Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Subsídio da E.B.D: Sobre a Família e a sua Natureza

Sobre a Família e a sua Natureza
O objetivo geral da presente lição é apresentar o ensinamento bíblico sobre a origem e o propósito da família; e como objetivos específicos: mostrar a formação do ser humano, explicar a origem da família e o papel da mulher na sociedade israelita, explicar os princípios básicos da família, e conscientizar os crentes acerca do desafio da Igreja hoje.
Os principais pontos a serem compreendidos na presente lição são: o ser humano a imagem de Deus, a família e o casamento.
O homem e a mulher conforme a imagem de Deus
Quanto ao tempo histórico da existência do ser humano é necessário que o conhecimento da raça humana seja definido no que corresponde aos fatos anteriores e posteriores ao pecado que é considerado um fenômeno espiritual.
No que corresponde aos fatos anteriores ao pecado, a Bíblia narra a criação do homem, fato que ocorreu no sexto dia da criação da humanidade, também a complementação do homem com a criação da mulher e por fim a responsabilidade que o primeiro casal possuía. A narrativa bíblica relata o relacionamento que o homem possuía com Deus. Deus falava abertamente com o primeiro casal. O homem foi criado à imagem e a semelhança de Deus, isto não significa que há semelhança física entre ambos, mas que tanto Deus como o homem possui personalidade e o homem possuía semelhança intelectual e moral para com Deus.
Porém, o capítulo três de Gênesis explica como ocorreu à queda do homem. Com a queda a vida do homem passa a ser definida em períodos conturbados em que a violência, a prostituição, a corrupção e tudo de mal se tornam elementos diários na vida dos seres humanos.
Portanto, segundo a narrativa bíblica o homem não foi criado com o pecado, mas o pecado entrou no mundo pela desobediência do homem ao quebrar a aliança que tinha feito com Deus. Nesta aliança entre Deus e Adão existia uma promessa, a vida; uma condição, a obediência e uma pena, a morte. Com a desobediência o homem sofreu a morte. No caso de Adão sofreu a morte moral, espiritual e posteriormente com 930 anos a morte física.
As consequências não limitaram ao primeiro casal. Pelo pecado de um só homem todos pecaram e assim as consequências passaram a todos os homens. Ao desobedecerem tanto Adão como Eva perceberam que estavam nus (Gn 3.7), tiveram medo de Deus e se esconderam (Gn 3.8-10), e por fim foram expulsos do jardim (Gn 3.23,24).
Conhecendo a instituição Família
As ciências humanas caracterizam a família com termos diferentes, mas com mesma descrição sociológica. Por exemplo, a teologia conceitua a família como um grupo de pessoas com o mesmo tipo de sangue, enquanto a antropologia explica que a família é um conjunto de pessoas com a mesma descendência, e a ciência biológica indica que a família é um conjunto de pessoas com a mesma definição genética.
1- Tipos de Família. Sociologicamente a instituição família vem sendo definida em alguns tipos e, com exemplos bíblicos percebem-se alguns destes no cenário histórico narrado pela Escritura Sagrada.
1.1- Família Nuclear. Também conhecida como família elementar é a configuração constituída pelo pai, mãe e filhos.
1.2- Família Extensiva. Trata-se da família abrangente à nuclear que amplia a sua constituição com a presença do sogro, da sogra, dos avôs, dos tios e assim por diante.
1.3- Família Abrangente. Trata - se da família que inclui membros por afinidade, ou seja, por laços afetivos.
1.4- Família Monoparental. Trata-se, da família que os irmãos possuem uma mesma mãe e não um mesmo pai. Ou seja, mesma mãe e pai diferente ou mesmo pai e mãe diferente.
1.5- Família Recomposta. Trata-se do desfeito do núcleo marital, ou seja, separação do casal ou a morte de um dos membros deste núcleo e o outro se casa novamente.
1.6- Família Adotiva. Trata-se, da adoção. Quando uma criança é adota a mesma passa a ter um lar, ou seja, passa a ter uma família.
2- Tipos de relações pessoais na família. As relações pessoais se concretizam com os processos sociais, principalmente a socialização e a comunicação. A socialização se resume na palavra educação, enquanto a comunicação se dá pela interação entre as pessoas.
