Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Relacionamento bem-sucedido

Relacionamento bem-sucedido
Texto: Grave o meu nome no seu coração e no anel que está no seu dedo. O amor é tão poderoso como a morte; e a paixão é tão forte como a sepultura. O amor e a paixão explodem em chamas e queimam como fogo furioso. Nenhuma quantidade de água pode apagar o amor e nenhum rio pode afogá-lo. Se alguém quisesse comprar o amor e por ele oferecesse as suas riquezas, receberia somente o desprezo. (Ct 8.6,7).
Há casais que são exemplos pelo bom relacionamento entre os consortes. Mas, há inúmeros casais que não conseguem desfrutar do mínimo possível da alegria correspondente a uma vida a dois. Não existem famílias perfeitas, mas é possível a existência de famílias felizes. Logo, famílias felizes correspondem com pessoas que sabem desfrutar do melhor que Deus oferece ao casal.
Portanto, para vivenciar um relacionamento bem-sucedido é necessário que o casal conviva com a presença de Deus, se amem mutuamente, se perdoem, e dentre tantos outros passos, que o casal não permita o falecimento do encanto do casamento.
A presença de Deus
Deus presente no convívio familiar indica que haverá prosperidade, compreensão, perdão, harmonia e alegria.
O primeiro milagre operado pelo Senhor Jesus em seu ministério terreno foi em uma festa de casamento. Jesus transformou água em vinho. A melhor aplicação que se pode outorgar a este texto é que se faltar alegria em um casamento, o mesmo estará prescrito à ruína.
Para muitos casais, o tempo é o inimigo do amor. O casal já não tem a mesma alegria, os conteúdos iniciais já se esvaíram, o tempo se torna um fantasma que assusta os projetos familiares. Quando amamos o casamento, o tempo se torna um memorial e uma aposta. Olhamos para trás com a alegria da vitória, para o hoje com o prazer da convivência e para o amanhã com a certeza de que as muitas águas não podem afogar esse amor (Ct 8.7)...
A alegria de um casamento sólido, testemunha para a sociedade doente que o casamento não é um cárcere, não é uma masmorra dos sentimentos. O casamento experimenta a presença de Deus que é o ápice da alegria verdadeira. Para que o casal obtenha essa alegria só existe um meio: celebrar Jesus como essência do casamento (BRIZOTTI, 2011, p.30,50,51).
Amor mútuo
Conforme 1 Coríntios 13, o amor é sofredor, benigno, não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade, nunca falha e permanece para sempre.
O bom relacionamento terá como base o amor. Sendo que o amor é constituído por dois pilares básicos: a paciência e a bondade.
O amor constitui o consorte paciente, pois a paciência proporciona calma interior em meio às tempestades exteriores.
Já a bondade torna o consorte agradável, fato que se explica nas seguintes frases:
Gentileza, isto é, o cônjuge é tenro e sensível.
Prestativo, o amor bondoso proporciona o consorte curioso no que corresponde a necessidade do outro.
Boa vontade, ou seja, torna o consorte agradável.
O marido ou a esposa gentil será o que cumprimenta primeiro, sorri primeiro, serve primeiro e perdoa primeiro (KENDRICK & KENDRICK, 2009, p.7).
O perdão é necessário
Por não ser perfeito o casal terá adversidades cotidianas. Muitas despertarão raivas, tirarão lágrimas e até provocarão discursões. Porém, não poderão retirar a presença de Deus da família e nem a alegria do convívio familiar.
Perdoar é necessário. O perdão liberta pessoas de prisões. Prisões da amargura e da raiva. Quando alguém perdoa, ao vê a pessoa na qual foi perdoada, o sangue não ferve, mas sente piedade e espera que a pessoa mude de atitude.
Contudo, casamentos bem sucedidos não são criados por pessoas que nunca magoam uns aos outros, mas por pessoas que decidem não guardar rancor (KENDRICK & KENDRICK, 2009, p.123).
Casamento sobre o encanto
O falecimento do encanto do casamento ocorre quando:
O desrespeito prevalece sobre o respeito. As obrigações conjugais são desenvolvidas sem amor. A convivência se transforma em rotina. Cuidado! O beijo apaixonado se transforma num selinho miserável de “oi” e “tchau” (BRIZOTTI, 2011, p.44).
Portanto, para que o encanto permaneça é necessário que:
Os consortes mutuamente surpreenda um ao outro. A alegria seja cultivada. E que o relacionamento sexual seja o ápice do encanto, e não sua destruição! Sexo como expressão máxima da bênção da intimidade – esse é o sentido do fascínio.
Quando encaramos as crises, os dramas do casamento assim, abertos ao confronto, é que podemos, com o auxílio de Deus, vencê-los. Deus está sempre pronto a nos ajudar na construção de um casamento feliz! Não há casamentos perfeito, mas há casamentos felizes! (BRIZOTTI, 2011, p.45).
O bom relacionamento não poderá ser cobrado do outro, se o que cobra, nada faz para que a presença de Deus seja nítida no convívio familiar. O relacionamento bem-sucedido depende da existência da alegria, do perdão e do encanto, sendo que estes elementos só estarão presentes no lar se Deus estiver no controle da família.
Referência:
BRIZOTTI, Alan. Deus está na sua casa? Goiânia: Editora Pimícias Ltda, 2011.

