Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Subsídio da E.B.D: O Senhor e Salvador Jesus Cristo

O Senhor e Salvador Jesus Cristo
O objetivo geral da presente lição é explicar porque a Igreja crer que Jesus é o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus e plenamente homem; e terá como texto básico o Evangelho de João 1.1-14, passagem Bíblica que poderá ser dividida em duas partes explicativas a respeito de Jesus: primeira, a identidade de Jesus e a segunda as obras desenvolvidas por Jesus. Conforme João 1.1, Jesus é Eterno, no princípio era o Verbo; Jesus é distinto de Deus (Pai), e o Verbo estava com Deus; e Jesus é Deus, e o Verbo era Deus. Enquanto, os versículos 3, 9, 12, 18, apresentam as obras do Verbo (Jesus) criar, iluminar, regenerar e revelar.
I – O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS
Conforme o propósito da escrita do Evangelho de João percebe-se que o evangelista tinha como objetivos que os leitores cressem que Jesus é o Cristo (frase voltada para os judeus) o Filho de Deus (frase direcionada para os gentios).
O termo Filho de Deus descreve a divindade de Jesus, isto é, Jesus tem a mesma natureza e substância do Pai.
Da seguinte maneira Soares chama atenção para com o termo Filho de Deus:
O conceito de Pai-Filho, na divindade, não deve ser confundido com o processo de reprodução humana nem com o relacionamento pai-filho numa família natural... Jesus é chamado de Filho de Deus no Novo Testamento porque Ele é Deus e veio de Deus (2017, p.56,57).
Já o termo Unigênito outorga o significado de único, o único do tipo ou da espécie.
A ideia não é de único gerado, embora o termo gerado não seja, em si mesmo, sinônimo de criatura, contudo, a pré-existência de Cristo é eterna por isso ele é chamado de Pai da Eternidade (Is 9.6). (SOARES, 2008, p.37).
II – A DEIDADE DO FILHO DE DEUS
Conforme João 1.1, três são as frases que descrevem a identidade de Jesus: Ele é eterno (definição que permite afirmar que Jesus possui atributos que são pertencentes apenas a Deus, logo, Jesus é Deus); Ele é distinto do Pai (caracteriza que Jesus possui forma e função diferente do Pai); Ele é Deus.
Jesus é Deus porque Ele tem os nomes de Deus, os atributos de Deus e faz as obras de Deus.
Jesus é identificado pelos nomes de Deus:
Deus. Mas, acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre, e: cetro de equidade é o cetro do teu reino (Hb 1.8).
Filho de Deus (Mt 16.16,17), Santo (At 3.14), Senhor (At 9.17).
Jesus possui os atributos divinos:
Eterno. No princípio era o Verbo (Jo 1.1).
Onipotência (Mt 28.18), onipresença (Mt 18.20), onisciência (Jo 1.47,48).
Jesus é identificado como agente das obras desenvolvidas por Deus:
Criador. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez (Jo 1.3).
Preservador de tudo (Hb 1.3), perdoador de pecados (Mc 2.5,10,11), doador da vida (Fp 3.21). Ofícios e funções que pertencem distintamente a Deus, são atribuídos a Jesus Cristo (BANCROF, 2006, p. 123).
III – A HUMANIDADE DO FILHO DE DEUS
Conforme João 1.14, o Verbo se fez carne, verdade que se trata da encarnação do Verbo, ou seja, Jesus se fez carne.
A necessidade da encarnação do Verbo tendo como foco a morte de Jesus na cruz pode ser definida em:
1- A Santidade de Deus tornou-a necessária (Hc 1.13).
2- O amor de Deus tornou-a necessária (1 Jo 4.10).
3- O pecado do homem tornou-a necessária ( 1 Pe 2.25).
4- O cumprimento das Escrituras tornou-a necessária (Lc 24.25-27).
5- O propósito de Deus tornou-a necessária (At 2.23). (BANCROF, 2006, p. 143-145).
Ao relatar a respeito de Jesus como homem é necessário entender que Jesus em sua natureza humana teve mãe e não teve pai. Jesus em sua natureza divina tem Pai e não tem mãe.
A expressão: a virgem conceberá e dará à luz um filho, outorga a ratificação das duas naturezas do Messias. A virgem, sem atuação do homem, indica que esta concebeu por intermédio do Espírito Santo (Mt 1.20), logo, a presente afirmativa ratifica a natureza divina de Jesus. A virgem, referência à mulher, indica a natureza humana de Jesus.
Assim como todo ser humano, Jesus também passou pelo desenvolvimento físico, teve a sua infância, cresceu no meio de pessoas que faziam parte do seu dia a dia, foi ensinado conforme os princípios dos judeus. Portanto, como homem Jesus teve um físico limitado, tanto pelo tempo como pelo espaço. Pelo tempo, pois conforme a condição do físico humano, Jesus como qualquer homem teria um período de vida limitado. Pelo espaço, pois conforme a condição do físico humano, Jesus como qualquer homem teria um limite no desenvolvimento corporal.
Jesus cuidou do seu corpo, pois quando estava cansado, Ele descansou, e por descansar se pode afirmar que Jesus apresentou em sua encarnação a humanidade do Filho Unigênito de Deus.
Referência:
BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.
SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

