Deus é Fiel

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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Subsídio para aulas da EBD: CONTRA OS FALSOS PROFETAS

CONTRA OS FALSOS PROFETAS

A presente lição tem como verdade prática:

Os falsos profetas contrapõem a Palavra de Deus e lançam dúvidas no coração do seu povo.

O profeta é o representante de Deus diante do povo que outorga aos servos do Senhor o conhecimento pleno da vontade divina, entretanto, o falso profeta se faz de representante de Deus, porém não é o representante do Senhor, logo propaga mentiras e conduz inúmeras pessoas a cometerem erros espirituais, assim como a distanciarem do Senhor.

É válido ressaltar que os profetas:

[...] são parte de uma corporação fundada por Moisés e Arão no deserto (Nm 11.25-29), mas os profetas existem desde o princípio do mundo (Lc 1.70; 11.50). Os profetas são a voz de Deus na terra. É fato que onde há verdadeiro há também falso, por isso Moisés advertiu o povo sobre o surgimento de falsos profetas mesmo entre os profetas legítimos (Dt 18.18-22). (SOARES; SOARES, 2022, p. 63)

A lição em apreço tem como objetivos específicos: Conceituar o termo profeta; Refletir a respeito dos falsos profetas; e, Conscientizar a respeito das mensagens falsas.

I – SOBRE OS PROFETAS

Sobre o ministério profético é necessário entender a função mediante o significado do termo, assim como compreender a execução ministerial de acordo com a prática tendo como exemplo o ministério profético de ministros do passado, como referência: Elias, Isaias, Ezequiel, Daniel e dentre outros João Batista.

No que tange o ministério de acordo com o significado, o conceito que melhor identifica com a descrição do profeta é prever o futuro. Prever o futuro é mostrar o que há de acontecer. Fundamentalmente o profeta Ezequiel em seu ministério mostra o que há de acontecer com os israelitas, isto é, na prática a função do profeta é compreendida pelo o significado da palavra.

Por outro lado, o ministério profético é compreendido pelo o exercício ministerial. Com Elias entende-se que o profeta mostra a verdade corrigindo os monarcas e as nações. Já com Jeremias fica visível que Deus utiliza de nações inimigas para corrigir o povo escolhido.

Os verdadeiros profetas lutavam contra a idolatria e zelavam pela pureza religiosa, justiça social e fidelidade a Deus. (SOARES; SOARES, 2022, p. 67)

II – SOBRE OS FALSOS PROFETAS EM EZEQUIEL

Os profetas autênticos são chamados, enviados e mantidos por Deus. Enquanto que os falsos profetas não possuem o chamado divino, nunca foram capacitados por Deus e de fato não são mantidos pelo o Senhor. Por não terem origem do chamado em Deus, os falsos profetas são instrumentos de satanás para propagarem mentiras.

Por serem falsos ministros o serviço desenvolvido por este grupo assemelha com o desserviço, pois:

Os profetas servem a Deus na ministração da Palavra, os falsos profetas propagam mentiras.

Os profetas são representantes de Deus diante do povo, tendo como missão conduzir os indivíduos a confiarem no Senhor, já os falsos profetas desfazem da importância da edificação e representam satanás no ato de provocarem medo nos vocacionados.

Os profetas anunciam o que Deus pretende tratar com o povo, enquanto que os falsos profetas anunciam o que o povo deseja que seja tratado por Deus.

Por fim, para Ezequiel mediante a Palavra divina os falsos profetas são raposas do deserto, ou seja, são destrutivos e perigosos.

III – SOBRE A GERAÇÃO DAS MENSAGENS FALSAS

Para com os propagadores de falsas mensagens o juízo divino sobreviria sobre eles conforme a mensagem de Ezequiel (13.9) de forma que não estarão na congregação do povo do Senhor, não serão incluídos nos registros da casa de Israel, e não entrarão na terra de Israel.

Não está na congregação do Senhor indica exclusão da mensagem destes personagens falsos do meio do povo santo. Os falsos profetas não pertencem a Deus, por isso não devem servir diante do povo escolhido.

Os falsos mensageiros não serão incluídos nos registros da casa de Israel, significa a exclusão dos falsos profetas da comunidade judaica. (SOARES; SOARES, 2022, p. 69)

Na mensagem de Deus mediante o profeta Ezequiel os profetas que propagavam mensagens contrárias aos desígnios de Deus sofreriam a punição de não poderem regressar a terra de Israel no fim do cativeiro.

