Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Subsídio da E.B.D: Salvação e Livre-Arbítrio

Salvação e Livre-Arbítrio
Há dois ensinamentos que têm gerado inúmeros debates teológicos no protestantismo, e são eles: predestinação e livre-arbítrio. A temática a respeito da predestinação pode-se acrescentar que “segundo Calvino, a predestinação resulta da soberania de Deus que, desde a mais remota eternidade, já havia predestinado os que usufruirão da vida eterna. Infere-se, desde princípio, que o mesmo Deus também predestinou os que serão lançados no lago de fogo” (ANDRADE, p.207). Já o termo livre-arbítrio corresponde com o “instituto que nos faculta escolher entre o bem e o mal. Do uso que fazemos deste instrumento, prestaremos contas ao Supremo Juiz no último dia. Sem o livre-arbítrio, o homem jamais poderia firmar-se como criatura racional e moralmente livre” (ANDRADE, p.174).
O objetivo geral da presente lição é explicar que o projeto primário de Deus foi salvar a humanidade, contudo de acordo com sua soberania, concedeu o livre-arbítrio ao homem; e como objetivos específicos: mostrar que a eleição bíblica é segundo a presciência divina; discutir a tese bíblica de Armínio a respeito do livre-arbítrio; e, conhecer a respeito da eleição divina e do livre-arbítrio.
I – A ELEIÇÃO BÍBLICA É SEGUNDO A PRESCIÊNCIA DIVINA
1- A eleição de Israel.
2- A eleição para a salvação.
3- Presciência divina.
Comentário:
O presente tópico apresenta duas palavras que merecem atenção: eleição e presciência. O termo eleição do grego προγινωσκω significa, já conhecer ou ter conhecido no passado, em outras palavras significa prever ou antever, para Robinson “somente para Deus, conhecer de antemão, talvez com a ideia de aprovação; usado para o perfeito pré-conhceimento de Deus como ligado aos seus eternos desígnios” (p.776).
A eleição didaticamente pode ser divida e entendida da seguinte maneira:
A eleição é preventiva, isto é, Deus utiliza vários meios para impedir a operação do mal na vida daqueles que o teme.
A eleição é permissiva, isto é, Deus outorga liberdade ao homem para que este realize as escolhas conforme o livre-arbítrio que possui.  
A eleição é diretiva, Deus outorga liderança sobre a vontade humana.
A eleição é determinativa, isto é, Deus executa conforme a sua soberania (PEDRO apud POMMERENING, 2017, p. 89).
Já a presciência de Deus pode ser compreendida pela seguinte descrição teológica, os decretos de Deus. Quatro são os decretos de Deus: criação, providência, redenção e consumação.
A criação é o decreto divino que deu início a tudo o que existe (Gn 1.1). A finalidade da criação é para a glória de Deus (Is 43.7). Providência é o decreto divino que expressa o governo de Deus sobre a criação (Sl 24.1). Dois são os aspectos da providência de Deus: sustento e governo. O sustento se revela quando se afirma que Deus mantém a criação. Já o governo na afirmação que Deus rege, administra e gerencia a criação. Redenção é o decreto de Deus que se concretiza na salvação do pecador. Consumação é o decreto de Deus que ratifica a vitória final do Senhor em todas as suas obras.
II – ARMÍNIO E O LIVRE-ARBÍTRIO
1- Breve histórico de Jacó Armínio.
2- O livre-arbítrio.
3- O livre-arbítrio na Bíblia.
Comentário:
As palavras monergismo e sinergismo merecem bastante atenção por parte dos estudantes da Bíblia. Não são palavras presentes nos escritos Sagrados, porém o seu conteúdo sim. O termo monergismo corresponde com a “doutrina que atribui a conversão do ser humano única e exclusivamente ao Espírito Santo” (ANDRADE, p.183). O monergismo tem sido defendido pelos calvinistas. Já o termo sinergismo corresponde com a doutrina em que atribui a conversão do ser humano mediante a ação do Espírito Santo e a fé do indivíduo, isto é, uma cooperação divino-humana.
O arminianismo é sintetizado no seguinte acrônimo FACTS, que foi criado pelos seguidores de Armínio após a morte deste.
Freed by Grace (to Believe) – Livre pela graça (para crer). A salvação é para aqueles que creem, ou seja, para aqueles que se entregarem a Jesus.
Atonement for All – Expiação para Todos. Jesus ao se entregar na cruz se entregou por todos.
Conditional Election – Eleição Condicional. Ou seja, é válida para aqueles que se entregarem a Cristo.
Total Depravity – Depravação Total. Ensina que o homem é incapaz e limitado de si mesmo alcançar a salvação, logo à iniciativa da salvação é divina.
Security in Christ – Segurança em Cristo. O Espírito Santo capacita e assegura por meio da santificação a salvação aos que se mantiverem firmes na fé.
III – ELEIÇÃO DIVINA E LIVRE-ARBÍTRIO
1- A eleição divina.
2- Escolha humana e fatalismo.
3- A possibilidade da escolha humana.
Comentário:
Para Andrade a doutrina da salvação deverá ser compreendida com base em João 3.16 da seguinte maneira: “a predestinação é universal. Ou seja: Deus, em seu profundo e inigualável amor, predestinou todos os seres humanos à vida eterna. Ninguém foi predestinado ao lago de fogo que, conforme bem o acentuou Jesus, fora preparado para o diabo e aos seus anjos. Mas o fato de o homem ser predestinado à vida eterna não lhe garante a bem-aventurança ao lado de Deus. É necessário, pois que ele creia no Evangelho. E, assim, será havido por eleito. Por conseguinte, a predestinação é universal; e a eleição é particular” (ANDRADE, p.207).
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