SOARES, Esequias. Cristologia, a doutrina de Jesus Cristo. São Paulo: Hagnos, 2008.

domingo, 9 de julho de 2017

Subsídio da E.B.D: A Santíssima Trindade: um só Deus em três pessoas

A Santíssima Trindade: um só Deus em três pessoas
Há um só Deus existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. A doutrina que explica a existência de um Deus em três pessoas é chamada de doutrina da Trindade, que difere do unicismo e do triteísmo. Historicamente é necessário saber que o termo trindade foi usado pela primeira vez por Tertuliano.
Historicamente, a Igreja formulou a doutrina da Trindade em razão do grande debate a respeito do relacionamento entre Jesus de Nazaré e o Pai. Três pessoas distintas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – são manifestadas nas Escrituras como Deus, ao passo que a própria Bíblia sustenta com tenacidade o Shema judaico: Ouve, Israel o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor (Dt 6.4). (HORTON, p.158)
Portanto, a doutrina da Trindade é Bíblica e foi ratificada pelos primeiros pais da Igreja e explicada da seguinte maneira, único Deus existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
Sobre o triteísmo assim define Champlin:
Triteísmo é uma forma de teísmo, fazendo contraste com o deísmo. De acordo com o triteísmo, existem três deuses, todos eles interessados no homem, intervindo na história humana, recompensando e punindo (2014, p. 503).
Já sobre os unicistas percebe-se que esta doutrina explica a existência de único Deus e uma única pessoa que manifestou em épocas distintas.
I – CONSTRUÇÕES BÍBLICAS TRINITÁRIAS
Conforme 1 Co 12.4-6 percebe-se que há unidade na diversidade, isto é, três pessoas distintas, único Deus. Já em 2 Co 13.13 entende-se que a fonte da graça de Jesus Cristo é o amor do Pai mediante a ação do Espírito Santo em outorgar consolo aos fiéis. O apóstolo Paulo para a Igreja em Éfeso explica a diversidade de operações, porém ratifica as funções na unidade de Deus.
Conforme o escrito da revista, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são iguais em poder, glória e majestade, fato que proporciona a compreensão da defesa de Tertuliano ao afirmar que ambos são de mesma condição, status; de mesma substância; e, de mesma essência (SOARES, p.35).
A unidade na diversidade é definir que as pessoas da Trindade possuem vontade própria, forma própria e aspectos próprios à identidade.
II – O DEUS TRINO E UNO
Há inúmeros versículos que faz referência a divindade de Jesus Cristo:
Em Isaías 7.14 – Emanuel, Deus Conosco, isto é, Jesus é chamado de Emanuel.
Em Isaías 9.6 – Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, isto é, Jesus é chamado de Deus Forte, nome que revela um dos atributos pertencente unicamente a Deus.
Sobre João 5.23, assim escreveu Soares:
O Senhor Jesus ensinou que a honra devida ao Pai é a mesma devida ao Filho. Isso significa que o cristão deve adorar o Pai da mesma maneira que adora o Filho (2008, p.53).
Já no que corresponde ao Espírito Santo percebe-se que Ele é Deus e é uma pessoa.
Há três razões determinantes em afirmar que o Espírito Santo é uma pessoa.
A primeira afirmação indica que Ele age como uma pessoa, pois o Espírito Santo ensina (Jo 14.26), testifica de Cristo (Jo 15.26), fala com os salvos (At 8.29) e chama os obreiros (At 15.26). Somente uma pessoa pode ensinar a outros, testificar de outro, falar com outros e chamar a outros.
Já a segunda afirmação em ser o Espírito Santo uma pessoa está diretamente associada às características de uma pessoa. Pois, o Espírito Santo possui conhecimento (1 Co 2.1), possui vontade (1 Co 12.11) e ama (Rm 15.30). Apenas uma pessoa se caracteriza pelo conhecimento, pela vontade e pelo amor, e estas características definem que o Espírito Santo é Deus.
