Deus é Fiel

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

TEMPO DE TOCAR A BUZINA EM SIÃO E DE CLAMAR EM ALTA VOZ

TEMPO DE TOCAR A BUZINA EM SIÃO E DE CLAMAR EM ALTA VOZ

Tocai a buzina em Sião e clamai em alta voz no monte da minha santidade; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o dia do Senhor vem, ele está perto (Jl 2.1).

Há uma incógnita no que corresponde ao período em que Joel exerceu o ministério, tendo como base os escritos é nítida a ausência referente a um personagem real, logo, subentende que o profeta viveu em um período em que não havia rei sobre nação eleita.

Primeira compreensão de alguns estudiosos poderia ser então o exercício ministerial de Joel nos dias do rei Joás, que assumiu o reinado com sete anos de idade, sendo monitorizado por Joiada, o sumo sacerdote, fato corroborado pelo destaque aos anciãos e os sacerdotes na profecia de Joel (século IX a.C). No entanto, há também para outros estudiosos a possibilidade desse ministério profético ter sido no período pós-exílio, tempo também corroborado pela ausência de reis sobre a nação (século IV a.C).

Portanto, o ministério de Joel (cujo nome significa o Senhor é Deus) teve três propósitos: juntar o povo diante do Senhor, lecionar o povo ao arrependimento e anunciar a palavra profética a respeito do derramamento do Espírito sobre toda a carne, assim alertar a respeito do dia do Senhor.


Motivos que conduz a necessidade de tocar a buzina e de clamar

O motivo é claro, a devastação sofrida pelos os israelitas, em que “O campo está assolado, e a terra triste; porque o trigo está destruído, o mosto se secou, o óleo falta” (Jl 1.10). Literalmente a catástrofe ocorrida com a invasão dos gafanhotos, porém espiritualmente o profeta notifica as grandes percas para com o povo, sendo estas: a Palavra não é compreendida, falta-se a alegria da salvação e não há unção.

1- A falta da Palavra. Ter em um culto a citação bíblica, mas, no entanto não usufruir dos três meios para explicar a Palavra, isto é, atender a um método, a exposição e a aplicação, não terá o devido efeito necessário.

Jesus utilizava de métodos claros para instruir os discípulos. Ele era expositivo em suas palavras e de forma metodológica, pois tinha como propósito obter resultados dos seus ouvintes, ou seja, a Palavra era aplicada.

 2- A falta da alegria. A ausência da alegria dificulta o progresso cristão, pois não há possibilidade do crente crescer se o mesmo não é motivado ao crescimento. Ausência de alegria corresponde com fragilidade espiritual. Válido relatar que a existência de perseguições não descreve ou dita à existência de tristeza, pois a alegria da salvação é proveniente da presença do Senhor no crente. O cristão enfrentará lutas, porém em meio as luta desfrutará da autêntica alegria proveniente do Senhor.

3- A falta da unção. Conforme o Antigo Testamento a falta da unção poderá ser aplicada com a ausência de salvação, o silêncio do Senhor e a não ocorrência de milagres.

Em suma, diante das catástrofes espirituais de não ter a Palavra, carecer da alegria da salvação e não usufruir da unção do Senhor requer que a Igreja clame ao Senhor.

Benefícios do clamor ao Senhor

Além de desfrutar da benevolência do Senhor como provedor, também haverá o desfrutar do agir consolador e operador de Deus, pois haverá o retorno do trigo, do mosto e do óleo. Espiritualmente fica nítido que o povo terá a Palavra, alegria e viverá conduzido pela a unção do Senhor.

1- Dia do Senhor. No dia do Senhor quem estiver diante de Deus não terá esse dia como de punição, mas como de regozijo. No Novo Testamento ficará nítido que o dia Senhor corresponde com a Grande Tribulação e o dia de Cristo com o arrebatamento da Igreja.

2- A promessa da efusão do Espírito. Clamar permite aos cristãos desfrutar da operação do Espírito Santo, o Bom Consolador que guia os crentes em toda a verdade.

A efusão do Espírito no ministério da Igreja tem como início o dia de Pentecostes, e corrobora e corroborará até o dia do arrebatamento da Igreja, logo é mais do que necessário que os salvos se voltem constantemente para o Senhor e permaneçam firmes em qualquer circunstância, pois o Senhor é Deus.

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