Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Subsídio da EBD: Ética Cristã e Redes Sociais


Ética Cristã e Redes Sociais
A presente lição tem como objetivo geral conscientizar de que as redes sociais são um fenômeno social, porém os relacionamentos virtuais não podem substituir a relação interpessoal. A sociedade hodierna vivencia os efeitos diretos do capitalismo informacional (também chamado de técnico-científico-informacional), ou seja, um capitalismo voltado para o neoliberalismo político e para os avanços no contexto tecnológico, exemplo marcante é a internet e os seus derivados científicos.
I – REDES SOCIAIS
1- O que é a rede social?
2- Uma oportunidade para o Evangelho.
3- O uso da Rede Social.
Comentário:
O presente tópico tem como objetivo apresentar as redes sociais como um fenômeno social.
Portanto, as redes sociais podem ser consideradas de modo genérico como sites de relacionamentos. Como fator positivo, possibilitam às pessoas se relacionarem virtualmente; todavia oferecem riscos aos seus usuários (BAPTISTA, 2018, p.144).
É importante compreender que as redes sociais torna-se uma oportunidade direta para a evangelização. Pois, evangelizar por meio das redes sociais requer vocação por parte da pessoa que evangeliza, sendo que a mensagem deverá ser bíblica e cristocêntrica, e o evangelista deverá ter as habilidades específicas.
Há três tipos de chamados na Bíblia por parte de Deus ao homem:
Deus chama o homem para ser salvo.
Deus chama o homem para servir.
Deus chama o homem para ser glorificado.
Ao chamar o homem para servir, Deus proporciona meios para que este pregue o Evangelho. Na atualidade as redes sociais é um meio importante para a propagação do Evangelho.
A mensagem a ser pregada deve ser bíblica e deve ter Cristo como centro. Não é recomendável que o cristão crie discussões religiosas ou discuta religião nas redes sociais. Pois, o cristão deverá olhar para a internet como uma ferramenta para pregar-se a Cristo o único que salva e liberta o pecador de seus vícios.
II – O PERIGO DA RELAÇÃO DESCARTÁVEL E AS NOVAS TECNOLOGIAS
1- A distorção da felicidade.
2- O isolamento e a solidão.
3- Relações sociais efêmeras.
4- A falsa sensação de privacidade.
Comentário:
Mostrar os perigos das relações descartáveis e as novas tecnologias é o objetivo do presente tópico. Nos dias atuais tornou-se visível que as redes sociais aproximam os distantes e afasta os próximos. Porém, danos maiores têm sido contabilizados, que são: a distorção da felicidade, o isolamento e a solidão, relações efêmeras e a ausência de privacidade.
Para o cristão é notório que a felicidade só é possível em Cristo Jesus, porém para quem está entregue as práticas do pecado a procura da felicidade é voltada para as coisas materiais. Fato que conduz as pessoas a procurarem a felicidade em coisas fúteis e até mesmo em sorrisos falsos.
No aproximar os distantes por meio de conversas virtuais as redes sociais têm isolado os indivíduos das pessoas de seu convívio, basicamente transformando o indivíduo em uma máquina. O ser humano está integrado à tecnologia e tratado como se fosse também uma máquina. Essa falta de equilíbrio tem desencadeado crises emocionais, ansiedade e isolamento (BAPTISTA, 2018, p. 146).
Há também o curto tempo em que amizades são firmadas, pois a composição dos relacionamentos é proporcional a serem passageiras e não duradoras.
Por fim, não há privacidade nas redes sociais, sendo que a grande tristeza corresponde com a distribuição de fotos sensuais pelas redes sociais e até mesmos os nudes que provocam danos morais à pessoa, sem comentar o sofrimento originário na prática do bullying.
III – A REDE SOCIAL A SERVIÇO DO REINO
1- O bom testemunho nas redes sociais.
2- O uso correto da evangelização digital.
Comentário:
Discutir o uso das redes sociais para o sérvio do Reino de Deus é o objetivo especifico do presente tópico que descreve a respeito da importância do bom testemunho nas redes sociais para a propagação do Evangelho.
As redes sociais tem outorgar a oportunidade para a evangelização. Portanto, caberá ao cristão a estratégia para iniciar o processo da evangelização.
