Deus é Fiel

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domingo, 23 de setembro de 2018

Subsídio da EBD: Entre a Páscoa e o Pentecostes


Entre a Páscoa e o Pentecostes
A presente lição se desenvolve na explanação de duas grandes festas: Páscoa e Pentecostes. Descritivamente correspondem com o Calvário e o dia de Pentecostes em Atos dos Apóstolos, logo a presente lição desperta a Igreja do século XXI a se posicionar e a viver uma vida conduzida pelo Espírito Santo da Verdade, vivenciando assim, o autêntico avivamento.
Portanto, o avivamento ou reavivamento, é a operação sobrenatural do Espírito Santo, na Igreja de Cristo, cujo principal objetivo é reconduzi-la à sua condição primordial de corpo espiritual do Filho de Deus. Essa ação do Espírito Santo só é possível por intermédio destes fatores: retorno à Palavra de Deus, à oração, à santidade, à comunhão e ao serviço cristão (ANDRADE, 2018, p. 152).
Entretanto, a presente lição tem como objetivo geral:
Conscientizar de que sem a Páscoa, não há Pentecostes; e, sem o Pentecostes, a Páscoa perde a sua eficácia.
E como objetivos específicos:
Mostrar que Cristo é a nossa Páscoa.
Reconhecer a importância do Pentecostes, a Festa das Primícias.
Explicar o significado do Dia de Pentecostes.
I – CRISTO, NOSSA PÁSCOA
1- Definição.
2- Cerimônia pascoal.
3- Simbologia
Comentário:
A páscoa conforme o significado é passagem, ou seja, é a comemoração do êxodo e da libertação dos israelitas do Egito. De iniciou a páscoa era comemorada com: um cordeiro assado, pães asmos e ervas amarga.
O cordeiro servia como recordação do sacrifício, o pão asmos correspondia com a pureza e ervas amarga lembraria os israelitas da servidão amarga do Egito (Êx 12.8).
Celebrar a páscoa é para quem tem comunhão com Deus, pois a páscoa refere se a passagem o que corresponde ao passado, tornando-se um memorial (Êx 12.14). Portanto, a páscoa é para quem tem lembrança. Lembrança do que foi feito não pelo o homem, mas por Deus. Portanto, quem tirou o povo do Egito não foi o merecimento e nem a força do povo israelita, mas a ação foi divina, sendo assim para a glória de Deus (Dt 26.8,9). E por fim, celebrar a páscoa é para quem espera em Deus.
Champlin comenta sobre a dupla significação da páscoa:
A redenção dos judeus da servidão do Egito, como uma questão histórica, que envolve, naturalmente, muitas implicações e símbolos morais e religiosos... Festa da natureza. A páscoa incluía uma festa agrícola que envolvia as primícias (ver Lev 23.10) oferecidas ao templo, em Jerusalém, em tempos posteriores (2014, p. 100).
Então se compreende que a páscoa foi o último juízo de Deus sobe o Egito e a libertação dos israelitas da escravidão egípcia por meio do sacrifício pascal.
A palavra portuguesa páscoa vem do termo hebraico pesach, cujo sentido é passar por sobre, uma referência à páscoa original, relatada no livro de Êxodo, quando o anjo da morte passou por sobre os filhos de Israel, mas destruiu todos os primogênitos do Egito (CHAMPLIN, 2014, p.102).
II – O PENTECOSTES, A FESTA DAS PRIMÍCIAS
1- Definição.
2- O cerimonial.
3- A simbologia.
Comentário:
A festa de pentecoste ou a festa das semanas, pois a realização desta festividade acontecia sete semanas após a páscoa. Era também denominada festa das primícias, pois toda a colheita era dedicada a Deus. Enquanto, a páscoa era realizada em cerimônia doméstica, a festa de pentecoste era desenvolvida em uma cerimônia pública. Portanto, a palavra pentecostes deriva do grego pentkostes que significa quinquagésimo, o que se refere aos cinquenta dias após a Festa dos pães asmos.