POMMERENING, Claiton Ivan. A obra da Salvação, Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

E fez Deus a família

E fez Deus a família
Texto: E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele [...] Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne (Gn 2.18,24).
Família é uma instituição divina, formada antes do pecado para ter comunhão íntima com o Criador. O termo família vem do latim famulus e significa escravo doméstico, isto é, aquele que está preso ao lar. Não no sentido de prisão sem liberdade de amar, mas corresponde aquele que tem um abrigo. Logo, não corresponde com uma prisão, mas com um local de refúgio.
O presente estudo, e fez Deus a família, tem como objetivos: compreender a importância do não; sistematizar Gênesis 2.24; relembrar os propósitos do casamento; e por fim, entender as bases para a sustentação do lar.
Compreendendo a pedagogia do não
A palavra não é compreendida apenas como negatividade e não é vista como meio educacional para que haja efeitos educativos norteadores que objetivam o sucesso. O primeiro não na Bíblia foi dito pelo próprio Deus e corresponde a uma ação em que outorgaria benefícios para Adão.
A pedagogia do não no texto ensina que Deus reconheceu a necessidade de Adão de ter uma auxiliadora que estivesse ao seu lado, não sendo esta inferior e nem superior, mas que fosse idônea e que o completasse.
Já para as gerações hodiernas o não ensina que há limites necessários para o desenvolvimento do progresso individual e coletivo. Não correspondendo a uma negação do que é bom, mas instrui a cada indivíduo a ser obediente e compreensivo a realidade da vida.
Entendo Gênesis 2.24
O texto de Gênesis 2.24, possui valiosos ensinamentos sobre a vida conjugal. Pois, o texto está diretamente associado a sete princípios fundamentais para que o relacionamento conjugal seja bem sucedido.
Primeiro, a palavra homem, este correspondendo ao aspecto que possibilita ao indivíduo um relacionamento frutífero que é a maturidade. Logo, o termo homem corresponde à maturidade e no contexto Sagrado a maturidade deverá abranger três particularidades da vida humana, que são: a moral, a econômica e a espiritual. Quando o homem possui maturidade moral, isto indica que o mesmo é bem aceito e bem visto na sociedade, já a maturidade econômica indica que o indivíduo não é limitado ao serviço, e por fim, a maturidade espiritual corresponde à situação em que a pessoa se encontra com Deus.
Segundo, o versículo apresenta uma palavra de mudança, deixará. A mudança após o casamento deverá ser completa e abrange três esferas: geográfica, financeira e emocional. Sendo que o casamento requer mudança de atitude.
Um terceiro princípio para um relacionamento bem sucedido é a existência de um modelo de família, seu pai e sua mãe. De fato a educação dos pais preparam os filhos para a vida. E o lar paterno passa a ser modelo para a nova família nuclear.
Já como quarto princípio o texto apresenta o surgimento de uma nova família, se unirá. Duas pessoas diferentes, com hábitos, costumes e princípios culturais totalmente diferentes outorgará o surgimento de uma nova cultura de ampla diversidade, logo o lar dos pais só será visto como modelo de família para que uma nova e formidável casa seja moldada e estruturada.
Em quinto a palavra mulher, corresponde a um complemento. Portanto, o homem solteiro é de fato um ser incompleto. A mulher é o complemento para que o homem seja bem-sucedido. Nesta afirmação da Sagrada Escritura está à ênfase da monogamia e da heterossexualidade. Duas verdades que o inimigo da igreja tem implantado de maneira contrária na vida de pessoas cativas ao pecado. O unir se a uma mulher enfoca o ciclo da vida humana, e se não fosse à heterossexualidade promovida por Deus não haveria subsistido a raça humana desde o principio da criação.