E a terceira característica em ser o Espírito Santo uma pessoa é porque na Bíblia Ele é tratado como uma pessoa. Dois exemplos corroboram esta afirmativa, o primeiro em Efésios 4.30, quando Paulo aconselha a não entristecer o Espírito Santo e o segundo quando Jesus ensinou a respeitou da blasfêmia contra a Terceira Pessoa da Trindade (Mt 12.31).
Assim como há três razões que caracteriza ser o Espírito Santo uma pessoa, percebe-se que também há três razões que define ser o Espírito Santo Deus.
1- O Espírito Santo tem os atributos de Deus. O Espírito Santo é eterno (Hb 9.14), logo, Ele não é limitado pelo tempo, pois Ele existe deste toda a eternidade. Bancroft afirma: assim como a eternidade é atributo ou característica da natureza de Deus, semelhantemente a eternidade pode ser e é atribuída ao Espírito Santo como uma das distinções pessoais no Ser de Deus (p.188).
Ele é eterno, sempre foi, é e será. Não tem princípio nem fim. O Espírito Santo não apareceu repentina e abruptamente quando foi enviado à terra para dar poder aos crentes, depois da ascensão de Cristo. Fiel, constante e amoroso – Ele é e sempre será o mesmo e, o eterno Espírito Santo, jamais deixará você cair. Ele é o mesmo, ontem, hoje e sempre (HINN, p 53).
O Espírito Santo também é onisciente, pois o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus (1 Co 2.10).
O Espírito Santo também é onipresente (Sl 139.7-10) e onipotente (Gn 1.2), para Hinn a onipotência do Espírito Santo é demonstrada em três atos poderosos: criação, trazer o universo do nada; animação, dar vida ao que estava sem vida; e ressurreição, trazer vida da morte (p.51).
2- O Espírito Santo tem os nomes de Deus. Ele é chamado de Espírito de Deus (1 Co 3.16), nome que indica ser Ele Deus. Sendo Ele Deus percebe-se que Ele é o poder e a energia pessoais da Divindade (BANCROFT, p.188).
A Terceira Pessoa da Trindade também é conhecido pelo nome Espírito de Deus, nome que está associado a poder, profecia e direção. O Espírito de Deus pairava sobre as águas (Gn 1.2), aqui associado ao poder de criar. O Espírito de Deus se apoderou dele, e profetizou (1 Sm 10.10), aqui associado à comunicação. Por fim, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus (Rm 8.14), aqui associado à direção.
3- O Espírito Santo faz as obras que somente Deus pode fazer. Três são as obras divinas nítidas na pessoa do Espírito Santo: criação, predição e regeneração (Gn 1.2, Jo 3.1-7).
III – AS CRENÇAS INADEQUADAS
O movimento monarquianista negava a distinção das Pessoas da Trindade, e ensinava que Jesus era o próprio Pai, que nasceu, sofreu, morreu e ressuscitou ao terceiro dia. Para Tertuliano os adeptos do movimento monarquianista, expulsaram a profecia e introduziram a heresia (apud SOARES, 2017, p. 35).
Contrário a esta doutrina surge o arianismo que não acreditava na divindade de Jesus, enfatizando que Jesus era um filho de Deus, criado e não ser um criador.
IV- RESPOSTA ÀS OBJEÇÕES ACERCA DA TRINDADE
Conforme a verdade prática:
Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo iguais em substância, glória, poder e majestade.
E para convalidar o ensinamento da Igreja ao longo da história do cristianismo o evangelista Mateus o escreveu as seguintes palavras do Senhor Jesus:
Portanto, ide, ensinais todas as nações batizando-as em nome do Pai e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19).
Referência:
BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.
HINN, Benny. Bem-vindo, Espírito Santo. São Paulo: Bom Pastor, 2015.
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

