Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Culto de Doutrina: O batismo e a tentação de Jesus

O batismo e a tentação de Jesus
Texto: Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo (Mt 4.1).
É notável na narrativa dos evangelistas que a consagração é o fato em comum entre os acontecimentos, batismo de Jesus e tentação de Jesus. O motivo do batismo de Cristo é justificado para manifestar à Israel a justiça de Deus (Mt 3.15). No batismo Jesus foi consagrado pelo Espírito Santo a desenvolver a obra do Pai. Logo, após o Messias é conduzido pelo Espírito ao deserto, local em que Jesus se consagra por quarenta dias e quarenta noites.
O termo consagração tem como significado separar para o uso, isto é, quando Jesus foi para o deserto para se consagrar, o mesmo, estava se separando para o uso do Pai.
O batismo de Jesus
Há três pontos importantes a se observar no batismo de Jesus: o ministro batizante, o motivo do batismo e a manifestação do Espírito Santo.
1- João o ministro batizante. Para Jesus não tinha aparecido ninguém nascido de mulher que fosse maior que profeta João Batista (Mt 11.11). O nome João significa favor de Deus, o profeta teve o seu nome definido pelo próprio Deus (Lc 1.13).
O nascimento do profeta João foi predito pelo profeta Isaías (Is 40.3). Sendo assim, o ministério profético de João era preparar o caminho do Messias (Mt 3.3). A simplicidade do profeta era notável, pois se vestia de pelos de camelo e cinto de couro em torno de seus lombos e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre (Mt 3.4).
Ainda hoje, na Arábia, na Etiópia, na Palestina e em outras partes do Oriente, a classe pobre costuma servir-se de gafanhotos como alimento principal. Os antigos hebreus já conheciam esse tipo de alimento (Lv 11.22), que nada tem de insano e pode ser preparado de diversas maneiras (a mais simples consiste me tostar o inseto sobre as brasas depois de ter retirado suas partes duras) – (FILLION, 2016, p. 40).
2- O motivo do batismo. O evangelista João registra assim as palavras de João Batista: e eu não o conhecia, mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água (Jo 1.31).
O batismo de Jesus não define que Ele era um pecador, mas ao contrário confirma que Ele era irrepreensível e santo. Por ser íntegro o Messias desceu às águas para a manifestação da justiça divina (Mt 3.15).
3- A manifestação do Espírito Santo no momento do batismo. Os judeus comparavam simbolicamente o Espírito a uma pomba, por esta ave ser figura de inocência e de amor puro (Ct 1.14), e também de simplicidade (Mt 10.16).
A vinda do Espírito Santo sobre Jesus ratifica as profecias proferidas pelo profeta Isaías:
E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor (Is 11.2).
O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos (Is 61.1).

Portanto, a descida do Espírito Santo sobre Jesus se define na unção e consagração do Messias para o santo ministério.
A tentação de Jesus
Após ser batizado Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo diabo, isto é, para ser colocado a prova, ou seja, para ser testado e aprovado. A tentação de Jesus em sua origem se divide didaticamente em três: humanidade, divindade e missão.
1- Tentado a ser saciado. A primeira tentativa de satanás em levar Jesus a pegar foi por meio da necessidade física, pois Cristo estava em consagração e em jejum, abrangendo um período de quarenta dias e quarenta noites, logo o mestre estava com fome.
As necessidades físicas são sempre utilizadas pelo inimigo para levar pessoas a se corromperem. Portanto, o inimigo em suas ciladas desperta a ganância no íntimo do ser humano para que este venha a desejar a posse de bem matérias ao ponto de passar por cima de tudo e de todos.
Em sua humanidade Jesus foi tentado, mas venceu a satanás dizendo: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus (Mt 4.4).
2- Tentado a ser notado. A segunda ação do inimigo foi em tentar Jesus a ser notado pelos anjos. Quantos são tentados a serem notados? Quantos são ativos em suas ações para serem notados? Tudo que o cristão desenvolve na obra de Deus deverá ser para honra e glória de Deus.
Em sua divindade Jesus foi tentado, mas venceu a satanás dizendo: não tentarás o Senhor, teu Deus (Mt 4.7).
3- Tentado a ser celebrado. Por terceiro, satanás tenta a Jesus no que corresponde ao possuir poder. A busca do poder passou a ser notório nas repartições públicas e até nas repartições religiosas em que pessoas fazem de tudo para possuírem o lugar do outro.
Em sua missão Jesus foi tentado, mas venceu a satanás dizendo: ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (Mt 4.10).
Para concluir, percebe-se que satanás utilizou a Palavra de Deus para tentar a Jesus, logo a mera utilização da Bíblia nem sempre indica a vontade de Deus. O mestre passou por todos os graus da tentação para socorrer aos que são tentados (Hb 2.18). Jesus foi tentado, porém sem pecado. Somente quem não se rendeu ao pecado pode conhecer a intensidade total da tentação. Jesus não se rendeu à tentação (ALLEN; RADMACHER;HOUSE, p.645). As lições que se aprendem no que corresponde ao batismo e a tentação de Jesus é que sempre os cristãos deverão fazer a vontade de Deus.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