KENDRICK, Stephen. KENDRICK, Alex. O Desafio de Amar. Rio de Janeiro: BV Films Editora Ltda, 2009.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Subsídio para aula da E.B.D: Alegria, fruto do Espírito; Inveja, hábito da velha natureza

Alegria, fruto do Espírito; Inveja, hábito da velha natureza
A verdade prática afirma que a alegria, fruto do Espírito, não depende de circunstâncias. Para o pastor Antônio Gilberto: a alegria, como parte do fruto do Espírito, não depende das nossas circunstâncias exteriores. A alegria espiritual continua, mesmo nas dificuldades da vida, portanto, trata-se de algo desenvolvido em nosso interior pelo Espírito Santo (apud GOMES, 2016, p.41).
A presente lição estudará um fruto do Espírito que corresponde com o relacionamento do cristão com Deus e uma obra da carne que corresponde com o cristão em seu relacionamento com o próximo.
O relacionamento com Deus quando é espontâneo produz júbilo. Sendo que a alegria como fruto do Espírito corresponde com o amor exultante e se manifesta na tribulação (2 Co 7.4). Logo, a alegria está relacionada com uma vida de comunhão com Deus. Já para Calvino a inveja corresponde com o tipo de pessoa que se ofende com a excelência de outrem.
I – ALEGRIA, FELICIDADE INTERIOR
A alegria como fruto do Espírito é um estado de graça e de bem-estar espiritual que é o resultado da comunhão do cristão com Deus. A maior alegria que tem o crente é saber que o seu nome está escrito no Livro da Vida. A presença da alegria no íntimo do cristão não permite que este tenha inveja do seu próximo.
Portanto, a fonte da alegria é Deus. Deus está no controle de todas as coisas, logo por seu decreto Deus tem outorgado alegria para os teus.
A alegria como fruto do Espírito proporciona comunhão entre os membros da comunidade cristã. Nunca deve-se esquecer de que uma das maiores influencias na evangelização do mundo é a visão da verdadeira comunhão cristã, e uma das maiores barreiras à evangelização é a visão de uma igreja onde a comunhão está perdida e destruída (BARCLAY, 2010, p.77).
E pode ser comparada com a alegria de quem achou as coisas que se perderam, como o pastor e as ovelhas perdida (Lc 15.5,7;Mt 18.13); como a alegria da mulher que achou a moeda que estava perdida (Lc 15.10); como a alegria do pai cujo filho perdido voltou para casa (Lc 15.32).
Tanto para o homem como para Deus, a maior de todas as alegrias é a alegria do amor renascido e restaurado, e a alegria do pastor pelo seu povo não é outra coisa senão a alegria de Deus (BARCLAY, 2010, p.81).
II – INVEJA, O DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA
O termo presente para definir inveja no NT grego é zelos. Palavra que ocorre em dois sentidos: positivo e negativo.
No sentido positivo corresponde com cuidado, tanto o cuidado de Deus para com os teus (Ez 16.37), assim como a paixão por Deus que consome e estimula o homem (BARCLAY, 2010, p.44). O salmista assim escreveu: o zelo da tua casa me consumiu (Sl 69.9), exemplo que corresponde com o amor do cristão para com Deus.
Já no sentido negativo o zelos indica ressentimento amargo e ciumento que torna uma persuasão ao pecado, portanto, o caracteriza como obra da carne e não como fruto do Espírito.
A existência da inveja no íntimo do cristão indica que este está sendo conduzido pela velha natureza. A natureza pecaminosa, também definida como maldita herança herdade de Adão.
Os efeitos da inveja são assim exemplificados:
A inveja foi responsável pelo assassinato de Abel cometido por Caim.
A venda de José por seus irmãos.
O decreto criado para condenar Daniel.
Sendo que no NT podem ser citados os seguintes exemplos:
A inveja dos saduceus (At 5.17);
A inveja dos pagãos (Rm 1.29);
A inveja entre os cristãos (1 Co 3.3;2Co 12.20);
A inveja, obra da carne (Gl 5.21);
Inveja entre obreiros (Fp 1.15);
A origem da inveja (1 Tm 6.4);
A inveja, sentimento de amargura (Tg 3.14) – (GOMES, 2016, p.53).
III – A ALEGRIA DO ESPÍRITO É PARA SER VIVIDA
O presente tópico trás três pontos fundamentais, que são: a alegria no viver, alegria no servir e alegria no contribuir.
A vida oscila, isto é, há momentos que tudo está bem, porém, há inúmeros momentos que nada está bem. Logo, a alegria no viver é desfrutar da alegria que não corresponde e nem depende de fatores externos. O cristão indiferente do que esteja ocorrendo externamente deverá estar bem com Deus, ato que o proporcionará triunfo sobre as aflições.
A alegria no servir passa a ser o resultado da comunhão do cristão para com Deus. Servir a Deus não é um martírio e nem um sacrifício, mas ao contrário é uma honra para aqueles que servem a Deus em alegria, pois estes tem comunhão com o Senhor.
A alegria deve ser visível também no ato de contribuir. Alguém contribuir com dízimos e ofertas para que o Evangelho alcançasse vidas as quais formam o Corpo de Cristo hoje, logo os cristãos de hoje devem contribuir para que o Evangelho continue sendo pregado para testemunho de todas as pessoas.
Por fim, o viver a alegria do Espírito é um presente divino outorgado por meio da comunhão existente entre Deus e o cristão. E a inveja é uma obra da carne que destrói a comunhão entre as pessoas.
Referência:
BARCLAY, William. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.

GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito, como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Subsídio para aula da E.B.D: O Perigo das Obras da Carne

O Perigo das Obras da Carne
A verdade prática afirma que oremos e vigiemos para que não sejamos surpreendidos pelas obras da carne.
As obras da carne são resultados da natureza pecaminosa na vida do indivíduo que não é conduzido pelo Espírito Santo de Deus.  Conforme a narrativa Bíblica presente no livro de Gênesis 1.26, o homem foi feito a imagem e semelhança de Deus. Porém, como imagem Deus o homem atualmente poderá se encontrar em uma das seguintes situações: imagem e semelhança de Deus perfeita (neste caso apenas Adão e Eva antes do pecado), imagem deturpada (o homem no pecado), e imagem restaurada (o homem regenerado em Cristo).
O indivíduo como imagem deturpada corresponde a uma vida conduzida para os deleites da carne.
I – A VIDA CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE
Concupiscência corresponde com desejos exagerados. Há a concupiscência dos olhos e da carne, os olhos indicam e desperta a alma a desejar exageradamente aquilo que desagradará a Deus.
Observe como Andrade conceitua a palavra concupiscência:
Apetite carnal exagerado e insaciável. Como a concupiscência advém da cobiça, os Dez Mandamentos encerram-se justamente com uma advertência contra o desejo de se possuir o que não se tem direito (ANDRADE, p. 70).
Para Andrade a concupiscência se associa com a sexualidade e se delicia em desobedecer às ordenanças divinas buscando a satisfação nos instintos básicos, como o saciar da fome, do sexo e da segurança.
Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência (Cl 3.5,6).
...Paulo transmite aos colossenses instruções acerca da conduta correta. Ele afirma em termos negativos e positivos o tipo de vida que Deus deseja que os Seus servos levem. Embora estivessem antes fascinados com as práticas do mal listadas nos versículos 5,8 e 9, os cristãos em Colossos deveriam abandonar tais práticas (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.549).
Portanto a concupiscência da carne corresponde com desejos por prazeres pecaminosos, já a concupiscência dos olhos corresponde com a ambição ou com o materialismo, enquanto a soberba da vida indica o orgulho em que o indivíduo está mergulhado.
II – A DEGRADAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
Reescrevendo parte do subsídio da lição anterior:
Caráter é a qualidade inerente a um indivíduo e corresponde com o temperamento próprio e a índole de cada pessoa.
Caráter significa:
Ter um comprometimento com um conjunto de valores sem comprometer-se...
Ser dedicado a um conjunto de padrões sem hesitar...
Esforçar-se continuamente para integrar seus pensamentos, palavras e ações...
Fazer sacrifícios para manter os seus princípios...
Ter autodisciplina para manter seus valores e padrões morais (MUNROE, 2015, p.204-211).
A marca distintiva do caráter é a lealdade. Lealdade é o produto da estabilidade criada pelas provações que surgem ao longo do tempo (MUNROE, 2015, p.219).
Para manter o caráter ou a marca em conformidade com Deus é necessário que o cristão tenha comunhão com Deus, logo é necessário que o cristão tenha uma vida de oração, que leia a Bíblia e que jejuem.
III – UMA VIDA QUE NÃO AGRADA A DEUS
O viver na carne não agrada a Deus, pois o indivíduo viverá para a satisfação dos desejos carnais e não para glorificar a Deus.
O viver na carne torna o indivíduo inútil e infrutífero.
Conforme o Evangelho de João 15, os discípulos ao serem comparados com os ramos da videira são hermeneuticamente definidos pela natureza, pela honra alcançada, pelas dificuldades vivenciadas e pela alegria a ser conquistada. São os discípulos comparados a ramos. De fato estes ramos devem ser limpos pela Palavra, e terão como resultados pela comunhão com Cristo a oração respondida e a permanência em Cristo, porém, o grande ganho presente no texto é ser reconhecido como discípulos e amigos de Cristo.
Por fim, o andar na carne além definir os indivíduos como inúteis e infrutíferos, não caracterizaram estes como discípulos e amigos de Jesus Cristo, pois o andar na carne não agrada a Deus.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

MUNROE, Myles. O poder do caráter na liderança. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2015. 

