Deus é Fiel

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domingo, 26 de abril de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: Libertos do Pecado para uma Nova Vida em Cristo


Libertos do Pecado para uma Nova Vida em Cristo
A verdade prática permite compreender que Por meio da maravilhosa graça divina fomos libertos do pecado, perdoados e salvos da condenação e, ainda, recebemos o direito à vida eterna. Sendo que a presente lição tem como objetivo geral: Revelar que a graça salvadora de Cristo nos garante a vida eterna; e, como objetivos específicos:

Refletir sobre nossa natureza pecaminosa.
Explicar que fomos vivificados pela graça de Deus.
Informar que nossa salvação vem de Deus e não das obras.
I – A ANTIGA NATUREZA MORTA EM OFENSA E PECADOS
O primeiro ponto do tópico “Nossa condição anterior” permite associar o estudo para com a doutrina do pecado, hamartiologia, e que tem como significado errar o alvo. Sendo que o pecado é toda transgressão à vontade de Deus. O resultado da hamartía é a morte, isto é, a transgressão consumada gera a separação do homem para com Deus. Sendo que a hamartiologia resume as ações do pecado em três instancias: penalidade, poder e presença.
A penalidade do pecado é real na vida daqueles que não foram justificados em Cristo.
O poder do pecado é notável na vida daqueles que não se santificam em Jesus Cristo.
E a presença do pecado só perpetuará na vida daqueles que não serão glorificados com o Senhor Jesus Cristo.
Já o segundo ponto do tópico “Nossa ofensas e pecados” é sintetizado nos versículos 2 e 3 que diz:
2- em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; 3-entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Sendo que o significado para mundo no presente texto descreve atitudes humanas voltadas para a imoralidade, furto e mentira.  E a descrição: andastes, [...] segundo o príncipe do ar, corresponde com influência direta de Satanás na vida daqueles que estão destituídos da glória de Deus. E a terceira e última descrição corresponde com a inclinação do homem voltada para fazer o que está impregnado na natureza pecaminosa.
II – VIVIFICADOS PELA GRAÇA
O operar da graça para ser compreendida poderá ser sintetiza em duas ações: a graça liberta e a graça santifica.
No que corresponde à ação da graça em libertar, compreende-se que:
A graça liberta o indivíduo do pecado, liberta o indivíduo do poder do pecado, liberta o indivíduo da punição do pecado e, por fim, a graça liberta o indivíduo da presença do pecado.
Já no que corresponde à santificação assim descreveu Champlin:
A salvação, portanto, é um processo místico, produzido pelo Espírito que vem habitar nos homens e ter comunhão com eles. Esse é um produto da graça, já que a lei jamais poderia proporcionar tal coisa [...]
Na graça o indivíduo pode e deve ser santificado, pois, de outra maneira, nunca poderá ver a Deus (2014, p. 954).
III – SALVAÇÃO NÃO VEM DAS OBRAS
O presente tópico provoca o surgimento da seguinte pergunta:
As obras tem poder para definir a salvação de alguém? Pergunta esta que tem como resposta direta a palavra não.  Pois, quem é salvo deve praticar as boas obras. As boas obras são realizadas pelos cristãos não para estes serem salvos, mas porque estes já são salvos em Cristo.
Parafraseando o tópico com Tito 2.11:
Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens.
Aprende três aspectos da graça, que são:
O primeiro aspecto define a origem da graça, é de Deus, isto indica que a graça pertence a Deus que é Santo, Fiel e Justo.
Já o segundo aspecto descreve que, a graça se há manifestado, descrição que corresponde à manifestação de Jesus Cristo o Salvador, que era preparação na antiga aliança, torna-se visível na nova aliança, pois o verbo se fez carne (Jo 1.14) a manifestação do verbo é a manifestação da graça outorgando paz (Jo 16. 33), vida em abundância (Jo 10.10) e principalmente o direito a vida eterna (Jo 17.3).
E em terceiro, trazendo salvação a todos os homens, frase que corrobora com a ação transformadora que se tornou possível graça a manifestação do Senhor Jesus.
Referência:
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 2. São Paulo: Hagnos, 2014.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Esperança em tempo de tribulação