Logo, qual é o ponto de contato? Descubra e pregue o Evangelho.
No facebook compartilhe mensagens bíblicas, textos bíblicos e vídeos que proporcione paz para as outras pessoas. No whatsapp um meio instantâneo de comunicar permite que o cristão de maneira objetiva pregue o Evangelho.
Portanto, em tempo e fora de tempo o crente deve pregar o Evangelho. Utilize os meios digitais da melhor maneira para a propagação do Evangelho.
Referência:
BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos, enfrentando as questões morais de nosso tempo. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Subsídio da EBD: Ética Cristã e Política


Ética Cristã e Política
A presente lição tem como objetivo geral mostrar que a política faz parte da vida em sociedade e que o crente deve ter consciência política. Sendo que a verdade prática ratifica que a política faz parte da vida em sociedade, logo o cristão não vive isolado, porém o mesmo deverá ter consciência da ciência política e lembrar sempre que é o sal e luz neste mundo.
O valor do sal só é notável na ação. Pois, o sal é importante no agir. No contexto histórico o sal teve grande participação para uma das maiores inovações no mundo do trabalho, isto é, o salário. Porém, o sal tem seu valor no agir, e se para isto, o mesmo não serve, deverá ser lançado fora. Já o valor da luz é notável no existir, pois, os benefícios da luz são inúmeros, como por exemplo: a visibilidade, o fornecimento de energia e a produção de alimentos.
I – UMA PERSPECTIVA BÍBLICA DA POLÍTICA
1- Deus governa todos os aspectos da vida humana, inclusive o político.
2- Deus levanta homens que o glorifiquem na política.
3- O Estado e a política.
4- O Estado e a Bíblia.
Comentário:
O presente tópico tem como objetivo apresentar uma perspectiva bíblica da política. E conforme o apóstolo Paulo o cristão deverá ser sujeito às autoridades, desde o momento em que esta é instrumento de Deus para a perpetuação da justiça.
O apóstolo não define que o cristão deverá ser submisso a autoridade tal, como por exemplo, submisso ao governo do Brasil. O que Paulo notifica é a existência de uma humanidade em que há autoridades e submissos a esta autoridade. Deus age por meio de seus decretos e o segundo decreto de Deus se chama providência, sendo que Deus prover por meio da organização, isto é, por meio da ordem, e as autoridades existentes são constituídas por Deus para manter a ordem.
Porém, quando a autoridade palmilha na contra mão do querer de Deus as mesmas não deverão ter o respeito e nem a submissão dos cristãos, mas importa obedecer a Deus do que aos homens (At 5.29).
Em suma, a obediência à autoridade deverá ocorrer:
Porque o governo civil está sujeito ao decreto de Deus.
E também, porque o estado foi instituído para ser agente da justiça (Rm 13.4).
Porém, quando o governo deixa de exercer sua função, este deixa de ser ordenança divina, pois abandonou o propósito da sua criação. O cristão não poderá obedecer ao estado quando este requer a desobediência a Palavra de Deus. Logo, surge também a definição do dever do cristão perante a ordem pública.
As autoridades foram instituídas por Deus, logo o primeiro dever das autoridades é uma ação competente para com a organização da sociedade. A organização social do governo deverá atender as necessidades básicas do povo, como por exemplo, administrar os recursos existentes e criar estratégias para o aumento destes recursos.
Vale citar que é dever do estado promover a paz, pois não traz debalde a espada (Rm 13.4). A presença da espada indica o poder da autoridade para punir os que fazem o mal, garantindo assim a paz pública.
Por fim, as autoridades foram instituídas por Deus, logo cabe às autoridades obedecerem a Deus e a Palavra de Deus.
O dever do cristão conforme o apóstolo Paulo pode ser definido em ser sujeito pela consciência e na lealdade ao pagamento dos impostos. A sujeição pela consciência corresponde a obedecer ao governo não apenas por ser um dever civil, mas por ser um dever espiritual. Os impostos existem para serem pagos. É de responsabilidade dos cristãos o pagamento dos impostos.
Portanto, a sujeição às autoridades deverá ser interpretada no seu aspecto histórico, pois no período em que Paulo escreve a Igreja em Roma, Nero era o imperador e perseguia os cristãos.  Mesmo assim, era dever dos cristãos obedecer ao sistema governamental até o ponto em que este não desobedecesse a Lei de Deus. Pois, o sistema governamental e não o governo é proveniente de Deus.
