Deus é Fiel

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

PREPARANDO O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO PARA A ETERNIDADE

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – PREPARANDO O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO PARA A ETERNIDADE

Conforme a Verdade Prática da lição:

Na vinda de Jesus nosso corpo abatido será transformado em um corpo glorioso, e, como um ser integral, habitaremos para sempre com Ele no Céu.

Da verdade prática compreende-se que:

Jesus voltara;

Na vinda de Jesus o corpo será transformado em corpo de glória;

E, o cristão habitará com o Senhor para sempre.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Levar os alunos a compreenderem que a esperança escatológica é fundamental para uma vida de santificação integral, ou seja, corpo, alma e espírito;

Alertar os alunos sobre os desvios das teologias modernas que enfraquecem a santificação e a esperança na volta de Cristo;

Ensinar que a santificação deve abranger todo o ser – corpo, alma e espírito – como preparação contínua para a vinda de Jesus.

Santificação é a palavra-chave da presente lição.

I – PRESERVANDO A ESPERANÇA ESCATOLÓGICA

O estudo a respeito dos últimos acontecimentos traz para os salvos a esperança e muito regozijo. Já para os ímpios a ocorrência das últimas coisas trará desolação, dor e desespero. Portanto, escatologia é o estudo sistemático das últimas coisas.

Lima de maneira didática divide o estudo da escatologia em duas partes: escatologia geral e escatologia individual (2015, p. 9).

A escatologia geral abrange os seguintes estudos:

O fim dos tempos, o arrebatamento da igreja, a grande tribulação, a vinda de Cristo, o milênio, o juízo final e o perfeito estado eterno.

Já a escatologia individual corresponde com os seguintes temas:

O estado intermediário, a ressurreição dos mortos e o destino final.

Sobre a temática, escatologia, Horton assim descreve:

O que a Bíblia diz a respeito dos últimos eventos da vida e da história não é mera reflexão. O Gênesis demonstra que Deus criou de conformidade com um plano que incluía sequência, equilíbrio, correspondência e clímax. Todas as coisas não acontecem por acaso. Depois, de Adão e Eva haverem pecado, Deus lhes fez a promessa de que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3.15; cf. Ap 12.9). A partir daí a Bíblia desdobra paulatinamente um plano de redenção com promessas feitas a Abraão (Gn 12.3), a Davi (2 Sm 7.11,16) e aos profetas do Antigo Testamento. Promessas estas que preveem a vinda de Jesus e seu triunfo final. O Evangelho garante-nos ainda que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo (Fp 1.6). Isto é: a Bíblia inteira focaliza o futuro. Um futuro assegurado pela própria natureza de Deus (1996, p. 609).

II – PERIGOS DE TEOLOGIAS MODERNAS

O estudo escatológico é necessário para:

Para que o cristão tenha uma vida santa.

Para que o cristão esteja sempre alerta.

Para que o cristão tenha esperança e tenha entendimento para combater as heresias.

O conhecimento escatológico permite ao cristão o desenvolvimento do desejo de está mais próximo do Senhor. Este desejo corresponde ao processo de santificação progressiva, ou seja, a cada dia dedicando e consagrando ao Senhor.

O conhecimento escatológico também proporciona ao cristão o desenvolvimento de uma vida em constante vigilância. A vigilância corresponde a está em alerta, ou seja, o cristão estará sempre de prontidão para não cair em tentação.

Há termos em destaque no estudo da Doutrina das Últimas Coisas que são fundamentais para conhecimento dos estudantes da Bíblia Sagrada.

Os pré-tribulacionistas são os que defendem o retorno de Jesus anterior aos sete anos de tribulação sobre a terra. Logo, o propósito da Grande Tribulação não é para a Igreja, mas para os israelitas.

Os pré-milenistas defendem que o retorno de Jesus será anterior ao milênio.

Os pré-milenistas  entendem as profecias do AT, bem como as de Jesus e do NT, de modo tão literal como seus contextos admitem. Reconhecem que o modo mais simples de interpretar essas profecias é colocar a Segunda Vinda de Cristo, a ressurreição dos crentes e o tribunal de Cristo antes ao Milênio, depois quais haverá uma soltura temporária de Satanás, seguida por sua derrota final. Então virá o julgamento do Grande Trono Branco do restante dos mortos, e finalmente, o reino eterno dos novos céus e nova terra (HORTON, 1996, p. 631).

Também é importante saber sobre os pré-milenistas.