A simbologia da festa das primícias corresponde diretamente com as almas que os cristãos apresentam a Cristo por meio da evangelização.
A descrição da festa de pentecostes pode ser:
Um período de alegria. Ofertas voluntárias incluindo os primeiros frutos da colheita do trigo (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, p.122).
E a razão poderá ser definida da seguinte maneira:
Para agradecer com alegria pelas bênçãos de Deus na colheita (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, p.122).
III – O DIA DE PENTECOSTES
1- Cristo, cordeiro Pascal.
2- O Pentecostes do Espírito Santo.
3- As primícias da Igreja Cristã.
Comentário:
No capítulo dois de Atos é narrado o fenômeno que se refere com a descida do Espírito Santo, em que o escritor Lucas, escreve: cumprindo se o dia de pentecoste. Seria mais um dia festivo para os israelitas, a festa de pentecoste. Porém, aquele dia de pentecoste seria diferente por alguns fatos. Primeiro aquela festa era marcada pela antecedência da páscoa com a ressurreição de Cristo. Segundo, as sete semanas da preparação foram marcadas pela manifestação de Cristo aos seus discípulos. E em terceiro, Jesus deu uma ordem aos seus discípulos: e eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder (Lc 24.49).
Para o recebimento do batismo é necessário à unidade, pois além de estarem todos reunidos em um mesmo lugar, estavam antes de tudo unidos com um mesmo propósito.
Para que ocorra o batismo, três condições são fundamentais: um candidato, um ministro e um elemento em que o candidato será imerso. Portanto, quando o batismo em ênfase é no Espírito Santo, o candidato é o crente, o ministro do batismo é Jesus Cristo e o meio em que o candidato é imerso é o Espírito Santo.
Referência:
ANDRADE, Claudionor de. Adoração Santidade e Serviço: os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 5. São Paulo: Hagnos, 2014.
GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Subsídio da EBD: As Orações dos Santos no Altar de Ouro


As Orações dos Santos no Altar de Ouro
Há quatro termos para definir e explicar à maneira em que se procede as orações: deprecações, orações, intercessões e ações de graças (1Tm 2.1). Logo, como o apóstolo Paulo instruiu o jovem Timóteo, assim também Cristo instruiu os discípulos a respeito da importância da oração.
Deprecação corresponde com súplicas em favor da necessidade pessoal ou de outra pessoa. Já o termo oração se define pela palavra diálogo ou prece. Enquanto, a palavra intercessões sugere aproximar-se com confiança colocando-se no lugar de outro, isto é, interceder é pedir em favor de alguém. E por último, ações de graças, isto é, uma atitude de louvor a Deus por todos os feitos e benefícios desenvolvidos para com os teus.
Portanto, a presente lição tem como objetivo geral conscientizar de que a nossa oração é a maior oferenda que podemos apresentar ao Pai Celeste. E como objetivos específicos:
Mostrar que somente o sumo sacerdote poderia entrar no lugar santíssimo.
Reconhecer que as orações dos santos são qual incenso precioso.
I – O LUGAR SANTÍSSIMO
1- O Lugar Santo.
2- O altar do incenso.
3- A composição do incenso.
4- A cerimônia.
Comentário:
O tabernáculo possuía 45,72m de comprimento e 22,86m de largura, e era dividido em três partes: átrio, lugar santo e lugar santíssimo. Porém, a parte interna que abrangia o lugar santo e lugar santíssimo possuía 13,71m de comprimento e 4,57m de largura.
a) O átrio. O acesso para o átrio era conhecido pelos os judeus por caminho. Este era o lugar de sacrifício onde havia dois objetos: o altar do holocausto e a pia.
No altar do holocausto três elementos eram presenciados constantemente: o fogo, a fumaça e o sangue. Fogo e fumaça correspondem com a ira de Deus manifestada pela corrupção humana. Enquanto, o sangue significava vida santificada.
