Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 20 de março de 2017

Culto de Doutrina: A transformação da água em vinho, primeiro milagre realizado por Jesus

A transformação da água em vinho, primeiro milagre realizado por Jesus
Texto: Disse-lhes Jesus: enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. E disse-lhes: tirai agora e levai ao mestre-sala. E levaram... Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele (Jo 2.7,8,11).
A água e o vinho são dois elementos importantes para a compreensão de alguns significados próprios do cristianismo. Purificação e alegria da salvação são definições simbólicas destes elementos. Porém, o texto em análise relata a respeito do primeiro milagre de Jesus que permite ao leitor da Bíblia identificar: a realização de uma cerimônia com a presença do mestre-sala, a presença de convidados ilustres, a importância do diálogo entre Jesus e Maria, e por fim, o real sentido do milagre da transformação da água em vinho.
A cerimônia
A realização de um casamento nos tempos Bíblicos, período do Senhor Jesus, era desenrolado em três acontecimentos: acordo legal realizado pelos pais, procissão do noivo e convidados até a casa da noiva, e por último, o retorno à casa do noivo, local onde seria realizada a comemoração.
A comemoração do casamento durava até uma semana e os noivos se vestiam e eram tratados como realeza. Sendo que o mestre-sala era o encarregado de recepcionar bem os convidados, levando-os às mesas e cuidando no contexto geral da cerimônia.
O relato encontrado em João corresponde com o terceiro acontecimento da realização de um casamento.
Os convidados
Provavelmente Maria tinha parentesco com a família anfitriã da cerimonia. Logo, por este motivo Jesus e seus discípulos foram também convidados.
Jesus não tinha ainda se manifestado como o Messias, porém, a sua mãe tinha pleno conhecimento que a chegada deste dia não iria demorar.
Assim como Jesus foi convidado para as bodas no início de seu ministério terreno é necessário que os futuros casais convidem a Jesus para fazer parte de suas vidas conjugais. Na narrativa Bíblica é demonstrado que o vinho acabou. A ausência de vinho corresponde com a ausência de vida, de abundância, de esperança e de alegria.
A presença de Jesus outorga ao ser humano vida, abundância, esperança e alegria.
Na ausência de vinho Jesus ordenou que a água fosse colocada nas seis talhas, ou seja, se cada talha tinha duas ou três metreta, e se cada metreta possuía em média 30 a 40 litros de água, foram depositadas em média 480 a 720 litros de água.
Na ausência de vinho a água foi utilizada. Na ausência de alegria é necessário que o cristão busque a purificação no Senhor Jesus.
O diálogo entre Jesus e Maria
O presente diálogo permite compreender que há uma informação clara a respeito do reconhecimento de Maria a respeito da divindade de Jesus e do respeito de Jesus para com Maria.
Na fala de Maria “não tem vinho” indica que ela estava informando ao filho a respeito do que estava acontecendo, e assim Ele agiria conforme a sua sabedoria e vontade.
Porém, a resposta de Jesus foi: mulher o que tenho eu contigo? O termo mulher correspondia a uma forma respeitosa de se dirigir a alguém. A resposta de Jesus não foi uma negação à situação e nem uma forma de desrespeito a sua mãe. É tanto que ela responde aos empregados: fazei tudo quanto ele vos disser; frase que demonstra que a tonalidade de Jesus a Maria indicava que Ele faria alguma coisa.
O verdadeiro sentido da transformação
Há três aspectos para explicar o verdadeiro sentido da transformação: aspecto real, aspecto ministerial e aspecto aplicativo.
Aspecto real corresponde com o real sentido literal do fato Bíblico narrado, ou seja, corresponde com o acontecimento que era a cerimônia das bodas. A ausência do vinho seria humilhante para os noivos.
Já o aspecto ministerial se confirma com a seguinte frase, os seus discípulos creram nele (v.11), fato que indica que muitas vezes o seguir vem antes de crer.
Por fim, o aspecto aplicativo define que Jesus é poderoso para transformar o caráter do indivíduo e outorgar alegria da salvação, pois sem Jesus não há vida, não há prosperidade, não há esperança e não há alegria. Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galileia e manifestou a sua glória (v.11). Ao manifestar o seu poder criador, Jesus estava testemunhando a verdade de sua missão e a grandeza de sua natureza; e seus discípulos, cuja fé era muito viva, procuravam um novo motivo para crer nele e unir-se mais intimamente ao Mestre! (FILLION, 2016, p. 90).
Referência:
FILLION, Louis-Claude. Enciclopédia da vida de Jesus: a nação de Jesus, Cristo antes da encarnação e a vida oculta de Jesus – Volume 2. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2016.

