Deus é Fiel

Deus é Fiel

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: A Queda do Ser Humano

A Queda do Ser Humano
A verdade prática permite compreender que ao pecar contra Deus, o homem perdeu o completo domínio sobre a criação e tornou-se vulnerável à morte; em Cristo, porém temos o Reino e a vida eterna. Verdade prática que corrobora com o texto áureo, que assim está escrito:
Pelo que como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.
O presente texto Bíblico permite compreender as seguintes verdades:
ü  Por causa da desobediência de Adão o pecado entrou no mundo.
ü  O pecado original teve como uma das consequências à morte.
ü  O fim da vida com a consumação da morte ensina que o pecado original tornou todos os homens pecadores.
Portanto, o objetivo geral da presente lição é:
Conscientizar acerca da gravidade da queda do ser humano.
E os objetivos específicos são:
Relacionar o livre-arbítrio com a soberania divina.
Apresentar a Queda como um evento histórico e literal.
Pontuar as consequências da queda de Adão.
I – O LIVRE-ARBÍTRIO DO SER HUMANO
Para Andrade o livre-arbítrio corresponde com o instituto que nos faculta escolher entre o bem e o mal. Do uso que fazemos deste instrumento, prestaremos contas ao Supremo Juiz no último dia. Sem o livre-arbítrio, o homem jamais poderia firmar-se como criatura racional e moralmente livre (1997, p.174).
 Logo, sem o livre-arbítrio o ser humano não seria autônomo e nem consciente da sua própria existência. Entretanto, o livre-arbítrio do homem não elimina a soberania divina, pois, Deus está no controle de todas as coisas. Logo, as decisões de cada indivíduo são definidas pelo Senhor. Por isso, Salomão escreve: do homem são as preparações do coração, mas do Senhor, a resposta da boca (Pv 16.1).
Deus governa a humanidade e a cada ser que na Terra habita, sendo assim, todas as coisas acontecem mediante os decretos de Deus.
A vida do ser humano está nas mãos de Deus. O que poderá ocorre dentre alguns minutos só Ele sabe, porém a certeza que todo cristão deverá ter é a de que Deus não é limitado pelo tempo, pois Ele é eterno, e sendo eterno Ele outorga a todos os que aceitarem a Ele como Salvador, o direito da vida eterna, isto é, a possibilidade de viver eternamente ao lado do Senhor.
II – A QUEDA, UM EVENTO HISTÓRICO E LITERAL
Adão representava perante Deus toda a humanidade. A aliança de Deus com Adão tinha uma promessa (vida eterna), uma condição (obediência) e uma pena (a morte). Para a obtenção da promessa de viver eternamente, Adão não poderia desobedecer a Palavra divina de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Adão desobedeceu, logo sofreu como pena a morte.
A desobediência de Adão descreve a queda da humanidade. Queda que teve como iniciação a tentação que foi motivada pela concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida.
A concupiscência dos olhos é descrita pelo ato de olhar para o objeto proibido, enquanto a concupiscência da carne é descrita pelo desejo de possuir, isto é, tomar posse, e por fim, a soberba da vida se resume no sentimento do indivíduo de ser igual a Deus, tendo o conhecimento do bem e do mal.
III – AS CONSEQUENCIAS DA QUEDA DE ADÃO
Uma análise De Gênesis 3 permite compreender que as consequências do pecado foram:
A primeira consequência foi de ordem espiritual, pois Adão juntamente com Eva ao ouvirem a voz de Deus esconderam da presença do Senhor (Gn 3.8).
Já a segunda de ordem física foi direcionada a serpente que se tornou maldita mais do que todos os animais do campo, andaria sobre o ventre e do pó da terra sobreviveria (Gn 3.14).
A terceira, também de ordem física, a mulher passaria a sofre dores no parto e sofreria a partir de então o domínio do marido (Gn 3.16).
A quarta consequência está direcionada com a maldição da terra, com o surgimento de espinhos e cardos (Gn 3.17,18).
A quinta de ordem também física, a dor para conseguir o pão (Gn 3.19).