Dentro do pé-milenialismo, em geral, existe uma variedade de pontos de vista acerca do arrebatamento da Igreja, os quais incluem o pré-milenialismo pré-tribulacional e pós-tribulacional. Em outras palavras os pré-tribulacionistas estão divididos quanto as suas opiniões de quando o arrebatamento ocorrerá em relação à Tribulação e ao Milênio (Lahaye, 2008, p. 348).

Já os midi-tribulacionistas acreditam e defendem que a igreja passará pela metade da Grande Tribulação.

Os pós-tribulacionistas ensinam que a Igreja passará pela Grande Tribulação.

Há também os pós-milenistas que ensinam ser o Milênio uma extensão da Era da Igreja.

Por fim, os amilenista ensinam que não haverá milênio. Estes e muitos pós-mileninstas são considerados preteristas, ou seja, defendem que muitos dos temas escatológicos já aconteceram.

III – CONSERVANDO O ESPÍRITO, A ALMA E CORPO

No Novo Testamento dois elos da salvação tornam-se visíveis, são eles: a justificação pela fé e a santidade.

A santificação didaticamente é estudada em três momentos:

Pretérita – passada – definitiva.

Presente – progressiva.

Futura – total.

A santificação pretérita é também definida por ser a justificação, ou seja, o ato que por intermédio de Cristo o cristão torna-se justo. E a santificação progressiva corresponde com o momento em que o crente cotidianamente vai separando do mundo, do pecado e vai cada vez mais aproximando de Deus.

É válido ressaltar que:

A principal marca que deve identificar a Igreja neste tempo pós-moderno continua sendo a santidade. Ela está, sim, no mundo, mas deve ter um comportamento que inspira ser replicado e referenciado no trabalho, no comércio, na política, nos negócios, entre outras áreas. A Igreja tem conquistado espaços em nossa sociedade, mas será que tem feito a diferença, tem sido santa (separada) na sua forma de agir? (Neves, 2023, p. 109)

Referências:

HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

LIMA, Elinaldo Renovato de. O Final de todas as coisas: esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

NEVES, Natalino das. Separados para Deus: buscando a santificação para vermos o Senhor e sermos usados por Ele. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

sábado, 20 de dezembro de 2025

O ESPÍRITO HUMANO E O ESPÍRITO DE DEUS

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O ESPÍRITO HUMANO E O ESPÍRITO DE DEUS

Conforme a Verdade Prática da lição:

Além do seu testemunho em nosso espírito, o Espírito Santo age no íntimo de nosso ser intercedendo, edificando e produzindo o se fruto.

Da verdade prática compreende-se que:

O Espírito Santo age na vida do cristão testemunhando;

Age no íntimo do crente intercedendo;

Age na vida do cristão edificando;

E, o Espírito Santo age produzindo fruto.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Ensinar como o Espírito Santo inicia e fundamenta a vida espiritual, despertando a consciência, gerando fé, ensinando as verdades divinas;

Mostrar como o Espírito Santo atua na comunicação com Deus e no auxílio ao crente, testificando a filiação divina e intercedendo em seu favor;

E, Enfatizar como o Espírito Santo edifica o crente através da oração em línguas e produz as virtudes do Fruto do Espírito, que representam o ápice da vida cristã.

Comunhão é a palavra-chave da presente lição.

I – OBRA INICIAL DO ESPÍRITO

Por causa do pecado o ser humano tornou-se culpado, corrupto e sofreu a morte. A vida humana é conduzida por intermédio do ato pecaminoso, porém o Espírito Santo age no indivíduo removendo o sentimento de culpa, tornando-o uma nova criatura, por intermédio da regeneração.

O Espírito Santo age:

Removendo a incredulidade;

Produzindo fé;

Opera a regeneração;

Vivifica o espírito humano;

Outorga comunhão entre a criatura e o Criador;

Proporciona saberes aos crentes;

Guia o crente em toda a verdade;

A ação do Espírito Santo em guiar os cristãos é entendida nas seguintes descrições: o Espírito Santo chama e Ele orienta em serviço.

O Espírito Santo chama para o serviço (At 13.2,4), logo é Ele que capacita pessoas a desenvolverem trabalhos específicos. O Espírito Santo também orienta os servos a desenvolverem o serviço de maneira que pessoas sejam conduzidas à luz e ao amor de Deus (Bancroft, p. 197).