Em sexto, as palavras se tornarão, indicam aprendizagem e confiança. Por mais que um relacionamento conjugal tem sobrevivido há algumas décadas é necessário que os cônjuges se conheçam. Pois, o conhecimento proporciona maior harmonia e entendimento das falhas do outro. Ninguém é capaz de mudar o companheiro e por mais que deseja, indivíduo nenhum poderá agir como Deus. E a confiança é um elemento necessário para que haja sucesso em um relacionamento.
E em sétimo, as palavras uma única carne, indicam intimidade profunda.
Definindo os propósitos do casamento
Biblicamente casamento corresponde com a união entre o homem e a mulher, que se une, isto é, que a cimenta, se agrega solidificando, tornando uma única carne. E são propósitos de Deus para a família: comunhão, fraternidade, compartilhamento de sonhos, fidelidade mútua e reciprocidade.
Quando a família formada compreende os propósitos de Deus, cada membro vive para o bem de um para com os outros. Pois, a felicidade do outro contribui para o fortalecimento da unidade familiar. Sendo que casamento é a união indissolúvel entre um homem e uma mulher que proporcionará orientação aos filhos para serem bem-sucedidos em tudo que colocarem a mão para fazerem.
Princípios que são bases para a sustentação do lar
Três são os princípios fundamentais para a construção do lar: desempenho correto dos papéis na composição da família, o bom gerenciamento e a espiritualidade do lar.
1- Desempenho dos papéis. O homem é a cabeça do lar (Ef 5.22-33), isto corresponde com as responsabilidades administrativas, logo, ser cabeça corresponde com maior responsabilidade. Responsabilidade de proteger, de prover, de guiar e de instruir. A mulher é o corpo do lar (Ef 5.22-33), fato que não põe a mulher ao estado de inferioridade ao do homem, mas lhe outorga funções como auxiliadora do homem, no que corresponde a instruir, guiar, proteger e prover. Já os filhos são os frutos da união (Sl 128.3) e devem obediência aos pais, assim também como o dever de honrá-los.
2- O bom gerenciamento. A governabilidade é uma habilidade outorgada por Deus aos seres humanos, porém poucos conseguem gerenciar os bens materiais que possuem. Alguns ao ponto de não contribuírem com a propagação do Reino de Deus, pois são egoístas e não são fiéis ao entregar os dízimos e ofertas a casa do tesouro. O princípio da fidelidade quando obedecido outorga benefícios incalculáveis para com as famílias.
3- A importância da espiritualidade do lar. É necessário buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, sendo que as demais coisas serão acrescentadas (Mt 6.33). A leitura da bíblia, assim como o orar diariamente e o jejuar, são ações fundamentais para o progresso e o fortalecimento das famílias diante a presença do Senhor.
Por fim, a família se desenvolve em formato de um ciclo, o que hoje se aprende se passa para gerações futuras, logo “aos pais, cabe a missão de educá-los para serem bons seres humanos, prepará-los para a vida em sociedade até que adquiram independência pessoal, profissional e financeira” (LOPES, 2017, p.339).
Referencial:

LOPES, Jamiel de Oliveira. Psicologia Pastoral, a ciência do conhecimento humano como aliada ministerial. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Abraão, homem que foi chamado de amigo pelo próprio Deus