FILLION, Louis-Claude. Enciclopédia da vida de Jesus: a nação de Jesus, Cristo antes da encarnação e a vida oculta de Jesus – Volume 2. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2016.

Subsídio para aula da E.B.D: Fidelidade, firmes na fé

Fidelidade, firmes na fé
A verdade prática afirma que a fidelidade, como fruto do Espírito ajuda o crente a permanecer firme na fé em Cristo.
A presente lição tem como palavras-chaves: fidelidade (A fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e a entender o valor e os efeitos da fidelidade. A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança); idolatria (Adoração a ídolos. Na sociedade pós-dilúvio e consequentemente após o período marcado pela bravura e agilidade de Ninrode (Gn 10.8-12) surgiu a prática do pecado de idolatria. Imagine quantas consequências a humanidade já sofreu por causa do pecado de idolatria adorando aquele que nada pode fazer (Sl 115. 4-8); e heresia (Grupos de indivíduos que destroem a unidade da igreja, e para isto, utilizam da palavra de Deus com ensinamentos errôneos. Para tais pessoas vale o lema apologético: “texto sem contexto, torna-se pretexto para o surgimento de heresias”).
I – O SIGNIFICADO DE FIDELIDADE
A fidelidade no grego πιστιϛ significa fé, confiança, compromisso, fidelidade, confiabilidade, lealdade e comprometimento.
... frequentemente significa a confiança expressa numa vida de fé. Nesse contexto, significa fidelidade. A fidelidade reflete a natureza do nosso Pai celeste. Ele é fidedigno. Sua paciência para conosco nunca se esgota, por mais vezes que o tenhamos decepcionado. Ele tem um compromisso conosco, à altura do seu grande plano de redenção! Devemos refletir diante dos outros as características divinas (HORTON, 1996, p. 491).
Portanto, a fidelidade é uma virtude desenvolvida pela ação do Espírito Santo, quando mais o cristão se consagra a Deus, por meio da leitura das Sagradas Escrituras, da presença na Igreja tendo como objetivo adorar a Deus, e por meio da oração e jejum, o cristão desenvolverá as virtudes do Espírito.
Deus é fiel. A fidelidade de Deus corresponde a um atributo moral, que expressa a majestade da natureza divina. A fidelidade de Deus é constatada no cumprimento das promessas.
Fidelidade é uma palavra importante, pois descreve o homem em cujo serviço fiel podemos confiar e cuja palavra podemos aceitar sem reservas. Descreve o homem com a fidelidade inflexível de Jesus Cristo e a total fidedignidade de Deus (BARCLAY, 2010, p. 105).
II – IDOLATRIA E HERESIA: UM PERIGO A FIDELIDADE
No período antediluviano o pecado tornou-se visível pela maldade praticada, ou seja, por atos perversos e cruéis. Também por atos de corrupção e violência. Já no período pós-dilúvio além destes pecados a narrativa histórica expõe que a construção da torre de babel se formalizaria em culto idólatra. Portanto, aqui suje a idolatria no contexto histórico da humanidade. Imagine quantas consequências à humanidade já sofreu por causa do pecado de idolatria, ato de adorar aquele que não nada pode fazer (Sl 115. 4-8).
Povos antigos e suas divindades
Babilônicos
Adoravam a Sin, a Istar, deusa do amor e da guerra e também a Enlil, deus do vento e da terra.
Assírios
Adrameleque e a Nisroque.
Egípcios
Osíris, ísis e Hórus.