Esperança em tempo de tribulação
Texto: Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração (Rm 12.12).
Há três atitudes essenciais para o cristão que deseja vivenciar o melhor de Deus: sendo que a primeira atitude é alegrar; já a segunda é ser paciente; e, por fim, a terceira atitude é perseverar. A alegria deverá desenvolvida mediante a esperança, enquanto o ser paciente deverá se desenvolver na tribulação, e de fato o cristão deverá perseverar na oração. Quando assim acontece, percebe-se que existe esperança em tempo de tribulação, isto porque, a esperança proporciona o crente a ser paciente na tribulação, assim como a alegria na esperança outorga força para perseverar na oração.
Atitude de quem tem esperança
Segundo Lutero o vocábulo esperança é usado de duas maneiras diferentes. No primeiro caso significa grande coragem, aquela que permanece firme a despeito de todas as tentações. No segundo caso, indica a salvação infinita que a esperança obterá; no presente versículo (Rm 8.24) podem estar em foco ambos os aspectos (LUTERO apud CHAMPLIN).
Coragem e salvação infinita corroboram para que o cristão se alegre na esperança em meio à tribulação.
Atitude coerente em tempo de Tribulação
O termo tribulação poderá ser definido por inúmeras situações, por exemplo: sensação de tristeza, sentimento de aborrecimento, infelicidade, amargura e também, poderá ser definida por vivenciar a dor.
Por conhecer a Deus o crente deverá ser paciente em tempo de dor, de tristeza e de amargura. Pois, assim expressou Jesus aos seus discípulos e esta expressão ecoa como promessa para os cristãos nos dias atuais: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (Jo 16.33).
Atitude de quem tem intimidade – persevera em oração
A oração é a comunicação entre o cristão, filho de adoção, e o Pai, o Deus Único e Todo Poderoso. A oração proporciona ao crente encorajamento, confiança e renovo.
O cristão é encorajado a tomar decisões após a oração (At 10.23). É notório que os resultados são provenientes de escolhas e não há melhor maneira para tomar decisões do que após consultar a vontade do Senhor.
Ao ter uma vida de constante oração o cristão revela que possui intimidade com Deus e também confia na ação miraculosa do Senhor. Nota-se a confiança no Senhor presente nas palavras de Davi: Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam (Sl 23.4). Portanto, quem ora confia em Deus.
Por fim, a oração proporciona renovo físico e espiritual. O rei Ezequias estava enfermo com uma doença mortal e a palavra do Senhor através do profeta Isaías para o monarca era: põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás (Is 38.1). Porém, após a oração feita por Ezequias, a palavra do Senhor veio como renovo físico: ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos (Is 38.5).
Em suma, esperança em tempo de tribulação é alegrar na coragem proveniente da esperança, é também ser paciente e aplicar na prática da oração para obter o encorajamento necessário, confiar no agir autêntico de Deus e se renovar mesmo que os acontecimentos no entorno demonstrem o contrário, pois Cristo é o renovo do cristão.
Referência:

CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 2. São Paulo: Hagnos, 2014.

domingo, 19 de abril de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: A Iluminação Espiritual do Crente


