Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Igreja: Quem é? A quem serve?

Igreja: Quem é? A quem serve?
Texto: Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18).
O termo Igreja deriva se da palavra grega ekklesia, que tem por significado assembleia pública. A doutrina que tem como objetivo estudar a Igreja é conhecida como eclesiologia, sendo que esta doutrina expõe diferença entre Igreja local (visível) e Igreja universal (invisível).
A Igreja invisível se caracteriza por todos que receberam a Jesus como único Salvador, já a visível trata se do grupo local de crentes que se reúnem para adorarem a Jesus. A Igreja em sua missão demonstra de maneira categórica autoridade sobre as hostes espirituais, enfermidades e até sobre a natureza. Logo, por ser um organismo vivo entende-se que a Igreja gera vida. Portanto, trata-se de organismo vivo porque esta obra pertence a Deus.
Conhecendo a Igreja
Conforme a sua missão e a sua natureza, a Igreja é apresentada nos escritos da Bíblia com nomes diferentes, os quais revelam o seu ser e o seu agir perante o mundo, nota-se abaixo alguns nomes:
Israel de Deus: o apóstolo Paulo ao escrever à Igreja da Galácia, declarou aos membros da Igreja local de Israel de Deus (Gl 6.16).
Nação Santa: aos irmãos dispersos que se encontravam no Ponto, na Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia que os mesmos eram Nação Santa (1 Pe 2.9).
Edifício: a Igreja é um edifício conforme 1 Coríntios 3.9, texto que se refere a uma construção espiritual.
Há outros nomes outorgados a Igreja segundo a sua missão e natureza: Virgem Imaculada (1 Co 11.2), Esposa do Cordeiro (Ap 21.9), Corpo de Cristo (1 Co 12.27), Família de Deus (Ef 2.17-22) e Universal Assembleia e Castiçal (Ap 1.20).
Já quando a Igreja é definida como organismo vivo esta verdade trata-se de indicar a vivacidade da mesma perante todo o longo da história. Esta verdade pode ser compreendida no poema escrito por A. Z. Conrad acerca da imortalidade da Bíblia, onde se pode adaptar a imortalidade da Igreja.
Firme está ela
Século após século - Firme está ela.
Impérios se levantam e caem e são esquecidos – firme esta ela.
Dinastias se sucedem – firme está ela.
Reis são coroados e destronados – firme está ela.
Desprezada – firme está ela.
Tempestades de ódio rugem ao seu redor – firme está ela.
Os agnósticos sorriem – firme está ela.
Profanos e ímpios escarnecem – firme está ela.
Relâmpagos de ira dão contra ela – firme está ela.
O progresso liberal tenta diminuir o seu valor – firme está ela.
Tentaram acabar com a igreja através das perseguições com a mais vasta crueldade humana, mas em um determinado dia os oponentes tiveram que aceitar a seguinte verdade, quanto mais o sangue dos cristãos era derramado mais crescia o número dos que se entregavam a Jesus, o aceitando como único Salvador.
A Igreja serve ao Deus vivo
Deus é compreendido por seus nomes, atributos e decretos. No Antigo Testamento o nome indicava o caráter e a índole das pessoas. Portanto, o nome estava diretamente associado com o indivíduo no que corresponde às qualidades, o modo de ser, sentir e até de agir. Da mesma forma percebe-se que os nomes de Deus indicam as qualidades do ser, do sentir e do agir de Deus.
Os nomes de Deus não são apenas uma identificação pessoal, mas são inerentes à sua natureza e revelam suas obras e seus atributos. Não é meramente uma distinção dos deuses das nações pagãs. Quando a Bíblia faz menção do nome de Deus, está revelando o poder, a grandeza e a glória do Deus Todo-Poderoso; além de mostrar seus atributos, o nome representa o próprio Deus. O nome de Deus está ligado á sua soberania e glória (SILVA, p.50).
1- Os nomes genéricos são: Deus de Israel, Deus e Altíssimo. Elohim é o nome mais usado no Velho Testamento e, expressa o conceito de divindade. Associa com o nome do Criador de todas as coisas. Segundo a tradução semítica o termo El é Deus que para os especialistas El deriva-se de uma raiz que significa ser forte ou ser poderoso. El no singular e Elohim no plural.
Já o termo Elyon corresponde com o Altíssimo e indica poderes sobre outros, pois para as nações antigas o termo era usado para referenciar os monarcas, logo Deus está acima dos poderes dos monarcas da Terra porque Ele é o Altíssimo.
2- Os nomes específicos são: Shaday, Adonay e YHWH. El Shaday significa Deus todo Poderoso. Para alguns o sentido do nome significa Deus da montanha.
Adonay significa Senhor.
YHWH tetragrama que tem como transliteração Yahweh, ou seja, Javé. O nome Javé é o nome especial de Deus. Significado mais próximo seria “aquele que trouxe a existência o que existe”.
O nome Deus quando usado e citado indica poder. Logo, o nome Deus indica que Ele (Deus) é Todo Poderoso e tem poder absoluto. Já o nome Senhor quando citado outorga ênfase ao amor de Deus.
Portanto, a Igreja serve a um Deus que é único, poderoso e misericordioso. Desta verdade compreende a missão da Igreja que é exercita com autoridade e também se entende o porquê da existência da Igreja em meio aos levantes que objetivava a sua destruição. Mas, em meio a todos os levantes por ser um organismo vivo e por servir ao Deus único e poderoso, a Igreja permanece de pé e constante a todos os obstáculos, firme está ela.
Referencia:

SILVA, Esequias Soares da. Os dez mandamentos: valores divinos para uma sociedade em constante mudança. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: Adorando a Deus em Meio a Calamidade

Adorando a Deus em Meio a Calamidade
Conforme a verdade prática, a nossa fé em Deus leva-nos a adorá-lo em meio às crises e dificuldades. Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem (Hb 11.1). Crises e dificuldades são obstáculos que limitam ações, mas que não descrevem o fim para aqueles que esperam em Deus, sendo assim o cristão deverá em toda circunstância adorar ao Senhor.
I – REINO DO NORTE E DO SUL

O sétimo período da época de Israel é conhecido como o período do reino dividido. Este período vai de 975 a.C até 606 a.C. Durou cerca de 350 anos. Os escritos Bíblicos deste momento histórico encontram se nos livros de 1º Reis a 2º Crônicas.
A palavra de Deus não volta vazia (Is 55.11) para cumprimento profético o reino de Israel se dividiu, pois assim Deus usou o profeta Aías (1 Re 12.15). Todavia, há atitudes vivenciadas no contexto histórico que ocasionou tal discrepância nacional.
1- Roboão, o rei da divisão do reino. O nome Roboão significa ele faz o povo aumentar, porém com atitude egoísta ocorreu o contrário no longo da sua administração, Israel se dividiu. Roboão é descendente direto de Davi com isto o mesmo faz parte do cumprimento da promessa de Deus a Davi. A aliança de Deus com Davi é incondicional e assegura três coisas a nação israelita: um trono, um reino e um rei (2 Sm 7. 8-17).
2- As causas da divisão do reino. Salomão em meio a sua sabedoria foi conduzido por desejos carnais. Nos livros de Provérbios e de Eclesiastes o rei Salomão expõe regras básicas para uma vida bem sucedida, portanto na prática o próprio Salomão buscou ser bem sucedido nos prazeres da carne e também na busca do poder. Tais atitudes proporcionou ao rei Salomão alianças iníquas com nações pagãs (1 Re 11.1,2).   No decorrer das alianças realizadas por Salomão o seu coração foi pervertido e conduzido ao pecado da idolatria (1 Re 11.8). O que ocasionou a indignação do Senhor para com Salomão, e por isso o reino seria rasgado da mão do filho de Salomão (1 Re 11.9-13). Se a primeira causa da divisão do reino de Israel foi o pecado de Salomão a segunda causa era propósito de Deus para manter um remanescente fiel através de Judá (1 Re 11.13).
3- Cumprimento profético nos dias de Roboão. O erro de Roboão foi o de não saber escolher o conselho ideal para a solução do problema vigente. Dois são os tipos de conselhos proferidos: o conselho que outorga êxito (1 Re 12.7) e o conselho que outorga o insucesso. O primeiro não se caracteriza com o que o indivíduo quer ouvir, porém é o conselho que o indivíduo necessita. Já o segundo é o tipo de conselho que todos desejam ouvir, todavia não é o tipo de conselho que dará fruto. Que tipo de conselho define as suas escolhas?
4- Situação pós-divisão do reino de Israel.