O desprezo dos egípcios para com os criadores de ovelhas foi fundamental para que os israelitas permanecessem separados dos costumes dos egípcios.
Portanto, idolatria é tudo aquilo que usurpa o lugar de Deus (GOMES, 2016, p. 112).
Na visão divina idolatria é:
Abominável (Dt 7.25).
Odiosa para Deus (Dt 16.22).
Tola e sem sentido (Sl 115.4,8).
Não tem proveito algum (Is 46.7).
É contagiosa (Ez 20.7).
É pedra de tropeço (Ez 14.3).
São impotentes (1 Co 8.4; Hb 10.5) – (GOMES, 2016, p.114).
Já o termo heresia do grego significa escolha, porém em nossa língua define uma crença contrária aos princípios da Escritura Sagrada. Para que heresias não prevaleçam no seio da cristandade é necessário que mestres da Palavra não se cansem de ensinar a autêntica Palavra.
III – SEJAMOS FIÉIS ATÉ O FIM
Há pessoas que se iniciam bem em sua caminhada cristã, porém mediante as oferendas do mundo não permanecem fiéis até o fim da caminhada. Triste é saber que há inúmeros cristãos que tem camuflado pecados e vivem em ar de pessoas fiéis, quando na verdade estão mortos espiritualmente.
O olhar para o passado é necessário. Exemplo de pessoas que viveram em fidelidade e souberam chegar até ao fim como servos de Deus, são verdadeiras fontes de inspiração para que os cristãos da atualidade possam vivenciar uma vida de fidelidade e desfrutar a fidelidade de Deus.
Portanto, o cristão não vive por vista, mas por fé (2Co 5.7).
Referência:
BARCLAY, W. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.
HORTON, S.M. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito, como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A família de Jesus


Texto: E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos pretendendo falar-lhe.  E disse-lhe alguém: eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te (Mt 12.46,47).
Jesus foi criado em Nazaré (Lc 4.16), e como toda criança teve uma infância e vivenciou todos os costumes religiosos normais às famílias do seu período. Provavelmente ao ir a Sinagoga vestia o seu talit e via a sua mãe se cobrindo com um véu branco.
A família nuclear de Jesus era composta por José, Maria e filhos. Na narrativa Bíblica percebem-se as características de cada membro desta família que serve de modelo e aprendizagem para o que os cristãos agiam corretamente diante de Deus conforme os decretos.
Os pais de Jesus
Conforme o evangelista Mateus o pai adotivo de Jesus estava desposado com Maria (Mt 1.18), quando percebeu que ela estava grávida e por não querer infamá-la, intentou abandoná-la. Porém, em sonho um anjo do Senhor assim lhe disse: não temas receber a Maria tua mulher (Mt 1.20).
José e Maria estavam unidos a um pacto de noivado, sendo que neste período histórico o homem e a mulher deveriam manter a fidelidade um ao outro. Mas, José percebeu que Maria estava grávida, algo que lhe despertou o sentimento de ter sido enganado.
1- José o pai adotivo de Jesus. A pessoa de José é definida pelo temor ao Senhor, por ser um homem justo (Mt 1.19), e por ser dedicado ao ofício, tendo como atividade profissional a carpintaria (Mc 6.3).
José ao aceitar a Maria logo após um sonho, nota-se que este homem tinha o temor do Senhor e conhecia os planos de Deus para com a Nação de Israel.
Como pai guardião de Jesus, ele o levou a Jerusalém para que o Messias fosse apresentado, fugiu para o Egito para proteger a criança e levou o Messias para Jerusalém no período dos festejos da páscoa (Mt 2.13; Lc 2.22;41).