Para finalizar Silva proporciona a compreensão de que há três origens no que corresponde a profecia.

a) Divina. Quando é proveniente de Deus (Gn 3.15). O que caracteriza a profecia de origem divina é que ela se cumpre.

b) Carnal. Quando é proveniente da carne (1 Rs 13.18, Dt 18.22). É caracterizada pela mentira e por status almejado pelo o indivíduo.

c) Satânica. Quando é proveniente de Satanás e é caracterizada pela mentira (2 Cr 18.19-21). (REVISTA MANANCIAL, ANO 12, EDIÇÃO 42, p. 36)

Referencias:        

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Conhecendo o chamado: é ter uma vida abnegada e depender do Espírito Santo em suas ações. Revista manancial, Ano 12, ed 42.

SOARES, Esequias; SOARES, Daniele. A justiça divina: a preparação do povo de Deus para os últimos dias no livro de Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A FALTA QUE FAZ UM LÍDER

A FALTA QUE FAZ UM LÍDER

Conforme o resumo da lição:

Deus levanta pessoas, em diferentes tempos, para conduzir o seu povo, e a ausência de um líder pode trazer sérios prejuízos. Deus tem pessoa certa para a obra certa e para o tempo certo, porém a ausência de líderes por desobediência ao chamado ou por outro motivo proporciona prejuízos, lembrando que a presente lição tem como objetivos:

Mostrar como se deu o período dos juízes;

Conscientizar a respeito da falta de um líder;

E, Apresentar a solução necessária para que não faltem líderes vocacionados e treinados.

[...] tudo o que um líder cristão tem a oferecer de benefícios e contribuições positivas aos seus liderados ficam ausentes quando faltam líderes, o que certamente resultará em grandes prejuízos e retrocessos.

[...] Há muitas lições a ser apreendidas do livro de Juízes, só que o foco aqui se volta para uma avaliação que busca mostrar que a ausência de líderes colocados e confirmados por Deus traz consigo terríveis consequências, como a tolerância com o erro e as derrotas geralmente sendo maiores do que as vitórias. (TORRALBO, 2022, p. 53).

I – O PERÍODO DOS JUÍZES

O livro de Juízes narra a respeito do período dos juízes. Momento histórico que abrange cerca de 450 anos que tem início após a morte de Josué e finaliza com ascensão de Saul como o primeiro monarca de Israel.

Que conforme Silva:

O período dos juízes é anterior ao dos reis (Jz 17.6), pois naqueles dias não havia rei em Israel e cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos. Os juízes mais conhecidos são: Débora, Gideão, Jefté e Sansão. Neste período o tema é: o povo serve a outros deuses, Deus entrega o povo a outros povos, o povo volta para Deus e Deus suscita um juiz. (REVISTA MANANCIAL, ANO 9, EDIÇÃO 28, p. 29)

Teologicamente o livro conscientiza que é responsabilidade do ser humano manter comunhão com o Senhor, fator que se justifica em descrever que os resultados são provenientes das escolhas. Recompensas e bênçãos são os resultados da escolha da obediência, enquanto que a maldição é resultado da escolha da desobediência (TORRALBO, 2022).

II – A FALTA DE UM LÍDER

O líder tem como função direcionar, conduzir e guiar um grupo na culminância de determinado alvo. Porém, na ausência de um líder não haverá alvo e nem direção, ou seja, não haverá propósitos específicos.

O líder permite que empreendimentos sejam criados e concluídos, logo, na ausência de líderes não haverá empreendimentos. O fracasso individual e coletivo será a prerrogativa da sociedade. No que tange a igreja do Senhor na ausência de líderes capacitados os empreendimentos espirituais serão anulados e o povo por não ter direção terão por consequência o fracasso.

[...] A falta de um líder dispersa o povo, tornando-o vulnerável ao inimigo e exposto às paixões do seu próprio coração, o que pode vir a ser trágico, e até fatal, em alguns casos. (TORRALBO, 2022, p. 61).

Dentre as causas da ausência de um líder podem ser citados os seguintes intens.:

O descaso de determinado líder em não trabalhar na sua sucessão.

E, o propósito divino em não ter líderes para determinados momentos da história.

Por fim, a ausência de uma liderança eficiente e eficaz proporciona a desordem, o caos e culmina na interrupção do crescimento espiritual dos servos do Senhor.

