Deus é Fiel

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Subsídio da E.B.D: Superioridade de Jesus em relação a Moisés

Superioridade de Jesus em relação a Moisés
Nos dois primeiros capítulos o autor salienta a superioridade de Jesus aos anjos, porém, no capítulo três o escritor notifica aos leitores em Roma a superioridade de Jesus a Moisés. O nome Moisés significa aquele que foi tirado. Já o nome Jesus significa aquele que salva. Moisés foi vocacionado por Deus para liderar a nação eleita à terra prometida, já Jesus encarnou-se para proporcionar salvação, outorgando assim o repouso eterno.
Entretanto, a presente lição tem como objetivo geral evidenciar a superioridade de Jesus em relação ao legislador Moisés.
Para Gonçalves ao relatar o contraste entre Jesus e Moisés percebe-se que:
O objetivo é chamar a atenção dos leitores para a importância e a urgência da mensagem cristã. Moisés era lembrado e reverenciado não apenas por ter sido um grande legislador hebreu, mas também como um servo que se sacrificou em prol do seu povo (p.39).
I – UMA TAREFA SUPERIOR
1- Uma vocação superior.
2- Uma missão superior.
3- Uma mediação superior.
Comentário:
O ministério de Moisés foi conduzido mediante a glória de Deus. No monte Sinai grande foi a manifestação divina. E todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça subia como fumaça de um forno, e todo o monte tremia grandemente (Êx 19.18).
Entretanto, Jesus não subiu ao Sinai, mas ao Gólgota. No Sinai Deus se manifestou ao povo escolhido. Portanto, no Gólgota Deus se revelou à humanidade.
Os israelitas por terem uma missão centrípeta, isto é, em que as demais nações iriam a Israel, foram beneficiados pela manifestação divina. Portanto, a Igreja por ter uma missão centrífuga, isto é, tem como dever ir até as nações, também foram beneficiados pela glória de Cristo, porém tendo esta glória como lugar específico um ambiente de vergonha, ou seja, o Gólgota. Conclui-se que o concerto estabelecido mediante a morte de Jesus é mais glorioso do que o estabelecido no monte Sinai (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 642).
Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar (v. 5). Porém, quando o escritor da epístola fala sobre Jesus o apresenta como Filho, isto é, o próprio Deus.
Portanto, há duas coisas a se observar:
Primeira, a diferença entre Jesus e Moisés. Moisés é apresentado como servo fiel, enquanto Jesus é apresentado como Filho. Logo, se percebe a superioridade de Jesus a Moisés.
Segunda, Jesus e Moisés foram introduzidos sobre casas diferentes. A casa na qual Moisés representa corresponde com o concerto de Deus com o povo de Israel. Enquanto, a casa na qual Jesus representa corresponde com a Igreja. O que indica abrangência do ministério de Jesus ser superior ao de Moisés.
 Portanto, se para os israelitas Moisés era um exemplo de fidelidade, deveria os mesmos, retornarem para Deus e aceitarem a superioridade de Jesus ao ministério de Moisés e a superioridade de Jesus a Moisés. Porque Moisés conduziu o povo a um descanso terreno, enquanto Jesus conduzirá a todos os que crerem ao repouso eterno.
II – UMA AUTORIDADE SUPERIOR
1- Construtor, não apenas administrador.
2- O perigo de ver, mas não crer.
3- O perigo de começar, mas não terminar.
Comentário:
Moisés foi o legislador da casa de Israel e exerceu a liderança espiritual, jurídica e econômica do povo, em suma, Moisés foi o mordomo do povo de Deus no deserto. Em contra partida, Jesus é o construtor da aliança, o Criador do edifício. Porém, tanto nos dias de Moisés como nos dias atuais percebe-se que muitos não conseguiram e nem consegue crer, mesmo que contemplaram e contemple o agir de Deus, e também não conseguiram terminar, mesmo que iniciaram a jornada.
As obras de Deus nos dias de Moisés foram demonstrações exclusivas da autoridade divina, objetivando o fortalecimento dos israelitas. Entende-se que Moisés mediante a graça divina foi um vaso usado, para que o mar Vermelho se abrisse, água fluísse da rocha e maná fosse outorgado durante a estadia no deserto.
Já o Senhor Jesus no uso das atribuições outorgadas a Ele como Messias exerceu autoridade:
No perdoar pecados – autoridade divina.
No curar as pessoas – autoridade sobre as enfermidades.
No expulsar demônios – autoridade sobre o mundo espiritual.
No acalmar o vento – autoridade sobre a natureza.