II – A SEPARAÇÃO DO ESTADO DA IGREJA: UMA HERANÇA PROTESTANTE
1- A união entre a Igreja e o Estado.
2- A separação entre a Igreja e o Estado.
3- O Modelo de Estado Laico Brasileiro.
Comentário:
Compreender que a separação do Estado da Igreja é uma herança protestante é o objetivo específico do presente tópico.
O Edito de Constantino ou Edito de Milão reconhecia e facultava o direito de cada indivíduo seguir a religião que escolhestes. O Edito de Milão pós-fim ao segundo período da Igreja, conhecido como período da Igreja perseguida, o cristianismo neste momento histórico pode ser assim resumido:
Um dos efeitos produzidos pelas provações por que passaram os cristãos desse período, foi uma igreja purificada. As perseguições conservavam afastados todos aqueles que não eram sinceros em sua confissão de fé. Ninguém se unia à igreja para obter lucros ou popularidade. Os fracos e os de coração dobre abandonavam a igreja. Somente aqueles que estavam dispostos a ser fiéis até à morte, se tornavam publicamente seguidores de Cristo. A perseguição cirandou a igreja, separando o joio do trigo (HURLBUT, p. 63).
Logo, o Edito de Milão outorgou liberdade e tolerância religiosa. Já o Edito de Teodósio estabeleceu o cristianismo como religião oficial do Império Romano.
Sobre os resultados desta oficialização descreve Hurlbut.
Apesar de os triunfos do Cristianismo haverem proporcionado boas coisas ao povo, contudo a sua aliança com o Estado, inevitavelmente devia trazer, como de fato trouxe, maus resultados para a igreja. Se o término da perseguição foi uma bênção, a oficialização do Cristianismo como religião do Estado foi, não há dúvida, maldição.
Todos queriam ser membros da igreja e quase todos eram aceitos. Tanto os bons como os maus, os que buscavam a Deus e os hipócritas buscando vantagens, todos se apressavam em ingressar na comunhão. Homens mundanos, ambiciosos e sem escrúpulos, todos desejavam postos na igreja, para, assim, obterem influência social e política. O nível moral do Cristianismo no poder era muito mais baixo do que aquele que distinguiam os cristãos nos tempos de perseguição.
Os cultos de adoração aumentaram em esplendor, é certo, porém eram menos espirituais e menos sinceros do que no passado. Os costumes e as cerimônias do paganismo foram pouco a pouco infiltrando-se nos cultos de adoração. Algumas das antigas festas pagãs foram aceitas na igreja com nomes diferentes. Cerca do ano 405 as imagens dos santos e mártires começaram a aparecer nos templos, como objetos de reverência, adoração e culto. A adoração à virgem Maria substituiu a adoração a Vênus e a Diana. A Ceia do Senhor tornou-se um sacrifício em lugar de uma recordação da morte do Senhor. O "ancião" evoluiu de pregador a sacerdote.
Como resultado da ascenção da igreja ao poder, não se vê os ideais do Cristianismo transformando o mundo; o que se vê é o mundo dominando a igreja. A humildade e a santidade da igreja primitiva foram substituídas pela ambição, pelo orgulho e pela arrogância de seus membros. Havia, é certo, ainda alguns cristãos de espírito puro, como Mônica, a mãe de Agostinho, e bem assim havia ministros fiéis como Jerônimo e João Crisóstomo. Entretanto, a onda de mudanismo avançou, e venceu a muitos que se diziam discípulos do humilde Senhor (HURLBUT, p. 73,74).
III – COMO O CRISTÃO DEVE LIDAR COM A POLÍTICA
1- O perigo da politicagem.
2- Como delimitar a atuação da igreja.
3- Ajustando o foco da igreja.
Comentário:
Há uma necessidade exclusiva que mostra como o cristão deve lidar com a política. Não sendo desenvolvida com base na politicagem que é a utilização da política para benefícios pessoais. Logo, assim, como no Antigo Testamento Deus usou profetas, sacerdotes, sábios, juízes e reis; Deus quer usar nos dias atuais pessoas compromissada com Ele em todos os âmbitos da sociedade garantindo que as instituições: igreja, estado, família, empresa e até a escola sejam abençoados pela dimensão da graça divina.
