Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA
Conforme a Verdade Prática da lição:
Deus é fiel para cumprir tudo
aquilo que nos prometeu.
Da verdade prática compreende-se que:
Deus é fiel;
Deus cumpriu, cumpri e
cumprirá tudo o que Ele prometeu.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Mostrar que Deus mudou o
nome de Abrão e Sarai;
Apresentar a confirmação
do concerto de Deus com Abraão;
Explicar o pacto perpétuo
da circuncisão.
Promessa é a palavra-chave da presente lição.
O termo promessa do grego desperta o entendimento para uma citação judicial,
assim como trata do empreendimento de alguém para fazer algo para outro, sendo
uma promessa de Deus indica que é “uma coisa ‘prometida’,
e, assim, significa presente dado graciosamente, não um penhor garantido por
negociação” (Vine; Unger; JR,
2012, p. 905).
I – DEUS MUDA O
NOME DE ABRÃO E DE SARAI
O presente tópico se
caracteriza por apresentar como chave de aprendizagem a mudança de nomes, Abrão
passou a ser chamado de Abraão, enquanto que Sarai tornou-se a ser chamada por
Deus de Sara.
Abrão cujo nome significa pai
exaltado, porém o pai exaltado não tinha filhos, fator que indica inadequado o
nome Abrão para o tamanho e abrangência da promessa de Deus, logo o Senhor mudou
o nome do patriarca para Abraão, isto é, pai de uma multidão.
Já Sarai termo que tem como
significado minha princesa ou minha senhora, no entanto a princesa não tinha
descendentes, por isso, Deus a nomeia de Sara que quer dizer mãe de nações.
Em meio à mudança e
reafirmação da promessa para com o patriarca Abraão, esse interroga ao Senhor
apresentando suas limitações humanas: de um homem de cem anos
há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos? E o patriarca acrescenta Quem dera
que viva Ismael diante de teu rosto! Abraão visualizava que
Ismael seria então o cumprimento da promessa. Em meio à exposição da dúvida e
angústia do patriarca, Deus assim responde “Na verdade, Sara,
tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele
estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência
depois dele”.
Mais, um
exemplo de que, quando Deus age, todas as coisas em seus mínimos detalhes, harmonizam-se
de forma especial. Um “pai exaltado” e uma “princesa” não estariam de acordo
com o desígnio de Deus. Porém, um “pai da multidão de nações” (Abraão) e uma “mãe
das nações” (Sara) estariam unidos para cumprir o plano do Senhor para suas
vidas. E assim aconteceu como nos mostra as Escrituras (Renovato, 2026, p. 44).
II – A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DES COM ABRÃO
Deus não faz uma nova promessa para Abraão, o
Senhor de fato confirma para com o patriarca o concerto. Por intermédio do
patriarca Abraão todas as famílias da terra seriam alcançadas, sendo um pacto
perpétuo que na priori teria em Isaque, Jacó, José e Judá (capítulo especial,
sendo José o intermediário do Senhor para prover na vida dos descendentes de
Abraão a bênção no Egito e Judá na identificação do Messias), assim promessa prossegue
com Moisés e Davi. Em Cristo o pacto tem sua perpetuidade.
[...] a única promessa a
Abraão foi repetida variegadamente (Gn 12.1-3; 13.14-17; 15.18;17.1-14;
22.15-18), e porque continha o gérmen de todas as promessas subsequentes (Rm
9.4; Hb 6.12; 7.6; 8.6; 11.17). O texto de Gl 3 ocupa-se em mostrar que a
promessa era condicional à fé e não ao cumprimento da lei (Vine;
Unger; JR, 2012, p. 905).
Silva complementa ao afirmar:
Portanto, o chamado de
Abrão possuía uma promessa com três palavras-chave: abençoar, bênção e
benditas. Deus promete abençoar a Abrão e fazer dele uma bênção e por ele
tornar bendita as famílias da terra (Gn 12.3).
[...] O choro pode durar
uma noite, mas a alegria vem pela manhã (Sl 30.5). Para o personagem Abrão a
noite não durou apenas uma média de doze horas, mas uma abrangência de 25 anos.
Ao sair das terras de sua origem Abrão tinha 75 anos (Gn 12.4), e ao ver o
cumprimento da promessa possuía 100 anos de idade (Gn 21.5) isto indica que
quem tem promessa de Deus não morrerá sem que elas se cumpram. Assim de Abraão veio
Isaque e deste os doze patriarcas que entram no Egito em um número de 75
pessoas (At 7.14).
A escolha de Israel como
nação em relação ao chamado de Abrão corresponde a abençoar a todas as famílias
da terra (Silva, Ano 9, Edição
28, p. 13, 14).
III – O PACTO
PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO
Duas coisas são fundamentais para entender
sobre a circuncisão, são elas: é um ato físico introduzido por Deus e é um ato
físico que expressa o compromisso de Deus.
A palavra circuncisão aparece por mais de 30
vezes no Antigo Testamento, sendo 20 vezes descrevida no Pentateuco, e oito
vezes no livro de Josué. A circuncisão [...] Tratava-se
de um corte permanente do prepúcio do órgão masculino e, como tal, era uma
lembrança da perpetuidade da relação de concerto. Foi ordenado que Israel fosse
fiel em circuncidar no oitavo dia (Gn 17.12; Lv 12.3) (Vine; Unger; JR, 2012, p. 70).
Em suma, o ato físico introduzido por Deus
que expressa o compromisso divino para com o concerto abraâmico.
Referência:
RENOVATO,
Elinaldo. Homens dos quais o mundo não
era digno: o legado de Abraão, Isaque e Jacó Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
SILVA,
Andreson Corte Ferreira da. Cronologia
Bíblica. Revista Manancial, Ano 9, Edição 28.
VINI, W.E.; UNGER, Merril F.; JR, William White. Dicionário Vine: o significado
exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. Rio de
Janeiro: CPAD, 2012.

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