2- Maria a mãe de Jesus. A pessoa de Maria pode ser definida pela palavra do Anjo: salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres (Lc 1.28). Logo, Maria era uma mulher muito abençoada e Deus estava com ela, fato que corrobora que esta mulher procedia com santidade diante do Senhor.
Maria, como todos os mortais, foi alvo da graça de Deus, e não uma concessora desta. Ela desempenhou um papel fundamental, da mesma forma que João Batista recebeu um chamado especial. Maria foi simplesmente agraciada por Deus (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 146).
Que reação diferente esta simples camponesa tem, provavelmente ainda muito jovem, em comparação com a reação de Zacarias, que ficou profundamente abalado e apavorado pela presença de Gabriel.
Nada disso é uma crítica a Zacarias. A sua reação ao aparecimento de Gabriel é compreensível, e Lucas o descreve como irrepreensível (alguém que vivia em completa concordância com a lei mosaica). O que o contraste nas reações realmente faz é resultar no louvor de Maria, e nos lembrar da simplicidade e da sinceridade de sua fé no Senhor – simplicidade e sinceridade cujo exemplo bem poderíamos seguir (RICHARDS, 2008, p. 134).
Por fim, Jesus conforme escreveu o evangelista Mateus era o filho primogênito de José e Maria (Mt 1.25).
Os irmãos de Jesus
Jesus era o primogênito de José e Maria, cujos irmãos eram Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13.55,56). Com base em dois versículos percebe-se a relação dos parentes de Jesus (provavelmente os seus irmãos) com o seu ministério (Mc 3.21;Jo 7.5).
E, quando os seus parentes ouviram isso, saíram para o prender, porque diziam: está fora de si (Mc 2.21).
É certo que não foram até ali a fim de atrair a atenção do povo, dizendo: “somos parentes deste grande e famoso homem”. Pelo contrário, queriam livrá-lo de sua própria “insanidade”, bem como das ameaças das autoridades. A intenção dos parentes de Jesus, apesar de errada, era pelo menos honesta. Esse episódio da vida de Jesus ilustra quão pouco a sua própria família o compreendia, e também quão pouco compreendia a sua missão (FILLION, 2016, p. 228,229).
Portanto, os irmãos de Jesus não compreendiam a sua missão, esta é a primeira conclusão que se chega ao que corresponde a relação de Jesus com os seus irmãos.
Porque nem mesmo seus irmãos criam nele (Jo 7.5).
O tom é sarcástico, como é indicado pela observação de João de que nem mesmo os irmãos de Jesus criam nele (7.5). Muitos daqueles cujo objetivo é glorificar a Deus encontrarão, de vez em quando, outras pessoas que questionam seus motivos (RICHARDS, 2008, p. 215).
Apenas depois da ressurreição de Jesus que os seus irmãos passaram a acreditar na sua mensagem. Tiago e Judas escreveram cartas que são importantes e fundamentais para o crescimento espiritual dos servos de Deus.
A família de Jesus era uma família comum como as demais famílias da cidade de Nazaré, porém, desta família surgiria à restauração para a humanidade. Desde o pai adotivo guardião até os irmãos que desconheciam a missão messiânica, percebe-se a importância da família para a preparação intelectual, social e principalmente espiritual das crianças.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
FILLION, Louis-Claude. Enciclopédia da vida de Jesus: a nação de Jesus, Cristo antes da encarnação e a vida oculta de Jesus – Volume 1. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2016.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Subsídio para aula da E.B.D: Bondade que confere vida