domingo, 19 de março de 2017

Subsídio para aula da E.B.D: Uma vida de frutificação

Uma vida de frutificação
A verdade prática afirma que o crente só terá uma vida frutífera se estiver ligado à Videira Verdadeira.
A presente lição tem como objetivo geral: explicar que o crente só terá uma vida frutífera se estiver ligado à Videira Verdadeira. E como objetivos específicos: compreender a singularidade da videira e seus ramos; mostrar o fundamento da frutificação espiritual; e, explicar que fomos chamados para frutificar.
Tendo como texto áureo: toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto (Jo 15.2).
Há três informações fundamentais no presente texto:
Primeira informação; toda vara está ligada em Cristo.
Segunda informação; a que não dá fruto será tira.
Terceira informação; a que dá fruto será limpa para que dê mais frutos.
I – A VIDEIRA E SEUS RAMOS
A Videira é o próprio Senhor Jesus. Sendo que no AT há citações que indicam ser Israel uma videira plantada por Deus em excelência, mas no decorrer esta planta se degenera e torna-se estranha (Jr 2.21). Porém, no NT a videira serve para identificar a pessoa de Jesus Cristo e não a Igreja, verdade que se concretiza por dois motivos:
1- A videira é um organismo vivo que supre as necessidades de outros organismos.  A existência da videira garante o suprimento das necessidades dos outros seres vivos. A extração do fruto da videira, a uva, outorga o saciar das necessidades físicas.
As necessidades humanas são divididas em matérias e espirituais. Sendo que as necessidades materiais se subdividem em necessidades específicas: física, quando se trata da saúde; financeira, quando se trata das questões econômicas; e, emocionais, trata-se dos relacionamentos entre as pessoas. Já as necessidades espirituais correspondem com o relacionamento entre o indivíduo e a pessoa de Deus.
Portanto, o Senhor Jesus é a Videira Verdadeira que outorga o suprimento das necessidades de todos aqueles que se aproximam do Pai.
2- A videira permanece nos ramos. Estai em mim, e eu em vós (v.4), a permanência da Videira nos ramos outorga a vitalidade através da seiva. No meio natural há ocorrência em que a seiva não é conduzida ao ramo, tornando este infrutífero. Aplicando ao crente, percebe-se que este está na Videira, mas por não dá fruto a Videira não está neste ramo, o que acontecerá será a retirada deste para ser lançado no fogo.
Os discípulos ao serem comparados com os ramos da Videira são hermeneuticamente definidos pela natureza, pela honra alcançada, pelas dificuldades vivenciadas e pela alegria a ser conquistada.
De fato estes ramos devem ser limpos pela Palavra, e terão como resultados pela comunhão com Cristo a oração respondida e a permanência em Cristo, porém, o grande ganho presente no texto é ser reconhecido como discípulos e amigos de Cristo.
Todos os ramos que dão frutos serão limpos pela Palavra para que possam dá mais frutos. Portanto, o cristão que obedece a Palavra este dá muitos frutos.
Nitidamente dois são os resultados da comunhão entre os ramos e a videira: frutificação (v. 2) e orações respondidas (v. 7).
Porém, cinco são os resultados daqueles que permanecem em Jesus Cristo:
Têm as orações respondias (v.7).
Dão muitos frutos (v.8).
Cumprem propósitos (v.8).
Vivenciam o amor (vv.9,10).
Vivem em plenitude de alegria (v.11).
Os que permanecem são considerados discípulos e amigos de Cristo (vv. 8,15). Em ambientes em que há bons frutos, haverá boas sementes que espalharão. Quando os servos de Deus anunciam as Boas Novas em Cristo tornam-se seus discípulos. Pois, estão seguindo as normas de Jesus Cristo, obedecendo aos seus mandamentos.
Além de discípulos os onze apóstolos foram chamados de amigos e não mais de servos. O servo recebe ordens, já os amigos conhecem a vida dos outros por cultivar a comunhão.
II – O FUNDMANETO DA FRUTIFICAÇÃO ESPIRITUAL
O fundamento para a frutificação é o amor, pois o amor é o fruto mais excelente, sendo que Cristo é o exemplo máximo do amor incondicional. Paulo escreveu à Igreja em Coríntios que mostraria o caminho mais excelente (1 Co 12.31), sendo este, o amor, regra básica e indispensável para o crescimento da Igreja de Cristo.
O amor deve ser visto pela sociedade na prática cotidiana dos cristãos em obras.
Sendo que o amor é gerado nos corações dos cristãos mediante a ação do Espírito Santo.
III – CHAMADOS PARA FRUTIFICAR
Cada cristão foi vocacionado para frutificar. Frutificar espiritualmente, ou seja, experimentar maior comunhão com Deus, mediante os frutos do Espírito que se associam com o cristão e Deus; amor, gozo e alegria. Frutificar socialmente, experimentar na prática os efeitos dos frutos do Espírito que se relaciona entre o cristão e o próximo; longanimidade, benignidade e bondade. Frutificar mediante o relacionamento pessoal; fidelidade, mansidão e temperança.