E em possuir a chave do inferno e da morte – autoridade sobre a morte e o inferno.
Logo, o Senhor Jesus outorga mediante a sua morte na cruz a salvação para todos os que nEle crer, em suma, não há autoridade maior do que esta.
III – UM DISCURSO SUPERIOR
1- O perigo de ouvir, mas não atender.
2- A humilhação do servo.
3- O exemplo a ser seguido.
Comentário:
Três palavras podem categoricamente explicar o presente tópico: desobediência, humildade e exemplo.
A desobediência retira das pessoas o direito da permanência: Adão não permaneceu no Jardim do Éden porque foi desobediente. A desobediência retira das pessoas o direito da conquista: muitos dos israelitas que saíram do Egito não entraram na Terra Prometida porque não obedeceram a Palavra de Deus.
Já a humildade no ouvir outorga a permanência e a conquista. Josué permaneceu na lista dos que entraria na Terra Prometida assim como conquistou a terra.
Por fim, descrever Jesus como o exemplo é entendermos que devemos imitá-lo e segui-lo, e como aconselhou o apóstolo Paulo sermos o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza (1 Tm 4.12).
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

GONÇALVES, José. A supremacia de Cristo: fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Subsídio da E.B.D: Uma salvação grandiosa

Uma salvação grandiosa
O escritor continua sua linha de raciocínio argumentando a superioridade de Jesus sobre os anjos. Porém, em meio aos argumentos percebe-se uma exortação aos crentes para que estes permaneçam firmes diante do Senhor.
Em toda carta há cinco exortações (Hb 2.1-4; 3.1-4.16; 5.11-6.20; 10.19-39; 12.1-29), no que corresponde a permaneça dos cristãos diante de Deus. Sendo que algumas frases são importantes para a compreensão destas exortações: em tempo algum, nos desviemos delas (Hb 2.1); participemos da vocação celestial (Hb 3.1); não façais negligentes para ouvir (Hb 6.12); não deixando a nossa congregação como é costume de alguns (Hb 10.25); olhando para Jesus, autor e consumador da fé (Hb 12.2).
Entretanto, a presente lição tem como objetivo geral explicar que a salvação não é algo dado ao crente compulsoriamente, por isso, ele deve ser vigilante e não negligenciar a graça recebida, pois a salvação é grandiosa, é necessária e é eficaz.
I – UMA SALVAÇÃO GRANDIOSA
1- Testemunhada pelo Senhor.
2- Proclamada pelos que a ouviram.
3- Confirmada pelo Espírito Santo.
Comentário:
Três descrições tornam-se notórias e necessárias em compreensão para a Igreja: atentar para as coisas que já temos ouvido, como escaparemos nós se não atentarmos para uma tão grande salvação, e  testificando Deus com sinais, e milagres.
Atentar para as coisas que já temos ouvido. Imaturidade e negligência passam a serem palavras descritas pelo escritor da carta. Imaturidade no atentar para as coisas ditas por populares da sociedade, e negligência por não atentar para o que é certo e o que tem aprendido. Deus tem levantado e usado pessoas para edificar os crentes por meio do ensino da Palavra. E todo cristão deverá permanecer firme diante de Deus mediante o que tem aprendido, pois o conhecimento da Palavra liberta (Jo 8.32), o conhecimento da Palavra proporciona crescimento (1 Pe 3.18) e o conhecimento da Palavra conduz a santificação (Jo 17.17).
Como escaparemos nós se não atentarmos para uma tão grande salvação. Tão grande salvação, frase que corresponde com a abrangência da doutrina da salvação, iniciando-se com a justificação, confirmando-se com a santificação e por fim, concretizando-se com a glorificação. Portanto, os cristãos não podem de maneira nenhuma perder a oportunidade de reinar com Cristo. Ao que perder a salvação será por Deus punido (Ap 20.15).
Testificando Deus com sinais, e milagres. O versículo três deixa claro que o escritor da carta não teve contato direto com Jesus e o versículo quatro conduz a seguinte suposição interpretativa: os cristãos que receberam a carta faziam parte de uma geração que até poderia ter presenciado milagres, mas não os ter realizado. A igreja cresce mediante a presença de Deus. A presença de Deus é confirmada com a manifestação de poder. Quando não há manifestação de poder da parte de Deus, surge a identificação de que alguns desviaram das coisas que foram ensinados.
II – UMA SALVAÇÃO NECESSÁRIA
1- Por intermédio da humanização do Redentor.
2- Por meio do sofrimento do Redentor.
3- Por intermédio da glorificação do Redentor.