2.1- Relação pessoal por aliança. Corresponde com a relação desenvolvida por um pacto. Esta é a relação matrimonial que se dá pelos consortes, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne (Ef 5.31).
2.2- Relação pessoal por filiação. Corresponde com a relação desenvolvida entre pais e filhos (1 Rs 2.1-4).
2.3- Relação pessoal consanguínea. Corresponde com a relação desenvolvida entre irmãos.
Casamento
Casamento é a união legítima entre um homem e uma mulher. Na criação concernente a formação da humanidade Deus realizou duas grandes obras:
Primeira grande obra: Deus fez o homem e a mulher conforme a sua imagem.
Segunda grande obra: Deus uniu o homem e a mulher formando assim a família.
Aspectos importantes para a compreensão do casamento
1- Aspecto bíblico. O casamento bem-sucedido tem o seu lado espiritual em crescimento. Logo o casamento infeliz estar com o seu lado espiritual em declínio. As obras da carne são prioridades em um lar infeliz.
O casamento infeliz é movido pela energia produzida pelas obras da carne. Porém, o casamento que tem como alicerce a doutrina Bíblica será um relacionamento equilibrado, sadio e fervoroso. 
2- Aspecto afetivo. O casamento não poderá entrar na rotina, pois o mesmo se esfriará. O amor deverá ser cultivado. A cultivação do amor se concretiza pela comunicação, pela fidelidade, pela demonstração, pela renúncia e pelo companheirismo.
3- Aspecto social. A família é considerada a célula da sociedade.
No aspecto social o casamento é a união de duas pessoas para viverem juntas conforme aos padrões culturais e para constituírem a propagação da família, ou seja, terem filhos, e dos filhos netos e assim por diante.
No aspecto social vale refutar sobre as diferenças naturais de um casal. São pessoas diferentes que foram criadas em meios sociais totalmente diferentes e por isso, formaram um novo meio cultural, isto é uma família nuclear.
4- Aspecto físico. Aspecto que está diretamente relacionado com a atividade sexual do casal. O sexo em si não é pecado se o mesmo for realizado no casamento. Porém, antes ou fora do casamento o sexo deixa de ser uma bênção e passa a ser uma maldição.
Como bênção o sexo proporciona maior harmonia entre os cônjuges e é o meio pelo qual Deus em sua bondade outorga a possibilidade da vida se perpetuar, ou seja, por meio do sexo há a procriação, porém o sexo tem finalidades além da procriação.
Já como maldição o sexo é realizado fora, ou antes, do casamento. De tal ação se percebe o aumento das DST que dentre tantos é mais um problema social. Logo, o sexo passa a ser um meio de dor e angústia social.

Bom estudo!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Subsídio da E.B.D: O Mundo Vindouro

O Mundo Vindouro
O objetivo geral da presente lição é expor a doutrina bíblica do milênio do juízo final e da nova criação de todas as coisas; e como objetivos específicos: descrevera doutrina bíblica do milênio, explicar o juízo final e esclarecer a doutrina bíblica sobre a nova criação.

Compreendendo o Milênio
O milênio será um período escatológico que ocorrerá após a Grande Tribulação. Os mil anos não corresponde a um termo figurado, mas corresponde literalmente há mil anos, sendo que cada ano possuirá 365 dias e entre eles haverá os anos bissextos. Neste período Satanás estará preso e o acontecimento que marcará o início do milênio será a ressurreição dos mártires da Grande Tribulação.
1. A prisão de Satanás
Em três versículos há a demonstração de como Satanás será preso (Ap 20.1-3). E três pontos são fundamentais para compreender a prisão de Satanás.
1- Preso por um anjo. O que se conclui é que o anjo terá em suas mãos a chave do abismo e a autoridade para prender a Satanás. Abismo é equivalente à palavra hades e sheol. Que quer dizer, lugar escondido, e em determinados textos da Escritura Sagrada o termo é traduzido pela palavra tártaro, que do grego significa escuridão.
2- Preso por mil anos. A duração da prisão de Satanás durará mil anos (v.2,3). Haverá um selo na prisão, isto é, Satanás será impedido de agir de forma maléfica. Selo no texto indica sela fechada.
3- Preso para não enganar durante mil anos. A única filiação de Satanás narrada na Bíblia é a mentira (Jo 8.44). Portanto, durante o longo histórico da humanidade Satanás se ocupou em enganar as nações, porém, esta ação não será desenvolvida no período do Milênio.