Por fim, Jesus Cristo é a Videira Verdadeira, o Pai é o Lavrador, e os membros da Igreja são os ramos. Logo, é necessário que os membros da Igreja sejam purificados pela Palavra para que possam frutificar em um mundo cheio de maldades. Já aqueles que não estão em Cristo deverão se santificar para desfrutarem do grande amor de Deus.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Subsídio para aula da E.B.D: Quem ama cumpre plenamente a Lei Divina

Quem ama cumpre plenamente a Lei Divina
A verdade prática afirma que amar a Deus e ao próximo é cumprimento plenamente a Lei divina.
A presente lição tem como palavra chave: amor. No grego αγάπη, que tem como significado amor, afeição, estima a mais sublime virtude cristã.  Refere-se ao amor de Deus ou de Cristo aos homens Rm 5.8. Também se define como sendo a essência de Deus 1 Jo 4.8, 16. Assim também como pode caracterizar o amor de homens, a Deus ou a Cristo, Jo 5.42; ou a outras pessoas 2 Co 8.7 (GINGRICH & DANKER, 1993, p. 10).
I – A SINGULARIDADE DO AMOR AGÁPE
No grego há ainda dois tradicionais termos para a palavra amor, são eles: philéo e eros (palavras transliteradas).
Philéo é a palavra mais nobre no grego secular para expressar o amor (BARCLAY, 2010, p.61). O termo philein se associa com beijar e acariciar, logo, o amor quando definido por philia poderá diminuir e o calor se esfriar. Porém, este tipo de amor é mais utilizado ao relacionar o sentimento entre amigos, que pode se esfriar ou aumentar. Sendo assim os cristãos deverão orar por seus amigos.
Já a palavra eros é caracteristicamente para o amor entre sexos, o amor de um rapaz para com uma jovem; sempre há um lado predominantemente físico, e sempre envolve o amor sexual (BARCLAY, 2010, p.60).
Conforme o evangelista João um dos atributos morais de Deus é o amor.
Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor (1 Jo 4.8).
O caminho mais excelente, o caminho do amor, segundo o qual somos exortados a andar, identifica as características que Deus nos revelou na sua Pessoa e na sua obra (1 Co 12.31-13.13). Se seguirmos o seu exemplo, produziremos o fruto do amor, e andaremos de tal maneira que os dons 9charismata) do Espírito Santo cumprirão em nós os seus propósitos (HORTON, 1996, p. 138).
Santidade e o Amor se definem como atributos morais de Deus, pois são atributos que expressam a majestade da natureza divina.
Deus é santo, e assim como Ele é, cabe a cada cristão o dever de se santificar (Jo 17.17; 1Pe 1.16).
Deus é amor (1 Jo 4.8). O amor como atributo expressa a natureza de Deus. Cinco são os aspectos do atributo do amor de Deus: complacência, compaixão, afeição, benevolência e misericórdia.
O aspecto do amor da complacência ensina que Deus concorda com a oração dos fiéis e usa de benevolência para com os teus (Mt 17.5).