E a última é definida como a pena que se consuma com o fim da vida na terra, a morte (Gn 3.19). [...] Se Adão e Eva não tivessem pecado, estariam eles conosco até hoje. A morte é a mais triste consequência do pecado (Rm 6.23). Todavia, a pior morte que alguém pode experimentar é a separação eterna de Deus; a segunda morte (Ap 2.11;20.6). Quando a nós, os que já recebemos Jesus Cristo como o nosso Senhor e Salvador, a morte não terá efeito sobre nós, porque Ele é a ressurreição e a vida (Jo 11.25) – (ANDRADE, 2019, p.91).
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa. A Raça Humana: Origem, queda e redenção Rio de Janeiro: CPAD, 2019.
ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Põe em ordem a tua casa para que vivas

Põe em ordem a tua casa para que vivas
Texto: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás (Is 38.1b).
O texto em apreço descreve a situação: de um monarca, de um reino e de um trono. E tem como personagens, o profeta Isaías e o rei Ezequias. O profeta foi enviado por Deus ao rei para entregar a seguinte mensagem: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás. A enfermidade de Ezequias era mortal e a casa do rei deveria encontrar a ordem necessária, pois ele (o rei) iria morrer.
Aplicando o texto para com a realidade das famílias na modernidade pode compreender que se não há ordem à morte reina nos lares. Sendo esta morte a ausência da paz, de harmonia e até mesmo a ausência da moralidade. Porém, quando há ordem a vida se notabiliza nas famílias, pois a alegria torna-se real, a unidade e principalmente os princípios éticos. Em suma, é necessário compreende que a desordem proporciona a morte, enquanto a ordem produz vida.
Lar em desordem produz a morte
Em Gênesis torna-se notório o exemplo de duas famílias em que a desordem proporciona a morte. A família de Caim e a família de Ló.
Lameque descendente de Caim é o primeiro polígamo da narrativa histórica, casou-se com Ada e Zilá e dentre os filhos ele teve Naamá que é considerada a primeira prostituta da história. Poligamia, prostituição e violência descreve a desordem presente na descendência de Caim (Gn 4.19-24).
A desobediência e a corrupção são visíveis na família de Ló. Deus ordenou a família do sobrinho de Abraão que ao sair de Sodoma não olhasse para trás. Porém, a esposa de Ló desobedeceu a ordenança Divina e se transformou em uma estátua de sal (Gn 19.26). E para piorar a situação, as duas filhas de Ló, o embriagou e mantiveram relações sexuais com ele (Gn 19.33-38), fato que corrobora com a afirmação: a desordem proporciona a morte moral.
Portanto, a desordem presente nos lares poderá ser notável pelas seguintes ações negativas: desobediência, corrupção, poligamia, prostituição e violência. Ações que revelam e produz a morte espiritual, física e moral.
Lar em ordem tem vida
A presença de Deus na família produz vida. E Deus age onde há ordem. Verdade que é corroborada na criação de todas as coisas e no agir de Deus quanto o profeta Elias desafiou os profetas de Baal.
1- Lições para as famílias no que corresponde à presença da ordem na criação (Gn 1). Deus criou todas as coisas em seis dias e no sétimo dia Ele descansou. Na criação Deus outorga aos lares lições para que a convivência em ordem possibilite vida abundante na presença do Senhor.
No primeiro dia da criação Deus fez a luz. A luz é essencial para a existência da vida. Sendo assim, o lar que anda na luz, tem vida em Cristo Jesus.
No segundo dia Deus fez separação entre as expansões das águas, fazendo assim o firmamento. Logo, o lar em ordem separa das coisas más deste mundo para se aproximar de Deus e desfrutar do agir poderoso do Senhor.
O terceiro dia foi marcado pelo surgimento das ervas e das árvores. Fenômeno da criação em que Deus adorna a criação. Lar adornado descreve e possibilita a ordem.
Já no quarto dia Deus faz os luminares. Lar em que há luz as trevas não opera.
Do primeiro ao quarto dia da criação Deus põe em ordem a criação, já nos dias seguintes Deus outorga vida à criação. Pois, no quinto dia os répteis, aves e demais grupos de animais são criados, e no dia seguinte Deus continua a criação dos seres vivos, porém o sexto dia é marcado com a criação da obra prima, o ser humano. Lar em que a ordem está presente Deus ordena a vida.