2. Verdades sobre o Milênio
1- Será um período em que Cristo governará sobre a Terra. Portanto, este governo de Cristo será realizado com aqueles que fizeram parte da primeira ressurreição. E estes terão autoridade sobre os povos da Terra (Ap 20.6; Mt 19.21).
2- Será o período em que a Terra gozará da autêntica liderança. Pois, neste período haverá paz, segurança, prosperidade e justiça (Is 2.2-4; Is 65.21-23; Zc 9.10).
3- No período do milênio a natureza será restaurada. A natureza voltará a sua forma original com duas características consideradas ímpares: perfeita e bela (Is 65.25).
4- Os dias dos viventes serão multiplicados (Is 65.20). A morte estará presente e atuante no período do milênio, porém, o que morrer com a idade de cem anos será considerado ainda um jovem.
O reino milenar tem como objetivo, aproximar a nação de Israel à pessoa de Deus. Por fim, assim como a igreja primitiva acreditava no arrebatamento, também acreditavam no Reino Milenar de Jesus Cristo. Portanto, a igreja hodierna também acredita que em um período escatológico os seus membros de todos os tempos serão sacerdotes e reis para governarem com Cristo durante mil anos (Ap 1.6).
Compreendendo o Juízo Final
É necessário simplificar a temática em três interrogações:
Que hora será o Juízo Final?
Qual local será o julgamento?
Quais serão as bases para o julgamento?
Sobre a hora ou o tempo do Juízo Final cabe entender a sequência dos fatos registrados no Apocalipse, que indica, o Juízo será após o reino milenar de Cristo e após a última apostasia.
 O julgamento será entre as duas esferas o céu e a terra, pois pela presença de quem julgará fugirá o céu e a terra (Ap 20.11).
A base do Juízo Final é a justiça perfeita de Deus. Deus é justo, perfeito e santo.
1- O julgamento da Besta, do Falso Profeta e do Dragão
Os três personagens citados serão julgados, anterior à instauração do Juízo Final. A Besta como representante da política suja deste mundo sofrerá a condenação sem direito ao último julgamento. Já no caso do falso profeta que é a representação de toda religiosidade suja surgida desde as narrativas de Gênesis aos dias da ocorrência do Juízo Final, entre a maldade, violência, corrupção e em destaque a idolatria, também será condenado sem direito ao último julgamento. É importante notar que estes inaugurarão o lago de fogo e enxofre.
Já o diabo será lançado no abismo por mil anos (Ap 20.3) e acabando-se os mil anos, satanás será solto (Ap 20.7) e porá a prova a geração da era milenar assim como foi provado Adão. Sendo assim ocorrerá o Gogue e Magogue, ou seja, peleja final e o fim será o diabo lançado no lago de fogo e enxofre (Ap 20.10)
2- A instalação do trono branco
Duas são as características do trono: grande, pois relata da sua grandeza na ótica da importância do fechamento histórico como da sua abrangência aos fatos históricos assim como a abrangência do Supremo Juiz.
Haverá também a presença dos tronos dos justos, ou seja, todos os remidos estarão presente (Ap 20.4) para julgar até mesmo os anjos caídos (1 Co 6.3).
Cristo é o Juiz dos vivos e dos mortos, como Ele Juiz não há.
Serão abertos os seguintes livros:
1.      Livro da consciência (Rm 2.15).
2.      Livro da natureza (Sl 19.1-4).
3.      Livro da lei (Rm 2.12).
4.      Livro da memória (Lc 16. 25).
5.      Livro das obras (Ap 20.12).
Porém, há ênfase ao livro da vida. Pois neste encontra os nomes daqueles que confiaram e entregaram as suas próprias vidas a Cristo.
3- O julgamento dos mortos, da morte e do inferno
A segunda ressurreição é também conhecida como ressurreição dos mortos, pois trata – se de todos os mortos que morreram em seus delitos e pecados.
Segunda morte trata – se da separação eterna de Deus.
A morte e o inferno não são pessoas, entretanto simbolizam os dois grandes castigos que recaíram sobre a humanidade: experiência física terminal e penalidade eterna. Portanto, eles também serão lançados no lago de fogo.
Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda (Ap 22.11).