O amor da compaixão ensina que a ação de Deus está associada com a aflição dos que por Ele são amados (Êx 3.9).
O amor da afeição ensina sobre o aspecto da relação íntima entre Deus e o seu povo (Jo 17.23).
Já o aspecto da benevolência se define na ação divina em outorgar e usar de bondade (Lc 6.35).
Por fim, o quinto aspecto do amor divino é a misericórdia. Do substantivo hesed (transliteração do hebraico), corresponde com a benignidade, o amor firme, a graça, e com a palavra misericórdia, fidelidade, bondade e devoção. Já o substantivo – eleos – presume necessidade por parte de quem a recebe, e recursos adequados para satisfazer a necessidade daquele que a mostra. Deus age com misericórdia. As misericórdias do Senhor proporcionam ao cristão a possibilidade de sonhar e de lutar para que o melhor de Deus se concretize.
II – AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO
Há três dimensões para compreender a ação do amor.
Dimensão vertical, amor a Deus. O amor a Deus por parte do homem deve ser exclusivo (Mt 6.24), alicerçado na gratidão (Lc 7.42), obediente (Jo 14.15) e comunicativo (BARCLAY, 2010, p. 74).
Dimensão horizontal, amor ao próximo. O amor ao próximo é definitivamente fruto do Espírito.
Dimensão interior, amor a si mesmo. O indivíduo só poderá amar a Deus se amar a si mesmo. Da mesma forma o indivíduo só amará o próximo se a amar a si mesmo.
III – SOB A TUTELA DO AMOR, REJEITEMOS AS OBRAS DAS TREVAS
Segundo a narrativa bíblica o homem não foi criado com e nem no pecado, mas o pecado entrou no mundo pela desobediência do homem ao quebrar a aliança que tinha feito com Deus. Nesta aliança entre Deus e Adão existia uma promessa, a vida; uma condição, a obediência; e uma pena, a morte. Com a desobediência o homem sofreu a morte. No caso de Adão sofreu a morte moral, espiritual e posteriormente com 930 anos a morte física.
As consequências do pecado não se limitaram ao primeiro casal. Pelo pecado de um só homem todos pecaram e assim as consequências passaram a todos os homens. Ao desobedecerem, tanto Adão como Eva, perceberam que estavam nus (Gn 3.7), tiveram medo de Deus e se esconderam (Gn 3.8-10), e por fim foram expulsos do jardim (Gn 3.23,24).
Porém, o amor é o antídoto contra o pecado, pois quem ama não peca contra Deus e nem peca em denegrir a imagem de Deus, isto é, o seu próximo. O amor conduz os cristãos à obediência, pois quem ama a Deus obedece a Palavra de Deus.
Em fim, para concluir utilizamos a escrita da introdução da revista: a maior marca de uma igreja não é sua teologia, seu templo, tradições, mas sim o seu amor para com o Senhor Jesus e para com o próximo.
Referência:
BARCLAY, W. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.
GINGRICH, F. Wilbur. DANKER, Frederick W. LÉXICO DO NOVO TESTAMENTO GREGO / PORTUGUÊS. São Paulo: Edições Vida Nova, 1993.

