Deus é Fiel

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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Culto de Doutrina: Apocalipse capítulo: 19 – A vitória de Cristo sobre a besta


Apocalipse capítulo: 19 – A vitória de Cristo sobre a besta
O capítulo 19 de Apocalipse proporciona grandes informações escatológicas: ratificação da queda da babilônia, as bodas do Cordeiro, o Armagedom e a condenação da besta e do falso profeta.
Bodas do Cordeiro
Há três destaques especiais em Ap 19.9, a bem-aventurança, os que são chamados e as bodas do Cordeiro. O termo bodas tem como definição celebração de aniversário de casamento. Porém, será naquele dia a ceia das bodas do Cordeiro.
Compreende que em Apocalipse há sete bem-aventuranças (1.3; 14.13; 16.15; 20.5; 22.7,14), sendo Apocalipse 19.9 a quarta destas bem-aventuranças.
Já o termo, chamados, tem como significado básico aqueles que são vocacionados para a salvação em Jesus Cristo. E por fim, as bodas do Cordeiro, será o dia especial para todos os que foram e serão fieis até o dia da Vinda de Jesus. Logo, as bodas do Cordeiro será o encontro glorioso da Igreja com o Cordeiro nos céus, de fato, será a união entre a Igreja e Cristo.
Todos os salvos de todos os tempos estarão presentes na lista dos chamados. Desde aqueles que morreram esperando e olhando para as profecias messiânicas, assim como aqueles que viveram nos dias em que as profecias se cumpriram, ou seja, as bodas do Cordeiro será o acontecimento para todos os salvos.
Armagedom
No final da Grande Tribulação o povo de Israel estará cercado pelo exército do Anticristo, sendo assim, Jesus descerá do céu e destruirá as nações (Zc 12. 8,9), na batalha do Armagedom ou colina de Megido.
Sobre a batalha do Armagedom é necessário saber:
Terá a duração de um dia.
Definirá a derrota do Anticristo e do falso profeta.
Satanás será preso.
E no final da batalha as nações serão julgadas e logo após haverá a instalação do Milênio.
Condenação do anticristo e do falso profeta
Os três personagens da grande tribulação serão julgados, anterior à instauração do Juízo Final. A Besta sofrerá a condenação sem direito ao último julgamento. Já no caso do falso profeta que é a representação de toda religiosidade suja surgida desde as narrativas de Gênesis aos dias da ocorrência do Juízo Final, entre a maldade, violência, corrupção e em destaque a idolatria, também será condenado sem direito ao último julgamento. É importante notar que estes inaugurarão o lago de fogo e enxofre.
Já o diabo será lançado no abismo por mil anos (Ap 20.3) e acabando-se os mil anos, satanás será solto (Ap 20.7) e porá a prova a geração da era milenar assim como foi provado Adão. Sendo assim ocorrerá Gogue e Magogue, ou seja, a peleja final que terá o fim do diabo, sendo lançado no lago de fogo e enxofre (Ap 20.10).