A Iluminação Espiritual do Crente
A verdade prática permite compreender que A vocação do crente inclui a herança de preciosas riquezas conferidas aos eleitos pela grandeza do poder de Deus. Pois, o Texto Áureo outorga a compreensão de que Deus, o Pai da glória proporciona conhecimento proveniente do espírito de sabedoria e de revelação (Ef 1.17). Sendo que a presente lição tem como objetivo geral: Esclarecer a dimensão de nossa chamada, as riquezas da herança divina e a grandeza do poder de Deus; e, como objetivos específicos:
Destacar a vocação e as riquezas da glória inclusas na herança divina.
Salientar a grandeza do poder divino que opera em favor dos crentes.
Expressar o exemplo de exaltação em Cristo.
I – A ESPERANÇA DA VOCAÇÃO E AS RIQUEZAS DA GLÓRIA
O primeiro ponto do tópico “Ação de graças e intercessão” pode ser compreendido em harmonia com o texto que Paulo escreveu a Timóteo: Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens (1 Tm 2.1). Neste texto há quatro termos para definir e explicar à maneira em que se procede as orações: deprecações, orações, intercessões e ações de graças.
Sendo que a deprecação corresponde com súplicas em favor da necessidade pessoal ou de outra pessoa. Já o termo oração se define pela palavra diálogo ou prece. Enquanto, a palavra intercessões sugere aproximar-se com confiança colocando-se no lugar de outro, isto é, interceder é pedir em favor de alguém. E por último, ações de graças, isto é, uma atitude de louvor a Deus por todos os feitos e benefícios desenvolvidos para com os teus.
Em continuidade percebe-se que o tópico “A esperança da vocação” permite compreender a respeito dos três chamados: chamados para a salvação, chamados para o serviço e chamados para a glorificação. No que tange aos tipos de chamado bênçãos de riquezas da glória se manifestam na vida daqueles que se aproximam de Deus, como por exemplo: o perdão, a adoção de filhos e a glorificação em Cristo.
II – A SOBRE-EXELENTE GRANDEZA E FORÇA DO PODER DIVINO
O presente tópico se resume no poder potencial de Deus apresentado em três grandes maneiras: a ressurreição, a ascensão e a glorificação de Jesus (Ef 1.21,22).
Este, que Deus exaltou “acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio” (1.21) nos foi dado como “cabeça da igreja”, estando sobre todas as coisas. Nós temos o poder de vencer porque aquele que é nossa Cabeça é supremo (RICHARDES, p.418).
Para que ocorresse a glorificação de Cristo necessário era que antes Ele padecesse no calvário, por isso que Jesus orou ao Pai da seguinte maneira: agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse (Jo 17.4).
III – CRISTO: NOSSO EXEMPLO DE EXALTAÇÃO
Ressurreição significa “volta miraculosa à vida”. E no contexto Sagrado há três tipos de ressurreição: ressurreição de mortos, ressurreição dentre os mortos e ressurreição dos mortos.
1- Ressurreição de mortos. É o tipo de ressurreição que abrange todos aqueles que por milagre divino tiveram suas vidas restabelecidas. Os exemplos são: o filho da viúva de Sarepta (1 Rs 17.21-22), o filho da Sunamita (2 Rs 4.34,35), o homem que tocou os ossos de Eliseu (2 Rs 13.43,44), o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17), a filha de Jairo ( Mc 5. 40-42), Lázaro (Jo 11.43,44), Tabita (At 9.40,41) e o jovem Êutico (At 20.9-12).
2- Ressurreição dentre os mortos. Neste segundo tipo de ressurreição encontra pela ordem a ressurreição do Senhor Jesus (1 Co 15.23), os que ressuscitarão no momento do arrebatamento da igreja (1 Co 15.23,24), as duas testemunhas (Ap 11.11,12) e a ressurreição dos mártires da grande tribulação (Ap 20.4).
3- Ressurreição dos mortos. É o tipo de ressurreição que abrange a todos aqueles que morreram em seus delitos e pecados, ou seja, é a ressurreição geral (Jo 5.29).
Portanto, ao descrever que Cristo é a primícias dos que dormem compreende-se que trata que Ele é o primeiro que ressuscitou e não tornou a passar pela morte. E sendo Ele elevado a direita de Deus Pai nos céus, acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja (Ef 1.20-22).
Deus seja louvado!
Referência:
RICHARDS, Lawence O. O Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: Eleição e Predestinação


Eleição e Predestinação
A verdade prática permite compreender que Segundo a sua presciência, Deus elegeu e predestinou para a salvação os que creiam e perseveram na fé em Cristo Jesus. A presciência de Deus pode ser compreendida pela seguinte descrição teológica, os decretos de Deus, e quatro são os decretos de Deus: criação, providência, redenção e consumação.