Comentário:
A salvação tornou-se necessária ao ponto em que ocorreu a encarnação do Verbo, isto é, o Verbo se fez carne (Jo 1.14,8) e habitou entre nós, o que se compreende em ação definitiva para outorgar salvação à humanidade. Portanto, na humanização do Verbo houve o sofrimento no calvário para que se concretizasse o plano da salvação prometido por Deus.
Conforme os escritos do evangelista Mateus o sofrimento de Jesus no calvário poderá ser dividido em cinco frases:
Primeira fase, Ele entristeceu – Mateus 26.37.
E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.
Segunda fase, Ele foi abandonado – Mateus 26.56.
Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas. Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.
Terceira fase, Ele foi espancado – Mateus 26.67.
Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam.
Quarta fase, Ele foi julgado – Mateus 26.57, 27.2.
E os que prenderam a Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos. E maniatando-o, o levaram e entregaram ao presidente Pôncio Pilatos.
Quinta fase, Ele foi humilhado – Mateus 27.28-31.
E, despindo-o, o cobriram com uma capa de escarlate;
E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e em sua mão direita uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus.
Porém, percebe-se que o Senhor Jesus foi glorificado porque Ele sofreu, e sofreu para outorgar salvação a todos os que se aproximarem de Deus.
III – UMA SALVAÇÃO EFICAZ
1- Vitória sobre o diabo.
2- Vitória sobre a morte.
3- Vitória sobre a tentação.
Comentário:

A morte de Jesus na cruz confirma a vitória sobre o diabo, pois morte de Jesus foi uma expiação pelos pecados da humanidade. Expiar o pecado é cobri-lo, apaga-lo e perdoar o transgressor. A morte de Jesus também foi uma propiciação, isto é, foi o aplacar da ira de Deus. Em terceiro a morte de Jesus foi uma substituição (Rm 5.6). Por fim, a morte de Jesus na cruz foi redenção e reconciliação para todos aqueles que se aproximarem da mensagem do evangelho. Então se conclui que a morte de Jesus na cruz além de ser vitória sobre o diabo é também a confirmação da vitória sobre a morte, a lei, o pecado e a tentação.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Subsídio da E.B.D: A Carta aos Hebreus e a Excelência de Cristo

A Carta aos Hebreus e a Excelência de Cristo
A carta aos Hebreus se caracteriza por começar como um tratado, dando continuidade como um sermão e termina como uma epístola. A visão panorâmica da epístola poderá ser definida em três divisões: Jesus é declarado como a plena revelação de Deus à humanidade, Jesus o sumo sacerdote e por último, admoestações finais que enfatizam a necessidade da perseverança dos crentes salvos em Jesus, para que estes não retornem aos rudimentos antigos do judaísmo.
Portanto, a carta tem como propósito fortalecer os irmãos perseguidos e aconselhá-los a permanecerem firmes. A palavra chave de toda carta é melhor, pois Jesus Cristo é melhor do que os anjos, palavra que se apresenta 13 vezes na presente obra.
A presente lição tem como objetivo geral: apresentar as características da Carta aos Hebreus e a superioridade de Cristo. E como objetivos específicos: pontuar a autoria, o destinatário e o propósito da Carta de Hebreus; expor a superioridade de Cristo em relação aos profetas; e, mostrar a superioridade de Cristo em relação aos anjos.
I – AUTORIA, DESTINATÁRIO E PROPÓSITO
1- Autoria.
2- Destinatário.
3- Propósito.
Comentário:
A grande pergunta que se faz sobre a carta aos Hebreus corresponde à autoria: quem a escreveu?
Para a Igreja em Alexandria a autoria da carta pertencia ao apóstolo Paulo. Porém, há elementos na própria epístola que retira tal credenciamento, pois ao contrário às demais cartas não há apresentação do autor, sendo que Paulo sempre se identificava. Outro fator decisivo no que se pode afirmar que a carta não é de autoria do apóstolo, se dá no fato em que Hebreus 2.3 o autor recebeu informações a respeito da salvação através de servos de Cristo e não do próprio Senhor Jesus.
Já Tertuliano sugere que Barnabé seja o autor, enquanto Martinho Lutero associa a autoria a Apolo, e Adolf Harnack sugere a autoria a Priscila.
Portanto, não se sabe e não pode definir uma autoria sem as provas necessárias, mas os destinatários originais provavelmente sabiam quem escreveu a carta (Hb 13.18,22-24), mas não nos deixaram sugestão alguma (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 637).
Os destinatários eram cristãos de Roma, sendo estes cristãos judeus, pois há grande ênfase a temas judaicos, como: os anjos, Moisés, Josué, sacrifício, sacerdócio, concerto e promessas.