Culto de Doutrina: Apocalipse capítulo: 18 – A queda da Babilônia


Apocalipse capítulo: 18 – A queda da Babilônia
O capítulo 18 de Apocalipse possui dois pontos de contatos a respeito da babilônia que merecem atenção básica: a realidade da babilônia antes da queda e a realidade após a queda. É necessário para plena compreensão que o termo, babilônia tem como significado: porta dos deuses, significado que se em caixa nos relatos do livro de apocalipse.
Antes da queda
É notório que a babilônia se caracterizará por sua grandeza econômica e política, pois os reis prostituirão com ela e os mercadores se enriquecerão em abundância por causa de suas delícias.
O presente capítulo tem como representatividade a babilônica no perpassar de sua corrupção, pois o evangelista João quando trata da abundância de suas delícias está tratando da corrupção emitida pela grande babilônia. Corrupção esta que terá como finalidade a eliminação dos santos profetas de Deus e também pelo distanciamento dos fiéis da presença do Senhor.
Corrupção pode ser definida pelas seguintes palavras que são sinônimas: deterioração, decomposição ou modificação.
As delícias da babilônia estão na ótica espiritual em estado de decomposição, pois se trata de tudo o que desagrada à pessoa Deus.
Os reis prostituirão com ela, o que descreve o ato de decomposição, pois o termo utilizado para prostituição é porneia, que do grego significa fornicação prostituição e todo tipo de relação sexual ilícita.
Porneia descreve o relacionamento em que uma das partes pode ser comprada e descartada como um objeto, e onde não há união de personalidade nem respeito por estas (BARCLAY, 2000, p.26).
Depois da queda
A babilônia torna-se morada de demônios que pode compreender que se trata da instalação geográfica de demônios na região representada pela babilônia. Já no que se referem aos demônios três temáticas devem ser observadas: a origem dos demônios, os propósitos dos demônios e a condenação dos demônios.
Conforme o que está escrito em Apocalipse 12.9: E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. Os demônios tem sua origem no momento que deixaram de obedecer a Deus, ou seja, no momento em que se tornaram seguidores de Satanás.
Assim como o propósito de Satanás é matar, roubar e destruir (Jo 10.10), assim também é a meta de todos os demônios.
Por fim, no que confere a condenação dos demônios percebe-se a veracidade nas seguintes palavras de Jesus: então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Logo, o inferno é um lugar de condenação que será lançado no lago de fogo (Ap 20.14).
Deus tem escolhidos na babilônia
Aos que estão presos nos seus delitos de pecado interligados a babilônia Deus faz um chamado profético: sai dela povo meu, isto porque os que permanecerem nela, em um sistema ímpio sofrerá das mesmas descrições condenáveis. Portanto, aqui está um chamado para a salvação no período da Grande Tribulação.

domingo, 26 de maio de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: A Arca da Aliança