Relembrando um pouco do que escrevemos na introdução do comentário da lição anterior a respeito da eleição:
O termo eleição do grego προγινωσκω significa, já conhecer ou ter conhecido no passado, em outras palavras significa prever ou antever. A eleição didaticamente pode ser divida e entendida da seguinte maneira:
A eleição é preventiva, isto é, Deus utiliza vários meios para impedir a operação do mal na vida daqueles que o teme.
A eleição é permissiva, isto é, Deus outorga liberdade ao homem para que este realize as escolhas conforme o livre-arbítrio que possui. 
A eleição é diretiva, Deus outorga liderança sobre a vontade humana.
A eleição é determinativa, isto é, Deus executa conforme a sua soberania (PEDRO apud POMMERENING, 2017, p. 89).
Portanto, a presente lição tem como objetivo geral: Informar que Deus soube de antemão, por meio de sua presciência, quais pessoas creriam e que , em Cristo, seriam predestinadas a receber bênçãos espirituais; e, como objetivos específicos:
Esclarecer a diferença bíblica entre eleição e predestinação.
Explicar como ocorreu a eleição divina desde antes à fundação do mundo.
Constatar que a predestinação bíblica retrata as bênçãos concedidas aos eleitos.
I – ELEITOS PARA UMA VIDA SANTA E IRREPREENSÍVEL
O presente tópico apresenta a santificação como a finalidade da eleição dos santos em Cristo Jesus. Lembrando que o termo santificação permite compreender que o impuro é separado para o uso de Deus, ou seja, o que não prestava torna-se por meio da santificação reabilitado para o uso divino. Um exemplo claro é o personagem Abraão que morava no meio de um povo impuro e idólatra (Js 24.2,3), logo foi separado para ser o pai de uma multidão de nações (Gn 17.5). Sendo que o processo de santificação dos israelitas se iniciava com o amor.
O amar a Deus acima de todas as coisas. Verdade que corrobora com a ética no sentido vertical, isto é, o relacionamento do indivíduo com Deus é desenvolvido na ótica do amor divino, portanto nós o amamos porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19).
A santificação é estudada nos três tempos: passado, presente e futuro.
No aspecto do tempo, o passado, a santificação também é chamada de posicional ou pretérita. Corresponde com o passado ou momento em que o cristão se decidiu a andar debaixo da graça renovadora de Cristo. Descreve o valor da obra expiadora de Jesus na cruz que por meio da graça divina é eficaz para salvar o mais indigno dos homens, caso este se entregue ao Senhor como único e suficiente Salvador. Santificação pretérita corresponde em vitória sobre a penalidade do pecado.
Já no aspecto do presente a santificação é também conhecida como progressiva, fato que indica que é desenvolvida dia-a-dia por meio de escolhas e decisões. Todo cristão que priorize a santificação deverá consagrar sua vida por meio da leitura da Bíblia Sagrada, da ida à igreja e de uma vida de oração (Jo 17.17). Santificação progressiva corresponde com a vitória sobre o poder do pecado.
Sobre a santificação futura percebe-se que esta só ocorrerá na glorificação dos cristãos. Logo, santificação futura corresponde com a vitória definitiva sobre o pecado, neste caso sobre a presença do pecado.
II – PREDESTINAÇÃO PARA FILHOS DE ADOÇÃO
O pastor Claudionor Andrade sintetiza a doutrina da predestinação conforme João 3.16 da seguinte maneira:
a) A predestinação é universal. Ou seja, Deus, em seu profundo e inigualável amor, predestinou todos os seres humanos à vida eterna. Ninguém foi predestinado ao lago de fogo que, conforme bem o acentuou Jesus, fora preparado para o diabo e aos seus anjos.
b) Mas o fato de o homem ser predestinado à vida eterna não lhe garante a bem-aventurança ao lado de Deus, é necessário, pois, que creia no Evangelho. E, assim, será havido por eleito.
Por conseguinte, a predestinação é universal; e a eleição é particular (1997, p.207).
Portanto, os cristãos são filhos de adoção, pois o viver no Espírito é também uma descrição que outorga a certeza de que somos filhos de Deus, pois recebestes o espírito de adoção (Rm 8.15). Richards associa a este versículo a seguinte explicação:
A carne considera a Torá como obrigação e tem medo, pois o homem sincero sabe que não conseguirá cumpri-la. O espírito considera a Torá como uma promessa e exclama Abba (papai!), exatamente como um filho cujo pai, ao retornar de uma viagem, lhe trouxe um presente muito especial (2008, p. 306).
Paulo também descreve a respeito do direito da herança. Todos os filhos de Deus têm uma herança baseada na sua relação com Deus, herança de natureza incorruptível, imaculada, reservada no céu (1 Pe 1.4). A herança dos filhos de Deus inclui uma expectativa de vida eterna (Tt 3.4-7). Como herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, os filhos de Deus compartilham, agora, dos sofrimentos de Jesus (Fl 3.10) e, no futuro, compartilharão também da Sua glória Fl 3.11-14 (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.384).
III – A SUBLIMIDADE DO PROPÓSITO DIVINO NA PREDESTINAÇÃO
A doutrina bíblica da predestinação está associada com a vontade divina que se resume no seguinte texto bíblico:
Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Tm 2.3,4).
Por fim, compreende que a predestinação revela o grande amor de Deus para com a humanidade. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).
REFERÊNCIA
ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
POMMERENING, Claiton Ivan. A obra da Salvação, Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: A Sublimidade das Bênçãos Espirituais em Cristo


A Sublimidade das Bênçãos Espirituais em Cristo
A verdade prática permite compreender que Deus nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo para que desfrutássemos das bênçãos espirituais. O termo eleição do grego προγινωσκω significa, já conhecer ou ter conhecido no passado, em outras palavras significa prever ou antever. A eleição didaticamente pode ser divida e entendida da seguinte maneira:

A eleição é preventiva, isto é, Deus utiliza vários meios para impedir a operação do mal na vida daqueles que o teme.
A eleição é permissiva, isto é, Deus outorga liberdade ao homem para que este realize as escolhas conforme o livre-arbítrio que possui. 
A eleição é diretiva, Deus outorga liderança sobre a vontade humana.
A eleição é determinativa, isto é, Deus executa conforme a sua soberania (PEDRO apud POMMERENING, 2017, p. 89).
Lembrando que a presente lição tem como objetivo geral: Esclarecer as bênçãos espirituais concedidas por Cristo Jesus. E como objetivos específicos:
Refletir a respeito da nossa nova posição em Cristo.
Evidenciar a realidade de uma vida cristocêntrica neste mundo.
Explicar que o Espírito Santo desempenha importante papel no plano da salvação.
I – A NOVA POSIÇÃO EM CRISTO
O presente tópico está parafraseado no seguinte versículo:
Bendito o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef 1.3).
Que tem como ponto fundamental segundo alguns analistas da Bíblia Sagrada a adoração, o recebimento das bênçãos espirituais, e sendo estas bênçãos em Cristo. Cristo, pois Ele é a condição de mudança de vida para todos os que se achegam até a presença de Deus.
Logo no início da carta, Paulo começou a louvar a Deus, que o escolheu antes da fundação do mundo [...].
As bênçãos do cristianismo são, sobretudo, espirituais. Deus não promete saúde, riqueza e prosperidade aos cristãos no Novo Testamento. A expressão nos lugares celestiais sugere que o cristão, vivendo em qualquer lugar do mundo, já está, neste momento, em um sentido espiritual assentado com Cristo nos céus (ALLEN; RADMACHER;HOUSE, p.502).
II – UMA VIDA CRISTOCÊNTRICA NESTE MUNDO
Conclui ao estudar o tópico em apreço:
A vontade divina é revelada segundo o beneplácito que agrada a Deus.
Todas as coisas são submissas a autoridade e soberania do Senhor Jesus.
O grande propósito da eleição é conduzir as pessoas a adorarem ao Senhor Jesus.
 Sendo que a descrição mistério (v.9) corresponde ao aspecto da vontade de Deus que anteriormente não era conhecida pelo ser humano, mas que por intermédio da obra de Jesus no calvário tornou-se notória: Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado (Rm 11.25).
Já no que se trata da dispensação cuja definição inspirada na tradução grega outorgará como significado, regra da casa, ou seja, corresponde ao modo como Deus administrou ou dispôs toda a história para cumprir Seu plano de salvação da humanidade, o qual tem fases distintas, embora o Senhor nunca mude. Neste contesto, dispensação provavelmente se refere ao tempo em que Deus estabelecerá Seu Reino eterno (ALLEN; RADMACHER;HOUSE, p.503).
Sendo que biblicamente as sete dispensação são:
Dispensação da Inocência (período correspondente a Adão anteriormente a consumação do pecado).
Dispensação da Consciência (período da manifestação do pecado à instauração do governo humano).
Dispensação Governo Humano (os primeiros governos da terra).
Dispensação dos Patriarcas (nomes marcantes correspondem a este período: Abraão, Isaque...).
Dispensação da Lei (todo período correspondente ao regimento da Lei).
Dispensação da Graça (momento de vigência da Igreja inicia-se com a obra vicária de Cristo).
Dispensação do Reino (a última dispensação).
III – O ESPÍRITO SANTO, PENHOR DA NOSSA HERANÇA
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória (Ef 1.13,14).
Os versículos acima destacam dois pontos fundamentais que são: os cristãos fostes selados com o Espírito Santo e o Espírito Santo é o penhor da herança cristã.
Sobre o primeiro ponto assim sintetiza Baptista:
[...] Os que recebem o Espírito Santo são identificados por Deus como pertencentes a Cristo. Esses crentes são assinalados como propriedade particular de Cristo, a Cabeça da Igreja. Deste modo, o Espírito Santo testifica quem são os filhos de Deus (Rm 8.9,15-16), e o maligno não lhes toca (1 Jo 5.18). (2020, p.30).
Já o segundo ponto, o Espírito Santo é o penhor, compreende que penhor pode ser também descrito como anel de noivado. Logo, o Espírito Santo é o pagamento antecipado para a concretização do casamento entre Cristo e a Igreja.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
BAPTISTA, Douglas Roberto de Almeida. A Igreja Eleita, Redimida pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.
POMMERENING, Claiton Ivan. A obra da Salvação, Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.