Quando o sacerdote era consagrado lavava o corpo e depois os pés e as mãos, isto é, santificado para andar com Deus (os pés) e santificado para servir a Deus (as mãos).
b) Lugar Santo. A porta de acesso ao Santo era conhecida por verdade e era sustentada por cinco colunas conhecidas como os cincos dedos de Deus. Nesta repartição havia três objetos: o candelabro de ouro, a mesa dos pães e o altar do incenso.
c) Lugar Santíssimo. O véu que separava o lugar santo do santíssimo era chamado de vida. Havia nesta repartição apenas uma peça, a arca da aliança. Lugar que significava a presença de Deus. Sendo que dentro da arca havia três objetos: o maná, a vara de Arão e as tábuas da aliança. 
O maná era o alimento outorgado por Deus (Jeová Jiré, Deus da providência), a vara indicava a soberania de Deus e as tábuas salientavam a justiça de Deus. Portanto, o átrio corresponde com o lugar da reconciliação, o santo é o lugar da santificação, e o santíssimo é o lugar da glorificação com e em Cristo Jesus.
Por fim, é necessário compreender que o altar do incenso apresenta Jesus como o mediador “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Tm 2.5).
II – AS ORAÇÕES DOS SANTOS
1- A receita para uma oração perfeita: nosso incenso.
2- A oração como sacrifício ao Senhor.
3- A oração dos santos na Grande Tribulação.
Comentário:
É da responsabilidade da igreja interceder por todos os homens (1 Tm 2.1,2). Porém, o Espírito Santo conduz o cristão a orar como convém (Rm 8.26) fazendo com que as orações sejam respondidas.
 Porém, há muitas orações que não são atendidas pelas seguintes verdades:
a) Orações que são feitas com palavras repetitivas e vazias:
b) Orações que são feitas com corações ambiciosos: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tg 4.3).
c) Orações que são feitas com amargura no coração por alguém: “quando estiverdes orando, perdoai se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas” (Mc 11.25-26).
Porém, há muitas orações que são atendidas pelas seguintes verdades:
a) Orações que são feitas segundo a vontade de Deus: “e esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve” (1 Jo 5.14).
b) Orações que são feitas em nome de Jesus: “e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei.” (Jo 14.13,14).
c) Quando vivemos em plena comunhão com Deus e com sua palavra: “se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7).
Em suma, a presente lição destaca dois pontos fundamentais: o Lugar Santo e a oração. Que a cada dia Deus outorgue por meio da oração aos teus servos o gozo da Sua santidade.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Subsídio da EBD: Os Pães da Proposição


Os Pães da Proposição
Na Escritura Sagrada Jesus se apresenta como o pão da vida, logo todos os que creem nEle terão a vida eterna (Jo 6.47,48). O capítulo seis do Evangelho de João tem como assunto Jesus e os homens, e apresenta a multiplicação dos pães como acontecimento principal, sendo que o nome de Jesus no presente capitulo é, Jesus o Pão da Vida.
Portanto, a presente lição tem como objetivo geral compreender que a Palavra de Deus é o alimento que nos sustenta a alma, o coração e o próprio corpo. E como objetivos específicos:
Mostrar o significado dos pães da proposição.
Reconhecer a Palavra de Deus como pão da vida.
Conscientizar de que Jesus Cristo é o Pão que desceu do céu.
Os pães da proposição são também conhecidos como: os pães da presença, pão sagado (1 Sm 21.6) e pão contínuo (Nm 4.7). Pão da presença e sagrado, pois se localizava no Santo Lugar e pão contínuo, pois sempre estava posto sobre a mesa.
I – OS PÃES DA PROPOSIÇÃO
1- A mesa dos pães.
2- Os pães da proposição.
3- A simbologia dos pães.