A Arca da Aliança
A verdade prática da presente lição nos permite compreender que por meio de Cristo Jesus, podemos encontrar-nos com Deus santo e misericordioso. Sendo que o ponto central do estudo bíblico do próximo domingo outorga como saber que a arca da aliança era a peça mais valiosa do Tabernáculo.
Entretanto, refletir a respeito da Arca da Aliança no Tabernáculo é o objetivo geral da presente lição que tem como objetivos específicos:
Descrever a Arca da Aliança.
Explicar a simbologia do propiciatório.
Discorrer a respeito dos elementos sagrados dentro da arca.
E com excelentes palavras torna-se notório a introdução dissertada por Cabral a respeito da Arca:
A Arca da Aliança era um móvel nobre que tinha a madeira de cetim na sua estrutura interior e era coberta com uma lâmina de ouro maciço, tanto por fora quanto por dentro. O ouro simboliza a Deidade, e a madeira de cetim, a humanidade de Jesus (2019, p.109).
I – A DESCRIÇÃO DA ARCA DA ALIANÇA (ÊX 25.10)
Há alguns nomes que permite compreender o real sentido da Arca para com os israelitas e seu real sentido para com a Igreja nos dias atuais, percebamos:
Arca de Deus - E foi tomada a arca de Deus: e os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, morreram (1 Sm 4.11) – descrição que enaltece o poder de Deus.
Arca do Senhor - Porque há de acontecer que, assim que as plantas dos pés dos sacerdotes, que levam a arca do Senhor, o Senhor de toda a terra, repousem nas águas do Jordão, se separarão as águas do Jordão, e as águas, que vêm de cima, pararão amontoadas (Js 3.13) – descrição que enaltece a misericórdia de Deus.
Arca da Aliança - Contudo, temerariamente, tentaram subir ao cume do monte; mas a arca da aliança do Senhor e Moisés não se apartaram do meio do arraial (Nm 14.44) – descrição que relembra o pacto de Deus para com Israel.
Arca do Testemunho - E, quando Moisés entrava na tenda da congregação para falar com ele, então ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que estava sobre a arca do testemunho entre os dois querubins; assim com ele falava (Nm 7.89) – descrição que ratifica o testemunho dos utensílios internos da Arca.
Entretanto, as duas naturezas do Senhor Jesus são notáveis na descrição da Arca: a natureza divina (o ouro) e a natureza humana (a madeira).
[...] Como homem, tinha certa limitação em tempo e espaço e, portanto, submisso ao Pai. Eis a razão de ele ter dito em Jo 14.28: “O Pai é maior do que eu”.
Os evangelhos revelam atributos característicos do ser humano em Jesus. Todo ser humano nasce de mulher, cresce e morre, tem emoções, alegra-se e entristece-se e seu corpo cansa-se e fatiga-se. Cristo experimentou tudo isso quando esteve entre nós (SOARES, 2008, p.49).
Porém, ao apresentar Jesus como Deus nota-se que a Ele são atribuídos os mesmos atributos do Pai: Onipotência (Mt 28.18), Onipresença (Mt 18.20), Onisciente (Jo 1.47,48), e a Eternidade do Verbo (Jo 1.1).
II – O PROPICIATÓRIO DA ARCA (ÊX 25.17-21)
O propiciatório era a tampa que ocultava o que havia dentro da arca, e com sentido metafórico representava a cobertura do pecado dos israelitas quando o sumo sacerdote apresentava o sacrifício para o perdão das transgressões do povo.
E sobre o propiciatório havia dois querubins que representavam a majestade divina do Todo-Poderoso, sendo que no sentido especial, os querubins expressam o conceito de plenitude do conhecimento, porque protegem a Lei de Deus e são agentes judiciais e executores da autoridade divina (CABRAL, 2019, p.114).
III – OS ELEMENTOS SAGRADOS DENTRO DA ARCA
Três eram os elementos dentro da Arca: as tábuas da Lei, o vaso com o maná e a vara que floresceu.
Compreende-se que na presença de Deus a Palavra do Senhor outorga a devida aproximação do pecador para com o Santo dos santos, isto se concretiza por meio da santificação proveniente da Palavra. Lembrando que o termo lei significa seta, sendo que a seta serve para indicar o caminho, logo a Lei tem como objetividade indicar o Caminho que é o Senhor Jesus.
Já o maná descreve que na presença de Deus há proteção e provimento. Deus estando presente outorga vitória sobre os opostos e garante a prosperidade para com os que são fiéis.
Por fim, no descrever a presença da vara que floresceu Deus tinha como propósito notificar aos israelitas que Ele tinha separado para o santo ministério os levitas, compreendendo assim que: aqueles que Deus chama, Deus capacita e envia para que o nome dEle seja glorificado.
Referência:
CABRAL, Elienai. O Tabernáculo: símbolos da obra redentora de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.
SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. São Paulo: Hagnos, 2008.

sábado, 18 de maio de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: O Lugar Santíssimo


