Subsídio
para aula da Escola Bíblica Dominical – O CHAMADO À
OBEDIÊNCIA
Conforme a Verdade Prática da lição:
Ouvir, aprender e praticar a
Palavra revelam um relacionamento verdadeiro com o Senhor Deus.
Da verdade prática compreende-se que:
É necessário ouvir a
Palavra;
É necessário aprender a
Palavra;
É necessário praticar a
Palavra;
Esses três atos descrevem o relacionamento
verdadeiro do cristão com o Senhor.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Apresentar o concerto em
Horebe e o chamado à obediência;
Justificar os mandamentos
com expressão da vontade divina;
E, Conscientizar sobre as
bênçãos de ouvir e obedecer à voz de Deus.
Obediência é a palavra-chave para a compreensão
da presente lição. O segundo discurso proferido por Moisés registrado no livro
de Deuteronômio tem como objetivo conduzir o povo à fidelidade e à reverência
ao concerto com o Senhor, episódio ocorrido no monte Sinai.
I – O CONCERTO
REITERADO EM HOREBE
Moisés descreve três atitudes fundamentais
e necessárias por parte dos israelitas, ouvir, aprender e praticar a Lei do
Senhor. Deuteronômio corresponde com o quinto livro da Lei, para os israelitas
e de forma teológica o conceito corroborado por Lei é seta, isto é, seta que
tem como finalidade indicar a direção.
Para que o povo conhecesse a
direção, deveriam os israelitas ouvir a Palavra, aprender a Palavra e em
seguida praticar a Palavra, por essas atitudes verdadeiros discípulos seriam
formados naquela geração.
Sobre aquela geração recaiu a
responsabilidade em cumprir os mandamentos. Pois, a geração anterior não
obtendo êxito, foi desobediente e de forma infiel pereceu no deserto. Logo, a
aliança com Deus requer responsabilidade pessoal, cada um dará conta de si
diante do Senhor, verdade notável com os personagens Josué e Calebe, foram os
únicos que pessoalmente obedeceram e foram fiéis a Deus.
Portanto, a aliança:
[...] era
pessoal porque o Senhor desejava desfrutar com Israel um relacionamento real,
caminhar com o seu povo e que todos pudessem manifestar uma resposta para com
Ele repleta de amor, obediência, fé e fidelidade (Gomes, 2026, p. 53).
O chamado à obediência é atual
e é direcionado para com os cristãos do século XXI, manter-se fiel ao Senhor
diante dos desafios hodiernos é responsabilidade pessoal de cada um que é
discípulo de Jesus.
II – A EXPRESSÃO DA VONTADE DE DEUS NOS MANDAMENTOS
Para compreender o presente tópico torna-se
necessário mergulhar na aprendizagem a respeito da Lei, pois não existe mais de
uma Lei. O que existe de diferente são os preceitos da Lei. E os preceitos da Lei
estão divididos em morais, cerimoniais e civis. Porém, com linguagem didática
estes preceitos são definidos como tipos específicos da Lei, sendo assim
descritas:
1- Lei moral. Os preceitos
morais visavam à normalização das relações sociais, e têm como essência os dez
mandamentos. Resumem-se em amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo
como a si mesmo. Cristo viveu este preceito quando Ele se entregou por toda a
humanidade (Jo 3.16).
2- Lei cerimonial. Os
preceitos cerimoniais visavam à normalização do sacerdócio levítico. Jesus
cumpriu o sistema cerimonia da lei na sua morte (Mt 27.50,51).
3- Lei civil. Os preceitos
civis visavam à normalização das normas jurídicas e a prática da vida social
dos israelitas. Jesus transferiu os preceitos civis, ou valores jurídicos para
a igreja (Ano 15, Edição 49, p. 19).
O decálogo é um resumo da Lei moral de Deus. Os
dez mandamentos forma escritos em duas tábuas, sendo que do primeiro ao quarto
mandamento encontravam-se na primeira tábua, e do quinto ao décimo estavam
escritos na segunda tábua.
Na primeira tábua encontrava os mandamentos que
diretamente estão relacionados com a vida do indivíduo para com Deus, logo
representam a direção vertical, o cristão e o Senhor. Já a segunda tábua
apresenta o sentido horizontal, pois tratam dos mandamentos que outorgam ligação
entre o indivíduo e o próximo. O decálogo corresponde com a ética cristã: amar
a Deus acima de todas as coisas (sentido vertical) e amar o próximo como a si
mesmo (sentido horizontal).
Entretanto, os motivos do decálogo são
tríplices:
Prover
um padrão de justiça, pois os dez mandamentos proporcionam a
formação do caráter e da conduta do ser humano. O caráter corresponde com o
modo de ser de cada indivíduo. E a conduta corresponde com o modo de agir.
Identificar
e expor a malignidade do pecado, pois os dez mandamentos
expõem os seguintes tipos de pecado: idolatria, desrespeito, desonra,
assassinato, traição, roubo, e dentre outros a concupiscência.
Pecado
é tudo aquilo que separa o servo do seu Senhor.
Logo, os dez mandamentos têm como propósito identificar o pecado, por isso,
Paulo escreveu “pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 5.20).
III – OBEDECENDO A
VOZ DE DEUS
A obediência não corresponde a um jugo em que
não há os preceitos da benevolência, mas o que se entende é que os obedientes são
e serão abençoados, assim como também são e serão preservados, válido enfatizar
que:
[...] A dimensão da bênção aqui descrita não é apenas material,
mas vai muito além, pois, quando obedece a Deus em resposta à sua Lei, o homem
tem a sua alma preservada e recebe vida abundante, cujos frutos serão
duradouros (Dt 5.33) (Gomes, 2026, p. 60).
Por fim, Moisés exorta a nova geração a viver
segundo a vontade do Senhor ao afirmar “Andareis em todo o caminho” (Dt 5.33).
Referência:
GOMES, Osiel. O Deus da aliança: advertências, promessas e bênçãos no livro de
Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
SILVA,
Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Romanos. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.

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