SOARES, Esequias. Cristologia, a doutrina de Jesus Cristo. São Paulo: Hagnos, 2008.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Culto de Doutrina: Jesus ensinando sobre o Reino de Deus

Jesus ensinando sobre o Reino de Deus
Texto: Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus (Mt 12.28).
O ensino de Jesus concernente ao Reino de Deus nos permite entender que este é abrangente, isto por que o Reino vai além da salvação e além da Igreja. A Igreja faz parte do Reino, porém não é o Reino, pois no Reino Deus se revela com poder, com glória e com prerrogativas contra o domínio de Satanás. Portanto, o Reino dos Céus é a demonstração do poder de Deus em ação. O que corresponde com o domínio espiritual divino no meio de seu povo.
Seguem-se cinco verdades sobre o Reino de Deus.
1- O Reino de Deus é poder em ação. O Reino de Deus é primeiramente uma demonstração de poder em ação, fato que indica, Deus tem todo o domínio sobre as hostes espirituais, sobre o pecado, sobre a morte, sobre as enfermidades, enfim sobre todas as coisas.
2- O Reino de Deus é abrangente na atribuição do poder. Segunda verdade importantíssima sobre o Reino corresponde com a abrangência do poder de Deus:
1- Abrangência do poder de Deus sobre Satanás: pois, a chagada do Reino é o início da destruição do domínio do inimigo (Mt 12.28), livramento dos indivíduos da submissão e da escravidão ao diabo.
2- Abrangência do poder de Deus sobre as enfermidades: milagres operados são demonstrações diretas da abrangência do Reino.
3- Abrangência do poder de Deus em outorga de salvação: sendo que por meio da salvação o indivíduo santifica a sua vida para aproximar se mais do Senhor.
4- Abrangência do poder de Deus em outorga de dons espirituais conferidos por meio do batismo no Espírito Santo. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós (At 1.8), virtude do grego permite se definir como poder real ou poder em ação. Poder em Atos 1.8 vai além de força ou capacidade, isto é, o batismo no Espírito Santo outorga o poder pessoal do Espírito Santo ao cristão.
3- O Reino de Deus possui aspectos que abrange o tempo. Em terceiro o Reino dos Céus possui aspectos que corresponde ao presente como também ao futuro. Sendo o Reino uma manifestação do poder de Deus em ação permite entender que nem todos são conduzidos por Deus no presente, pois nem todos se livraram do domínio do pecado, porém no futuro Jesus há de mostrar sua glória e poder no estabelecimento do Reino Eterno, sendo sobre todos os que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro. Portanto, o Reino de Deus é eterno, abrange os tempos, não se limita ao tempo, pois o governo é Eterno.
4- O Reino de Deus possui mistérios revelados nas parábolas. Já em quinto percebe que o Reino possui mistérios que são identificados nas parábolas. Parábolas é uma alegoria retirada da experiência diária de pessoas.
1- O Reino de Deus está operando entre os homens. Verdade compreendida com a parábola dos quatro tipos de solos (Lc 8.4-15). Mistério notável, o Reino de Deus não é uma imposição às pessoas.
2- O Reino de Deus é de valor inestimável. Verdade presente na parábola do tesouro e da pérola (Mt 13. 44-46).
3- O Reino de Deus convida a todos. A parábola da rede (Mt 13. 47,48), em que todos os peixes foram conduzidos a rede e depois foram separados, os bons foram retirados e os ruins foram jogados fora.
5- O Reino de Deus tem o amor como padrão ético. A quinta verdade sobre o Reino se resume na palavra amor. O amor é a base ética para a convivência dos cristãos, assim como de todas as pessoas. Na ética do Reino o amor possui três dimensões: interior, exterior horizontal e exterior vertical.
Amar a si mesmo, frase que indica a dimensão interior, o indivíduo que rejeita a sim mesmo, que não consegue aceitar suas características físicas ou genéticas, necessariamente precisa compreender o que significa o amor. Aqui nasce um princípio fundamental da ética cristã, aceitar a si mesmo como é, fato que proporciona ações em prol da vida e nunca ações que busque a solução dos problemas no suicídio.
Amar o próximo, frase que indica a dimensão exterior horizontal, amor como fruto do Espírito. Aqui se encontra o seguinte princípio da ética cristã, aceitar o próximo como ele é, nunca rejeitar a pessoa em si, porém nem sempre ser convivente com as ações desenvolvidas pelo indivíduo. Amar as pessoas e não as práticas pecaminosas das pessoas.
Amar a Deus acima de todas as coisas, frase que indica a dimensão exterior vertical, o amor a Deus por parte do homem deve ser exclusivo (Mt 6.24), alicerçado na gratidão (Lc 7.42), obediente (Jo 14.15) e comunicativo. Já o princípio da ética, presente da dimensão exterior vertical corresponde com gratidão e doação para com Deus e para com o Reino de Deus.

A Igreja não é o Reino, mas a Igreja é a proclamadora do Reino, portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19).

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Subsídio da E.B.D: O Único Deus Verdadeiro e a Criação