Como carreira o cenário político é igual a qualquer outra atividade secular. Que requer desenvoltura e compromisso. Assim sendo o cristão interessado com a vida pública deverá vigiar e orar para não cair em tentação. Já se houver obreiro interessado é fundamental deixar o exercício ministerial, pois “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida” (2 Tm 2.4).
Referência:
HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. São Paulo: Editora Vida, 2001.

domingo, 3 de junho de 2018

Subsídio da EBD: Ética Cristã, Vícios e Jogos


Ética Cristã, Vícios e Jogos
A presente lição tem como objetivo geral explicar que Deus não criou o ser humano para ser escravo dos vícios nem dos jogos. Sendo que os princípios Bíblicos enaltecem ao trabalho, a vida moderada e a boa administração da família.
A Bíblia Sagrada enaltece a vida moderada, o trabalho honesto e a boa administração da família (1 Co 10.23; Ec 3.10; 1 Tm 5.8). Desse modo, as Escrituras eliminam qualquer possibilidade de o cristão envolver-se na prática os vícios ou jogos de azar (BAPTISTA, 2018, p.123).
I – VÍCIOS: A DEGRAÇÃO DA VIDA HUMANA
1- O pecado do alcoolismo.
2- A escravidão das drogas.
Comentário:
O presente tópico tem como objetivo apresentar os vícios como degradação da vida humana. As virtudes são qualidades morais e também intelectuais que caracterizam o indivíduo conduzindo-o à prática do bem. O cristão é seguidor de Jesus Cristo. O termo Cristo tem como significado ungido, e apenas os reis, sacerdotes e profetas eram ungidos na sociedade judaica. Sendo seguidor de Cristo indica que o cristão tem os sentimentos de Jesus e pratica as obras do Messias.
Fato que não se corrobora com a prática dos vícios que é o contrário da virtude, assim como o errado diverge do certo e as trevas fazem oposição à luz (BAPTISTA, 2018, p. 124).
Sobre o pecado do alcoolismo é necessário descrever que:
É um vício, assim como também é um pecado.
A embriaguez altera o raciocínio e o bom senso (Pv 31.4,5).
Conduz a pobreza e a graves problemas de saúde (Pv 23.21,31,32).
É um problema de ordem espiritual, médica e psicológica (BAPTISTA, 2018, p.124).
O fruto do Espírito que proporcionará o controle sobre o alcoolismo, assim como ao não consumir drogas, é a temperança. Temperança no grego εγκράτεια, (transliteração egkrateia) que significa autocontrole (At 24.25; Gl 5.23; 2 Pe 1.6), também poderá encontrar o termo έγκρατεύομαι  (transliteração agkrateuomai) que significa controlar-se, exercer autocontrole (1 Co 7.9; 9.25). E εγκρατής, (transliteração agkratés) definido por ter pleno controle de si mesmo, disciplinado (Tt 1.8).
Portanto, a temperança faz parte dos frutos do Espírito interligados com o relacionamento pessoal e é definido por autocontrole, ou exercício do autocontrole, e também por ser o pleno controle de sim mesmo, isto é, disciplinado. Disciplinado às questões impulsivas da carne, como sexuais e a glutonaria.
A palavra grega egkrateia significa temperança ou domínio próprio até sobre as paixões sensuais. Inclui, portanto, a castidade (HORTON, 1996, p. 492).
Gomes assim acrescenta a respeito da temperança:
Na temperança, o homem não se entrega a diversões ou prazeres dissolutos, corruptos, mas tem a posse de si mesmo, sabe controlar seus desejos, emoções (Gn 43.31). Muitos estudiosos falam que no aspecto ético o homem que tem controle de si é prova de que sua alma está agindo, de modo que ele repele aquilo que pode prejudicá-lo. Mas como isso é possível quando tudo no seu ser está contaminado pelo pecado? (2016, p. 133).
II – JOGOS DE AZAR: UMA ARMADILHA PARA A FAMÍLIA
1- A ilusão do ganho fácil.
2- Os males dos jogos na família.
3- As consequências para a saúde.