III – SOLUÇÃO À VISTA

O principal legado deixado de uma liderança é a formação de novos líderes. Todo líder deverá trabalhar na formação de novos gestores, assim como trabalhar especificamente na formação de um sucessor. Grandes líderes trabalharam na gestão de seus sucessores, preparando tanto o povo como o novo líder, exemplos: Moisés ao preparar Josué, Elias ao instruir Elizeu, Jesus ao preparar os apóstolos, Paulo na eficiente instrução ao jovem Timóteo, etc.

Nunca se esqueça da verdade de que grandes líderes preparam sucessores, como se vê no exemplo de Elias, que preparou Eliseu (1 Rs 19.19), e de Davi, que apontou Salomão para ser o seu sucessor (1 Rs 2. 1-9; 1 Cr 28.20-21). (TORRALBO, 2022, p. 63).

As gerações devem ser preparadas de acordo com suas faixas etárias, ou seja, as crianças devem ser preparadas a serem líderes desde a infância, enquanto que os jovens deverão ser preparados para o exercício ministerial em plena jornada da juventude. Pois, Deus sempre contou e usou jovens na sua obra; aliás, ao longo de todo o relato bíblico, é possível notar a evidência de que o Senhor tem sempre um plano especial a ser realizado por intermédio da juventude. (TORRALBO, 2022, p. 63).

Referências

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Cronologia bíblica. Revista manancial, Ano 9, ed 28.

Torralbo, Elias. Liderança na igreja de Cristo: escolhidos por Deus para servir. Rio de Janeiro, CPAD, 2022.

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Subsídio para aulas da EBD: QUANDO SE VAI A GLÓRIA DE DEUS

QUANDO SE VAI A GLÓRIA DE DEUS

A presente lição tem como verdade prática:

Deus abandona o Templo e retira a sua glória por causa das abominações do povo.

O pecado é o responsável direto que conduz o ser humano a perder a glória de Deus. A glória de Deus corresponde inicialmente com o entendimento da presença do Senhor sentida e compreendida pelo o servo de Deus. Portanto, a principal consequência sofrida pelos israelitas por causa de suas abominações foi a perca da presença do Senhor.

A lição em apreço tem como objetivos específicos: Conceituar a glória de Deus; Explicar a retirada da glória de Deus; e, Relacionar o segundo Templo com a glória de Deus.

I – SOBRE A GLÓRIA DE DEUS

O primeiro tópico trás como pontos de contato o significado da glória, assim como a manifestação de Deus no meio do povo.

Sobre os significados destacam os seguintes termos:

Kavod, significa peso.

Doxa, significa glória, resplendor, poder, honra, reputação.

Time, significa valor ou honra.

Sobre a glória de Deus o pastor Claudionor de Andrade define com as seguintes palavras:

Manifestação do esplendor da presença de Deus. A glória divina fez-se presente nos momentos importantes da história da salvação. Sua função básica foi referendar os pactos que o Senhor ia estabelecendo com o seu povo. Foi o que se deu, por exemplo, quando Israel recebeu as tábuas da Lei. (1997, p. 140)

Porém, no Antigo Testamento a glória de Deus era compreendida pelas manifestações do Senhor, tanto em pessoas como em espaços específicos, exemplo claro, o dia da inauguração do templo.

II – SOBRE A RETIRADA DA GLÓRIA DE DEUS

A retirada não ocorreu de forma rápida, mas de forma progressiva. Primeiramente por definir que o ser humano quando perde a presença do Senhor, não a deixa de forma veloz, mas de forma em que o pecado de pouco a pouco vai tomando conta de seus atos, palavras e principalmente dos pensamentos.

Por causa das abominações os israelitas perderam a glória do Senhor. A pior de todas as consequências é perca da presença do Senhor. Logo, cabe aos cristãos se santificarem diante do Senhor, pois por meio da consagração o crente é fortalecido e conduzido a está diante da presença do Senhor.

Os querubins estão presentes na visão de Ezequiel, pois os querubins tem como missão guardarem a presença do Senhor. O termo querubim do hebraico, qeruvim, tem por significado bendizer, louvar, adorar. Os anjos que compõe esta categoria estão associados com a santidade de Deus e a adoração a Deus.