O Lugar Santíssimo
A verdade prática da presente lição nos permite compreender que pelo sangue de Jesus Cristo, o véu da separação foi rasgado. E, hoje, temos liberdade e confiança para entrar ao trono da graça de Deus.
Entretanto, explicar que temos a liberdade de entrar no “Lugar Santíssimo” é o objetivo geral da presente lição que tem como objetivos específicos:
Destacar o Lugar Santíssimo.
Mostrar o propósito do véu interior.
Salientar como era o Lugar Santíssimo.
Excelente introdução para a presente lição são as palavras de Cabral:
O Lugar Santíssimo era, indubitavelmente, o principal lugar de toda a estrutura do Tabernáculo. Lá estavam a Arca da Aliança com seu propiciatório e os dois querubins com forma humana e protegendo aquele local. Era o lugar da habitação de Deus. Figuradamente, estava naquela Arca o Trono de Deus. (CABRAL, 2019, p.97).
I – O VÉU DO LUGAR SANTÍSSIMO
O véu do Lugar Santíssimo era uma barreira à presença de Deus, pois o pecado separa o homem da presença do Senhor. O presente véu separava o pecador do Santo, definindo assim a separação do imperfeito para com o Perfeito.  Porém, o sumo sacerdote entrava uma única vez no ano no lugar santíssimo, sendo este o dia da expiação.
Portanto, aplicando o dia da expiação com a obra de Cristo na cruz é necessário saber que a morte de Jesus foi uma expiação pelos pecados da humanidade. Expiar o pecado é cobri-lo, apaga-lo e perdoar o transgressor. A morte de Jesus também foi à propiciação, isto é, foi o aplacar da ira de Deus. E em terceiro a morte de Jesus foi uma substituição (Rm 5.6). Por fim, a morte de Jesus na cruz foi e é redenção e reconciliação para todos aqueles que se aproximam da mensagem do evangelho.
O véu do Lugar Santíssimo possuía um bordado especial com a figura de querubim, sendo que a Escritura do livro de Êxodo deixa claro é que os querubins são seres angelicais e independentes de qualquer forma física, mas que podem tomar a forma que quiserem para as manifestações do poder de Deus (CABRAL, 2019, p.100). Lembrando que o termo querubim do hebraico, qeruvim, tem por significado bendizer, louvar, adorar. Os anjos que compõe esta categoria estão associados com a santidade de Deus e a adoração a Deus.
Já a respeito do véu trançado em dois fios nos permite compreender que se trata [...] da união da natureza divina com a natureza humana na pessoa de Jesus, indicando a sua perfeição absoluta como Deus e com Homem (CABRAL, 2019, p.101).
II – O PROPÓSITO DO VÉU INTERIOR
Três são os propósitos do véu interior: símbolo da presença de Deus, demarcador entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo, e, indicador do caminho à presença do Senhor.
O ser humano não teria condição de suportar a presença de Deus, logo o véu era o símbolo da presença do Senhor, pois a presença do Senhor exibe poder, glória e também exibe a essência do caráter santo e singular de Deus. Sendo assim, o homem em delito e pecado não resistiria à presença do Senhor.
O véu também se destaca por ser o separador entre os dois lugares: o Santo do Santíssimo. Sendo no primeiro permitido apenas aos sacerdotes que diariamente ofereciam sacrifícios representando o serviço e a adoração ao Senhor; já o segundo lugar era permito apenas ao sumo sacerdote, uma vez por ano.
Por fim, o véu indicava o caminho da presença de Deus. Logo, aqui percebe mais uma vez que Jesus é o único que possibilita ao homem chegar à presença do Pai, isto por meio do sacrifício.
III – COMO ERA O LUGAR SANTÍSSIMO?
O véu que separava o Lugar Santo do Santíssimo era chamado de vida. Havia nesta repartição apenas uma peça, a arca da aliança. Lugar que significava a presença de Deus. Sendo que dentro da arca havia três objetos: o maná, a vara de Arão e as tábuas da aliança. 
O maná era o alimento outorgado por Deus (Jeová Jiré, Deus da providência), a vara indicava a soberania de Deus e as tábuas salientavam a justiça de Deus.
Portanto, a arca é o utensílio que apresenta Jesus como o propiciatório, sendo Ele o próprio Deus.
Por fim, a entrada no Lugar Santíssimo reserva-se ao sumo sacerdote, o qual, uma vez por ano, no grande dia da Expiação, entrava com vestimentas especiais em nome de todo o povo de Israel. Agora, na dispensação da plenitude dos tempos, o véu foi rasgado, e todos temos acesso ao Trono da Graça pelo sangue de Cristo Jesus (CABRAL, 2019, p. 105).
Referência:
CABRAL, Elienai. O Tabernáculo: símbolos da obra redentora de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Culto de Doutrina: Apocalipse capítulo 17 – A prostituta assentada sobre a besta