A- Reino do sul. Também conhecido como o reino de Judá, formado pelas tribos; Judá e Benjamim. No total o reino do sul teve 20 reis em uma única dinastia. Com duração aproximada de 350 anos. E teve como capital política e religiosa a cidade de Jerusalém. Dentre os 20 reis do reino do sul poucos fizeram o que era reto aos olhos do Senhor, dentre eles Ezequias e Josias (2 Re 18,3;22.2).   Ao contrário da retidão destes líderes os demais seguiram os maus caminhos do reino do norte e em destaque o rei Manassés. Pelos pecados cometidos pelos reis e pelo povo do sul, Deus proferiu através de Isaias o cativeiro de Judá (Is 6.11,12;39.6) e por meio de Jeremias a duração do cativeiro (Jr 25.11,12).
B- Reino do norte. Também conhecido como reino de Israel formado por dez tribos e teve como primeiro rei Jeroboão. Em todo período histórico do reino do norte 19 foram o número dos monarcas, porém não de uma mesma dinastia, mas de 9 dinastias diferentes. Jeroboão por medo de perder a liderança fundou um falso sistema religioso, fazendo dois bezerros de ouro e pondo os em Betel e em Dã (1 Re 12. 26-30). Portanto, com Onri foi fundada a cidade de Samaria que mais tarde seria a capital política do reino do norte. Portanto, no ano de 722 a.C o reino do norte tornou-se cativo da Assíria (1 Re 17. 6,7).
II – O REI JOSAFÁ
Em 2º Crônicas 17.1-19, percebe-se atitudes inteligentes de Josafá que se transformaram em benefícios.
Primeira atitude andou nos primeiros caminhos de Davi (v.3).
Segunda atitude buscou a Deus e andou nos mandamentos do Senhor (v.4). Como benefícios recebidos pelas duas atitudes iniciais o Senhor confirmou o reino de Josafá e este teve riquezas e glória em abundância (v.5).
Terceira atitude exaltou-se o seu coração em seguir os caminhos do Senhor (v.6).
Quarta atitude enviou os mestres para ensinarem a Lei do Senhor ao povo (vv.7-9). Todos os reinos das terras que estavam em roda de Judá temeram o Senhor e outorgavam presentes ao rei Josafá.
Ele entendeu de início que o seu reino prosperaria se voltasse a servir a Deus. Então ele enviou seus príncipes por todas as terras do reino de Judá para ensinarem ao povo acerca do Deus de Israel mediante a obediência e o respeito à Lei e aos mandamentos do Senhor. Para tirar o povo da crise econômica e espiritual, Josafá cria fortemente que só haveria uma reforma verdadeira e segura se o povo voltasse a reconhecer a soberania de Deus. Seus príncipes, sacerdotes e levitas se dedicaram a visitar todos os lugares do reino ensinando a Palavra de Deus (CABRAL, p.115).
III – JOSAFÁ E SEUS INIMIGOS
Em meio aos benefícios recebidos da parte de Deus o rei Josafá passou a confiar em suas forças tomando decisões sem a direção divina. Fato ratificado na ação de Josafá em se aparentar com Acabe. Sobre a aliança desenvolvida com Acabe veio a Palavra do Senhor ao rei Josafá por meio do profeta Jeú: devias tu ajudar ao ímpio e amar aqueles que ao Senhor aborrecem?
Na crise vivenciada por Josafá verificada nas ameaças dos inimigos percebe-se que o rei compreendeu que em todas as circunstâncias é necessário que o homem, por maior ou menor que seja, deverá buscar o Senhor, e Josafá apregoa um jejum em toda nação de Judá. Logo, em meio aos inimigos os judeus não precisariam lutar, mas crer no Senhor, pois estariam seguros (2 Cr 20.20).
Referência:

CABRAL, Elienai. O Deus de toda provisão, esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Instrução aos discípulos a uma vida de oração

Instrução aos discípulos a uma vida de oração
Texto: 13- E tudo quanto pedires em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. 14- Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei (Jo 14.13,14).
Ao escrever ao jovem Timóteo o apóstolo Paulo o instrui a respeito da oração (1 Tm 2.1-8), utilizando quatro termos para definir e explicar a maneira em que se procedem as orações desenvolvidas pelos cristãos. Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens (v.1). Como o apóstolo Paulo instruiu o jovem Timóteo, assim também Cristo instruiu os discípulos a respeito da importância da oração.
Conceito de oração
Oração é definida pela palavra diálogo, isto é, conversa que se dá entre o cristão e a pessoa de Deus. A oração não é sacrifício, mas ao contrário é um privilégio outorgado aos que descobriram o seu valor. A oração não pode ser desenvolvida por palavras soltas, isto é, ditas ao vento, mas a oração deve ser o momento em que o cristão fala com Deus e escuta a voz de Deus. Pois, oração não é um monólogo em que apenas uma pessoa fala, se o crente tem algo a falar, tem muito que ouvir da parte de Deus. Portanto, na oração Deus também fala aos teus.
A oração proporciona
1- Encorajamento. Há pessoas limitadas em ações por não terem uma vida de plena consagração a Deus em oração. A oração em si proporciona encorajamento, pois o ser humano percebe que há hostes espirituais nos lugares celestiais que fazem de tudo o que é possível para desencorajar os servos do Senhor (Dn 10.12-14).
O cristão é encorajado a tomar decisões após a oração (At 10.23). É notório que os resultados são provenientes de escolhas e não há melhor maneira para tomar decisões do que após consultar a vontade do Senhor. Pois, as decisões tornarão em bênçãos ou em maldições para as futuras gerações.
2- Confiança. Ao ter uma vida de constante oração o cristão revela que possui intimidade com Deus e também confia na ação miraculosa do Senhor. Nota-se a confiança no Senhor presente nas palavras de Davi: pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus no seu lugar santo. Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca (Sl 68.5,6), Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam (Sl 23.4). Portanto, quem ora confia em Deus.
3- Renovo. A oração proporciona renovo físico e espiritual. O rei Ezequias estava enfermo com uma doença mortal e a palavra do Senhor através do profeta Isaías para o monarca era: põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás (Is 38.1). Porém, após a oração feita por Ezequias, a palavra do Senhor veio como renovo físico: ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos (Is 38.5).
São inúmeras pessoas que ao curvarem os joelhos se encontram, desanimadas e desacreditadas. Pois, não possuem forças para orar, entretanto é nesta hora que ocorre um dos fatos marcantes do ministério do Espírito Santo que é a intercessão pelo cristão (Rm 8.26).
Termos utilizados por Paulo
Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens (1 Tm 2.1).
Deprecações, isto é, súplicas em favor da necessidade pessoal ou de outra pessoa. Orações, ou seja, diálogo ou preces. Intercessões sugere aproximar-se com confiança colocando-se no lugar de outro, isto é, interceder é pedir em favor de alguém. E por último, ações de graças, isto é, uma atitude de louvor a Deus por todos os feitos e benefícios desenvolvidos para com os teus.
Jesus e os discípulos
No ministério particular de Jesus com os discípulos percebe-se a presença do verbo pedir.
1- Pedirdes em meu nome (Jo 14.14). Há explicações coerentes no que corresponde ao ato de pedir no nome do Senhor Jesus.
A primeira explicação é visível literalmente na história da Igreja onde os crentes têm concluído as orações no nome de Jesus, o nome que está acima de todos os nomes ( ).
Já a segunda indica intimidade entre os cristãos e o Senhor Jesus, reconhecimento da autoridade do nome de Jesus pelos cristãos e harmonia entre a ação da oração com o caráter de Cristo.
2- Pedireis tudo o que quiserdes (Jo 15.7). O segredo para ter a oração respondida pelo Senhor Jesus é o permanecer diante dEle e o obedecer a Palavra dEle.
3- Pedi e receberei para que a vossa alegria se cumpra (Jo 16.24). A palavra de Jesus outorga segurança aos que oram, pois quem pede recebe, e quem recebe, recebe para que haja o cumprimento da alegria.

Os discípulos não teriam mais a presença física de seu Mestre, mas, não estariam impossibilitados de conversarem com Ele, isto porque por meio da oração continuaria a relação harmônica do Mestre para com os discípulos, pois a oração proporciona intimidade e conhecimento da e para com a pessoa na qual se ora. Sendo, que o cristão ora, pede, intercede no nome de Jesus.