HORTON, S.M. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Culto de doutrina: Jesus chama os primeiros discípulos

Jesus chama os primeiros discípulos
Texto: 18- E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; 19- E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 20- Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. 21- E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes; E chamou-os; 22- eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no (Mt 4.18-22).
A liderança do Senhor Jesus sobre os discípulos ratifica a necessidade de líderes que valorize aqueles que por Deus foram chamados. A liderança de Jesus em escolher, instruir e enviar doze homens ensina a Igreja do século XXI a não desistir daqueles que possuem um chamado da parte de Deus.
Deus chama, Deus capacita e Deus envia. Deus chama pessoas para realizarem aquilo que as incomoda. Deus chama pessoas para realizarem aquilo que gostam de fazer. Deus chama pessoas dedicadas e compromissadas. Indivíduos oscilantes dificilmente porão as mãos no arado, pois estas facilmente olharão para traz.
Portanto, quando se estuda a respeito do chamado de Jesus para com os discípulos, percebem-se dois pontos fundamentais: a pessoa que chama e as pessoas que são chamadas.
Jesus é quem chama
Pedro, André, João e Tiago já conheciam a Jesus. É só observar Mateus 4.12 “Jesus, porém, ouvindo que João estava preso, voltou para a Galileia” e comparar com João 1.35-40, texto que cita diretamente os nomes de André e Pedro, e indiretamente o nome de João, sendo que estes foram citados quando dois destes eram discípulos de João Batista. Logo, Jesus já era conhecido por estes personagens. O conhecimento daquele que chamado a respeito daquele que o chama é necessário e fundamental para o sucesso ministerial dos vocacionados.
1- Jesus é quem chama. Três são os tipos de chamados de Jesus para com as pessoas. Primeiramente Jesus chama as pessoas para serem salvas. Em segundo Jesus chama as pessoas para servirem. E por fim, Jesus chama os indivíduos para serem glorificados com Ele na glória celestial. Vinde após a mim, e eu vos farei pescadores de homens (v.19), descrição que ratifica o chamado dos primeiros discípulos para servirem a Jesus.
2- Jesus é quem instruí. Toda pessoa chamada para o serviço, deverá ser instruída para a realização eficiente e eficaz da obra de Deus. A instrução de Jesus para com os discípulos poderá ser observada na abrangência de três metodologias: oração (Jo 17.1-26), explicações dialógicas (Jo 14. 26) e o exemplo (Jo 14.9).
3- Jesus é quem envia. Cada pessoa que nasce neste mundo tem da parte de Deus um chamado específico. José foi chamado para cumprir eficazmente a Palavra de Deus a Abraão, que a descendência do patriarca viveria em uma terra estranha (Gn 15.13), porém Deus levanta José para outorgar segurança a Israel. Já Moisés foi vocacionado para conduzir a saída do povo de Israel do Egito em direção à Terra Prometida. Poderia registrar nomes como de Daniel, Jeremias, Isaías, Jonas, faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel, e dos profetas, os quais, pela fé, venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões (Hb 11.33,34). Em suma, cada um destes no próprio tempo foram enviados por Deus para marcarem em santidade as suas gerações.
Deus continua a enviar nos dias atuais, pessoas para pregarem o Evangelho às almas cativas. Ao serem enviados os discípulos deveriam conhecer aquEle que os tinham enviado, pois no nome de Jesus há poder para sujeitar os demônios (Lc 10.17).
Discípulos são pessoas vocacionadas por Jesus
O termo discípulo do grego μαθητης significa aprendiz, ou seja, aquele que aprende de um mestre. Ouvir as palavras do mestre, compreender as instruções do mestre e aprender os ensinos do mestre definem o termo aprendiz do grego.
André e João (João o evangelista provavelmente era o outro discípulo, que foi até a casa de Jesus Jo 1.35,39), já conheciam a Jesus, tinham informações a respeito do Cristo e passaram boa parte de um dia na casa do Mestre.
1- Pessoas são chamadas para realizarem aquilo que as incomodam. Inúmeras são as necessidades em que os indivíduos da atual sociedade estão enquadrados. Deus levantou o profeta Miquéias para corrigir os ricos de Israel que maltratavam os pobres.
Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus? (Mq 6.8).
Assim também foi com o profeta Amós (Am 4.1).
Portanto, Deus chama pessoas para realizarem aquilo que as incomodam. Se no cenário político algo incomoda o cristão, Deus levanta este para servi-lo no âmbito público. Caso seja na educação, Deus levanta pessoas para servi-lo no processo de ensino-aprendizagem. Se por acaso é no contexto eclesiástico, Deus levanta pessoas para servi-lo como líderes. Em suma, o que incomoda as pessoas é o demonstrativo do propósito do chamado de Deus.
2- Para a realização da obra Deus deposita sentimento nos chamados. Fazer o que não gosta não motiva ninguém a nada. Mas, quando a pessoa gosta, esta é motivada para a concretização e realização de grandes coisas. Logo, Deus chama pessoas para realizarem aquilo que elas gostam. Paulo o maior teólogo de todos os tempos só conquistou tal mérito por causa de sua dedicação ao Senhor, e claro por realizar aquilo que gostava que de fato era, ensinar a Palavra de Deus.
3- Deus chama pessoas dedicadas e compromissadas com o que praticam. Os primeiros discípulos a serem vocacionados eram pescadores e estavam ocupados em suas tarefas. Pedro e André estavam lançando as redes. João e Felipe estavam consertando as redes (Mt 4.18,21).
4- Para atender ao chamado há um preço e uma recompensa. João e Felipe deixaram o pai e seguiram a Jesus. Abraão saiu do meio de sua parentela para obedecer ao chamado de Deus (Gn 12.1-3). Porém, há uma recompensa, pois, todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna (Mt 19.29).

Por intermédio da Igreja o Senhor Jesus continua a chamar, a instruir e a enviar pessoas redimidas para a concretização de grandes obras. A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros. Rogais, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara (Mt 9.37,38).