sábado, 31 de dezembro de 2016

Atitudes e convicções de Josafá que encorajam os cristãos

Atitudes e convicções de Josafá que encorajam os cristãos
Texto: E, pela manhã cedo, se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; e, saindo eles, pôs-se em pé Josafá e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém: crede no Senhor vosso Deus, e estarei seguros; crede nos seus profetas e prosperareis (2Cr 20.20).
O reino de Judá teve um total de 20 reis pertencentes a uma única dinastia. Deus tinha prometido a Davi: um reino, um trono e um rei. Dentre os reis do reino do Sul poucos fizeram o que era reto diante do Senhor, destaque para Ezequias e Josias (2 Re 18,3;22.2). Porém, também há destaque especial para o rei Josafá, cujo nome significa Jeová julgou.
Atitudes Inteligentes
Em 2º Crônicas 17.1-19, percebe-se atitudes inteligentes de Josafá que se transformaram em benefícios. Atitude é saber fazer acontecer. Há quatro palavras que caracterizam as atitudes de Josafá: andou, buscou, exaltou e enviou.
1. Primeira atitude andou nos primeiros caminhos de Davi (v.3). Ou seja, não se inclinou perante deuses inexistentes. E confiou no Senhor.
2. Segunda atitude buscou a Deus e andou nos mandamentos do Senhor (v.4). Como benefícios recebidos pelas duas atitudes iniciais o Senhor confirmou o reino de Josafá e este teve riquezas e glória em abundância (v.5).
3. Terceira atitude exaltou-se o seu coração em seguir os caminhos do Senhor (v.6). Retirando os altos e bosques de Judá.
4. Quarta atitude enviou os mestres para ensinarem a Lei do Senhor ao povo (vv.7-9). Todos os reinos das terras que estavam em roda de Judá temeram o Senhor e outorgavam presentes ao rei Josafá.
Ele entendeu de início que o seu reino prosperaria se voltasse a servir a Deus. Então ele enviou seus príncipes por todas as terras do reino de Judá para ensinarem ao povo acerca do Deus de Israel mediante a obediência e o respeito à Lei e aos mandamentos do Senhor. Para tirar o povo da crise econômica e espiritual, Josafá cria fortemente que só haveria uma reforma verdadeira e segura se o povo voltasse a reconhecer a soberania de Deus. Seus príncipes, sacerdotes e levitas se dedicaram a visitar todos os lugares do reino ensinando a Palavra de Deus (CABRAL, p.115).
Convicções de Josafá
1. Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros. A palavra de Deus por intermédio de Jaaziel foi a seguinte: não temas, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, senão de Deus (2Cr 20.15). Não importante a multidão contrária, o que importa é que a peleja não é vossa, senão de Deus. Estas palavras encorajaram a Josafá, logo, o rei sabia que havia segurança outorgada por Deus.
2. Crede nos seus profetas e prosperareis. Prosperidade em meio à adversidade.  Prosperidade é a ação de Deus em prover na vida do cristão. Há quatro decretos divinos que descrevem a relação entre Deus e os homens. Os decretos de Deus são: criação, providência, restauração e consumação. A providência corresponde com a ação de Deus em cuidar dos seus.
Sobre a providência divina escreve Andrade:
Resolução tomada de antemão por Deus visando a consecução de seus planos e decretos, a preservação de quanto Ele criou e a salvação do ser humano. Acha-se a providência divina fundamentada nos atributos metafísicos e morais de Deus (p. 210).
A providência de Deus é o cuidado sobre todas as suas obras. É exercida na preservação de suas criaturas, no prover as necessidades de suas criaturas, na prosperidade dos santos e dentre tantas na proteção dos santos. A providência divina deve ser reconhecida na prosperidade, na adversidade, nas calamidades públicas, no sustento diário e os esforços humanos são vãos sem ela (Sl 127.1,2; Pv 21.31). Assim acrescenta Champlin o propósito da providência de Deus consiste em preservar a vida não somente a duração da vida terrena, mas também a sua qualidade e suas realizações (p. 487).
Josafá governou o reino de Judá por vinte e cinco anos. Teve atitudes positivas e convicções concretas. Porém, como homem foi limitado em suas ações e cometeu erros, sendo estes principalmente por se unir com reis maus: Acabe e Acazias. Portanto, se aprende que é necessário ser obediente a Deus em qualquer circunstância, pois Deus estar no controle de todas as coisas.
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
CABRAL, Elienai. O Deus de toda provisão, esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 5. São Paulo: Hagnos, 2014.