Comentário:
Os pães ficavam em uma mesa de acácia (duas características definem a importância da acácia: era de cor majestosa e era resistente a insetos) de 70 cm de altura, 90 cm de comprimento e 45 cm de largura, sendo toda banhada a ouro. Sobre ela ficavam doze pães em duas fileiras. Pães produzidos pelos coatitas que eram responsáveis pelo cargo da arca, da mesa, e do candelabro, ou seja, o cuidado com o ministério da tenda da congregação (Nm 3.35).
Para os israelitas os pães simbolizavam a providência divina. Por serem também conhecidos como os pães da presença percebe-se que os israelitas tinham a presença de Deus outorgando sustento para a peregrinação em direção a Terra Prometida.
Simbolizando as doze tribos de Israel os pães correspondiam com o cuidado de Deus para com cada tribo israelita. E também se notabiliza por significar a comunhão dos israelitas para com Deus, pois, os sacerdotes os comiam no Lugar Santo (Lv 24.9).
II – A PALAVRA DE DEUS O PÃO DA VIDA
1- A Palavra de Deus é vida.
2- A Palavra de Deus é o sustento diário.
3- A Palavra de Deus é o nosso sustento específico.
Comentário:
Por ser a Palavra de Deus o Pão da Vida, percebe-se que o conhecimento desta outorga bênção espiritual, física, financeira, emocional e ministerial. Portanto, a Palavra de Deus é vida, sustento e sustento específico (isto é, sustento ímpar).
1- A Palavra de Deus proporciona vida abençoada espiritualmente. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Vida espiritual abençoada é proporcionada pelo conhecimento da Palavra de Deus.
2- A Palavra de Deus proporciona vida abençoada fisicamente. “Se vos estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7). O conhecimento da Escritura proporciona uma vida abençoada fisicamente.
3- A Palavra de Deus proporciona vida abençoada financeiramente. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estarei seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (2 Cr 20.20b). A Palavra de Deus quando conhecida pelo cristão proporciona a este bênção financeira.
4- A Palavra de Deus proporciona vida abençoada emocionalmente. “Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu todavia, me não esquecerei de ti” (Is 49.15). O conhecimento do Senhor proporciona alívio e segurança ao cristão.
5- A Palavra de Deus proporciona vida abençoada ministerialmente. “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17). O conhecimento do chamado proporciona despertamento para com a leitura da Bíblia.
A Bíblia é a palavra de Deus revelada aos homens e nela Deus é revelado como Pai e Senhor.  É a Bíblia a única regra de fé e prática do cristão, por isso, é dever de todo o cristão conhecer as Escrituras Sagradas. Por fim, o conhecimento da Bíblia proporciona uma vida abençoada em todas as áreas.
III – JESUS CRISTO, O PÃO QUE DESCEU DO CÉU
1- Jesus, o pão da vida.
2- Jesus, o pão de nossa comunhão com o Pai.
3- Dai-lhes vós de comer.
Comentário:
Jesus como o Pão que desceu do céu permite compreender a revelação de Deus por intermédio do Verbo (Jo 1.1), sendo que por meio de sua morte na cruz a comunhão com o Pai tornou-se possível, logo é imprescindível que cada cristão pregue a Palavra, em todo tempo, para que os que se encontram sedentos possam se saciar do Pão que liberta, que transforma e que leva para o céu de glória.
A um mundo faminto e desesperançado, ofereçamos o que, de fato, pode sustentá-lo: a Palavra de Deus. Soa-nos ouvidos, a ordem urgente e irresistível do Mestre: “Dai-lhes vós de comer”. Se temos o Evangelho, por que retardar a evangelização de nosso bairro? Se começarmos a falar de Jesus à nossa vizinha, em breve o nosso país experimentará um grande avivamento. Não nos esqueçamos da Obra Missionária. Regiões, como o Leste da Europa e o Oriente Médio, clamam por nossa intervenção (ANDRADE, 2018, p. 138).
Referência:
ANDRADE, Claudionor de. Adoração Santidade e Serviço: os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.