Não se sabe também exatamente quando a epístola foi, escrita, embora supor uma data seja mais fácil do que presumir o autor. Se foi escrita para os judeus cristãos em Roma, como geralmente é aceito, o fato de que a comunidade não havia sido ainda chamada a enfrentar a morte por causa da fé sugere ser a carta datada de antes da perseguição de Nero aos cristãos, que ocorreu no ano 64 depois de Cristo (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 637).
II – CRISTO – A PALAVRA SUPERIOR A DOS PROFETAS
1- A revelação profética e a Antiga Aliança.
2- A revelação profética e a Nova Aliança.
3- Cristo: a revelação final.
Comentário:
Os quatros primeiros versículos da carta aos Hebreus são textos introdutórios. Sendo que nesta introdução percebe-se o interesse de Deus para com os homens, a supremacia de Cristo enumerada em sete grandes revelações e por fim, sendo Jesus mais excelente dos que os anjos.
1- O interesse de Deus para com os homens. João 3.16 torna-se o versículo chave para saber que Deus tem planos eternos para com os homens, porém este texto não é o único que demonstra o amor de Deus para com a humanidade. Em Hebreus 1.1 nota-se que havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho. As expressões muitas vezes e muitas maneiras, descrevem o período histórico da Antiga Aliança e as maneiras como Deus revelou a mensagem, sendo por meio de sonhos, sinais, parábolas e profecias. Por fim, nos últimos dias Deus falou por meio do seu Filho.
2- Supremacia de Jesus Cristo. Os versículos 2 e 3 apresentam setes revelações a respeito de Cristo.
2.1- Cristo constituído herdeiro de Deus. Frase que corrobora a natureza divina de Jesus (Is 9.6,7; Mq 5.2).
2.2- Cristo por quem Deus fez o mundo. Parte do versículo que corrobora em ser Jesus o criador de todas as coisas (Jo 1.3; Cl 1.16).
2.3- Cristo o resplendor da glória de Deus. Ou seja, Cristo a presença de Deus visível dos homens (Jo 1.14).
2.4- Cristo a expressa imagem da pessoa de Deus. O que o autor quer dizer é que em Jesus a natureza essencial de Deus é revelada para nós, pois Cristo é a expressão exata do seu ser (RICHARDS, p.291). No grego a expressão expressa imagem, corresponde com a imagem cunhada em uma moeda, isto é, Jesus é o próprio Deus.
2.5- Cristo sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder. Jesus governa todo o universo pela poderosa Palavra, assim como mantem e dirige todo o curso do universo pelo poder da Palavra.
2.6- Cristo fez purificação dos nossos pecados. A glória da redenção é muito maior do que a glória da criação: o Filho de Deus não veio para nos ofuscar com Seu esplendor, mas para a purificação dos nossos pecados (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 638).
2.7- Cristo assentou-se à destra da Majestade, nas alturas. Assentar a direita significa que tomou um lugar de honra e de autoridade. Lugar de repouso por ter terminado o trabalho.
III – CRISTO – SUPERIOR AOS ANJOS
1- Cristo: superior em natureza e essência.
2- Cristo: superior em majestade e deidade.
Comentário:
Jesus mais excelente do que os anjos, ou seja, Jesus possui posição mais elevada do que os anjos, pois Ele é o criador de todas as coisas. Portanto, Jesus é o Criador e os anjos são umas das obras do Criador.
A introdução da obra se conclui com a exaltação do Senhor Jesus Cristo, feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles (v.4), retrato majestoso que fortalece o dramático convite em Hebreus 4.16 para que cheguemos com confiança ao trono da graça, à presença do Filho (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 638).
Jesus é superior aos anjos, pois os anjos são filhos, enquanto Cristo é o Criador. A superioridade é também notável no instante em que os anjos adoram o Senhor Jesus.
O termo anjo em seu sentido literal corresponde com a ideia de ofício, isto é, anjo é um mensageiro. Portanto, os anjos são seres criados por Deus. Logo, os anjos não são eternos porque eles foram criados por Deus. Sendo que Jesus em sua natureza é superior aos anjos, porque Ele é o criador dos anjos e de todas as coisas. Em sua posição Jesus é superior, porque Ele é Deus e os anjos são obras de sua criação.
Referência:
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Subsídio da E.B.D: Vivendo com a mente de Cristo

Vivendo com a mente de Cristo
A presente lição tem como texto áureo 1 Coríntios 2.16, versículo que descreve a respeito da posse da mente de Cristo pelos cristãos, sendo que a verdade prática se notabiliza em descrever as seguintes palavras: diante de um mundo marcado pelos dias maus, não podemos viver sem ter a mente de Cristo.
