que Deus não muda (Ml 3.6).

Onisciência indica que Deus não é limitado pelo aspecto intelectual, porque Ele sabe todas as coisas (Hb 4.13).

Onipotência é o atributo que afirma que Deus não é limitado em poder, porque Ele é o Todo-Poderoso. A onipotência de Deus torna-se nítida e se manifesta em quatro domínios: o domínio da natureza (Gn 1.1-3), o domínio da experiência humana (Êx 7.1-5), o domínio celestial (Hb 1.13,14) e o domínio sobre os espíritos malignos (Jó 2.6; Tg 4.7).

Já a onipresença é o atributo que indica não ser Deus limitado pelo espaço.

2- Atributos morais. Santidade e o Amor se definem como atributos morais de Deus, pois são atributos que expressam a majestade da natureza divina.

Deus é santo, e assim como Ele é, cabe a cada cristão o dever de se santificar (Jo 17.17; 1Pe 1.16).

Deus é amor (1 Jo 4.8). O amor como atributo expressa a natureza de Deus. Cinco são os aspectos do atributo do amor de Deus: complacência, compaixão, afeição, benevolência e misericórdia.

O aspecto do amor da complacência ensina que Deus concorda com a oração dos fiéis e usa de benevolência para com os teus (Mt 17.5).

O amor da compaixão ensina que a ação de Deus está associada com a aflição dos que por Ele são amados (Êx 3.9).

O amor da afeição ensina sobre o aspecto da relação íntima entre Deus e o seu povo (Jo 17.23).

Já o aspecto da benevolência se define na ação divina em outorgar e usar de bondade (Lc 6.35).

Por fim, o quinto aspecto do amor divino é a misericórdia. Do substantivo hesed (transliteração do hebraico), corresponde com a benignidade, o amor firme, a graça, e com a palavra misericórdia, fidelidade, bondade e devoção. Já o substantivo – eleos – presume necessidade por parte de quem a recebe, e recursos adequados para satisfazer a necessidade daquele que a mostra. Deus age com misericórdia. As misericórdias do Senhor proporcionam ao cristão a possibilidade de sonhar e de lutar para que o melhor de Deus se concretize.

Referências:

ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

RADMACHER, Earl D.; ALLEN, Ronaldo B.; HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

O MINISTÉRIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O MINISTÉRIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Conforme a Verdade Prática da lição:

A doutrina da Trindade é central à fé cristã: um só Deus em três Pessoas que coexistem e atuam harmoniosamente na Obra da Redenção.

Da verdade prática compreende-se que:

A doutrina da Trindade é central à fé cristã;

A doutrina da Trindade ensina que existe um único Deus existente em três pessoas;

A Trindade atua harmoniosamente na Obra da Redenção.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Explicar a revelação da Trindade no batismo de Jesus;

Mostrar a unidade e a distinção das Pessoas divinas à luz das Escrituras;

Enfatizar a importância da doutrina trinitária para a fé cristã.

Trindade é a palavra-chave da presente lição.

A doutrina da Trindade é uma das verdades centrais e mais sublimes da fé cristã. Ela expressa a unicidade de Deus em três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essa doutrina é plenamente fundamental nas Escrituras Sagradas, sendo essencial para compreender a natureza de Deus e sua obra na redenção da humanidade (Baptista, 2025, p. 9).

I – A REVELAÇÃO TRINITÁRIA NO BATISMO DE JESUS

O batismo de Jesus não define que Ele era um pecador, mas ao contrário confirma que Ele era Irrepreensível e Santo. Por ser íntegro o Messias desceu às águas para a manifestação da justiça divina (Mt 3.15).

No momento do batismo houve a manifestação clara da Trindade o que permite compreender a distinção entre as três Pessoas da Trindade.

Primeiramente o Filho, Jesus, foi ao encontro de João para ser batizado pelo o mesmo. O nome João significa favor de Deus, o profeta teve o seu nome definido pelo próprio Deus (Lc 1.13). O nascimento do profeta João foi predito pelo profeta Isaías (Is 40.3). Sendo assim, o ministério profético de João era preparar o caminho do Messias (Mt 3.3).

Em segundo, o Espírito desceu sobre Cristo em formato de uma pomba. Os judeus comparavam simbolicamente o Espírito a uma pomba, por esta ave ser figura de inocência e de amor puro (Ct 1.14), e também de simplicidade (Mt 10.16).

A vinda do Espírito Santo sobre Jesus ratifica as profecias proferidas pelo profeta Isaías:

E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor (Is 11.2).

O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos (Is 61.1).

Portanto, a descida do Espírito Santo sobre Jesus se define na unção e consagração do Messias para o santo ministério.