Subsídio para aula da E.B.D: O propósito do fruto do Espírito

O propósito do fruto do Espírito
A verdade prática afirma que somente através de uma vida espiritual frutífera o crente poderá glorificar a Deus.
A palavra adoração outorga na separação das letras três palavras: adora, oração e ação. Logo, conforme a verdade prática somente através de uma vida espiritual frutífera, isto é, através de ações o crente glorifica a Deus.
Para Horton o fruto tem a ver com o crescimento e o caráter; o modo da vida é o teste fundamental da autenticidade. O fruto, em Gálatas 5.22,23, consiste nas “nove graça que perfazem o fruto do Espírito, o modo de vida dos que são revestidos pelo poder do Espírito que neles habita” (p.488).
I – A VIDA CONTROLADA PELO ESPÍRITO
Em Efésios 5.18, encontra-se a seguinte descrição: mas enchei-vos do Espírito. Conforme a lição o verbo encher remete em ser controlado, dominado no passo que a pessoa perde a vontade própria, isto é, que a pessoa passe a ter a vontade divina.
Encher-se indica uma ação que vai além de receber o selo do Espírito Santo (Ef 1.13). Selar é uma ação feita por Deus no momento de nosso novo nascimento. O termo e o modo do verbo grego traduzido como enchei-vos (imperativo afirmativo) indica que a ação no presente encher-se pode ser repetida, acontecendo em vários momentos. É algo que Paulo ordena que os todos os cristãos são cheios do Espírito, mas todos foram selados com o Espírito quando se entregaram a Cristo (Ef 4.30) – (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.512).
Uma vida de santidade proporciona comunhão com Deus. Um viver santo é saber distinguir entre o certo e o errado; praticar o que é correto e invalidar o incorreto. Ser santificado por Deus não indica que o cristão é santo, mas que o cristão é separado por Deus, para o uso de Deus e para Deus.
Separado por Deus indica que é Deus que o santifica. Para o uso de Deus, indica que Deus separa pessoas para serem seus instrumentos de bênção. E para Deus, corresponde que os cristãos pertencem a Deus.
Portanto, os cristãos são separados para serem usados por Deus e para terem comunhão com Deus. Para uma vida de comunhão com Deus é necessário o investimento de tempo em oração, jejum, frequência na Igreja e dentre outros, a leitura da Bíblia.
II – O FRUTO DO ESPÍRITO EVIDENCIA O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS
Caráter é a qualidade inerente a um indivíduo e corresponde com o temperamento próprio e a índole de cada pessoa.
Caráter significa:
Ter um comprometimento com um conjunto de valores sem comprometer-se...
Ser dedicado a um conjunto de padrões sem hesitar...
Esforçar-se continuamente para integrar seus pensamentos, palavras e ações...
Fazer sacrifícios para manter os seus princípios...
Ter autodisciplina para manter seus valores e padrões morais (MUNROE, 2015, p.204-211).
A marca distintiva do caráter é a lealdade. Lealdade é o produto da estabilidade criada pelas provações que surgem ao longo do tempo (MUNROE, 2015, p.219).
Fruto tem como significado resultado. Pelo fruto conhece a árvore. O caráter do indivíduo gera resultados. Resultados que caracterizam o novo estilo de vida, notabilizado pela lealdade a Deus e a Palavra de Deus. Logo, o cristão não é identificado pelo que possui, mas pelo que ele é.
III – TESTEMUNHANDO AS VIRTUDES DO REINO DE DEUS
Conforme as palavras do Senhor Jesus registradas pelo evangelista João o cristão tem que frutificar e para manter a produtividade o cristão tem que permanecer em Cristo e na Palavra de Cristo.
Há uma revelação incrível quando Jesus disse que o fruto permanece. Os frutos da dedicação dos apóstolos e dos primeiros cristãos falam por eles até os dias atuais.
Para frutificar o cristão precisa investir em sua própria vida. Investimento este para estar mais próximo de Deus. Pois, quando mais próximo de Deus maiores serão os resultados. Resultados estes para si, para a própria família, para a Igreja, para a sociedade, em suma, para as futuras gerações.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática uma perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

MUNROE, Myles. O poder do caráter na liderança. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2015. 

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Fé, esperança e amor são virtudes que identificam os membros da Igreja que cresce