Ele guiará em toda a verdade, se refere à verdade necessária para se tornar um cristão maduro e totalmente capacitado (Radmacher; Allen; House, p. 271). Maturidade do cristão se define nas palavras: conhecimento, isto é, conhecimento de Deus, amor e unidade. Logo, o Espírito Santo guia o crente a buscar o conhecimento de Deus, a amar o próximo e a viver em união com e no corpo de Cristo.

II – TESTEMUNHO, INTERCESSÃO E EDIFICAÇÃO

O ser humano tem como benefício divino a oportunidade em receber de Deus o Espírito Santo. O crente regenerado terá acesso a Deus por intermédio de uma vida em oração. O Espírito Santo confirma ao crente que esse é filho de Deus, filho por adoção.

O Espírito Santo intercede em prol do cristão.

Aos discípulos Jesus disse que não os deixaria órfãos (Jo 14.18), mas enviaria o consolador (Jo 14. 16-17). A missão do Espírito Santo é tríplice: convencer o homem do pecado, do juízo e da justiça (Jo 16.7), guiar os crentes (Jo 16. 13) e glorificar a Jesus (Jo 16. 14).

[...]

O cristão não está sozinho e o gemido do Espírito Santo é forte para destruir exércitos, quão mais poderoso será para fazer com que o crente continue sendo mais do que vencedor.

Portanto, em meio aos sofrimentos do tempo presente o cristão deverá mesmo em sua incapacidade de orar, saber que o Espírito Santo intercede por aqueles que se aproximam de Deus. Logo, o Espírito Santo intercede com gemidos inexprimíveis, isto é, por meio daquilo que não é expresso (Silva, Ano 15, Edição 49, p. 46).

III – EDIFICAÇÃO E FRUTO DO ESPÍRITO

O batismo com o Espírito Santo é um revestimento e derramamento de poder do alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme a vontade do Espírito Santo.

Porém, o batismo com o Espírito Santo não é salvação. Para alcançar a salvação o meio de apropriação é a fé em Cristo. Também o batismo com o Espírito Santo não é santificação. A santificação ocorre de maneira progressiva.

Dentre os efeitos do Batismo com o Espírito Santo se destaca a edificação espiritual do próprio crente, pois mediante o falar em línguas o cristão é edificado (1 Co 14.4). Outro efeito é a obtenção de maior dinamismo espiritual, ocasionando maior disposição e maior coragem na prática da vida cristã.

O batismo é também um meio em que Deus outorga os dons espirituais, que são:

Dons que manifestam o saber de Deus: a palavra da sabedoria, a palavra da ciência e dom de discernimento.

 Dons que manifestam o poder de Deus: fé, dons de cura e operação de maravilhas.

Dons que manifestam a mensagem de Deus: profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas (1 Co 12.7-10).

Referências:

BANCROFT, Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Romanos. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

O ESPÍRITO HUMANO E AS DISCIPLINAS CRISTÃS

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O ESPÍRITO HUMANO E AS DISCIPLINAS CRISTÃS

Conforme a Verdade Prática da lição:

As disciplinas espirituais são necessárias para o fortalecimento do espírito, assim como os exercícios físicos para a estrutura óssea e muscular.

Da verdade prática compreende-se que:

As disciplinas espirituais são necessárias;

As disciplinas espirituais fortalecem o espírito.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Explicar o conceito bíblico de piedade, distinguindo entre sua dimensão interna e externa;

Despertar nos alunos a consciência da necessidade de uma prática regular e perseverante das disciplinas espirituais;

Conscientizar os alunos que as disciplinas espirituais são ferramentas essenciais na batalha contra as forças do mal.

Disciplina é a palavra-chave da presente lição.

I – A PIEDADE E AS DISCIPLINAS CRISTÃS

O significado prático para piedade é devoção. O que permite compreender que piedade também se trata de amor e respeito para com os deveres. Em 1 Timóteo 6.3 está escrito:

Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade.

 Isto é, a doutrina segundo a piedade corresponde com o ensino embasado na Escritura Sagrada que tem em Deus o sustentáculo.

Portanto, piedade pode abranger entre os significados práticos com reverência manifestada em ações. Válido definir que a piedade encontra a base no pleno conhecimento de Deus, assim como para com a realização da piedade a pessoa deverá ter sua vida transformada em Cristo Jesus, pois é a piedade diretamente associada com a justiça, a fé, o mor, a paciência e a mansidão (1 Tm 6.11).