O objetivo geral da presente lição proporciona explicar porque não podemos viver sem ter a mente de Cristo. E como objetivos específicos: mostrar que somos peregrinos neste mundo tenebroso; e, compreender que precisamos viver em esperança e com a mente de Cristo.
I – PEREGRINO NESTA TERRA
1- Peregrino na terra.
2- Cidadãos celestiais.
Comentário:
Quanto se trata do cristão como peregrino desta terra é necessário compreender que o cristão não se pode apegar com as coisas desta vida e também que a prioridade deverá ser as coisas de cima.
Há dois versículos importantes para compreender o presente tópico: 1 Pedro 2.11 e João 17.16.
Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma (1 Pe 2.11).
Como peregrinos, isto é, por não pertencer a esta terra é necessário que os cristãos não se apeguem as concupiscências, ou seja, aos desejos exagerados da carne, que combatem contra o progresso espiritual.
 Não são do mundo, como eu do mundo não sou (Jo 17.16).
Na oração sacerdotal o Senhor Jesus descreveu que os discípulos não são do mundo, se o cristão não pertence ao mundo indica que nesta terra são forasteiros.
II – VIVENDO EM ESPERANÇA COM A MENTE DE CRISTO
1- Passando pelas provações com a mente de Cristo.
2- Um olhar para além das circunstâncias.
Comentário:
A esperança cristã pode ser definida como âncora da alma (Hb 6.19), o vocábulo esperança é usado de duas maneiras diferentes. No primeiro caso significa grande coragem, aquela que permanece firme a despeito de todas as tentações. No segundo caso, indica a salvação infinita que a esperança obterá; no presente versículo (Rm 8.24) podem estar em foco ambos os aspectos (LUTERO apud CHAMPLIN).
Para Lutero a esperança outorgava coragem para enfrentar as tribulações do dia a dia e proporcionava firmeza mediante toda desordem. Assim também como outorga certeza da salvação mediante a continuação sincera diante de Cristo.
O cristão pode se alegrar diante da esperança futura (Rm 5.2), isto é, a glória que o cristão desfrutará ao lado do Criador. Este orgulhar demonstra total segurança, porque Deus depositou no coração de cada cristão o Espírito Santo (Rm 5.5). Quem tem o Espírito Santo tem a salvação.
A esperança não traz confusão, logo os servos de Cristo não serão envergonhados ou humilhados por causa da esperança, pois ela cumprirá (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.373).
Portanto, a esperança é a certeza que em meio às crises o cristão é mais do que vencedor.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 2. São Paulo: Hagnos, 2014.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Subsídio da E.B.D: Glorificados em Cristo

Glorificados em Cristo
A presente lição tem como texto áureo Filipenses 3.20, versículo que descreve a respeito da nova cidade que está nos Céus, sendo que a verdade prática se notabiliza em descrever as seguintes palavras: a plena glorificação dos salvos se dará na segunda vinda gloriosa de Cristo.
O objetivo geral da presente lição é mostrar que a plena glorificação dos salvos se dará na segunda vinda gloriosa de Cristo.
E como objetivos específicos:
Explicar qual é a esperança dos salvos em Cristo.
Compreender que a salvação plena foi garantida por Jesus e confirmada pelo Espírito Santo.
I – A GLORIOSA ESPERANÇA DA RESSURREIÇÃO DOS SANTOS
1- A ressurreição dos santos.
2- O destino eterno dos salvos.
Comentário:
Dois temas importantes são trados neste tópico: primeiro, a ressurreição, e segundo, o destino dos salvos.
Ressurreição significa “volta miraculosa à vida”. E no contexto Sagrado há três tipos de ressurreição: ressurreição de mortos, ressurreição dentre os mortos e ressurreição dos mortos.
Ressurreição de mortos. É o tipo de ressurreição que abrange todos aqueles que por milagre divino tiveram suas vidas restabelecidas. Os exemplos são: o filho da viúva de Sarepta (1 Rs 17.21-22), o filho da Sunamita (2 Rs 4.34,35), o homem que tocou os ossos de Eliseu (2 Rs 13.43,44), o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17), a filha de Jairo ( Mc 5. 40-42), Lázaro (Jo 11.43,44), Tabita (At 9.40,41) e o jovem Êutico (At 20.9-12).