domingo, 5 de março de 2017

Subsídio para aula da E.B.D: Vivendo de forma moderada

Vivendo de forma moderada
A verdade prática afirma que a temperança ajuda o crente a ser moderado em todas as áreas e circunstâncias da vida.
A presente lição tem como palavras-chaves: temperança, prostituição e glutonaria.
Temperança é capacidade de controlar a si mesmo. Três são os pontos fundamentais para serem controlados: a língua, as paixões e os desejos que são contrários à vontade de Deus.
A prostituição corresponde com a imoralidade sexual, enquanto que a glutonaria significa descontrole no uso de alimentos, sendo que tal pecado está também relacionado com o envolvimento com drogas e sexo.
I – TEMPERANÇA, O DOMÍNIO DAS INCLINAÇÕES CARNAIS
Temperança no grego εγκράτεια, (transliteração egkrateia) que significa autocontrole (At 24.25; Gl 5.23; 2 Pe 1.6), também poderá encontrar o termo έγκρατεύομαι  (transliteração agkrateuomai) que significa controlar-se, exercer autocontrole (1 Co 7.9; 9.25). E εγκρατής, (transliteração agkratés) definido por ter pleno controle de si mesmo, disciplinado (Tt 1.8).
Portanto, a temperança faz parte dos frutos do Espírito interligados com o relacionamento pessoal e é definido por autocontrole, ou exercício do autocontrole, e também por ser o pleno controle de sim mesmo, isto é, disciplinado.
Disciplinado às questões impulsivas da carne, como sexuais e a glutonaria.
A palavra grega egkrateia significa temperança ou domínio próprio até sobre as paixões sensuais. Inclui, portanto, a castidade (HORTON, 1996, p. 492).
Gomes assim acrescenta a respeito da temperança:
Na temperança, o homem não se entrega a diversões ou prazeres dissolutos, corruptos, mas tem a posse de si mesmo, sabe controlar seus desejos, emoções (Gn 43.31). Muitos estudiosos falam que no aspecto ético o homem que tem controle de si é prova de que sua alma está agindo, de modo que ele repele aquilo que pode prejudicá-lo. Mas como isso é possível quando tudo no seu ser está contaminado pelo pecado? (2016, p. 133).
II – PROSTITUIÇÃO E GLUTONARIA, O DESCONTROLE DA NATUREZA HUMANA
Prostituição no grego πορνεία (transliteração porneia) significa prostituição, fornicação, de vários tipos de relação sexual ilícita.
Porneia descreve o relacionamento em que uma das partes pode ser comprada e descartada como um objeto, e onde não há união de personalidade nem respeito por estas (BARCLAY, 2000, p.26).
Porneia está associada com as obras da carne que correspondem com atos sexuais. E são quatro os tipos de pecados que correspondem com atos sexuais e estão diretamente ligados com a desobediência do sétimo mandamento “não adulterarás” (Êx 20.14). São eles: adultério, fornicação, impureza e lascívia.
Adultério: para muitos eruditos a prática do adultério corresponde com a traição entre casais e, de fato adultério tem como significado dormir em cama estranha.
Fornicação: a relação sexual entre jovens sem haver a venda do corpo e sem corresponder com a traição de um terceiro se resume em fornicação.
Impureza: correspondem com pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios. Porém, este tipo de pecado é alimentado por pensamentos e desejos da alma (Ef 5.3, Cl 3.5).
Lascívia: corresponde com o pecado da sensualidade. Tal prática conduz as pessoas ao ponto de perderem a vergonha. Por isso, tornou-se natural no presente contexto civilizatório à falta de decência e a perca do pudor.
O vocábulo glutonaria no grego é κώμοι significa banquete ou orgia. Sendo que o termo orgia em Gl 5.21, se refere à obra da carne, isto é, corresponde com aqueles que vivem se entregando à comida, bebida, festividades, não tendo compromisso com nada e com ninguém. Logo, a glutonaria identifica e caracteriza a pessoa a um rebelde.
III – VIVENDO EM SANTIFICAÇÃO E DEIXAND OS EXCESSOS
No esfriar do amor, extinguir se a santidade.
O fruto é a maneira de se exercer os dons. Cada fruto vem acondicionado no amor, e qualquer dom, mesmo na sua mais plena manifestação, nada é sem o amor. Por outro lado, a plenitude genuína do Espírito Santo forçosamente produzirá também frutos, por causa da vida renovada e enriquecida da comunhão com Cristo. Conhecer o amor, poder e graça de Deus, inspiradores de reverente temor, deve fazer de nós vasos de bênçãos cheios de ternura. Não merecemos os dons. Nem por isso Deus se nega a nos revestir de poder. E passamos a ser obreiros do Reino, prontos para trazer a colheita. Subimos a um novo domínio (HORTON, 1996, p.493).
Portanto, viver da maneira que agrada a Deus é possível. E que a cada dia o Espírito Santo fortaleça a Igreja e encha os membros do poder do alto, santificando a cada membro para poderem desfrutar do pleno relacionamento com os demais membros da comunidade cristã.
Referência:
BARCLAY, W. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.
GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito, como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HORTON, S.M. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Culto de Doutrina: Não temas, pois Deus tem ouvido a sua voz