Fé, esperança e amor são virtudes que identificam os membros da Igreja que cresce
Texto: Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor (1Co 13.13).
As virtudes são qualidades morais e também intelectuais que caracterizam o indivíduo conduzindo-o à prática do bem. O cristão é seguidor de Jesus Cristo. O termo Cristo tem como significado ungido, e apenas os reis, sacerdotes e profetas eram ungidos na sociedade judaica. Sendo seguidor de Cristo indica que o cristão tem os sentimentos de Jesus Cristo e pratica as obras do Messias.
A vida de Jesus proporciona aos cristãos a terem uma vida de fé, esperança e amor. Estas virtudes identificam o autêntico servo de Deus.
A fé identifica o autêntico cristão
Nos escritos do Novo Testamento se encontra três tipos de fé: fé objetiva, fé subjetiva e fé como virtude.
1. Fé objetiva. Corresponde com o objeto da fé, ou seja, aquilo em que se crer. No cristianismo corresponde com a pessoal a qual o cristão confia e acredita. Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé (2Tm 4.7).
2. Fé subjetiva. É o exercício da fé, por parte do cristão, logo, é a crença ativa e dependente de Deus. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 5.1).
3. Fé como virtude. É a fé subjetiva em ação, logo, é a crença ativa e dependente de Deus em ação. Mas, o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei (Gl 5.22,23). A fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e a entender o valor e os efeitos da fidelidade. A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança.
Portanto, a fé não é aprendida com atividades físicas, pois é um atributo da alma. Porém, a fé é desenvolvida pelo seu uso:
As boas obras entre os homens são uma das expressões da fé. Jesus curava e fazia muitas coisas em benefício de seus semelhantes humanos. Quando a fé é usada assim, é fortalecida; e o elemento físico do homem gradualmente deixa de ser um empecilho para a expressão da alma, isto é, da fé (CHAMPLIN, 2014, p.695).
Há relação entre a fé e o amor, e a fé e a esperança. Pois, a fé produz a esperança (Rm 5.2) e a fé opera pelo amor (Gl 5.6).
A esperança identifica o autêntico cristão
A esperança cristã pode ser definida como âncora da alma (Hb 6.19), o vocábulo esperança é usado de duas maneiras diferentes. No primeiro caso significa grande coragem, aquela que permanece firme a despeito de todas as tentações. No segundo caso, indica a salvação infinita que a esperança obterá; no presente versículo (Rm 8.24) podem estar em foco ambos os aspectos (LUTERO apud CHAMPLIN).
Para Lutero a esperança outorgava coragem para enfrentar as tribulações do dia a dia e proporcionava firmeza mediante toda desordem. Assim também como outorgava a certeza da salvação mediante a continuação sincera diante de Cristo.
O cristão pode se alegrar diante da esperança futura (Rm 5.2), isto é, a glória que o cristão desfrutará ao lado do Criador. Este orgulhar demonstra total segurança, porque Deus depositou no coração de cada cristão o Espírito Santo (Rm 5.5). Quem tem o Espírito Santo tem a salvação.
A esperança não traz confusão, logo os servos de Cristo não serão envergonhados ou humilhados por causa da esperança, pois ela cumprirá (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.373).
Portanto, a esperança é a certeza que em meio às crises o cristão é mais do que vencedor.
O amor identifica o autêntico cristão
Os capítulos 12 e 14 tem uma relação direta com o conteúdo do capítulo 13, pois o capítulo 12 conclui com as seguintes palavras: portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente.
Surge a seguinte pergunta ao lê 1 Coríntios 12.31: que caminho é este?
Já a introdução do capítulo 14 cita as seguintes palavras: segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.
Surge a seguinte pergunta ao lê 1 Coríntios 14.1: como seguir o amor?
Portanto, o caminho mais excelente é o amor. E seguir o amor tem como definição: apressar em direção ao amor, correr ao amor, perseguir o amor e aspirar ao amor.
O amor divino (ágape) é imutável, sacrificial e espontâneo. Por amou Jesus foi entregue para salvar a humanidade (Jo 3.16). Quando este amor é operante na vida do indivíduo o mesmo passa a amar até mesmo os inimigos (Mt 5.44).
O amor como virtude cristã não corresponde com sentimentos e nem com ações que esperam recompensas, porém trata-se de um dom divino.
Se João 3.16 descreve o amor em sentido vertical, ou seja, a ação de Deus em amar incondicionalmente os seres humanos. A mensagem de 1 João 3.16 enfatiza o amor no sentido horizontal, indicando que é dever do cristão amar uns aos outros.
Por fim, assim como escreveu Paulo; agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor. Logo, todo cristão será conhecido pelas virtudes, porém a que mais o descreverá como servo de Deus e provará ao mundo que há harmonia na Igreja é o amor. Pois, o amor entre os irmãos é a prova para o mundo que a Igreja pertence a Deus e prova que o evangelho anunciado pela Igreja é proveniente de Deus.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 2. São Paulo: Hagnos, 2014.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: As Obras da Carne e o Fruto do Espírito