Andar na luz, viver separado do mundo, ser adornado pelo Espírito Santo e ser a luz, são algumas das descrições que descrevem a presença de Deus na vida daquele que vive em conformidade com a vontade do Senhor.
2- Deus opera onde há ordem (1 Rs 18.30-38). A nação de Israel estava entregue à idolatria com a adoração ao deus Baal. Porém, Elias desafiou os profetas de Baal a irem para o monte Carmelo e clamarem, sendo que aquele que respondesse seria Deus, se Baal ou o Senhor de Israel. Os profetas de Baal clamaram toda a manhã e nada aconteceu, mas quando chegou o momento de Elias, ele clamou e Deus respondeu, porém a primeira coisa que Elias fez antes de clamar foi reparar o altar.
As famílias precisam reparar o altar, ordenando as ações e atitudes conforme os desígnios de Deus. Altar ordenado nos lares se caracteriza em famílias que desfrutam do melhor de Deus.

Por fim, lares em que não há ordem são identificados pela poligamia, violência, prostituição, desobediência e corrupção. Já os lares em que a ordem é visível a vida torna-se abundante pela presença do Senhor.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: A Sexualidade Humana


A Sexualidade Humana
A verdade prática permite compreender que a sexualidade humana tem por objetivo a união do homem e da mulher, no casamento, a reprodução da espécie e a glorificação do Deus Criador.
Sendo que a verdade prática corrobora para com o texto áureo que assim está escrito:
Ele, porém, respondendo, disse-lhe: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne?
Texto Bíblico que permite compreender as seguintes verdades:
Deus criou macho e fêmea.
Deus instituiu a família unindo o homem à mulher, tornando assim ambos em uma única carne.
Portanto o objetivo geral da lição é:
Mostrar que o sexo foi criado por Deus para ser desfrutado dentro do matrimônio.
E os objetivos específicos são:
Conceituar a palavra sexo e enfatizar que Deus criou apenas dois sexos.
Elencar os objetivos da sexualidade humana.
Apontar as distorções da sexualidade.
I – DEUS CRIOU APENAS DOIS SEXOS
O termo sexo no que corresponde a definição física tem como significado a particularidade que difere macho de fêmea, e fêmea de macho. Já no que corresponde ao ato sexual compreende-se que o sexo é uma ação reprodutiva em que há a união dos dois sexos.
 [...] Desse modo, a completa satisfação sexual envolve emoções, sentimentos, carícias e prazer para ambos os cônjuges. De acordo com as Escrituras, o romance e o dom da sexualidade devem ser usados para o prazer mútuo dentro do contexto do casamento monogâmico e heterossexual (BAPTISTA, p. 95).
II – OBJETIVO DA SEXUALIDADE HUMANA
O sexo em si não é pecado se o mesmo for realizado no casamento. Porém, antes ou fora do casamento o sexo deixa de ser uma bênção e passa a ser uma maldição. Como bênção o sexo proporciona maior harmonia entre os cônjuges e é o meio pelo qual Deus em sua bondade outorga a possibilidade da vida se perpetuar, ou seja, por meio do sexo há a procriação, porém o sexo tem finalidades além da procriação, como exemplo: o desfrutar da vida matrimonial.
O desfrutar da vida matrimonial por meio do sexo outorga ao homem:
Satisfação física e emocional;
Satisfação do senso de masculinidade;
Proporciona o aumenta do amor para com a esposa.
E proporciona a redução das tenções no lar.
Já para a mulher o desfrutar da vida matrimonial por meio do sexo outorga:
Satisfação física e mental;
Satisfação do senso de feminilidade;
Assegura o amor do esposo;
Proporciona relaxamento para o sistema nervoso.
Por fim, o presente tópico permite a compreensão de que Deus é glorificado quando o sexo é desenvolvido mediante os padrões da Bíblia Sagrada.
III – DISTORÇÕES DA SEXUALIDADE
O presente tópico apresenta quatro distorções no que se refere à sexualidade conforme a Bíblia Sagrada, que são: o adultério, a fornicação, a homossexualidade e a ideologia de gênero.