Não temas, pois Deus tem ouvido a sua voz
Texto: E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o Anjo de Deus a Agar desde os céus e disse-lhe: que tens, Agar? Não temas porque Deus ouviu a voz do rapaz desde o lugar onde está (Gn 21.17).
O presente texto relata um fato histórico em que envolve dois personagens, Hagar e Ismael. Deus age em socorro de Hagar e de seus descendentes expressando as seguintes palavras: não temas.
Não temas conforme a narrativa em foco descreve as seguintes verdades: não temas, pois há um Deus que ouve o clamor; não temas o desamparo humano, pois Deus não abandona os teus; e, não temas a ameaça da morte, pois há um Deus que outorga saída em meio às crises da vida.
Não temas, pois Deus ouve o clamor
Na angústia, invoquei ao Senhor e clamei ao meu Deus; desde o seu templo ouviu a minha voz e aos seus ouvidos chegou o meu clamor perante a sua face (Sl 18.6). O salmo de Davi se associa à realidade em que enfrentava Hagar, a angústia. A angústia pode ser compreendida como o dia em que as pessoas recebem más notícias, o dia em que são abandonadas, menosprezadas e esquecidas.
Hagar cujo nome em hebraico pode ser definido pela palavra estrangeira. E em frente à realidade da morte de seu filho a concubina levantou a voz e chorou (Gn 21.16), e bradou o Anjo de Deus desde os céus e consolou a concubina com a frase, não temas.
Assim como Deus ouviu o clamor do rapaz Ismael (Ismael do hebraico significa Deus ouve), Deus continua a ouvir o clamor dos seus filhos em meio às aflições. Portanto, é necessário que o cristão não se apresente frouxo no dia da angústia, pois a sua força será pequena (Pv 24.10). Da mesma forma o crente em Deus deverá saber que Deus é uma fortaleza no dia da angústia (Na 1.7).
Não temas, pois Deus não abandona os escolhidos
Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti (Is 49.15). Sara pediu ao patriarca que deitasse fora Hagar e Ismael, tal petição pareceu mal aos olhos de Abraão, porém Deus assim ordenou que o patriarca fizesse, pois de Ismael também seria erguida uma nação (Gn 21.10-13).
Hagar no deserto se sentiu abandonada e menosprezada, porém Deus não abandona aqueles que têm promessa. De Ismael uma nação seria erguida, pois este também era descendente de Abraão.
Logo, se Deus não abandonou Ismael no deserto, mas em contra partida lhe outorgou livramento, é o que Deus também faz para com os teus filhos nos dias atuais, outorga vitória em meio às aflições do deserto.
O deserto não é ponto final. O deserto é a escola que permite aos cristãos saberem que Deus protege, livra, sustenta, providencia para aqueles que o amam.
Sara abandonou Hagar, sendo esta a vontade de Deus. Muitos abandonaram e abandonarão os cristãos, sendo esta a vontade de Deus. Porém, assim como Deus não abandonou Hagar e seu filho, assim também Deus não abandona os cristãos.
Não temas, pois Deus repreende a morte
A morte é uma realidade que significa separação entre corpo e alma, ou seja, a separação da parte física para com a espiritual. Para Hagar a ausência de água indicava o fim, consumida a água ela deixou o rapaz debaixo de uma árvore e se afastou a uma distancia de um tiro de arco, isto é, a uma distância de 100 a 150 metros, e no seu íntimo dizia, que não veja morrer o menino (Gn 21.16).
É uma realidade geral em que os pais não desejam vê a morte de seus filhos. Que sofrimento passou o patriarca Jó. Mas, com Jó se aprende que não se pode temer a perca (Jó 3.25).
Assim como a morte é uma realidade, a vida também é uma realidade, e Deus outorga vida e em abundância (Jo 10.10). Sendo assim, Deus abriu os olhos de Hagar e ela viu um poço de água e deu de beber ao seu filho. Logo, do temor da morte percebe-se que Deus outorgou vida e em abundância para Ismael, pois Deus era com o moço (Gn 21.20).

Portanto, o local em que Hagar teve a visão tornou-se conhecido como fonte do Deus visível. Logo, não temas é uma palavra dita pelo Deus visível, isto é, pelo Deus verdadeiro que não abandona os escolhidos e que está de prontidão para escutar o clamor de seus filhos outorgando vida em abundância.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Subsídio para aula da E.B.D: Mansidão: torna o crente apto para evitar pelejas