III – SOBRE O SEGUNDO TEMPLO

Sobre o segundo templo Silva relata que:

No período pós-exílio as mensagens proféticas estavam voltadas à construção do templo. O sucesso da construção do templo de Zorobabel teve como personagens importantes os profetas Ageu e Zacarias. O profeta Ageu tanto no exercício do seu ministério como na sua obra enfatizou a construção o templo. O livro de Ageu se divide em quatro partes: primeira (capítulo 1), exortação a reconstruir o templo; segunda (Ag 2.1-9), profecias acerca do novo templo; terceira (Ag 2.10-19), admoestação dirigida aos sacerdotes a respeito da impureza do povo e das ofertas e quarta (Ag 2.20-23), profecia a respeito da escolha de Zorobabel.  No pós-exílio a mensagem principal no período da restauração centra na reconstrução do templo. (REVISTA MANANCIAL, ANO 9, EDIÇÃO 28, p. 42)

Portanto, o templo era lugar de perdão, de restituição, de renovo ou resumidamente de quebrantamento por sentir a presença do Senhor.

IV – SOBRE O SENHOR JESUS E O TEMPLO

A glória do segundo templo foi maior do que a do primeiro. Não por se tratar de exuberância por meio das riquezas desta terra, mas por se trata da presença do Unigênito que foi levado ao templo, assim como ministrou no templo.

Porém, na atualidade o crente deverá compreender que o mesmo é o templo do Espírito Santo de Deus. Ou seja, o crente é a habitação do Senhor e o Senhor habita no crente.

Com a vinda de Jesus ao mundo, o templo tornou-se redundante (Jo 1.14). Quando Jesus no alto da cruz com grande voz entregou o espírito, “o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo” (Mt 27.51). Estava definitivamente concluída a missão do templo. Desde então, é em Jesus que temos a redenção e o perdão de nossos pecados. Não existe mais o templo de Jerusalém, mas Deus habita no cristão individualmente (Jo 14.23; 1Co 6.19). (SOARES; SOARES, 2022, p. 60)

Se o templo na Antiga Aliança definia a redenção e perdão dos pecados. Na Nova Aliança quem define a restauração espiritual do crente é o Senhor Jesus, sendo que o Espírito Santo habita na vida de quem é transformado pelo Espírito Santo de Deus.

Referencias:        

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário teológico: com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Cronologia bíblica. Revista manancial, Ano 9, ed 28.

SOARES, Esequias; SOARES, Daniele. A justiça divina: a preparação do povo de Deus para os últimos dias no livro de Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A LIDERANÇA DE JOSUÉ

A LIDERANÇA DE JOSUÉ

Conforme o resumo da lição:

O líder precisa aprender a depender de Deus para que alcance sucesso em sua missão. Compreende-se pelo o resumo da lição que o sucesso de uma liderança está em sua total dependência para com Deus. Josué foi o líder certo, escolhido para o tempo certo que recebeu de Deus a missão certa. A presente lição tem como objetivos:

Saber que Josué foi sucessor de Moisés;

Compreender a importância do líder certo no tempo certo;

E, Apresentar a pessoa de Josué.

Definitivamente, Josué foi um líder que teve de enfrentar imensuráveis desafios e, sob a palavra e a presença de Deus, pôde vencê-los, vindo a torna-se um dos principais referenciais de liderança bem-sucedida na Bíblia. Sendo assim, analisar a liderança de Josué requer fazê-lo sob a perspectiva de ter sido ele: I) O sucessor de Moisés; II) Um líder certo a hora certa; e III) A humanidade de Josué. (TORRALBO, 2022, p. 41).

I – O SUCESSOR DE MOISÉS

O líder bem-sucedido tem no início de sua caminhada o chamado divino. Moisés foi fundamental no preparo de Josué como líder, porém o chamado para a missão em conduzir o povo eleito à terra prometida foi definitivamente divino.

Há algo bem interessante no que se refere à palavra sucesso e sucessor. Todo discípulo aplicado tem como ser um sucessor de sucesso. Para isso é necessário que haja dedicação, lealdade e principalmente submissão. Virtudes inerentes na pessoa de Josué.

[...] A autenticidade e genuinidade da liderança de Josué decorreram da sua relação de submissão e lealdade a Moisés, líder estabelecido e confirmado por Deus (TORRALBO, 2022, p. 45).

