Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Subsídio da E.B.D: A Igreja de Cristo

A Igreja de Cristo
O objetivo geral da presente lição é mostrar a Igreja como corpo de Cristo e os elementos que a identificam; e como objetivos específicos: apresentar o significado da palavra Igreja e os seus desdobramentos, explicar os elementos que identificam a Igreja, e conscientizar os crentes de que eles são membros do corpo de Cristo.
A presente lição tem como ponto central: a Igreja é o Corpo de Cristo.
Duas palavras são fundamentais para a compreensão da Igreja, e elas são: organismo e organização. O estudo concernente a Igreja deverá identificar a mesma como organização, isto é, a Igreja tem deveres e direitos civis; e também como organismo, pois a Igreja é viva, vida espiritual outorgada por Cristo Jesus.
A igreja, como corpo espiritual de Cristo, é um organismo vivo com suas reuniões em torno do Senhor Jesus e suas ordenanças; como congregação ou assembleia, é também uma organização, com sua forma de governo. O ponto de partida de sua proclamação é a ressurreição de Cristo. A existência da Igreja não é resultado de um entusiasmo coletivo, mas a manifestação do poder de Deus (SOARES, 2017, p.102).
I – COMUNIDADE DOS FIÉIS
O termo igreja deriva se da palavra grega ekklesia, que tem por significado assembleia pública. O termo aparece no Novo Testamento, quando Jesus disse que edificaria a sua igreja. A doutrina que estuda a igreja é conhecida como eclesiologia, sendo que esta doutrina expõe diferença entre igreja local (visível) e igreja universal (invisível). A igreja invisível se caracteriza por todos que receberam a Jesus como único Salvador, já a visível trata se do grupo local de cristãos que se reúnem para adorarem ao único Deus.
Conforme a sua missão e a sua natureza, a Igreja é apresentada nos escritos da Bíblia com nomes diferentes, os quais revelam o seu ser e o seu agir perante o mundo, nota-se abaixo alguns destes nomes:
Israel de Deus: o apóstolo Paulo ao escrever à Igreja da Galácia, declarou aos membros da Igreja local de Israel de Deus (Gl 6.16).
Nação Santa: aos irmãos dispersos que se encontravam no Ponto, na Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia que os mesmos eram Nação Santa (1 Pe 2.9).
Edifício: a Igreja é um edifício conforme 1 Coríntios 3.9, texto que se refere a uma construção espiritual.
Há outros nomes outorgados a Igreja segundo a sua missão e natureza: Virgem Imaculada (1 Co 11.2), Esposa do Cordeiro (Ap 21.9), Corpo de Cristo (1 Co 12.27), Família de Deus (Ef 2.17-22) e Universal Assembleia e Castiçal (Ap 1.20).
II – ELEMENTOS QUE IDENTIFICAM UMA IGREJA
Cinco elementos identificam a Igreja: saída do mundo, batismo, santa ceia, adoração e comunhão.
Ser Igreja é salvo em Cristo Jesus, logo, ser Igreja é ter saído do mundo e a execução necessário para que o mundo saia de dentro si. A saída do mundo é chamada de conversão, aceitação de Jesus como único e suficiente Salvador. Já a saído do mundo de dentro do cristão é a santificação, elo da salvação, que permite que o mundo saia de dentro do cristão.
O batismo corresponde com a declaração pública do cristão em servir a Deus.
A santa ceia é uma ordenança em que ocorre um memorial e um anúncio profético, onde os cristãos se reúnem para participarem do corpo e do sangue do Senhor Jesus até que Ele venha.
Já o quarto elemento é a adoração que pode ser definida em três ações: adora (cântico), oração (serviço em prol do próximo) e ação (em destaque a ação social).
A Igreja é uma família a família de Jesus Cristo que para o mundo é conhecida pela unidade. A unidade é bem definida pela palavra amor. Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros (Jo 13. 34,35).
III – O CORPO DE CRISTO
No que concerne ser a Igreja o Corpo de Cristo percebe-se que a unidade do corpo deverá ser a definição para grandiosa comparação. A unidade em está ligado em um mesmo corpo. Unidade por dever proteger uns aos outros. Unidade onde ocorre diversidade de operações e de ministérios. Dons espirituais e ministeriais são outorgados a Igreja para que o nome do Senhor seja glorificado e para que vidas sejam edificadas.
Os dons são outorgados a igreja, para haja produção de frutos eficientes e eficazes, e devem ser acompanhados do amor.  O amor divino (ágape) é imutável, sacrificial e espontâneo. Por amou Jesus foi entregue para salvar a humanidade (Jo 3.16). Quando este amor é operante na vida do indivíduo o mesmo passa a amar até mesmo os inimigos (Mt 5.44). Este amor não corresponde com sentimentos e nem com ações que esperam recompensas, porém trata-se de um dom divino. E é este tipo de amor que Paulo cita (1 Co 13), sendo o caminho mais excelente (1 Co 12.31).
A edificação da igreja é realizada pela Palavra e para a transmissão da mesma, os oficiais do Senhor são vasos responsáveis pela sã doutrina. E sobre os oficias de Deus deve ser ressaltado as responsabilidades dos mesmos, pois, está escrito na Bíblia algumas figuras que representam os oficiais. 
Em Isaías 43.10, diz; Vós sois as minhas testemunhas... Toda testemunha tem como responsabilidade testificar de algo ou de alguém. Logo o obreiro tem como missão testificar do Reino de Cristo.
Em Mateus 5.13, diz; Vós sois o sal da terra... O sal só é fazendo. O obreiro só é obreiro se fazer a preservação.
Em Mateus 5.14, diz; Vós sois a luz do mundo... Aqui estar mais uma missão do obreiro iluminar.
Em João 15.5 diz; Eu sou a videira, vós, as varas... Segundo o texto lido se as varas estiverem ligas ou unidas na videira, produzirão frutos. O obreiro tem como missão produzir frutos.
Em 2 Coríntios 3.2, diz; vós sóis a nossa carta ...A carta instrui, logo o obreiro tem como missão instruir aqueles que estão ligados diretamente ou indiretamente a sua pessoa.
Em 2 Coríntios 5.20, diz; de sorte que somos Embaixadores... O obreiro é representante direto de Cristo Jesus.
Em 1 Pedro 4.10, diz; cada um administre aos outros...O mordomo tem como função básica distribuir. O obreiro como mordomo de Cristo tem a missão de distribuir aos outros o dom como recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.
REFERÊNCIA

SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Culto de Doutrina: Jesus ensinando sobre o discipulado, preparação dos discípulos

Jesus ensinando sobre o discipulado, preparação dos discípulos
Texto: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (Jo 16.33).
A etapa do ensino de Jesus que tem como foco a preparação dos discípulos pode ser de maneira sistemática compreendida nos escritos do evangelista João, seguindo o capítulo 13 ao capítulo 17, pois nesta narrativa se encontra o ministério particular de Jesus, período do ensino do Messias outorgado em atenção e em orientação necessária e devida aos discípulos. Entende-se que Jesus ensinou pelo exemplo e por palavras.
Ensinando pelo exemplo
Em dois momentos do ministério particular de Jesus percebe-se que Ele ensinou pelo próprio exemplo: o primeiro é notável quando Ele lava os pés de seus discípulos e o segundo quando Ele ora por seus discípulos.
1. Jesus lava os pés de seus discípulos (Jo 13. 4-11). É necessário ressaltar que o ato de Jesus lavar os pés de seus discípulos tem como objetivo derradeiro o Seu serviço que é perdoar os pecados dos pecadores. Portanto, o acontecimento em foco descreve a necessidade dos discípulos aprenderem por meio do exemplo de Jesus, não corresponde que os cristãos deverão reproduzir este ato, mas que deverão em todas as circunstâncias vivenciarem o exemplo do Senhor Jesus, pois sendo Ele Senhor e Mestre tornou-se o exemplo de humildade.
2. Jesus ora por seus discípulos (Jo 17). Não basta instruir as pessoas a orarem é necessário que as ensine por meio da prática, assim fez o Senhor Jesus, que intercedeu por seus discípulos na presença dos mesmos.
Ensino por meio de palavras
Duas palavras marcam o segundo instante das instruções outorgadas por Jesus: amor e permanência.
1. Sobre o amor. Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (Jo 13. 34,35).
Três pontos merecem atenção nos versículos citados:
1.1 O amor é um mandamento que deve ser obedecido. Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros. Amar não é fácil, principalmente amar alguém que se coloca no lugar de juiz e que já outorgou dissabores, mas para com estes, Jesus ordem a prática do amor.
1.2 Jesus é o modelo de amor outorgado. Como eu vos amei a vós. Jesus amou incondicionalmente os discípulos, logo os discípulos deveriam amar o próximo em obediência ao mandamento e de forma incondicional.
1.3 O mundo reconhece os discípulos pela prática obediente do amor. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. A prática do amor proporciona o conhecimento necessário dos que não estão em Cristo a respeito da manifestação de Cristo na vida dos discípulos.
2. Sobre a permanência (Jo 15). Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito (v.7). Jesus aconselha aos discípulos a permanecerem no amor (v.9), a obediência permitia a permanência da alegria de Cristo nos discípulos (v.11), no obedecer ao ide o fruto permanece (v.16).

Assim como Jesus outorgou magníficos ensinos, por meio do exemplo e por meio de palavras aos discípulos, Jesus outorga estes mesmos ensinos aos cristãos do século XXI, requerendo que estes venham a crescerem na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18). Por meio do exemplo Jesus ensina aos cristãos a serem humildes e fervorosos na oração; já por meio das palavras o Mestre ensina os cristãos a se amarem e a permanecerem ligados à Videira Verdadeira.