Sobre o adultério percebe-se que em algumas versões bíblicas o termo utilizado é prostituição (pornéia), isto é, imoralidade sexual. Para muitos eruditos a prática do adultério corresponde com a traição entre casais e, de fato adultério tem como significado dormir em cama estranha.
Já a relação sexual entre jovens sem haver a venda do corpo e sem está relacionada com a traição de um dos cônjuges é definida pelo termo fornicação.
No que se refere a ideologia de gênero percebe-se que esta corresponde com a propagação das ideias centrais da ausência de sexo, composta por ativistas que justificam seus preceitos dizendo que o indivíduo nasce neutro, pois o ser masculino e feminino são construções culturais impostas pela sociedade no decorrer da história.
A bandeira dos ativistas da ideologia de gênero é justificada pela presença dos problemas sociais, ou seja, instruindo a sociedade sobre as questões de gênero, para eles, a sociedade estará resolvendo problemas históricos, porém os seres humanos poderão e deverão viver sem preconceito, mas não podemos impor a uma criança uma fantasia de sexo “plural” como forma de felicidade, pois estaremos mudando a natureza das coisas, o curso da história, e veremos em um futuro bem próximo o retorno como problemas sociais gerados pelas relações conflitantes que se desenvolveram. O ser humano não é tecnologia, portanto não pode ser tratado com ela, e sim com amor e direitos (LOBO, p.18).
Por fim, percebe-se que a ideologia marxista por meio do seu idealizador e seguidores tem como objetivo por meio da ideologia de gênero destruir o modelo de família monogâmico, patriarcal e heterossexual.
Referência:
BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos, enfrentando as questões morais de nosso tempo. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
LOBO, Marisa. Família em perigo, o que todos devem saber sobre a ideologia de gênero. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2016.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: A Unidade da Raça Humana


A Unidade da Raça Humana
A verdade prática permite compreender que o homem apesar das muitas línguas, povos e nações, toda a humanidade provém de um único casal: Adão e Eva; nesse sentido, somos todos irmãos. Sendo que a verdade prática corrobora para com o texto áureo que apresenta três perguntas, não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais?
Perguntas estas que revelam três pontos essenciais para a compreensão da unidade da raça humana:
Mesma origem paterna.
Mesma fonte na essência da criação.
E por fim, há necessidade exclusiva para desenvolver um viver em lealdade uns para com os outros.
Entretanto, a lição tem como ponto central descrever que toda humanidade provém de um único casal: Adão e Eva. E confirma o objetivo geral que é esclarecer que toda humanidade provém de um único casal: Adão e Eva.
I – A UNIDADE RACIAL DO SER HUMANO
Apresentar a unidade racial do ser humano é o objetivo do presente tópico.
A unidade da raça humana é ratificada na Bíblia por ter os seres humanos sua origem em Deus. Origem não por ato do por acaso, a evolução, mas de fato no ato criativo de Deus em fazer do nada e outorgar vida à obra prima da criação.
Ensinar a respeito da unidade da raça humana é se posicionar de maneira contrária a atos racistas, pois o racismo torna-se uma ação praticada por aqueles que se acham superiores a outros, sendo por cor ou até mesmo por status físicos agregados à formação corpórea.
Biblicamente pode-se afirmar a unidade psicológica do ser humano, pois a herança psicológica e emocional de todos os indivíduos do mundo é de uma única fonte, o que gabarita em ser de base comum.
II – A UNIDADE LINGUÍSTICA ORIGINAL DA HUMANIDADE
A língua original da humanidade não era o hebraico, pois este idioma só se firmou em período posterior ao acontecimento da Torre de Babel. Portanto, discorrer sobre a unidade linguística original da humanidade é o objetivo do segundo tópico.
Conforme o livro de Gênesis capítulo 11 percebe-se que o povo era um, de mesma língua e com um único propósito, edificar uma cidade e uma torre cujo cume tocasse nos céus (Gn 11. 4). Já eram decorridos 120 anos do dilúvio. A união não é algo ruim, mas aquela geração tinha como meta opor se a autoridade de Deus. Com propósitos opostos a vontade de Deus, assim sendo Deus confundiu a língua daquela geração para que um não entendesse a linguagem do outro.