Josué foi preparado para liderar o povo de Israel quando estava ao lado de Moisés. O cristão na atualidade tem que compreender que Deus permite momento em que o indivíduo ande ao lado de líderes para serem preparados para continuarem a história. Josué foi submisso e leal a Moisés, logo Deus escolheu, separou e delegou a função a Josué. A história continua, Deus é o dono da obra, porém os líderes são preestabelecidos para o seu tempo, portanto, para cada tempo da história Deus tem líderes certos. Moisés foi líder escolhido para liderar o povo no período da saída do Egito, enquanto Josué foi escolhido para liderar o povo no momento da conquista de Canaã.

A fidelidade do líder cristão é testada nas seguintes dimensões das relações: dimensão divina, fidelidade a Deus; dimensão formativa, fidelidade aos princípios; e, na dimensão humana, fidelidade aos liderados e aos líderes superiores.

II – O LÍDER CERTO, NO TEMPO CERTO

Josué foi escolhido por Deus para conduzir o povo de Israel no período da conquista da Terra prometida. Ao lado de Moisés a liderança de Josué foi se formando e amadurecendo para o momento certo.

[...] o líder deve conhecer o seu tempo porque é dentro dele que são impostos ao líder os grandes desafios à sua liderança e que ele é chamado a exercê-la. Em segundo lugar, o conhecimento do próprio tempo facilita o importante processo de identificação das necessidades e dos anseios das pessoas da sua época – ou seja, o conhecimento do próprio tempo leva o líder a estar atualizado (TORRALBO, 2022, p. 47).

A observação é essencial e fundamental para a aprendizagem. A pessoa quando é observadora, terá a tendência de aprender eficientemente por meio do que ver e do que ouve.

Andar com Moisés e tê-lo como mentor já torna Josué um líder de prestígio, porém o grande diferencial é que o próprio Deus estava preparando Josué para o tempo certo.

Do mesmo modo, Josué foi uma escolha de Deus para o seu tempo, razão pela qual foi o líder certo, no lugar certo e com a tarefa certa (TORRALBO, 2022, p. 48).

III – A PESSOA DE JOSUÉ

No que tange a pessoa de Josué e a relação familiar compreende-se que a liderança no seio familiar não era desmerecida. Era Josué pela compreensão bíblia exemplo em sua casa, fator que corrobora para com a necessidade de ser os líderes dos dias hodiernos modelos para com os membros de suas próprias casas.

O pecado deixou em toda a criação a marca da limitação. Josué foi um grande líder, entretanto, não foi perfeito. As imperfeições de Josué são notáveis no momento em que ele teve ciúmes (Nm 11.26-30), assim como também no momento em que foi por Deus encorajado para liderar o povo de Israel.

Em suma, compreende-se que Deus não investe em qualquer pessoa e nem semeia boa semente em terras não férteis (TORRALBO, 2022, p. 45, 46).

Referências

Torralbo, Elias. Liderança na igreja de Cristo: escolhidos por Deus para servir. Rio de Janeiro, CPAD, 2022.

sábado, 15 de outubro de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A LIDERANÇA DE MOISÉS

A LIDERANÇA DE MOISÉS

Conforme o resumo da lição:

É Deus quem escolhe o líder, mas cabe a ele se preparar para exercer sua vocação com excelência. Logo, compreende-se que Deus de fato escolhe homens e mulheres para realizarem determinados trabalhos na terra, porém quando alguém é escolhido, o mesmo deverá de certa maneira si posicionar para executar com eficiência e eficácia o chamado.

A presente lição tem como objetivos:

Explicar o preparo para a liderança na vida de Moisés;

Compreender como se deu o chamado de Moisés;

E, Mostrar a importância do líder saber delegar tarefas.

[...] O exemplo de Moisés ensina que o líder que delegar tarefas demonstra ser alguém que reconhece as limitações da sua humanidade, ao passo que a realidade dessas limitações é um meio pelo qual o líder é lembrado da sua dependência de Deus. (TORRALBO, 2022, p. 29).

I – O PREPARO DE MOISÉS

O líder bem-sucedido terá na gênesis de seu ministério, assim como no decorrer de sua trajetória ministerial o exercício prático da preparação, pois o “sucesso de uma liderança passa pelo o seu preparo; e [...] a preparação de um líder visa o benefício dos seus liderados” (TORRALBO, 2022, p. 32).