sábado, 8 de setembro de 2018

Abram-se as portas e adoremos ao Rei


Abram-se as portas e adoremos ao Rei
O presente tema descreve a abertura das portas para que o cristão adore ao Rei. Há três palavras gregas que outorgam excelente descrição para a compreensão de um elemento tão comum no dia-a-dia de todos os indivíduos.
A primeira palavra, θυρα, outorga acesso, oportunidade, ou seja, acesso livre e abundante a privilégios e bênçãos. Já a segunda palavra, θυρεόϛ, porta ou pedra fechando uma entrada, proteção ou escudo. E como terceira palavra, θυρίϛ, pequena porta, isto é, uma janela que corresponde com a prosperidade proveniente de Deus para os que são fiéis.
Cristo a porta que outorga livre acesso ao Pai
O Senhor Jesus assim disse a respeito de si mesmo: Eu Sou a porta. Qualquer pessoa que entrar por mim, será salva. Entrará e sairá; e encontrará pastagem (Jo 10.9).
Portanto, a primeira porta que cada indivíduo deverá passar chama-se porta da salvação, pois ninguém conseguirá adorar a Deus sem ter o sentimento de Cristo Jesus (Fp 2.5), sentimento este presente na vida daqueles que receberam a Jesus como Salvador.
A porta da salvação corresponde com a saída do mundo, e tendo acesso a entrada no rol de membros do corpo de Cristo, com os seguintes privilégios:
Nome escrito no livro da vida (Fp 4.3).
Direito a vida eterna com Cristo (Jo 3.16).
Tornando-se morada do Espírito Santo (1 Co 3.16).
Sendo capacitado pelo Espírito Santo por meio dos dons espirituais (1 Co 12.8-10).
E dentre outros, viver mediante o fruto do Espírito (Gl 5.23).
Em suma, os que recebem estes privilégios tem como atitude a adoração ao Senhor, logo, abra-se a porta da salvação e adoremos ao Rei, porém para que esta porta fosse aberta foi necessário o sacrifício vicário de Cristo no calvário.
Porta como passagem da perseguição à vitória
A porta da salvação outorga privilégios, já a porta como passagem da perseguição para à vitória outorga proteção, portanto, a passagem da perseguição à vitória é garantida pelo o agir de Deus.
O apóstolo Paulo assim escreveu: Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31). Muitos cristãos se preocupam com ameaças externas provenientes de pessoas ou até mesmo ameaças provenientes das hostes espirituais, porém, Paulo proporciona a seguinte compreensão se Deus é por nós quem será contra nós? A interrogação não deverá ser quem será contra nós? Mas, Deus é por nós? Pois, sendo Deus por nós não haverá leões, covas, exércitos, doenças que definirão o fim, mas em contra partida escreverão que Deus está no controle de todas as coisas e agindo Deus quem impedirá (Is 43.13).
Logo, assim como os israelitas foram protegidos por Deus do exército egípcio ao passarem pelo Mar Vermelho, os cristãos nos dias hodiernos serão também por Deus protegidos de todo o levante contra a integridade que proporciona a aliança destes com Cristo. Em fim, a presença de Jesus garante proteção (Mt 28.20).
A proteção divina proporciona aos cristãos a atitude da adoração, logo, abra-se a porta da proteção e adoremos ao Rei, porém para que esta porta seja aberta é necessário que os cristãos andem com Cristo.
Θυρίϛ, abra-se a porta da prosperidade
A descrição prosperidade no âmbito religioso tem sido alvo de críticas a aplausos, e de interpretações corretas a conclusões totalmente errôneas. Portanto, o que não se pode omitir é que Deus no desenvolver dos decretos proporciona aos seres humanos a prosperidade.
Prosperidade é a materialização que permite o olhar do ser humano ao poder contemplar o cuidado de Deus na manutenção da vida com todos os recursos, e não só na ótica generalizada, mas também no olhar impar, o cuidado de Deus para com aqueles que são fiéis no cumprimento às ordenanças presentes na Escritura Sagrada.