A Oração Sacerdotal de Jesus

A Oração Sacerdotal de Jesus
Texto: 9- Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 20- Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim (Jo 17.9,20).
Jesus constantemente em seu ministério utilizou (Mc 6.46) e ensinou sobre a oração (Mt 6.9-13). A oração sacerdotal de Jesus passa a ser modelo para a Igreja de hoje, assim como também é riquíssima ao apresentar a vontade de Deus para com o seu povo.
Há dois indicadores que confere a esta oração a identificação de oração sacerdotal, eles estão diretamente associados com a função do sacerdote em conduzir os sacrifícios e em interceder pelo o povo. Jesus se posiciona sendo Ele próprio o sacrifício e intercede pelos seus.
A oração sacerdotal de Jesus
A oração realizada pelo Senhor Jesus no capítulo 17 do evangelho de João é considerada a conclusão do ministério particular do Mestre com os seus discípulos. Ou seja, após as instruções de Jesus para com os discípulos, o Mestre encerrou com uma oração, sendo esta, sacerdotal. Esta oração é considerada sacerdotal pelo seguinte motivo: é intercessora.
A oração sacerdotal está dividida em três partes:
1- Jesus ora por si mesmo. O momento em que Jesus ora por si mesmo, Ele apenas faz um pedido, glorifica a teu Filho (v.1). Porém, neste pedido há duas razões: primeira, para que o teu Filho te glorifique (v.1), e; segunda, eu glorifiquei-te na terra (v.4).
O pedido glorifica a teu Filho, indica que Jesus estava pronto para ser o sacrifício que justificaria a humanidade.
Para que o Filho fosse glorificado necessário seria que houvesse o sacrifício, isto é, que o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo fosse morto. Mas, que ao terceiro dia viesse a ressuscitar para que a sua vida fosse confirmada, sua morte fosse confirmada e suas palavras fossem confirmadas perante o Pai.
2- Jesus ora pelos discípulos. Jesus pede ao Pai que guarde os discípulos os livrando do mal (vv. 12,15). Essa proteção pleiteada por Jesus para os seus nada mais era do que a continuação e o aperfeiçoamento de uma condição moral já existente... No entanto, apesar de sua sinceridade, os onze ainda precisavam não só da guarda divina, mas também de aperfeiçoamento; por esta razão seu Mestre continuou a orar por sua santificação, tendo em vista, na verdade, não apenas sua perseverança, crescimento e maturidade na graça como soldados cristãos, mas especialmente que fossem equipados para a função do apostolado (BRUCE, p.490).
3- Jesus ora pela Igreja. Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim (v.20). O presente versículo mostra a abrangência da oração sacerdotal de Jesus, pois Ele intercede em prol dos que em um dia iria recebê-lo. Para a Igreja o pedido de Jesus é que haja unidade.
O propósito da oração sacerdotal de Jesus
Portanto, a oração sacerdotal apresenta os seguintes pedidos do Senhor Jesus Cristo; para si (glorifica ao teu Filho – Jo 17.1), pedidos de Jesus para que os discípulos sejam guardados do mundo (Jo 17.11) e pedidos de Jesus para que os membros da Igreja vivam em unidade (Jo 17.21).
Logo, para cada pedido o Mestre faz uma consideração básica do seu desejo, isto é, Ele indica o propósito.

De fato o objetivo de guardá-los do mundo corresponde em guardá-los dos desejos carnais produzidos e motivados pela vivência da sociedade. Desejos que impedem ao cristão de manter uma vida santificada. Por isso, Jesus roga ao Pai que santifique – os na verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17). A santificação é produzida pela Palavra, pela oração e pela presença do cristão na casa do Senhor, pois tais ações proporcionam a saída do mundo de dentro do coração do ser humano.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: O milagre está em sua casa