Abraão, homem que foi chamado de amigo pelo próprio Deus
Texto: Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo (Is 41.8).
Abraão foi chamado de amigo pelo próprio Deus, percebe-se que amigo é aquele que quer bem ao outro (Jó 6.14), que faz parte da vida do outro (Pv 18.24) e que sonha para o bem estar do outro. O presente estudo busca descrever as características do chamado de Abraão, identificar as jornadas percorridas pelo patriarca e compreender os pontos necessários para ser considerado amigo de Deus.
Características do chamado de Abraão
O chamado de Abraão teve características próprias que o notifica no longo da história da humanidade, pois o patriarca teve que pagar alto preço para servir conforme a vontade de Deus, sendo que o patriarca Abraão não recuou, mas prosseguiu firme na promessa do Senhor.
1- O chamado de Abraão foi pela fé (Hb 11.8). Isto indica que o patriarca não andava por vista (2 Co 5.7), mas por ser justo viveu pela fé, pois o justo viverá pela fé (Rm 1.17) e o mesmo sabia que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6).
2- O chamado de Abraão exigiu a mudança de localidade. A mudança foi de Ur dos caldeus para ir a Canaã (Gn 11.31). A primeira mudança que Deus requer do ser humano ao chamá-lo é que o mesmo mude de atitudes. Atitude é a tendência de uma pessoa de julgar tais objetos como bons ou ruins, desejáveis ou indesejáveis.
3- O chamado de Abraão teve um preço a ser pago. A renúncia da terra, da parentela e da casa são demonstrações do preço elevado pago pelo patriarca (Gn 12.1). Abraão renunciou a terra natal, o conforto do lar, os amigos, o tradicional estilo de vida, o direito de habitar entre os teus, o direito de ter uma velhice tranquila e o direito de dirigir a sua própria vida. Portanto, Abraão renunciou, sendo que renunciar é abrir mão de bens pessoais para servir conforme a vontade de Deus.
A vida de Abraão em comparação a uma jornada
Para o pastor Gonçalves (2016) a vida de Abraão foi uma jornada da fé que se divide em oito partes didaticamente bem distribuídas.
1- Uma jornada para conviver com altares, e não com pirâmides (Gn 13.1-4). Jornada em que Abraão se destaca em ser adorador.
2- Uma jornada onde a visão deve ser maior do que a ambição (Gn 13.7,8). As percas de bens matérias não se comparam com as consequências da perca da comunhão fraternal.
3- Uma jornada que não pode ser seduzida por uma imitação do Paraíso nem pelas lembranças do Egito (Gn 13.10). Abraão não foi iludido pela aparência, mas prosseguiu pela fé.
4- Uma jornada que se aproxima de Canaã e se afasta de Sodoma (Gn 13.12,13). O alvo que é a promessa não pode ser invalidado pelo conforto momentâneo.
5- Uma jornada onde a exclusividade determina a intimidade (Gn 13.14). Abraão conhecia a voz de Deus.
6- Uma jornada onde Deus mostra o futuro, mas é o homem quem constrói o presente (Gn 13.14-18). Abraão era um homem de atitudes, ou seja, um homem de ação.
7- Uma jornada onde pessoas são mais importantes do que coisas (Gn 14.12,23). Abraão se importou com Ló, pois as pessoas são mais importantes do que os objetos.
8- Uma jornada onde Abraão aprendeu que era grande, mas não o maior (Gn 14.18,20). Abraão reconheceu o ministério de Melquisedeque.
Sendo amigo de Deus
Ser amigo de Deus conforme Tiago é torna-se inimigo do mundo (Tg 4.4). Pois, o mundo material engloba os prazeres materiais da vida humana. A este tipo de mundo Tiago escreve relatando que aqueles que fazem amizade, tornam-se inimigos de Deus e infiéis. Portanto, Tiago anteriormente tinha citado em sua carta um exemplo de amigo de Deus, e este é Abraão, patriarca que não desacreditou na promessa de Deus para com a sua vida. Sendo Abraão amigo de Deus não duvidou da Palavra do Senhor (Tg 2.23).
Portanto, toda amizade terá como elemento básico afinidade e amor. Afinidade corresponde ao sentimento de afeto o que proporciona igualdade. Já o amor indica aproximação ou inclinação para com a outra pessoa, no que se refere ao amor entre amigos, isto é, inclinação com compaixão para com o outro.
Referência:
GONÇALVES, José. Maravilhosa graça, o evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Subsídio da E.B.D: A Salvação pela Graça