Subsídio da E.B.D: A Necessidade do Novo Nascimento

A Necessidade do Novo Nascimento
O objetivo geral da presente lição é compreender a necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de Deus; e como objetivos específicos: apresentar Nicodemos como um líder religioso bem-intencionado; compreender o que é o novo nascimento; e, explicar por que é necessário nascer de novo.
A presente lição discorrerá a respeito do novo nascimento, que pode ser definido por regeneração, transformação de vida pelo poder atuante do Espírito Santo na vida do pecador (Tt 3.5). (SOARES, 2017, p.97).
I – UM LÍDER RELIGIOSO BEM-INTENCIONADO
Conforme o evangelista João entende-se que Nicodemos era um fariseu, príncipe ou líder do povo e membro do sinédrio (Jo 3.1; 7.50). O nome Nicodemos significa conquistador do povo.
Os fariseus formavam um partido religioso puritano, que tinham como objetivo a observância da Lei de Moisés. Eram conhecidos por acreditarem na existência dos anjos, dos demônios e da vida após a morte. Em número de pessoas era considerado um grupo pequeno, porém possuía grande influência na vida social e tinham como componentes a maioria dos escribas. Os dois pesos a este grupo na narrativa do Novo Testamento passam a ser a falta de amor e o orgulho.
Porém, contrário ao foco que se firmou em torno dos fariseus Nicodemos se destacou na convicção em que o Senhor Jesus por realizar milagres deveria ser compreendido e escutado. E no que concerne ao amor o Senhor Jesus no capítulo três do Evangelho de João cita o centro da narrativa Bíblica: porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito (Jo 3.16).
Nicodemos foi atraído pelos milagres operados por Jesus, fato que corrobora a narrativa de Deuteronômio 18.19, Se alguém não ouvir as minhas palavras, que o profeta falará em meu nome, eu mesmo lhe pedirei contas, texto que alguns judeus comentam que se algum profeta que não recebeu credenciais de alguma escola judaica, mas que deu sinal por meio de milagres, este deve ser escutado.
II – O NOVO NASCIMENTO
O novo nascimento é definido pela palavra regeneração, que significa gerar novamente. Termo grego para regeneração é παλιγγενεσία e significa novo nascimento, regeneração, reprodução, sendo que no sentido moral corresponde com mudança pela graça, sendo a mudança da natureza carnal para uma nova vida, ou mudança de uma vida pecaminosa para uma vida santificada. Subentende ainda que regeneração pode ser definida pelas seguintes palavras: retorno, renovação, restauração e restituição.
O novo nascimento não corresponde com a reencarnação, nascer em um novo corpo e em uma nova vida, mas corresponde em mudança de vida e de atitudes por passar a ser morada do Espírito Santo. É nascer da água e do Espírito, verdade que corresponde com o arrepender de todos os pecados, e ser submisso e guiado pelo Espírito Santo.
III – UMA NECESSIDADE
Algumas referências Bíblicas descrevem a necessidade do novo nascimento por parte dos homens:
Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram (Rm 5.12) – todos pecaram, logo é necessário que os que ainda estão no pecado voltem para o Senhor Jesus, pois em Cristo Jesus somos justificados.
Consequentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens (Rm 5.18) – a transgressão resultou na condenação de todos os homens, isto é, o pecado presente na vida do indivíduo efetua na condenação, logo é necessário que os que ainda estão no pecado voltem para o Senhor Jesus, pois a justiça de Cristo resulta na justificação que outorga vida com abundância.
A lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça (Rm 5.20) – o pecado tem aumentado e destruído o convívio entre as pessoas, logo é necessário que haja novo nascimento para que na vida destes transborde a graça de Deus.
REFERÊNCIA

SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Subsídio da E.B.D: A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus

A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus
O objetivo geral da presente lição é compreender a pecaminosidade de todos os seres humanos, que os destitui da glória de Deus; e como objetivos específicos: definir o termo pecado, mostrar a origem do pecado e compreender a solução para o pecado.
A palavra pecado (gr. Hamartía) tem como significado errar o alvo. Sendo que o pecado é toda transgressão à vontade de Deus. O resultado da hamartía é a morte, isto é, a transgressão traz a separação de Deus. A hamartiologia resume as ações do pecado em três instancias: penalidade, poder e presença. A penalidade do pecado é real na vida daqueles que não foram justificados em Cristo. O poder do pecado é notável na vida daqueles que não se santificam em Jesus Cristo. E a presença do pecado só perpetuará na vida daqueles que não serão glorificados com o Senhor Jesus Cristo.
I – DEFININDO OS TERMOS
A definição do termo pecado se resume nas seguintes palavras: errar o alvo. Porém, percebem-se nos escritos do evangelista João as seguintes definições categóricas concernentes ao erro do alvo.
Qualquer que comete pecado, também comete iniquidade; porque o pecado é iniquidade (1 Jo 3.4).
O termo iniquidade é definido pela palavra transgressão, logo o pecado é a transgressão da lei de Deus. É o desviar dos mandamentos do Senhor. É a violação das ordenanças divinas.
Soares assim explica 1 João 3.4:
O termo grego para transgressão em 1 João 3.4 é anomia, que literalmente quer dizer falta de lei, quebra da lei, o ánomos é alguém para o qual não existe uma lei. A versão Almeida Atualizada e a Tradução Brasileira traduzem essa palavra por iniquidade (2017, p. 87).
No hebraico será normal perceber o emprego do termo perversão, porém outros termos serão visíveis para a compreensão do que é o pecado, como por exemplo: impiedade (Rm 1.18); maldade (Rm 6.19); engano (At 13.10), injustiça (1 Jo 1.9), e incredulidade (Hb 3.19).
Uma classificação sistemática concernente à doutrina do pecado pode ser classificada em: pecado de omissão e pecado de comissão. O pecado de comissão se define em praticar o que foi proibido (Rm 5.14), já o pecado de omissão corresponde com o não fazer o que deveria ser feito (Tg 4.17).
... os pecados de omissão serão julgados por Deus tanto quanto os demais pecados cometidos.
... pecados de omissão podem facilmente se tornar pecados de comissão. Ou seja, além de ser um mal em si mesmo, o pecado de omitir-se deliberadamente ainda pode ser praticado de forma a colaborar conscientemente para outros males, de maneira que ele é, nesses casos, também um pecado de comissão (COELHO & DANIEL, p. 139).
II – ORIGEM DO PECADO
O pecado não se originou no Éden; surgiu primeiro na esfera angelical, quando o querubim ungido (Ez 28.12-15) se rebelou contra Deus e dessa forma foi expulso do céu juntamente com os anjos rebeldes (Is 14. 12-14; Ap 12. 7-9) (SOARES, 2017, p. 88).
A origem do pecado no céu estar associado com a palavra orgulho. Enquanto, que a consumação do pecado por Adão e Eva no Éden estar associada com a palavra desobediência.
Orgulho do grego  ύβριϛ, significa soberba, arrogância, insolência, tratamento desrespeitosos e ultraje. Satanás queria ser igual a Deus, fato que demonstra exagero e desrespeito para com Deus.
Já no jardim do éden percebe-se que o primeiro casal desobedeceu a uma ordenança divina.
Em Romanos 3 o apóstolo Paulo expressa que tanto judeus como os gregos, estão debaixo do pecado, isto é, estão sobre os efeitos do pecado (Rm 3.9). A penalidade do pecado permite a seguinte conclusão: não há um justo (Rm 3.10). Logo, se não há um justo debaixo da lei a depravação da humanidade se torna visível em:
1- Não há um justo, nem um sequer (Rm 3.10). Em outra versão não há uma só pessoa que faça o que é certo.
2- Não há ninguém que entenda (Rm 3.11). Ou seja, não há ninguém que tenha juízo. Os que estão debaixo da penalidade do pecado são indivíduos que não conhecem a Deus ou indivíduos que abandonaram a Deus. Fato associado ao homem natural, que não conhece, e ao carnal que abandonou a Deus. Portanto, o presente texto se associa com o homem natural que não conhece a Deus.
3- Não há ninguém que busque a Deus (Rm 3.11). Isto é, não há ninguém que adore a Deus. Quando associado ao homem carnal o não adorar a Deus presente no versículo se refere a ações religiosas, onde não há verdadeira adoração, mas pura apresentação.
4- Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis (Rm 3.12). Logo, todos se perderam e se tornaram inúteis. Desviaram e se fizeram inúteis, isto é, se tornaram em pessoas sem utilidade para Deus e para os propósitos de Deus.
5- Não há quem faça o bem, não há nem um só (Rm 3.12). Quem sabe fazer o bem e não faz comete pecado (Tg 4.17). O texto não se refere em não saber fazer o bem, mas ao fato de não querer fazer o bem.
6- Todos mentem e enganam (Rm 3.13). Os lábios dos que estão sobre o domínio do pecado são fontes de mentira e de morte.
7- Se apressam para matar (Rm 3.15). Pessoas distanciadas de Deus são propensas à violência. Eles cometem crimes e matam porque não têm nenhum respeito pela vida de seu semelhante (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.369).
8- Não há temor de Deus diante de seus olhos (Rm 3.18). Isto é, não há reverência divida a Deus. Para Salomão o temor do Senhor é o princípio de toda sabedoria (Pv 1.7).
III – SOLUÇÃO PARA O PECADO
O pecado condena, oprime e se faz presente na natureza humana, porém Jesus Cristo se entregou na cruz para que os homens viessem a se livrarem da condenação do pecado, da opressão do pecado e da presença do pecado.
Ao se converter a Jesus, o indivíduo estará se livrando da pena do pecado pela justificação. Ao buscar ao Senhor, o indivíduo estará se livrando do poder do pecado pela santificação. Sendo que a promessa de Jesus para os teus é de vida eterna, logo os que vencerem com Jesus, viverão sem a presença do pecado, fato corroborado pela glorificação dos que esperam no Senhor. Jesus é a solução!
REFERÊNCIA
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Fé e Obras, ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Subsídio da E.B.D: A Identidade do Espírito Santo