O profeta Isaias escreveu: Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra (Is 1.19). Se quiserdes, significa desejo ou vontade, não é pecado querer o melhor, pecado é permitir que coisas tenham o poder de tirar o olhar do cristão do alvo que é Cristo, porém trabalhar para possuir o melhor não é pecado quando este não tira o olhar do cristão da pessoa de Cristo. E obedecerdes, aqui sim Isaias permite associar a prosperidade com a fidelidade, pois quando o cristão é fiel no pouco, Deus outorga abundância de viveres.
Por meio do trabalho honesto o cristão alcança a prosperidade e também adora a Deus.
Por meio da fidelidade nos dízimos e ofertas o cristão adora a Deus.
No administrar corretamente seus bens os cristãos adoram a Deus.
A prosperidade divina proporciona aos cristãos a atitude da adoração, logo, abra-se a porta da prosperidade e adoremos ao Rei, porém para que esta porta seja aberta é necessário que os cristãos obedeçam a Cristo.
 A aplicabilidade da porta como passagem poderá sintetizar na necessidade de receber a Cristo como Salvador, andar com Cristo e obedecer a Cristo. Pois, a promessa de Deus é que as portas levantem as cabeças para a entrada do Rei da Glória que é o Senhor dos Exércitos, fato que proporcionará a adoração que perpetuará por toda a eternidade (Sl 24.9,10).

domingo, 2 de setembro de 2018

Subsídio da EBD: A Lâmpada Arderá Continuamente


Subsídio da EBD: A Lâmpada Arderá Continuamente
Na Escritura Sagrada Jesus se apresenta como luz do mundo e afirmou que todos aqueles que o segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8.12), e assim como Cristo o cristão deverá por meio da santidade ser luz para aqueles que estão em trevas, pois Cristo nos iluminou. 
Portanto, a presente lição tem como objetivo geral conscientizar de que assim com as lâmpadas do Tabernáculo brilhavam continuamente, devemos nós resplandecer neste mundo de trevas. 
E como objetivos específicos:
Mostrar a tipologia do candelabro de ouro.
Saber que Jesus é a luz eterna e perfeita.
Compreender que precisamos manter a luz brilhando continuamente.
Na Antiga Aliança o candelabro representava o testemunho, assim como o serviço dos levitas, logo o cristão como luz deverá propagar brilho sobre os que estão em trevas.
I – O CANDELABRO DE OURO
1- O fabrico do candelabro.
2- A luz do candelabro.
3- O seu lugar no candelabro.
Comentário:
O candelabro tinha como função básica conscientizar os israelitas à missão sacerdotal, profética e real. Instrumento feito de ouro, que possuía em média, 35 a 40 quilos, sendo que o ouro representava a divindade do Senhor e na emissão da luz o candelabro ratifica as três grandezas da luz: intensidade, frequência e polaridade (brilho, cor e vibração).  
O azeite que mantinha a luz do candelabro era puro e batido. Azeite batido correspondia à qualidade do produto, pois o azeite moído identificava-se como possuidor de baixa qualidade.
Portanto, o candelabro com suas lâmpadas acesas simbolizava a luz de Deus e identificava-se com a presença do Senhor no meio do arraial. Compreendendo que as sete lâmpadas correspondem com a completude do agir de Deus o que outorga olhares para o livro de Gênesis, os sete dias da criação.
II – JESUS, A LUZ ETERNA E PERFEITA
1- Jesus, a luz do mundo.
2- A Igreja é a luz do mundo.
3- O crente como luz do mundo.
Comentário:
O evangelista João apresenta Jesus na introdução de seu livro como o verbo e sobre Jesus como o verbo revelado o evangelista divide o introdutório do Evangelho em duas partes: primeira, a identidade do verbo; e na segunda, as obras do verbo.
No que corresponde à identidade do verbo percebe-se que Jesus é eterno, no princípio; é distinto do Pai, estava com Deus; e compreende também a divindade do verbo, o verbo era Deus (Jo 1.1). Já a referência às obras, quatro são: criar, iluminar, regenerar e revelar (Jo 1.3,9,12,18). Cristo ilumina pois Ele é a luz do mundo (Jo 8.12).