Apocalipse capítulo: 17 – A prostituta assentada sobre a besta
O capítulo 17 de Apocalipse tem três pontos de contatos que merecem atenção básica: a condenação da grande prostituta, a mulher assentada sobre a besta e a descrição da besta.
A condenação da prostituta (v.1-6)
Do grego, condenação, corresponde em trazer julgamento contrário, ou seja, não outorgar emancipação, porém em contrata partida corresponde a efetuar o castigo, sendo no presente texto, referência à condenação da grande prostituta.
A ação da grande prostituta estará interligada com as questões falsas da religiosidade no período da Grande Tribulação que conduzirá muitos fiéis à apostasia espiritual.
Lembrando que na narrativa Bíblica a prostituição e o adultério quando associados a questões religiosas descrevem figuradamente a apostasia da fé e a infidelidade a Deus.
A descrição de grande prostituta descreve que a grandeza está no efeito participativo negativo desta personagem que tem como objetivo conduzir os servos de Deus ao pecado. A grandeza também pode descrever ao período em que Satanás tem levantado todos os meios para a prática da idolatria em todo o contexto da história da humanidade, tendo como foco conduzir inúmeras pessoas a serem infiéis a Deus.
Portanto, a condenação virá sobre a mãe da prostituição que também se refere no presente texto como responsável pela morte de inúmeros mártires.
Mulher assentada sobre a besta
A mulher e a besta se referem aos poderes: religioso e político. Logo, por encontrar a mulher assentada sobre a besta percebe-se que no período sombrio da Grande Tribulação o poder religioso estará no domínio do poder político.
A mulher é representada com a posse de um cálice de ouro cheio de abominações e imundícia da prostituição.
Abominação descreve a relação direta do ato detestável associado à prática de culto a ídolos com referência à apostasia. O que se refere com pessoas que abandonaram o caminho da salvação, mudando as práticas e andando no caminho da mentira e do engano.
Já para imundícia o termo utilizado do original define: algo sujo, impuro e imundo. No que se refere ação ausente de pureza, moralmente sensual e no sentido mais amplo descreve a depravação total.
A representatividade da cabeça da besta
A besta também será condenada (v.8), porém, antes que ocorra sua condenação nota-se que ela possui sete cabeças e dez chifres.
As sete cabeças correspondem aos sete montes em que a mulher está assentada, cuja localização geográfica representa sete reinos, sendo que cinco já caíram, um existe e outro será levantado, o que será levantado corresponde com o reino do anticristo.
Já no que se refere aos dez chifres, nota-se que a interpretação da passagem presente no texto revela que os chifres representam dez reis que não possuem reinos, porém antes do reino terão o poder outorgado pela besta. Serão devotos diretos do regime da besta, pois lutarão ao lado da besta contra o Messias e serão derrotados.