Ressurreição dentre os mortos. Neste segundo tipo de ressurreição encontra pela ordem a ressurreição do Senhor Jesus (1 Co 15.23), os que ressuscitarão no momento do arrebatamento da igreja (1 Co 15.23,24), as duas testemunhas (Ap 11.11,12) e a ressurreição dos mártires da grande tribulação (Ap 20.4).
Ressurreição dos mortos. É o tipo de ressurreição que abrange a todos aqueles que morreram em seus delitos e pecados, ou seja, é a ressurreição geral (Jo 5.29).
Já o segundo tema permite entender que anterior ao Calvário os justos eram conduzidos pelos os anjos (Lc 16.22). Já após o Calvário os justos são recebidos pelo Senhor Jesus (At 7.59).
Conforme Lima (p.149):
Os justos estão vivos, e mantem sua identidade pessoal, sua personalidade e consciência. Moisés, tendo sido sepultado por Deus, aparece, falando com Jesus, no monte da transfiguração (Mt 17.3; Lc 9.30-32), ao lado de Elias. Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos (Lc 16.22; ver 1 Ts 5.10; Rm 8.10; Ap 6.9-11).
Já para os ímpios a realidade é totalmente diferente, pois estes serão conduzidos para o hades. Lugar de sofrimento em que os ímpios estarão conscientes de tudo que fizeram na terra, não haverá consolo e nem possibilidade de comunicação com os vivos, pois este é conhecido como o lugar de tormento.
II – APLENA SALVAÇÃO NOS CÉUS
1- Ausência de pecados e dores.
2- A plenitude nos céus.
Comentários:
A frase “na casa de meu Pai há muitas moradas” transmite dois ensinamentos básicos:
Primeiro ensino, a casa pertence ao Criador.
E segundo, nesta casa há muitas moradas.
Na tradução NVI a expressão muitas moradas corresponde a uma casa pequena com muitos cômodos envolta de um pátio que é o pondo de encontro para o lazer dos filhos que mora envolta do seu pai. Na Nova Jerusalém os filhos de Deus estarão envoltos do Pai celestial.
Os detalhes inseridos no texto sagrado da nova Jerusalém indica que ela é uma cidade real. Cidade cujo construtor também é real (Hb 11.10). Se o mundo atual afetado pelo pecado possui as suas maravilhas o que será dito da nova cidade em que nela não haverá maldição (Ap 22.3), não haverá necessidade dos governos naturais que governam os dias e as noites - sol, lua e estrelas – (Ap 22.5), não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21.4).
Para um mundo perfeito é necessário que exista uma composição com elementos essenciais como a de um governo capaz somada com habitantes conscientes, que desfrutem de conhecimentos, comunhão e vivam em amor. Por muitos anos esta tem sido à busca de homens para uma sociedade melhor, porém, estas teorias ao serem executadas pelo o homem eliminou o essencial que é a presença de Deus. Ou seja, não haverá uma sociedade justa com a ausência de Deus. Na nova Jerusalém a perfeição será real porque o próprio Deus a governará, com isto os habitantes serão os salvos de todas as épocas que possuirão conhecimento perfeito e desfrutarão da perfeita comunhão e do perfeito amor.
Na Nova Jerusalém o amor de fato será sincero, generoso e longânimo. A perfeição do amor de Deus na nova Jerusalém se manifestará no amor que galardoa os salvos (Tg 1.12).
Referência:

DE LIMA, Elinaldo Renovato. O Final de todas as coisas, esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Subsídio da E.B.D: Perseverando na Fé

Perseverando na Fé
A presente lição tem como texto áureo Apocalipse 3.21 que relata a respeito daquele que vencer terá a honra de assentar com Cristo no trono, sendo que a verdade prática se notabiliza em descrever as seguintes palavras: a vida cristã exige perseverança, coragem e determinação. Há uma gloriosa promessa para quem perseverar até o fim.
Há sete passagens encontradas em Apocalipse, em que a frase, “ao que vencer” é citada. O termo vencedor deriva do grego, nikon, ou seja, aquele que permanece em constante vitória. Na Bíblia de Estudo Pentecostal a explanação a respeito da palavra Nikon se define da seguinte maneira:
É aquele que, mediante a graça de Deus recebida através da fé em Cristo, experimentou o novo nascimento e permanece constante na vitória sobre o pecado, o mundo e satanás (p.1985).
I – A PERSEVERANÇA BÍBLICA
1- Conceito bíblico de perseverança.
2- Provisão divina e cooperação humana.
Comentário:
A palavra perseverança poder ser definida por resistência e constância. Logo, perseverança é a resistência paciente mantida até mesmo em momentos em que situações adversas são reais. Pode ser definida com o manter firme no foco a qual foi vocacionado. Vocação para salvação e não para a perdição.