Compreendendo a Nova Criação
Conforme Ap 21.2, do céu descerá a nova Jerusalém. A primeira palavra, nova, corresponde a uma das características desta cidade que será uma cidade “Santa” (Ap 21.10). Nova, cidade desconhecida, guardada para os salvos de todas as épocas (Jo 14. 1-3).  Já a segunda palavra Jerusalém, tem por significado, habitação de paz.
A cidade de Jerusalém também é conhecida como: Jebus (Jz 19.10), Sião (Sl 87.2), Ariel (Is 29.1), Cidade de Justiça (Is 1.26), Santa Cidade (Is 48.2), a cidade do grande Rei (Mt 5.35), a cidade de Davi (2 Sm 5.7).
1- Definindo a nova Jerusalém
As descrições, novo céu, nova terra e nova Jerusalém, se associam a três dimensões: a dimensão celestial, novo céu; a dimensão terrestre, nova terra; e, a dimensão urbana, nova cidade.
Já no que corresponde à nova Jerusalém, três são os indicadores que define a nova Jerusalém ao patamar de uma cidade sublime:
Primeiro, a grande cidade (Ap 21.10), logo a grandeza da cidade corresponde ao suprimento da necessidade dos seus habitantes.
 Em segundo, a santa cidade (Ap 21.10),   isto é, a cidade é perfeita e livre de todo mal.
Por fim, em terceiro a cidade descerá do céu, por isso, haverá nela a glória de Deus (Ap 21.10).
2- As características da nova Jerusalém
Os detalhes inseridos no texto sagrado da nova Jerusalém indica que ela é uma cidade real. Cidade cujo construtor também é real (Hb 11.10). Se o mundo atual afetado pelo pecado possui as suas maravilhas o que será dito da nova cidade em que nela não haverá maldição (Ap 22.3), não haverá necessidade dos governos naturais que governam os dias e as noites - sol, lua e estrelas – (Ap 22.5), não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21.4).
3- Perfeição e eternidade da nova Jerusalém
Para um mundo perfeito é necessário que exista uma composição com elementos essenciais como a de um governo capaz somada com habitante consciente, que desfrute de conhecimentos, comunhão e vivam em amor. Por muitos anos esta tem sido à busca de homens para uma sociedade melhor, porém, estas teorias ao serem executadas pelo o homem eliminou o essencial que é a presença de Deus. Ou seja, não haverá uma sociedade justa com a ausência de Deus. Na nova Jerusalém a perfeição será real porque o próprio Deus a governará com isto os habitantes serão os salvos de todas as épocas que possuirão conhecimento perfeito e desfrutarão da perfeita comunhão e do perfeito amor.
Na Nova Jerusalém o amor de fato será sincero, generoso e longânimo. A perfeição do amor de Deus na nova Jerusalém se manifestará no amor que galardoa os salvos (Tg 1.12).
O primeiro livro da Bíblia é o de Gênesis, o livro do princípio, enquanto o último livro é o de Apocalipse que corresponde a revelações. Todavia, o primeiro como o último livro da Bíblia possui relações diretas no que trata a ordem da história da humanidade, se em Gênesis encontra-se as origens das coisas, em Apocalipse o conhecimento do desfecho de todas as coisas torna-se notável. Mas, os últimos capítulos de Apocalipse são conhecidos como o gênesis do apocalipse, portanto as origens de uma nova época encontram se nos capítulos finais de Apocalipse.
No demais, irmãos, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder (Ef 6.10) porque a nova cidade está nos céus, donde também se espera o Salvador, o Senhor Jesus Cristo (Fp 3.20).

Bom estudo e boa aula!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Subsídio da E.B.D: A Segunda Vinda de Cristo

A Segunda Vinda de Cristo
O objetivo geral da presente lição é apresentar a doutrina bíblica a respeito da segunda vinda de Cristo; e como objetivos específicos: analisar os eventos futuros; identificar os termos bíblicos para a segunda vinda de Cristo. E, explicar os eventos da segunda vinda de Cristo.
A doutrina que estuda as últimas coisas é chamada de escatologia. A doutrina das últimas coisas abrange em análise os seguintes temas: arrebatamento da igreja, a grande tribulação, o milênio, o juízo final e o estudo sobre o novo céu e nova terra.