O Único Deus Verdadeiro e a Criação
O texto áureo ratifica a existência de um único Deus, palavras ditas pelo Senhor Jesus (Mc 12.29). Já a verdade prática confirma o versículo do texto áureo e acrescenta a criação como obra do Deus de Israel.
A existência de um único Deus e a criança são fatores definitivos para que na Bíblia não haja espaço para a teoria do evolucionismo.
I – O ÚNICO DEUS VERDADEIRO
Monoteísmo é a crença em um único Deus, enquanto o politeísmo é a crença em várias divindades. Já o panteísmo é a crença que Deus é tudo e tudo é deus, para Claudionor de Andrade “nesse sistema, não se faz distinção entre o Criador e a criatura”.
O versículo: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da escravidão” (Êx 20.2), possui duas cláusulas.
A primeira cláusula descreve a pessoa de Deus, Eu sou o Senhor, teu Deus. Cláusula que ratifica a existência de um único Deus, sendo este Senhor, isto é, misericordioso, e sendo Deus, isto é, o Todo Poderoso.
Já a segunda cláusula fala da ação divina em libertar o povo de Israel da escravidão, que te tirei da terra do Egito, da casa da escravidão.
Retornando ao monoteísmo percebe-se que o Deus adorado pelos israelitas é o mesmo Deus adorado pelos cristãos, porém no que corresponde a Alá, deus dos muçulmanos, não se identifica em grau histórico, nem teológico com o Deus dos cristãos. Sendo que Alá era um dos deuses existentes em Meca, em pleno século VII.
II – CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO
A primeira coisa que se pode notar correspondente à criação versus a evolução está relacionada diretamente às palavras: doutrina e teoria. A palavra doutrina corresponde com estudo definitivo, enquanto teoria corresponde com aquilo que ainda não se definiu. Claro que a criação é uma doutrina que se define no âmbito religioso pela palavra fé.
Em segundo, a criação apresenta uma ordem perceptível nos seguintes fenômenos:
A duração de um dia (aproximadamente 24 horas).
A gestação de um ser.
O desenvolvimento harmônico de um ser no ventre materno.
A existência de um satélite natural que em harmonia se relaciona com a Terra.
A maneira harmônica e dependente de cada órgão dos seres vivos e como estes se estabelecem.
Enquanto que o evolucionismo tenta explicar a harmonia e a ordem na existência de todas as coisas com as palavras: evolução, adaptação e seleção natural.
III – A CRIAÇÃO
O termo utilizado em hebraico para criar é bará, que significa uma ação divina que produz um resultado novo e imprevisível. Em seis dias tudo foi criado, fato ratificado no primeiro capítulo da Bíblia. Portanto, Deus é o criador de todas as coisas e o ato de criar é pertencente somente Ele.
Em seis dias todas as coisas foram criadas. A criação foi conduzida por uma ordem, pois Deus já na criação demonstrava para a sua obra prima que a ordem é de total importância para a concretização do inexistente e do inesperado.
O homem é considerado a obra prima: o homem foi criado de forma diferente. Os demais seres, tantos os inanimados como os vivos, foram criados pelo poder da Palavra de Deus: haja luz (v.3), haja uma expansão no meio das águas (v.6), produza a terra (v.11), haja luminares (v.14), produza as águas abundantemente... (v.20). Porém, no sexto dia a Palavra divina foi, façamos o homem (v.26) que no capítulo dois de Gênesis estará escrito à forma em que explica o modo da criação do homem, Deus tocou ao criar o homem. Deus mudou o modo no sexto dia da criação, porque ali estava a obra prima da criação.
O homem é o único ser da criação a receber uma missão da parte de Deus. Primeiramente o homem recebeu o mandamento cultural, frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra (v.28), e em segundo, o controle da administração com o direito de sujeitar e dominar os demais seres vivos, e por poder ser beneficiado pela natureza (vv. 29,30).
Referência:

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Culto de Doutrina: Não temas, eis que Deus te deu esta terra diante de ti

Não temas, eis que Deus te deu esta terra diante de ti
Texto: Eis que o Senhor, teu Deus, te deu esta terra diante de ti; sobe e possui-a como te falou o Senhor, Deus de teus pais; não temas e não te assustes (Dt 1.21).
Deus fez promessa ao patriarca Abraão, as confirmou ao patriarca Isaque e as ratificou a Jacó. O povo se multiplicou e perante as terras da promessa estavam, porém o povo não confiou na Palavra do Senhor. Após testemunharem inúmeros milagres o povo temeu ao inimigo e desacreditou na Palavra de Deus. Fatos que demonstram a incapacidade humana e a total dependência do homem para com Deus.
Deus é fiel em cumprir a sua Palavra, a nação de Israel temeu aos homens e foi penalizada, demorando em anos para entrar na terra prometida, porém em tudo Deus tem um propósito específico.
Deus é fiel para cumprir o que tem prometido
Israel como nação foi erguida por Deus, cumprimento da promessa ao patriarca Abraão (Gn 12.2). Jesus o Salvador de todos aqueles que crerem, nasceu de uma virgem, morreu em uma cruz e ressuscitou ao terceiro dia, para cumprir a promessa de salvação outorgada a humanidade (Gn 3.15; Is 53). Logo, Deus fez promessas abrangentes, ou seja, de cunho geral, abrangendo uma nação e até a humanidade.
Mas, Deus também fez promessas restritas, isto é, tendo como foco o indivíduo e a família do indivíduo. No caso de Davi, o Senhor fez promessa com tríplice alcance: um trono, um reino e um rei (2 Sm 7.8-17). Sendo esta promessa ao monarca Davi de cunho restrito a sua pessoa e a sua família.
Porém, todas as promessas, sendo elas abrangentes ou restritas, são proporcionais em outorga para com as pessoas que comungam da mesma geração do receptor da promessa. A promessa a Davi, de um rei, tem como fator decisivo abençoar todas as pessoas da terra.
Passe o tempo que for necessário, mas a promessa de Deus cumprirá.
Veracidade notável na biografia de Calebe, que juntamente com Josué, foram os únicos homens que entraram na terra prometida (Dt 1.35-38). Calebe esperou 45 anos para que os seus olhos contemplassem o cumprimento da promessa de Deus (Js 14.10).
Os descrentes para com as promessas possuem habilidades para esmorecer os filhos da promessa
Dos doze espiões apenas dois continuaram acreditando na ação Divina em outorgar a terra prometida para a nação de Israel. Porém, dez temeram os moradores da terra. O fator decisivo foi que os dez medrosos passaram a sua descrença para com os maiorais de Israel. Há uma crise espiritual identificada de crise do presente, isto é, as pessoas acreditam que Deus fez no passado e acreditam que Deus fará no futuro, porém não acreditam que Deus continua a fazer no presente.
Porém, o desacreditar definiu aquela geração de homens incapacitados e totalmente dependentes, mas estes não souberam depender de Deus. Sendo que o fracasso daqueles homens foi definido pelo o não confiar em Deus.
Assim também na modernidade, os fracassos são definidos e estabelecidos por pessoas que não confiam na Palavra de Deus.
Deus tem um propósito específico
Os quarentas anos em que o povo de Israel palmilhou no deserto tiveram como objetivos:
Formar uma nação forte e temente a Deus.
Conduzir o povo a dependência Divina.
Mostrar aos israelitas que Deus está no controle de todas as coisas.
Josué foi o líder escolhido por Deus para conduzir o povo a entrar na terra prometida. Os anos se passaram, mas a promessa de Deus para com Israel não foi esquecida com o tempo. A lição que se aprende é que Deus não se esquece das promessas proferidas para com o seu povo.
Portanto, a promessa de Deus para com Israel se tratava da terra prometida, porém para o cristão ou para com a igreja local, a promessa terá abrangência específica. O certo é que Deus é o mesmo, Ele não mudou, e Ele é fiel para cumprir todas as promessas.