O capítulo 10 de gênesis relaciona os descendentes de Noé conforme “sua famílias, segundo suas línguas, suas terras e suas políticas” (Gn 10.5, 20, 31).
a) Segundo suas famílias; corresponde a questão etnológica, ou seja, a origem antropológica, racial. Assim sendo os três troncos da povoação da terra: Sem, Cam e Jafé.
b) Segundo suas línguas; corresponde a questão glotológica, ou seja, a origem de cada povo estava inteiramente relacionada à suas origens e formação.
c) Segundo suas terras; que corresponde a questão geográfica, ou seja, a posse de terras pelos povos pós-dilúvio.
d) Segundo suas nações; que corresponde a questão política. Administração de um grupo por representação de uma pessoa com caráter governamental.
III – EM CRISTO TODOS SOMOS UM
O último tópico descreve a respeito do pecado, as consequências do pecado e a solução para por fim com o domínio do pecado; pois refletir sobre a unidade em Cristo é o objetivo específico do presente tópico.
O pecado foi introduzido no mundo por um único homem, porém por meio deste todos pecaram, pois o pecado é universal. E as consequências do pecado são agravantes para com toda a humanidade, porque conforme os seguintes textos da Bíblia Sagrada (Gn 2.17; Rm 5.12; Rm 6.23) a morte é consequência do pecado o que com outras palavras Champlin expressa que a morte é a punição contra o pecado (p.363).
Já Tiago em sua epístola corrobora com o enunciado acima: depois havendo a concupiscência concebido, dá a luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte (Tg 1.15). Logo, a morte é consequência direta do pecado de Adão.
Porém, o segundo Adão, o Senhor Jesus nos livra do poder, da presença e da punição do pecado, pois [...] não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos (Rm 5.15). Ou seja, em Cristo Jesus todos somos um.
REFERÊNCIA
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 4. São Paulo: Hagnos, 2014.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: Os Atributos do Ser Humano


Os Atributos do Ser Humano
A verdade prática permite compreender que o homem criado à imagem de Deus, é um ser espiritual, racional, livre e criativo; sua missão primordial é glorificar o Criador e Mantenedor de todas as coisas.
Portanto, a lição tem como ponto central descrever o ser humano com os atributos que o define em ser espiritual, racional, livre e criativo. Sendo assim o objetivo geral da presente lição é mostrar a complexidade do ser humano, pois ele é um ser espiritual, racional, livre e criativo.
I – A ESPIRITUALIDADE HUMANA
O ser humano é composto por três partes: corpo, alma e espírito. A alma e o espírito correspondem com a parte imaterial. O espírito do ser humano tem sua origem em Deus.
O espírito é a parte do ser humano que anseia pelo Senhor e por tudo que esteja relaciona com a vontade do Senhor.
Portanto, já no que corresponde ao estilo de vida, há três tipos de homens: o natural, o carnal e espiritual.
Para que o ser humano se agrupe na classe dos espirituais é necessário que o indivíduo passe pelo nascimento espiritual, ou seja, pelo processo da regeneração que é uma das doutrinas fundamentais da fé cristã.
A regeneração trata-se do novo nascimento, que na narrativa do evangelista João se refere ao nascer da água e do Espírito (Jo 3.1-6). Ao passar pelo novo nascimento a vida da pessoa é mudada e tudo se torna novo (2Co 5.17). Sendo assim, o homem espiritual desenvolve o fruto do Espírito que são: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e contra essas coisas não há lei. E o apóstolo Paulo ainda aconselha: se vivemos no Espírito, andemos no Espírito (Gl 5.22,23,25).
II – A RACIONALIDADE HUMANA
Deus é racional e o homem foi criado com racionalidade, logo o culto a Deus deverá ser racional.
O culto racional segundo o texto Sagrado deverá ser a apresentação do corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.
A descrição sacrifício vivo corresponde ao ato desenvolvido na Antiga Aliança em que o animal era imolado consumando a adoração na morte do animal, porém na Nova Aliança não é necessário a ocorrência da morte, mas em contrapartida a adoração deverá ser desenvolvida em um corpo vivo. Além de ser um corpo vivo também é necessário à apresentação ao Senhor em santidade, tornando assim o sacrifício um ato agradável a Deus.