A Salvação pela Graça
Em Romanos 5.18 o apóstolo Paulo relata a respeito de um dos benefícios de estar em Cristo Jesus, que é ter a própria vida, fato corroborado na seguinte descrição, todos os justificados são livres em Cristo e passaram a serem livres da condenação, pois são justificados em Jesus.
O objetivo geral da presente lição é saber que a nossa salvação é fruto único e exclusivo da graça de Cristo; e como objetivos específicos: explicar o propósito da lei e da graça; discutir a respeito do favor imerecido de Deus; e, salientar para o escândalo da graça.
A existência da Lei está associada com a existência do pecado, isto porque a Lei cujo significado indica ensino ou instrução foi dada a fim de demonstrar que o pecado é uma violação à vontade divina e com isto despertar os seres humanos a entenderem a misericórdia proveniente da graça manifestada em Jesus Cristo. Porém, o limite da Lei estava na impossibilidade de outorgar vida espiritual e atitude moral.
I – LEI E GRAÇA
1- O propósito da Lei.
2- A Lei nos conduziu a Cristo.
3- A graça revela que a Lei é imperfeita.
Comentário:
É necessário observar dois pontos básicos a respeito da Lei: primeiro, a Lei revela a justiça de Deus e segundo, a Lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Cristo.
1- A Lei revela a justiça de Deus. Logo que a lei revela a justiça divina também demonstra a injustiça por parte dos homens. “Estávamos sobre a custódia da lei” (Gl 3.23), isto indica que a lei aprisionava os homens por serem os mesmos injustos. A injustiça humana era notável até mesmo na vida de personagens que viveram em conformidade com Deus. Por exemplo: Noé após o dilúvio ao se embriagar (Gn 9.21), Abraão ao mentir (Gn 12.11-13; 20.2), Davi ao transgredir cinco dos dez mandamentos (2 Sm 11.4,14,24,27), e Uzias ao agir como sacerdote (2 Cr 26.16). Em suma, a lei indicava que os homens eram injustos em suas obras e incapazes de se salvarem, sendo que a justiça de Deus se manifesta na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
2- A lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Cristo. Anterior ao ministério de Jesus a lei definia a educação dos judeus o que Calvino vai considerar com a infância. “De modo semelhante, a lei era o gramático da teologia, o qual, depois de conduzir seus alunos até certo ponto, os entregava à fé, para que completassem a graduação. Deste modo, Paulo compara os judeus a crianças e nós, a jovens em progresso” (CALVINO, 2007, p.99).
II – O FAVOR IMERECIDO DE DEUS
1- Superabundante graça.
2- Fé e graça.
3- A graça não é salvo conduto para pecar.
Comentário:
O presente tópico destaca três versículos e cada um merece ser comentado de maneira categórica:
Rm 5.20 – Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça. A graça é um favor imerecido. Os homens presos em seus delitos e pecado não mereciam, mas Deus em seu infinito amor enviou o seu Filho Unigênito para resgatar a todos os que estavam presos no pecado.
Rm 3.28 – Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei. A lei condenava o melhor dos homens, enquanto que a graça de Cristo justifica o pior dos homens, logo ninguém é salvo mediante as obras da lei, mas sim mediante a obra redentora de Jesus no calvário.
Gl 5.13 – Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. O versículo tem dois destaques: fostes chamados à liberdade e sede, antes, servos uns dos outros pelo amor. A liberdade é um uso externo e não lida unicamente com Deus, mas corresponde com as ações dos seres humanos, Deus outorga libertação para que o cristão a use para servir uns aos outros. Em resumo, se servimos uns aos outros pelo amor, teremos sempre nossa atenção voltada para a edificação; e desse modo, não cresceremos libertinos, mas usaremos a graça de Deus para a sua honra e a salvação de nosso próximo (CALVINO, 2007, p. 147).
III – O ESCÂNDALO DA GRAÇA
1- Seria a graça injusta?
2- A divina graça incompreendida.
3- Se deixar presentear pela graça.
Comentário:
Para os homens que vivem na síndrome de João Batista que desejam a ocorrência da condenação daqueles que não receberam a Cristo, parece que a graça divina é injusta, porém, a graça revela o amor incondicional de Deus, fato que torna a graça incompreendida.
A graça divina justifica, já o homem em sua prática pecaminosa se autocondena.  
O amor de Deus é a manifestação direta da graça reconciliadora para com os homens. Portanto, os homens não possuem capacidade para retribuir a Deus tão grande salvação, mas em contra partida deve ser grato a Deus por maravilhosa obra desenvolvida para o bem espiritual da humanidade.
O crente precisa conhecer três verdades básicas: quão grande é o nosso pecado, quão grande é a graça de Deus que nos redimiu e quão grande deve ser nossa gratidão a Deus por sua graça (STAM apud POMMERENING, 2017, p. 83).
Referência:
CALVINO, João. Gálatas. São José dos Campos – SP: Editora Fiel, 2007.

POMMERENING, Claiton Ivan. A obra da Salvação, Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. 