Sobre o arrebatamento da igreja é necessário compreender três pontos fundamentais: os sinais que antecedem o arrebatamento, as duas fases da segunda vinda de Cristo e a descrição bíblica de como será o arrebatamento.
Sinais que antecedem o Arrebatamento da Igreja
Os sinais que antecedem o arrebatamento da igreja são divididos de forma didática em duas partes. A primeira parte corresponde com sinais nos céus e a segunda com sinais na terra.
1- Sinais nos céus. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas (Lc 21.25). A lua desviou da órbita em cerca de vinte quilômetros, logo, a mudança na órbita define sinais presentes nesta obra criada. Para Dr. Crommeli, “algumas influências desconhecidas estão agindo sobre a lua, e não temos a menor ideia do que sejam” (apud BANCROFT, p.330).
Sobre as estrelas assim descreve Bancroft: em 1918, uma nova estrela de primeira grandeza foi descoberta por diversos olhos ao mesmo tempo, e imediatamente foi verificada pelo observatório de Greenwich.
Outras descobertas importantes no céu têm seguido em ordem e com suficiente frequência para trazer o mundo ciente dos sinais nas estrelas, que aumentarão, apontando a vinda de Cristo e o fim da dispensação (p.330).
2- Sinais na terra. Sinais que estão divididos em: naturais, políticos, tecnológicos e espirituais. Os sinais naturais se cumprem na natureza física e na humana. Na física haverá terremotos (Mt 24.7) e na humana haverá pestilência (Mt 24.7).
Os sinais na política serão notáveis nos acordos entre as nações (Dn 2.7) e nas guerras existenciais entre os povos (Mt 24.7).
Já os tecnológicos (Dn 12.4; Na 2.4) se define com o aumento dos transportes, tanto nacionais como internacionais, nada é senão verdadeiramente fenomenal, quer visto em relação aos indivíduos que participam dos mesmos, quer aos meios e métodos empregados (BANCROFT, p.331).
Por fim, os espirituais se tornarão notórios com o aumento da iniquidade (Mt 24.12), logo haverá uma apostasias (1 Tm 4.1).
As duas fases da Segunda Vinda do Senhor Jesus
1- A primeira fase. Será nos ares com o objetivo arrebatar a igreja (1 Ts 4.16,17). Não será visível a todos.
2- A segunda fase. Juntamente com os santos Jesus virá a terra para reinar por mil anos. Esta vinda será visível a todos (Mt 24.26,27).
O arrebatamento
O mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro (1 Ts 4.16).
Alarido significa grande barulho. No texto corresponde ao fato da ressurreição dentre os mortos que ocorrerá no momento do arrebatamento. Voz de arcanjo indica que israelitas convertidos ao Senhor Jesus serão também arrebatados para estarem com Cristo Jesus. Já a trombeta de Deus corresponde com a participação daqueles que estiverem vivos no momento do arrebatamento da igreja.
O arrebatamento será no abrir e fechar de olhos e tem como propósitos: a ressurreição dentre os mortos (1 Co 15.22,23), a transformação dos vivos (1 Co 15.51,52), o arrebatamento dos fiéis e a apresentação da igreja a Cristo na qualidade de esposa (Ap 19.7-9).
Por fim, o arrebatamento é o primeiro tema a ser analisado no que corresponde à doutrina das últimas coisas.
Além do arrebatamento da Igreja a presente lição também tratará de três outros temas escatológicos: grande tribulação, tribuna de Cristo e bodas do Cordeiro. Comentaremos a respeito da grande tribulação e da bodas do Cordeiro.
Os dois momentos da Tribulação
A Grande Tribulação será dividida em dois momentos: no primeiro momento haverá uma paz aparente com duração de três anos e meio, já no segundo momento a paz será retirada, e logo a nação escolhida perceberá que o governo é uma armação maligna contra os israelitas.
Os primeiros três anos e meio serão marcados por avanços e pela falsa descrição do anticristo, pois o mesmo aparentará ser bom homem e bom líder, com as características necessárias para a realidade inicial do período da tribulação. Porém, na metade da semana, o anticristo fará cessar o sacrifício, ou seja, o mesmo será conhecido, pois abolirá com a falsa paz (Dn 9.27).
A Grande Tribulação de forma didática é compreendida em sete verdades:
A primeira verdade é que a Grande Tribulação será abrangente, pois será de âmbito mundial.