Culto de Doutrina: Apocalipse capítulo 16 – As sete taças da ira de Deus


Apocalipse capítulo: 16 – As sete taças da ira de Deus
O capítulo 16 de Apocalipse descreve as sete taças da ira de Deus: chaga sobre os que tinham o sinal da besta, morte de seres viventes no mar, taça sobre os rios e fontes de água, taça derramada sobre o sol, sobre o trono da besta (ocasionando confusão), seca do rio Eufrates, e a última praga no ar.
Chaga sobre os que tinham o sinal da besta e que a adoraram a sua imagem (v.2)
E foi o primeiro, e derramou a sua taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem (Ap 16.2).
A primeira taça será derramada sobre as pessoas que terão a marca da besta e que se curvarão diante da sua imagem, assim como no Egito em que a sexta praga foi direcionada aos magos, porém era esta de caráter temporário, já a presente taça será de caráter escatológico. E de fato será má e maligna, onde os medicamentos não poderão curar e nem impedir a ocorrência.
Mortes de seres viventes (v.3)
E o segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu no mar toda a alma vivente (Ap 16.3).
Praga que descreve a transformação do mar em sangue, levando a morte de todo ser vivente. A morte dos seres marítimos ocasionará uma crise à administração do governo do anticristo, pois a economia e a política do falso messias serão abaladas.
Taça sobre os rios e fontes de água (vv. 4-7)
E o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue (Ap 16.4).
O derramamento do sangue dos santos servos de Deus será cobrado pela justiça divina, fato que será enaltecido pelo anjo das águas que expressará: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és (v.5).
O presente enaltecimento realizado pelo anjo a justa ação de Deus corresponde ao castigo às ações dos homens em matar os profetas de Deus. Entretanto, o anjo do altar também engrandece a Deus corroborando e associando o juízo divino em ser justo (v.7).
Taça derramada sobre o sol (vv.8,9)
E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo (Ap 16.8).
 Calor intenso será o efeito perceptível da quarta taça, pois será derramada sobre o sol. O termo calor no grego pode ser em alguns casos traduzido por febre, porém no presente texto permite compreender que corresponde com intensidade da temperatura externa. O que permite compreender que haverá aumento da temperatura sobre a terra.
Portanto, percebe-se que no derramar da quarta taça os homens não se arrependerão e nem adorarão a Deus, mas desenvolverão atitudes de blasfêmia ao Senhor.
Taça derramada sobre o trono da besta (vv. 10,11)
E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e eles mordiam as suas línguas de dor (Ap 16.10).
Corresponde com a desordem que se efetuará no final do governo do anticristo. O governo de falsa organização política, econômica e religiosa será caracterizado pela crise, pois a taça derramada sobre o símbolo do poder do anticristo demonstrará a fragilidade da governabilidade e ausência da verdade no sistema desenvolvido no período sombrio da Grande Tribulação, pelo o anticristo.
Seca do rio Eufrates (vv.12-16)
E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente (Ap 16.12).
A taça derramada sobre o rio Eufrates terá como objetivo tornar acessível o caminho para os reis do Oriente que sobre o domínio satânico lutarão contra o povo de Deus, no episódio chamado armagedom, que tem como significado lugar do Megido. A batalha do armagedom definirá o fim da Grande Tribulação e a vitória de Cristo sobre o falso profeta e o anticristo, sendo que satanás será preso e por mil anos Jesus governará sobre os moradores da terra.
Jesus faz um alerta descrevendo a segunda fase da sua segunda vinda: Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas (v.15).
Taça derramada sobre o ar (vv.17-21)
E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito (Ap 16.17) .
Inicialmente com o derramamento da última taça do templo do céu escuta-se uma voz que diz: Está feito (v.17), seguida pelos seguintes acontecimentos: a ocorrência de vozes, trovões, relâmpagos, e um grande terremoto em que a grande cidade fendeu-se em três partes, isto é, Jerusalém.
Haverá também o derramamento de saraiva, cujos homens na terra no período blasfemarão de Deus, por ser a praga grande para os desobedientes.

sábado, 11 de maio de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: O Lugar Santo