Comentário:
Por apresentar facilidade em sua propaganda, os jogos atraem inúmeras pessoas que querem ser beneficiadas, porém o que se percebe é que muitos indivíduos tornam-se presos a várias modalidades de jogos e cada vez mais se tornam endividados. Logo, compreender que os jogos de azar são uma armadilha para família é o objetivo do presente tópico.
Portanto, o jogo de azar é aquele em que o ganho ou a perca depende da sorte, fato que associa esta modalidade à cobiça. O décimo mandamento do Decálogo condena a cobiça, que é a raiz de todos os jogos de azar (Êx 20.17). (BAPTISTA, 2018, p. 127).
Os jogos de azar ensinam que o benefício de um será produzido pelo fracasso de outros. Fracasso que se estende para com a família, pois o viciado torna-se incontrolado no exercício prático das atividades cotidianas, tendo os impulsos, voltados para atos de corrupção, envolvimento com a marginalidade, violência e criminalidade, e por fim, tornando dependente de agiotas.
III – VIVAMOS UMA VIDA SÓBRIA HONESTA E FIEL A DEUS
1- A bênção da sobriedade.
2- Honestidade e fidelidade.
Comentário:
O objetivo do presente tópico é conscientizar a respeito da forma correta do crente viver: uma vida sóbria, honesta e fiel a Deus.
Uma vida sóbria corresponde com a capacidade de discernir, logo corresponde com indivíduos que conseguem discernir a negatividade em que está em torno dos vícios e dos jogos de azar. Sobriedade se notabiliza por meio da abstinência, tornando-se símbolo da moderação.
Bom seria que todas as pessoas fossem honestas para com o próximo, pois ser honesto corresponde com atos que não utiliza a exploração, isto é, denota sinceridade.
Por fim, a fidelidade corresponde ao compromisso afirmado com Deus e com a Palavra de Deus. Mesmo que alguns vícios e jogos de azar sejam lícitos pelas leis do Estado, o salvo em Jesus não se permite contaminar.
A vida sóbria é sinônimo de moderação. A honestidade denota sinceridade. A fidelidade é o compromisso do crente salvo com Deus e com a sua Palavra (BAPTISTA, 2018, p. 132).
Referência:
BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos, enfrentando as questões morais de nosso tempo. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito, como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
HORTON, S.M. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

domingo, 27 de maio de 2018

Subsídio da EBD: Ética Cristã e Vida Financeira


Ética Cristã e Vida Financeira
A presente lição tem como objetivo geral mostrar a importância de o crente administrar bem as suas finanças. Portanto, é necessário compreender que Deus é a fonte de toda riqueza e o decreto divino que corresponde com o ato de Deus prover na vida daqueles que o teme chama-se, providência.
Providência é o decreto divino que expressa o governo de Deus sobre a criação (Sl 24.1). Dois são os aspectos da providência de Deus: sustento e governo. O sustento se revela quando se afirma que Deus mantém a criação. Já o termo governo na afirmação que Deus rege, administra e gerencia a criação. Deus se revela pelo nome Jeová Jiré, quando o assunto está associado ao decreto da providência (Gn 22.13,14).
I – UMA TEOLOGIA PARA A VIDA FINANCEIRA
1- Vida financeira equilibrada.
2- O perigo do amor do dinheiro.
Comentário:
O presente tópico tem como objetivo apresentar uma teologia para a vida financeira. Dinheiro é a palavra-chave para compreender o presente tópico.
Agur assim escreveu: Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada; para que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e lance mão do nome de Deus (Pv 30. 7-9).
Logo, com base nas palavras de Agur conclui-se que uma vida financeira equilibrada não permite o cristão se entregar a uma vida libertina, entregue a atos antiéticos (venha a furtar) e nem mesmo por causa da riqueza venha negar a Deus. [...] Agur desejava dinheiro suficiente para uma vida digna que não o levasse a pecar. Ele não queria que faltasse para não ser desonesto. Nesse propósito, ele aspirava apenas à porção necessária para cada dia (Pv 30.8c). E foi exatamente assim que Cristo nos ensinou a pedir: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6.11) (BAPTISTA, p.113).
Já o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males (1 Tm 6.10). O dinheiro em si não é um mal, porém o amor ao dinheiro é a causa de toda espécie de males, como por exemplo: mal espiritual (1 Tm 6.9), físico (At 5.1-10) e social.
