Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A FÉ DE ABRÃO NAS PROMESSAS DE DEUS
Conforme a Verdade Prática da lição:
Quando Deus faz uma promessa incondicional,
Ele a cumpre plenamente.
Da verdade prática compreende-se que:
Deus faz promessas;
Quando Deus faz uma
promessa incondicional o Senhor a cumpre de forma plena.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Apresentar o retorno de
Abrão do Egito para Canaã;
Enfatizar as consequências
das nossas escolhas;
Mostrar os altares
erguidos por Abrão a Deus.
Promessa é a palavra-chave da presente lição,
no contexto Bíblico percebem-se dois tipos de promessas no que corresponde com a
atitude humana. Promessa condicional requer ações de responsabilidade por parte
do homem, sempre no que tange a obediência. E promessas incondicionais, sendo
essas independentemente das ações humanas.
I – ABRÃO VOLTA DO
EGITO PARA CANAÃ
O presente tópico se
caracteriza por apresentar três pontos essenciais: a contenda, a separação e as
escolhas.
A contenda ocorreu por parte
dos servos de Abrão e os servos de Ló. A causa da contenda corresponde com as
riquezas em que o patriarca e o seu sobrinho obtiveram, logo, muita era a fazenda de maneira que não podiam habitar juntos (Gn 13.6).
A separação de espaços entre
Abrão e Ló não indica desunião. Era necessária a direção oposta para não causar
maior problema entre os pastores de ambos. O patriarca sendo sábio deixou para
Ló a decisão, a qual caminho trilhar. O sobrinho escolheu a campina do Jordão,
ficando então Abrão, com a terra de Canaã.
O lugar
escolhido por Abrão não era tão aprazível quando o que Ló escolheu. Mas teve a
bênção de Deus. Por outro lado, a terra escolhida por Ló, em si, era uma terra
de uma paisagem bonita, cheia de plantações atraentes e produtivas. Mas, no
meio daquela pujança e da beleza natural, havia um povo reprovado por Deus.
Isso mostra que, quando se faz uma escolha pela vista dos olhos humanos, sem a
direção de Deus, os resultados a serem colhidos poderão ser os piores
possíveis, principalmente em termos espirituais e morais (Renovato, 2026, p. 25).
Resultados são provenientes
de escolhas. Quando o servo de Deus sabe fazer boas escolhas a tendência é que
obtenha bons resultados. Já ao contrário quando o servo do Senhor faz escolhas
apenas por visão materialista sem a direção divina é propenso a ter maus
resultados.
II – AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS
O tópico em apreço outorga as seguintes
informações: Abrão foi abençoado por ser guiado segundo o propósito divino,
enquanto que Ló sofreu por não escolher mediante o propósito divino.
Mediante a escolha de Abrão o Senhor
proporcionaria ao patriarca frutos na colheita. A escolha não foi direcionada
pela visão humana do presente, mas de fato foi mediada pela presença do Senhor.
Com o apóstolo Pedro aprende que não se trata de lugares, mas a bênção está na
presença do Senhor (Jo 6.68).
Enquanto que Ló escolheu uma terra
visivelmente abençoada, mas era uma terra habitada por homens conduzidos por
domínios carnais. No decorrer a terra foi invadida por quatro reis, sendo que o
próprio Ló e família foram conduzidos cativos. Ló colheu mediante o que havia
escolhido.
É fato que as escolhas de
cada pessoa são opcionais. Porém, as consequências são inevitáveis e quase
sempre imprevisíveis (Renovato,
2026, p. 25).
Para salvar o sobrinho, o patriarca reunião
trezentos e dezoito servos, sendo esses homens de guerra e todos nascidos na
casa de Abrão. O patriarca perseguiu os quatro reis e por intermédio de
estratégia de guerra, dividiu o grupo em dois, atacando o inimigo à noite,
saindo assim vencedor (Gn 14.13-16).
III – OS ALTARES ERGUIDOS
POR ABRÃO
Abrão construiu quatro altares, sendo eles:
Primeiro altar, erguido em Siquém, lugar que
tinha como significado ombro, que para Abrão o altar foi construído para
expressar gratidão ao Senhor por todas as bênçãos e promessas recebidas.
Já o segundo altar foi construído em Betel,
ou casa de Deus, local em que Abrão invocou o nome do Senhor.
Em terceiro, o altar erguido em Hebrom, cujo
significado indica união, próprio para definir o sentimento de unidade entre
Abrão e o seu sobrinho.
Por último, Abrão construiu o altar em Moriá,
o local da entrega. Em Moriá, Abrão viveu sua maior prova. Deus
provou sua fé ordenando que, naquele monte, oferecesse Isaque em sacrifício
[...] Se Abraão é chamado de “o Pai da Fé” creio que Isaque pode ser chamado de
“o Pai da Obediência” (Renovato,
2026, p. 28, 29).
Referência:
RENOVATO,
Elinaldo. Homens dos quais o mundo não
era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