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Subsídio para a E.B.D: A Abrangência Universal da Salvação

A Abrangência Universal da Salvação
O objetivo geral da presente lição é mostrar que a salvação em Jesus Cristo é de abrangência universal; e como objetivos específicos: explicar o que é a obra expiatória de Cristo; discutir a respeito do alcance da obra expiatória de Cristo; e, apontar que Cristo oferece salvação a todos.
A obra de Cristo na cruz é completa e abrangente. De fato torna-se completa, pois foi eficiente e eficaz, em que por uma única vez Jesus foi entregue, o cordeiro substituto, outorgando salvação a todos os que creem. A obra também é abrangente, pois abrange o tempo e as pessoas, o tempo, pois os que viveram antes da cruz por meio das promessas estavam olhando para a concretização e os que viveram após o cumprimento, são justificados ou condenados pela ação meritória de Jesus na Cruz.
I – O QUE É A OBRA EXPIATÓRIA DE CRISTO
1. A necessidade de expiação.
2. A abrangência do pecado.
3. A expiação de Cristo.
Comentário:
A morte de Jesus foi uma expiação pelos pecados da humanidade. Expiar o pecado é cobri-lo, apaga-lo e perdoar o transgressor. A expiação tornou-se necessária por causa da abrangência do pecado. Com a desobediência de um, todos pecaram e se distanciaram de Deus, o que separa o ser humano de Deus são as transgressões e o pecado tornou-se abrangente e pode ser definido em suas ações por três palavras: pena, poder e presença.
A penalidade do pecado é removida mediante a justificação em Cristo Jesus. A justificação é um aspecto da salvação, definida por ser um ato da graça divina e permite que o indivíduo seja salvo dos pecados passados.
O poder do pecado é removido da vida do cristão mediante a santificação progressiva. Santificação é o crescimento na graça, e se prolonga por toda a vida, de fato corresponde com a salvação dos pecados presentes.
A presença do pecado será removida de uma vez por todas quando todos os cristãos adentrarem no céu e com Cristo todos forem glorificados. Glorificação é o desfrutar da graça, ocorrerá quando o cristão chegar ao céu e de fato corresponde com a salvação de um mundo de pecado, e se estenderá por toda a eternidade.
Portanto, a expiação é a suprema expressão do amor do Pai para com a humanidade através de Jesus (POMMERENING, 2017, p. 62).
II – O ALCANCE DA OBRA EXPIATÓRIA DE CRISTO
1. A importância humana.
2. Cristo ocupou o lugar do pecador.
3. Alcance universal da obra expiatória.
Comentário:
Após o pecado o ser humano passou a ser definido pelas palavras: incapacidade e depravação. Incapacidade total, isto é, o homem por si mesmo não consegue a salvação, já a depravação total descreve a entrega dos seres humanos aos mais diversos tipos de delitos e de pecados.
O ser humano passou a ser visto e notabilizado pelos conflitos existenciais e destes muitos transtornos se concretizaram e se perpetuam na sociedade. Guerras, pobreza, violência, prostituição, adultério e outros tantos males se tornaram visíveis pela consumação do pecado original e se caracterizam em proporção por meio do pecado atual.
Porém, Cristo ocupou o lugar do pecador, o homem tornou-se se incapaz, mas Jesus venceu o pecado e foi o substituto perfeito, sem mancha e sem mácula. E quando recebemos a morte de Cristo como nossa redenção, tornamo-nos aceitos nEle e amados do Pai (Ef 1.6); a justiça dEle torna-nos justos (Rm 3.21); somos santificados pelo Espírito Santo, desenvolvemos o caráter de Cristo e produzimos o fruto do Espírito (Gl 5.22-23). Temos o perdão de Deus, a purificação do pecado (At 2.38;3.19) e ainda a esperança da redenção completa, quando o que é corruptível revestir-se de incorruptibilidade (1 Co 15.53-54) e a trombeta soar, quando mortos e vivos subirão para o encontro com o Senhor nos ares (1 Ts 5.13-18) - (POMMERENING, 2017, p. 69).
III – CRISTO OFERECE SALVAÇÃO A TODO O MUNDO
1. Perdão, libertação e cura.
2. A salvação é para todo o mundo.
3. A responsabilidade do cristão.
Comentário:
O resultado alcançado pelos cristãos é a reconciliação para com Deus, ou seja, quem estava na condição de inimigo de Deus agora é amigo de Deus. Fato que outorga aos cristãos a responsabilidade para com os que não foram ainda alcançados, logo é dever de cada salvo pregar as boas novas em Cristo Jesus.
Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado (Mt 28.19,20).
Este versículo geralmente é interpretado como se contivesse três mandamentos, ou seja,: ir, batizar, fazer discípulos ou ensinar. Mas, na verdade, a Grande Comissão gira em torno do mais imperativo deles: fazer discípulos. Fazer discípulos envolve três passos: ir, batizar e ensinar, principalmente os dois últimos. O batismo aponta para a decisão de crer em Cristo. Quando uma pessoa cria em Cristo, ela deveria ser batizada; não há nenhum cristão no Novo Testamento que não tivesse sido batizado (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.88).
No texto original o ide não aparecesse no imperativo. A explicação está na missão de cada cristão em pregar o Evangelho. Cada crente prega o evangelho, com palavras e sem palavras. E o mais importante a salientar é que os crentes pregam o evangelho através do testemunho. Assim foi com a igreja primitiva que através do testemunho de vida conseguiram levar muitos a Cristo. Portanto, o imperativo aparece no fazer discípulos, isto é, ensinai. O crescimento da igreja se dá na obediência à Palavra de Deus.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