Perseverança define o indivíduo persistente que tem constância nas suas ações e não desiste diante das dificuldades. Firmeza é o termo apropriado para caracterizar o indivíduo que não duvida dos princípios aprendidos e os colocam em prática.
Deus não deixou de cumprir nenhuma das suas promessas. Na verdade, o ritmo pausado que Ele adotou é motivado pela paciência. Deus está esperando para estender a oportunidade aos seres humanos, para que se arrependam (RICHARDES, p.528).
A paciência deverá ser uma das virtudes que caracteriza o cristão em meio às tribulações da vida, pois em Cristo deverá ser lançada toda ansiedade, Ele tem cuidado da sua Igreja (1 Pe 5.7).
Portanto, a perseverança bíblica apresenta a necessidade da ação humana no que corresponde cultivar uma vida de oração, no manter o coração e a mente sob o escudo da fé, no desenvolver uma dependência de Deus em todas as situações e principalmente no cultivar a esperança que manterá os olhos em Cristo (POMMERENING, p. 129).
II – O PERIGO DA APOSTASIA
1- Conceituando apostasia.
2- A prática da apostasia.
Comentário:
A apostasia poderá se concretizar em três etapas progressivas: negação, renúncia e distorção.
A primeira etapa da apostasia corresponde com a negação de Cristo e de tudo que pertence a Cristo. Já segunda etapa ocorre à renúncia de Cristo, ou seja, o indivíduo não requer seguir a Cristo e tem vergonha do Evangelho. E como terceira etapa percebe-se a distorção do Evangelho e a aceitação de outra mensagem totalmente contrária aos princípios de Deus.
A apostasia é o abandono premeditado da fé. E conforme os ensinos bíblicos é um tipo de adultério, sendo este adultério espiritual. No contexto ministerial há líderes que se apostataram da fé, abraçando posições que outrora eram rejeitadas pelo mesmo. Porém, o maior problema causado por tal atitude se refere ao desvio de uma comunidade. Líderes que mudam suas concepções erroneamente e levam consigo inúmeras outras pessoas. Por passar o tempo percebe-se o fracasso espiritual de muitas famílias.
III – SEGUROS EM CRISTO
1- Cristo garante a salvação.
2- A alegria da salvação.
3- A certeza da vida eterna.
Comentário:
A alegria da salvação é motivada pela presença do Senhor na vida do cristão. Caracterizada pela certeza da salvação em Cristo, pois é o Senhor Jesus que outorga segurança e proporciona santificação constante, porque a vida eterna é uma promessa fidedigna.
Portanto, na primeira epístola o apóstolo João assim define o propósito da carta:
Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus (1 Jo 5.13).
Pode se compreender a firmeza das palavras do evangelista João quando escreve “que saibais que tendes a vida eterna,” portanto, Jesus garante a salvação o necessário é que cada um se santifique diariamente para não perder a promessa divina.
Referência:
BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, Edição Revista e Corrigida. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
RICHARDS, Lawence O. O Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

POMMERENING, Claiton Ivan. A obra da Salvação, Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Subsídio da E.B.D: Adotados por Deus

Adotados por Deus
A presente lição tem como texto áureo Romanos 8.15 que descreve a respeito do recebimento do espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. E como verdade prática, a obra de salvação de Jesus Cristo nos possibilitou ser adotados como filhos amados de Deus.
E a respeito de filhos de Deus na Bíblia é necessário compreender as seguintes descrições:
Adão, filho por formação. Três coisas são marcantes sobre a pessoa de Adão na Bíblia. A primeira delas é que Adão foi o primeiro homem da terra, logo ele não foi fruto de um relacionamento amoroso, foi ele formado por Deus e recebeu de Deus o fôlego de vida (Gn 2.7). Já a segunda, corresponde com o pacto das obras. Adão foi o representante da humanidade no pacto das obras que tinha como promessa, a vida; como condição, a obediência; e como pena, a morte. Por fim, a terceira coisa que se chama atenção no estudo bíblico a respeito de Adão é a desobediência.
Anjos, filhos por criação. A existência dos anjos está associada com a glória de Deus (Is 6.2,3), e com o cuidado para com os filhos de Deus na terra (Sl 34.7).
Israel, filhos por eleição. Deus escolheu a Israel para mostrar a sua glória ao mundo. O Egito era a grande potência da época, enquanto Israel era um povo escravo. Segundo, Deus escolheu a Israel para outorgar ao mundo as Escrituras Sagradas. E por terceiro, Deus escolheu Israel para entregar o Salvador ao mundo.