O cristão como luz do mundo é comparado a uma cidade edificada sobre um monte. A cidade não poderá ser escondida. Não é possível passar por um cristão e não reconhecê-lo como servo de Deus. Portanto, apenas aqueles que não demonstram mais a luz de Cristo é que são ocultados por tamanha falta de luz.
O alqueire era um recipiente utilizado para medir grãos. Sendo o cristão a luz do mundo, o mesmo, deverá estar no lugar certo para realizar a vontade de Deus. A luz não foi criada para ser limitada, mas para resplandecer e dá a luz para todos.
Logo, a luz doada pelo cristão deverá atingir primeiramente os da própria casa para que em seguida venha alcançar as demais pessoas.
O Senhor Jesus disse: enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo (Jo 9.5).
Portanto, na atualidade quem tem a responsabilidade de agir como luz do mundo é o cristão, pois Jesus tem outorgado aos seus seguidores o poder para alterar o ambiente e alterar para o bem das pessoas.
O resplandecer da luz deverá ter como objetivo único glorificar a Deus. Por fim, o cristão não tem luz própria, mas o cristão é a luz refletida da glória do Senhor Jesus.
III – MANTENDO A LUZ BRILHANDO CONTINUAMENTE
1- Nossa união com Cristo.
2- Nossa comunhão fraternal.
3- Nosso testemunho diário.
Comentário:
O cristão para resplandecer como luz tem que está em comunhão com Cristo, pois sem Cristo o próprio crente estará em trevas. O candelabro possuía sete pontas, mas correspondia a apenas uma obra, isto é, o cristão como luz deverá manter comunhão com os demais membros do corpo de Cristo.
Por fim, o valor da luz é notável no existir da luz. Pois, os benefícios da luz são inúmeros, como por exemplo: a visibilidade, o fornecimento de energia e a produção de alimentos. Logo, o cristão como luz do mundo é responsável pela visibilidade espiritual, fortalecimento dos fracos e através das boas obras da propagação do Evangelho, é responsável pela produção de novos discípulos.

domingo, 26 de agosto de 2018

Subsídio da EBD: Ofertas Pacíficas para um Deus de Paz


Ofertas Pacíficas para um Deus de Paz
A presente lição tem como objetivo geral compreender que o crente oferece sacrifícios pacíficos a Deus quando pratica e semeia a paz do Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo. E como objetivos específicos:
Mostrar a excelência da oferta pacífica.
Discutir a respeito da oferta pacífica na história sagrada.
Compreender a oferta pacífica na vida diária.
A presente lição proporciona o conhecimento a respeito da polemologia versus irenologia, polemologia corresponde com a arte da guerra, enquanto irenologia descreve o estudo sistemático da paz de acordo com várias culturas.
A respeito da paz, assim escreveu o apóstolo Paulo: se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens (Rm 12.18).
A aspiração do cristão deveria ser a de viver uma vida em paz. Mas, às vezes, a paz não depende unicamente de nós; é por isso que Paulo limita assim o mandamento: se for possível (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.396).
O termo paz proporciona a formação das seguintes bases propicias para relacionamentos satisfatórios: harmonia, saúde, integridade e bem-estar.
A paz é condição fundamental para progredirmos na união, para acolhermos os ministérios de outras pessoas e para aprendermos, ainda que através dos fracassos. O exercício dos dons deve levar à maior união e paz... Por isso, é fundamental aprendermos a tratar com ternura uns aos outros e a buscar o sumo bem de todos (HORTON, 1996, p.489).
A paz tem sua origem em Deus, isto é, paz de Deus. Porém, também há possibilidade do ser humano viver a paz com Deus, sendo que a possibilidade para tamanho ato só é possível mediante a justificação.
I – A EXCELÊNCIA DA OFERTA PACÍFICA
1- Oferta pacífica.