Bondade que confere vida
A verdade prática afirma que a vida é um dom de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la a não ser o próprio Deus.
A presente lição tem como palavras-chaves: bondade e homicídio.
A bondade como fruto do Espírito indica que houve a capacitação divina em transformar o indivíduo em um bom cidadão. Deus não transforma o homem para ser bom para com uns e mal para com outros. Quando o indivíduo é transformado pelo Senhor Jesus o Espírito de Deus produz transformação, ou seja, desenvolve um novo ser, sendo que este novo ser passa a ser bom para com todos sem discriminação de pessoas.
Já o homicídio corresponde com o tirar a vida de outrem. É uma obra da carne que corresponde com a ausência do domínio próprio.
I – BONDADE: O FIMRE COMPROMISSO PARA O BENEFÍCIO DOS OUTROS
A bondade no grego αγαθωσύνη significa bondade, retidão e generosidade. O adjetivo αγαθωσ na septuaginta ocorre quase 520 vezes, sendo 100 vezes no Novo Testamento, tendo amplo alcance, pois pode descrever:
Uma árvore (Mt 7.17). Uma dádiva (Mt 7.11). Um homem (Mt 12.35). Um escravo (Mt 25.21). Um mestre (Mt 10.7). Terra fértil (Lc 8.8). Consciência de um homem (At 23.1). A vontade de Deus (Rm 12.2). Esperança cristã (2 Ts 2.16). Frutos e colheitas (Tg 3.17). Palavras e ações (Ef 2.10; 2 Ts 2.17) – (BARCLAY, 2010, p.98).
Para Barclay bondade pode significar:
Bondade em geral. Prosperidade na vida. E pode ter a ideia de benefício e de generosidade (p.98,99).
O cristão que pratica a bondade é generoso de mãos e coração, pois a generosidade surge do coração benigno.
A bondade de Deus é visível em seu governo. Através da providência Deus governa o mundo, suprindo todas as necessidades. Sendo que a maior prova do amor de Deus é manifestada na doação do Unigênito para a salvação da humanidade.
A bondade como fruto do Espírito se manifesta em ações. Ações que garante suprimento para os necessitados.
Quem necessita de um abraço, recebe de alguém bondoso o abraço que consola.
Quem necessita de incentivo, recebe de alguém bondoso as palavras desafiadoras que outorgam motivação.
Quem necessita de alimento, recebe de alguém bondoso o meio necessário para o suprimento da fome.
Por fim, o cristão bondoso sabe desenvolver a bondade como fruto do Espírito para com os de casa, como o patriarca Jó, e com os de fora, como procedia a serva de Deus chama Dorcas.
II – HOMÍCIO, A DESTRUIÇÃO DO PRÓXIMO
A vida é um dom de Deus ao ser humano. Quem permite ao homem ser pai de gerações é Deus. Portanto, assim, como Ele outorga vida aos seres humanos é Ele que também determina o fim da vida.
O sexto mandamento do Decálogo deixa claro dois pontos cruciais: primeiro, a vida e em segundo a morte.
O sexto mandamento abrange temas como guerra, pena capital, suicídio, aborto e eutanásia.
Os dois últimos merecem atenção por estarem interligados com projetos de lei de determinados políticos que querem alterar a atitude da sociedade concernente ao aborto e a eutanásia.
A vida do indivíduo, na sua origem, tem provocado várias discursões.  No encontro do gameta masculino com o feminino, há a origem de um novo ser. Então não cabe ao pai, nem a mãe e nem a terceiros a decisão do fim da vida de um novo ser que está no interior do corpo de uma mãe.
Sobre a eutanásia, não cabe a ninguém garantir uma boa morte para aqueles que até mesmo estão vegetando. Deus deu origem, então cabe a Ele tirar a vida das pessoas.
O sexto mandamento também expressa objetivos no campo religioso, assim como no social, pois o sexto mandamento garante a vida e proporciona a paz entre as pessoas.
Para Coelho:
Este mandamento refere-se ao respeito pela vida. Esta é dom de Deus, e não pode ser retirada por outros homens. Infelizmente, a história da humanidade apresenta um número imenso de pessoas que assassinaram outras, quer por motivos fúteis, quer por motivos políticos. Tais pessoas prestarão contas a Deus por seus atos (2013, p.74).
III – SEJAMOS BONDOSOS E MISERICORDIOSOS
A palavra misericórdia do substantivo – hesed (transliteração do hebraico) - corresponde à benignidade, amor firme, graça, misericórdia, fidelidade, bondade e devoção. Já o substantivo – eleos – presume necessidade por parte de quem a recebe, e recursos adequados para satisfazer a necessidade daquele que a mostra. Deus age com misericórdia para com os seres humanos.
Assim também os cristãos devem praticar a misericórdia para com o próximo, ajudando os feridos e aos domésticos da fé.
Referência:
BARCLAY, W. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.

COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O nascimento de Jesus

O nascimento de Jesus
Texto: E tendo nascido Jesus em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém (Mt 2.1).
A ser notificada sobre o nascimento do Messias e que ela seria a mãe, Maria fez a seguinte pergunta: Como se fará isso? E como resposta o anjo assim respondeu: descerá sobre ti o Espírito Santo.
A concepção virginal de Jesus indica que Ele é singularmente separado, o Santo, expressão que aqui é mais do que um título, é uma descrição da natureza sem pecado de Jesus. O nascimento ímpar é outra razão pela qual o menino pode ser chamado de Filho de Deus (ALLEN; RADMACHER;HOUSE, p.147).
Os dois primeiros capítulos do Evangelho segundo Mateus têm como temática central o nascimento do Messias. Sendo que a narrativa biográfica do evangelista pode-se dividir em: a citação da genealogia de Jesus, o nascimento de Jesus e a visita dos magos.
A genealogia de Jesus
Há dois pontos a serem observados dentre tantos outros na genealogia de Jesus escrita pelo evangelista Mateus: primeiro ponto, a citação de quatro mulheres; e como segundo ponto, as referências as catorze gerações.
1- As quatro mulheres. Tamar, Raabe, Rute e Bate-Sebá (vv. 3,5,6), são as quatro mulheres citadas por Mateus. Segundo a cultura judaica a mulher só era cita em uma genealogia quando esta era muito admirada e a citação do seu nome corroborava para a boa reputação da família, e quando esta não era única esposa, logo era cita juntamente com o nome do filho.
Tamar seduziu o seu sogro Judá. Raabe era uma prostituta. Rute era moabita. Bate-Sebá era judia, porém era casada com um heteu.
Ambas tinham em comum a moral corrompida e socialmente eram excluídas da sociedade judaica. Portanto, ao serem citadas indica que Jesus tem o poder para salvar os seres humanos do poder do pecado.
2- Catorze. De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e, desde Davi até a deportação para a Babilônia, catorze gerações; e, desde a deportação para a Babilônia até Cristo, catorze gerações (Mt 1.17).
Por três vezes ocorre a referência a catorze gerações. Fato que corrobora o vaticínio profético que Jesus é o Filho de Davi. O nome Davi tem como valor numérico das letras hebraicas a soma de 14. Por fim, o que Mateus afirma ao citar catorze gerações corresponde e dizer que Jesus é descendente direto de Davi.
O nascimento de Jesus
Jesus em sua natureza humana tem mãe e não tem pai. Jesus em sua natureza divina tem Pai e não tem mãe.
A expressão: a virgem conceberá e dará à luz um filho, outorga a ratificação das duas naturezas do Messias. A virgem, sem atuação do homem, indica que esta concebeu por intermédio do Espírito Santo (Mt 1.20), logo, a presente afirmativa ratifica a natureza divina de Jesus. A virgem, referência à mulher, indica a natureza humana de Jesus.
E para cumprir a profecia Jesus o Pão da Vida nasceu em Belém, cidade que tem como significado, casa de pão. Porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel (Mt 2.6).
A visita dos magos
Conforme Richards os magos eram uma classe de estudiosos e sacerdotes, que trabalhavam como conselheiros para os governantes babilônicos e persas (p.13). Os magos desenvolveram estudos tendo como base Números 24.17: uma estrela procederá de Jacó, e um cetro subirá de Israel.
A procura dos magos a respeito do local em que nasceria o Rei dos Judeus deixou Herodes perturbado, fato que culminou na morte de todos os meninos que havia em Belém (Mt 2.16). Provavelmente 15 a 18 crianças foram mortas a mando de Herodes.
Belém, sempre foi analisada como aldeia insignificante, porém desta aldeia nasceram dois importantes nomes: Davi e Jesus.
Os magos em sua visita a Jesus outorgaram-lhe: ouro, incenso e mirra (Mt 2.11).
O ouro simboliza a realeza de Jesus Cristo. O incenso simboliza o ministério sacerdotal de Cristo. Enquanto, a mirra, erva amarga utilizada na preparação dos mortos, representação a dolorosa morte que Jesus sofreria para salvar todo aquele que nEle crê.
A realeza do Messias é notável por dois motivos: primeiro, era Ele descendente de Davi e segundo Ele é apresentado com os seguintes títulos: Salvador, Cristo e Senhor.
Salvador corresponde com a obra que Ele realizou para garantir a salvação a todo aquele que nEle crê.
Cristo corresponde com a unção que o mesmo trazia consigo. A unção de rei, sacerdote e a de profeta.
Senhor corresponde com a natureza divina em Jesus. Nome divino que descreve o amor de Deus para com a humanidade.
O nascimento de Jesus significa boas novas de alegria para todas as nações. Pois, no nascimento de Jesus se cumpriu as profecias que prometia salvação de Deus para com os homens de boa vontade. Por nascer em Belém o Senhor Jesus é o pão do céu que sustenta a vida espiritual eterna.