As Obras da Carne e o Fruto do Espírito
Paulo ao escrever aos irmãos das igrejas existentes na Galácia defende a doutrina bíblica da salvação e a autoridade da sua vocação ministerial. A presente carta tem valor incomparável para as igrejas locais do presente século, pois outorga clareza nos assuntos doutrinários e convalida o poder e os benefícios da obra vicária de Jesus.
A instituição do homem é tríplice: espírito, alma e corpo. O ser humano possui faculdades que o distingue dos demais seres criados por Deus.
As faculdades do espírito humano se resumem em fé e consciência, já o intelecto, a vontade e as emoções são faculdades pertencentes à alma, e por fim, os cinco sentidos completam as faculdades do corpo: paladar, visão, tato, olfato e audição.
Entretanto, Adão representante da humanidade no pacto das obras deixou como herança a culpa, a corrupção e a morte. Logo, as obras da carne são demonstrações físicas e espirituais da degeneração humana.
I – ANDAR NA CARNE versus ANDAR NO ESPÍRITO
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim (Gl 2.20). Pode-se destacar para associar a este tópico a seguinte frase: vida que agora vivo na carne. Paulo não estava descrevendo uma ação pecaminosa. O que o apóstolo estava descrevendo era a respeito da nova vida que o mesmo agora estava desfrutando em Cristo Jesus. Pois, com a queda de Adão três heranças foram outorgadas a humanidade, e estas são: a culpa, a corrupção e a morte. A segunda delas “corrupção” relaciona com a interpretação de muitos na frase em questão, porém, o que Paulo trata não é o termo “sarx”, carne, mas a palavra “soma” vida no corpo.
No grego temos duas palavras que precisam ser bem analisadas, a primeira é sarks. Em geral, sarks pode ter o sentido literal de carne, corpo, pessoa, ser humano, limitações físicas, o lado externo da vida, o sentido natural, e por fim, vem a carne como instrumento voluntário do pecado, que recebe esse forte conceito em Paulo. Assim, no constante uso que Paulo faz da palavra carne está apontando para a natureza pecaminosa.
A palavra sôma do grego é corpo, é bom lembrar que ela é neutra. O sôma pode referir-se ao corpo de um ser humano ou animal, mas quando Paulo faz uso dessa palavra em algumas de suas cartas, está dando ênfase à personalidade completa, o homem segundo as intenções de Deus (GOMES, p.8,9).
II – OBRAS DA CARNE UM CONVITE AO PECADO
As obras da carne podem ser resumidas em quatro grupos: pecados sexuais, falsa religiosidade, atitudes impróprias para o próximo e assuntos relacionados com o domínio próprio.
1. PECADOS SEXUAIS:
Os quatros tipos de pecados que correspondem com atos sexuais estão diretamente ligados com a desobediência do sétimo mandamento “não adulterarás” (Êx 20.14).
1- Adultério. Em algumas versões o termo utilizado é prostituição (pornéia), isto é, imoralidade sexual. Para muitos eruditos a prática do adultério corresponde com a traição entre casais e, de fato adultério tem como significado dormir em cama estranha.
Na Escritura Sagrada a infidelidade é apresentada em três níveis. No caso de Davi e Bate-Seba (2 Sm 11), ocorre o encontro de uma única noite. Já no caso de Sansão e Dalila (Jz 16), ocorre o caso confuso. Por fim, os filhos de Eli representam o vício sexual (1 Sm 2.22).
2- Fornicação. A relação sexual entre jovens sem haver a venda do corpo e sem corresponder com a traição de um terceiro se resume em fornicação.
3- Impureza. Correspondem com pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios. Porém, este tipo de pecado é alimentado por pensamentos e desejos da alma (Ef 5.3, Cl 3.5).
4- Lascívia. Corresponde com o pecado da sensualidade. Tal prática conduz as pessoas ao ponto de perderem a vergonha. Por isso, tornou se natural no presente contexto civilizatório a falta de decência e a perca do pudor.
2. FALSA RELIGIOSIDADE:
No campo sociológico é natural a seguinte afirmação “todos os caminhos leva o homem a Deus”, porém, no contexto bíblico isto é uma mentira, pois só um Caminho leva o homem à pessoa de Deus, isto é, Jesus Cristo o Caminho (Jo 14.6).
1- Idolatria. Adoração a ídolos. Na sociedade pós-dilúvio e consequentemente após o período marcado pela bravura e agilidade de Ninrode (Gn 10.8-12) surgiu a prática do pecado de idolatria. Imagine quantas consequências a humanidade já sofreu por causa do pecado de idolatria adorando aquele que nada pode fazer (Sl 115. 4-8).
2- Feitiçaria. Pecado em praticar o mal com ou sem o auxílio de demônios. Tal pecado está relacionado com o espiritismo, com magia negra e com o culto a demônios (Ap 9.20,21; 22.15).
3. ATITUDES IMPROPRIAS PARA COM O PRÓXIMO:
O relacionamento humano é afetado por práticas impróprias, e entre elas: a inimizade, a porfia, a emulação, a ira, a peleja, a dissensão, a heresia e a inveja.
1- Inimizade. Corresponde com ações e intensões agressivas. São reais em pessoas que não sentem o mínimo de amor pelo próximo.
2- Porfias. É o resultado da inimizade. Ou seja, a porfia é indicada pela falta de amor, pela presença de briga, pela oposição e pela luta por superioridade.
3- Emulações. É o desejo de ser superior aos outros. De fato corresponde com a vontade em ser o primeiro sempre. Emulações ou ciúmes por Calvino é definida pela palavra ofensa em ver o outro o excedendo.
