Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – ESPÍRITO SANTO – O CAPACITADOR
Conforme a Verdade Prática da lição:
O derramamento do Espírito
Santo é uma promessa universal que capacita a Igreja com poder para pregar o
Evangelho.
Da verdade prática compreende-se que:
O derramamento do Espírito
Santo é uma promessa universal;
O Espírito Santo capacita a Igreja;
A Igreja é direcionada a
pregar o evangelho com poder.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Mostrar que o derramamento
do Espírito Santo é uma promessa universal e atual;
Explicar que o Espírito
Santo concede poder para testemunhar de Cristo;
Destacar que o Espírito
distribui dons espirituais com propósitos e para edificação da Igreja.
Poder é a palavra-chave da presente lição. Poder
corresponde com a capacidade de realizar algo.
I – A PROMESSA DO
DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO
Convertei-vos pela
minha repreensão; eis que abundantemente derramarei sobre vós meu espírito e
vos farei saber as minhas palavras (Pv
1.23). No Antigo Testamento, há várias promessas de Deus derramar o Espírito
Santo. E a referencia de provérbios identifica que o derramar do Espírito Santo
viria sobre a pessoa que aceita a correção.
Entretanto, no livro do
profeta Joel encontra se a citação clara do derramamento do Espírito Santo: e há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda
a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão
sonhos, os vossos jovens terão visões. Também sobre os servos e sobre as
servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.
A profecia de Joel é
abrangente, não se limita a títulos nem tão pouco a classe social. O texto é
claro a toda carne. A profecia é também de abrangência ministerial, velhos e
jovens serão renovados e qualificados para o serviço ao Senhor.
A palavra sonhos utilizada
no texto de Joel se refere ao sonho que traz uma revelação de Deus sobre seu
plano para o momento correspondendo a um indivíduo ou a um grupo. Além de
sonhos a profecia de Joel trata se das visões. Visões quer dizer perceber ou
prever. A palavra corresponde a visões sobrenaturais e geralmente possuía um
destino com o objetivo outorgar uma mensagem ao público.
Com base nas seguintes
palavras: porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos
filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor,
chamar (At 2.39), corresponde à abrangência da promessa que é
para todos quantos Deus nosso Senhor chamar.
No Novo Testamento tanto os
judeus como os gentios foram cheios do Espírito Santo, isto sem ocorrência de
acepção de pessoas conforme a profecia de Joel.
Assim, como Deus usou o
profeta Joel para profetizar o dia de pentecoste com a descida do Espírito
Santo, em Atos capítulo dois, Deus usou o apóstolo Pedro para confortar e
esclarecer aos crentes a respeito do batismo no Espírito Santo.
Portanto, para receber o
Batismo no Espírito Santo é necessário convicção da promessa, pois o próprio
Jesus descreve o batismo como promessa do Pai (Lc 24.49) e viver uma vida de
oração, consagração, obediência e por fim, cuidando da espiritualidade. Em
suma, o dia de pentecoste é bíblico e o batismo no Espírito Santo é para os
dias de hoje.
II – O CUMPRIMENTO: PODER PARA TESTEMUNHAR
Aquele dia de pentecoste foi diferente por
alguns fatores anteriores.
Primeiro aquela festa era marcada pela
antecedência da páscoa da ressurreição de Cristo.
Segundo, as sete semanas da preparação foram
marcadas pela manifestação de Cristo aos seus discípulos.
E em terceiro, Jesus deu uma ordem aos seus
discípulos: e eis que sobre vós envio a promessa de meu
Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de
poder (Lc 24.49).
O dia de pentecoste de Atos dois é antecedido
pela ascensão de Jesus, e o mesmo faz questão de falar de dois assuntos
fundamentais da fé cristã: o retorno de Jesus e a descida do Espírito Santo.
Isto se cumpre dez dias após a ascensão.
Para o recebimento do batismo é necessário a
unidade, pois além de estarem todos reunidos em um mesmo lugar, estavam antes
de tudo unidos com um mesmo propósito.
Para que ocorra o batismo, três condições são
fundamentais: um candidato, um ministro e um elemento em que o candidato será
imerso. Quando o batismo em ênfase é no Espírito Santo, o candidato é o crente,
o ministro do batismo é Jesus Cristo e o meio em que o candidato é imerso é o
Espírito Santo.
III – CONTINUIDADE
DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO
Os dons são importantes para a execução do
ministério no qual o cristão foi vocacionado. Portanto, os dons espirituais não
caracterizam se o cristão que possui algum dom é superior ao cristão que não
possui o determinado dom. Há uma diversidade de dons e estes existem para suprir
as necessidades da igreja.
Sobre diversidade compreende-se que os dons
proporcionam o suprimento das necessidades do ser humano. Há uma variedade,
sendo esta variedade soluções que edificam e solucionam problemas desde o corpo
a alma.
Didaticamente o apóstolo Paulo ao escrever
para a Igreja em Coríntios descreve nove dons espirituais que para compreensão
eficiente os estudiosos os dividem em três grupos.
Primeiro grupo o de revelação: sabedoria,
palavra da ciência e discernimento dos espíritos.
O dom da palavra da sabedoria corresponde “a
uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias
extremas e difíceis”.
O dom da Palavra da Ciência corresponde com o
resultado da iluminação do Espírito Santo proporcionando ao cristão o
conhecimento a respeito das profundezas da Escritura Sagrada e também o
conhecimento de fatos e circunstâncias atuais que estão ocultos.
E o dom de discernimento de espíritos permite
que a igreja de Deus não seja enganada.
Segundo grupo o de poder: dom da fé, dons de
curar e dons de operações de maravilhas.
Para que haja uma ação extraordinária por
parte da igreja, a fé como dom é a capacidade outorgada pelo Espírito Santo ao
cristão para que coisas sobrenaturais ocorram. A fé como dom sobrenatural
ultrapassa a esfera natural das coisas.
Os dons de cura são importantes para a igreja
nos dias de hoje pelos seguintes motivos: a cura proporciona evangelização, a
cura proporciona glorificação; e, a cura proporciona vitória.
O dom de operações de maravilhas altera a
ordem natural das coisas consideradas impossíveis e impensáveis. Como exemplo,
a ressurreição e o acalmar o vento e a tempestade.
E o terceiro e último grupo os de elocução:
profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas.
O dom de profecia corresponde com a mensagem
verbal inspirada pelo Espírito Santo na língua conhecida pelo mensageiro e pelo
destinatário. Sendo que a mensagem é divina.
O dom de interpretação corresponde com a
identificação da mensagem divina e não com a tradução de uma língua.
