Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – ABRAÃO: SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ
Conforme a Verdade Prática da lição:
O chamado de Deus na vida de
Abrão e na nossa exige obediência irrestrita, fé e perseverança.
Da verdade prática compreende-se que:
Abrão foi chamado por
Deus;
O chamado de Deus na vida
do homem requer obediência irrestrita;
O chamado de Deus na vida
do homem requer fé e perseverança.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Apresentar como ocorreu o
chamado de Abrão;
Enfatizar a obediência de
Abrão a Deus diante desse chamado;
Mostrar as lutas
enfrentadas por Abrão ao chegar a Canaã.
Fé é a palavra-chave da presente lição, lembrando
que a fé [...] é caracterizada por um compromisso profundo
com os princípios do evangelho, levando-nos a agir com amor, justiça e
misericórdia (Leandro, 2024, p. 71).
I – DEUS CHAMA
ABRÃO
Tendo como base Gênesis
12.1-3 compreende que há três pontos fundamentais que envolvem o chamado de
Abrão, sendo eles: a ordem divina para com Abrão, “sai-te
da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te
mostrarei”; a condição, isto é, a necessidade da obediência do
patriarca; e, a promessa divina para com Abrão (vv. 2,3).
A obediência do patriarca
Abrão manifesta a fé do mesmo para com Deus, pois a fé se notabiliza mediante
atitudes que se identificam com a prática da obediência ao Senhor. Logo, o
patriarca foi obediente à ordem do Senhor, ou seja, a ordem em sair de um ponto
geográfico e emocional para onde Deus estaria direcionando o patriarca.
Conforme os
três primeiros versículos do capítulo doze, a chamada de Abrão (pai da altura)
tinha uma ordem sair da terra que lhe pertencia, sair do meio da sua parentela
e também sair da casa do seu pai, uma ordem em três dimensões.
a) Sai- te da
tua terra. Ao chamar o homem Deus o consagra. A chamada de Abrão não é
diferente, pois uma condição é imposta sair. Na primeira dimensão desta ordem
Deus ordena Abrão a sair da sua terra o que corresponde a afastar de uma
cultura corrupta e cheia de práticas contrárias a vontade do Criador.
b) Sai da tua
parentela. Se o sair da terra correspondia a uma cultura corrupta, o sair da
parentela correspondia ao afastamento de uma subcultura, ou seja, a parentela
de Abrão estava submersa aos princípios culturais da mesopotâmia (Js 24. 2).
c) Sai da casa
de seu pai. Em nossa vida o primeiro lugar deverá pertencer a Deus, o segundo a
nossa família, todavia nunca os planos da família poderão omitir os planos de
Deus para a nossa vida. O sair da casa de seu pai cabia a Abrão demonstrar o
seu amor para com Deus.
Portanto, o
chamado de Abrão possuía uma promessa com três palavras-chave: abençoar, bênção
e benditas. Deus promete abençoar a Abrão e fazer dele uma bênção e por ele
tornar bendita as famílias da terra (Gn 12.3)
(Silva, Ano 9, Edição 28, p. 13, 14).
II – A OBDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS
Abrão foi obediente, atendeu ao chamado do
Senhor, saiu da terra, abandou o ciclo parental e despediu de sua família. Passou
a ser guiado pelo o Senhor, crendo na direção divina e nas promessas do Senhor.
A presença de Ló no trajeto de Abrão indica a
ausência da obediência irrestrita. Compreende-se que o patriarca assumiu o
papel direto de cuidador de Ló, no entanto, era necessária a total separação
para com as pessoas de sua família.
Em Harã o Senhor agiria na vida de Abrão,
pois [...] Deus queria seu preparo espiritual e
emocional, sendo necessário ter algumas experiências anteriores à sua chegada
ao destino visado (Renovato, 2026, p.16). Nas estações, ou
paralizações da vida, Deus sempre tem um propósito específico na vida daqueles
que possuem o chamado, objetivos esses permeáveis ao crescimento, tanto
espiritual como emocional.
III – AS LUTAS QUE
ABRÃO ENFRENTOU AO CHEGAR A CANAÃ
Mudança requer deixar para trás o que não
contribuirá para com a vida a ser vivenciada no novo local, assim como se torna
necessário levar nas bagagens o que é necessário. As coisas certas deixadas,
assim como as certas conduzidas garantem o não retorno, assim como a não
saudade que impulsiona ao retrocesso.
No entanto, ao chegar ao local o patriarca
deparou com uma crise que culminou na fome naquela região, fator que impulsionou
Abrão a descer ao Egito, pois naquele lugar haveria o necessário para o
abastecimento de todos os que acompanham o amigo de Deus.
A terra de Canaã era frutífera, no entanto o
conhecimento das estações tornaria necessária para o convívio e manutenção na
região. Já o Egito era banhado pelas águas do rio Nilo o que facilitava o
cultivo no período de seca. No Egito o Senhor também tinha como propósito
solidificar a fé do patriarca por meio da confiança.
Chegando ao Egito, temendo a morte, por causa
da formosura de Sarai o patriarca aconselha e direciona sua esposa a omitir que
eram casados. Na culminância dos fatos [...] Faraó
repreende Abrão por faltar com a verdade e o despediu com Sarai, levando todos
os bens que Faraó lhe concedera por causa da união ilícita com sua esposa (Renovato, 2026, p. 19).
Referência:
LEANDRO,
Eduardo. A verdadeira religião: um
convite à autenticidade na Carta de Tiago. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
RENOVATO,
Elinaldo. Homens dos quais o mundo não
era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
SILVA,
Andreson Corte Ferreira da. Cronologia
Bíblica. Revista Manancial, Ano 9, Edição 28.

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