A Identidade do Espírito Santo
O objetivo geral da presente lição é mostrar que o Espírito Santo é a Terceira pessoa da Trindade e que o Espírito Santo convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; e como objetivos específicos: compreender a pessoa do Espírito Santo; compreender a divindade do Espírito Santo à luz das Escrituras Sagradas; conhecer os atributos divinos do Espírito Santo; e, analisar a personalidade do Espírito Santo.
O ESPÍRITO SANTO
Há três razões determinantes em afirmar que o Espírito Santo é uma pessoa.
A primeira afirmação indica que Ele age como uma pessoa, pois o Espírito Santo ensina (Jo 14.26), testifica de Cristo (Jo 15.26), fala com os salvos (At 8.29) e chama os obreiros (At 15.26). Somente uma pessoa pode ensinar a outros, testificar de outro, falar com outros e chamar a outros.
Já a segunda afirmação em ser o Espírito Santo uma pessoa está diretamente associada às características de uma pessoa. Pois, o Espírito Santo possui conhecimento (1 Co 2.1), possui vontade (1 Co 12.11) e ama (Rm 15.30). Apenas uma pessoa se caracteriza pelo conhecimento, pela vontade e pelo amor, e estas características definem que o Espírito Santo é Deus.
E a terceira característica em ser o Espírito Santo uma pessoa é porque na Bíblia Ele é tratado como uma pessoa. Dois exemplos corroboram esta afirmativa, o primeiro em Efésios 4.30, quando Paulo aconselha a não entristecer o Espírito Santo e o segundo quando Jesus ensinou a respeitou da blasfêmia contra a Terceira Pessoa da Trindade (Mt 12.31).
A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO À LUZ DA BÍBLIA
Assim como há três razões que caracteriza ser o Espírito Santo uma pessoa, percebe-se que também há três razões que define ser o Espírito Santo Deus.
1- O Espírito Santo tem os atributos de Deus. O Espírito Santo é eterno (Hb 9.14), logo, Ele não é limitado pelo tempo, pois Ele existe deste toda a eternidade. Bancroft afirma: assim como a eternidade é atributo ou característica da natureza de Deus, semelhantemente a eternidade pode ser e é atribuída ao Espírito Santo como uma das distinções pessoais no Ser de Deus (p.188).
Ele é eterno, sempre foi, é e será. Não tem princípio nem fim. O Espírito Santo não apareceu repentina e abruptamente quando foi enviado à terra para dar poder aos crentes, depois da ascensão de Cristo. Fiel, constante e amoroso – Ele é e sempre será o mesmo e, o eterno Espírito Santo, jamais deixará você cair. Ele é o mesmo, ontem, hoje e sempre (HINN, p 53).
O Espírito Santo também é onisciente, pois o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus (1 Co 2.10).
O Espírito Santo também é onipresente (Sl 139.7-10) e onipotente (Gn 1.2), para Hinn a onipotência do Espírito Santo é demonstrada em três atos poderosos: criação, trazer o universo do nada; animação, dar vida ao que estava sem vida; e ressurreição, trazer vida da morte (p.51).
2- O Espírito Santo tem os nomes de Deus. Ele é chamado de Espírito de Deus (1 Co 3.16), nome que indica ser Ele Deus. Sendo Ele Deus percebe-se que Ele é o poder e a energia pessoais da Divindade (BANCROFT, p.188).
A Terceira Pessoa da Trindade também é conhecido pelo nome Espírito de Deus, nome que está associado a poder, profecia e direção. O Espírito de Deus pairava sobre as águas (Gn 1.2), aqui associado ao poder de criar. O Espírito de Deus se apoderou dele, e profetizou (1 SM 10.10), aqui associado à comunicação. Por fim, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus (Rm 8.14), aqui associado à direção.
3- O Espírito Santo faz as obras que somente Deus pode fazer. Três são as obras divinas nítidas na pessoa do Espírito Santo: criação, predição e regeneração (Gn 1.2, Jo 3.1-7).
COMPREENDENDO A MISSÃO DO ESPÍRITO SANTO
O Espírito Santo nos dias hodiernos age por meio de três missões: convencer o mundo (Jo 16.8-11), guiar os cristãos (Jo 16.13) e glorificar a Cristo (Jo 16.14).
1- Convencer o mundo. No ministério particular do Senhor Jesus, Ele afirmou aos discípulos que o Espírito Santo convenceria o mundo do pecado, do juízo e da justiça.
Jesus estava falando do mundo humano (Jo 3.16), mundo que representa a humanidade, logo corresponde com o mundo que Deus amou.
Portanto, convencer o mundo primeiramente do pecado, porque o pecado significa agir erroneamente em relação à vontade de Deus. O pecado separa o homem de Deus, logo se o homem é convencido do pecado o mesmo se aproxima de Deus.
Convencer o homem da justiça significa outorgar ao ser humano o conhecimento da natureza da justiça e a necessidade do indivíduo recebê-la.
Obra de Jesus na cruz foi totalmente justa. Isso é demonstrado pelo Pai quando Ele esvazia o sepulcro onde o corpo do Filho fora colocado, revelando que ficou satisfeito com o pagamento justo de Cristo e o aceitando a junto a si novamente (ALLEN; RADMACHER;HOUSE, p.270).
Convencer o homem do juízo, ou seja, conduzir o ser humano a reconhecer que satanás foi julgado na cruz, logo na conjectura espiritual não tem como o indivíduo ser neutro, pois será ele filho de Deus ou filho do pai da mentira.
2- Guiar os cristãos. A ação do Espírito Santo em guiar os cristãos é entendida nas seguintes descrições: o Espírito Santo chama e Ele orienta em serviço.
O Espírito Santo chama para o serviço (At 13.2,4), logo é Ele que capacita pessoas a desenvolverem trabalhos específicos. O Espírito Santo também orienta os servos a desenvolverem o serviço de maneira que pessoas sejam conduzidas à luz e ao amor de Deus (BANCROFT, p.197).
Ele guiará em toda a verdade, se refere à verdade necessária para se tornar um cristão maduro e totalmente capacitado (ALLEN; RADMACHER;HOUSE, p.271). Maturidade do cristão se define nas palavras: conhecimento, isto é, conhecimento de Deus, amor e unidade. Logo, o Espírito Santo guia o crente a buscar o conhecimento de Deus, a amar o próximo e a viver em união com e no corpo de Cristo.
3- Glorificar a Cristo. Define-se em tornar Jesus conhecido. Portanto, o Espírito Santo proporciona a pregação do Evangelho, a salvação de almas e com estas obras, o mesmo glorifica a pessoa do Senhor Jesus Cristo.
Portanto, até aqui se percebe que para conhecer o Espírito Santo é necessário entender que Ele é uma pessoa e que Ele é Deus. Sendo que o Espírito Santo de Deus continua a operar na vida daqueles que se entregaram totalmente a pessoa de Cristo.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.