O milagre está em sua casa
Provisão é a palavra chave para a compreensão das lições deste trimestre, sendo que o termo provisão significa; ato ou efeito de prover, provimento, abastecimento e fornecimento. Logo, quando o cristão realiza a leitura sistemática da Bíblia percebe-se que os decretos de Deus são:
Criação; decreto de Deus que deu origem a todas as coisas.
Providência; é a ação de Deus em governar o planeta terra suprindo a necessidade de todos, principalmente dos que são fiéis a Ele.
Redenção; após o pecado a humanidade tornou se necessitada do socorro Divino no que corresponde a salvação.
Consumação; decreto que trata da vitória final de Deus em todas as suas obras.
A presente lição tratará da ação de Deus em prover o necessário para com os que a Ele são fiéis.
I – UMA FAMÍLIA EM DIFICULDADES
O relato bíblico de 2º Reis capítulo 4, descreve a história de uma viúva que teria o perdão da dívida do falecido marido, com a retirada de seus dois filhos, para tonarem servos do credor. Porém, o texto mostra que onde há necessidades, haverá possibilidades de milagres pela misericórdia do Senhor.
O presente tópico pode ser sintetizado em duas verdades:
Primeira verdade: o cristão não pode menosprezar os princípios da administração. Pois, quando o cristão administra bem os teus pertencentes estes poderão se multiplicar.
Segunda verdade: assim como Eliseu socorreu a viúva, nos dias atuais a Igreja deverá socorrer os necessitados.
No período do profeta Eliseu a mulher não exercia atividade fora de sua casa, pois quem a sustentava era o seu marido. Caso a mulher ficasse viúva, esta seria amparada por seus filhos ou por um parente próximo que a remisse.
No Antigo Testamento, a questão da viuvez já era tratada com muita atenção. Inclusive, Deus advertira fortemente ao povo de Israel para que tratasse bem aos órfãos e as viúvas, caso contrário, Ele castigaria contundentemente aqueles que os oprimissem (COELHO & DANIEL, p.53).
II – DEUS REALIZA MILAGRES
O milagre não se explica é aceito pela fé. Deus usou o profeta Eliseu como instrumento para que o milagre ocorresse. Para a concretização de um milagre a fé será necessária e Deus usará alguém como instrumento para que o seu nome seja glorificado.
No histórico de 2º Reis capítulo 4, encontra-se uma perfeita definição para o termo visão. Saiba a quem procurar quando não souber aonde ir. A viúva foi ao encontro do profeta e este ato foi definitivo para a sua vitória. Visões para uma família vitoriosa não pode ser limitada e nem se restringir ou direcionar a pessoas perversas. Não é qualquer pessoa. Mas, a pessoa ideal que poderá auxiliar os que necessitam de ajuda.
Lembrando que a primeira pessoa a ser procurada deverá ser a pessoa de Deus. E em seguida aquelas pessoas em que se percebe o temor para com Deus e não as que se autoproclamam como sendo de Deus sem serem. De fato Deus usa homens e mulheres como instrumentos para que pessoas sejam abençoadas. Neste contexto Deus usou Eliseu para a operação de milagre.
O profeta Eliseu inicia uma pergunta da seguinte maneira; declara-me. Este termo expõe o conhecimento de causa por parte da viúva. Ninguém melhor do que ela para descrever o que possuía ou o que se passava em sua casa. A mulher tinha perdido o marido que era dos filhos dos profetas e servo de Eliseu que tinha como padrão de vida o temor ao Senhor. E agora estava preste a perder os seus filhos.
Na indagação do profeta surgi uma lição; as soluções do problema estão mais próximas do que se imagina. O pagamento da dívida não seria solucionado com uma campanha de assistência social liderada pelo profeta. Imagine a voz do profeta Eliseu conclamando os irmãos israelitas para que em uma reunião coletasse ajuda financeira para aquela viúva. A resolução de um problema estar relacionado com a ação do indivíduo, pois se o mesmo desiste de lutar como vencerá? Por outra ótica nota-se que a viúva desconhecia a solução e nem imaginava que a vitória estaria na sua própria casa.
III – PROVISÃO NA MEDIDA CERTA
Porém, a viúva respondeu ao profeta; tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. O azeite na Bíblia simboliza a graça de Deus. A graça Divina é provedora. Se há azeite, com certeza ocorrerá à providência Divina.
Deus multiplicou o azeite, azeite foi vendido, o dinheiro obtido da venda proporcionou o pagamento da dívida e a sobrevivência daquela família.
O pouco que aquela mulher tinha em casa foi feito em muito, mas ela precisava ser sábia no tocante ao que fazer com aquele muito que o Senhor lhe dera. Ter recursos em abundância não é suficiente para que solucionemos problemas de escassez. É preciso que saibamos utilizar o que Deus nos deu (COELHO & DANIEL, p.54).
Portanto, os milagres proporcionam: evangelismo, glorificação e vitória.
Nota-se que na realização de milagres as portas para a evangelização se abrem. O milagre proporciona também glorificação ao Senhor, esta verdade é clara na cura dos dez leprosos citados pelo evangelista Lucas 17.11 – 19, onde dez homens foram curados, porém somente um voltou para agradecer, pois foi o único que entendeu: o milagre é nosso e a glória é de Deus. Por fim, o milagre proporciona vitória, imagine uma mulher que há doze anos padecia de um fluxo de sangue, ao chegar por detrás de Jesus, tocou a orla da veste com uma determinação; se eu tão somente tocar a sua veste, ficarei sã. (Mt 9.21).
Referência:

COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: Rute, Deus trabalha pela família