Ocupações não legais existem por causa do amor ao dinheiro. A prostituição é uma ocupação condenável pela Escritura Sagrada e também não é aceitável pela maioria da população global, porém, mesmo assim é um mercado atuante que movimenta milhões, abusa da inocência das pessoas, aproveita da fragilidade financeira do próximo e escraviza os indivíduos espiritualmente como também fisicamente.
Portanto, o dinheiro é um bom servo e um péssimo patrão. Juntamente com o orgulho e com o sexo fora do casamento o amor ao dinheiro tem conduzido pessoas boas à ruína. [...] Existem três espécies de pecado que se encontram na raiz da queda de qualquer cristão: é o amor pelas mulheres (imoralidade sexual); o amor pelo dinheiro (o pecado da cobiça); e o amor por posições (orgulho e apostasia) [...] A cobiça vem de uma insegurança com relação à provisão de Deus e o amor pelo dinheiro (BAPTISTA, p.115).
II – MEIOS HONESTOS PARA GANHAR DINHEIRO
1- Trabalho e emprego.
2- Escolarização e Mobilidade Social.
Comentário:
O presente tópico tem como objetivo compreender a importância de se fazer uso de meios honestos para ganhar dinheiro.
Ninguém alcançará uma vida financeira equilibrada sem trabalho, lembrando que o trabalho dignifica o ser humano. Sendo que cada indivíduo é dotado de conhecimento, habilidade e atitude.
No contexto profissional o cristão deverá ser conhecedor da sua área. Logo, como profissional o cristão deverá focar no que o mesmo é bom e isto para ser eficiente e eficaz. Na capacitação (escolarização) 80% do tempo deverá está voltado naquilo em que o profissional é bom, 15% naquilo que está aprendendo e, 5% naquilo que é necessário.
Habilidade é saber fazer. Deus outorgou segundo seus decretos habilidades aos seres humanos para que os mesmos venham a desfrutarem da vida da melhor maneira.
O conhecimento, saber, e a habilidade, saber fazer, não são os únicos elementos para que o cristão venha alcançar sucesso financeiramente, pois para a concretização é necessário o saber fazer acontecer, e isto é, chamado de atitude.
III – COMO ADMINSTRAR O DINHEIRO?
1- Fidelidade na Casa do Senhor.
2- Estabelecendo prioridades.
3- Evitando as dívidas.
Comentário:
Discutir a forma correta de se empregar o dinheiro é o objetivo específico do presente tópico. Porém, quando o assunto em foco é bênção financeira a fidelidade se divide em: fidelidade espiritual e fidelidade financeira.
A fidelidade espiritual corresponde a uma vida santa. Trata-se do cristão que é guiado pelo Espírito Santo e não pelo conselho dos ímpios, enfatiza a vida dos que estão no Caminho e não com os que estão na vereda da transgressão e, corresponde com o cristão que se reúne na congregação dos santos e não na roda dos escarnecedores (Sl 1.1-3). E para estes a promessa é “tudo quanto fizer prosperará”.
Já a fidelidade financeira corresponde a ser fiel a Deus nos dízimos e ofertas. O dízimo foi instituído por Deus para que haja mantimento. Porém o dízimo não foi instituído no período da lei e o próprio Jesus ratificou a observância do dízimo (Mt 23.23). No texto áureo do tema dízimo haverá um mandamento, trazei todos os dízimos, haverá um desafio, fazei prova de mim e também haverá uma promessa se não abrir as janelas do céu (Ml 3.10). Além dos dízimos os ensinos bíblicos sobre mordomia cristã definem e explicam com clareza sobre as ofertas. Sobre ofertas existem alguns princípios importantes, como: o princípio da motivação, o que de fato leva as pessoas a contribuírem (2 Co 9.7); o princípio da distribuição, ou seja, o que possui é distribuído; o princípio da proporção, colhe o que se planta (2 Co 9.6) e em quarto o princípio da provisão, Deus é fiel e proverá o necessário para a felicidade dos seus servos. Sendo obediente nos dízimos e nas ofertas o cristão colherá de Deus o melhor para a sua vida em todas as áreas, sejam elas: física, emocional, profissional, ministerial e principalmente espiritual.