Mansidão: torna o crente apto para evitar pelejas
A verdade prática afirma que a mansidão, como fruto do Espírito, torna o crente apto para evitar contendas, pelejas e dissensões.
A presente lição tem como palavras-chaves: mansidão (O fruto conhecido com mansidão dá sabedoria à pessoa que passa a agir com autoridade e também sabe submeter de forma humilde. Mansidão é a prática correta da humildade), pelejas (Luta com ambição para ganhar seguidores que aprovem suas ideias), e dissensões (Ensinamentos que fogem do padrão bíblico e que aprove pensamento faccioso. A dissensão tem como objetivo provocar separação na congregação).
I – MANSIDÃO, O OPOSTO DA ARROGÂNCIA
A palavra mansidão é uma forma variada do termo grego προΰτης, significa gentileza, humildade, cortesia, consideração, força, suavidade e amabilidade. Na língua portuguesa mansidão apresenta a ideia de ausência de dinâmica e de ânimo. Porém, a mesma pode ser também definida na prática pela palavra tolerância.
No NT a palavra mansidão é descrita de duas maneiras:
É mais do que alguma coisa delicada e graciosa. É o segredo da conquista e do poder, porque os mansos são bem-aventurados e herdarão a terra (Mt 5.5). Prautes faz do homem um rei entre os demais.
Finalmente, devemos notar que pelo menos três vezes esta qualidade está ligada ao próprio Jesus... Esta mansidão é da própria essência do caráter de Jesus (BARCALY, 2010, p.111).
A mansidão não é um fruto do Espírito em que o cristão se torna um covarde, mas que outorga ao servo de Deus uma atitude interior que se transforma em ações graciosas, como por exemplo: amor, cortesia, tolerância e suavidade.
Ser manso não retira do cristão a ação de firmeza contra o pecado.
O grande exemplo Bíblico de mansidão é Moisés. Ora, Moisés era homem mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra (Nm 12.3).
                   
Mansidão conforme Números 12.3 pode ter como significado paciência e humildade. Palavras que se encontra na tradução da Bíblia King James Atualizada:
 Ora, Moisés era um homem muito paciente e o mais humilde dos homens de sua época (Nm 12.3). Portanto, a mansidão de Moisés pode ser definida de dependência do profeta para com Deus.
Para Gomes mansidão pode ser assim definida:
A mansidão pode ser entendida como uma qualidade suavizante, como uma canção que tranquiliza a alma mais angustiante, como um médico que trata seu paciente com toda delicadeza, como um pastor que cuida da ovelha com todo carinho. Ela não expressa falta de coragem, disposição, mas é o lenitivo que traz o melhor alívio para quem está sofrendo (GOMES, 2016, p.122).
Já para Horton:
A mansidão não é autorrebaixamento ou fazer pouco de si mesmo. Pelo contrário, é uma humildade genuína que não se considera importante demais para realizar as tarefas humildes. Não assume ares de grandeza ou imponência no sentido de deixar de ser cortês, atencioso e gentil com todas as pessoas. É modesta, mas bem-disposta a dar sua contribuição quando algo precisa ser feito (apud, GOMES, 2016, p.123).
II – EVITANO AS PELEJAS E CONTENDAS
A palavra peleja do grego έριθεία, significa rivalidade ou ambição egoísta. Poderá ser apresenta em versões diferentes com as seguintes palavras: facções, pelejas, discórdias, discussões, rixas, rivalidades, separam-se em partidos, esforços constante para conseguir o melhor para si próprio, contenção, espírito de partidarismo, fazer inveja, desavenças, e por fim, ser egoísta.
O fato é que as contendas têm como objetivo provocar separação no meio da congregação.
A έριθεία é uma ação que define o homem carnal. O homem carnal é aquele que conhece as coisas de Deus, mas não obedece a vontade de Deus para com a sua própria vida. A impaciência em não esperar o cumprimento das promessas de Deus, permite aos demais definir que tal cristão não está preparado para assumir algum posto no ministério. O desejo incontrolável a cargos que impulsiona o indivíduo a realizar ações carnais ratifica que as contendas têm como objetivo provocar separação no meio da Igreja.
Portanto, a única forma de combater a έριθεία é por meio da vida santificada ao Senhor. Logo, é necessário que todos os cristãos sejam cheios do Espírito Santo.
III – BEM-AVENTURADOS OS MANSOS
Conforme a lição Estevão é um exemplo de mansidão, pois ao ser condenado a morte por apedrejamento, o diácono não se revoltou contra tal ação, mas em contra partida se pôs de joelhos e suplicou o perdão de Deus para com os perseguidores.
Da mesma forma o Senhor Jesus tendo todo o poder em sua mão não o utilizou, mas foi paciente e em mansidão se entregou à morte para salvar todos aqueles crer em seu nome.
Portanto, bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra (Mt 5.5).
Refere-se novamente àqueles que são humildes diante de Deus e herdarão não somente as bem-aventuranças celestiais, mas também terão direito ao Reino de Deus que governará esta terra... Encontramos aqui, no início do Sermão do Monte, um equilíbrio entre a promessa material e espiritual do Reino. O Reino que Jesus anunciou está tanto em vós como ainda virá. Desde agora, o cristão é o cidadão espiritual do Reino dos céus (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.23).
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
BARCLAY, W. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.

GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito, como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.