Em suma, Deus é contigo, confie e espere nEle! 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Subsídio da E.B.D: Inspiração Divina e Autoridade da Bíblia

Inspiração Divina e Autoridade da Bíblia
A Bíblia é o livro sagrado dos cristãos. Em termos práticos a Bíblia é uma biblioteca, pois nela se encontra um conjunto de 66 livros que estão divididos em dois testamentos. A palavra Bíblia deriva do grego biblion, que tem como significado conjunto de livros. Porém, a palavra Bíblia foi utilizada pela primeira vez em referência às Escrituras no ano 400 pelo teólogo João Crisóstomo que ficou conhecido como boca de ouro.
I – REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO
Há versículos importantes para a compreensão das duas palavras chaves deste tópico:
Porque o Senhor Javé nada faz sem revelar seu segredo aos profetas, seus servos (Am 3.7).
No presente versículo aparece em destaque à palavra revelar, grego αποκαλυπτω que significa, revelação ou manifestação. Conforme o versículo Deus revela os seus segredos aos seus servos, isto é, Deus torna os fatos conhecidos.
Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça (2 Tm 3.16).
Já o termo inspirado é acompanhado pela descrição, por Deus, que no original irá aparecer na Escritura da seguinte maneira, Θεοπνεύστοϛ, que corresponde com soprado por Deus, logo, toda a Escritura foi soprada por Deus, isto é, inspirada por Deus.
Assim, a frase “Toda Escritura é inspirada por Deus” se refere à Bíblia inteira, aos seus 66 livros. A inspiração da Bíblia é especial e única. Não existe na Bíblia um livro mais inspirado e outro menos inspirado. Todos têm o mesmo grau de inspiração e autoridade (SOARES, 2017, p.14).
Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus (2 Pe 1.21).
A profecia não tem sua origem na vontade humana, mas os homens foram inspirados pelo Espírito Santo e proferiram toda a Escritura por vontade Divina.
II – INSPIRAÇÃO DIVINA
Ponto chave que auxilia na compreensão que toda a Escritura é inspirada por Deus é notável quando Paulo acrescenta escrevendo que é proveitosa para ensinar, repreender, corrigir e formar em justiça. Logo, percebe-se a contribuição da Escritura Sagrada na formação do indivíduo, no que se trata na formação do caráter.
Os fatos narrados pelos escritores da Sagrada Escritura são verídicos “porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).
Portanto, a autoridade da Bíblia é garantida na veracidade da mesma. Sendo que, a veracidade da Bíblia é definida pelas seguintes integridades:
Integridade geográfica, pois as descobertas arqueológicas provam com exatidão o local em que as circunstâncias descritas na Bíblia aconteceram.
É também definida pela integridade etnológica, isto é, as afirmações bíblicas sobre as raças são corroboradas pelas descobertas acerca dos povos antigos narrados nas Escrituras.
Há também a integridade cronológica que relaciona período do fato e não há controvérsia em datas quando se trata das narrativas da Bíblia com as descobertas.
E por fim, a integridade histórica, na Bíblia nomes de reis e personagens importantes são citados, o que corresponde com as narrativas de anais históricos das antigas civilizações.
III – INSPIRAÇÃO PLENA E VERBAL
Inspiração plena ratifica que todos os livros foram inspirados por Deus, tanto os livros do Antigo Testamento como do Novo Testamento. Já a descrição inspiração verbal, ratifica que cada palavra foi inspirada pelo Espírito Santo, isto é, as palavras vieram de Deus.
A inspiração é a combinação entre a expressão natural dos escritos e a iniciação e orientação especiais dos seus escritos concedidos pelo Espírito Santo. Mas o Espírito Santo não somente dirigia os pensamentos, ou conceitos dos escritores, como também supervisionava a seleção das palavras para a totalidade do texto (e não somente para as questões de fé e prática). O Espírito Santo garantia a exatidão e a suficiência de tudo quanto era escrito como a revelação da parte de Deus (HORTON, 2003, p.103).
IV – ÚNICA REGRA INFALÍVEL DE FÉ E PRÁTICA
O conhecimento da Bíblia proporciona crescimento e melhoramento na conduta de vida dos indivíduos. Assim sendo o conhecimento Bíblico permite aos cristãos serem abençoados espiritualmente, fisicamente, financeiramente, emocionalmente e ministerialmente.
1- Espiritualmente.Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Vida espiritual abençoada é proporcionada pelo conhecimento da Palavra de Deus.
2- Fisicamente.Se vos estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7). O conhecimento da Escritura proporciona uma vida abençoada fisicamente.
3- Financeiramente.Crede no Senhor, vosso Deus, e estarei seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (2 Cr 20.20b). A Palavra de Deus quando conhecida pelo cristão proporciona bênção financeira.
4- Emocionalmente.Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu todavia, me não esquecerei de ti” (Is 49.15). O conhecimento do Senhor proporciona alívio e segurança ao cristão.
5- Ministerialmente. “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17). O conhecimento do chamado proporciona despertamento para com a leitura da Bíblia.
A Bíblia é a palavra de Deus revelada aos homens e nela Deus é revelado como Pai e Senhor.  É a Bíblia a única regra de fé e prática do cristão, por isso, é dever do cristão conhecer as Escrituras Sagradas.
Referência:
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