[...] Racional indica que ofertar é a única reação possível de ser pensada diante de todas as boas dádivas que Deus nos deu (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 393).
III – SOCIABILIDADE HUMANA
Deus outorgou ao ser humano a habilidade de socializar. A socialização torna-se necessária para que ocorra o desenvolvimento de ações que possibilite harmonia na sociedade.
Lembrando que por meio da socialização famílias tem a sua origem, assim como por meio da socialização famílias são destruídas. Logo, a socialização deverá ser desenvolvida mediante práticas espirituais, baseadas nos princípios oriundos da Bíblia Sagrada. Os relacionamentos devem ser santificados o que permite compreender que a Igreja representa a sociedade perfeita.
Em o Novo Testamento, a Igreja de Cristo é apresentada como a sociedade perfeita, porque nela todos formamos um único corpo (1 C 12.13). Essa união, impensável em termos sociológicos, é denominada o mistério de Deus pelo apóstolo Paulo (Ef 3.1-12) – (ANDRADE, 2019, p.58).
IV - LIBERDADE HUMANA
Livre-arbítrio é o conceito a ser compreendido no presente tópico, pois Deus atributou aos seres humanos a liberdade.
O termo livre-arbítrio corresponde com o instituto que nos faculta escolher entre o bem e o mal. Do uso que fazemos deste instrumento, prestaremos contas ao Supremo Juiz no último dia. Sem o livre-arbítrio, o homem jamais poderia firmar-se como criatura racional e moralmente livre (ANDRADE, p.174).
O fato de o homem possuir o livre-arbítrio não retira a soberania de Deus, mas de fato a confirma. Pois, Deus em sua soberania outorgou ao homem a liberdade.
V – A CRIATIVIDADE HUMANA E O TRABALHO
O ser humano é criativo, isto é, o homem tem a capacidade de reinventar. Porém, a criatividade deverá ser focada no desenvolvimento de técnicas que beneficie a sociedade que se resumam nas atividades profissionais.
Já o trabalho é o conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim.
Um dos fins do trabalho é garantir a prosperidade humana. Pois, ninguém alcançará a verdadeira prosperidade sem trabalho, sendo que o trabalho em si dignifica o ser humano.
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa. A Raça Humana: Origem, queda e redenção Rio de Janeiro: CPAD, 2019.
ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: A Natureza do Ser Humano


A Natureza do Ser Humano
A verdade prática permite compreender que nossa tríplice natureza – física, mental e espiritual – deve ser plenamente consagrada a Deus, para que o mundo veja, em nosso ser, a imagem e a semelhança do Criador.
A presente lição outorga saberes referente a três doutrinas bíblicas: teontologia (doutrina que proporciona conhecer a Pessoa de Deus), angelologia (doutrina que estudo a compreensão dos anjos), e antropologia (doutrina que estuda o homem).
O objetivo geral da presente lição é expor que o corpo, a alma e o espírito constituem a natureza do ser humano.
I – A COMPLEXIDADE DO SER HUMANO
O presente tópico apresenta como objetivo específico: mostrar a complexidade do ser humano. Porém, para compreender esta complexidade o comentarista proporciona um olhar ímpar para o conhecimento a respeito da natureza de Deus e dos anjos.
Deus é definido por nomes específicos que descrevem a Sua natureza, porém, o fato que outorga informações fundamentais para o presente tópico correspondente ao nome do Senhor é Eu Sou o que Sou. Pois, o nome Eu Sou o que Sou possibilita a compreensão dos decretos de Deus. Eu Sou o que Sou indica que Deus criou todas as coisas, prover todas as coisas, restaura aqueles que se aproximam dEle e consumará todas as coisas. Eu Sou o que Sou indica que tudo acontece segundo a vontade de Deus, para glória de Deus e Deus está no controle de todas as coisas.
Já a respeito dos anjos pode se afirmar que eles são apresentados na Bíblia Sagrada com as seguintes características:
São seres criados (Sl 148.2,5).
Seres espirituais (Hb 1.13,14).
Seres pessoais (2 Sm 14.20).
Seres que não se casam e nem se reproduzem (Mt 22.30; Mc 12.25).
Seres imortais (Lc 20.35,36).
Seres poderosos (Sl 103.20).