II – DESAFIOS DAS DISCIPLINAS ESPIRITUAIS

No presente tópico torna-se necessário destrinchar a respeito da importância da oração para a vida do cristão, assim como também da importância da leitura da Bíblia Sagrada.

A oração é, primeiramente, uma forma de relacionamento. Quem ora quer se relacionar, conversar, ser respondido, abrir o coração e levar suas percepções e anseios a Deus. Oração é diálogo e troca; é uma ação que implica liberdade e aconchego com aquele a quem nos dirigimos (Tedesco, 2020, p. 9).

Dentre as finalidades da oração pode ser citado:

Proporciona melhor relacionamento com Deus.

Outorga segurança em meio aos desafios.

Possibilita melhor visão diante das questões espirituais e até matérias.

Vivifica a esperança em meio a qualquer situação da vida.

Tedesco acrescenta:

Por intermédio da oração, preparamo-nos, de forma progressiva e vigorosa, para as grandes experiências espirituais em nossa trajetória de vida (2020, p. 9).

No que tange ao motivo que leva o cristão à oração deve-se compreender que não poderá ser a necessidade de receber algo, mas o fato da oração outorgar intimidade com Deus. De fato são inúmeras as questões que conduz o crente a oração, porém o maior motivo que deverá levar este a prática diária da oração é o privilégio de manter o diálogo com o Senhor.

A leitura da Bíblia, o está presente nos trabalhos da igreja, desenvolver diariamente o ministério da oração e a prática constante do jejum, são demonstrações que descrevem o cuidado espiritual do cristão.

III – AS DISCIPLINAS E A LUTA ESPIRITUAL

Batalha espiritual corresponde com a atuação dos cristãos por meio da pregação do Evangelho (atividade desenvolvida com oração e jejum), objetivando a libertação dos que se encontram cativos, pois há seres malignos que conspiram contra tudo o que pertence a Deus.

A armadura espiritual é composta por:

Cinturão da verdade: que corresponde com a sinceridade e honestidade como prática da vida cristã.

Couraça da justiça: que corresponde com a prática da justiça desenvolvida em uma vida justa.

Pés equipados com o evangelho da paz: o evangelho proporciona paz, pés equipados com o evangelho da paz, indica a propagação da mensagem pacífica que proporciona salvação em Cristo Jesus.

Escudo da fé: corresponde à fidelidade a Deus e a esperança em Deus.

Capacete da salvação: isto é, a nova vida em Jesus possibilita uma nova identidade.

Espada do Espírito: parte da armadura que corresponde com a Palavra de Deus.

Por fim, para concluir o cristão deverá orar em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos (Ef 6.18).

Referências:

TEDESCO, Marcos. Ensina-nos a orar: exemplos de pessoas e orações que marcaram as escrituras. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

ESPÍRITO – O ÂMAGO DA VIDA HUMANA

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – ESPÍRITO – O ÂMAGO DA VIDA HUMANA

Conforme a Verdade Prática da lição:

Uma vez livre, nossa alma recebe vida espiritual e dirige nosso corpo para adorar e servir ao Criador.

Da verdade prática compreende-se que:

Liberto por Cristo o crente tem vida espiritual;

O desejo do cristão torna-se para adorar ao Senhor;

E, verdadeiramente livre o crente busca servir constantemente ao Senhor.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Expor que o espírito humano foi concedido diretamente por Deus como parte essencial da natureza humana, capacitando o ser humano a ter comunhão com o Criador;

Enfatizar que o pecado pode enraizar-se no espírito, gerando atitudes como soberba e inveja;

Mostrar que a regeneração espiritual é a base para uma vida de adoração genuína, vivida em espírito e em verdade.

Espírito é a palavra-chave da presente lição.

I – O SOPRO DIVINO: A CONCESSÃO DO ESPÍRITO

O espírito é a parte da composição imaterial do ser humano, do qual se compreende que a fé e a consciência descrevem as atitudes do indivíduo, sendo esse transformado, perceberá o ato do serviço, assim como a própria vida voltada para a adoração.

Para servir e adorar ao Senhor o cristão deverá possuir uma consciência não cauterizada, pois:

[...] É alimentada pelo direito natural que o Todo-Poderoso incutiu em cada ser humano. Se a consciência não for devidamente educada, fatalmente será induzida a esquecer-se dos reclamos divinos. Eis a melhor forma de se educá-la: instruída na Palavra de Deus (Andrade, 1997, p. 73)

O espírito do ser humano tem sua origem em Deus, assim como no fim da vida terrestre do indivíduo o espírito voltará para o Senhor.