Já a segunda verdade indica que a Grande Tribulação será o pior tempo de aflição e angústia sobre a Terra.
A terceira verdade é que a Grande Tribulação tem uma relação direta com Israel.
A quarta verdade é que o trio da maldade governará sobe a Terra por sete anos.
Já quinta verdade corresponde com a salvação no período da Grande Tribulação (Ap 7.9-17).
A sexta verdade corresponde com o sofrimento e perseguição para com os que não aceitarem a marca da besta (Ap 12.17;13.15).
E a sétima verdade é que no final dos sete anos Jesus vencerá o anticristo.
As bodas do Cordeiro
Há três destaques especiais em Ap 19.9, a bem-aventurança, os que são chamados e as bodas do Cordeiro. O termo bodas tem como definição celebração de aniversário de casamento. Porém, será naquele dia a ceia das bodas do Cordeiro. Em Apocalipse há sete bem-aventuranças (1.3; 14.13; 16.15; 20.5; 22.7,14), sendo Apocalipse 19.9 a quarta destas bem-aventuranças. O termo, chamados, tem como significado básico aqueles que são vocacionados para fazerem parte da noiva do Cordeiro, ou seja, chamados para a salvação em Jesus Cristo. E por fim, as bodas do Cordeiro, dia especial para todos os que foram e serão fieis até o dia da Vinda de Jesus.
Essa festa aqui é um tempo de alegre banquete para ser aproveitado pela Igreja e, principalmente, pelos vencedores que reinarão com Cristo. A chave para poder participar do banquete das bodas é a fidelidade a Deus (RADMACHER; ALLEN;HOUSE, p. 793).
As bodas do Cordeiro será o encontro glorioso da Igreja com o Cordeiro nos céus, de fato, será a união entre a Igreja e Cristo.
Todos os salvos de todos os tempos estarão presentes na lista dos chamados. Desde aqueles que morreram esperando e olhando para as profecias messiânicas, assim como aqueles que viveram nos dias em que as profecias se cumpriram, ou seja, as bodas do Cordeiro serão para todos os salvos.
Referência:
BANCROFT, Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Subsídio da E.B.D: As Manifestações do Espírito Santo

As Manifestações do Espírito Santo
O objetivo geral da presente lição é mostrar que o batismo no Espírito Santo e os dons espirituais estão disponíveis a todo crente; e como objetivos específicos: apontar as implicações doutrinárias da descida do Espírito Santo, explicar a natureza das línguas, mostrar o significado e o propósito do batismo no Espírito Santo, e afirmar a atualidade dos dons espirituais.
A presente lição tem como ponto central descrever que as manifestações do Espírito Santo são atuais.
Dois são os principais pontos de contato entre o professor e os alunos: batismo no Espírito Santo e os dons.
Batismo no Espírito Santo
O batismo com o Espírito Santo é um revestimento e derramamento de poder do alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme a vontade do Espírito Santo.
Porém, o batismo com o Espírito Santo não é salvação. Para alcançar a salvação o meio de apropriação é a fé em Cristo. Também o batismo com o Espírito Santo não é santificação. A santificação ocorre de maneira progressiva.
Dentre os efeitos do Batismo com o Espírito Santo se destaca a edificação espiritual do próprio crente, pois mediante o falar em línguas o cristão é edificado (1Co 14.4). Outro efeito é a obtenção de maior dinamismo espiritual, ocasionando maior disposição e maior coragem na prática da vida cristã.
O batismo é também um meio em que Deus outorga os dons espirituais, que são: a palavra da sabedoria, a palavra da ciência, discernimento de espíritos, fé, dons de cura, operação de maravilhas, profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas (1Co 12.7-10).
Os Dons
A palavra dom tem como significado dádiva, presente oferecido pelo Espírito Santo aos crentes para os encorajarem a irem além no executar da missão.  De maneira mais prática dom quer dizer “ministério em ação”. Em suma os dons são dádivas do Espírito Santo aos santos para a execução da evangelização e para a edificação da igreja.
Os reis, os profetas e os sacerdotes, dentre outros, foram vocacionados por Deus na Antiga Aliança pra exercerem o ministério da liderança, da ministração da Palavra e da ministração da bênção por meio da intercessão. Ao serem vocacionados receberam eles dons para servirem ao Senhor.