E em terceiro, o Pai, que expressou “Este é meu Filho amado, em que me comprazo” (Mt 3.17). Percebe-se a distinção entre as três pessoas da Trindade, pois, [...] o Pai fala do céu, o Filho está nas águas, e o Espírito desce como pomba (Mt 3.16-17). Tal episódio confirma a cooperação das três Pessoas da Trindade na obra da redentora (Baptista, 2025, p. 13).

II – A DISTINÇÃO E UNIDADE DAS PESSOAS DIVINAS

É perceptível que a doutrina da Trindade ensina que há unidade mediante a distinção de Pessoas; e, há pluralidade na unidade.

Unidade é apresentada por meio da essência das três Pessoas da Trindade, pois o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. Não são três divindades, na essência compreende que na distinção de Pessoas a unidade na divindade, isto é, um único Deus existente em três pessoas distintas.

A pluralidade afirma há existência de três Pessoas que opera em prol da redenção da humanidade.

No Novo Testamento percebe-se que a santificação é uma obra da trindade e é uma necessidade a ser suprida pelos cristãos. As três pessoas da trindade são apresentadas pela santidade. Deus (Pai) é santo, e assim como Ele é, cabe a cada cristão o dever de se santificar (1 Pe 1.16). O Filho é santo (Lc 1.35). E assim também como o Espírito Santo é apresentado com o atributo da santidade (Ef 4.30). Logo:

[...] A salvação em Cristo é acompanhada da santificação, e seu agente ativo é o Espírito que habita no interior do crente (1 Co 3.16; 2 Tm 1.14).

[...] Assim Deus disponibilizou três meios para a santificação – o sangue de Jesus (Hb 13.12), o Espírito Santo (2 Ts 2.13) e a Palavra de Deus (Jo 17.17; Ef 5.26) (Soares, 2020, p. 87).

III – A RELEVÂNCIA DA TRINDADE PARA A FÉ CRISTÃ

No decorrer da história da igreja doutrinas contrárias a Trindade surgiram, dentre elas destacam:

Triteísmo, [...] defende-se a realidade de três deuses distintos. Na Trindade, há unidade; no triteísmo, diversidade (Andrade, 1997, p. 240).

Assim também como é apresentada a doutrina do unitarismo, [...] embasada no monoteísmo radical, rejeita a Santíssima Trindade (Andrade, 1997, p. 245).

E o unicismo, que ensina que Deus manifesta em três formas sucessivas, ou seja, para os unicistas não são três Pessoas distintas seriam três formas diferentes de uma mesma pessoa.

Referências:

ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

BAPTISTA, Douglas. A santíssima Trindade: o Deus único revelado em três Pessoas eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

SOARES, Ezequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da Doutrina Bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

PREPARANDO O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO PARA A ETERNIDADE

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – PREPARANDO O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO PARA A ETERNIDADE

Conforme a Verdade Prática da lição:

Na vinda de Jesus nosso corpo abatido será transformado em um corpo glorioso, e, como um ser integral, habitaremos para sempre com Ele no Céu.

Da verdade prática compreende-se que:

Jesus voltara;

Na vinda de Jesus o corpo será transformado em corpo de glória;

E, o cristão habitará com o Senhor para sempre.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Levar os alunos a compreenderem que a esperança escatológica é fundamental para uma vida de santificação integral, ou seja, corpo, alma e espírito;

Alertar os alunos sobre os desvios das teologias modernas que enfraquecem a santificação e a esperança na volta de Cristo;

Ensinar que a santificação deve abranger todo o ser – corpo, alma e espírito – como preparação contínua para a vinda de Jesus.

Santificação é a palavra-chave da presente lição.

I – PRESERVANDO A ESPERANÇA ESCATOLÓGICA

O estudo a respeito dos últimos acontecimentos traz para os salvos a esperança e muito regozijo. Já para os ímpios a ocorrência das últimas coisas trará desolação, dor e desespero. Portanto, escatologia é o estudo sistemático das últimas coisas.

Lima de maneira didática divide o estudo da escatologia em duas partes: escatologia geral e escatologia individual (2015, p. 9).

A escatologia geral abrange os seguintes estudos:

O fim dos tempos, o arrebatamento da igreja, a grande tribulação, a vinda de Cristo, o milênio, o juízo final e o perfeito estado eterno.

Já a escatologia individual corresponde com os seguintes temas:

O estado intermediário, a ressurreição dos mortos e o destino final.