HINN, Benny. Bem-vindo, Espírito Santo. São Paulo: Bom Pastor, 2015.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Subsídio da E.B.D: O Senhor e Salvador Jesus Cristo

O Senhor e Salvador Jesus Cristo
O objetivo geral da presente lição é explicar porque a Igreja crer que Jesus é o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus e plenamente homem; e terá como texto básico o Evangelho de João 1.1-14, passagem Bíblica que poderá ser dividida em duas partes explicativas a respeito de Jesus: primeira, a identidade de Jesus e a segunda as obras desenvolvidas por Jesus. Conforme João 1.1, Jesus é Eterno, no princípio era o Verbo; Jesus é distinto de Deus (Pai), e o Verbo estava com Deus; e Jesus é Deus, e o Verbo era Deus. Enquanto, os versículos 3, 9, 12, 18, apresentam as obras do Verbo (Jesus) criar, iluminar, regenerar e revelar.
I – O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS
Conforme o propósito da escrita do Evangelho de João percebe-se que o evangelista tinha como objetivos que os leitores cressem que Jesus é o Cristo (frase voltada para os judeus) o Filho de Deus (frase direcionada para os gentios).
O termo Filho de Deus descreve a divindade de Jesus, isto é, Jesus tem a mesma natureza e substância do Pai.
Da seguinte maneira Soares chama atenção para com o termo Filho de Deus:
O conceito de Pai-Filho, na divindade, não deve ser confundido com o processo de reprodução humana nem com o relacionamento pai-filho numa família natural... Jesus é chamado de Filho de Deus no Novo Testamento porque Ele é Deus e veio de Deus (2017, p.56,57).
Já o termo Unigênito outorga o significado de único, o único do tipo ou da espécie.
A ideia não é de único gerado, embora o termo gerado não seja, em si mesmo, sinônimo de criatura, contudo, a pré-existência de Cristo é eterna por isso ele é chamado de Pai da Eternidade (Is 9.6). (SOARES, 2008, p.37).
II – A DEIDADE DO FILHO DE DEUS
Conforme João 1.1, três são as frases que descrevem a identidade de Jesus: Ele é eterno (definição que permite afirmar que Jesus possui atributos que são pertencentes apenas a Deus, logo, Jesus é Deus); Ele é distinto do Pai (caracteriza que Jesus possui forma e função diferente do Pai); Ele é Deus.
Jesus é Deus porque Ele tem os nomes de Deus, os atributos de Deus e faz as obras de Deus.
Jesus é identificado pelos nomes de Deus:
Deus. Mas, acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre, e: cetro de equidade é o cetro do teu reino (Hb 1.8).
Filho de Deus (Mt 16.16,17), Santo (At 3.14), Senhor (At 9.17).
Jesus possui os atributos divinos:
Eterno. No princípio era o Verbo (Jo 1.1).
Onipotência (Mt 28.18), onipresença (Mt 18.20), onisciência (Jo 1.47,48).
Jesus é identificado como agente das obras desenvolvidas por Deus:
Criador. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez (Jo 1.3).
Preservador de tudo (Hb 1.3), perdoador de pecados (Mc 2.5,10,11), doador da vida (Fp 3.21). Ofícios e funções que pertencem distintamente a Deus, são atribuídos a Jesus Cristo (BANCROF, 2006, p. 123).
III – A HUMANIDADE DO FILHO DE DEUS
Conforme João 1.14, o Verbo se fez carne, verdade que se trata da encarnação do Verbo, ou seja, Jesus se fez carne.
A necessidade da encarnação do Verbo tendo como foco a morte de Jesus na cruz pode ser definida em:
1- A Santidade de Deus tornou-a necessária (Hc 1.13).
2- O amor de Deus tornou-a necessária (1 Jo 4.10).
3- O pecado do homem tornou-a necessária ( 1 Pe 2.25).
4- O cumprimento das Escrituras tornou-a necessária (Lc 24.25-27).
5- O propósito de Deus tornou-a necessária (At 2.23). (BANCROF, 2006, p. 143-145).
Ao relatar a respeito de Jesus como homem é necessário entender que Jesus em sua natureza humana teve mãe e não teve pai. Jesus em sua natureza divina tem Pai e não tem mãe.
A expressão: a virgem conceberá e dará à luz um filho, outorga a ratificação das duas naturezas do Messias. A virgem, sem atuação do homem, indica que esta concebeu por intermédio do Espírito Santo (Mt 1.20), logo, a presente afirmativa ratifica a natureza divina de Jesus. A virgem, referência à mulher, indica a natureza humana de Jesus.
Assim como todo ser humano, Jesus também passou pelo desenvolvimento físico, teve a sua infância, cresceu no meio de pessoas que faziam parte do seu dia a dia, foi ensinado conforme os princípios dos judeus. Portanto, como homem Jesus teve um físico limitado, tanto pelo tempo como pelo espaço. Pelo tempo, pois conforme a condição do físico humano, Jesus como qualquer homem teria um período de vida limitado. Pelo espaço, pois conforme a condição do físico humano, Jesus como qualquer homem teria um limite no desenvolvimento corporal.
Jesus cuidou do seu corpo, pois quando estava cansado, Ele descansou, e por descansar se pode afirmar que Jesus apresentou em sua encarnação a humanidade do Filho Unigênito de Deus.
Referência:
BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.
SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