O Lugar Santo
O ponto central da lição é levar-nos a compreender a necessidade de sermos zelosos em nossa vida de serviço e adoração a Deus. Sendo que a verdade prática permite compreender que através de sua morte expiatória, Jesus nos garantiu o livre acesso ao Santíssimo Deus.
Entretanto, conscientizar que devemos prestar um verdadeiro serviço e adoração a Deus é o objetivo geral da presente lição que tem como objetivos específicos:
Conceituar o Lugar Santo.
Elencar as três peças que compunham o interior do Lugar Santo.
Explicar o véu que demarca o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.
Excelente introdução para a presente lição são as palavras de Cabral:
[...] Os dois compartimentos do Tabernáculo também eram identificados como “Lugar Santo” e “Lugar Santíssimo”.
No primeiro compartimento os sacerdotes podiam ter acesso, mas no segundo compartimento, apenas o Sumo Sacerdote, uma vez por ano, poderia adentrar (Hb 9.1-10). (CABRAL, 2019, p.81).
I – LUGAR SANTO: UM LOCAL DE SERVIÇO E COMUNHÃO COM DEUS
A porta de acesso ao Lugar Santo era conhecida por verdade e era sustentada por cinco colunas conhecidas como os cincos dedos de Deus. Nesta repartição havia três objetos: o candelabro de ouro, a mesa dos pães e o altar do incenso. Caracterizando assim como o lugar de adoração e serviço.
De adoração, pois os sacerdotes ali ofereciam diariamente sacrifício de louvor ao Senhor, sendo esta prática diária o serviço exercido pelos sacerdotes. Portanto, a adoração e o serviço estão diretamente associados ao ministério dos sacerdotes.
No Antigo Testamento o homem deveria aproximar se de Deus através de um sacrifício e manter-se junto de Deus por meio da intercessão. O sacerdote era a pessoa responsável pelo sacrifico e também pela intercessão. Logo, o sacerdote era o elo entre o homem e Deus no ministério descrito e vivenciado no Tabernáculo.
II – AS TRÊS PEÇAS QUE COMPUNHAM O INTERIOR DO LUGAR SANTO
As peças do Lugar Santo são: o candelabro, a mesa dos pães e o altar do incenso.
O candelabro. Representa Jesus como guia e luz que ilumina o homem. Também chamado de candeeiro, lampadário e castiçal. O candelabro tinha como função básica conscientizar os israelitas à missão sacerdotal, profética e real. Instrumento feito de ouro, que possuía em média, 35 a 40 quilos, sendo que o ouro representava a divindade do Senhor e na emissão da luz o candelabro ratifica as três grandezas da luz: intensidade, frequência e polaridade (brilho, cor e vibração). 
O azeite que mantinha a luz do candelabro era puro e batido. Azeite batido correspondia à qualidade do produto, pois o azeite moído identificava-se como possuidor de baixa qualidade.
Portanto, o candelabro com suas lâmpadas acesas simbolizava a luz de Deus e identificava-se com a presença do Senhor no meio do arraial. Compreendendo que as sete lâmpadas correspondem com a completude do agir de Deus o que outorga olhares para o livro de Gênesis, os sete dias da criação.
A mesa dos pães. Utensílio que apresenta Jesus como o sustento. Os pães ficavam em uma mesa de acácia (duas características definem a importância da acácia: era de cor majestosa e era resistente a insetos) de 70 cm de altura, 90 cm de comprimento e 45 cm de largura, sendo toda banhada a ouro. Sobre ela ficavam doze pães em duas fileiras. Pães produzidos pelos coatitas que eram responsáveis pelo cargo da arca, da mesa, e do candelabro, ou seja, o cuidado com o ministério da tenda da congregação (Nm 3.35).
Para os israelitas os pães simbolizavam a providência divina. Por serem também conhecidos como os pães da presença percebe-se que os israelitas tinham a presença de Deus outorgando sustento para a peregrinação em direção a Terra Prometida.
Simbolizando as doze tribos de Israel os pães correspondiam com o cuidado de Deus para com cada tribo israelita. E também se notabiliza por significar a comunhão dos israelitas para com Deus, pois, os sacerdotes os comiam no Lugar Santo (Lv 24.9).
O altar do incenso. Utensílio que apresenta Jesus como o mediador. Era feito de madeira de acácia revestido de ouro, tendo como ornatos quatro chifres, bordas, quatro argolas e dois varais. Compreende também que a composição do incenso era de estoraque, ônica e gálbano (ÊX 30).
III – O VÉU QUE DEMARCA O LUGAR SANTO E O LUGAR SANTÍSSIMO
No pátio os israelitas poderiam entrar com o acompanhamento de dois sacerdotes, porém no Lugar Santo apenas os sacerdotes deveriam adentrar, logo, o véu que separava o pátio do Lugar Santo tem como propósito descrever a santidade do lugar.
Já o segundo véu separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo, permitido apenas ao sumo sacerdote o direito de adentrar, porém sendo esta oportunidade apenas uma vez por ano, e tinha como propósito revelar a santidade do Senhor e prover a remissão dos pecados dos israelitas.
Referência:
CABRAL, Elienai. O Tabernáculo: símbolos da obra redentora de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