Sendo assim também na Nova Aliança onde que a Igreja tem recebido dádivas ministeriais para proporcionar bênçãos na vida de muitos. Deus levantou apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres para a edificação e união do corpo Cristo.
Porém, os dons de maneira didática no Novo Testamento são apresentados em três categorias: dons de serviço, dons espirituais e dons ministeriais.
Dons de serviço correspondem com o ofício diaconal, exortação, repartir, presidir exercer misericórdia. Os dons de serviço correspondem com atos em benefício ao próximo.
A palavra diácono no grego tem como significado servo. A missão do diácono conforme o texto de Atos 6.1-6 é servir às mesas e também cuidar das viúvas. Há exemplo de excelentes diáconos na Bíblia e dentre eles: Estevão e Filipe. O termo diácono aparece 30 vezes no Novo Testamento, sendo que em 20 casos a palavra é traduzida por ministro, que de fato tem como significado e representação o servo (1 Tm 3.10,13).
Já os dons espirituais são nove e são divididos em três grupos.
Primeiro grupo o de revelação: sabedoria, palavra da ciência e discernimento dos espíritos.
Segundo grupo o de poder: dom da fé, dons de curar e dons de operações de maravilhas.
E o terceiro e último grupo os de elocução: profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas.
Acerca dos dons ministeriais os classificados são: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores. Os apóstolos são aqueles diretamente chamados por Deus para exercerem um ministério que agrega outras funções como: a de profeta, a de pastor, a de evangelista e a de doutor. O ministério profético corresponde ao ato de apresentar Deus aos homens. Evangelista é o ministro externo, sempre preocupado com as almas perdidas. Pastores são servos com a missão de pastorear o rebanho. Doutor corresponde com os sábios que foram levantados por Deus para instruir o rebanho do Senhor.
Apóstolo – dom especial e agregador dos demais ofícios.
Profeta – dom revelador e anunciador das maravilhas do Senhor.
Evangelista – dom que corresponde ao ato de ir ao encontro dos perdidos.
Pastor – dom administrativo.
Doutor – dom solucionador que proporciona conhecimento aos membros do corpo de Cristo.
Os dons são importantes para a execução do ministério no qual o cristão foi vocacionado. Portanto, o dom espiritual não caracteriza se o cristão que o possui é superior ao cristão que não possui o determinado dom. Há uma diversidade de dons e estes existem para suprir as necessidades da igreja.
Versículo que contribui para a aprendizagem da Lição
Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar (At 2.39), Neste versículo fica claro que o batismo com o Espírito Santo possui uma abrangência, isto é, todos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.
No Novo Testamento tanto os judeus como os gentios foram cheios do Espírito Santo, isto sem acepção de pessoas, conforme a profecia de Joel. Assim, como Deus usou o profeta Joel para profetizar o dia de pentecoste com a descida do Espírito Santo, em Atos capítulo dois, Deus usa o apóstolo Pedro para confortar e esclarecer aos crentes a respeito do batismo com o Espírito Santo.

Portanto, para receber o Batismo com o Espírito Santo é necessário, convicção da promessa, pois o próprio Jesus descreveu o batismo como promessa do Pai (Lc 24.49) e em segundo, viver uma vida de oração, consagração, obediência e o cuidado necessário com a espiritualidade. Em suma, o dia de pentecoste é bíblico e o batismo com o Espírito Santo é para os dias de hoje. E cabe a cada cristão não apagar a chama do Espírito Santo, pois assim escreveu o apóstolo Paulo: não extingais o Espírito (1Ts 5.19).

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Subsídio da E.B.D: A Necessidade de Termos uma Vida Santa

A Necessidade de Termos uma Vida Santa
O objetivo geral da presente lição é conscientizar os crentes da necessidade e da possibilidade de termos uma vida santa diante de Deus e da sociedade; e como objetivos específicos: conceituar santidade, mostrar a necessidade de termos uma vida santa e apontar para a possibilidade de termos uma vida santa.
A presente lição tem como ponto central descrever que é necessário e, principalmente, possível vivermos uma vida santa.
Duas doutrinas Bíblicas são importantes para a compreensão da presente lição: teontologia e soteriologia.