O preparo de Moisés tem três lugares diferentes, com três propósitos específicos. No período inicial de sua vida, na infância, Moisés foi educado por sua própria mãe, momento da preparação que o líder precisa passar para conhecer a sal origem e oficializar sua identidade. No segundo momento, Moisés foi instruído no palácio, preparação que outorga saberes gerais que permite ao indivíduo efetuar de fato sua origem e perpetuar no que foi nomeado. E por fim, a terceira preparação se deu no deserto, pois:

No deserto, Moisés pôde aprender o caminho da solidão, pois teve de enfrentar o esquecimento de muitos; teve, no entanto, condições de conhecer a Deus noutro nível e, consequentemente, ter uma visão a respeito de si mesmo, constando com isso as suas fragilidades e conhecendo o seu próprio lugar. (TORRALBO, 2022, p. 33).

Portanto, na trajetória do líder a ocorrência do processo se dar no executar da preparação para que haja o cumprimento do propósito divino.

II – O CHAMADO DE MOISÉS

A natureza do chamado de Moisés é divina, pois foi o próprio Deus que o chamou, assim como foi o próprio Deus que direcionou o profeta na execução da vocação.

Por descrever que o chamado de Moisés é de natureza divina compreende-se que a origem do chamado está na pessoa de Deus que chama, e aos chamados Deus capacita e aos capacitados Deus envia. Moisés foi chamado, capacitado e enviado pelo o próprio Deus para o desenvolvimento de uma excelente obra.

A importância do chamado pode ser compreendida na motivação que tem o vocacionado em continuar focado naquilo que Deus o chamou em meio a momentos difíceis, pois quando alguém não tem certeza de sua vocação, o mesmo desistirá na primeira dificuldade a ser enfrentada.

Sobre a experiência do chamado é necessário entender que a experiência não pode ser transformada em algo sagrado ao ponto de ser colocada acima da verdade da Palavra de Deus. (TORRALBO, 2022, p. 36). Deus outorga oportunidade para que cada indivíduo vocacionado desenvolva da melhor maneira as experiências ministeriais, porém são momentos únicos na vida dos nomeados, ou seja, são experiências particulares.

III – DELEGANDO TAREFAS

A delegação de pessoas para auxiliar no trabalho do Senhor permite compreender que o líder é humano, com limitações e convicções de que Deus é o dono da obra. Ninguém faz tudo sozinho. A totalidade da obra precisa da participação de todos que estão engajados na dispensação divina.

Ao tentar desenvolver o trabalho sozinho o líder ficará sobrecarregado e rapidamente demonstrar enfado ministerial e desejará abandonar a vocação.

O excesso de trabalho e a ausência de equilíbrio no exercício da liderança podem trazer consequências profundas e negativas, como, por exemplo, a fadiga, a estafa, a ansiedade, a Síndrome de Burnout e, por fim, a depressão. É preciso, no entanto, ir além dos possíveis efeitos da sobrecarga de trabalho de um líder e apontar os elementos que causam esses excessos. (TORRALBO, 2022, p. 38)

Moisés foi humilde no exercício de sua vocação. O momento histórico que corrobora com a humildade está no momento em que o sogro de Moisés o aconselha a ter o auxílio de outras pessoas para direcionar eficazmente o povo de Israel no deserto.

Um verdadeiro líder não é conhecido somente quando e como ele fala, mas também é identificado pela sua capacidade de ouvir outras pessoas. Além de falar (comunicar-se) bem, o líder cristão deve ouvir bem. (TORRALBO, 2022, p. 39)

Moisés ouviu e executou o conselho de Jetro. Portanto, Moisés escolheu pessoas capazes para desenvolverem juntamente com ele a obra do Senhor. O líder cristão precisa entender que uma das maiores virtudes da liderança é o reconhecimento de que o líder não é único, o líder é mais um no desenvolvimento da obra do Senhor, por isso, o líder cristão delega funções a pessoas capazes de executá-las.

Referências

Torralbo, Elias. Liderança na igreja de Cristo: escolhidos por Deus para servir. Rio de Janeiro, CPAD, 2022.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Subsídio para aulas da EBD: AS ABOMINAÇÕES DO TEMPLO

AS ABOMINAÇÕES DO TEMPLO

A presente lição tem como verdade prática:

O lugar sagrado da Terra Santa se tornou o centro das abominações e isso serve como prenúncio da apostasia generalizada do fim dos tempos.

Percebe-se que pela narrativa bíblica o pecado no contexto humano teve origem no paraíso, assim também compreende pela verdade prática que o lugar santo tornou-se o centro das abominações.

É válido ressaltar que a idolatria provoca destruição moral e espiritual. Moralmente, pois quando o crente comete pecado, dificilmente se erguerá diante dos olhares dos seus compatriotas, espiritualmente corresponde como o mesmo se encontrará diante do Senhor.