Rute, Deus trabalha pela família
O livro de Rute está inserido no período dos Juízes. O quinto período da época de Israel que tem como duração uma média de 450 anos, sendo que este período é caracterizado por quatro verdades: O povo serve a outros deuses, Deus entrega o povo a outros povos, O povo volta para Deus e Deus suscita um Juiz. O juiz era uma pessoa escolhida por Deus, qualificada por meio da vocação mediante o poder da presença de Deus em seu ministério (Jz 2.18, 6.16), possuía autoridade em sua missão (Jz 6.14), e além de tudo era sobrenaturalmente revestida de poder do Espírito Santo de Deus (Jz 3.10).
Conforme a introdução há cinco elementos indispensáveis para que os servos de Deus venham triunfar sobre as dificuldades, estes elementos são: fé, inteligência, lealdade, persistência e esperança.
A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem (Hb 11.1).
Inteligência é o saber, o conhecimento originado na busca da compreensão do desconhecido. A inteligência conduz as ações humanas para o saber fazer acontecer, isto é, proporciona o desenvolvimento da atitude.
Lealdade é o não desfazer da justiça. É ser justo para com os que estão diante de si, no caso de Rute percebe-se que trata no não abandonar as pessoas que com elas foi estabelecido uma união.
Em meio às dificuldades inúmeras pessoas desistem, porém apenas os que persistem conquistarão a vitória.
Já a esperança é a virtude que define bem a Igreja do Senhor Jesus. Esperar em Deus é confiar no agir dEle em meio as diversidades da vida.
Rute em meio à crise da fome, do luto e da desesperança não deixou de confiar, por isso, ela se caracteriza pela fé, inteligência, lealdade, persistência e esperança.
I – A CRISE ECONÔMICA
A crise é definida pelas as aflições vivenciadas no dia a dia. O termo crise é similar às palavras agonia, angústia, dor, carência, insuficiência, instabilidade e dentre tantas outras palavras, desequilíbrio.
Belém, quer dizer casa de pão. E na casa de pão faltou o pão. Por isso, Elimeleque saiu de Belém a procura de dias melhores para a sua casa. Em meio à crise os cristãos não poderão sair da casa de pão.
Sem previdência social a viúva nos tempos do Antigo Testamento era mantida pelo filho primogênito. No caso das viúvas Noemi, Rute e Orfa não havia ninguém que tinha o dever em suprir às necessidades de ambas as viúvas, porém como escreveu o profeta Isaias, Deus não desampara os seus (Is 41.17).
II – SUPERANDO AS CRISES
Por causa das percas Noemi tornou uma mulher amarga, triste e sem esperança. Segundo dados históricos Rute e Orfa deram 40 passos ao lado de Noemi. Com 40 passos dados Noemi falou com as suas noras que ficassem e retornassem para os seus povos de origem. Orfa voltou e segundo alguns escritos antigos a mesma tornou-se uma presa fácil entregue as orgias do mundo. Enquanto, Rute escolheu acompanhar a sua sogra Noemi.
Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores , irei eu e, onde que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Rt 1.16.
Conforme o versículo Rute teve as seguintes escolhas:
Escolheu estar ao lado da pessoa certa. A primeira escolha de Rute foi está do lado da pessoa certa. Naquele exato momento era Noemi que necessitava de uma pessoa amiga. E por ter compaixão de uma pessoa amada Rute tomou a decisão que mudou a vida dela. Seja nas questões emocionais o cristão deverá escolher a pessoa certa. Sendo assim também nas escolhas ministeriais sempre escolher a pessoa certa como conselheiro ou como amigo.
Escolheu fazer parte do povo certo. A segunda decisão de Rute foi a de fazer parte do povo certo. Biblicamente o povo de Israel são os filhos da eleição de Deus.
Por três motivos básicos Deus escolheu Israel como nação, os motivos são: para mostrar a sua glória ao mundo, para outorgar ao mundo as Escrituras Sagradas e para entregar o Salvador ao mundo.
E por escolher o povo certo Rute entra na genealogia do Salvador da humanidade (Mt 1.5).
Escolheu o Deus certo. O único e verdadeiro Deus que é rejeitado por muitos, não foi rejeitado por Rute “o teu Deus é o meu Deus”.
III – FÉ E TRABALHO
Para vencer as crises a atitude é essencial. Rute teve como atitude acompanhar e viver ao lado de Noemi na cidade Belém. Em Belém a nora de Noemi não ficou limitada em esperar alguém que as ajudassem, mas encontra partida Rute foi à busca de trabalho, pois o trabalho é bênção de Deus.
É por meio do trabalho, ou seja, da atividade profissional que Deus prospera os teus.
E é por meio do trabalho que o indivíduo torna-se digno.

Por fim, Rute perdeu pessoas que ele amava, percas para a morte. Noemi estava viva e Rute não a perdeu para a vida. Há pessoas que perdem outras em vida por não saber fazer escolhas. Portanto, resultados são provenientes de escolhas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: José: fé em meio às injustiças