Por fim, o cristão deverá estabelecer prioridades e evitar as dívidas.
Referência:
BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos, enfrentando as questões morais de nosso tempo. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Culto de Doutrina: A boa conduta do cristão deverá ser visível à sociedade


A boa conduta do cristão deverá ser visível à sociedade
Texto: Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei; (1Pe 2.17).
Os versículos 11 ao 17 apresentam a necessidade dos cristãos viverem uma vida santa, que apresente boa conduta perante a sociedade como forasteiros exemplares. O apóstolo descreve a importância do abster das concupiscências da carne, ratifica a necessidade de viver honestamente por meio da manifestação das boas obras e fortifica no que corresponde o obedecer às autoridades, portanto sem deixar de temer a Deus.
Honrai a todos
Com base na dissertação de Pedro de se abster das concupiscências da carne pode-se sintetizar na seguinte descrição, honrar a todos. Pois, quando se desenvolve a concupiscência percebe-se que o desejo exagerado proporciona ações desrespeitosas para com o próximo.
Nos escritos do evangelista João nota-se a concupiscência dos olhos, da carne e a soberba da vida sendo trabalhadas separadamente (1 Jo 2.16). O desejo exagerado dos olhos possibilita o observar de maneira viciosa para com o próximo retirando assim o espaço do outro, isto, porque se relaciona a ambição ou ao materialismo.
Fato que se torna real no que corresponde também à concupiscência da carne, o desejo de tomar como posse, totalmente voltado para os prazeres pecaminosos de natureza sexual. Enquanto, a soberba da vida é o desejo exagerado referente ao orgulho.
Portanto, quando o indivíduo se desprende de todo o sentimento de prisão pecaminosa terá a condição nata de honrar a todos, mas enquanto isto não ocorre percebe-se que as concupiscências da carne impedem tais atitudes. Em suma, o cristão tem como dever tratar a todos com muito respeito.
Amai a fraternidade
Descrição que bem explica as seguintes palavras: tendo o vosso viver honesto entre os gentios. Logo, a honestidade é o respeito obtido pela vivência da boa conduta. Mas, amai a fraternidade proporciona um relacionamento especial com os irmãos, isto é, o amor é à base de todo relacionamento.
É necessário que os cristãos da atualidade viva de maneira irrepreensível, pois aqui na terra a igreja é forasteira.
Honrai o rei
As autoridades foram instituídas por Deus, logo cabe às autoridades obedecerem a Deus e a Palavra de Deus.
O dever do cristão conforme o apóstolo Paulo pode ser definido em ser sujeito pela consciência e na lealdade ao pagamento dos impostos. A sujeição pela consciência corresponde a obedecer ao governo não apenas por ser um dever civil, mas por ser um dever espiritual. Os impostos existem para serem pagos. É de responsabilidade dos cristãos o pagamento dos impostos.
Porém, em uma sociedade democrática, o cristão tem parte na administração civil, devendo fazer tudo aquilo que lhe é possível para que as ações dessa autoridade estejam em conformidade com a Lei moral de Deus (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.398).
Portanto, a sujeição às autoridades deverá ser interpretada no seu aspecto histórico, pois no período em que Paulo escreve a Igreja em Roma, Nero era o imperador e perseguia os cristãos.  Mesmo assim, era dever dos cristãos obedecer ao sistema governamental até o ponto em que este não desobedecesse a Lei de Deus. Pois, o sistema governamental e não o governo é proveniente de Deus.
Por fim, o temor ao Senhor corresponde com a real reverência a Deus, que é a base do relacionamento do cristão, pois foi Ele que elegeu as autoridades e requer que o crente seja um autêntico adorador.
REFERÊNCIA
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Subsídio da EBD: Ética Cristã e Planejamento Familiar


Ética Cristã e Planejamento Familiar
A presente lição tem como objetivo geral conscientizar a respeito da importância do planejamento familiar.
O termo casamento no contexto Bíblico é definido por ser uma união entre duas pessoas, de sexo diferente, que tem como propósito constitui filhos, logo o planejamento familiar passa a ser importantíssimo para estudo e compreensão como se deve proceder.
I – CONCEITO GERAL DE PLANEJAMENTO FAMILIAR
1- Controle de natalidade.
2- Planejamento familiar.