domingo, 5 de maio de 2019

Subsídio para a aula da E.B.D: As Cortinas do Tabernáculo


As Cortinas do Tabernáculo
O ponto central da lição é levar-nos a compreender que as cores das cortinas do Tabernáculo apontam para a nossa salvação, fato corroborado na verdade prática: comparando as coisas simples do Tabernáculo com as celestiais, aprendemos as verdades que nos levam ao crescimento espiritual.
Entretanto, mostrar que as cores das cortinas do Tabernáculo aponta para a obra completa da salvação é o objetivo geral da presente lição que tem como objetivos específicos:
Classificar a coberta e as cortinas do Tabernáculo.
Descrever a simbologia das cortinas do Tabernáculo.
Expor o significado simbólico das cores das cortinas do Tabernáculo.
Porém, a respeito do texto áureo podemos descrever que:
[...] Paulo enfatizou novamente que as situações as quais acontecem a Israel não são simplesmente eventos históricos a serem interpretados, mas advertências a serem consideradas com atenção. Isto é especialmente verdadeiro na visão de Paulo, uma vez que são chegados os fins dos séculos. Os planos do Senhor estavam chegando ao clímax (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 428).
Já no que corresponde à aplicação com a lição, assim descreve Cabral:
Essas cortinas e cobertas feitas para o Tabernáculo eram figuras e tipo celestial e mostrava, numa linguagem figurada, algumas características da obra redentora de Jesus. Num sentido especial, Cristo tornou-se a nossa cobertura perfeita porque Ele cobriu o nosso pecado (CABRAL, 2019, p.68).
I – AS COBERTAS E AS CORTINAS DO TABERNÁCULO
A cobertura externa era rústica, feita de peles de animais e representava a humanidade de Jesus. Lembrando que a cobertura externa tinha como finalidade resistir à oscilação climática do deserto, isto é, a amplitude térmica.
Já a cobertura interna por meio das cores e formosura descreve o caráter do Senhor Jesus.
Conforme o pastor Antônio Gilberto o caráter:
É um componente da personalidade.
É adquirido, não herdado.
A criança herda tendências, não caráter.
Resulta da adaptação progressiva do temperamento às condições do meio ambiente: o lar, a escola, a igreja, a comunidade, e o estado socioeconômico (1998, p.223).
Porém, no que corresponde o caráter de Cristo manifesto nas cortinas internas percebe-se no linho a justiça do Messias e no pano vermelho a personalidade de ir até o fim da missão. Missão esta de se entregar na cruz para outorgar salvação a todos os homens que o aceitar como Salvador.
II – AS CORTINAS DO PÁTIO DO TABERNÁCULO
O cortinado transmite dois significados importantes para o crescimento espiritual dos servos do Senhor. O primeiro significado corresponde com a separação, isto é, o homem em pecado estava separado do Deus justo e santo. Já o segundo significado corresponde com a santificação, sendo Deus santo é necessário que todo aquele que dEle se aproxima se santifique.
Para falarmos das cortinas externas do Pátio, temos de falar das suas colunas, as quais tratam especialmente de Cristo e de sua Igreja, que é o seu povo. Essas colunas identificam, pelo menos, quatro elementos relacionados aos crentes em Cristo: segurança, estabilidade, unidade e responsabilidade (CABRAL, 2019, p.72).
Segurança corresponde em ser o cristão, nova criatura em Cristo Jesus, enquanto a estabilidade descreve a firmeza que o cristão encontra no Messias, já unidade fala da existência de único corpo, pois em Jesus somos um, por fim, a responsabilidade descreve a missão dos cristãos em proclamar a Jesus como Salvador.
III – AS CORES DAS CORTINAS DO TABERNÁCULO
A cortina azul celeste apresenta a origem de Jesus, logo relata de sua divindade e de sua humanidade. Portanto, na Bíblia é Jesus apresentado 100% homem e 100% Deus. Conforme Paulo (1 Tm 2.5) só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
Logo, como ser humano, Jesus:
Nasceu de uma mulher; cresceu em estatura e em sabedoria; sentiu sono, fome, sede e cansaço; morreu, porém ressuscitou ao terceiro dia; e, foi feito semelhante aos homens, porém sem pecado (Lc 2.6,7,52; Mt 8.24; Jo 19.28; Hb 13.12; Lc 19.41; Mt 26.37; 1 Co 15.3,4; Hb 2.17; Hb 4.15).
A cor púrpura descreve a realeza de Jesus glorificado e não de Jesus o homem.
Já a cor escarlate descreve a obra vicária de Jesus no Calvário.
Por fim, a cor branca fala da santidade de Jesus Cristo.
Referência:
CABRAL, Elienai. O Tabernáculo: símbolos da obra redentora de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
SILVA, Antonio Gilberto da. Manual da Escola Dominical: um curso de treinamento para professors iniciantes e de atualização para professores veteranos da Escola Bíblica Dominical. 17ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.