Sobre a temática, escatologia, Horton assim descreve:

O que a Bíblia diz a respeito dos últimos eventos da vida e da história não é mera reflexão. O Gênesis demonstra que Deus criou de conformidade com um plano que incluía sequência, equilíbrio, correspondência e clímax. Todas as coisas não acontecem por acaso. Depois, de Adão e Eva haverem pecado, Deus lhes fez a promessa de que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3.15; cf. Ap 12.9). A partir daí a Bíblia desdobra paulatinamente um plano de redenção com promessas feitas a Abraão (Gn 12.3), a Davi (2 Sm 7.11,16) e aos profetas do Antigo Testamento. Promessas estas que preveem a vinda de Jesus e seu triunfo final. O Evangelho garante-nos ainda que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo (Fp 1.6). Isto é: a Bíblia inteira focaliza o futuro. Um futuro assegurado pela própria natureza de Deus (1996, p. 609).

II – PERIGOS DE TEOLOGIAS MODERNAS

O estudo escatológico é necessário para:

Para que o cristão tenha uma vida santa.

Para que o cristão esteja sempre alerta.

Para que o cristão tenha esperança e tenha entendimento para combater as heresias.

O conhecimento escatológico permite ao cristão o desenvolvimento do desejo de está mais próximo do Senhor. Este desejo corresponde ao processo de santificação progressiva, ou seja, a cada dia dedicando e consagrando ao Senhor.

O conhecimento escatológico também proporciona ao cristão o desenvolvimento de uma vida em constante vigilância. A vigilância corresponde a está em alerta, ou seja, o cristão estará sempre de prontidão para não cair em tentação.

Há termos em destaque no estudo da Doutrina das Últimas Coisas que são fundamentais para conhecimento dos estudantes da Bíblia Sagrada.

Os pré-tribulacionistas são os que defendem o retorno de Jesus anterior aos sete anos de tribulação sobre a terra. Logo, o propósito da Grande Tribulação não é para a Igreja, mas para os israelitas.

Os pré-milenistas defendem que o retorno de Jesus será anterior ao milênio.

Os pré-milenistas  entendem as profecias do AT, bem como as de Jesus e do NT, de modo tão literal como seus contextos admitem. Reconhecem que o modo mais simples de interpretar essas profecias é colocar a Segunda Vinda de Cristo, a ressurreição dos crentes e o tribunal de Cristo antes ao Milênio, depois quais haverá uma soltura temporária de Satanás, seguida por sua derrota final. Então virá o julgamento do Grande Trono Branco do restante dos mortos, e finalmente, o reino eterno dos novos céus e nova terra (HORTON, 1996, p. 631).

Também é importante saber sobre os pré-milenistas.

Dentro do pé-milenialismo, em geral, existe uma variedade de pontos de vista acerca do arrebatamento da Igreja, os quais incluem o pré-milenialismo pré-tribulacional e pós-tribulacional. Em outras palavras os pré-tribulacionistas estão divididos quanto as suas opiniões de quando o arrebatamento ocorrerá em relação à Tribulação e ao Milênio (Lahaye, 2008, p. 348).

Já os midi-tribulacionistas acreditam e defendem que a igreja passará pela metade da Grande Tribulação.

Os pós-tribulacionistas ensinam que a Igreja passará pela Grande Tribulação.

Há também os pós-milenistas que ensinam ser o Milênio uma extensão da Era da Igreja.

Por fim, os amilenista ensinam que não haverá milênio. Estes e muitos pós-mileninstas são considerados preteristas, ou seja, defendem que muitos dos temas escatológicos já aconteceram.

III – CONSERVANDO O ESPÍRITO, A ALMA E CORPO

No Novo Testamento dois elos da salvação tornam-se visíveis, são eles: a justificação pela fé e a santidade.

A santificação didaticamente é estudada em três momentos:

Pretérita – passada – definitiva.

Presente – progressiva.

Futura – total.

A santificação pretérita é também definida por ser a justificação, ou seja, o ato que por intermédio de Cristo o cristão torna-se justo. E a santificação progressiva corresponde com o momento em que o crente cotidianamente vai separando do mundo, do pecado e vai cada vez mais aproximando de Deus.

É válido ressaltar que:

A principal marca que deve identificar a Igreja neste tempo pós-moderno continua sendo a santidade. Ela está, sim, no mundo, mas deve ter um comportamento que inspira ser replicado e referenciado no trabalho, no comércio, na política, nos negócios, entre outras áreas. A Igreja tem conquistado espaços em nossa sociedade, mas será que tem feito a diferença, tem sido santa (separada) na sua forma de agir? (Neves, 2023, p. 109)

Referências:

HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

LIMA, Elinaldo Renovato de. O Final de todas as coisas: esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

NEVES, Natalino das. Separados para Deus: buscando a santificação para vermos o Senhor e sermos usados por Ele. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.