TEMPO DE TOCAR A BUZINA EM SIÃO E DE CLAMAR EM ALTA VOZ
Tocai a buzina
em Sião e clamai em alta voz no monte da minha santidade; perturbem-se todos os
moradores da terra, porque o dia do Senhor vem, ele está perto (Jl 2.1).
Há uma incógnita no que corresponde ao período em que
Joel exerceu o ministério, tendo como base os escritos é nítida a ausência
referente a um personagem real, logo, subentende que o profeta viveu em um
período em que não havia rei sobre nação eleita.
Primeira compreensão de alguns estudiosos poderia ser
então o exercício ministerial de Joel nos dias do rei Joás, que assumiu o
reinado com sete anos de idade, sendo monitorizado por Joiada, o sumo
sacerdote, fato corroborado pelo destaque aos anciãos e os sacerdotes na
profecia de Joel (século IX a.C). No entanto, há também para outros estudiosos
a possibilidade desse ministério profético ter sido no período pós-exílio, tempo
também corroborado pela ausência de reis sobre a nação (século IV a.C).
Portanto, o ministério de Joel (cujo nome significa o
Senhor é Deus) teve três propósitos: juntar o povo diante do Senhor, lecionar o
povo ao arrependimento e anunciar a palavra profética a respeito do
derramamento do Espírito sobre toda a carne, assim alertar a respeito do dia do
Senhor.
Motivos que conduz a necessidade de tocar a buzina e
de clamar
O motivo é claro, a devastação sofrida pelos os
israelitas, em que “O campo está assolado, e a terra triste; porque o trigo
está destruído, o mosto se secou, o óleo falta” (Jl 1.10). Literalmente a
catástrofe ocorrida com a invasão dos gafanhotos, porém espiritualmente o
profeta notifica as grandes percas para com o povo, sendo estas: a Palavra não
é compreendida, falta-se a alegria da salvação e não há unção.
1- A falta da
Palavra. Ter em um culto a citação
bíblica, mas, no entanto não usufruir dos três meios para explicar a Palavra,
isto é, atender a um método, a exposição e a aplicação, não terá o devido
efeito necessário.
Jesus utilizava de métodos claros para instruir os
discípulos. Ele era expositivo em suas palavras e de forma metodológica, pois
tinha como propósito obter resultados dos seus ouvintes, ou seja, a Palavra era
aplicada.
2- A falta da alegria. A ausência da alegria dificulta o progresso cristão,
pois não há possibilidade do crente crescer se o mesmo não é motivado ao
crescimento. Ausência de alegria corresponde com fragilidade espiritual. Válido
relatar que a existência de perseguições não descreve ou dita à existência de
tristeza, pois a alegria da salvação é proveniente da presença do Senhor no
crente. O cristão enfrentará lutas, porém em meio as luta desfrutará da
autêntica alegria proveniente do Senhor.
3- A falta da
unção. Conforme o Antigo Testamento a
falta da unção poderá ser aplicada com a ausência de salvação, o silêncio do
Senhor e a não ocorrência de milagres.
Em suma, diante das catástrofes espirituais de não ter
a Palavra, carecer da alegria da salvação e não usufruir da unção do Senhor
requer que a Igreja clame ao Senhor.
Benefícios do clamor ao Senhor
Além de desfrutar da benevolência do Senhor como
provedor, também haverá o desfrutar do agir consolador e operador de Deus, pois
haverá o retorno do trigo, do mosto e do óleo. Espiritualmente fica nítido que
o povo terá a Palavra, alegria e viverá conduzido pela a unção do Senhor.
1- Dia do
Senhor. No dia do Senhor quem estiver
diante de Deus não terá esse dia como de punição, mas como de regozijo. No Novo
Testamento ficará nítido que o dia Senhor corresponde com a Grande Tribulação e
o dia de Cristo com o arrebatamento da Igreja.
2- A promessa da
efusão do Espírito. Clamar permite aos
cristãos desfrutar da operação do Espírito Santo, o Bom Consolador que guia os
crentes em toda a verdade.
A efusão do Espírito no ministério da Igreja tem como
início o dia de Pentecostes, e corrobora e corroborará até o dia do arrebatamento da Igreja,
logo é mais do que necessário que os salvos se voltem constantemente para o
Senhor e permaneçam firmes em qualquer circunstância, pois o Senhor é Deus.

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