A teontologia é a doutrina de Deus, sendo que a lição em apreço permite que haja a compreensão no que confere a santidade divina em ênfase o atributo moral. Já referente à soteriologia, pois a santidade é um elo da salvação.
Referente a 1 Pedro 1.15, pode-se concluir:
A santidade aqui é a pureza moral. Assim como a atitude de fixar nossa esperança na graça que será nossa, nos fortalece para vivermos na sociedade como estrangeiros, fixar a nossa esperança nele nos separa do poder daquelas concupiscências que antes havia em (nossa) ignorância (1.14). (RICHARDS, p.521)
Pode também afirmar que:
Pedro usa conjunção para nos mostrar o modo como devemos ser diferentes (isto é, santos) do que éramos antes (1 Pe 1.14).
Santo se refere a alguém separado, destacado. Nós temos de viver totalmente separados dos pecados deste mundo, para nos dedicarmos inteiramente a Deus (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.691).
I – DEFININDO OS TERMOS
Deus é Santo, santidade é um atributo moral de Deus. Os atributos são divididos em: naturais e morais. Os atributos naturais define que Deus não precisa e nem depende de ninguém, são atributos unicamente do Senhor. Já os atributos morais são os que definem a pessoa de Deus em revelação para com os teus. A santidade é uma característica fundamental e singular de Deus, pois caracteriza o Ser que é distinto, puro e separado (em quem não há o pecado), fato que não está presente na criação.
O significado da palavra grega αγιοϛ é, puro, limpo, consagrado, sagrado e santo. Portanto, santificação pode se definir em:
Ser separado para o uso sagrado, consagrado para o uso sagrado, limpo para o uso sagrado.
Ser santificado ao Senhor significa que o cristão foi separado para o uso exclusivo de Deus.
II – A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA
Primeiramente há uma necessidade da santidade por que, por meio do pecado original todos pecaram e distanciaram de Deus.
Quando Deus escolheu Israel, a nação deveria vivenciar uma vida santa em toda a maneira de viver, porém este querer divino não se concretizou. Logo, nos dias atuais o novo Israel de Deus, a Igreja, deverá se santificar e vivenciar a maneira de vida que agrada ao Senhor.
Como segunda necessidade da santidade é necessário santificar para servir ao Senhor. Deus é Santo, logo quem serve ao Senhor tem que se santificar a cada dia.
Já por terceira necessidade percebe-se que sem santificação ninguém verá a Deus.
Levando em conta a comparação entre Israel e a Igreja percebe-se que há três bênçãos em comum que podem ser chamados de três privilégios, que são: propriedade peculiar, reino sacerdotal e povo santo.
O compromisso de santidade dos israelitas é o mesmo dos cristãos, pois Israel foi resgatado do Egito, da casa da servidão, e nós fomos libertados do poder das trevas. É assim que pertencemos a Cristo e devemos viver em santidade (SOARES, p.117).
III – A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA
Quanto ao tempo a santificação pode ser estudada em três tempos: passada, presente e futura.
No aspecto do tempo, o passado, a santificação também é chamada de posicional ou pretérita. Corresponde com o passado ou momento em que o cristão se decidiu a andar debaixo da graça renovadora de Cristo. Descreve o valor da obra expiadora de Jesus na cruz que por meio da graça divina é eficaz para salvar o mais indigno dos homens, caso este se entregue ao Senhor como único e suficiente Salvador. Santificação pretérita corresponde em vitória sobre a penalidade do pecado.
Já no aspecto do presente a santificação é também conhecida como progressiva, fato que indica que é desenvolvida dia-a-dia por meio de escolhas e decisões. Todo cristão que priorize a santificação deverá consagrar sua vida por meio da leitura da Bíblia Sagrada, da ida à igreja e de uma vida de oração (Jo 17.17). Santificação progressiva corresponde com a vitória sobre o poder do pecado.
Sobre a santificação futura percebe-se que esta só ocorrerá na glorificação dos cristãos. Logo, santificação futura corresponde com a vitória definitiva sobre o pecado, neste caso sobre a presença do pecado.
Com Pedro (1.15-19) se aprende três motivos pelos quais os cristãos devem se santificar diariamente: primeiro, Deus é Santo; segundo, Deus conhece e julga de maneira justa; e, terceiro, os cristãos são remidos pelo sangue de Jesus.
REFERÊNCIA
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.