SOARES, Esequias. Cristologia, a doutrina de Jesus Cristo. São Paulo: Hagnos, 2008.

domingo, 9 de julho de 2017

Subsídio da E.B.D: A Santíssima Trindade: um só Deus em três pessoas

A Santíssima Trindade: um só Deus em três pessoas
Há um só Deus existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. A doutrina que explica a existência de um Deus em três pessoas é chamada de doutrina da Trindade, que difere do unicismo e do triteísmo. Historicamente é necessário saber que o termo trindade foi usado pela primeira vez por Tertuliano.
Historicamente, a Igreja formulou a doutrina da Trindade em razão do grande debate a respeito do relacionamento entre Jesus de Nazaré e o Pai. Três pessoas distintas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – são manifestadas nas Escrituras como Deus, ao passo que a própria Bíblia sustenta com tenacidade o Shema judaico: Ouve, Israel o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor (Dt 6.4). (HORTON, p.158)
Portanto, a doutrina da Trindade é Bíblica e foi ratificada pelos primeiros pais da Igreja e explicada da seguinte maneira, único Deus existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
Sobre o triteísmo assim define Champlin:
Triteísmo é uma forma de teísmo, fazendo contraste com o deísmo. De acordo com o triteísmo, existem três deuses, todos eles interessados no homem, intervindo na história humana, recompensando e punindo (2014, p. 503).
Já sobre os unicistas percebe-se que esta doutrina explica a existência de único Deus e uma única pessoa que manifestou em épocas distintas.
I – CONSTRUÇÕES BÍBLICAS TRINITÁRIAS
Conforme 1 Co 12.4-6 percebe-se que há unidade na diversidade, isto é, três pessoas distintas, único Deus. Já em 2 Co 13.13 entende-se que a fonte da graça de Jesus Cristo é o amor do Pai mediante a ação do Espírito Santo em outorgar consolo aos fiéis. O apóstolo Paulo para a Igreja em Éfeso explica a diversidade de operações, porém ratifica as funções na unidade de Deus.
Conforme o escrito da revista, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são iguais em poder, glória e majestade, fato que proporciona a compreensão da defesa de Tertuliano ao afirmar que ambos são de mesma condição, status; de mesma substância; e, de mesma essência (SOARES, p.35).
A unidade na diversidade é definir que as pessoas da Trindade possuem vontade própria, forma própria e aspectos próprios à identidade.
II – O DEUS TRINO E UNO
Há inúmeros versículos que faz referência a divindade de Jesus Cristo:
Em Isaías 7.14 – Emanuel, Deus Conosco, isto é, Jesus é chamado de Emanuel.
Em Isaías 9.6 – Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, isto é, Jesus é chamado de Deus Forte, nome que revela um dos atributos pertencente unicamente a Deus.
Sobre João 5.23, assim escreveu Soares:
O Senhor Jesus ensinou que a honra devida ao Pai é a mesma devida ao Filho. Isso significa que o cristão deve adorar o Pai da mesma maneira que adora o Filho (2008, p.53).
Já no que corresponde ao Espírito Santo percebe-se que Ele é Deus e é uma pessoa.
Há três razões determinantes em afirmar que o Espírito Santo é uma pessoa.
A primeira afirmação indica que Ele age como uma pessoa, pois o Espírito Santo ensina (Jo 14.26), testifica de Cristo (Jo 15.26), fala com os salvos (At 8.29) e chama os obreiros (At 15.26). Somente uma pessoa pode ensinar a outros, testificar de outro, falar com outros e chamar a outros.
Já a segunda afirmação em ser o Espírito Santo uma pessoa está diretamente associada às características de uma pessoa. Pois, o Espírito Santo possui conhecimento (1 Co 2.1), possui vontade (1 Co 12.11) e ama (Rm 15.30). Apenas uma pessoa se caracteriza pelo conhecimento, pela vontade e pelo amor, e estas características definem que o Espírito Santo é Deus.