Seres dotados de inteligência (2 Sm 14.17,20).
Seres gloriosos (Lc 9.26).
E, por fim, são seres numerosos (Dt 33.2).
É importante compreender também que o termo anjo é na Bíblia aplicado a homens, tendo como significado mensageiro.
II – CARACTERÍSTICAS DO CORPO HUMANO
As faculdades do corpo são: paladar, visão, tato, olfato e audição. Mas, para o presente tópico é importante elencar as características do corpo humano, pois tais características são: materialidade, visibilidade e mortalidade.
Materialidade indica que o ser humano foi criado de uma matéria já existente, neste caso a terra.
No que corresponde a visibilidade percebe-se que o homem é visível e tocável.
Porém, a mortalidade descreve que o homem sofreu a penalidade da interrupção da vida por causa do pecado original.
III – ALMA, O NOSSO ELO COM O MUNDO EXTERIOR
O intelecto, a vontade e as emoções são as faculdades pertencentes à alma. Portanto, o termo alma pode transmitir como definições explicativas a sede da vida, a parte interna do indivíduo e a parte imaterial do indivíduo. Logo, a definição de alma se resume em ser a área correspondente com as faculdades: psicológicas, emocionais e intelectuais; ou seja, a parte mais interior da natureza humana (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, p.791).
No que se refere à origem da alma, três teorias foram estabelecidas no decorrer da formação do saber teológico: teoria da preexistência, teoria do criacionismo e teoria participativa.
A teoria da preexistência da alma baseia em noções interligadas ao paganismo e se associa com os ensinamentos do espiritismo, a reencarnação. Já a teoria do criacionismo ratifica que Deus diariamente se dedica à criação de almas para habitar nos corpos concebidos. Por fim, a teoria participativa ou o traducianismo, segundo a qual a alma humana é transmitida pelos pais, aos filhos, no exato momento da concepção (ANDRADE, 1996, p.238).
IV – O ESPÍRITO E O NOSSO CONTATO COM DEUS
O espírito se notifica pelas faculdades: fé e consciência. O espírito é definido pelas línguas: hebraica, grega e latina; como o sopro, hálito, vento, princípio de vida.
O seu significado teológico, porém, vai muito além. Espírito é a parte imaterial que o Supremo Ser insuflou no ser humano, transmitindo-lhe a vida, o movimento e a semelhança com a divindade (ANDRADE, 1996, p.117).
Por fim, o homem possui dois conjuntos: o imaterial e o material.
O conjunto imaterial está subdividido em espírito e alma, sendo esta parte a descrição que se relaciona com o homem interior; enquanto, o conjunto material se associa com o corpo, isto é, o homem exterior.
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico. Ri de Janeiro: CPAD, 1996.
GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: A Criação de Eva, a Primeira Mulher


A Criação de Eva, a Primeira Mulher
A verdade prática permite compreender que na criação divina, a mulher é tão importante quanto o homem: ambos se completam e são igualmente importantes ao Reino de Deus.
A primeira mulher recebeu o nome de Eva. Adão ao olhar para a sua mulher pôs lhe o nome de Eva, isto é, vida (Gn 3.20). Pois, Eva é a mãe de todos os seres humanos. Há registros de que Eva teve juntamente com seu esposo sessenta (60) filhos, trinta e três (33) homens e vinte e sete (27) mulheres.
Eva vivia no paraíso, porém tanto ela como o seu esposo não estavam livres da tentação. O evangelista João relata na primeira epístola sobre a concupiscência dos olhos, da carne e a soberba da vida (1 Jo 2.16). Eva foi tentada pelo o olhar, ação que a conduziu, ao desejo físico e se transformou na soberba da vida, ser igual a Deus.
O objetivo geral da presente lição é expor a missão homem outorgada pelo Criador que é glorificar a Deus, propagar a espécie e administrar o planeta. Porém, para a concretização desta missão Deus já tinha em seu plano eterno planejado a criação da mulher.
I – A MULHER NO PLANO DE DEUS
A criação da mulher veio a ser o complemento da felicidade do homem, pois sem a mulher o homem seria um ser solitário. E não teria como multiplicar e encher a Deus.