É então definido de forma teológica que o [...] Espírito é a parte imaterial que o Supremo Ser insuflou no ser humano, transmitindo-lhe a vida, o movimento e a semelhança com a divindade (Andrade, 1997, p. 117).

A explicação mais didática para entender a distinção do espírito e da alma, compreende-se na aprendizagem das faculdades de ambas, pois a alma tem como descrição: a vontade, o intelecto e as emoções; enquanto que o espírito possui como faculdades, a fé e a consciência.

II – ESPÍRITO, PECADO E SANTIFICAÇÃO

Orgulho, arrogância, soberba, vanglória e a inveja, são exemplos de pecados do espírito. O corpo corresponde com o olhar do ser humano para com os outros seres humanos. A alma trata-se da ação do olhar do ser humano para si mesmo. Já o espírito é o olhar do ser humano para Deus. Daí o pecado cometido do espírito não permite o crente olhar para Deus de forma satisfatória.

Analisando apenas os efeitos da inveja compreende-se que o termo utilizado para definir inveja no NT grego é zelos. Palavra que ocorre em dois sentidos: positivo e negativo.

No sentido positivo corresponde com cuidado, tanto o cuidado de Deus para com os teus (Ez 16.37), assim como a paixão por Deus que consome e estimula o homem (Barclay, 2010, p.44). O salmista assim escreveu: o zelo da tua casa me consumiu (Sl 69.9), exemplo que corresponde com o amor do cristão para com Deus.

Já no sentido negativo zelos indica ressentimento amargo e ciumento que torna uma persuasão ao pecado, portanto, o caracteriza como obra da carne e não como fruto do Espírito.

A existência da inveja no íntimo do cristão indica que este está sendo conduzido pela velha natureza. A natureza pecaminosa, também definida como maldita herança herdade de Adão.

Os efeitos da inveja são assim exemplificados:

A inveja foi responsável pelo assassinato de Abel cometido por Caim.

A venda de José por seus irmãos.

O decreto criado para condenar Daniel.

Sendo que no NT podem ser citados os seguintes exemplos:

A inveja dos saduceus (At 5.17);

A inveja dos pagãos (Rm 1.29);

A inveja entre os cristãos (1 Co 3.3;2Co 12.20);

A inveja, obra da carne (Gl 5.21);

Inveja entre obreiros (Fp 1.15);

A origem da inveja (1 Tm 6.4);

A inveja, sentimento de amargura (Tg 3.14) – (Gomes, 2016, p. 53).

III – REGENERAÇÃO E ADORAÇÃO

O novo nascimento é definido pela palavra regeneração, que significa gerar novamente. Termo grego para regeneração é παλιγγενεσία e significa novo nascimento, regeneração, reprodução, sendo que no sentido moral corresponde com mudança pela graça, sendo a mudança da natureza carnal para uma nova vida, ou mudança de uma vida pecaminosa para uma vida santificada. Subentende ainda que regeneração pode ser definida pelas seguintes palavras: retorno, renovação, restauração e restituição.

[...] Biblicamente, é uma mudança efetivada pela graça de uma natureza carnal para uma vida espiritual (Cabral, 2024, p. 30).

O novo nascimento não corresponde com a reencarnação, nascer em um novo corpo e em uma nova vida, mas corresponde em mudança de vida e de atitudes por passar a ser morada do Espírito Santo. É nascer da água e do Espírito, verdade que corresponde com o arrepender de todos os pecados, e ser submisso e guiado pelo Espírito Santo.

Algumas referências Bíblicas descrevem a necessidade do novo nascimento por parte dos homens:

Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram (Rm 5.12) – todos pecaram, logo é necessário que os que ainda estão no pecado voltem para o Senhor Jesus, pois em Cristo Jesus somos justificados.

Consequentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens (Rm 5.18) – a transgressão resultou na condenação de todos os homens, isto é, o pecado presente na vida do indivíduo efetua na condenação, logo é necessário que os que ainda estão no pecado voltem para o Senhor Jesus, pois a justiça de Cristo resulta na justificação que outorga vida com abundância.

A lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça (Rm 5.20) – o pecado tem aumentado e destruído o convívio entre as pessoas, logo é necessário que haja novo nascimento para que na vida destes transborde a graça de Deus.

Referências:

ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

BARCLAY, William. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.

CABRAL, Elienal. E o Verbo se fez carne: Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito, como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.