POMMERENING, Claiton Ivan. A obra da Salvação, Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Abel, homem que alcançou o testemunho de justo

Abel, homem que alcançou o testemunho de justo
Texto: Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar (Mt 23.35).
Há três versículos no Novo Testamento que ao citarem o personagem Bíblico, Abel o caracteriza a homem justo: Mateus 23.35 [...] desde o sangue de Abel, o justo [...]. Hebreus 11.4 [...] pelo qual alcançou testemunho de que era justo [...]. Primeira João 3.12 Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas.
Há descrições nos registros da cultura judaica que os dois primeiros partos de Eva, foram partos de gêmeos, conjectura realizada por alguns escritores que definem a presença de mulheres para a ocorrência da multiplicação, isto é, partos bivitelinos. Portanto, são conjecturas.
O nome Abel pode significar lamentação, definição por causa da sua morte ou antecipação ao seu assassinato, também pode ter como significado respiração, fragilidade ou filho.
Portanto, quatro pontos são necessários para compreender a vida de Abel conforme a narrativa Bíblica:
1. Era o segundo filho de Adão e Eva. Abel como filho do primeiro casal foi instruído na adoração a Deus e se encontrou na prática do pastoreio. Abel escolheu o melhor da sua criação e ofereceu em adoração a Deus (Gn 4.3-5).
2. Tornou-se o primeiro mártir. A definição para o termo mártir conforme o pastor Andrade, inicialmente, este substantivo servia para designar a todos os que prestavam testemunho do Evangelho. Com as perseguições romanas, passou a identificar o que morria por não negar a sua fidelidade a Cristo (1997, p.178-179).
Quando o Senhor Jesus citou o adorador Abel, o relacionou com os mártires e o chamou de o justo. A morte de Abel está relacionada com a perseguição realizada a aqueles que se comprometem a adorarem a Deus. Logo, se percebe com Abel o primeiro relato em que um justo sofre perseguição, neste caso a morte, por escolher servir a Deus.
3. Abel um tipo de Cristo. Quando Abel ofereceu o sacrifício em adoração a Deus, tornou-se naquele momento um tipo de Jesus, o sacrifício de Abel foi superior ao sacrifício de Caim, enquanto o sacrifício de Jesus foi superior ao sacrifício dos sacerdotes, pois Jesus tornou-se o próprio sacrifício (Hb 9.26; 10.12).
4. Abel um homem de fé. Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala (Hb 11.4). Abel está entre os heróis da fé e é o primeiro a ser citado na carta escrita aos Hebreus. As realizações executadas por Abel fizeram do mesmo um homem fiel às oferendas outorgadas a Deus, feito pelo qual Abel alcançou testemunho de que era justo (Hb 11.4).   Portanto, o sacrifício de Abel foi aceito por causa das suas características de homem justo (Mt 23. 35), dedicado e obediente a Deus.
Ser justo é andar em equidade e conforme a razão, também ser justo pode ser definido em andar conforme a verdade, de fato é ser exato na balança, segundo Salomão o sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor, mas a oração dos retos é o contentamento do Senhor (Pv 15.8).
Após o pecado cometido por Adão percebe-se que o primeiro ato de adoração a Deus é registrado na oferta de Abel. Ele ofereceu o melhor de tudo o que possuía. A oferta de Abel foi aceita por Deus por ter sida oferecida pela fé (Hb 11.4). Portanto, compreende-se que as ofertas outorgadas a Deus fazem parte do relacionamento entre o crente e o Criador. Por isso é fundamental a maneira como se oferta, assim como o que se oferta, pois estas maneiras indicarão se a oferta será aceita ou não por Deus.
Referência:

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

Subsídio da E.B.D: A Obra Salvífica de Jesus Cristo

A Obra Salvífica de Jesus Cristo
O objetivo geral da presente lição é explicar que a obra salvífica de Cristo nos deu o privilégio de achegarmo-nos a Deus sem culpa e chama-lo de Pai; e como objetivos específicos: apresentar o significado do sacrifício de Cristo; explicar como se deu a nossa reconciliação com Deus; e, discutir a respeito da redenção eterna.
Quatro palavras tornam-se importantes para a compreensão da presente lição: consumado, vicária, reconciliação e redenção.
Portanto, é necessário saber que a morte de Jesus foi uma expiação pelos pecados da humanidade. Expiar o pecado é cobri-lo, apaga-lo e perdoar o transgressor. A morte de Jesus também foi uma propiciação, isto é, foi o aplacar da ira de Deus. Em terceiro a morte de Jesus foi uma substituição (Rm 5.6). Por fim, a morte de Jesus na cruz foi e é redenção e reconciliação para todos aqueles que se aproximam da mensagem do evangelho.
O SACRIFÍCIO DE JESUS
Jesus ofereceu a si mesmo como sacrifício, sendo Ele o verdadeiro e eficaz sacrifício que aplacou a justa ira de Deus contra o pecado que reina nas ações da humanidade (Hb 7.27; 9.23,28). Logo, Jesus foi o sacrifício completo, que não necessitou e nem necessita que outro sacrifício seja realizado, pois por meio desta obra o pecado pode ser coberto (na Antiga Aliança o sangue do cordeiro era posto sobre o propiciatório da Arca, feito que significava o cobrir do pecado), porém, o sacrifício de Jesus de fato perdoa o pecador, lançando ao esquecimento toda ação pecaminosa por parte dos indivíduos, isto ocorre quando há o verdadeiro arrependimento (Is 43.25).
A cruz não era para Jesus, então o Messias é o substituto, por ser o substituto percebe-se que a morte de Cristo na cruz é vicária, isto é, substitutiva.
Ela é vicária, isto é, substitutiva, no sentido de alguém que toma o lugar de outro, como bem afirma Isaías: “[...] mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53.6 – conforme ainda 2 Co 5.21; 1 Pe 2.24; 3.18), portanto, Cristo morreu pelos nossos pecados; Ele, porém, era sem pecado (POMMERENING, 2017, p. 55).
O termo grego ἱλαστήριον permite compreender que a morte vicária de Jesus foi um sacrifício expiatório, ou seja, uma propiciação pelos pecados da humanidade, tornando assim possível a aproximação dos que creem na pessoa de Deus.
A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS PAI
O termo presente para definir reconciliação no NT grego é καταλλαγή que resumidamente significa troca ou mudança, isto é, com base na mensagem do Novo Testamento percebe-se que corresponde com a troca de inimizade para amizade. De fato a reconciliação é possível por meio do favor divino.
Para Pommerening:
A reconciliação é uma obra da graça de Deus somente possível como consequência da obra de Cristo. Ela é necessária porque nosso relacionamento com Deus estava rompido, pois o homem pecador não pode ter comunhão com o Deus santo (Is 6.5) – (20017, p. 56).
É necessário entender que o pecado torna-se a causa da inimizade entre Deus e a humanidade, para mudar tal situação necessário era que uma oferta de perdão fosse entregue a Deus. Daí o Senhor Jesus se entrega como oferta, objetivando em seu sacrifício a reconciliação da humanidade para com Deus.
A REDENÇÃO ETERNA
A palavra grega Tetelestai tem como significado está consumado, em outras palavras está pago. Jesus no calvário exclamou: está consumado. Logo, percebe-se que Jesus disse que estava paga a dívida que limitava os que creem a se aproximarem de Deus.
Portanto, a redenção por parte divina se concretizou, cabe agora ao ser humano aproximar-se de Deus, pois a redenção altera o estágio de escravidão do pecado para que o indivíduo viva uma vida liberta de toda obra do pecado, sendo que a redenção é plena, isto é, a redenção é abrangente, os benefícios da redenção abrange a eternidade.
Referência:

POMMERENING, Claiton Ivan. A obra da Salvação, Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.