A lição tem como objetivos específicos: Expor a visão do capítulo 8 do livro; Destacar as imagens de ciúmes, o culto aos animais e répteis e os 70 anciões; e, Tratar a respeito do ritual de Tamuz e dos adoradores do sol.

I – SOBRE A VISÃO

A visão do capítulo 8 descrita por Ezequiel foi anterior à destruição do templo e de Jerusalém, logo se trata de uma visão preterista, isto é, corresponde com uma visão que já se concretizou conforme o proferido pelo o profeta. A visão também não corresponde com a glória do Senhor, mas trata-se das abominações desenvolvidas pelos judeus em seus lugares secretos.

A visão descreve a abominação da idolatria desenvolvida em Jerusalém.

[...] A idolatria era proibida, e a presença de qualquer ídolo representava uma violação da lealdade ao Deus de Israel e à sua glória manifestada ali. (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 1222)

A idolatria identifica como ato de violação da lealdade para com Deus, ou seja, descreve a não credibilidade dos judeus para com Deus, assim como identifica a falta de conhecimento do povo escolhido para com o Senhor. Pois, quem conhece ao Senhor de maneira nenhuma trocaria a adoração ao verdadeiro Deus por cultos a deuses fictícios.

II – SOBRE AS ABOMINAÇÕES (PARTE 1)

A idolatria provoca ciúme em Deus. A divindade Aserá tinha sido inserida no culto judaico por Manassés e provavelmente teria sido inserida novamente a imagem de Aserá no templo.  

Além da adoração a Aserá em secreto os judeus estavam adorando animais, prática conhecida como zoolatria.

Percebe-se que a idolatria não era desenvolvida apenas pelos liderados, mas principalmente era praticada pelos líderes religiosos, ou seja, os que deveriam praticar por meio do exemplo a adoração ao verdadeiro Deus estavam adorando a outras divindades, o que torna uma prática politeísta.

Os setenta anciãos representavam os líderes religiosos da nação (Nm 11.16-25). O incensário que cada homem carregava e o incenso queimado não eram ritualmente impuros, mas estavam sendo utilizados para adorar ídolos.

Jazanias era da linhagem de Safã (Jr 26.24) cuja descendência era fiel a Yahweh; contudo, Jazanias apostatou e deu lugar à idolatria. (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 1223)

III – SOBRE AS ABOMINAÇÕES (PARTE 2)

A segunda descrição da lição sobre as abominações relata a respeito da adoração a Tamuz e da adoração ao sol.

Tamuz divindade criada pela imaginação humana. Associada a fertilidade em que acreditavam os adoradores que Tamuz morria e que após um determinado período ressuscitava, permanecendo vivo apenas no período das chuvas, após este período Tamuz morria, fato que levava as carpideiras a chorarem por seu ressurgimento.

A desobediência desagrada profundamente a Deus, e isso atrapalha que as bênçãos do Senhor estejam no meio do seu povo. Que possamos aprender com essa visão: devemos afastar daquilo que ofende a santidade divina. (SOARES; SOARES, 2022, p. 48)

Sobre a adoração do sol refere-se ao ato de adorar a criatura e não o Criador. Cuidado que deve ter os crentes na atualidade, pois a momento em que a criatura é cultuada e não o Criador é adorado.

Referencias:        

RADMACHER, Earl D.; ALLEN, Ronald B.; HOUSE, H. Wayne. O novo comentário Bíblico Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2013.

SOARES, Esequias; SOARES, Daniele. A justiça divina: a preparação do povo de Deus para os últimos dias no livro de Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

sábado, 8 de outubro de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical –A PESSOA DO LÍDER

A PESSOA DO LÍDER

Conforme o resumo da lição:

O líder deve cuidar de sua saúde física, mental e espiritual. Lembrando que, Não há liderança sem a pessoa do líder. Essa é uma declaração óbvia e pode soar, em certa medida, como ingênua; entretanto, quando o assunto é liderança, duas coisas devem ser destacas: I) Essa é uma das verdades mais importantes; II) Essa é uma das realidades mais negligenciadas [...]

[...] Fica, portanto, registrada a importância de o líder ter como meta uma constante autoavaliação, trabalho que depende de: I) Disposição em realiza-lo; II) Sensibilidade para identificar as necessidades e as possíveis falhas; e III) Coragem para agir no sentido de corrigir o que está errado e propor novas atitudes. (TORRALBO, 2022, p. 16).