Igreja, filhos por adoção. Paulo expressa que os membros da igreja na Galácia eram filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, e utiliza o termo, todos (Gl 3.26), isto é, uma referência aos membros da igreja que tinham recebido Jesus como Salvador (Jo 1.12). Os filhos por adoção são todos os que recebem a Jesus como Salvador
I – O CONCEITO BÍBLICO DE ADOÇÃO
1- Conceito bíblico e teológico.
2- Benefícios da adoção.
3- Herdeiros da promessa.
Comentário:  
Para Grudem há um paralelo entre regeneração, justificação e adoção (apud, POMMERENING, p. 122). Distinção perceptível em que a regeneração corresponde com a vida espiritual interior, já a justificação corresponde com a posição que cada crente tem diante de Deus, se de justo, justificado ou não, e a adoção corresponde com a comunhão com Deus.
Biblicamente todos os seres humanos são criaturas de Deus, porém quando o indivíduo recebe a Jesus como único Salvador torna-se filho de Deus por adoção, sendo que a possibilidade da adoção só é possível mediante a obra vicária de Cristo. Logo, se percebe que os benefícios da adoção são:
Segurança, pois é próprio da paternidade outorgar proteção (Sl 23).
Confiança, pois Deus é fiel para cumprir o que tem prometido aos teus.
Sentido de pertencimento a uma casa eterna. Sobre a casa eterna pode-se compreender que, existe um lugar maravilhoso esperando por nós. Lá não haverá doença, nem morte, nem traumas ou sofrimento algum. Haverá então uma alegria maravilhosa e sensacional, com as maiores surpresas a cada dia da eternidade. Não se preocupe porque Jesus voltará com poder, glória e majestade, acompanhado de milhões de anjos, justamente nesta época de medo, insegurança e angústia. Está chegando o grande dia em que o Senhor virá nos buscar (HAYNES, p.553).
Fatos que podem ser ratificados no termo utilizado pela Escritura Sagrada em ser os cristãos herdeiros da promessa. Todos os filhos de Deus tem uma herança baseada na sua relação com Deus, herança de natureza incorruptível, imaculada, reservada no céu (1 Pe 1.4). A herança dos filhos de Deus inclui uma expectativa de vida eterna (Tt 3.4-7). Como herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, os filhos de Deus compartilham, agora, dos sofrimentos de Jesus (Fp 3.10) e, no futuro, compartilharão também da Sua glória (Fl 3.11-14). (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.384).
II – A ADOÇÃO NO TEMPO PRESENTE
1- Parecidos com o Pai.
2- Ser amado pelo Pai.
3- Os direitos e os deveres na adoção.
Comentário:
A semelhança presente que cada cristão tem para com o Pai celeste corresponde com a manifestação do caráter de Deus no interior do indivíduo permitindo a este que seja exemplo dos fiéis.
Na adoção de filhos alguns direitos são outorgados:
Nova família (Ef 2.19).
Livres da lei que gera a morte (Gl 3.25).
São filhos de Deus sem distinção (Gl 3.28).
E também um novo nome (Ap 2.17).
Porém, percebe-se também que há deveres:
[...] aparta-se do mundo e do que é imundo (2 Co 6.17,18); vencer o mundo (Ap 21.7); praticar a justiça e amar o seu irmão (1 Jo 3.10); buscar a perfeição do Pai (Mt 5.48); amar os inimigos, bendizer os que maldizem, fazer o bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam e perseguem (Mt 5.44); e também devem aceitar a disciplina do Pai, pois essa disciplina demonstra o seu amor, que é para nosso aperfeiçoamento em santidade (Hb 12.5-11) - (POMMERENING, p. 122).
III – A ADOÇÃO PLENA NO FUTURO
1- Filhos eternos.
2- Esperando a adoção completa.
3- A casa do pai.
Comentário:
A frase “na casa de meu Pai há muitas moradas” (Jo 14.2) transmite dois ensinamentos básicos: primeiro ensino, a casa pertence ao Criador e segundo nesta casa há muitas moradas. Na tradução NVI a expressão muitas moradas corresponde a uma casa pequena com muitos cômodos envolta de um pátio que é o ponto de encontro para o lazer dos filhos que mora envolta do seu pai. Na Nova Jerusalém quando se concretizar a adoção plena de filhos de Deus na vida dos cristãos será visível a presença de cada filho habitando envolto do Pai celeste.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
HAYNES, Gary. Manual bíblico de promessas. Belo Horizonte: Atos, 2010.

POMMERENING, Claiton Ivan. A obra da Salvação, Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.