E a terceira característica em ser o Espírito Santo uma pessoa é porque na Bíblia Ele é tratado como uma pessoa. Dois exemplos corroboram esta afirmativa, o primeiro em Efésios 4.30, quando Paulo aconselha a não entristecer o Espírito Santo e o segundo quando Jesus ensinou a respeitou da blasfêmia contra a Terceira Pessoa da Trindade (Mt 12.31).
Assim como há três razões que caracteriza ser o Espírito Santo uma pessoa, percebe-se que também há três razões que define ser o Espírito Santo Deus.
1- O Espírito Santo tem os atributos de Deus. O Espírito Santo é eterno (Hb 9.14), logo, Ele não é limitado pelo tempo, pois Ele existe deste toda a eternidade. Bancroft afirma: assim como a eternidade é atributo ou característica da natureza de Deus, semelhantemente a eternidade pode ser e é atribuída ao Espírito Santo como uma das distinções pessoais no Ser de Deus (p.188).
Ele é eterno, sempre foi, é e será. Não tem princípio nem fim. O Espírito Santo não apareceu repentina e abruptamente quando foi enviado à terra para dar poder aos crentes, depois da ascensão de Cristo. Fiel, constante e amoroso – Ele é e sempre será o mesmo e, o eterno Espírito Santo, jamais deixará você cair. Ele é o mesmo, ontem, hoje e sempre (HINN, p 53).
O Espírito Santo também é onisciente, pois o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus (1 Co 2.10).
O Espírito Santo também é onipresente (Sl 139.7-10) e onipotente (Gn 1.2), para Hinn a onipotência do Espírito Santo é demonstrada em três atos poderosos: criação, trazer o universo do nada; animação, dar vida ao que estava sem vida; e ressurreição, trazer vida da morte (p.51).
2- O Espírito Santo tem os nomes de Deus. Ele é chamado de Espírito de Deus (1 Co 3.16), nome que indica ser Ele Deus. Sendo Ele Deus percebe-se que Ele é o poder e a energia pessoais da Divindade (BANCROFT, p.188).
A Terceira Pessoa da Trindade também é conhecido pelo nome Espírito de Deus, nome que está associado a poder, profecia e direção. O Espírito de Deus pairava sobre as águas (Gn 1.2), aqui associado ao poder de criar. O Espírito de Deus se apoderou dele, e profetizou (1 Sm 10.10), aqui associado à comunicação. Por fim, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus (Rm 8.14), aqui associado à direção.
3- O Espírito Santo faz as obras que somente Deus pode fazer. Três são as obras divinas nítidas na pessoa do Espírito Santo: criação, predição e regeneração (Gn 1.2, Jo 3.1-7).
III – AS CRENÇAS INADEQUADAS
O movimento monarquianista negava a distinção das Pessoas da Trindade, e ensinava que Jesus era o próprio Pai, que nasceu, sofreu, morreu e ressuscitou ao terceiro dia. Para Tertuliano os adeptos do movimento monarquianista, expulsaram a profecia e introduziram a heresia (apud SOARES, 2017, p. 35).
Contrário a esta doutrina surge o arianismo que não acreditava na divindade de Jesus, enfatizando que Jesus era um filho de Deus, criado e não ser um criador.
IV- RESPOSTA ÀS OBJEÇÕES ACERCA DA TRINDADE
Conforme a verdade prática:
Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo iguais em substância, glória, poder e majestade.
E para convalidar o ensinamento da Igreja ao longo da história do cristianismo o evangelista Mateus o escreveu as seguintes palavras do Senhor Jesus:
Portanto, ide, ensinais todas as nações batizando-as em nome do Pai e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19).
Referência:
BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.
HINN, Benny. Bem-vindo, Espírito Santo. São Paulo: Bom Pastor, 2015.
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

SOARES, Esequias. Cristologia, a doutrina de Jesus Cristo. São Paulo: Hagnos, 2008.