A presente lição tem como objetivos:

Apresentar o líder como indivíduo;

Expor os cuidados que um líder deve ter;

E, Compreender a respeito da vida espiritual e familiar do líder.

I – O LÍDER COMO INDIVÍDUO

O líder como indivíduo possui personalidade, e é um ser humano que desenvolve relacionamentos. O líder é além de tudo um indivíduo pessoal que possui emoções e que se interagem socialmente. Logo, o líder é um ser pessoal, social que possui talentos, assim como apresenta limitações. Não é um indivíduo isolado e diferente dos demais no que tange ter limites, porém é distinto, ou seja, é diferente por apresentar personalidade própria.

É válido ressaltar que o aspecto moral e ético do líder o distingue dos liderados.

Sobre a humanidade do líder é importante compreender a origem do líder em Deus. Por ter sido criado a imagem e semelhança do Senhor, que por causa do pecado tornou-se uma imagem deturpada, porém por meio da obra vicária de Jesus Cristo na cruz alcançou a restauração. Por ser líder não quer dizer que não precise da presença do Senhor, assim como os demais é dependente de Deus, por isso, é também filho adotado pela graça para viver a eternidade ao lado do Senhor.

Na tangência dos relacionamentos compreende-se que a relação interpessoal do líder se dá na seguinte ordem: Deus, relacionamento espiritual; família, relacionamento familiar; igreja, relacionamento eclesiástico; e, amigos, relacionamento social.

[...] O líder cristão que almeja alcançar êxito na sua trajetória pessoal e ministerial deve ser alguém que valoriza, busca e cuida dos seus relacionamentos em cada uma das áreas da sua vida.

A promoção e a manutenção de relacionamentos saudáveis, portanto, devem ser umas das prioridades na agenda de um líder cristão. (TORRALBO, 2022, p. 21)

II – CUIDADOS QUE UM LÍDER DEVE TER

Todo o cuidado inicia no compreender as limitações, pois quando se conhece não age além de suas possibilidades. Há limites no ouvir, assim como há limites no falar, descrições que correspondem com a limitação própria do indivíduo. Porém, há limite na quantidade a liderar, limitação que correspondem com a habilidade do administrar de cada pessoa.

Ao conhecer o próprio limite o indivíduo estará habilitado para viver em plena humildade. E um dos requisitos do viver no âmbito da humildade compreende-se que o líder buscará desenvolver categoricamente os cuidados necessários para com a sua vida espiritual, intelectual e pessoal.

[...] Um ministro do evangelho não pode ser um despreparado para o ministério. E seu preparo tem que passar pelo costume diuturno de ler, em primeiro lugar, a Palavra de Deus. Estudo recente, por entidade de pesquisa ministerial, dá conta de que 57% dos pastores nunca leram a Bíblia toda. É algo preocupante. Se não ler, como pode estimular os crentes a lerem a Palavra de Deus? É por causa dessa negligência na leitura bíblica que o ensino que parte de muitos púlpitos é fraco, superficial e inconsequente. (LIMA, 2015, p. 66)

Com base na citação compreende-se que o para o pastor como líder cuidar da sua vida espiritual, intelectual e pessoal é a leitura da Bíblia Sagrada, leitura que outorgará os meios necessários para alcançar o desenvolvimento necessário em todas as áreas no ministério.

III – A VIDA ESPIRITUAL E FAMILIAR DO LÍDER

A vida espiritual deve ser cultivada e regada para que haja o crescimento necessário e possível. O cultivo se dá por meio da oração, do jejum, da leitura da Bíblia, assim como se dá por meio da presença do líder na igreja.

O líder não apenas ensina, também aprende.

O líder não apenas orienta, também é orientado.

O líder não apenas direciona o caminho, também precisa ser conduzido a palmilhar no caminho.

O está na igreja permite que o líder seja edificado pelo o ensino e conduzido a andar retamente no caminho de forma eficiente.

Por fim, o líder precisa cuidar de sua família e ama-la como a si mesmo. Família é a base do ministério bem-sucedido. O cuidado para com a família é pré-requisito para o obreiro ser inserido na direção de uma obra específica.

Referências

LIMA, Elinaldo Renovato de. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

Torralbo, Elias. Liderança na igreja de Cristo: escolhidos por Deus para servir. Rio de Janeiro, CPAD, 2022.