Comentário:
O presente tópico tem como objetivo apresentar o conceito geral de planejamento familiar.
As palavras-chave para o presente tópico são: controle (neste caso o controle de natalidade), e planejamento (aqui correspondente a planejamento familiar).
O controle de natalidade se descreve por ações governamentais para diminuir o número de nascimento ou até mesmo impedir que ocorra nascimento de crianças, em muitos dos casos a ocorrência de aborto e infanticídio. Sobre o aborto vale relembrar o que foi estudado na lição 04: Ética e o Aborto.
A palavra aborto vem do latim abortum, do verbo abortare, que significa: pôr-se ao sol, desaparecer no horizonte e daí morrer, perecer. Os médicos definem aborto como a expulsão espontânea ou provocada do feto antes do sexto mês de gestação, isto é, antes que o feto possa sobreviver fora do ventre materno. “Interrupção da gravidez antes que o feto tenha se desenvolvido o suficiente para ser viável”. (LOPES, p.483).
As principais legislações históricas foram contrárias à prática do aborto, porém na modernidade, exemplo o Brasil o aborto é permitido no caso em que haja o risco de vida da mulher, abuso sexual e anencefalia.
Biblicamente interromper a vida é pecado, pois quem outorga a vida é quem tem direito de tirá-la. Logo, Deus está sobre todos, Ele outorga a vida, é Ele quem a tira.
Percebe-se também que desde a Igreja primitiva os cristãos tem se manifestado contrário à prática do aborto. Sendo assim na modernidade os cristãos não poderão se silenciar ou até mesmo apoiar, mas deverá sempre propagar o direito da vida, pois:
Aceitar o aborto é intervir no direito de alguém nascer, sem falar que se trata de um assassinato (LOPES, p.491).
Já a respeito do planejamento familiar pode dizer que corresponde com a instituição responsável da paternidade-maternidade, que se trata de uma ação voluntária por parte dos pais não correspondendo a uma imposição do Estado. São exemplos de fatores observados no planejamento familiar:
Saúde dos pais;
Condições financeiras e a renda da família;
O tempo de uma gestação para a outra;
E o espaçamento do nascimento entre um e outro filho (BAPTISTA, p.104).
II – O QUE AS ESCRITURAS DIZEM SOBRE O PLANEJAMENTO FAMILIAR
1- A família e a procriação da espécie.
2- O planejamento familiar no Antigo Testamento.
3- O planejamento familiar no Novo Testamento.
Comentário:
Compreender o que as Escrituras Sagradas dizem a respeito do planejamento familiar é o objetivo específico do presente tópico.
Possuir filhos no Antigo Testamento era dádiva divina e ter muitos filhos era a concretização da benevolência de Deus, outorgando felicidade ao casal, fato perceptível na vida de Ana antes de ter os seus filhos, sendo descrita na Bíblia pela sua infelicidade, porém ao conceber nota-se a presença de um ar de alegria.
Já no Novo Testamento compreende-se que a intervenção divina está presente no fator de multiplicação do uma casa para outra, verdade ratificada pelos exemplos de Maria e Isabel.
III – ÉTICA CRISTÃ E O LIMITE DO NÚMERO DE FILHOS
1- A questão do fator de multiplicação.
2- A questão ética no planejamento familiar.
Comentário:
Para muitos cristãos quando se fala sobre planejamento familiar vem logo na mente a quantidade de filhos, sendo a grande pergunta: limitar o número de filhos é pecado? Logo, o objetivo específico do presente tópico é discutir a ética cristã e o limite do número de filhos.
Sendo que Baptista responde a pergunta acima da seguinte maneira:
[...] Portanto, o mandamento de multiplicação é cumprido quando o casal gera um filho, pois eram duas pessoas e agora passaram a ser três. Deve-se ainda entender que a ordem de procriação é geral e não específica, ou seja, Deus ordenou a reprodução da raça, e não obrigatoriamente que cada pessoa se reproduza. Em consequência, algumas pessoas vão reproduzir muito, outras vão reproduzir pouco e outras não vão reproduzir (p. 110).
Referência:
BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos, enfrentando as questões morais de nosso tempo. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
LOPES, Jamiel de Oliveira. Psicologia Pastoral, a ciência do conhecimento humano como aliada ministerial. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.