domingo, 18 de junho de 2017

Subsídio da E.B.D: Jesus Cristo, o modelo supremo de caráter

Jesus Cristo, o modelo supremo de caráter
Jesus é o exemplo perfeito de caráter, verdade ratificada em sua natureza divina, confirmada em suas obras, corroboradas nas suas palavras e ações. Caráter que agradou ao Pai, e expressou a importância de uma vida pacífica, humilde e devota no que corresponde à vontade suprema do Pai. Pode-se definir também que o caráter de Jesus se manifesta na conciliação entre os homens pecadores para com Deus, o Santo, conciliação que se tornou possível graças à obra de Jesus Cristo na cruz.
A verdade prática salienta que como homem, Jesus encarnou e demonstrou ter um caráter perfeito, suportando as fraquezas humanas, sem dar lugar ao pecado.
Jesus 100% homem, 100% Deus. Conforme Paulo (1 Tm 2.5) só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem, percebe-se a ênfase de Paulo, Jesus Cristo homem, como ser humano, Jesus:
Nasceu de uma mulher, parto normal; cresceu em estatura e em sabedoria; sentiu sono, fome, sede e cansaço; morreu, porém ressuscitou ao terceiro dia; e, foi feito semelhante aos homens, porém sem pecado (Lc 2.6,7,52; Mt 8.24; Jo 19.28; Hb 13.12; Lc 19.41; Mt 26.37; 1 Co 15.3,4; Hb 2.17; Hb 4.15).
I – JESUS DE NAZARÉ, O FILHO DO HOMEM
Jesus em sua natureza humana teve mãe e não teve pai. Jesus em sua natureza divina tem Pai e não tem mãe.
A expressão: a virgem conceberá e dará à luz um filho, outorga a ratificação das duas naturezas do Messias. A virgem, sem atuação do homem, indica que esta concebeu por intermédio do Espírito Santo (Mt 1.20), logo, a presente afirmativa ratifica a natureza divina de Jesus. A virgem, referência à mulher, indica a natureza humana de Jesus.
E para cumprir a profecia Jesus o Pão da Vida nasceu em Belém, cidade que tem como significado, casa de pão. Porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel (Mt 2.6).
Assim como todo ser humano, Jesus também passou pelo desenvolvimento físico, teve a sua infância, cresceu no meio de pessoas que faziam parte do seu dia a dia, foi ensinado conforme os princípios dos judeus. Portanto, como homem Jesus teve um físico limitado, tanto pelo tempo como pelo espaço. Pelo tempo, pois conforme a condição do físico humano, Jesus como qualquer homem teria um período de vida limitado. Pelo espaço, pois conforme a condição do físico humano, Jesus como qualquer homem teria um limite no desenvolvimento corporal.
Jesus cuidou do seu corpo, pois quando estava cansado, Ele descansou.
II – SEU MINISTÉRIO E CARÁTER SUPREMO
Jesus em seu ministério terreno demonstrou com clareza um caráter norteado pelo exemplo de humildade, mansidão, misericórdia, compaixão e de um espírito pacificador.
Portanto, três palavras são destaque para compreender o caráter de Jesus quando viveu neste mundo como verdadeiro homem, são elas: esvaziar, humilhação e obediência.
Jesus esvaziou se de sua glória e de seus atributos como Deus, porém continuou sendo Deus, porque Ele não esvaziou se da sua essência divina. A humilhação de Jesus teve como objetivo primordial o tríplice ministério do Messias: profético, sacerdotal e o de rei. Como profeta foi Ele o porta voz entre Deus e os homens, pois o profeta fazia a ponte entre Deus e os homens. Como sacerdote foi Ele o representante entre os homens e Deus, pois o sacerdote fazia a ligação entre os homens a Deus. E como rei Jesus desenvolveu o ministério de cura. Por fim, Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz.
III – A MORTE, RESSURREIÇÃO E VOLTA DE CRISTO
O presente tópico transmite três verdades que são únicas do cristianismo: morte vicária, ressurreição e arrebatamento.
Sobre a morte de Jesus é necessário relembrar de dois assuntos importantes: frases ditas por Jesus na cruz e as fases do sofrimento de Jesus.
Na cruz o Senhor Jesus expressou sete frases:
1. Frase: Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem (Lc 23.34).
2. Frase: Em verdade te digo, que hoje estarás comigo no paraíso (Lc 23.43).
3. Frase: Mulher eis aí teu filho ... eis aí a sua mãe (Jo 19.26,27).
4. Frase: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste (Mt 27.46).
5. Frase: tenho sede ( Jo 19.28).
6. Frase: estás consumado ( Jo 19.30).
7. Frase: pai nas tuas mãos entrego o meu espírito (Lc 23.46). Sendo que a última frase expressa confiança em Deus Pai, pois assim está escrito: em tuas mãos entrego o meu espírito.
Sofrimento dividido em cinco fases:
Primeira fase: Ele entristeceu – Mateus 26.37.
E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.
Segunda fase: Ele foi abandonado – Mateus 26.56.
Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas. Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.
Terceira fase: Ele foi espancado – Mateus 26.67.
Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam.
Quarta fase: Ele foi julgado – Mateus 26.57, 27.2.
E os que prenderam a Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos. E maniatando-o, o levaram e entregaram ao presidente Pôncio Pilatos.
Quinta fase: Ele foi humilhado – Mateus 27.28-31.
E, despindo-o, o cobriram com uma capa de escarlate;
E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e em sua mão direita uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus.
Cinco evidências são necessárias para compreender a veracidade da doutrina da ressurreição do Senhor Jesus.
1- O sepulcro vazio. A primeira prova da ressurreição do Messias é o sepulcro vazio “mas ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus” (Jo 20.1-8). A pedra que estava no sepulcro pesava em média duas toneladas e possuía o selo romano, fato que impedia a qualquer um de tocar na pedra. A pedra foi removida e o sepulcro ficou vazio.
2- As aparições do Messias. Jesus apareceu a Maria – como consolador, às mulheres – como restaurado da alegria, a Pedro – como restaurador, aos dez discípulos – como doador da paz, aos dois discípulos no caminho para Emaús – como instrutor, aos onze e a Tomé – como confirmador da fé, a Pedro e a João – como interessado nas atividades da vida e, aos quinhentos – como chefia e com autoridade.
3- Os discípulos foram transformados. Pedro agia por impulso, porém após a ressurreição de Jesus o apóstolo passou a pensar conforme o querer do Espírito Santo. Logo esta é mais uma prova da ressurreição de Jesus.
4- A mudança do dia de descanso. Na Antiga Aliança o sábado era o dia em que as atividades religiosas eram realizadas, porém com a ressurreição de Jesus os discípulos não mais observaram o sábado como dia santo, mas utilizaram do domingo para as principais celebrações da igreja (At 20.7).
5- A existência da igreja. A igreja existe não por ser uma organização perfeita, mas porque Jesus ressuscitou dos mortos. O trabalho do Senhor Jesus continua a ser realizado na terra, sendo que esta atividade nos dias atuais é desenvolvida pela igreja, portanto porque Jesus vive a igreja continua.

Sobre a volta de Jesus, concluímos dizendo: MARANATA!