Duas conclusões são retiradas:
Primeira, a solidão limita a felicidade, pois a solidão é ruim. Ser absoluto por excelência, o Criador prescinde de relacionamentos com a criação para ser o que é. Todavia, sua natureza amorosa e justa leva-o a revelar-se à criatura. E, conosco, aprofunda a comunhão. Por esse motivo, não poderia Ele admitir que o homem vivesse isolado e desprovido de semelhantes (ANDRADE, 2015, p.39).
Já a segunda conclusão se sintetiza em descrever que a solidão neste contexto não permite a propagação da espécie.
Logo, com base em Eva (esposa perfeita criada por Deus – perfeita anteriormente ao pecado), percebe-se que há diversos tipos de esposas. Entre os vários tipos de esposas, seguem-se alguns exemplos:
Esposa nervosa: vive gritando, não sabe escutar e nem conhece o momento ideal de falar.
Esposa fofoqueira: é conhecedora da vida de todos e é conhecida como o veículo móvel de comunicação da vizinhança por espalhar boatos.
Esposa ciumenta: não confia no esposo e possui ciúmes de todos que se aproxima do seu cônjuge.
Esposa preguiçosa: não faz nada ou pouco dos deveres cabíveis a sua pessoa.
Esposa ideal: é fiel, firme, prudente, piedosa, amorosa, submissa e além de tudo conhece a Deus. Aqui estão as palavras que descrevem o exemplo de mulher virtuosa, mulher que é admirada.
II – A CRIAÇÃO DA MULHER
O pastor Andrade explica que caso Eva fosse criada à semelhança de Adão não teria possibilidade o desenvolvimento da humanidade, pois o tronco genético não seria comum (2019). Porém, sendo Eva criada de Adão possibilitou assim a constituição de uma só carne. Fato que se notabiliza por meio do matrimônio que se estende com a constituição da sociedade.
Sobre a instituição do casamento comenta Andrade:
Com a instituição do casamento, tem início a História. Até a formação da mulher, havia apenas uma biografia solitária e sem muito interesse. Mas tudo muda, quando o Pai chama sua filha, Eva, à existência.
A partir daí, o drama humano haveria de ter livre curso. Da biografia de Adão à História Universal, plenifica-se na História Sagrada. Com a instituição do casamento, o Criador começaria a revelar a profundidade de seu amor à criatura racional, que, suscitada da terra, almeja o céu; feito no tempo, tem si a eternidade (2015, p.40).
III – A MISSÃO DA MULHER
A missão da mulher está sintetizada nas características da mulher virtuosa narrada nos escritos de Salomão, pois se percebe que a mulher virtuosa é descrita em Provérbios com definições conceituais semelhantes que se difere em termos, mas que se assemelha na definição:
Mulher da mocidade (Pv 5.18),
Graciosa (Pv 11.16),
Formosa (Pv 11.22),
Virtuosa (Pv 12.4),
Sábia (Pv 14.1),
E a mulher que teme ao Senhor (Pv 31.30).
Sendo assim a mulher virtuosa é diferenciada por duas qualidades: comportamento e sabedoria. O comportamento da mulher virtuosa é tido como respeitoso e admirado por todos. Já a sabedoria da mulher virtuosa é demonstrada no dia a dia por apresentar soluções às situações adversas.
Porém, há dois Ds que conduz o casamento ao fracasso que são: desrespeito e desconfiança. Porém, a mulher virtuosa é respeitada pelo marido e também recebe do mesmo a confiança devida, pois a mulher virtuosa sabe desenvolver com sabedoria suas atividades quer sejam elas domésticas ou não.
Pois, as três maiores realizações da mulher virtuosa são: ser esposa, ser mãe e ser dona de casa. No ensino da Bíblia não há proibição ao fato da mulher trabalhar fora da sua casa, porém, mesmo que ela seja executiva de uma grande empresa a mesma se sentirá realizada por ter um lar.
Por fim, o testemunho da mulher virtuosa é manifestado pelas suas obras. A mulher virtuosa não fala de si, porém, as suas obras dão testemunho do seu real valor.
Referência
ANDRADE, Claudionor. O Começo de todas as coisas, estudo sobre o livro de Gênesis. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
ANDRADE, Claudionor. A Raça Humana: Origem, queda e redenção. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.