Subsídio para aula da E.B.D: Benignidade: um escudo protetor contra as porfias

Benignidade: um escudo protetor contra as porfias
A verdade prática afirma que a benignidade na vida do crente torna-o uma testemunha do amor de Deus.
A presente lição tem como palavras-chaves: benignidade e porfias. A primeira trata-se de um dos frutos do Espírito, enquanto a segunda corresponde com uma das obras da carne.
A benignidade é amor em ação para com o próximo, pois é a condição que o cristão desenvolve em expressar ternura e gentileza para todos que estão a sua volta, logo, benignidade é a atitude de fazer o bem.
Porfia é o resultado da inimizade. Ou seja, a porfia é indicada pela falta de amor, pela presença de briga, pela oposição e pela luta por superioridade.
I – A BENIGNIDADE FUNDAMENTA-SE NO AMOR
A benignidade no grego χρηστοτηϛ significa bondade, ternura e gentileza. Outorga também como definição prática fazer o que é certo.
Para Horton a benignidade:
(...) é a generosidade que procura ver as pessoas da melhor maneira possível. É compassiva e dá a resposta branda, que segundo disse Salomão, desvia a ira, ou evita explosões de raivas (1993, p.194).
Barclay expõe a benignidade de Deus como atração do pecador para com a santidade divina. Descreve ainda que a benignidade de Deus se expressa: na natureza, nos eventos da história, nos julgamentos e nas instruções.
É uma benignidade que perdoa os pecados do passado e que, mediante o Espírito Santo, fortalece os homens para a benignidade no futuro. Não somente perdoa o pecador; também transforma-o em um homem bom. É por isso que a benignidade de Deus conosco é exemplificada e demonstrada, acima de tudo, em Jesus Cristo (Ef 2.7). A vinda de Jesus Cristo é o ato supremo da benignidade de Deus, e em Jesus Cristo esta virtude é encarnada no ser humano (BARCLAY, 2010, p.96).
A benignidade na prática não faz acepção de pessoas. De fato é fácil amar e fazer o bem para com as pessoas que fazem o bem para conosco, porém, esta benignidade é uma das coisas que o cristão deve vestir como parte da vestimenta da vida cristã (BARCLAY, 2010, p. 96), logo, a benignidade deverá ser praticada em benefício de todos.
A harmonia na prática da benignidade está no que corresponde tratar os outros da maneira como Deus tem tratado cada cristão salvo.
II – A PORFIA FUNDAMENTA-SE NA INVEJA E NO ORGULHO
Porfia no grego έριθεία, palavra que possui como significado, rivalidade egoísta.
Rivalidade que surge das porfias e que se notabiliza pela inimizade. Torna-se visível quando as pessoas são caracterizadas por conceitos elevados, os partidos são mais memoráveis do que a pessoa de Jesus Cristo.
A porfia como pecado invade a Igreja e resulta em destruição.
Nenhum pecado invade a igreja mais comumente do que eris; nenhum pecado destrói mais a fraternidade cristã; mas eris nem sequer consegue penetrar na Igreja, se Cristo for soberano ali (BARCLAY, 2010, p. 43).
O que eu rogo a Evódia e também a Síntique é que vivam em harmonia no Senhor (Fp 4.2).
O desejo de Paulo era que as irmãs vivessem em harmonia, pois não existem vencedores em meio às práticas que definem a porfia. Todos perdem e ninguém ganha.
A falta de mansidão e de humildade proporciona ao indivíduo o palmilhar pela vereda da porfia. Sendo que a origem da ambição está diretamente relacionada com a inveja. O desejo exagerado daquilo que pertence ao outro. Com as atitudes de Arão e de Miriã, irmãos de Moisés, aprende-se que a porfia quando encontra espaço no coração do ser humano resulta em prejuízos para todos os que fazem parte do povo de Deus.
Por fim, a porfia se origina na mente daqueles que destronizaram a pessoa de Cristo de seus corações. E que em suas mentes maquinam a maldade contra todos os demais que fazem a vontade de Deus.
A porfia de palavras ditas pode se transformar em ações dolorosas, como por exemplo: violência física e até mesmo o assassinato de pessoas.
III – REVESTINDO-NOS DE BENIGNIDADE
Enquanto prevalece no diário do cristão a rivalidade egoísta, percebe-se a continuidade da velha vida, logo é necessário que haja santificação.
A santificação como agente diário da vida cristã permite que cada crente seja consagrado e separado para o uso de Deus. A justificação liberta o cristão da pena do pecado, a glorificação libertará o cristão da presença do pecado, sendo que a santificação liberta o servo de Deus do poder do pecado. A porfia demonstra o poder do pecado em destruir, mas a santificação corrobora para a destruição do poder do pecado.
O poder do pecado não permite que as pessoas perdoem umas as outras. Porém, assim como Cristo perdoou cada crente deve perdoar aqueles que lhe ofenderam. Nem mesmo aos inimigos os cristãos deverão negar o perdão, pois quem é nascido de Deus tem como fruto do Espírito a benignidade.
Muitos são os exemplos de pessoas que foram benignas, assim como Paulo. As estas pessoas devem os cristãos da atualidade imitá-las. Sendo benignos para com os que sofrem enfermidades físicas e espirituais. E até mesmo para com os que desenvolvem rivalidade egoísta contra a pregação do Evangelho puro e Genoíno.
Referência:
BARCLAY, W. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.