José: fé em meio às injustiças
Anterior ao nascimento de Isaque Deus tinha falado a Abrão que sua descendência serviria a um povo em cuja terra seria peregrina por quatrocentos anos (Gn 15.13) e José foi enquadrado no cumprimento desta profecia. Conforme a última e mais extensa história de Gênesis, a de José, este personagem é um elo importantíssimo entre a promessa e o cumprimento.
José foi lançado na cova (Gn 37.24), por três motivos:
Primeiro motivo, os irmãos de José o lançaram na cova por que José tinha sonhos (Gn 37.5-11), no contexto atual muitos são jogados na cova por possuírem sonhos. Segundo motivo, José era amado de seu pai e isto provocava a ira nos seus irmãos (Gn 37.3). E como terceiro motivo, José tinha promessa de Deus.
O patriarca José é notável na Bíblia Sagrada por sua inteligência e sabedoria (Gn 41. 39) e por possuir o Espírito de Deus (Gn 41.38).
I – DOIS SONHOS E MUITAS CRISES
Os pais de Jacó demonstravam de maneira nítida, o apego e o carinho para com os seus filhos (Gn 25.28), porém, de maneira errada, pois, enquanto Isaque amava a Esaú, a sua esposa Rebeca amava a Jacó.
Quando os pais demonstram o apego a um dos filhos, tal atitude poderá proporcionar desarmonia e profundas contendas. Havia na época a importância da primogenitura, e Jacó fez de tudo para obter o direito de primogênito, isto é, ser o detentor do direito da bênção. Para isto, Jacó comprou a primogenitura (Gn 25.31), e enganou a seu pai (Gn 27.33).
Assim como seus pais falharam na expressão do amor para com os filhos, o patriarca Jacó também falhou, pois este amava mais a José. E aumentando esta lacuna, Jacó amava a Raquel mais do que a Leia.
Amar não é um erro, porém a demonstração do amor para com alguns em menosprezo a outros, pode ocasionar desajuste em qualquer instituição. A família como instituição não pode e nem deve outorgar brechas para a ocorrência de desajustes. Famílias desajustadas proporcionarão uma sociedade problemática.
Dentro de uma família, todos devem ser amados por igual, independente das diferenças de temperamento que cada filho tenha. Jacó foi um mau exemplo de paternidade, porque não soube administrar com sabedoria os sentimentos de sua família (CABRAL, p.79).
O patriarca José tinha sonhos, tendo estes sonhos origem em Deus. Ao relatar os sonhos para os seus irmãos a vida do patriarca começa a ter alterações desajustadas, porém, tudo caminhava para o bem do povo eleito por Deus. No passar do tempo os sonhos de José se cumpriram fidedignamente. Portanto, sobre sonho é certo afirmar que nem sempre os sonhos são compreendidos, mas se procedem de Deus, certamente se cumprirão no tempo oportuno.
II – A CRISE DA COVA E DA ESCRAVIDÃO
Ao ser lançado na cova José estava sendo humilhado pelos próprios irmãos. Percebe-se que o patriarca superou a crise da humilhação tanto ao ser lançado na cova como no ato de ser mercadoria vendida aos ismaelitas e com humilhação José foi conduzido como escravo ao Egito.
O presente tópico destaca quatro Ps concernentes a vida de José.
O primeiro trata-se do preço no qual José foi vendido. Os ismaelitas compraram José por vinte siclos de prata, valor que corresponderia a mais ou menos R$ 20,00, logo, em média o valor pago por José foi de R$ 400,00.
Sendo o segundo correspondente com a prosperidade, pois Deus prosperou o patriarca na casa de Potifar levando-o a função de mordomo.
Já o terceiro corresponde com a pureza. José foi testado e aprovado. A esposa de Potifar tentou a José, porém, o jovem sabendo do grande perigo disse as seguintes palavras, como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus? Que belas palavras de um jovem que tinha convicção que Deus era com ele e compreendia a importância de si manter fiel à pessoa de Deus.
O quarto trata-se da prisão. Vítima de uma mentira o patriarca José foi preso. Porém, com base na vida do jovem José percebe-se que até na prisão Deus prospera os teus. Não importa a situação o que importa é saber que quando Deus estar presente, Ele proporciona bênçãos na vida dos teus.
III – SABEDORIA PARA ADMINISTRAR
A sabedoria de José torna-se notável e respeitada principalmente pela interpretação dos sonhos. E o importante é que José atribui a glória à pessoa de Deus.
José foi escolhido para administrar o Egito, potência econômica e bélica do período. Não apenas se destacou como administrador, mas também como economista. A lição deixada por José é que a solução de determinado problema não estar distante da realidade das pessoas.
Nada acontece por acaso, Deus tem um plano em tudo. José foi vendido para o Egito, propósito de Deus nesta história era salvar o seu povo de uma grande crise e cumprir sua Palavra em que os descendentes de Abraão viveriam em uma terra estranha por longos anos (Gn 15.13).
Segundo o Salmo 119.85 os soberbos abriram covas para o salmista, da mesma forma os patriarcas de Israel abriram a cova para José. Soberbos são aqueles que possuem sentimentos negativos caracterizados pelo ego, em que se acham superiores a outros. Porém, quando o crente obedece à palavra de Deus ele nunca desce, mas por Deus será exaltado e isto aconteceu de fato na vida do patriarca José, e da pessoa de Faraó o patriarca José recebeu nome de Zafenate-Panéia, que provavelmente significa Deus fala e Deus vive (Gn 41.45), logo, José foi exaltado por Deus.
Referência:

CABRAL, Elienai. O Deus de toda provisão, esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.