4- Iras. Fúria explosiva demonstrada por palavras e por ações. Paulo aconselha a igreja em Éfeso “não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26), porém, anteriormente o apóstolo tinha escrito “irai-vos e não pequeis”, isto é, os membros da igreja em Éfeso deveriam impedir de suscitar da ira as seguintes obras da carne: a porfia, a peleja e a dissensão.
5- Pelejas. Luta com ambição para ganhar seguidores que aprovem suas ideias.
6- Dissensões. Ensinamentos que fogem do padrão bíblico e que aprove pensamento faccioso. A dissensão tem como objetivo provocar separação na congregação.
7- Heresias. Grupos de indivíduos que destroem a unidade da igreja, e para isto, utilizam da palavra de Deus com ensinamentos errôneos. Para tais pessoas vale o lema apologético: “texto sem contexto, torna-se pretexto para o surgimento de heresias”.
8- Invejas. Para Calvino a inveja corresponde com o tipo de pessoa que se ofende com a excelência de outrem.
4. ASSUNTOS RELACIONADOS COM O DOMÍNIO PRÓPRIO:
1- Homicídio. Ato de matar alguém.
2- Bebedice. Uso de bebidas que provocam alterações físicas.
3- Glutonaria. Descontrole no uso de alimentos, sendo que tal pecado está também relacionado com o envolvimento com drogas e sexo.
O apóstolo Paulo termina a citação sobre as obras da carne da seguinte maneira “os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”. Portanto, deixemos toda obra carnal que se opõem aos frutos do Espírito.
III – FRUTO DO ESPÍRITO, UM CHAMADO PARA SANTIDADE
No evangelho de João capítulo 15, Jesus é apresentado como a videira verdadeira, o Pai é apresentado como o lavrador e os cristãos como as varas (Jo 15.1,2). As varas frutíferas são limpas pela palavra para darem mais frutos (Jo 15.3), logo se percebe o poder da palavra para santificar e moldar o estilo de vida dos cristãos; tanto para com Deus, como para com o próximo e também para consigo mesmo.
1. FRUTOS INTERLIGADOS AO RELACIONAMENTO COM DEUS:
O homem foi criado para manter ralação direta com Deus, porém, com o surgimento do pecado este relacionamento foi alterado. Mas, com a obra realizada por Jesus na cruz foi proporcionado à abertura de um novo relacionamento sendo este agora debaixo da graça.
1- Amor. O termo utilizado indica amor divino (ágape) que é imutável, sacrificial e espontâneo. Por amou Jesus foi entregue para salvar a humanidade (Jo 3.16). Quando este amor é operante na vida do indivíduo o mesmo passa a amar até mesmo os inimigos (Mt 5.44).
Este amor não corresponde com sentimentos e nem com ações que esperam recompensas, porém trata-se de um dom divino.
2- Alegria. O relacionamento com Deus quando é espontâneo produz júbilo. Sendo que a alegria como fruto do Espírito corresponde com o amor exultante e se manifesta na tribulação (2 Co 7.4).
A alegria está relacionada com uma vida de comunhão com Deus.
3- Paz. Como fruto do Espírito a paz corresponde com o amor em repouso, isto é, ação divina que tranquiliza o cristão.
O desfrutar da paz ocorre em três dimensões: paz com Deus, paz com o próximo e paz consigo (Rm 5.1;12.18).
2. FRUTOS INTERLIGADOS AO RELACIONAMENTO COM OS OUTROS:
Assim como o pecado afetou o relacionamento do homem para com Deus, também afetou o relacionamento do homem para com o seu próximo. Basta acompanhar o noticiário para perceber que o relacionamento entre os seres humanos tem sido afetado pelo pecado e como tal afetação tem proporcionado catástrofes enormes, porém, quando o ser humano faz aliança com Deus o relacionamento com próximo também é restaurado.
1- Longanimidade. Corresponde com a paciência contínua, isto é, a paciência que leva o indivíduo a suportar a falta de amabilidade dos outros para consigo. É o saber esperar a vontade de Deus no tempo de Deus (Ec 3.1).
2- Benignidade. É o amor em ação para com o próximo, pois é a condição que o cristão desenvolve em expressar ternura e gentileza para todos que estão a sua volta. Logo, é a atitude de fazer o bem.
3- Bondade. O fruto da bondade indica que houve capacitação divina em transformar o indivíduo em bom cidadão. Deus não transforma o homem para ser bom para com uns e mal para com outros. Quando o indivíduo é transformado pelo sangue carmesim o Espírito de Deus produz transformação, ou seja, desenvolve um novo ser.
3. FRUTOS INTERLIGADOS AO RELACIONAMENTO PESSOAL:
Para alcançar um relacionamento satisfatório com Deus e com o próximo o indivíduo deverá está bem consigo mesmo, pois não há possibilidade de desenvolver um relacionamento agradável com Deus e não amar a si mesmo, isto é uma impossibilidade.
1- Fé. A fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e a entender o valor e os efeitos da fidelidade. A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança.
2- Mansidão. O fruto conhecido com mansidão dá sabedoria à pessoa que passa a agir com autoridade e também sabe submeter de forma humilde. Mansidão é a prática correta da humildade.
3- Temperança. É capacidade de controlar a si mesmo. Três são os pontos fundamentais para serem controlados: a língua, as paixões e os desejos que são contrários à vontade de Deus.

E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. O versículo indica a vitória sobre a carne, logo os frutos do Espírito são desenvolvidos para esta finalidade de vencer os desejos exagerados da carne e os mesmos são identificadores da real transformação ocorrida na vida do cristão.
Referência:
GOMES, Osiel. As obras da carne e o fruto do espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.