HORTON, S.M. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão

Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão
Texto: Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abrão em visão, dizendo: não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão (Gn 15.1).
Abraão é dos personagens da Bíblia que se destaca em estudos e narrativas históricas, tanto em ministrações eclesiásticas como em palestras seculares. Abraão é considerado e tido como referência para as três religiões monoteístas.
Abraão vivenciou temores e conforme Gênesis 15, temores por se sentir inseguro. Insegurança pela existência de inimigos e pela inexistência de um sucessor. Mas, Deus tem muita forma para se comunicar com os teus filhos, por meio de visão Deus encoraja o patriarca dizendo: não temas.
A multiforme comunicação de Deus
Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho (Hb 1.1). A expressão, muitas vezes e de muitas maneiras, corrobora a multiforme comunicação divina referente a períodos da história. Muitas vezes, se refere aos períodos da história; enquanto, muitas maneiras, se referem aos métodos utilizados na comunicação: visitações, sonhos, visões, sinais, parábolas e acontecimentos.
A palavra do Senhor em visão a Abrão serviu para consola-lo mediante a insegurança. Deus e o patriarca ratificaram um pacto de sangue (Gn 15.7-21). Aliança que garantia compromisso em outorgar proteção um ao outro diante as inúmeras ameaças dos inimigos. Quando Deus fala, Deus corrobora as promessas e por meio da Sua palavra desperta os escolhidos, outorgando paz no presente e esperança no futuro.
Abrão, homem vocacionado por Deus
A vida do patriarca pode ser dividida didaticamente em dois períodos: primeiro, quando era chamado de Abrão; e, segundo quando passou a ser chamado de Abraão.
1- Abrão. O nome Abrão tem como significado pai da altura. O que adiantava ser conhecido pelo nome pai da altura se o patriarca não tinha nenhum filho.
No primeiro período da vida do patriarca ocorrem dois acontecimentos marcantes: o chamado de Deus a Abrão e a promessa de Deus para com Abrão.
Deus chama Abrão quando este habitava a terra de Ur dos caldeus (Gn 11.31). E lhe faz a seguinte promessa: e far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra (Gn 12.2,3). No presente texto há três descrições claras da benção de Deus na vida de Abrão caso ele obedecesse a Deus. A benção de Deus para com Abrão seria multiplicativa, progressiva e abrangente.
Multiplicativa em se tratar que de Abraão surgiria uma grande nação, isto é, de um indivíduo um povo. Também, por multiplicar inúmeras bênçãos na vida do patriarca.
Progressiva por se tratar do reconhecimento da pessoa de Abrão no decorrer da história.
E por fim, abrangente, pois não só à nação que surgiria do patriarca que seria abençoada, mas também todas as famílias da terra se tornariam abençoadas no patriarca Abrão.
2- Abraão. O nome é mudado de Abrão, pai da altura, para Abraão, pai duma multidão. Neste período da vida do patriarca cumprisse a promessa do nascimento do filho (Gn 21.1-3).
Deus supre a caminhada. Tal afirmativa é notória na vida de Abraão, pois o mesmo aos setenta e cinco anos era incompleto, em se tratando, da ausência de um filho. Deus chama o patriarca. O patriarca obedece, logo após vinte e cinco anos vem o resultado, o nascimento do filho da promessa.
Não temas
Quando Deus disse a Abrão não temas, eu sou teu escudo, o teu grandíssimo galardão, estava afirmando que o presente e o futuro estar sobre o Seu controle.
1- O temor do presente. No presente as pessoas enfrentam dificuldades, fato que demonstra a incapacidade humana como resultado do pecado.
O pecado abrange cinco esferas da convivência humana:
Esfera moral, sendo conceituado pela expressão errar o alvo.
Esfera da conduta fraternal, convivência afetada pela injustiça e pela violência.
Esfera da santidade, conceituada pelos termos: profano e imundo.
Esfera da verdade, definida pelas palavras mentira e engano.
Esfera da sabedoria, pela expressão ignorância e desordem.
O presente vivenciado por Abrão lhe transmitia insegurança, porém, Abrão seguia o Único e Verdadeiro Deus, que lhe outorgava segurança e proteção ao afirmar, Eu Sou teu escudo.
2- O temor do futuro. Além do presente o futuro também desestrutura o indivíduo. O medo do amanhã, a preocupação com as futuras gerações, a atual conjectura mundial e dentre outros, o processo educacional, proporcionam medo. São inúmeras as razões que provocam temor no que concerne o futuro, porém, o temor do patriarca se relacionava com a inexistência de um descendente. Sendo assim, Deus consola o patriarca ao afirmar: Eu Sou o teu grandíssimo galardão, isto é, Deus outorga recompensa para os que são fiéis a Ele.

Abraão não ficou preso em um passado esquecido por seus sucessores. Todavia, a experiência de vida de Abraão em conhecer e obedecer ao chamado de Deus para a sua vida fez do mesmo um dos personagens mais ilustre da história da humanidade. A importância do patriarca não está limitada na escrita Bíblica, ganhou campo e dimensão gigantesca. Tal dimensão foi conquistada pela obediência ao chamado e pela certeza da Palavra de Deus por meio de visão: não temas, Abrão, eu sou teu escudo, o teu grandíssimo galardão.