2- Tipos de ofertas pacíficas.
3- Objetivos das ofertas pacíficas.
Comentário:
Esta é a regulamentação da oferta de comunhão que pode ser apresentada ao Senhor: Se alguém a fizer por gratidão, então, junto com sua oferta de gratidão, terá que oferecer bolos sem fermento e amassados com óleo, pães finos sem fermento e untados com óleo, e bolos da melhor farinha bem amassados e misturados com óleo (Lv 7.11,12).
Ofertas pacíficas eram apresentadas ao Senhor com louvor e declarava publicamente a bondade de Deus com ações benevolentes para com os israelitas. Em outras palavras a oferta pacífica era o reconhecimento de que Deus era o outorgador de todas as bênçãos transformadas em benefícios para com o povo.
Portanto, as ofertas pacíficas eram divididas em: ofertas de agradecimento (Lv 7.12), oferta de voto (Lv 7.16), e oferta movida ou voluntária (Lv 7.16).
Portanto, as ofertas pacíficas tinham como objetivos: [...] aprofundar a comunhão entre Deus e o crente, e levar o ofertante a reconhecer que tudo quanto temos vem do Senhor, porque dEle é a terra e a sua plenitude (Sl 24.1). (ANDRADE, 2018, p.116).
II – A OFERTA PACÍFICA NA HISTÓRIA SAGRADA
1- Jacó, filho de Isaque.
2- Ana, mãe de Samuel.
3- Davi, rei de Israel.
Comentário:
O voto de Jacó é perceptível em Gênesis 28.20,21 e 22, onde está escrito: Se Deus estiver comigo, cuidar de mim nesta viagem que estou fazendo, prover-me de comida e roupa, e levar-me de volta em segurança à casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus. E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres certamente te darei o dízimo. Com Jacó se aprende que é necessário que o crente entenda que fazer voto não é pecado, porém o voto não poderá ser desenvolvido entorno do que é ordinário à obrigação cristã, exemplo prometer se caso receba algo passar a ser dizimista, sendo que o dízimo já é uma obrigação espiritual ao cristão.
Já a respeito da oferta de Ana percebe-se nas seguintes descrições: Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua vida, e o seu cabelo e a sua barba nunca serão cortados (1Sm 1.11). Deus honrou a Ana outorgando a ela além de Samuel três filhos e duas filhas (1Sm 2.21).
Por fim, ninguém é obrigado a realizar um voto, porém caso o faça é necessário que o cumpra, pois o comprometimento com o voto feito demonstra amor espontâneo do votante ao Senhor (Dt 23.21,22;Ec 5.4,5). Entretanto, fazer um voto era uma atitude espontânea e não necessária para o desenvolvimento da comunhão com Deus (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.344).
III – A OFERTA PACÍFICA NA VIDA DIÁRIA
1- Consagração incondicional.
2- Sacrifício de louvores.
3- Adoração contínua.
Comentário:
Atualmente os cristãos podem ofertar a Deus como oferta pacífica a santificação (consagração incondicional), a entrega de louvores, sendo esta adoração contínua.
A respeito da santificação cabe-se compreender que a santificação é a doutrina bíblica que explica a ação do indivíduo em ser separado do mundo para o uso exclusivo de Deus.
A santificação difere da justificação no que corresponde ao estado e a posição. A santificação indica o estado em que se encontra o cristão diante de Deus, enquanto a justificação corresponde com a posição do cristão diante de Deus.
Porém, existem outras diferenças importantes que ajuda a compreensão dos termos justificação e santificação.
Na justificação o indivíduo é declaro justo, já na santificação o indivíduo se torna justo.
A justificação é a ação de Deus para o bem daqueles que entregam a sua vida Cristo, enquanto a santificação é ação de Deus no indivíduo.
Por fim, a justificação outorga segurança ao cristão, enquanto a santificação torna os cristãos sãos.
Referência:
ANDRADE, Claudionor de. Adoração Santidade e Serviço: os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
HORTON, S.M. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.