Subsídio
para aula da Escola Bíblica Dominical – A FIDELIDADE DE
DEUS DIANTE DA INFIDELIDADE DE ISRAEL
Conforme a Verdade Prática da lição:
Reconhecer que só o Senhor é
Deus exige fidelidade, obediência à sua Palavra e rejeição da idolatria.
Da verdade prática compreende-se que:
Apenas o Senhor que é Deus
que exige fidelidade;
Apenas o Senhor é Deus;
O Senhor também exige
obediência à sua Palavra;
Deus requer que os seus
seguidores abandonem a prática da idolatria.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Destacar a fidelidade divina
e o chamado à obediência;
Alertar sobre os perigos da
idolatria e da infidelidade;
E, Levar a classe a
reconhecer a misericórdia de Deus na restauração do povo.
Fidelidade é a palavra-chave para a compreensão
da presente lição. Fidelidade é um dos atributos de Deus, válido lembrar que
Deus sempre foi fiel para com os israelitas e esses demonstravam na prática a
infidelidade.
I – A ALIANÇA DE
DEUS E A SUA FIDELIDADE
Moisés demonstra que o propósito
do mesmo, tendo como base o capítulo 4 de Deuteronômio, era instruir os
israelitas a viverem em fidelidade ao Senhor e fugirem da prática idólatra.
Porém, quando o povo cometesse
equívoco e desobedecesse, o legislador ensina que a disciplina e o amor do
Senhor proporcionariam aos israelitas a andarem em obediência. O capítulo
inicia com a seguinte descrição: “Agora pois, ó Israel, ouve os estatutos” o
termo ouvir tem como compreensão [...] não se
trata simplesmente de uma percepção auditiva, mas, sim, de um ato de obedecer,
uma resposta prática. O ouvir não seria apenas naquele momento, mas teria que
ser constante. Todas as vezes que o livro da Lei fosse lido ou quando eles
mesmos fizessem a leitura, deveriam prestar atenção (Gomes,
2026, p. 39).
O propósito da disciplina para o cristão se
caracteriza na correção, proteção e vida.
As Escrituras
Sagradas dizem que o Senhor disciplina e castiga a quem Ele ama. Essa
disciplina tem como objetivo corrigir e preservar os seus filhos e jamais deve
ser vista ou considerada como rejeição, mas, sim uma prova real de
pertencimento, um ato de amor, ao procurar trazer para perto de si os que
procuram a restauração (Gomes, 2026, p. 41).
Mediante o estudo da Palavra do Senhor
compreende de forma didática a vontade de Deus sendo apresentada com três
aspectos: vontade revelada (corresponde com a vontade do Senhor que é
diretamente apresentada aos seres humanos conforme o que está escrito nas
Escrituras Sagradas); vontade permissiva (trata-se vontade do Senhor permite,
porém não descreve ser moralmente agradável ao propósito divino); e, vontade
soberana (sendo essa conforme o propósito divino).
II – A INFIDELIDADE DE ISRAEL AO LONGO DA HISTÓRIA
O tópico em apreço apresenta três objetivos
específicos: compreender a origem da infidelidade, identificar os danos
causados pela idolatria e mensurar o valor da obediência.
Conforme o histórico do povo israelita
compreende que a infidelidade começa quando ocorre o esquecimento para com os
princípios da Palavra do Senhor. O abandono da Palavra ou o esquecimento dos
estatutos do Senhor possibilita o retrocesso espiritual.
[...] Os pais devem ensinar
essa Palavra aos filhos (Ef 6.4). Cristãos que vivem pela Palavra seguem-na e
andam pelo que o Senhor Deus diz e jamais pelo que veem (Rm 10.17; 2 Co 5.7) (Gomes, 2026, p. 44).
O povo do Senhor deve ser obediente. Quem
obedece sempre cresce, enquanto para os que desobedecem nunca crescem, sempre
descem. A obediência proporciona dentre os benefícios à vida, já a
desobediência gera ao indivíduo a ocorrência do juízo.
III – DEUS NÃO SE
ESQUECE DO SEU CONCERTO
Os atributos de Deus revelam a pessoa dEle para
os seres humanos. Os atributos de Deus de forma didática são divididos em dois
grupos: atributos naturais e atributos morais.
Atributos
naturais. Cinco merecem total atenção, são eles: a eternidade de
Deus, a imutabilidade de Deus, a onisciência de Deus, a onipotência de Deus e a
onipresença de Deus.
O atributo que ensina que Deus não é limitado
pelo tempo é o que afirma que Deus é eterno (Sl 90.2).
Já a imutabilidade de Deus indica que Deus não
muda (Ml 3.6).
Onisciência indica que Deus não é limitado pelo
aspecto intelectual, porque Ele sabe todas as coisas (Hb 4.13).
Onipotência é o atributo que afirma que Deus
não é limitado em poder, porque Ele é o Todo-Poderoso. A onipotência de Deus
torna-se nítida e se manifesta em quatro domínios: o domínio da natureza (Gn
1.1-3), o domínio da experiência humana (Êx 7.1-5), o domínio celestial (Hb
1.13,14) e o domínio sobre os espíritos malignos (Jó 2.6; Tg 4.7).
Já a onipresença é o atributo que indica não
ser Deus limitado pelo espaço.
Atributos
morais. Santidade e o Amor se definem como atributos morais de
Deus, pois são atributos que expressam a majestade da natureza divina.
Deus é santo, e assim como Ele é, cabe a cada
cristão o dever de se santificar (Jo 17.17; 1Pe 1.16).
Deus é amor (1 Jo 4.8). O amor como atributo
expressa a natureza de Deus. Cinco são os aspectos do atributo do amor de Deus:
complacência, compaixão, afeição, benevolência e misericórdia.
O aspecto do amor da complacência ensina que
Deus concorda com a oração dos fiéis e usa de benevolência para com os teus (Mt
17.5).
O amor da compaixão ensina que a ação de Deus
está associada com a aflição dos que por Ele são amados (Êx 3.9).
O amor da afeição ensina sobre o aspecto da
relação íntima entre Deus e o seu povo (Jo 17.23).
Já o aspecto da benevolência se define na ação
divina em outorgar e usar de bondade (Lc 6.35).
Por fim, o quinto aspecto do amor divino é a
misericórdia. Do substantivo hesed (transliteração do hebraico), corresponde
com a benignidade, o amor firme, a graça, e com a palavra misericórdia,
fidelidade, bondade e devoção. Já o substantivo – eleos – presume necessidade
por parte de quem a recebe, e recursos adequados para satisfazer a necessidade
daquele que a mostra. Deus age com misericórdia. As misericórdias do Senhor
proporcionam ao cristão a possibilidade de sonhar e de lutar para que o melhor
de Deus se concretize.
Referência:
GOMES, Osiel. O Deus da aliança: advertências, promessas e bênçãos no livro de
Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

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